https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/issue/feed Anais de Eventos Científicos CEJAM 2026-08-14T14:46:59+00:00 Prof. Dr. Abel Silva de Meneses pesquisa.inovacao@cejam.org.br Open Journal Systems https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/982 MODELO DE GESTÃO DA SAÚDE POPULACIONAL DO TRABALHADOR EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE 2026-07-03T21:53:55+00:00 Eduardo Luna de Oliveira Torres eduardo.torres@cejam.org.br <p><strong>Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), associadas ao sedentarismo, aos fatores psicossociais e às condições de trabalho, representam importante desafio para organizações de saúde, impactando absenteísmo, presenteísmo, produtividade e sustentabilidade institucional. Embora diversas instituições disponibilizem ações de promoção da saúde, essas iniciativas frequentemente permanecem fragmentadas, dificultando o acompanhamento longitudinal dos colaboradores e a mensuração de seus resultados. Nesse contexto, a gestão da saúde populacional constitui estratégia para integrar ações assistenciais, preventivas e gerenciais voltadas ao cuidado do trabalhador.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descrever um modelo de gestão da saúde populacional do trabalhador destinado à redução do absenteísmo e presenteísmo, ao controle dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis e ao fortalecimento da sustentabilidade organizacional em uma Organização Social de Saúde.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo institucional de gestão da saúde populacional estruturado a partir da integração entre saúde ocupacional, promoção da saúde, gestão baseada em evidências e tecnologia. O modelo contempla estratificação de risco dos colaboradores, acompanhamento multiprofissional longitudinal, monitoramento de indicadores clínicos e laboratoriais, incentivo à prática regular de atividade física, utilização integrada de benefícios corporativos, rastreamento de doenças crônicas e avaliação contínua por indicadores assistenciais e organizacionais. A iniciativa foi submetida ao programa institucional de inovação da organização e encontra-se em avaliação pelos setores estratégicos para futura implantação.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de gestão da saúde populacional do trabalhador, integrando estratificação de risco, acompanhamento multiprofissional, incentivo à promoção da saúde, utilização de tecnologias institucionais e monitoramento longitudinal por indicadores clínicos e organizacionais. O modelo estabelece indicadores para avaliação do absenteísmo, presenteísmo, afastamentos relacionados à saúde, prática de atividade física, controle das DCNT e qualidade de vida, permitindo mensurar seu impacto sobre a saúde dos colaboradores e sobre os resultados institucionais.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo proposto transforma ações isoladas de promoção da saúde em uma estratégia integrada de gestão da saúde populacional, orientada por evidências, indicadores e melhoria contínua. Além do potencial para qualificar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, contribui para a governança, sustentabilidade organizacional e geração de valor em Organizações Sociais de Saúde, apresentando potencial de replicação em diferentes contratos de gestão e fortalecendo práticas inovadoras em gestão do cuidado.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Palavras-chave</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Saúde Populacional; Saúde do Trabalhador; Governança em Saúde; Absenteísmo; Doenças Crônicas Não Transmissíveis.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Referências bibliográficas:</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; OGATA, A. J. N. <em>Saúde populacional: gestão e sustentabilidade para o cenário brasileiro</em>. São Paulo: Atheneu, 2022.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MALIK, A. M. <em>Gestão da competitividade na saúde</em>. Barueri: Manole, 2022.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; BERWICK, D. M. <em>The triple aim: care, health, and cost. Health Affairs</em>, v. 27, n. 3, p. 759-769, 2008.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>Healthy workplace framework and model: background and supporting literature and practices</em>. Geneva: WHO, 2010.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; NASH, D. B. et al. <em>Population health: creating a culture of wellness</em>. Burlington: Jones &amp; Bartlett Learning, 2016.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; OGATA, A. J. N. <em>Guia prático de qualidade de vida: como planejar e gerenciar o melhor programa para sua empresa</em>. São Paulo: Atheneu.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; REILLY, M. C. et al. <em>The validity and reproducibility of a work productivity and activity impairment instrument</em>. Pharmacoeconomics, v. 4, n. 5, p. 353-365, 1993.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>WHOQOL-BREF: introduction, administration, scoring and generic version</em>. Geneva: WHO, 1996.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; KROENKE, K.; SPITZER, R. L.; WILLIAMS, J. B. W. <em>The PHQ-9</em>. <em>Journal of General Internal Medicine</em>, 2001.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; SPITZER, R. L. et al. <em>A brief measure for assessing generalized anxiety disorder</em>. Archives of Internal Medicine, 2006.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>Global recommendations on physical activity for health</em>. Geneva: WHO, 2010.</p> 2026-07-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1003 ESCALA DIÁRIA COMPARTILHADA EM NUVEM PARA GESTÃO DE PROCESSOS E PESSOAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 2026-07-22T17:33:55+00:00 Silvania Estevão dos Santos silvania.santos@cejam.org.br Ana Paula Coelho de Freitas ana.freitas@cejam.org.br <p>O presente trabalho relata a experiência da implementação de uma escala de enfermagem diária dinâmica e compartilhada em nuvem a partir de uma base mensal, como ferramenta de governança e gestão de processos na Atenção Primária. A intervenção surgiu para superar a rigidez das escalas mensais estáticas tradicionais, que frequentemente falham em absorver intercorrências diárias, como capacitações externas, folgas pontuais e necessidades de cobertura assistencial, gerando sobrecarga e ruídos comunicacionais. A metodologia consistiu na conversão da escala mensal em uma planilha dinâmica no Google Drive, com acesso em tempo real para vinte e nove profissionais de enfermagem (nove enfermeiros e vinte auxiliares) integrados a nove equipes da Estratégia Saúde da Família, permitindo a distribuição clara e visível de rotinas operacionais como acolhimento, vacinação, medicação e curativos. Como resultados, a ferramenta promoveu ganhos expressivos na governança e no clima organizacional ao eliminar incertezas sobre alocações, equilibrar a carga de trabalho durante ausências programadas, fortalecer a liderança do enfermeiro na gestão de pessoas e assegurar o dimensionamento contínuo das salas de alta demanda sem gerar desassistência ao território. Conclui-se que a tecnologia leve em nuvem consolidou-se como uma estratégia de baixo custo e elevado impacto, promovendo transparência, equidade no manejo do pessoal e continuidade da assistência prestada à população.</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/998 MAPEAMENTO COMPORTAMENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 2026-07-20T17:14:39+00:00 Helena Souza helena.penha@cejam.org.br <p>A equipe administrativa das Unidades Básicas de Saúde desempenha papel fundamental no acolhimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo diretamente influenciada pela qualidade da comunicação interna. Este estudo teve como objetivo relatar os impactos da aplicação da metodologia DISC na melhoria das relações interpessoais, da comunicação e da satisfação dos usuários em uma Unidade Básica de Saúde. Trata-se de um relato de experiência, no qual foi aplicado o questionário DISC para identificar os perfis comportamentais dos colaboradores, seguido de oficina de devolutiva e reorganização das funções conforme as características predominantes de cada profissional. Após 30 dias, os resultados foram avaliados por meio de reuniões administrativas e manifestações dos usuários. Observou-se redução significativa dos ruídos de comunicação, maior integração e cooperação entre os membros da equipe e melhoria do clima organizacional. A redistribuição dos profissionais conforme suas habilidades favoreceu um atendimento mais humanizado na recepção e maior eficiência nas atividades administrativas de retaguarda. Os registros da ouvidoria evidenciaram diminuição das queixas relacionadas ao tempo de espera e aumento dos relatos positivos quanto à agilidade, empatia e resolutividade do atendimento. Conclui-se que a metodologia DISC mostrou-se uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da gestão de pessoas na Atenção Primária, promovendo desenvolvimento das competências socioemocionais, melhoria dos processos de trabalho e qualificação do acolhimento ao usuário, contribuindo para a humanização da assistência e para o fortalecimento dos princípios do SUS.</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1005 USO DE INDICADORES PARA QUALIFICAÇÃO DO REGISTRO DE VISITAS DOMICILIARES E FORTALECIMENTO DA GESTÃO DO CUIDADO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE 2026-07-23T16:41:21+00:00 Priscila Vieira Pacheco priscila.pacheco@cejam.org.br Antonio Marcos Freitas de Queiroz ubsmacedonia@cejam.org.br Ana Maria de A. Prado Varga ubsmacedonia@cejam.org.br Eliana dos Santos Reis ubsmacedonia@cejam.org.br Roseane Galvão Soares ubsmacedonia@cejam.org.br Pamela Panta da Silva ubsmacedonia@cejam.org.br Joeline dos Santos ubsmacedonia@cejam.org.br <p>A implantação de um plano de melhoria na UBS Jardim Macedônia fortaleceu o monitoramento dos registros de visitas domiciliares, por meio da qualificação das equipes, definição de metas e acompanhamento contínuo dos indicadores. Como resultado, houve redução significativa dos usuários sem registro de visita domiciliar e sem acompanhamento, com destaque para crianças, gestantes, hipertensos e diabéticos. A iniciativa contribuiu para aprimorar a qualidade dos registros, ampliar a continuidade do cuidado e apoiar a tomada de decisão na Atenção Primária à Saúde, mantendo o acompanhamento dos idosos como prioridade para os próximos ciclos de melhoria.</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/994 IMPLANTAÇÃO DA GOVERNANÇA CLÍNICA DURANTE A TRANSIÇÃO ENTRE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE 2026-07-20T15:45:35+00:00 Eduardo Luna de Oliveira Torres eduardo.torres@cejam.org.br Hanne Cabral dos Santos hanne.santos@cejam.org.br Paula Dal Maso Altimari paula.altimari@cejam.org.br <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução</strong>: A transição entre Organizações Sociais de Saúde representa um período de elevada complexidade para os serviços públicos de saúde, exigindo estratégias capazes de assegurar a continuidade assistencial, fortalecer a qualidade do cuidado e estruturar mecanismos permanentes de governança clínica. Embora a governança clínica seja reconhecida como elemento fundamental para a qualidade e a segurança do paciente, permanecem escassos modelos organizacionais que orientem sua implantação durante processos de transição institucional.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Descrever o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, utilizando a gestão da mudança como estratégia para fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a governança institucional.</p> <p><strong>Método</strong>: Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica em um pronto-socorro público de alta demanda durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, entre maio de 2025 e março de 2026. O modelo foi construído a partir da integração entre planejamento estratégico institucional, recomendações do Instituto Qualisa de Gestão, requisitos da Organização Nacional de Acreditação, gestão da mudança, gestão de riscos, padronização de processos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua, sendo sistematizado em componentes organizacionais destinados ao fortalecimento da governança clínica e da gestão institucional.</p> <p><strong>Resultados</strong>: O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante processos de transição entre Organizações Sociais de Saúde. O modelo foi organizado em seis componentes interdependentes: planejamento estratégico, políticas institucionais, gestão de riscos, padronização dos processos assistenciais e administrativos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua. A integração desses componentes permitiu conduzir a transição institucional de forma planejada, fortalecer a governança clínica, apoiar a continuidade assistencial e contribuir para a manutenção e recertificação da acreditação, oferecendo um referencial potencialmente adaptável para outros serviços públicos de saúde.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: O modelo proposto transforma a gestão da mudança em estratégia estruturante para implantação da governança clínica durante processos de transição organizacional. Além de fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a gestão baseada em evidências, apresenta potencial de replicação em diferentes Organizações Sociais de Saúde e outros serviços públicos, contribuindo para a consolidação de práticas inovadoras de governança institucional.</p> <p><strong data-start="108" data-end="127">Palavras-chave:</strong> Governança Clínica; Gestão da Mudança; Gestão em Saúde; Segurança do Paciente; Acreditação.</p> <p><strong>Referências:</strong></p> <ol> <li>Kotter JP. <strong>Leading change</strong>. Boston: Harvard Business School Press; 1996.</li> <li>Hiatt JM. <strong>ADKAR: a model for change in business, government and our community</strong>. Loveland: Prosci Learning Center Publications; 2006.</li> <li>Scally G, Donaldson LJ. Clinical governance and the drive for quality improvement in the new NHS in England. <strong>BMJ</strong>. 1998;317(7150):61-65.</li> <li>Ogrinc G, Davies L, Goodman D, Batalden P, Davidoff F, Stevens D. SQUIRE 2.0 (Standards for QUality Improvement Reporting Excellence): revised publication guidelines from a detailed consensus process. <strong>BMJ Qual Saf</strong>. 2016;25(12):986-992. doi:10.1136/bmjqs-2015-004411.</li> <li>Caci L, Nyantakyi E, Blum K, et al. Organizational readiness for change: a systematic review of the healthcare literature. <strong>Implement Res Pract</strong>. 2025;6:26334895251334536. doi:10.1177/26334895251334536.</li> <li>Organização Nacional de Acreditação. <strong>Manual Brasileiro de Acreditação: Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde</strong>. Versão 2022. Brasília: ONA; 2022.</li> <li>Barends E, Rousseau DM, Briner RB. <strong>Evidence-based management: the basic principles</strong>. Amsterdam: Center for Evidence-Based Management; 2014.</li> </ol> 2026-07-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1015 MODELO DE GOVERNANÇA ORGANIZACIONAL INCLUSIVA EM EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO 2026-07-27T20:39:31+00:00 Eduardo Luna de Oliveira Torres eduardo.torres@cejam.org.br <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong>A crescente diversidade de vínculos contratuais nos serviços públicos de saúde representa um desafio para a integração das equipes multiprofissionais, a comunicação institucional e os processos de governança. Em organizações administradas por Organizações Sociais de Saúde, a coexistência de empregados celetistas, profissionais contratados como pessoas jurídicas, colaboradores terceirizados e outros prestadores de serviços exige estratégias capazes de fortalecer o alinhamento institucional, a participação multiprofissional e a corresponsabilização pela qualidade assistencial e segurança do paciente.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Relatar a experiência de implantação de um modelo de governança organizacional inclusiva destinado a integrar profissionais com diferentes vínculos contratuais aos processos formais de governança de um pronto-socorro público.</p> <p><strong>Método: </strong>Relato de experiência elaborado conforme as recomendações do <em>Standards for Quality Improvement Reporting Excellence</em> (SQUIRE 2.0), desenvolvido entre maio de 2025 e maio de 2026 em um pronto-socorro público de porta aberta administrado por uma Organização Social de Saúde. O modelo foi fundamentado em princípios de governança clínica, liderança participativa, cultura organizacional, gestão baseada em evidências e melhoria contínua. As estratégias contemplaram a inclusão de profissionais de diferentes vínculos nos <em>Safety Huddles</em>, Comitê Executivo, reuniões de resultados, visitas multidisciplinares, comissões institucionais, treinamentos locais e ações permanentes de alinhamento organizacional e reconhecimento institucional.</p> <p><strong>Resultados: </strong>A implantação do modelo possibilitou a incorporação sistemática de profissionais com diferentes modalidades de contratação aos principais espaços de comunicação, tomada de decisão, monitoramento de indicadores e desenvolvimento institucional. A experiência permitiu estruturar um modelo conceitual composto por quatro componentes interdependentes: governança participativa, alinhamento institucional, desenvolvimento organizacional e integração com reconhecimento profissional. Observou-se fortalecimento da comunicação transversal, ampliação da participação multiprofissional, maior corresponsabilização pelos resultados institucionais e consolidação de uma cultura organizacional orientada à qualidade e à segurança do paciente, reduzindo barreiras tradicionalmente associadas à fragmentação decorrente dos diferentes vínculos profissionais.</p> <p><strong>Conclusão: </strong>O modelo de governança organizacional inclusiva mostrou-se uma estratégia gerencial viável para integrar profissionais com diferentes vínculos contratuais aos processos formais de governança institucional. A experiência demonstra que a participação ativa de todos os profissionais envolvidos na produção do cuidado pode fortalecer a cultura organizacional, a governança clínica, a qualidade assistencial e a segurança do paciente, apresentando potencial de adaptação para outras organizações de saúde que operam com estruturas híbridas de contratação.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Governança em Saúde; Cultura Organizacional; Gestão em Saúde; Segurança do Paciente; Trabalho Interprofissional.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Referências</strong></p> <ol> <li>Ogrinc G, Davies L, Goodman D, Batalden P, Davidoff F, Stevens D. SQUIRE 2.0 (Standards for Quality Improvement Reporting Excellence): revised publication guidelines from a detailed consensus process. <em>BMJ Qual Saf</em>. 2016;25(12):986-992.</li> <li>World Health Organization. <em>Global Patient Safety Action Plan 2021–2030: Towards Eliminating Avoidable Harm in Health Care</em>. Geneva: WHO; 2021.</li> <li>Schein EH, Schein PA. <em>Organizational Culture and Leadership</em>. 5th ed. Hoboken: Wiley; 2024.</li> <li>Edmondson AC. <em>The Fearless Organization: Creating Psychological Safety in the Workplace for Learning, Innovation, and Growth</em>. Hoboken: Wiley; 2019.</li> <li>Finn M, Walsh A, Rafter N, et al. Effect of interventions to improve safety culture on healthcare workers in hospital settings: a systematic review of the international literature. <em>BMJ Open Qual</em>. 2024;13(2):e002506.</li> <li>Joint Commission International. <em>Leading a Culture of Safety: A Blueprint for Success</em>. 2nd ed. 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Pacientes com hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e outras condições crônicas frequentemente procuram os serviços de urgência durante episódios de descompensação clínica e, após estabilização, retornam ao domicílio sem mecanismos estruturados de reintegração à Atenção Primária à Saúde (APS). Essa descontinuidade favorece a fragmentação assistencial, a recorrência de atendimentos, hospitalizações potencialmente evitáveis e piores desfechos clínicos. Embora a APS seja reconhecida como coordenadora do cuidado, permanecem pouco exploradas estratégias organizacionais capazes de utilizar a passagem do paciente pela urgência como oportunidade para fortalecer a integração entre os níveis assistenciais e promover a continuidade do cuidado.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descrever o desenvolvimento de um modelo organizacional de coordenação do cuidado para pacientes com doenças crônicas descompensadas atendidos em um serviço de urgência, visando fortalecer sua integração com a Atenção Primária à Saúde e favorecer a continuidade assistencial.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo organizacional em um pronto-socorro municipal de porta aberta, fundamentado nas evidências científicas sobre continuidade do cuidado, coordenação assistencial e integração das Redes de Atenção à Saúde. A construção do modelo baseou-se na análise dos processos assistenciais da unidade e foi operacionalizada por meio de um fluxo institucional composto pelas etapas de identificação dos pacientes elegíveis, estratificação clínica, elaboração do plano estruturado de alta, articulação com a Atenção Primária à Saúde, monitoramento longitudinal e avaliação contínua por indicadores de processo e resultado. A partir desse fluxo foram estruturados cinco componentes organizacionais: critérios de elegibilidade, plano estruturado de alta, comunicação entre os níveis assistenciais, monitoramento longitudinal e indicadores assistenciais.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi desenvolvido um modelo organizacional de coordenação do cuidado que estrutura a urgência como ponto estratégico para identificação de pacientes com necessidade de acompanhamento longitudinal e reorganização de sua trajetória na Rede de Atenção à Saúde.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo foi estruturado em cinco componentes organizacionais:</p> <ul> <li>critérios de elegibilidade;</li> <li>plano estruturado de alta;</li> <li>comunicação entre os diferentes níveis assistenciais;</li> <li>monitoramento longitudinal;</li> <li>indicadores assistenciais.</li> </ul> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os critérios de elegibilidade contemplam pacientes com doenças crônicas descompensadas, multimorbidade, recorrência de atendimentos na urgência, ausência de acompanhamento conhecido pela Atenção Primária ou outras condições clínicas e sociais que indiquem necessidade de coordenação do cuidado.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O plano estruturado de alta contempla consolidação diagnóstica, estratificação clínica, orientações ao paciente, definição das necessidades de seguimento, encaminhamento à Atenção Primária e registro das informações essenciais para continuidade assistencial.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foram organizados mecanismos padronizados de comunicação entre os diferentes níveis assistenciais, favorecendo o compartilhamento das informações clínicas necessárias ao seguimento do paciente após a alta.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Também foram definidos indicadores de processo (pacientes elegíveis identificados, planos estruturados de alta elaborados, comunicação efetivada com a Atenção Primária e encaminhamentos realizados) e indicadores de resultado (comparecimento à Atenção Primária, retorno ao serviço de urgência em 30 e 90 dias, reinternações potencialmente evitáveis e continuidade assistencial).</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo organiza um fluxo institucional capaz de transformar o atendimento tradicionalmente episódico da urgência em oportunidade para integração efetiva do paciente à Rede de Atenção à Saúde. Diferentemente de abordagens centradas exclusivamente na resolução do episódio agudo, a proposta incorpora a urgência como ponto de partida para coordenação do cuidado e reorganização da trajetória assistencial do paciente na rede.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo organizacional proposto amplia o papel dos serviços de urgência ao incorporá-los como componente estratégico da coordenação do cuidado entre os diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde. Ao fortalecer a articulação com a Atenção Primária, favorece a continuidade assistencial, qualifica a governança clínica e oferece uma estratégia organizacional potencialmente reproduzível em outros serviços públicos de urgência. A proposta contribui para reduzir a fragmentação da assistência às pessoas com doenças crônicas e para a consolidação de Redes de Atenção à Saúde orientadas pela coordenação do cuidado.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Referências </strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; GERLACH, Ferdinando M. et al. <strong>A strong and sustainable primary healthcare is associated with a lower risk of hospitalization in high risk patients</strong>. <em>Scientific Reports</em>, v. 11, art. 4349, 2021. DOI: <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-021-83962-y">https://doi.org/10.1038/s41598-021-83962-y</a>. Disponível em: <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-021-83962-y">https://www.nature.com/articles/s41598-021-83962-y</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; HALBERSTADT, Bruna Marta Kleinert et al. <strong>Coordenação do cuidado de usuários com condições crônicas na atenção primária à saúde: descrição interpretativa</strong>. <em>Texto &amp; Contexto Enfermagem</em>, Florianópolis, v. 34, e20240258, 2025. DOI: <a href="https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2024-0258pt">https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2024-0258pt</a>. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/tce/">https://www.scielo.br/j/tce/</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; KHATRI, Resham et al. <strong>Continuity and care coordination of primary health care: a scoping review</strong>. <em>BMC Health Services Research</em>, v. 23, art. 750, 2023. DOI: <a href="https://doi.org/10.1186/s12913-023-09718-8">https://doi.org/10.1186/s12913-023-09718-8</a>. Disponível em: <a href="https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-023-09718-8">https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-023-09718-8</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; NGUYEN, N. M. P. et al. <strong>Continuity of Primary Care and Preventable Hospitalization for Acute Conditions: A Machine Learning–Based Record Linkage Study</strong>. <em>Annals of Family Medicine</em>, v. 23, n. 6, p. 515–523, 2025. DOI: https://doi.org/10.1370/afm.240569. Disponível em: <a href="https://www.annfammed.org/content/23/6/515">https://www.annfammed.org/content/23/6/515</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; POLATI, Amanda Morais; SARTI, Thiago Dias; FONTENELLE, Leonardo Ferreira; ALMEIDA, Ana Paula Santana Coelho. <strong>Coordenação de cuidados na atenção primária para indivíduos com doenças crônicas</strong>. <em>Medicina (Ribeirão Preto)</em>, Ribeirão Preto, v. 57, n. 4, e220586, 2024. DOI: <a href="https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.220586">https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.220586</a>. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/220586. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). <strong>Continuity and coordination of care: a practice brief to support implementation of the WHO Framework on integrated people-centred health services</strong>. Geneva: WHO, 2018. ISBN 978-92-4-151403-3. Disponível em: <a href="https://apps.who.int/iris/handle/10665/274628">https://apps.who.int/iris/handle/10665/274628</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ZHANG, Yuqi et al. <strong>Can integrated care interventions strengthen primary care and improve outcomes for patients with chronic diseases? A systematic review and meta-analysis</strong>. <em>Health Research Policy and Systems</em>, v. 23, art. 5, 2025. DOI: <a href="https://doi.org/10.1186/s12961-024-01260-1">https://doi.org/10.1186/s12961-024-01260-1</a>. Disponível em: <a href="https://health-policy-systems.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12961-024-01260-1">https://health-policy-systems.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12961-024-01260-1</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> 2026-07-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1002 A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NA OUVIDORIA COMO ESTRATÉGIA PARA FORTALECIMENTO DA QUALIDADE, GOVERNANÇA E ACESSO EQUITATIVO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE 2026-07-22T17:07:42+00:00 Robson Vasconcelos Garcia robson.garcia@cejam.org.br <p>A Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) constitui um importante instrumento de participação social, transparência e qualificação da gestão, permitindo que as manifestações dos usuários subsidiem o aprimoramento dos serviços de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar a contribuição da atuação do assistente social na Ouvidoria para o fortalecimento da qualidade, da governança e do acesso equitativo aos serviços de saúde. Trata-se de um estudo descritivo, documental, de abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido a partir da análise das manifestações registradas na Ouvidoria de uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo. Os resultados evidenciaram que as principais demandas estavam relacionadas ao acesso aos serviços, tempo de espera, encaminhamentos especializados, comunicação entre usuários e equipes e garantia de direitos. A atuação do assistente social favoreceu a escuta qualificada, a mediação de conflitos, a identificação de barreiras de acesso e a produção de indicadores estratégicos para a gestão, subsidiando a revisão de processos e a implementação de melhorias contínuas. Conclui-se que a inserção do Serviço Social na Ouvidoria fortalece a governança, amplia a participação social, qualifica os processos assistenciais e promove maior equidade no acesso aos serviços de saúde, contribuindo para uma gestão ética, humanizada e centrada nas necessidades da populaçã</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1047 PROTAGONISMO DO USUÁRIO NA APLICAÇÃO DAS METAS DE SEGURANÇA DURANTE O ATENDIMENTO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 2026-08-13T17:38:18+00:00 Paula Barcellos de Pinho paula.pinho@cejam.org.br <p>A segurança do paciente depende da adoção de práticas capazes de prevenir incidentes e reduzir riscos, bem como da participação ativa do usuário como corresponsável e coordenador do próprio cuidado. Este trabalho objetiva apresentar a experiência de uma Unidade Básica de Saúde no monitoramento da aplicação das metas de segurança sob a perspectiva dos usuários. A equipe de Gerenciamento de Riscos desenvolveu um formulário estruturado, aplicado mensalmente após consultas e procedimentos, contemplando as metas pertinentes ao atendimento recebido: identificação correta, comunicação efetiva, segurança no uso de medicamentos, procedimento seguro, higienização das mãos e prevenção de quedas. As respostas são registradas conforme a experiência vivenciada pelo usuário e as práticas realizadas pelos colaboradores. Entre 2023 e 2025, foram realizadas 1.170 abordagens, distribuídas conforme programação da comissão: 270 em 2023, 810 em 2024 e 90 em 2025. Considerando as metas aplicáveis a todos os atendimentos, a média de respostas positivas passou de 89,25% em 2023 para 95,75% em 2025, correspondendo ao aumento de 6,5 pontos percentuais. O maior avanço ocorreu na segurança relacionada aos medicamentos, que evoluiu de 81% para 96%. A identificação correta alcançou 100%, a comunicação efetiva atingiu 98% e a higienização das mãos chegou a 89% em 2025. Os resultados sugerem maior adesão dos colaboradores às metas já disseminadas na unidade e maior reconhecimento dessas práticas pelos usuários. A abordagem mensal fortalece o protagonismo do usuário, permite identificar oportunidades de melhoria e contribui para a consolidação de uma cultura de segurança na Atenção Primária.</p> 2026-08-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/999 MONITORAMENTO DE VISITAS DOS AGENTES DE SAÚDE 2026-07-20T17:57:55+00:00 Helena Souza helena.penha@cejam.org.br Renato Costa Monteiro renato_monteiro@outlook.com Paula Barcellos de Pinho paula.pinho@cejam.org.br <p>O acompanhamento sistemático das visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) é uma estratégia essencial para fortalecer a Atenção Primária à Saúde, garantindo o monitoramento dos grupos prioritários e subsidiando o planejamento das equipes. Entretanto, a fragmentação das informações e a dificuldade de acesso aos indicadores dificultam o acompanhamento em tempo oportuno. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de implantação de uma ferramenta digital para monitoramento quinzenal das visitas domiciliares dos ACS e descrever seus impactos na gestão e na assistência. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo, no qual foi elaborada uma planilha digital personalizada para consolidação quinzenal dos dados de produtividade dos ACS, alimentada pela equipe administrativa e disponibilizada em ambiente virtual para acesso das equipes de Estratégia Saúde da Família. A ferramenta possibilitou auditoria colaborativa dos registros, identificação e correção de inconsistências nos sistemas oficiais de informação e acompanhamento contínuo dos indicadores assistenciais. A implantação do instrumento promoveu maior organização do processo de trabalho, facilitando a identificação de áreas com menor cobertura e o redirecionamento das visitas conforme as necessidades do território. Também favoreceu a autogestão dos ACS, qualificou a supervisão da enfermagem e ampliou a transparência das informações para a gestão da unidade. Observou-se incremento de até 10% nos registros de visitas e de 8% no acompanhamento dos grupos prioritários, além da redução de inconsistências nos sistemas de informação, contribuindo para maior confiabilidade dos indicadores e fortalecimento do financiamento baseado em desempenho. Conclui-se que a ferramenta digital constitui uma tecnologia gerencial simples, de baixo custo e elevada aplicabilidade, capaz de qualificar o monitoramento das visitas domiciliares, fortalecer a gestão baseada em indicadores e aprimorar a continuidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde.</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1011 GOVERNANÇA CLÍNICA NA ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA 2026-07-27T18:18:23+00:00 CAIO VINICIUS DA FONSECA SILVA caio.fonseca@cejam.org.br VANESSA APARECIDA OLIVEIRA vanessa.oliveira@cejam.org.br ALZIRO RODRIGUES SILVA alziro.silva@cejam.org.br SILMARA PEREIRA DA FONSECA silmara.fonseca@cejam.org.br MARCO JOSÉ DE SOUSA marcos.sousa@cejam.org.br CINTIA LECI RODRIGUES kikarodrigues@hotmail.com <p>INTRODUÇÃO</p> <p>O aumento da complexidade dos sistemas de saúde, associado ao envelhecimento populacional, à elevada prevalência de doenças crônicas e à necessidade de integração entre os diferentes níveis assistenciais, tem impulsionado a adoção de modelos de gestão capazes de garantir qualidade, segurança e sustentabilidade dos serviços de saúde. Nesse cenário, a governança clínica consolidou-se internacionalmente como uma estratégia organizacional voltada à melhoria contínua da assistência, integrando liderança clínica, gestão de riscos, auditoria clínica, prática baseada em evidências, monitoramento de indicadores, educação permanente e cultura de segurança do paciente.</p> <p>Inicialmente difundida no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (National Health Service – NHS), a governança clínica passou a ser incorporada em diferentes sistemas de saúde como instrumento para promover maior transparência, responsabilização profissional, eficiência organizacional e melhoria dos desfechos clínicos. No contexto brasileiro, especialmente nos serviços ambulatoriais especializados integrantes das Redes de Atenção à Saúde, sua implementação ainda apresenta importantes desafios relacionados à padronização dos processos assistenciais, integração entre os níveis de atenção, utilização sistemática de indicadores e fortalecimento da cultura organizacional voltada para a qualidade.</p> <p>Diante desse contexto, torna-se relevante reunir e sintetizar as evidências científicas disponíveis acerca da governança clínica aplicada à atenção ambulatorial especializada, contribuindo para subsidiar gestores e profissionais na implantação de modelos organizacionais mais seguros, eficientes e centrados nas necessidades dos usuários.</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Analisar as evidências científicas acerca da aplicação da governança clínica na atenção ambulatorial especializada e suas contribuições para a qualidade assistencial, segurança do paciente e fortalecimento da gestão do cuidado.</p> <p>MÉTODO</p> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as etapas metodológicas propostas por Whittemore e Knafl. A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scopus, Web of Science e Cochrane Library, utilizando os descritores controlados "Clinical Governance", "Ambulatory Care", "Outpatient Care", "Quality Improvement", "Patient Safety" e "Health Management", combinados por operadores booleanos.</p> <p>Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2015 e junho de 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e que abordassem modelos de governança clínica aplicados à atenção ambulatorial, gestão da qualidade ou segurança do paciente. Foram excluídos editoriais, cartas ao editor, relatos isolados, estudos duplicados e publicações sem aderência ao objetivo da pesquisa.</p> <p>A seleção ocorreu por leitura dos títulos, resumos e textos completos por revisores independentes, seguida da extração e síntese descritiva das principais evidências encontradas.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>A estratégia de busca identificou estudos provenientes principalmente do Reino Unido, Austrália, Canadá, Itália, Holanda e Brasil, demonstrando que a governança clínica permanece como um dos principais referenciais internacionais para qualificação da assistência em saúde. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, observou-se predominância de estudos observacionais, revisões sistemáticas e documentos institucionais que abordaram a implantação de modelos de governança clínica em diferentes níveis de atenção.</p> <p>Os estudos evidenciaram que a governança clínica está fundamentada em componentes estruturantes, como liderança clínica, auditoria clínica, prática baseada em evidências, educação permanente, gestão de riscos, monitoramento contínuo de indicadores, cultura de segurança, participação multiprofissional e melhoria contínua dos processos assistenciais. Esses componentes atuam de forma integrada, promovendo maior alinhamento entre gestão e assistência, além de fortalecer a responsabilização das equipes pelos resultados clínicos.</p> <p>A auditoria clínica associada ao monitoramento sistemático de indicadores assistenciais foi apontada como uma das intervenções mais efetivas para redução da variabilidade clínica, aumento da adesão aos protocolos institucionais e melhoria da qualidade da assistência. Os estudos também demonstraram que programas estruturados de feedback para profissionais favorecem maior conformidade com boas práticas assistenciais, redução de eventos adversos evitáveis e fortalecimento da cultura de aprendizagem organizacional.</p> <p>Outro achado recorrente foi a importância da liderança clínica participativa. Serviços que estimulam o protagonismo dos profissionais assistenciais na tomada de decisão apresentaram maior engajamento das equipes, melhor comunicação interdisciplinar, maior adesão às diretrizes clínicas e incremento na capacidade institucional de implementar ciclos contínuos de melhoria da qualidade.</p> <p>As evidências também demonstraram impacto positivo da governança clínica sobre a segurança do paciente, especialmente por meio da implantação de protocolos assistenciais, utilização sistemática de indicadores de qualidade, fortalecimento dos sistemas de notificação de incidentes e desenvolvimento de programas permanentes de educação em serviço. Estudos relataram redução da variabilidade das práticas clínicas, aumento da rastreabilidade dos processos assistenciais e maior capacidade institucional para identificação precoce de riscos.</p> <p>No contexto das Redes de Atenção à Saúde, verificou-se que a governança clínica favorece a coordenação do cuidado entre os diferentes pontos da rede, promovendo maior integração entre atenção primária, atenção ambulatorial especializada e serviços hospitalares. A literatura destaca melhorias na continuidade do cuidado, compartilhamento das informações clínicas, fortalecimento das linhas de cuidado e utilização de protocolos clínicos integrados.</p> <p>Estudos mais recentes ressaltam ainda o papel crescente da transformação digital na consolidação da governança clínica. A incorporação de prontuários eletrônicos integrados, painéis de indicadores em tempo real, ferramentas de apoio à decisão clínica, auditorias eletrônicas e sistemas de inteligência artificial vem ampliando a capacidade das organizações para monitorar desempenho assistencial, apoiar decisões gerenciais e desenvolver modelos preditivos voltados à segurança do paciente e à eficiência operacional.</p> <p>Apesar dos benefícios descritos, a literatura identifica desafios importantes para implementação sustentável da governança clínica. Entre eles destacam-se resistência organizacional às mudanças, limitações na formação de lideranças clínicas, escassez de recursos humanos dedicados à qualidade, baixa maturidade dos sistemas de informação, dificuldades na integração entre serviços e insuficiência de investimentos em educação permanente. Os estudos ressaltam que organizações que contam com apoio institucional consistente, cultura organizacional favorável e monitoramento sistemático de indicadores apresentam maior sucesso na consolidação dos modelos de governança clínica.</p> <p>De forma geral, as evidências convergem ao demonstrar que a governança clínica promove melhorias relevantes na qualidade assistencial, fortalece a segurança do paciente, amplia a utilização de práticas baseadas em evidências, favorece a gestão orientada por indicadores e contribui para maior eficiência dos serviços de saúde, especialmente quando implementada de forma estruturada e integrada às Redes de Atenção à Saúde.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A literatura científica demonstra de forma consistente que a governança clínica constitui um dos principais pilares para o fortalecimento da qualidade assistencial e da gestão do cuidado na atenção ambulatorial especializada. Sua implementação favorece a integração entre liderança clínica, prática baseada em evidências, auditoria clínica, educação permanente, monitoramento de indicadores e gestão de riscos, promovendo melhorias na segurança do paciente, padronização dos processos assistenciais, redução da variabilidade clínica e fortalecimento da cultura organizacional voltada para a melhoria contínua.</p> <p>Além disso, as evidências indicam que modelos estruturados de governança clínica potencializam a coordenação do cuidado entre os diferentes níveis das Redes de Atenção à Saúde, contribuindo para maior continuidade assistencial, utilização racional dos recursos e tomada de decisão baseada em evidências. A incorporação de tecnologias digitais e sistemas de informação integrados desponta como importante fator para ampliar a efetividade desses modelos, permitindo monitoramento contínuo do desempenho institucional e maior capacidade de resposta às necessidades da população.</p> <p>Entretanto, a sustentabilidade da governança clínica depende do comprometimento institucional, da formação de lideranças, da participação ativa das equipes multiprofissionais e do desenvolvimento permanente de uma cultura de qualidade e segurança. Dessa forma, recomenda-se que organizações de saúde fortaleçam políticas de governança clínica como estratégia estruturante para qualificar a assistência, aumentar a eficiência dos serviços e consolidar modelos de atenção centrados no paciente e orientados pelos princípios das Redes de Atenção à Saúde.</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/997 GESTÃO PREVENTIVA BASEADO NA ENGENHARIA DE RESILIÊNCIA PARA FORTALECER A CONTINUIDADE DO CUIDADO 2026-07-20T17:07:48+00:00 Antonio Carlos Barbosa da Silva Junior Da Silva acbarbosa@hcor.com.br Rafael Santos Silva Santos rafael.silva@hcor.com.br <p>Alinhado ao conceito Safe Health Workers, Safe Patients, da Organização Mundial da Saúde, e ao Quadruple Aim, do Institute for Healthcare Improvement, que reconhecem o bem-estar dos profissionais como condição para a qualidade e a segurança assistencial, o Programa RITMO foi desenvolvido para integrar a segurança do trabalhador à segurança do paciente. Fundamentado na Engenharia de Resiliência, o modelo fortalece a capacidade adaptativa institucional por meio da antecipação de riscos, desenvolvimento das lideranças e aprendizagem organizacional. Sua implementação resultou na redução de 31% dos acidentes com material biológico e de 11% dos acidentes típicos, preservando a continuidade do cuidado, reduzindo vulnerabilidades operacionais e fortalecendo a confiabilidade dos processos assistenciais. A experiência demonstra que proteger quem cuida é uma estratégia essencial para promover cuidado seguro, qualidade assistencial e organizações de saúde mais resilientes.</p> 2026-08-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1007 CARD EDUCATIVO PARA PREVENÇÃO DE QUEDAS DOMICILIARES EM IDOSOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 2026-07-23T17:41:01+00:00 Priscila Vieira Pacheco priscila.pacheco@cejam.org.br <p>Este trabalho apresenta um relato de experiência da UBS Jardim Macedônia sobre a implantação de um CARD educativo para prevenção de quedas em pessoas idosas durante as visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). A iniciativa foi desenvolvida pela Comissão de Gerenciamento de Risco com o objetivo de transformar a visita domiciliar em uma oportunidade de identificação de riscos ambientais e educação em saúde, promovendo a prevenção de danos no ambiente onde o idoso vive. Após um ano de implementação, 30 ACS foram capacitados e aproximadamente 1.000 idosos receberam orientações. Como resultado, foram observadas mudanças estruturais em residências do território decorrentes da intervenção educativa, evidenciando o protagonismo do ACS na promoção da segurança do paciente e o envolvimento das famílias na adequação do ambiente domiciliar. Trata-se de uma estratégia de baixo custo, alta aplicabilidade e fácil replicação em outros serviços de Atenção Primária à Saúde, demonstrando como ações simples podem gerar impacto concreto na prevenção de quedas e na qualificação do cuidado à pessoa idosa.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/993 DESAFIOS DA GESTÃO ASSISTENCIAL NA ASSUNÇÃO DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO DE PORTA ABERTA: TURNOVER DE LIDERANÇAS, PRESSÃO ASSISTENCIAL E IMPLANTAÇÃO DE UMA CULTURA DE QUALIDADE 2026-07-17T23:56:37+00:00 Paula Altimari paulaaltimari@hotmail.com Eduardo Luna de Oliveira Torres EDUARDO.TORRES@CEJAM.ORG.BR <p><strong>Introdução:</strong> A assunção da gestão de um pronto-socorro público de porta aberta constitui um processo complexo, especialmente quando ocorre em um cenário de elevada demanda assistencial, necessidade de reorganização dos processos de trabalho, limitações na retenção de profissionais qualificados e exigências contratuais relacionadas à implantação de programas de qualidade e certificação. Em unidades com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais, a gestão assistencial enfrenta o desafio de equilibrar a continuidade do cuidado, a segurança do paciente, a gestão de pessoas e a implementação de mudanças estruturais e culturais em curto período.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Descrever os principais desafios enfrentados pela gestão assistencial durante a assunção da gestão de um pronto-socorro público de porta aberta, com ênfase no elevado volume de atendimentos, turnover de lideranças, dificuldade de retenção de profissionais qualificados e necessidade de implantação de processos de qualidade e preparação para certificações no primeiro ano de gestão.</p> <p><strong>Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido a partir da vivência da gestão assistencial durante o processo de assunção e reorganização de um pronto-socorro público de porta aberta, com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais. Foram considerados aspectos relacionados à gestão de pessoas, estabilidade das lideranças, processos seletivos, retenção profissional, reorganização dos processos assistenciais, monitoramento de indicadores, implantação de protocolos e preparação institucional para certificações de qualidade. A análise foi realizada de forma descritiva, considerando os desafios identificados e as estratégias gerenciais adotadas para a reorganização progressiva da unidade.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A assunção da gestão evidenciou a necessidade de rápida reorganização dos processos assistenciais e gerenciais em um cenário de elevada demanda espontânea e funcionamento ininterrupto. Entre os principais desafios identificados destacaram-se o turnover elevado de lideranças, especialmente em razão da dificuldade de retenção de profissionais qualificados diante de salários pouco competitivos, a necessidade de sucessivas recomposições das equipes e a manutenção da continuidade dos processos assistenciais durante os períodos de transição. Paralelamente, a gestão enfrentou a necessidade de implantar uma cultura de monitoramento de indicadores, padronização de processos, fortalecimento dos protocolos institucionais, qualificação dos registros e desenvolvimento das equipes. A exigência contratual de preparação para certificações de qualidade ainda no primeiro ano de gestão aumentou a complexidade do processo, demandando a implementação simultânea de mudanças assistenciais, administrativas e culturais.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A experiência demonstrou que a gestão assistencial de um pronto-socorro de porta aberta exige capacidade de adaptação, planejamento estratégico, liderança estruturada e monitoramento contínuo dos processos. O turnover de lideranças e a dificuldade de retenção de profissionais qualificados representam importantes barreiras para a consolidação de mudanças e para a continuidade dos projetos institucionais. A implantação de uma cultura de qualidade em curto período, associada à necessidade de atender elevada demanda assistencial, requer estratégias progressivas de desenvolvimento de pessoas, fortalecimento da liderança, padronização de processos e utilização sistemática de indicadores. A experiência reforça que a sustentabilidade das melhorias assistenciais depende não apenas da implantação de protocolos e ferramentas de qualidade, mas também da capacidade institucional de atrair, desenvolver e reter profissionais preparados para a liderança.</p> 2026-07-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1023 PADRONIZAÇÃO DO ATENDIMENTO DA FISIOTERAPIA NO PRONTO SOCORRO INFANTIL 2026-07-30T17:59:11+00:00 ROBERTO NAVARRO MORALES JUNIOR roberto.junior@cejam.org.br <p>INTRODUÇÃO: A área de Urgência e Emergência constitui um componente essencial da assistência prestada no Pronto-Socorro Infantil. Nesse contexto, o atendimento fisioterapêutico compreende um conjunto de ações voltadas à avaliação, ao manejo e à intervenção precoce em pacientes pediátricos com condições agudas ou agravamento do estado clínico que demandem assistência imediata. A atuação do fisioterapeuta, integrada à equipe multiprofissional, contribui para a estabilização clínica, o manejo das alterações respiratórias, a prevenção de complicações e a otimização do cuidado, favorecendo a recuperação do paciente e a organização do fluxo assistencial no setor de urgência e emergência. OBJETIVO: Padronizar o fluxo de acionamento e atendimento fisioterapêutico dos pacientes pediátricos com comprometimento respiratório no Pronto-Socorro Infantil, estabelecendo critérios para as demandas da fisioterapia e definição das atribuições das equipes de saúde. MÉTODOS: Trabalho de revisão bibliográfica e aplicação de ferramentas de gestão. RESULTADOS: Descrição através de fluxograma como padronizar o atendimento da Fisioterapia frente as avaliações médica e da enfermagem para as demandas fisioterapeuticas com um ou dois fisoterapeutas de plantão na sala de Emergência.CONCLUSÃO:A padronização do fluxo de atendimento da fisioterapia no pronto socorro infantil, apresentou importante convergência com os métodos de analise da gestão na orientação da equipe e dos processos organizacionais, fomentando a aplicabilidade clínica, qualidade assistencial e segurança do paciente nas demandas críticas deste setor.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1045 DO CONSULTÓRIO AO GRUPO POTENCIAL DA PRESCRIÇÃO NÃO MEDICAMENTOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 2026-08-12T20:06:40+00:00 Washington Souza Rodrigues Alves ton.educadorfisico@gmail.com <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="24" data-end="487">O trabalho descreve a replicação, na UBS Jardim Maracá, de uma estratégia de Prescrição Não Medicamentosa, originalmente desenvolvida na UBS Jardim Comercial. A ferramenta consiste em uma planilha com informações sobre os grupos de livre acesso oferecidos pela e-Multi, permitindo que médicos identifiquem atividades adequadas às necessidades dos pacientes e registrem no receituário o grupo indicado, com dias, horários, local e profissional responsável.</p> <p data-start="489" data-end="717">Após a implementação, foi acompanhada a participação nos grupos de caminhada, ginástica e Pilates. Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, observou-se aumento de 27,8% na caminhada, 23,8% na ginástica e 30,0% no Pilates.</p> <p data-start="719" data-end="1109" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Os resultados sugerem potencial da Prescrição Não Medicamentosa para integrar a consulta médica às práticas coletivas e ampliar o acesso dos usuários às atividades da e-Multi. Entretanto, fatores como sazonalidade, condições climáticas, férias e outras formas de encaminhamento podem ter influenciado a frequência, não sendo possível atribuir o crescimento exclusivamente à estratégia.</p> 2026-08-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1012 IMPLANTAÇÃO DA GOVERNANÇA CLÍNICA PARA FORTALECIMENTO DA GESTÃO DO CUIDADO EM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO 2026-07-27T18:37:04+00:00 CAIO VINICIUS DA FONSECA SILVA caio.fonseca@cejam.org.br VANESSA APARECIDA OLIVEIRA vanessa.oliveira@cejam.org.br ALZIRO RODRIGUES SILVA alziro.silva@cejam.org.br SILMARA PEREIRA DA FONSECA silmara.fonseca@cejam.org.br MARCOS JOSÉ DE SOUSA marcos.sousa@cejam.org.br <p>INTRODUÇÃO</p> <p>A governança clínica constitui uma estratégia organizacional voltada à melhoria contínua da qualidade assistencial, integrando segurança do paciente, gestão por indicadores, prática baseada em evidências e educação permanente. Nos serviços ambulatoriais especializados, sua implementação fortalece a gestão do cuidado e favorece maior integração com as Redes de Atenção à Saúde.</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Relatar a experiência de implantação de um modelo de governança clínica em um ambulatório médico de especialidades, visando fortalecer a qualidade assistencial e a gestão do cuidado.</p> <p>MÉTODO</p> <p>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em um Ambulatório Médico de Especialidades gerenciado por Organização Social de Saúde, iniciado em 2026. A implantação foi estruturada a partir de diagnóstico situacional e elaboração de um plano de governança clínica baseado em referenciais nacionais e internacionais. As ações contemplaram a estruturação do Núcleo de Governança Clínica, monitoramento de indicadores assistenciais, fortalecimento da gestão de eventos adversos, elaboração e revisão de protocolos clínicos, implantação de linhas de cuidado prioritárias, incentivo à prática baseada em evidências, educação permanente e reuniões sistemáticas de acompanhamento dos processos assistenciais.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>Durante a fase inicial de implantação, foi estruturado o modelo institucional de governança clínica, definindo responsabilidades, fluxos operacionais e mecanismos de monitoramento dos processos assistenciais. Entre as principais ações implementadas destacaram-se a padronização do fluxo de análise de eventos adversos, a criação de indicadores relacionados à segurança do paciente, qualidade assistencial e desempenho dos serviços, além da revisão dos principais protocolos clínicos utilizados na unidade.</p> <p>Também foram iniciadas ações para implantação das linhas de cuidado prioritárias, com foco na integração entre especialidades, fortalecimento da continuidade assistencial e alinhamento aos princípios das Redes de Atenção à Saúde. Paralelamente, foi estabelecido cronograma permanente de reuniões clínicas multiprofissionais e atividades de educação permanente voltadas à disseminação da cultura de qualidade, segurança do paciente e melhoria contínua.</p> <p>A implantação possibilitou maior organização dos processos assistenciais, fortalecimento da cultura de notificação de incidentes, ampliação da utilização de indicadores como ferramenta gerencial e maior integração entre as equipes assistenciais e administrativas. Observou-se ainda maior padronização das discussões clínicas e fortalecimento do planejamento das ações voltadas à qualificação da assistência.</p> <p>Por tratar-se de um processo em desenvolvimento, encontram-se em monitoramento indicadores relacionados à adesão aos protocolos institucionais, gestão de eventos adversos, conformidade documental, continuidade do cuidado e desempenho das linhas de cuidado implantadas, cujos resultados subsidiarão o aperfeiçoamento contínuo do modelo de governança clínica.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A implantação da governança clínica mostrou-se uma estratégia viável para fortalecer a gestão do cuidado em ambulatório especializado, promovendo maior organização dos processos assistenciais, integração multiprofissional e desenvolvimento de uma cultura institucional orientada pela qualidade e segurança do paciente. A utilização de indicadores, protocolos clínicos e ações de educação permanente representa importante instrumento para apoiar a melhoria contínua da assistência e consolidar modelos de atenção mais resolutivos, eficientes e centrados nas necessidades dos usuários.</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1042 ALEM DOS SILOS 2026-08-12T15:18:28+00:00 Antonio Carlos Barbosa da Silva Junior Da Silva acbarbosa@hcor.com.br William Laier wlaier@hcor.com.br Rafael Santos rafael.silva@hcor.com.br <p>A crescente complexidade dos sistemas de saúde evidencia a necessidade de superar modelos organizacionais estruturados em silos e avançar para uma atuação integrada entre governança clínica, engenharia de riscos e segurança e bem-estar dos colaboradores. A continuidade e a confiabilidade do cuidado não dependem exclusivamente da expertise clínica, mas da interação entre competência profissional, infraestrutura, controle de riscos, condições de trabalho e alinhamento dos processos organizacionais. Nesse contexto, propõe-se compreender essa relação como uma simbiose entre assistência, gestão de riscos e proteção do trabalhador, na qual a fragilidade de um componente pode comprometer o desempenho dos demais. Quando essas dimensões são gerenciadas de forma fragmentada, os impactos inicialmente podem permanecer pouco visíveis, manifestando-se progressivamente por meio do aumento de eventos adversos e sentinelas, acidentes de trabalho, interrupções de processos, retrabalho, perdas operacionais e glosas. Assim, a integração entre governança clínica, engenharia de riscos e gestão da segurança do colaborador constitui elemento estratégico para a construção de organizações mais resilientes e de alta confiabilidade. Essa abordagem amplia a compreensão da segurança em saúde, deslocando-a de uma perspectiva predominantemente reativa para um modelo sistêmico, preventivo e integrado, no qual proteger o trabalhador, controlar riscos e assegurar a continuidade do cuidado são dimensões interdependentes da qualidade e da segurança assistencial.</p> 2026-08-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1008 PRINCÍPIOS DO LEAN HEALTHCARE NA REORGANIZAÇÃO DOS PROCESSOS ASSISTENCIAIS DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO 2026-07-23T19:05:41+00:00 Bruna Gonçalves Brizolla De Oliveira bruna.goncalves@cejam.org.br Eduardo Luna de Oliveira Torres eduardo.torres@cejam.org.br <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">A transição da gestão em serviços públicos de urgência e emergência representa um período de elevada complexidade organizacional, caracterizado pela necessidade de reorganizar processos assistenciais, reduzir desperdícios, fortalecer a qualidade do cuidado e garantir a segurança do paciente em cenários de elevada demanda. Nesse contexto, os princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;"> constituem um referencial para melhoria contínua dos processos, com foco na geração de valor ao paciente e na otimização dos fluxos assistenciais.</span></p> <p><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Relatar a experiência de reorganização dos processos assistenciais durante a transição da gestão de um pronto-socorro público, analisando essa experiência à luz dos princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span></p> <p><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Relato de experiência elaborado conforme a diretriz SQUIRE 2.0, desenvolvido no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, unidade pública de porta aberta integrante da Rede de Atenção às Urgências do Sistema Único de Saúde, localizada em Barueri (SP), entre maio de 2025 e maio de 2026. As intervenções compreenderam diagnóstico situacional, revisão e padronização de processos assistenciais, reorganização dos fluxos de atendimento, fortalecimento da governança clínica, implantação de indicadores de desempenho, gestão visual e educação permanente das equipes. A experiência foi analisada retrospectivamente considerando os princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span></p> <p><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">A reorganização institucional evidenciou elevada convergência entre as intervenções implementadas e os princípios da gestão enxuta. Observou-se redução de desperdícios relacionados à variabilidade dos processos, fortalecimento da padronização assistencial, melhoria da organização dos fluxos de atendimento, maior integração multiprofissional, ampliação da gestão baseada em indicadores e consolidação de uma cultura de melhoria contínua. A análise permitiu identificar que estratégias desenvolvidas durante a transição de gestão podem ser interpretadas como práticas alinhadas aos princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem a implantação formal de um programa específico.</span></p> <p><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">Os princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;"> mostraram-se um referencial útil para orientar a reorganização dos processos assistenciais durante transições de gestão em serviços públicos de urgência, contribuindo para o fortalecimento da governança clínica, da eficiência operacional, da qualidade assistencial e da segurança do paciente. A experiência demonstra o potencial dessa abordagem como estratégia aplicável a outros serviços de saúde submetidos a processos de transformação organizacional.</span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare; Gestão da Qualidade; Governança Clínica; Serviços Médicos de Emergência; Melhoria Contínua.</span></p> <p><strong>Referências</strong></p> <ol> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Womack JP, Jones DT. </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Thinking: Banish Waste and Create Wealth in Your Corporation</span></em><span style="font-weight: 400;">. New York: Simon &amp; Schuster; 2003.&nbsp;</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Toussaint JS, Berry LL. The promise of Lean in health care. </span><em><span style="font-weight: 400;">Mayo Clin Proc</span></em><span style="font-weight: 400;">. 2013;88(1):74-82.&nbsp;</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ogrinc G, Davies L, Goodman D, Batalden P, Davidoff F, Stevens D. SQUIRE 2.0 (Standards for Quality Improvement Reporting Excellence): revised publication guidelines from a detailed consensus process. </span><em><span style="font-weight: 400;">BMJ Qual Saf</span></em><span style="font-weight: 400;">. 2016;25(12):986-992.&nbsp;</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Costa LBM, Godinho Filho M. Lean healthcare: review, classification and analysis of literature. </span><em><span style="font-weight: 400;">Production</span></em><span style="font-weight: 400;">. 2022;32:e20210072.</span></li> </ol> <p>&nbsp;</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1030 GERENCIAMENTO SEGURO DE ANESTÉSICOS LOCAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: EXPERIÊNCIA DA UBS JARDIM MARACÁ 2026-08-04T18:11:50+00:00 Caroline Murca Momesso caroline.momesso@cejam.org.br Jéssica Yasmin Ferreira jessica.yasmin@cejam.org.br Marisa Melo Dos Santos Caetano marisa.caetano@cejam.org.br Naiara Vieira Da Silva naiara.vieira@cejam.org.br Regina Liarte Moraes regina.moraes@cejam.org.br Adriana Vanessa Ferreira De Lima saudebucal.maraca@cejam.org.br Elisangela Maria Da Silva Souza Coelho saudebucal.maraca@cejam.org.br Ewerton José Moreira De Souza saudebucal.maraca@cejam.org.br <p>INTRODUÇÃO: Os anestésicos locais utilizados na odontologia são medicamentos potencialmente perigosos que requerem controle rigoroso durante sua dispensação, administração e rastreabilidade. Na UBS Jardim Maracá, foi estruturado um fluxo de trabalho entre a Farmácia e a equipe de Odontologia para garantir o monitoramento farmacêutico, a rastreabilidade dos medicamentos e a segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. OBJETIVO: Avaliar o perfil de utilização de anestésicos locais na UBS Jardim Maracá e descrever como o fluxo de trabalho estabelecido entre a Farmácia e a equipe de Odontologia contribui para a rastreabilidade dos medicamentos potencialmente perigosos e para o fortalecimento da segurança do paciente. MÉTODOS:Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado na UBS Jardim Maracá, por meio da análise dos registros referentes aos procedimentos odontológicos realizados entre 21 de novembro de 2024 e 30 de julho de 2026. Foram avaliados: Número de pacientes atendidos; Quantidade de tubetes anestésicos utilizados; Faixa etária; Perfil assistencial; Consumo dos anestésicos locais. Também foi descrito o fluxo local de gerenciamento dos anestésicos entre Farmácia e Odontologia, contemplando a dispensação, monitoramento farmacêutico, rastreabilidade e registro das informações referentes ao tipo de anestésico, lote, validade e quantidade administrada. RESULTADOS:</p> <p>Foram analisados 604 pacientes, com utilização de 1.477 tubetes anestésicos, correspondendo à média de 2,45 tubetes por paciente. Observou-se maior concentração de atendimentos entre pacientes de 46 a 60 anos (175) e com 60 anos ou mais (138). Entre os anestésicos empregados, observou-se predominância da prilocaína 3% associada à felipressina (0,03 UI/mL), responsável por aproximadamente 55% dos tubetes utilizados, seguida da lidocaína 2% associada à epinefrina 1:100.000, correspondente a cerca de 45% do total administrado. O fluxo local estabelecido entre Farmácia e Odontologia possibilitou a rastreabilidade de todos os anestésicos administrados, por meio do registro em prontuário do tipo de anestésico, lote, validade e quantidade utilizada, permitindo o monitoramento farmacêutico desde a dispensação até a administração, conforme fluxo pactuado entre os setores. O processo também contempla a identificação, análise e comunicação de desvios relacionados ao uso dos medicamentos, fortalecendo a cultura local de segurança do paciente por meio da notificação de eventos e da implementação de ações de melhoria contínua. CONCLUSÃO: A experiência da UBS Jardim Maracá demonstra que a integração entre Farmácia e Odontologia permitiu consolidar um fluxo local de gerenciamento dos anestésicos locais baseado na rastreabilidade, no monitoramento farmacêutico e na padronização dos registros assistenciais. A manutenção desse processo fortalece a cultura de segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde, assegura a continuidade da rastreabilidade dos medicamentos potencialmente perigosos ao longo de todas as etapas do cuidado e subsidia o gerenciamento de riscos, a tomada de decisão e a melhoria contínua da qualidade assistencial.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1017 REDUÇÃO DA FILA DE ESPERA PARA ULTRASSOM DOPPLER POR MEIO DE ESTRATÉGIAS DE GESTÃO E INTEGRAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA 2026-07-28T15:25:46+00:00 CAIO VINICIUS DA FONSECA SILVA caio.fonseca@cejam.org.br ALZIRO RODRIGUES SILVA alziro.silva@cejam.org.br VANESSA APARECIDA OLIVEIRA vanessa.oliveira@cejam.org.br SILMARA PEREIRA DA FONSECA silmara.fonseca@cejam.org.br MARCO JOSÉ DE SOUSA marcos.sousa@cejam.org.br EDUARDO VINICIUS DE SOUSA config.agenda3.amecarapicuiba@cejam.org.br <p>Introdução</p> <p>A elevada demanda por exames especializados constitui importante desafio para a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), impactando diretamente o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento. O Ultrassom Doppler destaca-se entre os exames com maior demanda reprimida, exigindo estratégias organizacionais capazes de ampliar a resolutividade sem aumento da capacidade instalada.</p> <p>Objetivo</p> <p>Relatar a experiência da implantação de estratégias de gestão voltadas à redução da fila de espera para Ultrassom Doppler por meio da integração da Rede de Atenção à Saúde, monitoramento de indicadores e otimização dos processos assistenciais.</p> <p>Métodos</p> <p>Relato de experiência desenvolvido no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Carapicuíba, entre janeiro de 2024 e junho de 2026. Inicialmente foi realizado diagnóstico situacional da fila de espera, considerando número de pacientes e tempo médio de espera. A partir dessa análise, implantou-se um plano de intervenção composto por articulação com serviços da Rede de Atenção à Saúde, matriciamento de pacientes para unidades parceiras (AME Itapevi e Hospital Geral de Carapicuíba), monitoramento contínuo dos indicadores assistenciais, acompanhamento sistemático da fila e confirmação telefônica prévia dos pacientes agendados, visando reduzir o absenteísmo e otimizar o aproveitamento das vagas existentes.</p> <p>Resultados</p> <p>Em janeiro de 2024, a fila apresentava 5.205 pacientes, com tempo médio de espera de 421 dias. Em janeiro de 2025, observou-se aumento para 5.709 pacientes e 470 dias de espera, evidenciando agravamento da demanda reprimida. Após a implantação das estratégias, verificou-se redução progressiva da fila, atingindo 3.653 pacientes em maio de 2025. Em 2026, a redução foi ainda mais expressiva: entre maio e junho, o número de pacientes caiu de 3.429 para 2.178 (redução de 36,5%). Ao final de junho de 2026, restavam 1.251 pacientes aguardando exame, enquanto o tempo médio de espera reduziu para 157 dias, representando diminuição aproximada de 67% em relação ao maior tempo registrado. Houve ainda eliminação completa dos pacientes remanescentes dos anos de 2024 e 2025. A confirmação telefônica contribuiu para redução do absenteísmo, melhor aproveitamento das agendas e aumento da eficiência operacional.</p> <p>A experiência demonstra que intervenções fundamentadas na gestão de processos e na integração entre os serviços da Rede de Atenção à Saúde podem promover ganhos expressivos de acesso, sem necessidade de ampliação da oferta interna de exames. O monitoramento sistemático dos indicadores possibilitou tomada de decisão baseada em evidências, enquanto a articulação entre os diferentes pontos da rede favoreceu a redistribuição da demanda e maior utilização da capacidade assistencial disponível.</p> <p>Conclusão</p> <p>A implantação de estratégias de gestão baseadas na integração da rede assistencial, no monitoramento contínuo dos indicadores e na confirmação ativa dos pacientes mostrou-se eficaz para reduzir significativamente a fila de espera e o tempo de acesso ao Ultrassom Doppler. A experiência reforça que a governança clínica e a qualificação dos processos assistenciais constituem ferramentas estratégicas para ampliar o acesso, otimizar recursos e fortalecer a eficiência dos serviços especializados do SUS.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1028 DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO E SUSTENTABILIDADE COMO ESTRATÉGIAS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE 2026-07-31T18:22:55+00:00 Clevia da Silva Pampolha clevia.silva@cejam.org.br <p>A Atenção Primária à Saúde possui papel fundamental na promoção da saúde e na identificação das necessidades sociais e ambientais presentes no território. Nesse contexto, a estratégia UBS na Rua promove ações mensais em diferentes espaços da comunidade, aproximando as equipes de Saúde da Família da população e fortalecendo a participação social. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde composta por nove equipes, com participação integrada da Agente de Promoção Ambiental. Os encontros abordam temas relacionados à saúde, qualidade de vida, meio ambiente e sustentabilidade, além da divulgação de projetos socioambientais desenvolvidos pela unidade. Em 2025, foram realizados 90 grupos, alcançando 1.779 pessoas, enquanto, de janeiro a julho de 2026, foram realizados 51 grupos, com 1.246 pessoas impactadas, totalizando 141 grupos e 3.025 pessoas alcançadas no período analisado. A experiência demonstra que a integração entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento comunitário amplia as possibilidades de atuação da Atenção Primária, fortalece vínculos com a comunidade e estimula o protagonismo social. Conclui-se que a estratégia contribui para a construção de territórios mais saudáveis, sustentáveis, participativos e resilientes.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1044 QUALIFICAÇÃO DA COMUNICAÇÃO INCLUSIVA NA OUVIDORIA POR MEIO DA CAPACITAÇÃO EM LIBRAS 2026-08-12T19:09:42+00:00 Ana Paula Passos Lacerda da Silva ana.lacerda@cejam.org.br <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="12" data-end="310">A Ouvidoria, como área estratégica de relacionamento e experiência do paciente, estruturou uma ação de desenvolvimento de pessoas por meio da capacitação em Libras, com o objetivo de ampliar competências comunicacionais, reduzir barreiras e fortalecer um atendimento mais inclusivo e acessível.</p> <p data-start="312" data-end="719">A iniciativa, alinhada aos princípios de acessibilidade comunicacional da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, foi conduzida como estratégia de desenvolvimento de competências e fortalecimento da cultura organizacional inclusiva. Foram capacitados 22 profissionais, com carga horária de 20 horas, ampliando a autonomia da equipe para acolher pacientes e familiares surdos.</p> <p data-start="721" data-end="937" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A ação demonstra que a inclusão pode ser incorporada à estratégia de desenvolvimento de pessoas, transformando acessibilidade, acolhimento e comunicação inclusiva em competências aplicadas à prática da Ouvidoria.</p> 2026-08-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1041 SUSTENTABILIDADE DA PESQUISA DE SATISFAÇÃO 2026-08-11T19:32:27+00:00 Ana Paula Passos Lacerda da Silva ana.lacerda@cejam.org.br <p><span data-path-to-node="3,0">A transformação digital nos processos de relacionamento com o paciente aprimorou a coleta e o uso dos dados sobre a experiência do usuário</span><span data-path-to-node="3,2">. Ao migrar a pesquisa de satisfação do modelo físico para o digital, a instituição qualificou a gestão de informações, promoveu inteligência organizacional e eficiência operacional, adotando o conceito <em data-path-to-node="3,2" data-index-in-node="203">paperless</em> e alinhando-se à ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis)</span><span data-path-to-node="3,4">. O objetivo do estudo foi demonstrar como essa transição para um processo 100% digital contribuiu para qualificar a escuta do paciente, ampliar a inteligência organizacional e incorporar práticas sustentáveis na Ouvidoria</span><span data-path-to-node="3,6">. A metodologia consistiu em uma análise descritiva da transição, focando no redesenho do fluxo, na eliminação de etapas operacionais e formulários físicos, na redução do armazenamento e no aumento da disponibilidade das informações</span><span data-path-to-node="3,8">. Os resultados comprovaram que a substituição dos formulários de papel tornou a coleta mais ágil, rastreável e integrada, gerando eficiência e sustentabilidade como consequência do redesenho assistencial</span><span data-path-to-node="3,10">. Conclui-se que a digitalização integrou escuta, inteligência e sustentabilidade em um único processo, mostrando que qualificar a escuta do paciente também reduz a pegada de recursos e gera conhecimento para a melhoria contínua</span><span data-path-to-node="3,12">.</span></p> 2026-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/984 ENTRE O DIREITO À SAÚDE E OS LIMITES PLANETÁRIOS: SUSTENTABILIDADE EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE URGÊNCIA 2026-07-13T13:25:40+00:00 JOCEMARA DOS SANTOS ALMEIDA jocemara.almeida@cejam.org.br EDUARDO LUNA DE OLIVEIRA TORRES eduardo.torres@cejam.org.br TATIANA MARIA BARROS tatiana.maria@cejam.org.br <p><strong>ENTRE O DIREITO À SAÚDE E OS LIMITES PLANETÁRIOS: SUSTENTABILIDADE EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE URGÊNCIA</strong></p> <p><strong>Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os serviços públicos de urgência e emergência convivem diariamente com a necessidade de garantir o acesso universal à saúde em um contexto de recursos financeiros, humanos, tecnológicos e ambientais limitados. Embora iniciativas relacionadas à ecoeficiência, gestão de resíduos, eficiência energética e racionalização do consumo sejam cada vez mais frequentes, essas estratégias, isoladamente, não contemplam as tensões estruturais entre o direito constitucional à saúde e os limites ecológicos e operacionais dos sistemas públicos. Nesse contexto, torna-se necessária uma abordagem integrada capaz de incorporar sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômico-financeira, governança e capacidade operacional à gestão dos serviços de urgência.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descrever a experiência de construção de um modelo conceitual de sustentabilidade aplicado à gestão de um pronto-socorro público, fundamentado na Economia Donut, na economia ecológica e nas transições para a sustentabilidade, visando apoiar a tomada de decisão em serviços públicos de urgência.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo conceitual construído a partir da integração entre referenciais da Economia Donut, economia ecológica, transições para a sustentabilidade e gestão em saúde, articulados à experiência de gestão de um pronto-socorro público municipal integrante da Rede de Atenção às Urgências do Sistema Único de Saúde. O processo contemplou análise crítica da literatura, identificação das principais tensões organizacionais relacionadas à sustentabilidade e sistematização das práticas institucionais voltadas à eficiência energética, gestão de resíduos, racionalização de recursos, transformação digital e sustentabilidade financeira, culminando na elaboração de um modelo organizacional orientado para a gestão integrada dessas dimensões.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo conceitual de sustentabilidade para serviços públicos de urgência, estruturado em quatro dimensões interdependentes: garantia da base social do cuidado, respeito aos limites ecológicos, sustentabilidade econômico-financeira e capacidade operacional do sistema. O modelo integra práticas organizacionais relacionadas à governança, transformação digital, eficiência energética, gestão de resíduos, racionalização de recursos e melhoria contínua, propondo que a sustentabilidade seja compreendida como um processo permanente de equilíbrio entre o direito universal à saúde e os limites ambientais, financeiros e operacionais. A estrutura desenvolvida oferece um referencial para planejamento, governança e avaliação de desempenho, com potencial de adaptação para outros serviços públicos de saúde.</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo proposto amplia a compreensão da sustentabilidade na gestão dos serviços públicos de urgência ao superar abordagens restritas à ecoeficiência e incorporar a gestão das tensões entre acesso universal e recursos limitados. Além de contribuir para o fortalecimento da governança e da tomada de decisão baseada em evidências, apresenta potencial de replicação em diferentes serviços do Sistema Único de Saúde, favorecendo estratégias organizacionais mais resilientes e alinhadas aos desafios contemporâneos da gestão do cuidado.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sustentabilidade; Gestão em Saúde; Serviços Médicos de Emergência; Sistema Único de Saúde; Economia Donut.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p><strong>WORLD HEALTH ORGANIZATION.</strong> <em>Operational framework for building climate resilient and low carbon health systems</em>. Geneva: WHO, 2023.</p> <p><strong>HEBINCK, A. et al.</strong> An actionable understanding of societal transitions: the X-curve framework. <em>Sustainability Science</em>, v. 17, p. 1009–1021, 2022.</p> <p><strong>KÖHLER, J. et al.</strong> An agenda for sustainability transitions research: state of the art and future directions. <em>Environmental Innovation and Societal Transitions</em>, v. 31, p. 1–32, 2019.</p> <p><strong>RUGGERIO, C. A.</strong> Sustainability and sustainable development: a review of principles and definitions. <em>Science of the Total Environment</em>, v. 786, 147481, 2021.</p> <p><strong>RAWORTH, K.</strong> <em>Doughnut Economics: Seven Ways to Think Like a 21st-Century Economist</em>. London: Random House Business, 2017.</p> <p><strong>DALY, H. E.</strong> Toward some operational principles of sustainable development. <em>Ecological Economics</em>, v. 2, n. 1, p. 1–6, 1990.</p> <p><strong>UNITED NATIONS.</strong> <em>Transforming our World: the 2030 Agenda for Sustainable Development</em>. New York: United Nations, 2015.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-17T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1029 EVOLUÇÃO DA GESTÃO SOCIOAMBIENTAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE 2026-08-03T13:52:08+00:00 Vitoria Silva dos Santos Costa apa.ubssaobento@cejam.org.br CLEVIA DA SILVA PAMPOLHA clevia.silva@cejam.org.br <h3>O setor saúde apresenta impactos ambientais relacionados ao consumo de recursos naturais, geração de resíduos e uso de materiais descartáveis, tornando necessária a incorporação de práticas sustentáveis à gestão dos serviços. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de aplicação do Método de Nivelamento Socioambiental (MNA) em uma Unidade Básica de Saúde, destacando sua contribuição para a melhoria das práticas ambientais e para o enfrentamento das mudanças climáticas. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido na UBS Jardim São Bento, considerando as dimensões de gerenciamento de resíduos, desenvolvimento de comunidades, eficiência hídrica, eficiência energética, compras sustentáveis e ambiência em saúde. Entre as ações desenvolvidas destacam-se o Projeto Devolva-Me, coleta seletiva, educação ambiental, UBS na Rua, Horta Comunitária, revitalização de espaços, uso consciente da água, implantação de usina fotovoltaica e redução do consumo de copos descartáveis. A unidade evoluiu do Nível 1 para Nível 2 em Gerenciamento de Resíduos e Ambiência em Saúde e para Nível 4 em Desenvolvimento de Comunidades. Em 2025, foram realizados 90 grupos UBS na Rua, alcançando 1.779 pessoas, e, de janeiro a julho de 2026, 51 grupos, com 1.246 pessoas impactadas. A implantação da usina fotovoltaica de 94,32 kWp possibilitou geração estimada de 136 MWh/ano e economia aproximada de R$ 10.620,00 entre março e maio. O consumo de copos descartáveis também foi reduzido em 50%, passando de aproximadamente 12 mil para 6 mil unidades mensais. Conclui-se que o MNA contribui para transformar o diagnóstico socioambiental em ações práticas e mensuráveis, fortalecendo a sustentabilidade, a participação comunitária e a redução de impactos ambientais, além de contribuir para estratégias de mitigação das mudanças climáticas e construção de territórios mais resilientes.</h3> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1016 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA ECOEFICIENTE: O FARMACÊUTICO COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE NA UBS JARDIM MARACÁ 2026-07-29T14:10:10+00:00 Caroline Murca Momesso caroline.momesso@cejam.org.br <p>A Assistência Farmacêutica (AF) na Atenção Primária à Saúde lida diariamente com um alto volume de impressos, gerando impactos ambientais e operacionais expressivos. A transição para práticas ecoeficientes é urgente para alinhar o Sistema Único de Saúde (SUS) às metas globais de sustentabilidade.&nbsp;<strong>Objetivo:</strong>&nbsp;<wbr>Relatar a substituição de documentos impressos por ações digitais e sustentáveis no setor de farmácia da UBS Jardim Maracá, avaliando seus reflexos na otimização de processos e no cuidado ao paciente.&nbsp;<strong>Metodologia:</strong>Trata-se de um relato de experiência sobre a implementação de ferramentas digitais para fluxos, dispensações e controle de estoque de medicamentos. Foram mapeados os fluxos críticos de impressão e adotadas soluções tecnológicas para essas rotinas do setor de farmácia. <strong>Resultados:</strong> A transição digital demonstrou que a ecoeficiência vai além da economia de papel. Observou-se uma redução drástica na pegada ecológica do setor, acompanhada da otimização do tempo de atendimento, mitigação de erros de digitação e maior segurança na transmissão de dados clínicos. A centralização digital de informações facilitou o rastreio do histórico farmacoterapêutico do usuário e nos processos de gestão do setor. <strong>Conclusão:</strong> O farmacêutico atua como agente estratégico de sustentabilidade ao integrar a gestão ambiental à prática clínica. A digitalização na assistência farmacêutica provou ser uma intervenção viável que eleva a segurança do paciente e moderniza o serviço público de saúde.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1040 DA NORMA À EXPERIÊNCIA 2026-08-11T19:12:04+00:00 Ana Paula Passos Lacerda da Silva ana.lacerda@cejam.org.br <p><span data-path-to-node="3,0">O Estatuto dos Direitos do Paciente consolida direitos de autonomia, consentimento e privacidade, acompanhando uma tendência internacional em que a qualidade assistencial passa a ser avaliada também pela experiência do usuário</span><span data-path-to-node="3,2">. Diante do cenário de digitalização da saúde e ampliação dos canais de escuta, a experiência humana firma-se como ativo estratégico para a governança institucional e a segurança assistencial</span><span data-path-to-node="3,4">. Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do Estatuto dos Direitos do Paciente na reconfiguração da Ouvidoria em saúde, transicionando de uma função reativa para uma infraestrutura estratégica de governança e inteligência institucional, fundamentada na aplicação do Modelo CUIDAR, desenvolvido pelo CEJAM</span><span data-path-to-node="3,6">. Trata-se de um estudo analítico-conceitual embasado em literatura internacional (como BMJ e Press Ganey) e em referenciais do NHS (Reino Unido) e da Cleveland Clinic (EUA)</span><span data-path-to-node="3,8">. A partir dessas diretrizes, estruturou-se o Modelo CUIDAR — Conectar, Utilizar, Integrar, Dar retorno, Aprender e Reforçar a confiança — como ferramenta para transformar manifestações dos usuários em aprendizagem organizacional e melhoria contínua</span><span data-path-to-node="3,10">. Os resultados indicam que a implementação antecipada do modelo fortaleceu a confiança entre pacientes e profissionais e favoreceu a adesão imediata à Lei nº 15.378/2026</span><span data-path-to-node="3,12">. Assim, o novo estatuto formalizou práticas já integradas pela instituição, comprovando a viabilidade de mensurar e gerir a experiência do paciente de forma sistemática</span><span data-path-to-node="3,14">. Conclui-se que o desafio contemporâneo das instituições de saúde consiste em converter manifestações pontuais em inteligência e inovação, consolidando a confiança como indicador estratégico da qualidade na assistência</span></p> 2026-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1037 INCENTIVO IMPORTA? 2026-08-10T20:27:27+00:00 Washington Souza Rodrigues Alves ton.educadorfisico@gmail.com Adriana Silverio Boganha ton.educadorfisico@gmail.com <p>Programa multiprofissional de emagrecimento realizado durante 50 dias com trabalhadores de uma UBS e um CAPS. Ambos receberam orientações sobre alimentação, exercício físico e hábitos saudáveis, porém utilizaram diferentes estratégias motivacionais. O CAPS apresentou maior adesão à reavaliação (<strong data-start="322" data-end="341">93,3% vs. 47,2%</strong>) e maiores reduções médias de peso e medidas corporais. Os resultados sugerem possível associação entre estratégias de incentivo, adesão e resultados antropométricos, sem permitir estabelecer relação causal.</p> 2026-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1025 MAGRÃO E O FOCINHO MÁGICO: LITERATURA INFANTIL NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS 2026-07-30T22:21:18+00:00 HELENA SOUZA helena.penha@cejam.org.br KLEBER DA MERCES PEREIRA klebermerces1234@gmail.com <p>A Teoria do Elo &nbsp;estabelece uma importante relação entre a crueldade contra animais e a ocorrência de violências interpessoais, especialmente contra crianças, mulheres e idosos. No contexto da Atenção Primária à Saúde, reconhecer essa interconexão expande as possibilidades de identificação precoce e prevenção de situações de vulnerabilidade no território. O presente trabalho descreve a elaboração da obra infantil “Magrão e o Focinho Mágico”, concebida como tecnologia leve de educação em saúde direcionada à prevenção primária de violências na infância. A narrativa acompanha o personagem Magrão, um cão munido de um focinho mágico capaz de detectar o sofrimento alheio, ensinando de forma afetuosa e lúdica que a atenção aos sinais de dor e o cuidado com os animais são extensões da proteção humana. A transposição didática operada no livro permite abordar temas complexos de saúde coletiva e segurança social sem expor o público infantil a conteúdos traumáticos ou explícitos. Conclui-se que a obra se consolida como recurso interdisciplinar relevante para equipes de saúde da família, programas de saúde na escola e redes de assistência social, promovendo a empatia, o respeito à vida e a cultura de paz desde as primeiras etapas do desenvolvimento infantil.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1031 ATRAVESSAMENTOS DA HOSPITALIZAÇÃO NA SUBJETIVIDADE DE PESSOAS QUE GESTAM 2026-08-04T21:40:52+00:00 Juliano de Oliveira Soares soaresojuliano@gmail.com Luciana de Souza Lima luciana.lima@cejam.org.br Mariana de Souza Santos mariana.santos@cejam.org.br <p>O período gestacional em contexto de uso de álcool e outras substâncias psicoativas (SPAs) configura uma gestação de alto risco, frequentemente associada a internações compulsórias que, embora justificadas pela proteção do nascituro, podem invisibilizar a subjetividade da gestante e operar sob lógicas de economia moral que dificultam a construção de autonomia. Este relato descreve a experiência de um grupo psicoterapêutico semanal, aberto e homogêneo, realizado em uma enfermaria de saúde mental de hospital geral do interior paulista, com gestantes hospitalizadas (voluntárias, involuntárias ou compulsórias). Orientado pela perspectiva da redução de danos, o grupo objetivou psicoeducar, fortalecer estratégias de enfrentamento e resgatar a consciência de si e a autonomia das participantes. As sessões foram conduzidas a partir do compartilhamento de histórias de vida, com discussões sobre cuidado, autocuidado, expectativas em relação à gestação, parto, maternidade e o estigma associado ao uso de SPAs. Observou-se que o espaço grupal favoreceu a elaboração de conflitos, o fortalecimento de vínculos com a equipe e a ressignificação do projeto de cuidado, mesmo em contexto de internação. A experiência aponta para a potência de estratégias grupais como ferramenta de humanização e continuidade do cuidado, indicando a necessidade de políticas públicas que considerem a complexidade da gestação em uso de SPAs.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1026 EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO ENTRE FARMÁCIA E PSIQUIATRIA NO DESMAME DE PSICOTRÓPICOS NA UBS JARDIM MARACÁ 2026-07-31T19:11:22+00:00 Caroline Murca Momesso caroline.momesso@cejam.org.br <p class="isSelectedEnd"><strong>Introdução: </strong>O desmame de medicamentos psicotrópicos na Atenção Primária à Saúde requer integração entre os profissionais para garantir segurança, continuidade do cuidado e uso racional de medicamentos. Na UBS Jardim Maracá foi implantado um fluxo integrado entre Farmácia e Psiquiatria para qualificar esse processo.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Objetivo: </strong>Relatar a experiência da implantação de um fluxo integrado entre Farmácia e Psiquiatria para o acompanhamento do desmame de psicotrópicos na Atenção Primária à Saúde.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Método: </strong>Relato de experiência desenvolvido na UBS Jardim Maracá. A Psiquiatra identifica os pacientes elegíveis ao desmame e registra o plano terapêutico em planilha compartilhada. A Farmacêutica realiza o acompanhamento farmacoterapêutico conforme prescrição médica, monitorando adesão, evolução clínica e possíveis intercorrências. As informações são registradas em prontuário eletrônico, permitindo acompanhamento compartilhado entre os profissionais.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Resultados: </strong>O fluxo implantado organizou o acompanhamento dos pacientes em desmame de psicotrópicos, qualificando a comunicação entre Farmácia e Psiquiatria e fortalecendo a coordenação do cuidado. A planilha compartilhada possibilitou o encaminhamento sistemático dos pacientes para acompanhamento farmacêutico, enquanto o registro em prontuário eletrônico favoreceu o monitoramento da evolução clínica e a continuidade da assistência. A experiência fortaleceu o trabalho multiprofissional, o uso racional de medicamentos e a segurança do paciente. Serão apresentados os indicadores relacionados aos pacientes acompanhados e aos desfechos do processo.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Conclusão: </strong>A integração entre Farmácia e Psiquiatria estruturou um fluxo local que qualificou o acompanhamento do desmame de psicotrópicos, fortaleceu a comunicação entre os profissionais e favoreceu a continuidade do cuidado, demonstrando ser uma estratégia simples, reprodutível e aplicável à Atenção Primária à Saúde.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1001 A ATUAÇÃO ÉTICA DO ASSISTENTE SOCIAL COMO INSTRUMENTO PARA A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E DO ACESSO EQUITATIVO À SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 2026-07-22T17:00:32+00:00 Robson Vasconcelos Garcia robson.garcia@cejam.org.br <p>A efetivação dos direitos humanos em saúde depende da garantia do acesso universal, integral e equitativo aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo o assistente social um agente fundamental na mediação entre as necessidades da população e a rede de proteção social. Este estudo teve como objetivo analisar a contribuição da atuação ética do assistente social para a promoção dos direitos humanos e do acesso equitativo à saúde na Atenção Primária. Trata-se de um estudo descritivo, documental, de abordagem quantitativa e qualitativa, baseado na análise dos registros administrativos do Serviço Social de uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo, referentes ao período de janeiro de 2025 a junho de 2026. Foram identificados aproximadamente 1.400 atendimentos, com predominância de atendimentos individuais, teleatendimentos, visitas domiciliares e ações interprofissionais. As principais demandas envolveram acesso aos serviços especializados, orientação sobre direitos sociais e previdenciários, encaminhamentos para benefícios socioassistenciais e acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os resultados demonstram que a atuação ética do assistente social contribui para a redução das barreiras de acesso, fortalecimento da articulação intersetorial, promoção da autonomia dos usuários e qualificação do cuidado humanizado. Conclui-se que o Serviço Social desempenha papel estratégico na efetivação dos direitos humanos e na promoção da equidade em saúde, fortalecendo os princípios da universalidade, integralidade e justiça social no âmbito da Atenção Primária.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/992 IMPLANTAÇÃO DE UM PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DE ENFERMAGEM PERSONALIZADO: INOVAÇÃO DIGITAL PARA QUALIFICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM E DA SEGURANÇA DO PACIENTE 2026-07-17T23:51:24+00:00 PAULA ALTIMARI paulaaltimari@hotmail.com RENATA MEIRE BAILO MACHADO renata.machado@cejam.org.br <p><strong>Introdução:</strong> A transformação digital na saúde tem ampliado as possibilidades de qualificação dos registros clínicos, organização dos processos assistenciais e fortalecimento da segurança do paciente. Na enfermagem, a utilização de prontuários eletrônicos personalizados pode contribuir para a implementação estruturada do Processo de Enfermagem, a padronização dos registros e a identificação sistemática de riscos e necessidades de cuidado. <strong data-start="974" data-end="987">Objetivo:</strong> Relatar a experiência de implantação de um prontuário eletrônico de enfermagem personalizado, desenvolvido para qualificar o Processo de Enfermagem e fortalecer a segurança do paciente em um pronto-socorro público de alta demanda. <strong data-start="1219" data-end="1230">Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido a partir da construção e implantação de uma ferramenta informatizada de enfermagem adaptada às características assistenciais da unidade. O prontuário foi estruturado para contemplar as etapas do Processo de Enfermagem previstas na Resolução COFEN nº 736/2024, incluindo avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução de enfermagem, além da integração de linguagens padronizadas, instrumentos clínicos e escalas validadas para avaliação de riscos e necessidades assistenciais. <strong data-start="1758" data-end="1773">Resultados:</strong> A implantação possibilitou maior organização, padronização e rastreabilidade dos registros de enfermagem, favorecendo a identificação sistemática das necessidades dos pacientes, dos riscos assistenciais e das intervenções realizadas. A personalização do sistema permitiu adequar o prontuário ao perfil dos pacientes atendidos em um serviço de urgência e emergência, favorecendo a continuidade do cuidado, a integração das informações clínicas e o acompanhamento da evolução dos pacientes. A informatização também contribuiu para maior disponibilidade de dados para monitoramento dos processos assistenciais e desenvolvimento de ações de melhoria contínua. <strong data-start="2430" data-end="2444">Conclusão:</strong> A implantação de um prontuário eletrônico de enfermagem personalizado demonstrou-se uma estratégia inovadora para qualificar a implementação do Processo de Enfermagem e fortalecer a segurança do paciente. A integração entre tecnologia digital, avaliação clínica, linguagens padronizadas e instrumentos de avaliação contribui para registros mais estruturados, rastreáveis e orientados às necessidades individuais dos pacientes, favorecendo a continuidade, a qualidade e a segurança da assistência de enfermagem.</p> 2026-07-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1013 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA À GESTÃO DO CUIDADO EM SAÚDE 2026-07-27T18:48:23+00:00 Caio Vinicius da Fonseca Silva caio.fonseca@cejam.org.br Vanessa Aparecida Oliveira vanessa.oliveira@cejam.org.br Alziro Rodrigues Silva alziro.silva@cejam.org.br Silmara Pereira Da Fonseca Fonseca silmara.fonseca@cejam.org.br Marco José de Sousa marcos.sousa@cejam.org.br Cintia Leci Rodrigues kikarodrigues@hotmail.com Luciane Lúcio Pereira lucianelp@gmail.com <p>INTRODUÇÃO</p> <p>A inteligência artificial tem ampliado sua aplicação nos serviços de saúde, especialmente no apoio à decisão clínica, análise preditiva, monitoramento de pacientes, gestão de riscos e organização dos processos assistenciais. Essas tecnologias podem favorecer maior eficiência, segurança e qualidade do cuidado.</p> <p>Entretanto, sua incorporação exige supervisão humana, governança, proteção de dados, transparência e avaliação dos riscos relacionados a vieses algorítmicos e à responsabilização profissional.</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Analisar as evidências científicas sobre as aplicações da inteligência artificial na gestão do cuidado em saúde, seus benefícios, limitações e impactos na qualidade e segurança assistencial.</p> <p>MÉTODO</p> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde e Cochrane Library. Foram utilizados descritores relacionados à inteligência artificial, gestão do cuidado, decisão clínica, qualidade da assistência e segurança do paciente.</p> <p>Incluíram-se estudos publicados entre 2015 e junho de 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais, cartas, resumos de eventos e publicações sem relação com o objetivo da revisão. As evidências foram analisadas por síntese descritiva e temática.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>As principais aplicações identificadas envolveram apoio à decisão clínica, estratificação de riscos, monitoramento de pacientes, otimização dos processos assistenciais e gestão da qualidade e segurança do paciente.</p> <p>A inteligência artificial demonstrou potencial para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, antecipar complicações e apoiar a priorização de condutas. Também foram observadas aplicações na segurança medicamentosa, detecção de eventos adversos, documentação clínica e automação de tarefas administrativas.</p> <p>Entre os benefícios destacaram-se maior agilidade dos processos, apoio à tomada de decisão e possibilidade de intervenções precoces. Entretanto, a efetividade dessas ferramentas depende da qualidade dos dados, validação dos modelos e integração aos fluxos de trabalho.</p> <p>Os principais desafios envolveram vieses algorítmicos, baixa transparência, proteção de dados, interoperabilidade, resistência profissional e necessidade de capacitação. A supervisão humana permanece essencial para garantir segurança, autonomia profissional e cuidado centrado no paciente.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A inteligência artificial apresenta potencial para qualificar a gestão do cuidado, apoiar decisões clínicas, identificar riscos e melhorar processos assistenciais e administrativos. Sua incorporação deve ocorrer de forma ética, planejada e supervisionada.</p> <p>A adoção dessas tecnologias requer governança, validação contínua, proteção de dados e participação dos profissionais de saúde. A inteligência artificial deve ser utilizada como ferramenta de apoio, sem substituir o julgamento clínico e a relação entre profissionais e pacientes.</p> 2026-07-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1021 PROCESSO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA ASSISTIDO POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 2026-07-29T17:53:23+00:00 Abel Silva de Meneses abel.meneses@cejam.org.br <p><strong>Introdução&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong></p> <p>No contexto contemporâneo, caracterizado pela expansão da Inteligência Artificial (IA), novas possibilidades emergem para o fortalecimento do raciocínio clínico e da tomada de decisão em saúde, particularmente no âmbito do Processo de Enfermagem (PE). A incorporação de tecnologias baseadas em modelos de linguagem natural tem potencial para apoiar a aprendizagem, a sistematização do pensamento clínico e a qualificação do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), desde que fundamentada em evidências científicas e princípios éticos</p> <p><strong>&nbsp; </strong></p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Descrever o desenvolvimento e a aplicação de uma interface de IA para apoiar enfermeiros e estudantes na aprendizagem e aplicação do PE na APS</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p>Trata-se de estudo metodológico de inovação tecnológica, estruturado para desenvolvimento de interface baseada em tecnologia Generative Pre-trained Transformer (GPT), voltada ao suporte educacional e assistencial no PE. O desenvolvimento ocorreu em etapas sequenciais, contemplando definição conceitual, elaboração de prompts estruturados e pré-interação experimental. Inicialmente, foi elaborado um prompt principal com instruções específicas para orientar o funcionamento do modelo, determinando comportamento, linguagem e escopo de atuação, com base nas cinco etapas do PE atribuídas pela Resolução Cofen nº 736/2024: Avaliação de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento de Enfermagem, Implementação de Enfermagem e, Evolução de Enfermagem. A interface também estabeleceu correspondência didática com o método SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano), permitindo maior aplicabilidade no contexto da APS.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>O desenvolvimento da interface resultou em ferramenta digital interativa capaz de apresentar informações clínicas estruturadas para aprendizagem do PE e apoiar a tomada de decisão no contexto da consulta de enfermagem na APS.</p> <p><a href="https://chatgpt.com/g/g-682727a3ca6481919dd926a667915fcd-processo-de-enfermagem-na-aps-assistido-por-ia">ChatGPT - Processo de Enfermagem na APS assistido por IA</a></p> <p>A interface foi disponibilizada para utilização e aprendizagem ampliada por profissionais de enfermagem de 172 equipes de saúde da família distribuídas em 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS), permitindo aprendizagem de aplicação prática até em cenários reais de cuidado.</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>O desenvolvimento de interface baseada em IA para apoio na aprendizagem do PE na APS demonstrou potencial significativo como ferramenta educacional e assistencial. A utilização de modelos de linguagem estruturados com base em evidências científicas possibilitou a organização sistemática das informações clínicas, apoio ao raciocínio diagnóstico e fortalecimento da segurança do paciente.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/981 TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E SEGURANÇA DO PACIENTE: IMPLANTAÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO 2026-07-03T05:40:10+00:00 Eduardo Luna de Oliveira Torres eduardo.torres@cejam.org.br Eli Pinto de Melo Junior luna.edu@gmail.com Giovanni Andrade Lima luna.edu@gmail.com Marilena Wanderley luna.edu@gmail.com Paula Dal Maso Altimari paula.altimari@cejam.org.br <p><strong>Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A transformação digital dos serviços de saúde tem sido reconhecida como estratégia para qualificar a assistência, ampliar a rastreabilidade das informações clínicas e fortalecer a segurança do paciente. Entretanto, as evidências demonstram que seus benefícios dependem não apenas da implantação de tecnologias da informação, mas também da maturidade organizacional, da adesão das equipes e da capacidade institucional de utilizar os dados produzidos para apoiar decisões gerenciais. Em serviços de urgência e emergência, caracterizados por elevado volume assistencial, alta complexidade e necessidade de respostas rápidas, a implantação progressiva do prontuário eletrônico representa oportunidade para integrar processos assistenciais, fortalecer a governança clínica e consolidar uma cultura de segurança baseada em evidências.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relatar a experiência de implantação progressiva dos módulos assistenciais do prontuário eletrônico em um pronto-socorro público de alta demanda e descrever seus impactos sobre a organização dos processos assistenciais, a segurança do paciente e a gestão baseada em evidências.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência desenvolvido em um pronto-socorro municipal gerido por Organização Social de Saúde, responsável por aproximadamente 25.000 atendimentos mensais. Entre julho de 2025 e junho de 2026 foi realizada a implantação escalonada dos módulos assistenciais do Sistema Integrado de Saúde (SISS), contemplando Enfermagem, Equipe Multiprofissional, Fast Track, Painel de Chamadas, Suprimentos e Farmácia, Evolução dos Técnicos de Gesso, Integração dos módulos de exames e SADT, Evolução dos Técnicos de Radiologia, Ultrassonografia e Certificação Digital. A experiência foi analisada por meio de indicadores assistenciais, registros eletrônicos, dados do Núcleo de Segurança do Paciente, notificações de incidentes e documentos institucionais, permitindo avaliar a evolução dos processos assistenciais, da rastreabilidade das informações clínicas e da capacidade institucional de monitoramento da segurança do paciente.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A implantação progressiva dos módulos promoveu a substituição gradual de processos híbridos por registros eletrônicos estruturados, ampliando a padronização da documentação clínica, a integração entre equipes multiprofissionais e a rastreabilidade das informações assistenciais. No período analisado foram registradas 1.289 notificações relacionadas à segurança do paciente, com média aproximada de 99 notificações mensais, predominando circunstâncias de risco, incidentes sem dano e <em>near miss</em>, evidenciando fortalecimento da cultura institucional de segurança e maior capacidade de identificação, monitoramento e aprendizado organizacional. Esses achados sugerem que o aumento das notificações reflete principalmente a ampliação da capacidade institucional de detecção e monitoramento dos eventos, fenômeno descrito na literatura sobre transformação digital em saúde, e não necessariamente aumento da ocorrência de incidentes. Apesar do elevado volume assistencial, a unidade manteve baixa frequência de eventos adversos graves relacionados à assistência, com aproximadamente um evento grave a cada três meses, monitorado sistematicamente pelo Núcleo de Segurança do Paciente. Os resultados reforçam o papel do prontuário eletrônico como ferramenta de qualificação dos processos assistenciais, monitoramento de indicadores e apoio à tomada de decisão gerencial.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A implantação progressiva dos módulos assistenciais do prontuário eletrônico demonstrou ser uma intervenção organizacional capaz de impulsionar a transformação digital, fortalecer a governança clínica e ampliar a segurança do paciente em um serviço público de urgência e emergência. Associada ao monitoramento contínuo de indicadores, à padronização dos processos e ao engajamento multiprofissional, a utilização do prontuário eletrônico favoreceu maior rastreabilidade das informações clínicas, aprimorou os mecanismos institucionais de aprendizagem organizacional e qualificou a tomada de decisão baseada em evidências. A experiência demonstra que a transformação digital, quando integrada à gestão e à cultura de segurança, pode constituir estratégia replicável para outros serviços do Sistema Único de Saúde.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Palavras-chave</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prontuário Eletrônico; Segurança do Paciente; Transformação Digital em Saúde; Governança Clínica; Serviços de Urgência.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Referências </strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CAMERON, A. C.; TRIVEDI, P. K. <em>Regression Analysis of Count Data</em>. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2013. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/books/regression-analysis-of-count-data. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DOUMA, M. et al. Electronic nursing documentation and its association with patient safety outcomes: a longitudinal study. <em>International Journal of Medical Informatics</em>, v. 185, 2024. Disponível em: <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/international-journal-of-medical-informatics">https://www.sciencedirect.com/journal/international-journal-of-medical-informatics</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; GOLDER, S. et al. Detecting adverse events using electronic health records: challenges and opportunities. <em>BMJ Quality &amp; Safety</em>, v. 34, n. 1, 2025. Disponível em: <a href="https://qualitysafety.bmj.com">https://qualitysafety.bmj.com</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; HARMON, R. et al. Unintended consequences of electronic health records in patient safety: a scoping review. <em>Journal of Patient Safety</em>, v. 19, n. 4, 2023. Disponível em: https://journals.lww.com/journalpatientsafety. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; KUMAH, E. Organizational culture and patient safety reporting in digital health environments. <em>BMC Health Services Research</em>, v. 25, 2025. Disponível em: <a href="https://bmchealthservres.biomedcentral.com">https://bmchealthservres.biomedcentral.com</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>SUBBE, C. P.; TELLIER, V.; BARACH, P. Electronic health records and adverse events: a scoping review. <em>BMJ Open</em>, v. 11, e041858, 2021. Disponível em: https://bmjopen.bmj.com/content/11/2/e041858. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> 2026-07-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/990 MAIS ACESSO, MENOS FALTAS: PLANO INTEGRADO PARA TELECONSULTAS NA ZONA SUL DE SÃO PAULO 2026-07-17T19:28:23+00:00 Thiago de Castro Menezes Menezes thiago.menezes@cejam.org.br <p>Este trabalho apresenta a experiência de uma força-tarefa para redução do absenteísmo em teleconsultas de especialidades na Zona Sul de São Paulo, realizada entre outubro e dezembro de 2025. A intervenção foi desenvolvida nas UBS com maiores índices de faltas e baseou-se na gestão ativa das agendas, com confirmação antecipada via WhatsApp, busca ativa de pacientes, reposição imediata de vagas não confirmadas e alinhamento operacional com o prestador de telemedicina. A estratégia resultou em redução expressiva do absenteísmo nas unidades participantes, variando de 20 a 45 pontos percentuais, além de aumentar a ocupação das agendas e a efetividade dos atendimentos. A experiência demonstra que ações simples, padronizadas e de baixo custo fortalecem a governança da teleassistência, ampliam o acesso da população às consultas especializadas e contribuem para maior eficiência e qualidade na Atenção Primária à Saúde no SUS.</p> 2026-07-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1020 INTELIGENCIA ARTIFICIAL E RECURSOS INTERATIVOS NA EDUCAÇÃO CONTINUADA 2026-07-29T17:49:57+00:00 THEREZA RACHEL SANTA RITA FRANCO rachelthereza5@gmail.com <p>A educação continuada é essencial para a segurança do paciente e a qualidade da assistência. No Pronto Atendimento Jardim Macedônia, foi implementada uma metodologia baseada em recursos visuais, lúdicos e interativos, desenvolvidos com apoio da Inteligência Artificial, para fortalecer a comunicação interna e o processo de aprendizagem da equipe. A estratégia promoveu maior engajamento dos profissionais, melhor compreensão e aplicação dos protocolos institucionais, além de contribuir para a padronização das condutas, redução de falhas operacionais e fortalecimento da cultura de segurança do paciente, refletindo em uma assistência mais segura, humanizada e de qualidade.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1034 MELHORIA DA QUALIDADE ASSISTENCIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA POR MEIO DA REORGANIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO REPRODUTIVO 2026-08-06T20:07:53+00:00 Brunna Esteves brunna.delesporte@cejam.org.br <p>A gestação na adolescência representa um importante desafio para a Atenção Primária à Saúde, exigindo estratégias que ampliem o acesso da mulher ao planejamento reprodutivo e qualifique o cuidado. Este trabalho desenvolveu como objetivo demonstrar o impacto da reorganização do planejamento reprodutivo da Linha de Cuidado Materno Infantil da UBS Jardim Valquíria, sobre a redução da proporção de gestantes menores de 20 anos. Trata-se de um relato de experiência com análise retrospectiva de indicadores assistenciais entre 2023 e 2025. A intervenção incluiu capacitação dos médicos da Estratégia Saúde da Família para inserção de métodos contraceptivos de longa duração (LARC), reorganização do fluxo assistencial, ampliação da oferta desses métodos, monitoramento das mulheres em idade fértil, fortalecimento das ações educativas e acompanhamento contínuo dos indicadores. Como resultado, as inserções de LARC aumentaram de 112, em 2023, para 257, em 2025, mantendo a tendência de crescimento, com 238 inserções realizadas até julho de 2026. No mesmo período, a proporção de gestantes menores de 20 anos reduziu de 10,38% para 8,30%, representando redução relativa aproximada de 20%. A experiência demonstra que a reorganização dos processos assistenciais, em conjunto com à governança clínica e ao monitoramento de indicadores, contribui para a melhoria contínua da qualidade da assistência e para melhores resultados em saúde na Atenção Primária.</p> 2026-08-06T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/995 VARAL SOLIDÁRIO EM GRUPO DE GESTANTES 2026-07-20T16:57:58+00:00 Helena Souza helena.penha@cejam.org.br Vitoria Cristina da Silva Nascimento vitoriacristinaa7@gmail.com <p>Os grupos de educação em saúde no pré-natal desempenham papel fundamental na promoção da saúde materno-infantil, especialmente em territórios com elevada vulnerabilidade social. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência da implementação do Varal Solidário em um grupo de gestantes de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e descrever seus impactos na promoção da saúde, do acolhimento e da sustentabilidade. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, desenvolvido em quatro etapas: arrecadação de roupas e acessórios infantis junto à comunidade e aos profissionais da unidade; organização do varal solidário durante os encontros do grupo de gestantes; livre escolha das peças pelas participantes para composição do enxoval do bebê; e avaliação dos resultados por meio da percepção das usuárias e do número de doações distribuídas. A iniciativa foi fundamentada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com ênfase na erradicação da pobreza, saúde e bem-estar, redução das desigualdades e consumo responsável. Observou-se aumento da adesão aos encontros de pré-natal, fortalecimento do vínculo entre equipe e gestantes, redução do impacto financeiro para famílias em situação de vulnerabilidade, valorização da autonomia das participantes e incentivo à reutilização de roupas infantis, promovendo sustentabilidade ambiental. Os relatos evidenciaram sentimentos de acolhimento, pertencimento e apoio institucional. Conclui-se que o Varal Solidário constitui uma estratégia simples, de baixo custo e elevada relevância social, capaz de integrar assistência, educação em saúde e responsabilidade socioambiental, fortalecendo o cuidado humanizado na Atenção Primária à Saúde e contribuindo para a melhoria da experiência das gestantes durante o pré-natal.</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/978 PROPOSTA DE SISTEMA DE REMUNERAÇÃO PARA CONTRATOS DE GESTÃO COM ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE 2026-07-02T14:38:15+00:00 Marcelo Pollini marcelo.pollini@cejam.org.br <p>Artigo completo disponível em: <a href="https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540032">https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540032</a></p> <p>O trabalho apresenta uma proposta de sistema de remuneração para contratos de gestão firmados com Organizações Sociais de Saúde, tendo como referência o contexto do estado de São Paulo e os desafios observados na sustentabilidade financeira, operacional e gerencial desses instrumentos. A pesquisa parte da constatação de que os modelos atualmente utilizados apresentam fragilidades relevantes, especialmente quanto à previsibilidade dos repasses, à atualização dos valores contratualizados, à proteção contra atrasos financeiros e à incorporação de critérios estruturados de qualidade, eficiência e governança regionalizada.</p> <p>O objetivo do estudo foi desenvolver um modelo de remuneração capaz de integrar produção assistencial, custos fixos e mecanismos de remuneração variável. Para isso, foi realizada pesquisa qualitativa, baseada em análise documental de contratos de gestão, convênios de contratualização e termos de colaboração relacionados às Organizações Sociais de Saúde no Brasil. Foram analisados 60 ajustes vigentes nos estados de São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais, além dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. A coleta dos dados ocorreu entre outubro e dezembro de 2024, com utilização de documentos públicos, relatórios financeiros e publicações acadêmicas sobre o tema.</p> <p>A análise foi conduzida com apoio do software ATLAS.ti, permitindo a codificação e a comparação sistemática dos documentos examinados. Os contratos foram avaliados segundo critérios relacionados ao tipo de pagamento, variáveis consideradas na remuneração, frequência de reajuste, presença de indicadores de desempenho e forma de vinculação da produção contratualizada aos repasses financeiros. Essa abordagem possibilitou identificar padrões, discrepâncias e lacunas nos modelos praticados pelos diferentes entes públicos analisados.</p> <p>Os resultados indicaram predominância de modelos mistos de remuneração, combinando parcelas fixas e variáveis, porém com significativa heterogeneidade entre os contratos. Observou se que nenhum dos ajustes analisados previa mecanismos de proteção contra atrasos nos repasses e que não havia previsão de atuação regionalizada nos instrumentos avaliados. Todos os entes analisados monitoravam indicadores de qualidade, mas a presença de índices de reajuste foi identificada apenas nos modelos de Minas Gerais e da Prefeitura do Rio de Janeiro. A eficiência operacional apareceu como variável contratual em Minas Gerais e no Espírito Santo. A integração clara entre metas de desempenho e repasses financeiros foi observada no Espírito Santo, em Goiás e na Prefeitura do Rio de Janeiro.</p> <p>Com base nesses achados, o estudo propõe um modelo composto por cinco componentes principais. O primeiro é a remuneração por produção, com referência à tabela SUS Paulista. O segundo é uma parcela fixa destinada à cobertura de despesas administrativas e operacionais necessárias à continuidade dos serviços. Os demais componentes correspondem a parcelas variáveis vinculadas à atuação regionalizada por meio de Sistemas de Gestão Integrados, ao desempenho em indicadores de qualidade e à eficiência operacional medida por Grupos de Diagnósticos Relacionados.</p> <p>O modelo proposto busca responder às fragilidades identificadas nos contratos analisados, oferecendo uma estrutura mais aderente à realidade operacional das OSS e às necessidades do Sistema Único de Saúde. Ao combinar previsibilidade financeira, remuneração vinculada à produção, custeio de despesas fixas e incentivos relacionados à qualidade, eficiência e governança regionalizada, a proposta procura alinhar sustentabilidade contratual, desempenho institucional e melhoria da gestão pública em saúde.</p> <p>Conclui se que o sistema de remuneração proposto representa uma alternativa para aprimorar os contratos de gestão com Organizações Sociais de Saúde, sobretudo ao enfrentar lacunas relacionadas à atualização financeira, à mensuração de desempenho e ao alinhamento entre repasses, produção e resultados assistenciais. Sua aplicação prática exige estrutura de monitoramento, critérios objetivos de avaliação, uso qualificado de informações gerenciais e validação em contextos reais, preferencialmente por meio de projetos piloto. O estudo contribui para o debate sobre modelos de contratualização no setor público de saúde e oferece subsídios para gestores interessados em aperfeiçoar a governança, a eficiência e a sustentabilidade dos contratos firmados com OSS.</p> 2026-07-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/979 EFICÁCIA DO RATEIO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS EM UNIDADES GERENCIADAS POR ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE 2026-07-02T16:34:34+00:00 Marcelo Pollini marcelo.pollini@cejam.org.br Anamélia Gomes de Carvalho anamelia.carvalho@cejam.org.br Floriz de Jesus Mendes Santana floriza.mendes@cejam.org.br João Francisco Romano joao.romano@cejam.org.br <p>Artigo completo dispinível em: <a href="https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540031">https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540031</a></p> 2026-07-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/989 COMUNICAÇÃO ASSERTIVA COMO ESTRATÉGIA PARA FORTALECER A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: O PAPEL DA OUVIDORIA NA GOVERNANÇA DO CUIDADO 2026-07-17T18:13:39+00:00 Ana Paula Passos Lacerda da Silva ana.lacerda@cejam.org.br <p>A comunicação efetiva é um componente essencial da qualidade assistencial e da experiência do paciente. Nesse contexto, a Ouvidoria amplia seu papel ao atuar como instrumento estratégico de governança do cuidado, transformando a voz do paciente em subsídio para a melhoria contínua dos processos assistenciais. Este relato de experiência descreve a implantação de um modelo institucional fundamentado na escuta qualificada, comunicação assertiva, mediação entre usuários e equipes assistenciais, monitoramento da qualidade das respostas e desenvolvimento das competências comunicacionais das Ouvidorias locais e lideranças. As manifestações passaram a ser analisadas de forma integrada, permitindo identificar fragilidades na jornada do paciente, recorrências e oportunidades de melhoria, subsidiando ações educativas, revisão de processos e fortalecimento da cultura de cuidado centrado na pessoa. Como resultados, observou-se maior integração entre Ouvidoria e gestores, padronização das respostas, ampliação da resolutividade das manifestações e utilização sistemática das informações produzidas pela Ouvidoria para apoio à tomada de decisão. A experiência demonstra que a Ouvidoria, quando integrada aos processos de governança, deixa de exercer apenas um papel reativo e passa a atuar como agente estratégico de aprendizagem organizacional, contribuindo para uma assistência mais segura, humanizada e centrada nas necessidades dos pacientes.</p> 2026-07-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1018 PUBLICAR NÃO É IMPLEMENTAR 2026-07-29T15:12:23+00:00 Jefferson Vinicius de Souza Almeida jefferson.almeida@cejam.org.br <p><strong>Introdução</strong></p> <p>A produção técnico-científica nas organizações de saúde tem aumentado por meio de pesquisas, eventos, relatórios, periódicos e repositórios institucionais. Entretanto, a publicação de um conteúdo não garante que ele seja compreendido, disseminado ou incorporado às práticas assistenciais e administrativas.</p> <p>A transformação da evidência em prática depende de processos ativos de tradução, contextualização, comunicação, implementação e avaliação. Quando essas etapas não são estruturadas, o conhecimento pode permanecer restrito a grupos especializados ou assumir caráter apenas informativo, sem produzir aprendizagem institucional.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Refletir sobre os fatores que dificultam a transformação da produção técnico-científica em aprendizagem e uso consistente nas organizações de saúde, propondo diretrizes para a estruturação de um ecossistema de comunicação científica interna.</p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p>Artigo de reflexão teórico-conceitual, desenvolvido a partir de leitura crítica e síntese integrativa de literatura relacionada aos seguintes temas:</p> <ul> <li>Translação do conhecimento;</li> <li>Ciência da implementação;</li> <li>Difusão de inovações;</li> <li>Sistemas de saúde de aprendizagem;</li> <li>Comunicação científica em linguagem simples;</li> <li>Aprendizagem e cultura organizacional.</li> </ul> <p>A análise dos conceitos resultou na proposição de um modelo pragmático composto por quatro pilares para orientar a comunicação científica interna.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>A publicação representa apenas uma etapa do ciclo do conhecimento. Para que os resultados científicos contribuam efetivamente para a organização, é necessário conectá-los às decisões, aos processos e às necessidades reais das equipes.</p> <p>Entre os principais desafios identificados estão:</p> <ul> <li>Conteúdos produzidos exclusivamente em formatos acadêmicos;</li> <li>Uso excessivo de linguagem técnica;</li> <li>Falta de conexão com a prática profissional;</li> <li>Canais institucionais fragmentados;</li> <li>Ausência de espaços para discussão e troca;</li> <li>Falta de responsáveis pela disseminação;</li> <li>Predomínio de métricas de alcance, como visualizações e acessos;</li> <li>Ausência de retorno sobre o uso do conhecimento produzido.</li> </ul> <p>Como resposta, propõe-se um ecossistema de comunicação científica interna estruturado em quatro pilares.</p> <p><strong>Quatro pilares do modelo proposto</strong></p> <ol> <li><strong>Integridade e evidência</strong></li> <li><strong>Aplicabilidade</strong></li> <li><strong>Linguagem e formato</strong></li> <li><strong>Governança e métricas</strong></li> </ol> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>Publicar não é sinônimo de disseminar, assim como disseminar não garante implementação. Para transformar produção científica em cultura institucional, a comunicação deve ser tratada como uma infraestrutura de aprendizagem.</p> <p>O modelo proposto — integridade e evidência, aplicabilidade, linguagem e formato, governança e métricas — pode contribuir para reduzir a distância entre conhecimento e prática, fortalecer a confiança nas informações científicas e acelerar ciclos de melhoria contínua nas organizações de saúde.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/988 CUIDAR: GESTÃO INTEGRADA DA VOZ DO PACIENTE E FORTALECIMENTO DA REPUTAÇÃO INSTITUCIONAL 2026-07-17T13:37:48+00:00 Ana Paula Passos Lacerda da Silva ana.lacerda@cejam.org.br <p>transformação digital ampliou os canais de manifestação dos pacientes, gerando grande volume de informações sobre a experiência assistencial. Nesse contexto, a Ouvidoria assume papel estratégico ao integrar dados provenientes de diferentes canais e transformar manifestações em inteligência organizacional. Este trabalho apresenta o Modelo CUIDAR, estruturado em seis etapas: Conectar, Utilizar a Escuta Qualificada, Integrar e Interpretar, Dar Retorno Resolutivo, Aprender e Reforçar a Confiança. A metodologia possibilita a gestão integrada das manifestações, favorecendo a identificação de recorrências, antecipação de riscos, aprimoramento dos processos assistenciais e fortalecimento da cultura de escuta ativa. Como resultados, observou-se maior integração entre áreas, qualificação das respostas aos pacientes, apoio à tomada de decisão gerencial, implementação de ações corretivas e preventivas e melhoria da experiência do paciente. O modelo também contribuiu para o fortalecimento da reputação institucional, refletido, entre outros aspectos, no reconhecimento da instituição por dois anos consecutivos no Prêmio Reclame AQUI. Conclui-se que o Modelo CUIDAR consolida a Ouvidoria como núcleo estratégico de inteligência organizacional, transformando manifestações em conhecimento estruturado para promover melhoria contínua, segurança do paciente e fortalecimento da confiança.</p> 2026-07-17T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1038 AMPLIAÇÃO DA TESTAGEM DE HIV POR MEIO DE AÇÕES TERRITORIAIS 2026-08-10T20:59:22+00:00 Paula Barcellos de Pinho paula.pinho@cejam.org.br <p>A análise epidemiológica do território identificou sete novos casos de HIV em 2024, com predominância entre adultos jovens, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce. Diante desse cenário, o Núcleo de Vigilância em Saúde da Atenção Básica desenvolveu um projeto para reorganizar a oferta de testagem em áreas de maior vulnerabilidade. O objetivo foi analisar a ampliação e o alcance da testagem rápida de HIV realizada por meio de ações territoriais. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em 2025 pelas oito equipes da Estratégia Saúde da Família. Mensalmente, cada equipe identificou um local estratégico para realização de grupos com educação em saúde, prevenção combinada, redução de riscos e oferta imediata da testagem. Foram analisados os registros de testes e as notificações de HIV entre 2023 e 2025. Em 2025, foram realizados 1.032 testes, aumento de 14,3% em relação a 2024. As ações territoriais responderam por 243 testes, equivalentes a 23,5% da testagem anual, e 73% das pessoas testadas tinham entre 20 e 40 anos. Foram identificados cinco novos casos de HIV, dos quais quatro pertenciam à faixa etária priorizada. Embora a maioria dos diagnósticos tenha ocorrido por procura espontânea na unidade, os resultados sugerem que as ações educativas ampliaram a conscientização e fortaleceram o vínculo da população com o serviço. Conclui-se que a atuação territorial ampliou o acesso à testagem, alcançou o público prioritário e integrou vigilância, prevenção e cuidado conforme as necessidades identificadas no território.</p> 2026-08-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1048 FERRAMENTA COMPARTILHADA PARA O MONITORAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES COM HEPATITE B 2026-08-14T14:46:59+00:00 Paloma Mendonca paloma.mendonca@cejam.org.br <p>A implantação de uma planilha eletrônica compartilhada entre as equipes de Farmácia e Enfermagem mostrou-se uma estratégia simples, de baixo custo e efetiva para o monitoramento farmacoterapêutico de pacientes com hepatite B. A ferramenta permitiu centralizar informações clínicas, farmacêuticas e administrativas, facilitando a identificação de pacientes com atraso na retirada de medicamentos, necessidade de renovação documental e acompanhamento de exames e consultas. Sua utilização fortaleceu a integração multiprofissional, otimizou o processo de trabalho, favoreceu a busca ativa e contribuiu para a continuidade do tratamento, a adesão terapêutica e a segurança do paciente.</p> 2026-08-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1014 EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DE ACOMPANHAMENTO DO IDOSO: O PAPEL DAS OFICINAS COM ACS E DO CARD EXPLICATIVO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 2026-07-28T00:57:37+00:00 Priscila Vieira Pacheco priscila.pacheco@cejam.org.br <p>Relato de experiência que descreve a implementação de oficinas de capacitação para Agentes Comunitários de Saúde associadas ao uso de um CARD Orientativo para qualificar a busca ativa e o acompanhamento da pessoa idosa na Atenção Primária à Saúde. A intervenção promoveu a padronização das visitas domiciliares e resultou na ampliação da cobertura da Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa, de <strong data-start="425" data-end="447">57,10% para 73,50%</strong> entre janeiro e junho de 2026, com incremento de <strong data-start="497" data-end="521">360 idosos avaliados</strong>. A experiência demonstra que estratégias educativas de baixo custo e fácil implementação fortalecem a Governança Clínica, qualificam os processos de trabalho e apresentam elevado potencial de replicação em outras unidades de saúde.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1036 EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA AMPLIAÇÃO DA PRÁTICA SEMANAL DE EXERCÍCIO FÍSICO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA 2026-08-10T17:16:58+00:00 Washington Souza Rodrigues Alves ton.educadorfisico@gmail.com <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot"> <div class="" data-turn-id-container="request-WEB:1aec399c-0fbb-437c-99ad-8dd2da058a15-11" data-is-intersecting="true"> <section class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" data-turn-id="request-WEB:1aec399c-0fbb-437c-99ad-8dd2da058a15-11" data-turn-id-container="request-WEB:1aec399c-0fbb-437c-99ad-8dd2da058a15-11" data-testid="conversation-turn-24" data-turn="assistant"> <div class="text-base my-auto mx-auto pb-8 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" data-conversation-screenshot-content=""> <div class="flex max-w-full flex-col gap-4 grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+&amp;]:mt-1" dir="auto" tabindex="0" data-message-author-role="assistant" data-message-id="fae9da00-172b-4c68-932b-358484f9199a" data-message-model-slug="gpt-5-6" data-turn-start-message="true"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden"> <div class="markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling"> <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="23" data-end="467">O trabalho apresenta uma experiência desenvolvida na Atenção Primária à Saúde (APS) com participantes de um grupo biopsicossocial, após identificar que parte dos usuários concentrava a prática de exercícios físicos nos encontros supervisionados. Diante disso, foi implementada uma estratégia de educação continuada em saúde para estimular maior autonomia e ampliar a prática de exercícios para além das atividades realizadas no serviço.</p> <p data-start="469" data-end="832">Entre junho e novembro de 2025, foram realizadas orientações semanais sobre benefícios fisiológicos, metabólicos e funcionais do exercício, adaptações às condições individuais e possibilidades de práticas seguras em outros ambientes. Os participantes foram incentivados, sempre que possível, a alcançar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física.</p> <p data-start="834" data-end="1174">Durante o acompanhamento, 44 participantes foram avaliados, dos quais 20 (45,5%) relataram aumento do volume semanal de exercício e alcance de pelo menos 150 minutos semanais. A frequência registrada no grupo passou de 31 participantes em junho para 44 em novembro, aumento de 41,9%, com pico de 54 participantes em outubro.</p> <p data-start="1176" data-end="1561" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A experiência demonstrou que a educação em saúde associada às atividades supervisionadas é uma estratégia aplicável na APS e foi acompanhada por maior prática semanal de exercícios em parcela relevante dos participantes. Os resultados reforçam a importância de estimular autonomia e continuidade da prática de atividade física no cotidiano, para além dos encontros supervisionados.</p> </div> </div> </div> </div> <div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start">&nbsp;</div> <div class="mt-3 w-full empty:hidden has-[&gt;_:empty]:hidden"> <div class="text-center">&nbsp;</div> </div> </div> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1" data-conversation-screenshot-content=""> <div>&nbsp;</div> </div> </div> </section> </div> </div> <div class="pointer-events-none -mt-px h-px translate-y-(--scroll-root-safe-area-inset-bottom)" aria-hidden="true">&nbsp;</div> 2026-08-11T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/996 A TERAPIA COMPRESSIVA COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DA RECIDIVA DE ÚLCERAS VENOSAS 2026-07-20T16:40:07+00:00 Angela Tabata Osawa ANGEL.MTOSAWA@GMAIL.COM <p><strong>Resumo</strong></p> <p>As úlceras venosas constituem a manifestação mais grave da insuficiência venosa crônica e representam um importante problema de saúde pública devido à elevada recorrência, ao tratamento prolongado e ao impacto na qualidade de vida. A terapia compressiva é considerada o tratamento de primeira escolha para favorecer a cicatrização e prevenir a recidiva das lesões. Entretanto, a adesão ao uso contínuo de meias ou bandagens compressivas ainda representa um desafio, especialmente entre pacientes em situação de vulnerabilidade social. Este estudo teve como objetivo analisar a importância da terapia compressiva na prevenção da recorrência de úlceras venosas e discutir os principais fatores que dificultam a adesão ao tratamento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com artigos publicados entre 2015 e 2025. Os resultados evidenciaram que a terapia compressiva reduz significativamente a recorrência das úlceras venosas, melhora o retorno venoso, diminui o edema, alivia a dor e favorece a qualidade de vida. Contudo, fatores como o elevado custo das meias compressivas, dificuldades de acesso aos serviços de saúde, limitações físicas, desconforto durante o uso, baixa escolaridade e insuficiência de orientações comprometem a adesão ao tratamento. Nesse contexto, a Estratégia Saúde da Família desempenha papel essencial no acompanhamento longitudinal desses pacientes, por meio de ações educativas, monitoramento contínuo e fortalecimento do vínculo com a equipe de saúde. Conclui-se que a efetividade da terapia compressiva depende não apenas da indicação clínica, mas também da adoção de estratégias que ampliem o acesso ao tratamento e considerem as condições socioeconômicas dos pacientes. O enfermeiro destaca-se como protagonista na educação em saúde, no incentivo à adesão terapêutica e na coordenação do cuidado, contribuindo para a redução das recorrências e para a melhoria da qualidade de vida.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong>&nbsp;Úlcera venosa; Terapia compressiva; Adesão ao tratamento; Vulnerabilidade social; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1032 APOIO MATRICIAL NA REABILITAÇÃO COM PRÓTESE DENTÁRIA ENTRE NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE BUCAL 2026-08-05T15:49:31+00:00 Fernanda Fernandes fernanda.cardoso@cejam.org.br Francis Tsurumaki francis.tsurumaki@cejam.org.br Samuel Nilo samuel.vieira@cejam.org.br Ernani Cunha ernani.cunha@cejam.org.br <p>Trata-se de um relato de experiência sobre o apoio matricial entre a Atenção Primária e a Atenção Secundária na condução de um caso de reabilitação com prótese dentária. O tratamento foi iniciado na Unidade Básica de Saúde e, diante de uma dificuldade técnica identificada pelo cirurgião-dentista, foi organizado um atendimento compartilhado no Centro de Especialidades Odontológicas, com a participação do paciente, do profissional responsável pelo caso e do protesista. A avaliação conjunta permitiu discutir as dificuldades encontradas e definir condutas mais seguras para a continuidade do tratamento, mantendo o vínculo do paciente com a equipe de referência e a corresponsabilização pelo cuidado. O apoio especializado contribuiu para reduzir incertezas na tomada de decisão clínica e prevenir possíveis falhas, retrabalho ou intervenções inadequadas. A experiência também favoreceu a educação permanente, por meio da troca de conhecimentos durante a prática assistencial, ampliando a autonomia e a capacidade do profissional da Atenção Primária para conduzir situações semelhantes. Conclui-se que o apoio matricial pode fortalecer a segurança do paciente, a resolutividade da Atenção Primária e a integração entre os níveis de atenção à saúde bucal.</p> 2026-08-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Autor(s)