Anais de Eventos Científicos CEJAM
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CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim"pt-BRAnais de Eventos Científicos CEJAM2526-1991MODELO DE GESTÃO DA SAÚDE POPULACIONAL DO TRABALHADOR EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/982
<p><strong>Introdução</strong></p> <p> As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), associadas ao sedentarismo, aos fatores psicossociais e às condições de trabalho, representam importante desafio para organizações de saúde, impactando absenteísmo, presenteísmo, produtividade e sustentabilidade institucional. Embora diversas instituições disponibilizem ações de promoção da saúde, essas iniciativas frequentemente permanecem fragmentadas, dificultando o acompanhamento longitudinal dos colaboradores e a mensuração de seus resultados. Nesse contexto, a gestão da saúde populacional constitui estratégia para integrar ações assistenciais, preventivas e gerenciais voltadas ao cuidado do trabalhador.</p> <p> <strong>Objetivo</strong></p> <p> Descrever um modelo de gestão da saúde populacional do trabalhador destinado à redução do absenteísmo e presenteísmo, ao controle dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis e ao fortalecimento da sustentabilidade organizacional em uma Organização Social de Saúde.</p> <p> <strong>Método</strong></p> <p> Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo institucional de gestão da saúde populacional estruturado a partir da integração entre saúde ocupacional, promoção da saúde, gestão baseada em evidências e tecnologia. O modelo contempla estratificação de risco dos colaboradores, acompanhamento multiprofissional longitudinal, monitoramento de indicadores clínicos e laboratoriais, incentivo à prática regular de atividade física, utilização integrada de benefícios corporativos, rastreamento de doenças crônicas e avaliação contínua por indicadores assistenciais e organizacionais. A iniciativa foi submetida ao programa institucional de inovação da organização e encontra-se em avaliação pelos setores estratégicos para futura implantação.</p> <p><strong> Resultados</strong></p> <p> O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de gestão da saúde populacional do trabalhador, integrando estratificação de risco, acompanhamento multiprofissional, incentivo à promoção da saúde, utilização de tecnologias institucionais e monitoramento longitudinal por indicadores clínicos e organizacionais. O modelo estabelece indicadores para avaliação do absenteísmo, presenteísmo, afastamentos relacionados à saúde, prática de atividade física, controle das DCNT e qualidade de vida, permitindo mensurar seu impacto sobre a saúde dos colaboradores e sobre os resultados institucionais.</p> <p><strong> Conclusão</strong></p> <p> O modelo proposto transforma ações isoladas de promoção da saúde em uma estratégia integrada de gestão da saúde populacional, orientada por evidências, indicadores e melhoria contínua. Além do potencial para qualificar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, contribui para a governança, sustentabilidade organizacional e geração de valor em Organizações Sociais de Saúde, apresentando potencial de replicação em diferentes contratos de gestão e fortalecendo práticas inovadoras em gestão do cuidado.</p> <p> </p> <p> </p> <p><strong> Palavras-chave</strong></p> <p> Saúde Populacional; Saúde do Trabalhador; Governança em Saúde; Absenteísmo; Doenças Crônicas Não Transmissíveis.</p> <p> <strong>Referências bibliográficas:</strong></p> <p> OGATA, A. J. N. <em>Saúde populacional: gestão e sustentabilidade para o cenário brasileiro</em>. São Paulo: Atheneu, 2022.</p> <p> MALIK, A. M. <em>Gestão da competitividade na saúde</em>. Barueri: Manole, 2022.</p> <p> BERWICK, D. M. <em>The triple aim: care, health, and cost. Health Affairs</em>, v. 27, n. 3, p. 759-769, 2008.</p> <p> WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>Healthy workplace framework and model: background and supporting literature and practices</em>. Geneva: WHO, 2010.</p> <p> NASH, D. B. et al. <em>Population health: creating a culture of wellness</em>. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2016.</p> <p> OGATA, A. J. N. <em>Guia prático de qualidade de vida: como planejar e gerenciar o melhor programa para sua empresa</em>. São Paulo: Atheneu.</p> <p> REILLY, M. C. et al. <em>The validity and reproducibility of a work productivity and activity impairment instrument</em>. Pharmacoeconomics, v. 4, n. 5, p. 353-365, 1993.</p> <p> WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>WHOQOL-BREF: introduction, administration, scoring and generic version</em>. Geneva: WHO, 1996.</p> <p> KROENKE, K.; SPITZER, R. L.; WILLIAMS, J. B. W. <em>The PHQ-9</em>. <em>Journal of General Internal Medicine</em>, 2001.</p> <p> SPITZER, R. L. et al. <em>A brief measure for assessing generalized anxiety disorder</em>. Archives of Internal Medicine, 2006.</p> <p> WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>Global recommendations on physical activity for health</em>. Geneva: WHO, 2010.</p>Eduardo Luna de Oliveira Torres
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2026-07-092026-07-091DESAFIOS DA GESTÃO ASSISTENCIAL NA ASSUNÇÃO DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO DE PORTA ABERTA: TURNOVER DE LIDERANÇAS, PRESSÃO ASSISTENCIAL E IMPLANTAÇÃO DE UMA CULTURA DE QUALIDADE
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/993
<p><strong>Introdução:</strong> A assunção da gestão de um pronto-socorro público de porta aberta constitui um processo complexo, especialmente quando ocorre em um cenário de elevada demanda assistencial, necessidade de reorganização dos processos de trabalho, limitações na retenção de profissionais qualificados e exigências contratuais relacionadas à implantação de programas de qualidade e certificação. Em unidades com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais, a gestão assistencial enfrenta o desafio de equilibrar a continuidade do cuidado, a segurança do paciente, a gestão de pessoas e a implementação de mudanças estruturais e culturais em curto período.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Descrever os principais desafios enfrentados pela gestão assistencial durante a assunção da gestão de um pronto-socorro público de porta aberta, com ênfase no elevado volume de atendimentos, turnover de lideranças, dificuldade de retenção de profissionais qualificados e necessidade de implantação de processos de qualidade e preparação para certificações no primeiro ano de gestão.</p> <p><strong>Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido a partir da vivência da gestão assistencial durante o processo de assunção e reorganização de um pronto-socorro público de porta aberta, com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais. Foram considerados aspectos relacionados à gestão de pessoas, estabilidade das lideranças, processos seletivos, retenção profissional, reorganização dos processos assistenciais, monitoramento de indicadores, implantação de protocolos e preparação institucional para certificações de qualidade. A análise foi realizada de forma descritiva, considerando os desafios identificados e as estratégias gerenciais adotadas para a reorganização progressiva da unidade.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A assunção da gestão evidenciou a necessidade de rápida reorganização dos processos assistenciais e gerenciais em um cenário de elevada demanda espontânea e funcionamento ininterrupto. Entre os principais desafios identificados destacaram-se o turnover elevado de lideranças, especialmente em razão da dificuldade de retenção de profissionais qualificados diante de salários pouco competitivos, a necessidade de sucessivas recomposições das equipes e a manutenção da continuidade dos processos assistenciais durante os períodos de transição. Paralelamente, a gestão enfrentou a necessidade de implantar uma cultura de monitoramento de indicadores, padronização de processos, fortalecimento dos protocolos institucionais, qualificação dos registros e desenvolvimento das equipes. A exigência contratual de preparação para certificações de qualidade ainda no primeiro ano de gestão aumentou a complexidade do processo, demandando a implementação simultânea de mudanças assistenciais, administrativas e culturais.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A experiência demonstrou que a gestão assistencial de um pronto-socorro de porta aberta exige capacidade de adaptação, planejamento estratégico, liderança estruturada e monitoramento contínuo dos processos. O turnover de lideranças e a dificuldade de retenção de profissionais qualificados representam importantes barreiras para a consolidação de mudanças e para a continuidade dos projetos institucionais. A implantação de uma cultura de qualidade em curto período, associada à necessidade de atender elevada demanda assistencial, requer estratégias progressivas de desenvolvimento de pessoas, fortalecimento da liderança, padronização de processos e utilização sistemática de indicadores. A experiência reforça que a sustentabilidade das melhorias assistenciais depende não apenas da implantação de protocolos e ferramentas de qualidade, mas também da capacidade institucional de atrair, desenvolver e reter profissionais preparados para a liderança.</p>Paula AltimariEduardo Luna de Oliveira Torres
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2026-07-202026-07-201DA ESTABILIZAÇÃO À CONTINUIDADE DO CUIDADO DE PACIENTES CRÔNICOS NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/980
<p><strong>Introdução</strong></p> <p> As doenças crônicas não transmissíveis constituem um dos principais desafios para os sistemas de saúde por demandarem acompanhamento contínuo, integral e coordenado ao longo da Rede de Atenção à Saúde. Pacientes com hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e outras condições crônicas frequentemente procuram os serviços de urgência durante episódios de descompensação clínica e, após estabilização, retornam ao domicílio sem mecanismos estruturados de reintegração à Atenção Primária à Saúde (APS). Essa descontinuidade favorece a fragmentação assistencial, a recorrência de atendimentos, hospitalizações potencialmente evitáveis e piores desfechos clínicos. Embora a APS seja reconhecida como coordenadora do cuidado, permanecem pouco exploradas estratégias organizacionais capazes de utilizar a passagem do paciente pela urgência como oportunidade para fortalecer a integração entre os níveis assistenciais e promover a continuidade do cuidado.</p> <p><strong> Objetivo</strong></p> <p> Descrever o desenvolvimento de um modelo organizacional de coordenação do cuidado para pacientes com doenças crônicas descompensadas atendidos em um serviço de urgência, visando fortalecer sua integração com a Atenção Primária à Saúde e favorecer a continuidade assistencial.</p> <p><strong> Método</strong></p> <p> Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo organizacional em um pronto-socorro municipal de porta aberta, fundamentado nas evidências científicas sobre continuidade do cuidado, coordenação assistencial e integração das Redes de Atenção à Saúde. A construção do modelo baseou-se na análise dos processos assistenciais da unidade e foi operacionalizada por meio de um fluxo institucional composto pelas etapas de identificação dos pacientes elegíveis, estratificação clínica, elaboração do plano estruturado de alta, articulação com a Atenção Primária à Saúde, monitoramento longitudinal e avaliação contínua por indicadores de processo e resultado. A partir desse fluxo foram estruturados cinco componentes organizacionais: critérios de elegibilidade, plano estruturado de alta, comunicação entre os níveis assistenciais, monitoramento longitudinal e indicadores assistenciais.</p> <p><strong> Resultados</strong></p> <p> Foi desenvolvido um modelo organizacional de coordenação do cuidado que estrutura a urgência como ponto estratégico para identificação de pacientes com necessidade de acompanhamento longitudinal e reorganização de sua trajetória na Rede de Atenção à Saúde.</p> <p> O modelo foi estruturado em cinco componentes organizacionais:</p> <ul> <li>critérios de elegibilidade;</li> <li>plano estruturado de alta;</li> <li>comunicação entre os diferentes níveis assistenciais;</li> <li>monitoramento longitudinal;</li> <li>indicadores assistenciais.</li> </ul> <p> Os critérios de elegibilidade contemplam pacientes com doenças crônicas descompensadas, multimorbidade, recorrência de atendimentos na urgência, ausência de acompanhamento conhecido pela Atenção Primária ou outras condições clínicas e sociais que indiquem necessidade de coordenação do cuidado.</p> <p> O plano estruturado de alta contempla consolidação diagnóstica, estratificação clínica, orientações ao paciente, definição das necessidades de seguimento, encaminhamento à Atenção Primária e registro das informações essenciais para continuidade assistencial.</p> <p> Foram organizados mecanismos padronizados de comunicação entre os diferentes níveis assistenciais, favorecendo o compartilhamento das informações clínicas necessárias ao seguimento do paciente após a alta.</p> <p> Também foram definidos indicadores de processo (pacientes elegíveis identificados, planos estruturados de alta elaborados, comunicação efetivada com a Atenção Primária e encaminhamentos realizados) e indicadores de resultado (comparecimento à Atenção Primária, retorno ao serviço de urgência em 30 e 90 dias, reinternações potencialmente evitáveis e continuidade assistencial).</p> <p> O modelo organiza um fluxo institucional capaz de transformar o atendimento tradicionalmente episódico da urgência em oportunidade para integração efetiva do paciente à Rede de Atenção à Saúde. Diferentemente de abordagens centradas exclusivamente na resolução do episódio agudo, a proposta incorpora a urgência como ponto de partida para coordenação do cuidado e reorganização da trajetória assistencial do paciente na rede.</p> <p><strong> Conclusão</strong></p> <p> O modelo organizacional proposto amplia o papel dos serviços de urgência ao incorporá-los como componente estratégico da coordenação do cuidado entre os diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde. Ao fortalecer a articulação com a Atenção Primária, favorece a continuidade assistencial, qualifica a governança clínica e oferece uma estratégia organizacional potencialmente reproduzível em outros serviços públicos de urgência. A proposta contribui para reduzir a fragmentação da assistência às pessoas com doenças crônicas e para a consolidação de Redes de Atenção à Saúde orientadas pela coordenação do cuidado.</p> <p><strong> Referências </strong></p> <p> GERLACH, Ferdinando M. et al. <strong>A strong and sustainable primary healthcare is associated with a lower risk of hospitalization in high risk patients</strong>. <em>Scientific Reports</em>, v. 11, art. 4349, 2021. DOI: <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-021-83962-y">https://doi.org/10.1038/s41598-021-83962-y</a>. Disponível em: <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-021-83962-y">https://www.nature.com/articles/s41598-021-83962-y</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> HALBERSTADT, Bruna Marta Kleinert et al. <strong>Coordenação do cuidado de usuários com condições crônicas na atenção primária à saúde: descrição interpretativa</strong>. <em>Texto & Contexto Enfermagem</em>, Florianópolis, v. 34, e20240258, 2025. DOI: <a href="https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2024-0258pt">https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2024-0258pt</a>. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/tce/">https://www.scielo.br/j/tce/</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> KHATRI, Resham et al. <strong>Continuity and care coordination of primary health care: a scoping review</strong>. <em>BMC Health Services Research</em>, v. 23, art. 750, 2023. DOI: <a href="https://doi.org/10.1186/s12913-023-09718-8">https://doi.org/10.1186/s12913-023-09718-8</a>. Disponível em: <a href="https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-023-09718-8">https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-023-09718-8</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> NGUYEN, N. M. P. et al. <strong>Continuity of Primary Care and Preventable Hospitalization for Acute Conditions: A Machine Learning–Based Record Linkage Study</strong>. <em>Annals of Family Medicine</em>, v. 23, n. 6, p. 515–523, 2025. DOI: https://doi.org/10.1370/afm.240569. Disponível em: <a href="https://www.annfammed.org/content/23/6/515">https://www.annfammed.org/content/23/6/515</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> POLATI, Amanda Morais; SARTI, Thiago Dias; FONTENELLE, Leonardo Ferreira; ALMEIDA, Ana Paula Santana Coelho. <strong>Coordenação de cuidados na atenção primária para indivíduos com doenças crônicas</strong>. <em>Medicina (Ribeirão Preto)</em>, Ribeirão Preto, v. 57, n. 4, e220586, 2024. DOI: <a href="https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.220586">https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.220586</a>. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/220586. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). <strong>Continuity and coordination of care: a practice brief to support implementation of the WHO Framework on integrated people-centred health services</strong>. Geneva: WHO, 2018. ISBN 978-92-4-151403-3. Disponível em: <a href="https://apps.who.int/iris/handle/10665/274628">https://apps.who.int/iris/handle/10665/274628</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> ZHANG, Yuqi et al. <strong>Can integrated care interventions strengthen primary care and improve outcomes for patients with chronic diseases? A systematic review and meta-analysis</strong>. <em>Health Research Policy and Systems</em>, v. 23, art. 5, 2025. DOI: <a href="https://doi.org/10.1186/s12961-024-01260-1">https://doi.org/10.1186/s12961-024-01260-1</a>. Disponível em: <a href="https://health-policy-systems.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12961-024-01260-1">https://health-policy-systems.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12961-024-01260-1</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p>Eduardo Luna de Oliveira Torres
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2026-07-092026-07-091IMPLANTAÇÃO DE UM PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DE ENFERMAGEM PERSONALIZADO: INOVAÇÃO DIGITAL PARA QUALIFICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM E DA SEGURANÇA DO PACIENTE
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/991
<p><strong data-start="1516" data-end="1531">Introdução:</strong> A qualidade do processo pré-analítico é fundamental para a segurança do paciente e para a agilidade da tomada de decisão clínica nos serviços de urgência e emergência. As recoletas podem gerar atrasos na obtenção dos resultados, prolongar o tempo de permanência dos pacientes, aumentar custos e sobrecarregar os profissionais e os serviços laboratoriais. <strong data-start="1887" data-end="1900">Objetivo:</strong> Relatar a experiência de implantação de uma Sala de Coleta e do gerenciamento sistemático de indicadores laboratoriais em um pronto-socorro público de alta demanda, com foco na redução de recoletas e na melhoria dos processos assistenciais. <strong data-start="2142" data-end="2153">Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido em um pronto-socorro público, a partir da implantação de uma Sala de Coleta, reorganização do processo pré-analítico e criação de indicadores relacionados à qualidade das amostras, às recoletas e aos atrasos na liberação de resultados pelo laboratório terceirizado. Os indicadores foram monitorados sistematicamente, analisados pela gestão e encaminhados mensalmente à Secretaria Municipal de Saúde, permitindo a identificação de não conformidades e a implementação de ações de melhoria. <strong data-start="2677" data-end="2692">Resultados:</strong> A implantação da Sala de Coleta possibilitou maior organização e padronização do processo de coleta, com maior visibilidade das falhas relacionadas à fase pré-analítica e dos atrasos na liberação dos resultados laboratoriais. O monitoramento sistemático dos indicadores favoreceu a identificação das principais causas de recoleta, a adoção de medidas corretivas e o acompanhamento contínuo dos resultados. Observou-se redução progressiva e significativa do índice de recoletas, anteriormente próximo de 12% ao mês, atingindo aproximadamente 2,5% no período avaliado após a implantação das ações de gerenciamento. <strong data-start="3306" data-end="3320">Conclusão:</strong> A implantação de uma Sala de Coleta estruturada, associada ao monitoramento sistemático de indicadores laboratoriais, mostrou-se uma estratégia efetiva para qualificar o processo pré-analítico, reduzir recoletas e fortalecer a gestão da qualidade em um pronto-socorro público. A experiência evidencia que a utilização de indicadores como ferramenta de gestão permite identificar fragilidades, direcionar ações corretivas e promover melhoria contínua dos processos assistenciais, contribuindo para maior eficiência, segurança e resolutividade do cuidado.</p>PAULA ALTIMARI
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2026-07-202026-07-201COMUNICAÇÃO ASSERTIVA COMO ESTRATÉGIA PARA FORTALECER A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: O PAPEL DA OUVIDORIA NA GOVERNANÇA DO CUIDADO
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/989
<p>A comunicação efetiva é um componente essencial da qualidade assistencial e da experiência do paciente. Nesse contexto, a Ouvidoria amplia seu papel ao atuar como instrumento estratégico de governança do cuidado, transformando a voz do paciente em subsídio para a melhoria contínua dos processos assistenciais. Este relato de experiência descreve a implantação de um modelo institucional fundamentado na escuta qualificada, comunicação assertiva, mediação entre usuários e equipes assistenciais, monitoramento da qualidade das respostas e desenvolvimento das competências comunicacionais das Ouvidorias locais e lideranças. As manifestações passaram a ser analisadas de forma integrada, permitindo identificar fragilidades na jornada do paciente, recorrências e oportunidades de melhoria, subsidiando ações educativas, revisão de processos e fortalecimento da cultura de cuidado centrado na pessoa. Como resultados, observou-se maior integração entre Ouvidoria e gestores, padronização das respostas, ampliação da resolutividade das manifestações e utilização sistemática das informações produzidas pela Ouvidoria para apoio à tomada de decisão. A experiência demonstra que a Ouvidoria, quando integrada aos processos de governança, deixa de exercer apenas um papel reativo e passa a atuar como agente estratégico de aprendizagem organizacional, contribuindo para uma assistência mais segura, humanizada e centrada nas necessidades dos pacientes.</p>Ana Paula Passos Lacerda da Silva
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2026-07-202026-07-201IMPLANTAÇÃO DA GOVERNANÇA CLÍNICA DURANTE A TRANSIÇÃO ENTRE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/994
<p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução</strong>: A transição entre Organizações Sociais de Saúde representa um período de elevada complexidade para os serviços públicos de saúde, exigindo estratégias capazes de assegurar a continuidade assistencial, fortalecer a qualidade do cuidado e estruturar mecanismos permanentes de governança clínica. Embora a governança clínica seja reconhecida como elemento fundamental para a qualidade e a segurança do paciente, permanecem escassos modelos organizacionais que orientem sua implantação durante processos de transição institucional.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Descrever o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, utilizando a gestão da mudança como estratégia para fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a governança institucional.</p> <p><strong>Método</strong>: Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica em um pronto-socorro público de alta demanda durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, entre maio de 2025 e março de 2026. O modelo foi construído a partir da integração entre planejamento estratégico institucional, recomendações do Instituto Qualisa de Gestão, requisitos da Organização Nacional de Acreditação, gestão da mudança, gestão de riscos, padronização de processos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua, sendo sistematizado em componentes organizacionais destinados ao fortalecimento da governança clínica e da gestão institucional.</p> <p><strong>Resultados</strong>: O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante processos de transição entre Organizações Sociais de Saúde. O modelo foi organizado em seis componentes interdependentes: planejamento estratégico, políticas institucionais, gestão de riscos, padronização dos processos assistenciais e administrativos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua. A integração desses componentes permitiu conduzir a transição institucional de forma planejada, fortalecer a governança clínica, apoiar a continuidade assistencial e contribuir para a manutenção e recertificação da acreditação, oferecendo um referencial potencialmente adaptável para outros serviços públicos de saúde.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: O modelo proposto transforma a gestão da mudança em estratégia estruturante para implantação da governança clínica durante processos de transição organizacional. Além de fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a gestão baseada em evidências, apresenta potencial de replicação em diferentes Organizações Sociais de Saúde e outros serviços públicos, contribuindo para a consolidação de práticas inovadoras de governança institucional.</p> <p><strong data-start="108" data-end="127">Palavras-chave:</strong> Governança Clínica; Gestão da Mudança; Gestão em Saúde; Segurança do Paciente; Acreditação.</p> <p><strong>Referências:</strong></p> <ol> <li>Kotter JP. <strong>Leading change</strong>. Boston: Harvard Business School Press; 1996.</li> <li>Hiatt JM. <strong>ADKAR: a model for change in business, government and our community</strong>. Loveland: Prosci Learning Center Publications; 2006.</li> <li>Scally G, Donaldson LJ. Clinical governance and the drive for quality improvement in the new NHS in England. <strong>BMJ</strong>. 1998;317(7150):61-65.</li> <li>Ogrinc G, Davies L, Goodman D, Batalden P, Davidoff F, Stevens D. SQUIRE 2.0 (Standards for QUality Improvement Reporting Excellence): revised publication guidelines from a detailed consensus process. <strong>BMJ Qual Saf</strong>. 2016;25(12):986-992. doi:10.1136/bmjqs-2015-004411.</li> <li>Caci L, Nyantakyi E, Blum K, et al. Organizational readiness for change: a systematic review of the healthcare literature. <strong>Implement Res Pract</strong>. 2025;6:26334895251334536. doi:10.1177/26334895251334536.</li> <li>Organização Nacional de Acreditação. <strong>Manual Brasileiro de Acreditação: Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde</strong>. Versão 2022. Brasília: ONA; 2022.</li> <li>Barends E, Rousseau DM, Briner RB. <strong>Evidence-based management: the basic principles</strong>. Amsterdam: Center for Evidence-Based Management; 2014.</li> </ol>Eduardo Luna de Oliveira TorresHanne Cabral dos SantosPaula Dal Maso Altimari
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2026-07-202026-07-201PROPOSTA DE SISTEMA DE REMUNERAÇÃO PARA CONTRATOS DE GESTÃO COM ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE
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<p>Artigo completo disponível em: <a href="https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540032">https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540032</a></p> <p>O trabalho apresenta uma proposta de sistema de remuneração para contratos de gestão firmados com Organizações Sociais de Saúde, tendo como referência o contexto do estado de São Paulo e os desafios observados na sustentabilidade financeira, operacional e gerencial desses instrumentos. A pesquisa parte da constatação de que os modelos atualmente utilizados apresentam fragilidades relevantes, especialmente quanto à previsibilidade dos repasses, à atualização dos valores contratualizados, à proteção contra atrasos financeiros e à incorporação de critérios estruturados de qualidade, eficiência e governança regionalizada.</p> <p>O objetivo do estudo foi desenvolver um modelo de remuneração capaz de integrar produção assistencial, custos fixos e mecanismos de remuneração variável. Para isso, foi realizada pesquisa qualitativa, baseada em análise documental de contratos de gestão, convênios de contratualização e termos de colaboração relacionados às Organizações Sociais de Saúde no Brasil. Foram analisados 60 ajustes vigentes nos estados de São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais, além dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. A coleta dos dados ocorreu entre outubro e dezembro de 2024, com utilização de documentos públicos, relatórios financeiros e publicações acadêmicas sobre o tema.</p> <p>A análise foi conduzida com apoio do software ATLAS.ti, permitindo a codificação e a comparação sistemática dos documentos examinados. Os contratos foram avaliados segundo critérios relacionados ao tipo de pagamento, variáveis consideradas na remuneração, frequência de reajuste, presença de indicadores de desempenho e forma de vinculação da produção contratualizada aos repasses financeiros. Essa abordagem possibilitou identificar padrões, discrepâncias e lacunas nos modelos praticados pelos diferentes entes públicos analisados.</p> <p>Os resultados indicaram predominância de modelos mistos de remuneração, combinando parcelas fixas e variáveis, porém com significativa heterogeneidade entre os contratos. Observou se que nenhum dos ajustes analisados previa mecanismos de proteção contra atrasos nos repasses e que não havia previsão de atuação regionalizada nos instrumentos avaliados. Todos os entes analisados monitoravam indicadores de qualidade, mas a presença de índices de reajuste foi identificada apenas nos modelos de Minas Gerais e da Prefeitura do Rio de Janeiro. A eficiência operacional apareceu como variável contratual em Minas Gerais e no Espírito Santo. A integração clara entre metas de desempenho e repasses financeiros foi observada no Espírito Santo, em Goiás e na Prefeitura do Rio de Janeiro.</p> <p>Com base nesses achados, o estudo propõe um modelo composto por cinco componentes principais. O primeiro é a remuneração por produção, com referência à tabela SUS Paulista. O segundo é uma parcela fixa destinada à cobertura de despesas administrativas e operacionais necessárias à continuidade dos serviços. Os demais componentes correspondem a parcelas variáveis vinculadas à atuação regionalizada por meio de Sistemas de Gestão Integrados, ao desempenho em indicadores de qualidade e à eficiência operacional medida por Grupos de Diagnósticos Relacionados.</p> <p>O modelo proposto busca responder às fragilidades identificadas nos contratos analisados, oferecendo uma estrutura mais aderente à realidade operacional das OSS e às necessidades do Sistema Único de Saúde. Ao combinar previsibilidade financeira, remuneração vinculada à produção, custeio de despesas fixas e incentivos relacionados à qualidade, eficiência e governança regionalizada, a proposta procura alinhar sustentabilidade contratual, desempenho institucional e melhoria da gestão pública em saúde.</p> <p>Conclui se que o sistema de remuneração proposto representa uma alternativa para aprimorar os contratos de gestão com Organizações Sociais de Saúde, sobretudo ao enfrentar lacunas relacionadas à atualização financeira, à mensuração de desempenho e ao alinhamento entre repasses, produção e resultados assistenciais. Sua aplicação prática exige estrutura de monitoramento, critérios objetivos de avaliação, uso qualificado de informações gerenciais e validação em contextos reais, preferencialmente por meio de projetos piloto. O estudo contribui para o debate sobre modelos de contratualização no setor público de saúde e oferece subsídios para gestores interessados em aperfeiçoar a governança, a eficiência e a sustentabilidade dos contratos firmados com OSS.</p>Marcelo Pollini
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2026-07-022026-07-021EFICÁCIA DO RATEIO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS EM UNIDADES GERENCIADAS POR ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/979
<p>Artigo completo dispinível em: <a href="https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540031">https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540031</a></p>Marcelo PolliniAnamélia Gomes de CarvalhoFloriz de Jesus Mendes SantanaJoão Francisco Romano
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2026-07-022026-07-021ENTRE O DIREITO À SAÚDE E OS LIMITES PLANETÁRIOS: SUSTENTABILIDADE EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE URGÊNCIA
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<p><strong>ENTRE O DIREITO À SAÚDE E OS LIMITES PLANETÁRIOS: SUSTENTABILIDADE EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE URGÊNCIA</strong></p> <p><strong>Introdução</strong></p> <p> Os serviços públicos de urgência e emergência convivem diariamente com a necessidade de garantir o acesso universal à saúde em um contexto de recursos financeiros, humanos, tecnológicos e ambientais limitados. Embora iniciativas relacionadas à ecoeficiência, gestão de resíduos, eficiência energética e racionalização do consumo sejam cada vez mais frequentes, essas estratégias, isoladamente, não contemplam as tensões estruturais entre o direito constitucional à saúde e os limites ecológicos e operacionais dos sistemas públicos. Nesse contexto, torna-se necessária uma abordagem integrada capaz de incorporar sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômico-financeira, governança e capacidade operacional à gestão dos serviços de urgência.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p> Descrever a experiência de construção de um modelo conceitual de sustentabilidade aplicado à gestão de um pronto-socorro público, fundamentado na Economia Donut, na economia ecológica e nas transições para a sustentabilidade, visando apoiar a tomada de decisão em serviços públicos de urgência.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p> Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo conceitual construído a partir da integração entre referenciais da Economia Donut, economia ecológica, transições para a sustentabilidade e gestão em saúde, articulados à experiência de gestão de um pronto-socorro público municipal integrante da Rede de Atenção às Urgências do Sistema Único de Saúde. O processo contemplou análise crítica da literatura, identificação das principais tensões organizacionais relacionadas à sustentabilidade e sistematização das práticas institucionais voltadas à eficiência energética, gestão de resíduos, racionalização de recursos, transformação digital e sustentabilidade financeira, culminando na elaboração de um modelo organizacional orientado para a gestão integrada dessas dimensões.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p> O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo conceitual de sustentabilidade para serviços públicos de urgência, estruturado em quatro dimensões interdependentes: garantia da base social do cuidado, respeito aos limites ecológicos, sustentabilidade econômico-financeira e capacidade operacional do sistema. O modelo integra práticas organizacionais relacionadas à governança, transformação digital, eficiência energética, gestão de resíduos, racionalização de recursos e melhoria contínua, propondo que a sustentabilidade seja compreendida como um processo permanente de equilíbrio entre o direito universal à saúde e os limites ambientais, financeiros e operacionais. A estrutura desenvolvida oferece um referencial para planejamento, governança e avaliação de desempenho, com potencial de adaptação para outros serviços públicos de saúde.</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p> O modelo proposto amplia a compreensão da sustentabilidade na gestão dos serviços públicos de urgência ao superar abordagens restritas à ecoeficiência e incorporar a gestão das tensões entre acesso universal e recursos limitados. Além de contribuir para o fortalecimento da governança e da tomada de decisão baseada em evidências, apresenta potencial de replicação em diferentes serviços do Sistema Único de Saúde, favorecendo estratégias organizacionais mais resilientes e alinhadas aos desafios contemporâneos da gestão do cuidado.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong></p> <p> Sustentabilidade; Gestão em Saúde; Serviços Médicos de Emergência; Sistema Único de Saúde; Economia Donut.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p><strong>WORLD HEALTH ORGANIZATION.</strong> <em>Operational framework for building climate resilient and low carbon health systems</em>. Geneva: WHO, 2023.</p> <p><strong>HEBINCK, A. et al.</strong> An actionable understanding of societal transitions: the X-curve framework. <em>Sustainability Science</em>, v. 17, p. 1009–1021, 2022.</p> <p><strong>KÖHLER, J. et al.</strong> An agenda for sustainability transitions research: state of the art and future directions. <em>Environmental Innovation and Societal Transitions</em>, v. 31, p. 1–32, 2019.</p> <p><strong>RUGGERIO, C. A.</strong> Sustainability and sustainable development: a review of principles and definitions. <em>Science of the Total Environment</em>, v. 786, 147481, 2021.</p> <p><strong>RAWORTH, K.</strong> <em>Doughnut Economics: Seven Ways to Think Like a 21st-Century Economist</em>. London: Random House Business, 2017.</p> <p><strong>DALY, H. E.</strong> Toward some operational principles of sustainable development. <em>Ecological Economics</em>, v. 2, n. 1, p. 1–6, 1990.</p> <p><strong>UNITED NATIONS.</strong> <em>Transforming our World: the 2030 Agenda for Sustainable Development</em>. New York: United Nations, 2015.</p> <p> </p>JOCEMARA DOS SANTOS ALMEIDAEDUARDO LUNA DE OLIVEIRA TORRESTATIANA MARIA BARROS
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2026-07-172026-07-171TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E SEGURANÇA DO PACIENTE: IMPLANTAÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO
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<p><strong>Introdução</strong></p> <p> A transformação digital dos serviços de saúde tem sido reconhecida como estratégia para qualificar a assistência, ampliar a rastreabilidade das informações clínicas e fortalecer a segurança do paciente. Entretanto, as evidências demonstram que seus benefícios dependem não apenas da implantação de tecnologias da informação, mas também da maturidade organizacional, da adesão das equipes e da capacidade institucional de utilizar os dados produzidos para apoiar decisões gerenciais. Em serviços de urgência e emergência, caracterizados por elevado volume assistencial, alta complexidade e necessidade de respostas rápidas, a implantação progressiva do prontuário eletrônico representa oportunidade para integrar processos assistenciais, fortalecer a governança clínica e consolidar uma cultura de segurança baseada em evidências.</p> <p><strong> Objetivo</strong></p> <p> Relatar a experiência de implantação progressiva dos módulos assistenciais do prontuário eletrônico em um pronto-socorro público de alta demanda e descrever seus impactos sobre a organização dos processos assistenciais, a segurança do paciente e a gestão baseada em evidências.</p> <p><strong> Método</strong></p> <p> Relato de experiência desenvolvido em um pronto-socorro municipal gerido por Organização Social de Saúde, responsável por aproximadamente 25.000 atendimentos mensais. Entre julho de 2025 e junho de 2026 foi realizada a implantação escalonada dos módulos assistenciais do Sistema Integrado de Saúde (SISS), contemplando Enfermagem, Equipe Multiprofissional, Fast Track, Painel de Chamadas, Suprimentos e Farmácia, Evolução dos Técnicos de Gesso, Integração dos módulos de exames e SADT, Evolução dos Técnicos de Radiologia, Ultrassonografia e Certificação Digital. A experiência foi analisada por meio de indicadores assistenciais, registros eletrônicos, dados do Núcleo de Segurança do Paciente, notificações de incidentes e documentos institucionais, permitindo avaliar a evolução dos processos assistenciais, da rastreabilidade das informações clínicas e da capacidade institucional de monitoramento da segurança do paciente.</p> <p><strong> Resultados</strong></p> <p> A implantação progressiva dos módulos promoveu a substituição gradual de processos híbridos por registros eletrônicos estruturados, ampliando a padronização da documentação clínica, a integração entre equipes multiprofissionais e a rastreabilidade das informações assistenciais. No período analisado foram registradas 1.289 notificações relacionadas à segurança do paciente, com média aproximada de 99 notificações mensais, predominando circunstâncias de risco, incidentes sem dano e <em>near miss</em>, evidenciando fortalecimento da cultura institucional de segurança e maior capacidade de identificação, monitoramento e aprendizado organizacional. Esses achados sugerem que o aumento das notificações reflete principalmente a ampliação da capacidade institucional de detecção e monitoramento dos eventos, fenômeno descrito na literatura sobre transformação digital em saúde, e não necessariamente aumento da ocorrência de incidentes. Apesar do elevado volume assistencial, a unidade manteve baixa frequência de eventos adversos graves relacionados à assistência, com aproximadamente um evento grave a cada três meses, monitorado sistematicamente pelo Núcleo de Segurança do Paciente. Os resultados reforçam o papel do prontuário eletrônico como ferramenta de qualificação dos processos assistenciais, monitoramento de indicadores e apoio à tomada de decisão gerencial.</p> <p><strong> Conclusão</strong></p> <p> A implantação progressiva dos módulos assistenciais do prontuário eletrônico demonstrou ser uma intervenção organizacional capaz de impulsionar a transformação digital, fortalecer a governança clínica e ampliar a segurança do paciente em um serviço público de urgência e emergência. Associada ao monitoramento contínuo de indicadores, à padronização dos processos e ao engajamento multiprofissional, a utilização do prontuário eletrônico favoreceu maior rastreabilidade das informações clínicas, aprimorou os mecanismos institucionais de aprendizagem organizacional e qualificou a tomada de decisão baseada em evidências. A experiência demonstra que a transformação digital, quando integrada à gestão e à cultura de segurança, pode constituir estratégia replicável para outros serviços do Sistema Único de Saúde.</p> <p><strong> Palavras-chave</strong></p> <p> Prontuário Eletrônico; Segurança do Paciente; Transformação Digital em Saúde; Governança Clínica; Serviços de Urgência.</p> <p><strong> Referências </strong></p> <p> CAMERON, A. C.; TRIVEDI, P. K. <em>Regression Analysis of Count Data</em>. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2013. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/books/regression-analysis-of-count-data. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> DOUMA, M. et al. Electronic nursing documentation and its association with patient safety outcomes: a longitudinal study. <em>International Journal of Medical Informatics</em>, v. 185, 2024. Disponível em: <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/international-journal-of-medical-informatics">https://www.sciencedirect.com/journal/international-journal-of-medical-informatics</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> GOLDER, S. et al. Detecting adverse events using electronic health records: challenges and opportunities. <em>BMJ Quality & Safety</em>, v. 34, n. 1, 2025. Disponível em: <a href="https://qualitysafety.bmj.com">https://qualitysafety.bmj.com</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> HARMON, R. et al. Unintended consequences of electronic health records in patient safety: a scoping review. <em>Journal of Patient Safety</em>, v. 19, n. 4, 2023. Disponível em: https://journals.lww.com/journalpatientsafety. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p> KUMAH, E. Organizational culture and patient safety reporting in digital health environments. <em>BMC Health Services Research</em>, v. 25, 2025. Disponível em: <a href="https://bmchealthservres.biomedcentral.com">https://bmchealthservres.biomedcentral.com</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>SUBBE, C. P.; TELLIER, V.; BARACH, P. Electronic health records and adverse events: a scoping review. <em>BMJ Open</em>, v. 11, e041858, 2021. Disponível em: https://bmjopen.bmj.com/content/11/2/e041858. Acesso em: 3 jul. 2026.</p>Eduardo Luna de Oliveira TorresEli Pinto de Melo JuniorGiovanni Andrade LimaMarilena WanderleyPaula Dal Maso Altimari
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2026-07-092026-07-091IMPLANTAÇÃO DE UM PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DE ENFERMAGEM PERSONALIZADO: INOVAÇÃO DIGITAL PARA QUALIFICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM E DA SEGURANÇA DO PACIENTE
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/992
<p><strong>Introdução:</strong> A transformação digital na saúde tem ampliado as possibilidades de qualificação dos registros clínicos, organização dos processos assistenciais e fortalecimento da segurança do paciente. Na enfermagem, a utilização de prontuários eletrônicos personalizados pode contribuir para a implementação estruturada do Processo de Enfermagem, a padronização dos registros e a identificação sistemática de riscos e necessidades de cuidado. <strong data-start="974" data-end="987">Objetivo:</strong> Relatar a experiência de implantação de um prontuário eletrônico de enfermagem personalizado, desenvolvido para qualificar o Processo de Enfermagem e fortalecer a segurança do paciente em um pronto-socorro público de alta demanda. <strong data-start="1219" data-end="1230">Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido a partir da construção e implantação de uma ferramenta informatizada de enfermagem adaptada às características assistenciais da unidade. O prontuário foi estruturado para contemplar as etapas do Processo de Enfermagem previstas na Resolução COFEN nº 736/2024, incluindo avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução de enfermagem, além da integração de linguagens padronizadas, instrumentos clínicos e escalas validadas para avaliação de riscos e necessidades assistenciais. <strong data-start="1758" data-end="1773">Resultados:</strong> A implantação possibilitou maior organização, padronização e rastreabilidade dos registros de enfermagem, favorecendo a identificação sistemática das necessidades dos pacientes, dos riscos assistenciais e das intervenções realizadas. A personalização do sistema permitiu adequar o prontuário ao perfil dos pacientes atendidos em um serviço de urgência e emergência, favorecendo a continuidade do cuidado, a integração das informações clínicas e o acompanhamento da evolução dos pacientes. A informatização também contribuiu para maior disponibilidade de dados para monitoramento dos processos assistenciais e desenvolvimento de ações de melhoria contínua. <strong data-start="2430" data-end="2444">Conclusão:</strong> A implantação de um prontuário eletrônico de enfermagem personalizado demonstrou-se uma estratégia inovadora para qualificar a implementação do Processo de Enfermagem e fortalecer a segurança do paciente. A integração entre tecnologia digital, avaliação clínica, linguagens padronizadas e instrumentos de avaliação contribui para registros mais estruturados, rastreáveis e orientados às necessidades individuais dos pacientes, favorecendo a continuidade, a qualidade e a segurança da assistência de enfermagem.</p>PAULA ALTIMARIRENATA MEIRE BAILO MACHADO
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2026-07-202026-07-201MAIS ACESSO, MENOS FALTAS: PLANO INTEGRADO PARA TELECONSULTAS NA ZONA SUL DE SÃO PAULO
https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/990
<p>Este trabalho apresenta a experiência de uma força-tarefa para redução do absenteísmo em teleconsultas de especialidades na Zona Sul de São Paulo, realizada entre outubro e dezembro de 2025. A intervenção foi desenvolvida nas UBS com maiores índices de faltas e baseou-se na gestão ativa das agendas, com confirmação antecipada via WhatsApp, busca ativa de pacientes, reposição imediata de vagas não confirmadas e alinhamento operacional com o prestador de telemedicina. A estratégia resultou em redução expressiva do absenteísmo nas unidades participantes, variando de 20 a 45 pontos percentuais, além de aumentar a ocupação das agendas e a efetividade dos atendimentos. A experiência demonstra que ações simples, padronizadas e de baixo custo fortalecem a governança da teleassistência, ampliam o acesso da população às consultas especializadas e contribuem para maior eficiência e qualidade na Atenção Primária à Saúde no SUS.</p>Thiago de Castro Menezes Menezes
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2026-07-202026-07-201CUIDAR: GESTÃO INTEGRADA DA VOZ DO PACIENTE E FORTALECIMENTO DA REPUTAÇÃO INSTITUCIONAL
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<p>transformação digital ampliou os canais de manifestação dos pacientes, gerando grande volume de informações sobre a experiência assistencial. Nesse contexto, a Ouvidoria assume papel estratégico ao integrar dados provenientes de diferentes canais e transformar manifestações em inteligência organizacional. Este trabalho apresenta o Modelo CUIDAR, estruturado em seis etapas: Conectar, Utilizar a Escuta Qualificada, Integrar e Interpretar, Dar Retorno Resolutivo, Aprender e Reforçar a Confiança. A metodologia possibilita a gestão integrada das manifestações, favorecendo a identificação de recorrências, antecipação de riscos, aprimoramento dos processos assistenciais e fortalecimento da cultura de escuta ativa. Como resultados, observou-se maior integração entre áreas, qualificação das respostas aos pacientes, apoio à tomada de decisão gerencial, implementação de ações corretivas e preventivas e melhoria da experiência do paciente. O modelo também contribuiu para o fortalecimento da reputação institucional, refletido, entre outros aspectos, no reconhecimento da instituição por dois anos consecutivos no Prêmio Reclame AQUI. Conclui-se que o Modelo CUIDAR consolida a Ouvidoria como núcleo estratégico de inteligência organizacional, transformando manifestações em conhecimento estruturado para promover melhoria contínua, segurança do paciente e fortalecimento da confiança.</p>Ana Paula Passos Lacerda da Silva
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2026-07-172026-07-171