Anais de Eventos Científicos CEJAM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC pt-BR pesquisa.inovacao@cejam.org.br (Prof. Dr. Abel Silva de Meneses) suporte@antsoft.com.br (AntSoft Systems On Demand) Thu, 25 Jun 2026 13:45:35 +0000 OJS 3.3.0.11 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 O IMPACTO DA FRENECTOMIA LINGUAL NO ALEITAMENTO MATERNO DE RECÉM-NASCIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/983 <p>A anquiloglossia dificulta a pega correta da mama, podendo causar baixa transferência de leite, mamadas ineficazes, alterações no ganho de peso e maior risco de desmame precoce. Este trabalho relata a experiência de uma equipe de UBS na identificação e manejo de casos de anquiloglossia em recém-nascidos, destacando o impacto da frenectomia lingual na amamentação. O diagnóstico parte do relato materno ou da identificação médica de baixo ganho de peso, sendo o recém-nascido encaminhado no mesmo dia ao atendimento odontológico da própria unidade, com frenectomia realizada de forma rápida, minimamente invasiva e sem necessidade de anestésico. Desde a implementação do fluxo, em 2025, 6 recém-nascidos foram atendidos, sem relato materno de recidiva das dificuldades de amamentação. Conclui-se que o diagnóstico precoce e a agilidade no encaminhamento são essenciais para preservar o aleitamento, reforçando a importância de capacitar equipes de atenção básica para realização do procedimento localmente.</p> Pedro Gissoni Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/983 Thu, 10 Sep 2026 00:00:00 +0000 RASTREAMENTO DE SINTOMAS DEPRESSIVOS NO PUERPÉRIO COM A ESCALA DE DEPRESSÃO PÓS-NATAL DE EDIMBURGO (EPDS) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1293 <p><span style="font-weight: 400;">A depressão pós-parto constitui uma importante condição de saúde mental no período puerperal, podendo repercutir sobre a saúde materna, o vínculo mãe-bebê e o cuidado neonatal. Nesse contexto, o rastreamento sistemático de sintomas depressivos pode favorecer a identificação precoce de sofrimento psíquico e a continuidade do cuidado em saúde mental. O presente estudo teve como objetivo rastrear sintomas depressivos em mulheres no período puerperal por meio da Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo (EPDS), bem como identificar fatores associados e definir condutas psicológicas e encaminhamentos pertinentes. Trata-se de estudo descritivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido no contexto da assistência psicológica em uma maternidade e unidade neonatal de um hospital público do município de São Paulo. Foram aplicadas 97 escalas entre abril e dezembro de 2025, em mulheres durante a internação pós-parto ou acompanhando recém-nascidos internados em unidade neonatal. As participantes apresentaram idade entre 14 e 45 anos, com média de 28 anos, sendo que 7 já realizavam acompanhamento em saúde mental. Considerando o ponto de corte ≥12, 30 participantes apresentaram escores indicativos da necessidade de avaliação e acompanhamento em saúde mental. Destas, 27 foram encaminhadas para serviços da rede de saúde, enquanto 3 permaneceram em acompanhamento pelo Serviço de Psicologia durante a internação, em razão da permanência hospitalar prolongada de seus recém-nascidos. Os resultados evidenciam a relevância do rastreamento sistemático de sintomas depressivos no contexto hospitalar, especialmente quando associado à escuta psicológica e à análise dos aspectos clínicos e psicossociais de cada participante. A experiência reforça a importância da atuação da Psicologia na identificação precoce do sofrimento psíquico, na realização de intervenções e na articulação com a Rede de Atenção Psicossocial, favorecendo a continuidade do cuidado após a alta hospitalar. Ressalta-se que a EPDS constitui instrumento de rastreamento e não substitui a avaliação clínica ou o diagnóstico profissional.&nbsp;</span></p> Shaila Amorim Vieira, Ana Carolina Moura Gomes, Brenda Oliveira dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1293 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 PARA ALÉM DA UNIDADE NEONATAL: Fisioterapia como instrumento de humanização em um bebê com internação prolongada - Relato de experiência. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1453 <p><span style="font-weight: 400;">A hospitalização neonatal prolongada pode submeter o recém-nascido a um ambiente marcado por procedimentos, dispositivos invasivos, restrição de mobilidade e exposição contínua a estímulos hospitalares. Nesse contexto, a humanização da assistência busca ampliar o cuidado para além das necessidades exclusivamente clínicas, considerando a individualidade do recém-nascido e sua família. O Ministério da Saúde destaca o acolhimento, o respeito às individualidades e a participação familiar como componentes fundamentais da atenção humanizada ao recém-nascido. A fisioterapia neonatal contribui para esse cuidado ao promover conforto e mobilidade, além de atuar no manejo respiratório e motor, respeitando a estabilidade clínica e a segurança do recém-nascido.&nbsp;</span></p> Abraão Farias da Silva, Jessica Caroline Lopes de Oliveira Barbosa, Geane Cristina da Silva, Giselle Caraca Werneck Rossi;, Ana Paula de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira, Patricia de Paula Benedito, Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1453 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Manejo da Fração Inspirada de Oxigênio em Sala de Parto e os Desfechos na Prematuridade. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1573 <p><strong>Introdução</strong><span style="font-weight: 400;">: Recente diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza o início da reanimação em sala de parto de recém nascidos prematuros ≥34 semanas gestacionais com FIO2 21%, e &lt;34 semanas com FIO2 60%, entretanto, há significativa variabilidade de condutas e lacunas assistenciais nos prematuros extremos, tornando relevante a busca por evidências sobre suas reais repercussões clínicas. </span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span><strong>Objetivo</strong><span style="font-weight: 400;">: Analisar as diferentes abordagens na oferta da FiO2 durante a reanimação de RNPT em sala de parto e os possíveis desfechos clínicos decorrentes dessas práticas. </span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span><strong>Métodos</strong><span style="font-weight: 400;">: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com levantamento bibliográfico a partir das bases de dados Scielo, MEDLINE/PudMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Lilacs e Cochrane, dos anos de 2021 à 2026. Foram utilizados os descritores: recém nascido prematuro, oxigênio e sala de parto. </span><strong>Resultados</strong><span style="font-weight: 400;">: Os oito estudos selecionados evidenciaram a heterogeneidade no manejo da FIO2 em sala de parto. Um levantamento multicêntrico internacional demonstrou que 92% das 382 unidades neonatais utilizam FiO2 inicial &lt;40%. Corroborando esse dado, outras investigações associaram o uso de maiores frações iniciais a uma maior necessidade subsequente de suporte respiratório (invasivo e não invasivo) e de administração de surfactante na primeira semana de vida. Ensaios clínicos comparando FiO2 inicial de 30% versus 60% encontraram que o grupo exposto a concentrações mais elevadas tenha apresentado menor frequência de episódios de hipoxemia e bradicardia. </span><strong>Conclusão</strong><span style="font-weight: 400;">: Nos últimos anos têm sido utilizadas estratégias com frações mais baixas e posteriormente tituladas de acordo com a necessidade do RNPT. Apesar da existência de recomendações, ainda há divergência na prática clínica principalmente em muito prematuros e prematuros extremos.</span></p> Isabelly dos Santos Mendonça, Geane Cristina da Silva, Patricia de Paula Benedito, Giselle Caraca Werneck Ross, Ana Paula de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira, Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1573 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PRÉ-ECLÂMPSIA E DIABETES GESTACIONAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1340 <p id="p-rc_b685f136e0b8cb66-40" data-path-to-node="1,0,0"><span data-path-to-node="1,0,0,0">O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) e a Pré-eclâmpsia são grandes desafios de saúde pública e causas frequentes de morbimortalidade materna e perinatal</span><span data-path-to-node="1,0,0,2">. O estudo teve como objetivo melhorar a qualidade do cuidado pré-natal, focando na identificação precoce e na intervenção oportuna para reduzir eventos adversos ligados a essas condições</span><span data-path-to-node="1,0,0,4">. </span><span data-path-to-node="1,1,0,0"><strong data-path-to-node="1,1,0,0" data-index-in-node="0">Metodologia:</strong> O projeto utilizou a figura da Enfermeira Obstetra de Navegação (EON) do Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch (HMMD) para integrar a Atenção Primária à Saúde (APS) e a assistência hospitalar</span><span data-path-to-node="1,1,0,2">. A ação foi implementada em quatro UBSs piloto (entre 2023 e 2025) e utilizou estratégias como o Sistema de Alerta Precoce Obstétrico (MEOWS), padronização da estratificação de risco para pré-eclâmpsia e o protocolo de DMG, além de reuniões mensais</span><span data-path-to-node="1,1,0,4">. </span><strong data-path-to-node="1,2,0" data-index-in-node="0">Resultados: </strong><span data-path-to-node="1,2,1,0,0,0"><strong data-path-to-node="1,2,1,0,0,0" data-index-in-node="0">Adesão:</strong> Houve cerca de 91% de adesão aos protocolos e estratificação de risco pelas equipes da APS</span><span data-path-to-node="1,2,1,0,0,2">. </span><span data-path-to-node="1,2,1,1,0,0"><strong data-path-to-node="1,2,1,1,0,0" data-index-in-node="0">Monitoramento e Integração:</strong> O projeto estabeleceu uma cultura de monitoramento contínuo, melhorando os registros de dados e fortalecendo a comunicação e a transição segura do cuidado entre a APS e o hospital</span><span data-path-to-node="1,2,1,1,0,2">. </span><span data-path-to-node="1,2,1,2,0,0"><strong data-path-to-node="1,2,1,2,0,0" data-index-in-node="0">Desfecho Clínico:</strong> O reconhecimento e manejo precoce de riscos evitaram a deterioração clínica das gestantes</span><span data-path-to-node="1,2,1,2,0,2">. O destaque principal foi a <strong data-path-to-node="1,2,1,2,0,2" data-index-in-node="29">ausência de óbitos perinatais</strong> atribuídos à pré-eclâmpsia e ao diabetes gestacional durante a vigência do projeto</span><span data-path-to-node="1,2,1,2,0,4">. </span><span data-path-to-node="1,3,0,0"><strong data-path-to-node="1,3,0,0" data-index-in-node="0">Conclusão:</strong> A excelência no cuidado obstétrico é alcançada através da forte integração entre a Atenção Primária e o ambiente hospitalar, o que transforma o monitoramento em um cuidado seguro e eficaz para as gestantes e os recém-nascidos</span><span data-path-to-node="1,3,0,2">.</span></p> Patrícia Aparecida do Vale Moraes, Veralucia Neves de Brito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1340 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 Evolução dos indicadores: O uso de fórmula láctea no alojamento conjunto do Hospital Regional de Assis https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1525 <p>A promoção do aleitamento materno exclusivo no Alojamento Conjunto requer condutas padronizadas e apoio às puérperas. Na unidade estudada, a aferição rotineira de glicemia capilar sem prescrição médica, motivada pelo receio de hipoglicemia, associada ao acesso facilitado à fórmula pelo lactário, favorecia a oferta de 30 mL a recém-nascidos com glicemia considerada limítrofe, sem indicação clínica documentada. Nesse contexto, registraram-se episódios de regurgitação e dificuldades na amamentação. O estudo descreve intervenções realizadas em articulação com o Banco de Leite Humano para padronizar esses processos, reduzir a suplementação desnecessária e fortalecer o aleitamento materno desde a primeira hora de vida e durante a internação.</p> Daiana Donda Fiorini, Daiane Cristina Gomes Graciano, Ariane Piovan Ribeiro, Luciana de Souza Lima Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1525 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPACTO DO POSICIONAMENTO TERAPÊUTICO NA MECÂNICA RESPIRATÓRIA E PREVENÇÃO DE ASSIMETRIAS CRANIANAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1308 <p>A prematuridade aliada à hipotonia fisiológica predispõe o neonato em terapia intensiva a prejuízos na mecânica respiratória, estresse neurocomportamental e deformidades cranianas decorrentes da permanência prolongada no mesmo decúbito. O presente estudo objetiva relatar a elaboração de material instrucional e a capacitação multiprofissional em posicionamento terapêutico seguro na UTI Neonatal, voltadas à estabilidade da via aérea e prevenção de assimetrias posturais. Trata-se de um relato de experiência fundamentado em diretrizes assistenciais que culminou na estruturação de um guia visual ilustrado e um checklist beira-leito desdobrados em quatro eixos: suporte ao neurodesenvolvimento (postura flexora e linha média), segurança ventilatória (alinhamento crânio-cérvico-torácico), prevenção de assimetrias cranianas e cuidados pós-dieta, além da realização de oficinas teórico-demonstrativas integradas à rotina assistencial. Como resultados, a ferramenta promoveu o alinhamento da equipe quanto aos riscos de posturas inadequadas, a incorporação do checklist como sugestão para conferência beira leito para manuseios e a minimização de episódios de desorganização motora, garantindo a permeabilidade das vias aéreas e a alternância de pressões sobre a calota craniana do prematuro. Conclui-se que o guia e a capacitação multiprofissional transpuseram evidências científicas para a rotina do cuidado neonatal, consolidando o posicionamento terapêutico como pilar da proteção neurodesenvolvimental e da segurança assistencial ao paciente.&nbsp;</p> Juliane Cristine de Souza Rocha, Natalia Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1308 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 MELHORIA DA QUALIDADE ASSISTENCIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA POR MEIO DA REORGANIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO REPRODUTIVO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1034 <p>A gestação na adolescência representa um importante desafio para a Atenção Primária à Saúde, exigindo estratégias que ampliem o acesso da mulher ao planejamento reprodutivo e qualifique o cuidado. Este trabalho desenvolveu como objetivo demonstrar o impacto da reorganização do planejamento reprodutivo da Linha de Cuidado Materno Infantil da UBS Jardim Valquíria, sobre a redução da proporção de gestantes menores de 20 anos. Trata-se de um relato de experiência com análise retrospectiva de indicadores assistenciais entre 2023 e 2025. A intervenção incluiu capacitação dos médicos da Estratégia Saúde da Família para inserção de métodos contraceptivos de longa duração (LARC), reorganização do fluxo assistencial, ampliação da oferta desses métodos, monitoramento das mulheres em idade fértil, fortalecimento das ações educativas e acompanhamento contínuo dos indicadores. Como resultado, as inserções de LARC aumentaram de 112, em 2023, para 257, em 2025, mantendo a tendência de crescimento, com 238 inserções realizadas até julho de 2026. No mesmo período, a proporção de gestantes menores de 20 anos reduziu de 10,38% para 8,30%, representando redução relativa aproximada de 20%. A experiência demonstra que a reorganização dos processos assistenciais, em conjunto com à governança clínica e ao monitoramento de indicadores, contribui para a melhoria contínua da qualidade da assistência e para melhores resultados em saúde na Atenção Primária.</p> Brunna Esteves Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1034 Thu, 06 Aug 2026 00:00:00 +0000 CAPACITAÇÃO EM MORTALIDADE MATERNA PARA A ENFERMAGEM OBSTÉTRICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1364 <p id="p-rc_fa031d33cd7d459b-21" data-path-to-node="0"><span data-path-to-node="0,0">Trata-se de um relato descritivo sobre um curso focado em fortalecer a equipa de enfermagem obstétrica com o objetivo de reduzir a mortalidade materna</span><span data-path-to-node="0,2">. A mortalidade materna atua como um indicador sensível da qualidade da assistência, e condições de emergência como a hemorragia pós-parto, a sepse materna e as síndromes hipertensivas exigem um reconhecimento precoce e um rápido acionamento dos protocolos clínicos</span><span data-path-to-node="0,4">. Neste sentido, a enfermagem obstétrica assume um papel central devido à sua vigilância contínua junto das doentes, tornando a educação permanente uma ação de segurança essencial</span><span data-path-to-node="0,6">. Para tal, o curso presencial de seis horas, realizado na Escola do CEJAM entre 2022 e 2024, recorreu a aulas expositivas dialogadas, estudos de casos e oficinas práticas para aproximar a teoria da rotina assistencial das equipes. </span><span data-path-to-node="1,0">A avaliação da iniciativa demonstrou excelentes resultados, registando 99% de avaliações positivas e 86% de notas máximas atribuídas pelos formandos</span><span data-path-to-node="1,2">. A perceção de um nível elevado de conhecimento sobre o tema subiu significativamente, passando de 77% antes do curso para 100% após a sua conclusão</span><span data-path-to-node="1,4">. Os participantes valorizaram de forma especial a qualidade dos materiais e a relação estabelecida entre a teoria e a prática, sugerindo ainda a ampliação da carga horária e a inclusão de novos temas para o futuro</span><span data-path-to-node="1,6">. Por fim, o trabalho conclui que esta capacitação se revelou uma estratégia eficaz para reforçar o protagonismo da enfermagem no maneio destas condições críticas, evidenciando que a continuidade da educação permanente, aliada a simulações realistas e à monitorização de indicadores, é fundamental para contribuir ativamente para a redução da mortalidade materna</span><span data-path-to-node="1,8">.</span></p> Cristiane Akiko Otaguro, Alessandra Nascimento Cruz Moreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1364 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Educação em Saúde na Alta Neonatal: Contribuição da Fisioterapia para a Continuidade do Cuidado https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1387 <p><span style="font-weight: 400;">A alta hospitalar em paciente da unidade neonatal, constitui uma etapa de transição que requer preparo adequado da família para a continuidade do cuidado em casa.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A orientação sistematizada aos familiares no momento da alta possibilita ampliar a segurança de quem cuida, favorecer reconhecimento precoce de sinais de alerta e fortalecer o vínculo familiar e a participação da família no cuidado, garantindo uma transição mais segura do ambiente hospitalar para o ambiente domiciliar.</span></p> Geane Cristina da Silva, Laysa Evelyn Ferreira Tavares, Giselle Caraca Werneck Rossi, Ana Paula de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira, Patricia de Paula Benedito, Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1387 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Além da Intubação: Ventilação não Invasiva como Estratégia Inicial de Suporte Respiratório ao Recém Nascido. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1459 <p><span style="font-weight: 400;">A transição respiratória ao nascimento exige o estabelecimento rápido da Capacidade Residual Funcional. Em recém-nascidos com Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), a deficiência de surfactante favorece o colapso alveolar precoce. Como a intubação na sala de parto expõe o pulmão imaturo ao volutrauma e à Displasia Broncopulmonar (DBP), o uso imediato do CPAP nasal e da VNI consolida-se como a principal estratégia para evitar a ventilação invasiva e proteger o tecido pulmonar neonatal.</span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span></p> Jessica Caroline Lopes de Oliveira Barbosa, Fernanda Souza Paulino, Geane Cristina da Silva, Giselle Caraca Werneck Rossi, Ana Paula de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira, Patricia de Paula Benedito, Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1459 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 CICLOS DE MELHORIA CONTÍNUA E CLASSIFICAÇÃO DE ROBSON NA REDUÇÃO DE CESARIANAS EM MATERNIDADE PÚBLICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1479 <p><strong>Introdução</strong><br>A cesariana sem indicação clínica expõe a mulher e o recém-nascido a riscos evitáveis. No Brasil, cerca de 55% dos nascimentos ocorrem por via cirúrgica, muito acima dos 10 a 15% considerados adequados pela Organização Mundial da Saúde. A Classificação de Robson estratifica as parturientes em dez grupos e identifica aqueles que mais contribuem para a taxa de cesariana. Associada ao ciclo Planejar-Executar-Verificar-Agir, converte o monitoramento em ações direcionadas. Na maternidade estudada, a taxa superava 50%, motivando ciclos sucessivos de melhoria contínua.<br><br><strong>Objetivo<br></strong></p> <p>Analisar a evolução da taxa de cesariana e da contribuição dos grupos da Classificação de Robson ao longo de três ciclos de melhoria contínua em uma maternidade pública do município Rio de Janeiro, entre junho de 2024 e junho de 2026.</p> <p><strong>Métodos<br></strong></p> <p>Estudo transversal, analítico e quantitativo, com dados secundários do registro de nascimento retirados do Livro de Parto Web de uma maternidade pública (junho/2024 a junho/2026; 8.429 partos). Foram conduzidos três ciclos sucessivos, e a verificação de cada ciclo orientou o planejamento do seguinte:</p> <p><strong>1º ciclo – decisão clínica: </strong>identificação dos grupos de Robson predominantes, auditoria de prontuários, segunda opinião para indicar cesariana e round multiprofissional. A meta não foi atingida e a verificação revelou falhas de registro e de indução.</p> <p><strong>2º ciclo – indução e cuidado à gestante: </strong>qualificação do registro, reorganização das induções no centro de parto normal, orientação pela enfermagem obstétrica, ampliação da analgesia de parto e aproximação com a atenção primária.</p> <p><strong>3º ciclo – governança e dados: </strong>comissão institucional, dados padronizados, painel de indicadores e foco nos grupos 2 e 5.</p> <p>Compararam-se três períodos (jun–dez/2024, 2025 e jan–jun/2026) pelo teste qui-quadrado (p &lt; 0,05). Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 91483725.1.0000.5279; parecer 7.969.289).</p> <p><br><strong>Resultados</strong></p> <p>Após o 1º ciclo, a taxa global de cesariana caiu de <strong>51,8% para 48,6% (p = 0,011), </strong>mesmo com aumento de 14% no volume mensal de partos. Aplicando a taxa inicial ao volume posterior, isso equivale a <strong>cerca de 200 cesarianas a menos em 18 meses</strong>. O parto vaginal tornou-se a via predominante, com 22% mais partos vaginais por mês (de 147 para 180) (Figura 1). A meta de 45% foi atingida em quatro meses, todos após o 1º ciclo. No grupo-alvo de nulíparas induzidas (2a), a taxa de cesariana caiu <strong>de 27,7% para 17,9%</strong>, uma redução relativa de 35% (p = 0,006), o que equivale a cerca de 65 cesarianas a menos. A estratificação mostrou ainda que a cesariana antes do trabalho de parto em nulíparas (2b) e a cesárea anterior (grupo 5) concentram 60% das cesarianas, o que definiu o alvo do 3º ciclo (Tabela 1).<br><strong>Conclusão<br></strong></p> <p>A condução sequencial de três ciclos de melhoria contínua, em que os achados de cada verificação redirecionaram o ciclo seguinte, associou-se à redução da taxa de cesariana e à maior efetividade da indução do trabalho de parto em nulíparas. A Classificação de Robson mostrou-se essencial para direcionar as ações, evidenciando a cesariana antes do trabalho de parto em nulíparas e a cesárea anterior como prioridades atuais. A meta de 45% ainda não foi sustentada, o que reforça a gestão contínua, a qualidade dos registros e a articulação com a rede de atenção ao pré-natal.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Rudson Oliveira Damasceno, Vivian Martins Folly, Pedro de Araujo Melo, Brunna Grazziotti Milanesi, Cristiane da Silva Santana, Tayana Vicente Soares, João Victor Privitera da Costa, Anatalia Lopes de Oliveira Basile Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1479 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 Planejamento Reprodutivo https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1072 <p data-path-to-node="2">O planejamento reprodutivo é pilar fundamental da Atenção Primária à Saúde (APS). Diante do uso inadequado de métodos contraceptivos, baixa adesão e desinformação em uma comunidade de alta vulnerabilidade, estruturou-se um projeto interprofissional. O presente trabalho objetiva relatar a experiência da atuação do farmacêutico no Grupo Educativo de Planejamento Familiar da Unidade Básica de Saúde Jardim Comercial (São Paulo - SP), destacando suas contribuições para a promoção do uso racional de contraceptivos. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre a prática desenvolvida por meio de grupos contínuos conduzidos conjuntamente por farmacêutico e enfermeira, voltados a munícipes em idade fértil. A dinâmica envolveu o mapeamento de necessidades e abordagens educativas centradas no paciente, abordando a adesão, manejo de reações adversas, risco de interações medicamentosas (especialmente antimicrobianos), desmistificação da contracepção de emergência (CE), além de orientações sobre métodos de barreira, reversíveis de longa duração (LARC) e definitivos. Como resultados, observou-se a expressiva qualificação da escolha informada, a desmistificação de mitos sobre hormônios e a redução do uso indevido da CE. A clareza sobre interações medicamentosas e os métodos LARC reduziu a ansiedade dos usuários e o risco de falhas terapêuticas. A parceria interprofissional otimizou o tempo de espera e o fluxo assistencial. Conclui-se que a inserção ativa do farmacêutico consolida a relevância do cuidado clínico na APS, prevenindo falhas contraceptivas e garantindo a segurança do paciente, recomendando-se a expansão das consultas farmacêuticas individuais como próximo passo institucional.</p> <p data-path-to-node="3"><strong data-path-to-node="3" data-index-in-node="0">Palavras-chave:</strong> Planejamento Familiar; Assistência Farmacêutica; Atenção Primária à Saúde; Saúde Sexual e Reprodutiva; Educação em Saúde.</p> Ednalva Costa da Silva Castro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1072 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 ACOLHIMENTO FAMILIAR NA UTI NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1371 <p>A internação de um recém-nascido em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal) pode provocar medo, insegurança e ansiedade nos familiares.</p> <p>Analisar a importância da atuação da enfermagem no acolhimento e na participação do recém-nascido na UTI Neonatal.Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, desenvolvida com o objetivo de reunir e analisar conhecimentos científicos relacionados ao acolhimento familiar, à humanização da assistência neonatal e à participação dos pais nos cuidados ao recém-nascido hospitalizado.</p> <p>O cuidado centralizado na família favorece a participação dos pais nos cuidados ao recém-nascido e contribui para o fortalecimento do vinculo familiar durante a hospitalização. A comunicação clara, a escuta qualificada, a orientação e o incentivo à participação dos familiares são estratégias importantes para reduzir a insegurança e aumentar a confiança da família.O acolhimento familiar deve fazer parte da rotina da UTI Neonatal. A presença e a participação dos familiares contribui para o fortalecimento do vinculo com o recém-nascido e para uma experiência mais positiva durante a hospitalização.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> cassia guizze candide de oliveira, Mayara Mota Araujo, Andressa Magalhães Cordeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1371 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Estratégias de Gestão para a Segurança e Manutenção do Cateter PICC na UTI Neonatal https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1414 <p>O trabalho aborda estratégias de gestão para garantir a segurança e a manutenção do cateter PICC em uma UTI Neonatal. O PICC é utilizado para administração de medicamentos e outras terapias intravenosas em recém-nascidos, mas exige cuidados rigorosos devido ao risco de complicações. A aplicação de estratégias baseadas em evidências e a adesão aos protocolos de cuidado podem reduzir complicações, aumentar a durabilidade do PICC e promover maior segurança e qualidade na assistência ao recém-nascido.</p> Vilma Coura Panacho, Viviane Pereira Trombini da Silva, Cintia Lourenço Mesquita da Silva, Tatyana Mendes Coelho dos Santos, andressa Magalhães Cordeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1414 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL EM GRUPO PARA MULHERES COM ENDOMETRIOSE: RELATO DE EXPERIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1467 <p>A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de uma em cada dez mulheres, gerando dor intensa e impacto na qualidade de vida. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de implantação e organização de um atendimento multiprofissional em grupo para mulheres com endometriose no pré-operatório. Trata-se de um relato descritivo desenvolvido em um serviço municipal de São Paulo em 2025, estruturado em três etapas: planejamento, início dos grupos e avaliação. Como resultados, foram realizados encontros quinzenais de duas horas e meia com seis categorias profissionais para grupos de quinze a vinte pacientes, seguindo um fluxo de seleção, agendamento, acolhimento, grupo, prontuário e avaliação. Conclui-se que o atendimento em grupo é viável para ampliar o cuidado integral, somando orientação qualificada e apoio entre pares ao tratamento cirúrgico.</p> Ana da Silva, MIRIAM Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1467 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 REORGANIZAÇÃO DA LINHA NEONATAL: ALTA PRECOCE SEGURA E ARTICULAÇÃO AMBULATORIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1487 <p>Unidades de Terapia Intensiva e Intermediária Neonatal de alta complexidade enfrentam cenários recorrentes de superlotação no Sistema Único de Saúde. Em uma maternidade Segura Humanizada com o CEJAM e Prefeitura Municipal de São Paulo, a análise diagnóstica realizada junto à Diretoria Hospitalar evidenciou que a retenção dos recém-nascidos decorria do elevado sucesso assistencial e da baixa taxa de mortalidade, somados à ausência de um fluxo estruturado de desospitalização e alta precoce planejada de Recém-nascidos Prematuros com retaguarda ambulatorial garantida..</p> Natália Megda Almeida, Nathalia Melo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1487 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 AMBIÊNCIA DA SALA DE PARTO COMO ESTRATÉGIA DE HUMANIZAÇÃO EM UMA MATERNIDADE DE ALTO RISCO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1256 <p>O trabalho relata a implementação de estratégias de ambiência na sala de parto em uma maternidade de alto risco, com o objetivo de promover uma assistência mais acolhedora, humanizada e centrada na mulher.</p> <p>Foram utilizadas musicoterapia, aromaterapia e cromoterapia como recursos complementares. A equipe observou boa receptividade das parturientes e percebeu que essas estratégias contribuíram para um ambiente mais tranquilo, confortável e acolhedor, sem interferir nos cuidados técnicos e na segurança assistencial.</p> <p>Pequenas mudanças no ambiente, associadas a estratégias de humanização, podem favorecer uma experiência mais acolhedora e respeitosa para a mulher durante o trabalho de parto, especialmente em contextos de maior complexidade.</p> Thais Mendes de Sousa, Diane Silva , Aline Oliveira , Talita Porto, Larissa Vichi, Michelle Carreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1256 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 CARDIOPATIAS CONGÊNITAS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1296 <p><strong>Introdução:</strong> As cardiopatias congênitas constituem importantes malformações do período embrionário e estão relacionadas à morbimortalidade neonatal. A identificação precoce dessas alterações, ainda no período pré-natal ou nas primeiras horas de vida, possibilita o planejamento da assistência ao nascimento, o diagnóstico oportuno e o encaminhamento para cuidados especializados.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar a prevalência das cardiopatias congênitas em recém-nascidos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, descrever o perfil materno e neonatal, identificar os tipos de cardiopatias mais frequentes, os métodos diagnósticos utilizados e os desfechos clínicos.</p> <p><strong>Método:</strong> Estudo observacional, transversal e quantitativo, realizado por meio da análise de prontuários de recém-nascidos internados em um hospital terciário. Foram avaliadas variáveis maternas, obstétricas e neonatais, além dos tipos de cardiopatias, métodos diagnósticos, condutas terapêuticas e desfechos clínicos. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer nº <strong>7.792.610</strong>.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Foram identificados 19 recém-nascidos com cardiopatias congênitas. Entre as mães, 68,4% tinham entre 18 e 30 anos, 36,8% apresentavam comorbidades preexistentes e 68,4% tiveram complicações gestacionais. Quanto ao acompanhamento pré-natal, 68,4% realizaram mais de seis consultas. Entre os recém-nascidos, 63,2% eram do sexo masculino, 89,5% nasceram a termo e 84,2% apresentaram peso ao nascer ≥2.500 g. As cardiopatias acianogênicas foram as mais frequentes, destacando-se comunicação interatrial (73,7%), persistência do canal arterial (42,1%) e comunicação interventricular (31,6%). O ecocardiograma fetal foi responsável pela identificação inicial em 42,1% dos casos, seguido pelo teste do coraçãozinho alterado (26,3%) e exame físico alterado (21,1%). Todos os recém-nascidos realizaram ecocardiograma pós-natal. A alta hospitalar ocorreu em 94,7% dos casos, sendo registrado um óbito (5,3%).&nbsp;</p> <p><strong>Conclusão:</strong> Houve predominância de cardiopatias congênitas acianogênicas, especialmente comunicação interatrial, persistência do canal arterial e comunicação interventricular, com evolução clínica favorável na maioria dos casos. Os achados reforçam a importância do acompanhamento pré-natal, da triagem neonatal, do diagnóstico oportuno e da assistência multiprofissional especializada na organização do cuidado aos recém-nascidos com cardiopatias congênitas.</p> MARIA TERESA MELO MENDES, Bruna do Nascimento Souza Oliveira, BÁRBARA PULIDO CALADO, Beatriz GREGORIO PEDRO CANOVA, Tabnee Pat Landim Ribeiro Vieira, Markelle SANTOS DE SOUZA, Michele WERNECK, Wilma Helena Lopes Lucena Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1296 Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000 O Paradoxo do Oxigênio na Prematuridade Entre a Proteção e o Risco: Repercussões da Oxigenoterapia na Displasia Broncopulmonar e na Retinopatia da Prematuridade - Uma Revisão da Literatura https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1457 <p><span style="font-weight: 400;">O oxigênio é indispensável ao cuidado do recém-nascido prematuro, mas sua utilização envolve um delicado equilíbrio entre benefício e dano. A imaturidade pulmonar e vascular torna esses pacientes particularmente vulneráveis tanto à hipóxia quanto à hiperóxia.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A exposição excessiva ao oxigênio e as oscilações repetidas da saturação podem contribuir para processos de estresse oxidativo e lesão pulmonar e vascular, relacionados a complicações como a displasia broncopulmonar (DBP) e a retinopatia da prematuridade (ROP).</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a redução excessiva da oxigenação também pode ser prejudicial. Grandes ensaios clínicos randomizados demonstraram que estratégias com diferentes metas de saturação produzem efeitos distintos sobre mortalidade e ROP, evidenciando o chamado “paradoxo do oxigênio”.</span></p> Jessica Caroline Lopes de Oliveira Barbosa, Geane Cristina da Silva, Giselle Caraca Werneck Rossi, Ana Paula de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira, Patricia de Paula Benedito, Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1457 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Tecnologia e inovação na recepção do prematuro extremo: relato de experiência na implantação de incubadoras híbridas https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1576 <p>Introdução</p> <p><span style="font-weight: 400;">A recepção do prematuro extremo na Unidade Neonatal exige cuidados especializados, planejamento prévio, incluindo organização do ambiente, preparo dos equipamentos, manutenção da normotermia, adoção de medidas de manuseio mínimo e agrupamento de cuidados, que são fundamentais para favorecer a estabilidade clínica e reduzir os riscos de complicações como por exemplo, sangramento intracraniano. O uso de tecnologias assistenciais pode contribuir para o controle da temperatura corporal e para a realização segura e organizada dos cuidados, minimizando manipulações desnecessárias e favorecendo a adaptação do recém-nascido ao ambiente extrauterino.</span></p> <p>Objetivo</p> <p><span style="font-weight: 400;">Demonstrar as contribuições da tecnologia e da inovação para a qualificação da assistência ao recém-nascido prematuro extremo durante a recepção e a permanência na Unidade Neonatal.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Método</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um relato de experiência sobre a implantação de quatro incubadoras híbridas na Unidade Neonatal. Esses equipamentos integram as funções de incubadora neonatal e berço aquecido, permitindo a conversão entre os modos de cuidado conforme a necessidade assistencial. Dispõem de leito com rotação de 360°, controle servoativo da temperatura, ajuste da umidade e da concentração de oxigênio, balança integrada e alarmes audiovisuais, além de recursos voltados à redução de ruídos.</span></p> <p>Resultados</p> <p><span style="font-weight: 400;">A incorporação dessa tecnologia possibilitou a reorganização do fluxo de recepção dos recém-nascidos prematuros extremos, com a estruturação de salas específicas para esse perfil assistencial, denominadas Small Baby Unit, destinadas à concentração e à qualificação dos cuidados aos recém-nascidos com peso inferior a 1.000 gramas.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Durante a recepção, observou-se que a modalidade berço aquecido facilitou a realização de procedimentos, proporcionando melhor visualização e acesso ao recém-nascido, maior agilidade na assistência e possibilidade de agrupar cuidados, minimizando manipulações desnecessárias. Os recursos de controle térmico também favoreceram o acompanhamento contínuo da temperatura corporal durante os procedimentos.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Além do momento da admissão, a utilização das incubadoras híbridas facilitou a realização de intervenções rápidas diante de intercorrências clínicas e da necessidade de procedimentos urgentes, permitindo a manutenção do suporte térmico durante o atendimento.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a tecnologia contribuiu para integrar agilidade, organização e segurança ao cuidado, alinhando inovação tecnológica à assistência individualizada e humanizada.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A implantação das incubadoras híbridas e a organização da Small Baby Unit representaram avanços na estruturação da assistência ao prematuro extremo. A tecnologia favoreceu a agilidade dos procedimentos, o controle térmico e o agrupamento de cuidados, minimizando manipulações desnecessárias. Essas medidas contribuem para a estabilidade clínica e para a redução de fatores de risco associados à hemorragia intracraniana, promovendo uma assistência mais segura, organizada e humanizada.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"><br>&nbsp;</span></p> <p>&nbsp;</p> Caroline Espindola Pereira, Maria Claudia Martins de Oliveira , Solange Paiva Bueno, Vilma Coura Panacho , Maria Teresa de Melo Mendes , Patricia de Paula Benedito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1576 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 HIGIENE DAS MÃOS NA UTI NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1304 <p>Recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) apresentam elevada vulnerabilidade a infecções relacionadas à assistência à saúde decorrente da imaturidade biológica e uso de dispositivos invasivos, sendo as mãos o principal vetor de transmissão cruzada. Este estudo relata a implementação de uma campanha institucional multimodal para promover a adesão à higienização das mãos e aprimorar a técnica da equipe multiprofissional e visitantes em uma UTIN de hospital municipal. A metodologia estruturou-se em quatro eixos operacionais: barreira visual e cartazes nos acessos; vídeo educativo protagonizado pela própria equipe abordando a técnica e os 5 Momentos da OMS; dinâmicas práticas nos turnos assistenciais (ações-relâmpago com teste de tinta guache para visualização de falhas de cobertura, diretriz de adorno zero, blitz educativa e desinfecção de vetores silenciosos); e reforço positivo com mural de reconhecimento mútuo, premiações e acompanhamento visual por plantão ("Higienômetro"). Como resultados, observou-se expressivo engajamento multiprofissional e correção imediata de pontos cegos na fricção antisséptica (polegares, polpas digitais e regiões interdigitais), além da sedimentação da barreira física na entrada da unidade. Conclui-se que o uso de metodologias ativas e reforço positivo descentraliza práticas punitivas, consolida a higienização das mãos como valor assistencial compartilhado e fortalece a cultura de segurança na proteção do paciente neonatal.</p> Juliane Cristine de Souza Rocha, Flavia Frassato, Joice Silva Marinho, Vanessa Pinheiro, Natalia Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1304 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ANÁLISE DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE RECÉM-NASCIDOS INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1324 <p>O desenvolvimento da assistência neonatal possibilitou a melhora da sobrevida dos recém-nascidos (RNs). Com esse avanço, o nível de preocupação com a redução das complicações, com o desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) e com a qualidade de vida também aumentou, uma vez que os efeitos da morbidade podem perdurar até a idade adulta. Como forma de minimizar os efeitos deletérios da internação e identificar os riscos de atraso no DNPM, ferramentas validadas e padronizadas são utilizadas para avaliação e intervenção.</p> Thainara de Sousa Santos, Caroline Fiusa da Silva Oliveira, Vanessa Moreira Araujo, Geane Cristina da Silva, Natália Megda Almeida, Giselle Caraca Werneck Rossi, Caroline Espindola Pereira, Patricia de Paula Benedito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1324 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 HOMEM TRANS E AMAMENTAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1345 <p><span style="font-weight: 400;">Relatar a experiência da equipe de uma maternidade pública de São Paulo, referência para o atendimento de população trans, no atendimento a homens trans e seus recém-nascidos (RN), visando o cuidado humanizado e individualizado, bem como a promoção, proteção e apoio à amamentação.</span></p> Mirley Carvalho, Claudia Lundgren Ferreira Valerio, Soraia Bortoletto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1345 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 CONTIBUIÇÃO DA EQUIPE DE SAÚDE BUCAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO E OS CUIDADOS BUCAIS DOS BEBÊS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1394 <p>O aleitamento materno promove benefícios nutricionais, imunológicos e afetivos, além de contribuir para o desenvolvimento adequado das estruturas e funções orofaciais, musculatura e ossos da face. A equipe de Saúde Bucal tem papel fundamental na orientação da gestante.&nbsp; &nbsp;O trabalho tem como objetivo a elaboração de ferramenta educativa pensando em destacar a importância da amamentação para a saúde bucal e o papel da equipe de Saúde Bucal na promoção e prevenção durante a gestação e a primeira infância.</p> <p>&nbsp; &nbsp;</p> Sahar Ganz Riman Clara Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1394 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 RELATO DE EXPERIÊNCIA DA ELABORAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE CURSO DE FORMAÇÃO DE DOULAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1412 <p>O trabalho relata a experiência de planejamento e implementação do curso de formação de doulas desenvolvido pela Coordenação Geral da Maternidade Segura Humanizada, inserido no eixo de Saúde Reprodutiva, Parto, Puerpério e Nascimento. A iniciativa surgiu da necessidade de qualificar a assistência ao parto e nascimento, resgatar a centralidade da mulher e fortalecer a atuação multiprofissional na Rede de Atenção à Saúde, destacando a relevância da doula na oferta de suporte físico, emocional e medidas não farmacológicas de alívio da dor. O programa foi estruturado em 120 horas e 10 módulos temáticos, empregando metodologias ativas, diretrizes baseadas em evidências da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, Comunicação Não Violenta, biossegurança, diretrizes da Iniciativa Hospital Amigo da Criança e o espaço "Level Up" para leitura crítica de artigos científicos. No período de agosto a outubro de 2026, a primeira turma registrou 53 inscritos e preencheu a capacidade máxima de 20 vagas, evidenciando a viabilidade pedagógica do modelo, o engajamento das alunas no debate científico e a criação de uma ponte de integração entre a comunidade e a maternidade. A experiência conclui que a educação permanente consolida o cuidado humanizado e prepara profissionais para atuarem de forma ética, qualificada e integrada, contribuindo para a melhoria da atenção à saúde materno-infantil e a redução de intervenções desnecessárias.</p> Verônica Feitosa Takemoto, Anatália Lopes de Oliveira Basile, Cristiana dos Santos de Andrade Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1412 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 Impacto da assistência humanizada em uma Unidade Neonatal https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1425 <p>A Unidade Neonatal, é um ambiente destinado à assistência especializada e contínua ao recém nascido, que necessita de cuidados intensivos. A hospitalização representa um momento de fragilidade e ansiedade, diante da separação, mudança na rotina familiar e da necessidade de procedimentos e intervenções. A assistência humanizada torna se fundamental, para proporcionar segurança, acolhimento e bem estar durante a internação.&nbsp;</p> Beatriz Silva dos Santos Domingues, Angelica Moreira da Silva, Flavia Dorea Gonçalves Mauricio, Jazilaine Muniz Farias, Andressa Magalhães Cordeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1425 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 VARAL SOLIDÁRIO EM GRUPO DE GESTANTES https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/995 <p>Os grupos de educação em saúde no pré-natal desempenham papel fundamental na promoção da saúde materno-infantil, especialmente em territórios com elevada vulnerabilidade social. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência da implementação do Varal Solidário em um grupo de gestantes de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e descrever seus impactos na promoção da saúde, do acolhimento e da sustentabilidade. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, desenvolvido em quatro etapas: arrecadação de roupas e acessórios infantis junto à comunidade e aos profissionais da unidade; organização do varal solidário durante os encontros do grupo de gestantes; livre escolha das peças pelas participantes para composição do enxoval do bebê; e avaliação dos resultados por meio da percepção das usuárias e do número de doações distribuídas. A iniciativa foi fundamentada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com ênfase na erradicação da pobreza, saúde e bem-estar, redução das desigualdades e consumo responsável. Observou-se aumento da adesão aos encontros de pré-natal, fortalecimento do vínculo entre equipe e gestantes, redução do impacto financeiro para famílias em situação de vulnerabilidade, valorização da autonomia das participantes e incentivo à reutilização de roupas infantis, promovendo sustentabilidade ambiental. Os relatos evidenciaram sentimentos de acolhimento, pertencimento e apoio institucional. Conclui-se que o Varal Solidário constitui uma estratégia simples, de baixo custo e elevada relevância social, capaz de integrar assistência, educação em saúde e responsabilidade socioambiental, fortalecendo o cuidado humanizado na Atenção Primária à Saúde e contribuindo para a melhoria da experiência das gestantes durante o pré-natal.</p> Helena Souza, Vitoria Cristina da Silva Nascimento Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/995 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 PRÁTICAS DE REBOZO NO TRABALHO DE PARTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1263 <p>O trabalho relata a experiência de enfermeiras obstetras com o uso de técnicas de rebozo durante o trabalho de parto, após uma capacitação profissional.</p> <p>O rebozo foi utilizado como método não farmacológico para promover conforto, relaxamento e alívio da dor, respeitando as necessidades, preferências e autonomia das parturientes. As técnicas incluíram movimentos com o tecido, associados à bola suíça e a outras estratégias, como respiração, massoterapia, musicoterapia e aromaterapia.</p> <p>Os resultados mostraram boa aceitação pelas parturientes, maior variedade de posições e movimentos e ampliação das possibilidades de assistência humanizada. A capacitação também proporcionou maior segurança às enfermeiras obstetras para aplicar as técnicas na prática.</p> <p>Conclusão: o uso do rebozo, associado a outros métodos não farmacológicos, favoreceu uma assistência individualizada, humanizada e centrada na mulher, ampliando as opções de cuidado durante o trabalho de parto.</p> Larissa Vichi, Talita Porto , Thais Mendes , Michelle Carreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1263 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PADRONIZAÇÃO DO CUIDADO E SEGURANÇA DA VIA AÉREA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1390 <p><span style="font-weight: 400;">A extubação acidental é um importante evento adverso relacionado a assistência ventilatória na unidade de terapia intensiva neonatal. Diante da relevância do evento e da necessidade de fortalecer a segurança da assistência, foi desenvolvido e implementado um protocolo direcionado a equipe assistencial com o propósito de sistematizar medidas preventivas, favorecer a identificação precoce de condições de risco e contribuir para a redução da ocorrência de extubação acidental na unidade.&nbsp;</span></p> Geane Cristina da Silva, Jéssica Cristina Anizeu, Thais Carmelita Camargo de Oliveira Rocha, Giselle Caraca Werneck Rossi, Ana Paula de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira, Patricia de Paula Benedito, Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1390 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 A ESTRATÉGIA PARA REDUÇÃO DA TAXA DE CESARIANA NO HOSPITAL MATERNIDADE PAULINO WERNECK https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1526 <p>Introdução: a cesariana sem indicação obstétrica expõe mulher e recém-nascido a riscos evitáveis. Na maternidade estudada, a taxa de cesariana no 1º semestre de 2026 foi de 54,6%, acima da meta municipal de até 30%. Objetivo: relatar a construção e a implantação de um protocolo para o manejo da recusa da indução do trabalho de parto e da solicitação de cesariana sem indicação obstétrica. Método: relato de experiência descritivo, realizado em uma maternidade pública do município do Rio de Janeiro. A análise situacional usou o livro de parto de janeiro a junho de 2026, com diagrama de Pareto das indicações de cesariana e Classificação de Robson. Resultados: houve 360 cesarianas entre 659 gestantes. A recusa da indução/solicitação materna foi a indicação mais frequente (27,6% das 399 indicações registradas), seguida pelo estado fetal não tranquilizador (21,3%). Os grupos 2b e 4b de Robson concentraram 40,0% das cesarianas, e a taxa no grupo 2a foi de 45,5%. Foi elaborado um protocolo institucional com fluxograma, investigação dos motivos da recusa, manejo de fatores modificáveis, decisão compartilhada, termo de recusa informada e sete indicadores de monitoramento. Considerações finais: o protocolo transforma a solicitação de cesariana em oportunidade de reavaliação clínica e diálogo, preservando a autonomia da mulher, e qualifica o registro das indicações. Seu impacto na taxa de cesariana depende do monitoramento em curso.</p> Claudia Cristina Goulart Ribeiro, Graziela, Mônica, Cora, Rodrigo, Anatalia Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1526 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ESTRATÉGIAS PARA RESGATAR O ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO APÓS USO DE FÓRMULA INFANTIL NA INTERNAÇÃO HOSPITALAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1491 <p>Introdução</p> <p>O aleitamento materno exclusivo é recomendado nos primeiros seis meses de vida, sendo importante para a saúde e o desenvolvimento da criança e para a saúde materna. Entretanto, durante a internação hospitalar, algumas situações podem levar à introdução de fórmula infantil e dificultar a manutenção do aleitamento materno exclusivo.</p> <p>A observação sistematizada da mamada possibilita identificar precocemente dificuldades relacionadas à posição, pega, sucção, anatomia mamária e interação mãe-bebê, permitindo intervenções individualizadas.&nbsp;</p> <p>Objetivo</p> <p>Apresentar estratégias assistenciais para favorecer a retomada do aleitamento materno após o uso de fórmula durante a internação, por meio de elaboração de estratégias assistenciais.</p> <p>Metodologia</p> <p>Relato de experiência descritivo sobre estratégias para retomada do aleitamento materno em livre demanda após introdução de fórmula láctea. As ações foram fundamentadas nas diretrizes da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), incluindo capacitação, acolhimento e escuta materna, avaliação da mamada, estímulo à extração de leite à beira-leito e ao uso do Banco de Leite Humano, monitoramento das solicitações e auditoria das indicações de fórmula. Contemplaram avaliação e intervenção fonoaudiológica, alinhamento multiprofissional, comissão para análise das indicações de fórmula e plano terapêutico individualizado para retomada do aleitamento materno exclusivo. As ações foram organizadas e monitoradas pelo ciclo PDCA, visando ao acompanhamento dos resultados e à melhoria contínua da assistência.</p> <p>Resultados</p> <p>PDCA PARA O RESGATE DO AME APÓS O USO DE FÓRMULA LÁCTEA</p> <p>PLAN – Planejar<br>Identificar os binômios que receberam fórmula, analisar a indicação da suplementação, estabelecer critérios de acompanhamento e estruturar plano terapêutico individualizado.<br><br>DO – Executar<br>Capacitar a equipe assistencial em 20 horas (16h teóricas e 4h práticas à beira-leito), orientar puérperas e acompanhantes, observar e avaliar a mamada, realizar intervenções individualizadas, estimular extração de leite, aleitamento em livre demanda e participação materna nos cuidados. Acionar a Fonoaudiologia quando necessário.<br><br>CHECK – Verificar<br>Monitorar a evolução dos binômios, as indicações e solicitações de fórmula, as dificuldades durante a mamada e as respostas às intervenções. Realizar auditorias e acompanhar indicadores relacionados ao aleitamento materno.<br><br>ACT – Agir/Ajustar<br>Reavaliar as condutas, ajustar o plano terapêutico, reforçar as estratégias de apoio ao aleitamento e estruturar orientações para a alta, com foco no manejo da amamentação e continuidade do cuidado após a alta.</p> <p>Conclusão</p> <p>As estratégias utilizadas para retomada ao aleitamento materno exclusivo após uso de fórmula tem se mostrado eficaz, entretanto o sucesso do aleitamento materno exclusivo é fortalecido pelo apoio que o binômio recebe durante a internação. A junção de fatores multidisciplinares, a implantação de rotinas e estratégias corroboram para que redução do uso de fórmula sem justificativa e fortalecimento ao aleitamento materno exclusivo na alta.</p> Sara Araujo Rossetto, Zaira Prado Daud, Pâmilla Nayara Alves Mania, Cristiana dos Santos de Andrade, Verônica Feitosa Takemoto, Maisa dos Santos Gomes, Anatalia Lopes de Oliveira Basile, Vanilda Silva de Souza Barbosa, Luciano Souza Brito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1491 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Além da Intubação: Ventilação não Invasiva como Estratégia Inicial de Suporte Respiratório ao Recém Nascido. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1434 <p><span style="font-weight: 400;">A transição respiratória ao nascimento exige o estabelecimento rápido da Capacidade Residual Funcional. Em recém-nascidos com Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), a deficiência de surfactante favorece o colapso alveolar precoce. Como a intubação na sala de parto expõe o pulmão imaturo ao volutrauma e à Displasia Broncopulmonar (DBP), o uso imediato do CPAP nasal e da VNI consolida-se como a principal estratégia para evitar a ventilação invasiva e proteger o tecido pulmonar neonatal.</span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span></p> Jessica Caroline Lopes de Oliveira Barbosa, Geane Cristina da Silva, Natália Megda Almeida, Patricia de Paula Benedito, Giselle Caraca Werneck Rossi, Ana Paula de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1434 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 GRUPO DE MÃES NA UTI NEONATAL: ACOLHIMENTO, ESCUTA E FORTALECIMENTO DO VÍNCULO FAMILIAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1561 <p>A internação do recém-nascido em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) pode gerar medo, insegurança e sofrimento emocional para mães, pais e familiares. Nesse contexto, foi estruturado um grupo de mães e pais com o objetivo de oferecer acolhimento, escuta, troca de experiências e orientação, favorecendo a participação ativa da família no cuidado, o fortalecimento do vínculo com o recém-nascido e maior segurança durante a hospitalização. A proposta consiste em encontros periódicos, conduzidos pela equipe multiprofissional, abordando temas relacionados à hospitalização, vínculo, cuidados com o recém-nascido, aleitamento materno, lactação e preparação para a alta. Espera-se que a iniciativa contribua para uma assistência neonatal mais humanizada e centrada na família, fortalecendo a participação dos cuidadores e a parceria entre família e equipe de saúde.</p> Verônica Feitosa Takemoto, VILMA COURA PANACHO, Viviane salgado, Thaynara Nunes de Lima Monroz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1561 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CAPACITAÇÃO DE MÉDICOS E ENFERMEIROS PARA A OFERTA SEGURA DE CONTRACEPTIVOS REVERSÍVEIS DE LONGA DURAÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1579 <p>A oferta de dispositivos intrauterinos (DIU) e implantes subdérmicos na Atenção Primária à Saúde requer aconselhamento, avaliação de elegibilidade e organização da demanda. Este trabalho descreve a construção de instrumentos de capacitação e apoio à decisão para médicos e enfermeiros, fundamentados nos Critérios Médicos de Elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (CEM-OMS). Trata-se de relato de experiência desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo. O fluxo de acesso foi revisado, deixando de exigir participação prévia em grupo de planejamento reprodutivo para pessoas que desejam DIU ou implante, mantendo o aconselhamento e a avaliação individual. Foram estruturados três instrumentos complementares: questionário autoaplicável em linguagem acessível; gabarito técnico para interpretação das respostas e aplicação das categorias de elegibilidade; e modelo numérico de prioridades clínicas e sociais para apoiar a organização dos agendamentos. A estratégia apresentou boa aceitação entre médicos e enfermeiros e sistematizou a avaliação de elegibilidade. Seus efeitos sobre segurança assistencial, acesso e tempo de espera ainda não foram avaliados.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Evelyn Maria Lopez Concepcion, Matheus Florentino dos Santos, Pedro Vargas Carneiro Ramos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1579 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 HORA DOURADA SEGUNDO A VIA DE NASCIMENTO: PERCEPÇÕES E DESAFIOS MATERNOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1165 <p><strong data-start="151" data-end="166">Introdução:</strong> A hora dourada, período imediatamente após o nascimento, constitui momento essencial para o fortalecimento do vínculo mãe-bebê, contato pele a pele e início precoce da amamentação. Entretanto, sua realização pode ser influenciada pela via de nascimento e por fatores assistenciais. <strong data-start="449" data-end="462">Objetivo:</strong> Compreender os desafios e as percepções de puérperas sobre a hora dourada segundo a via de nascimento. <strong data-start="566" data-end="577">Método:</strong> Estudo qualitativo, descritivo, realizado com 14 puérperas em uma maternidade escola. Os dados foram obtidos por entrevistas semiestruturadas individuais, gravadas e transcritas, sendo submetidos à análise de conteúdo temática. A coleta foi encerrada por saturação teórica. <strong data-start="852" data-end="867">Resultados:</strong> Nove participantes tiveram parto vaginal e cinco cesariana; sete realizaram contato pele a pele imediato. Emergiram cinco categorias temáticas: percepções maternas sobre a hora dourada; influência da via de parto; acolhimento e apoio da equipe de saúde; barreiras e dificuldades para o contato pele a pele; e significados atribuídos ao momento. O parto vaginal esteve associado a relatos de maior facilidade e imediatez do contato, enquanto, após a cesariana, foram relatadas limitações relacionadas à anestesia e ao ambiente cirúrgico. O apoio técnico e emocional da equipe, especialmente da enfermagem, destacou-se como facilitador da experiência e do início da amamentação. <strong data-start="1545" data-end="1559">Conclusão:</strong> A via de nascimento interferiu na experiência da hora dourada, e a atuação da enfermagem mostrou-se relevante para favorecer o contato mãe-bebê, reduzir barreiras assistenciais e apoiar a amamentação precoce.</p> Mariana Oliveira de Sá, Tabnee Pat Landim Ribeiro Vieira, Elaine Filomena Gomes, Michele de Wernek, Wilma Helena Lopes Lucena, Sandra de Souza Silva, Markelle Santos de Souza, MARIA TERESA MELO MENDES Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1165 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 A ATUAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NA DESOSPITALIZAÇÃO EM UM CASO DE CUIDADOS PALIATIVOS NEONATAIS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1244 <p><span style="font-weight: 400;">A desospitalização de pacientes neonatais com condições clínicas complexas e internação prolongada constitui um processo desafiador, que demanda planejamento, atuação multiprofissional e articulação com a rede de atenção à saúde. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência da equipe multiprofissional no processo de desospitalização de uma paciente neonatal com necessidade de cuidados complexos e continuidade assistencial no domicílio. Trata-se de um relato de caso de uma paciente internada em unidade neonatal de um hospital público de São Paulo, com evolução clínica complexa, necessidade de ventilação mecânica prolongada, traqueostomia, intervenções cardiológicas e diagnóstico de lisencefalia, com atraso nos marcos motores. A equipe multiprofissional realizou escuta e acolhimento das demandas familiares, planejamento compartilhado da alta, articulação com os serviços da rede e organização dos equipamentos e recursos necessários para a continuidade do cuidado. Foram realizadas articulações com a Unidade Básica de Saúde, Serviço de Atenção Domiciliar e demais serviços envolvidos, incluindo visitas hospitalares e domiciliares. A intervenção possibilitou a construção de um plano de cuidado individualizado, favorecendo a segurança e autonomia da família, a continuidade da assistência e a preparação para a alta. A experiência evidenciou a importância da atuação integrada da equipe multiprofissional e da articulação em rede para uma transição do cuidado segura, humanizada e centrada na família, contribuindo para a continuidade da assistência no domicílio e para a redução de riscos associados à desospitalização.<br></span></p> Mariana Lopes Cominetti, Laura Pagnan Condini, Thalita Alessandra Falk, Gabrielle Zoleze Domingues Zen, Veronica Feitosa Takemoto, Natalia Megda Almeida, Andressa Magalhães Cordeiro, Fernanda Senhora da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1244 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 Estratégias de Humanização na Unidade Neonatal: incentivo ao Método Canguru por meio da “Árvore do Canguru” https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1569 <p><span style="font-weight: 400;">Introduação</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O Método Canguru constitui uma estratégia de cuidado humanizado que favorece o fortalecimento do vínculo entre o recém-nascido e sua família, estimula o aleitamento materno e contribui para a estabilidade clínica, o ganho ponderal e o desenvolvimento do recém-nascido. Sua implementação na Unidade Neonatal amplia a participação da família no cuidado, proporcionando maior proximidade, conforto e segurança ao bebê, além de contribuir para uma assistência integral, individualizada e centrada nas necessidades do recém-nascido e de seus familiares. A prática deve ser realizada de acordo com as condições clínicas do recém-nascido e os critérios de segurança estabelecidos pela equipe assistencial.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Objetivo</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Estimular a realização do Método Canguru e fortalecer a participação e a permanência dos pais na Unidade Neonatal, promovendo maior envolvimento da família no cuidado ao recém-nascido.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Método</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um relato de experiência decorrente da implantação da “Árvore do Canguru” na Unidade Neonatal. A estratégia consiste na disponibilização de um quadro localizado no corredor principal da unidade, composto por pequenos ímãs em formato de canguru e em diferentes cores, cada uma representando um significado relacionado à experiência da família com o Método Canguru.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Após a realização do Método Canguru, os pais recebem um ímã, no qual registram as iniciais do recém-nascido ou do próprio nome, e o fixam na “Árvore do Canguru”. O quadro permite a visualização e valorização das experiências vivenciadas pelas famílias durante a internação. No momento da alta hospitalar, os pais recebem o ímã utilizado como uma lembrança simbólica da trajetória vivenciada junto ao recém-nascido na Unidade Neonatal.</span></p> <p>&nbsp;</p> <p>Resultados</p> <p><span style="font-weight: 400;">Após a implantação da “Árvore do Canguru”, observou-se aumento da realização do Método Canguru na Unidade Neonatal e maior presença dos pais junto aos recém-nascidos. A estratégia também favoreceu a troca de experiências entre as próprias famílias, que passaram a compartilhar e incentivar a realização do Método Canguru ao visualizarem os registros no quadro.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Nas salas destinadas aos recém-nascidos prematuros extremos, observou-se maior adesão à prática, possibilitando maior contato pele a pele entre pais e bebês e favorecendo o fortalecimento do vínculo e o cuidado humanizado durante a hospitalização.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Observou-se ainda maior participação dos pais nas reuniões quinzenais destinadas às famílias. Nesses encontros, os participantes passaram a compartilhar suas experiências relacionadas à internação e ao Método Canguru, fortalecendo a troca de conhecimentos, o apoio entre as famílias e o incentivo à continuidade da prática.</span></p> <p>&nbsp;</p> <p><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A implantação da “Árvore do Canguru” demonstrou ser uma estratégia simples e de baixo custo para incentivar o Método Canguru, fortalecer a humanização da assistência neonatal e ampliar a participação dos pais no cuidado. A iniciativa favoreceu a troca de experiências entre as famílias, fortaleceu o vínculo com os recém-nascidos e proporcionou uma lembrança afetiva desse momento vivenciado durante a internação.</span></p> caroline espindola pereira, Jéssica Campos dos Reis, Patricia de Paula Benedito, Maria Teresa de Melo Mendes, Daniela Sayuri Misawa, Solange Paiva Bueno, Bruna Maria Eduardo de Paula Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1569 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PINTURA NO VENTRE MATERNO COMO INTERVENÇÃO HUMANIZADA PARA GESTANTES DE ALTO RISCO HOSPITALIZADAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1258 <p class="x1yc453h xma8rkl xgoqxah xutxfr x1fie51u xgyxj25 x1xobyvs x1elgs31 x1fv8qjw xcy5tzr x1ht4adc xnvauns x1c2l018 x14l7nz5 xuw7688 x1pjt2rx x160d6zm xrxpjvj" dir="ltr" data-assistant-stream-block="" data-assistant-stream-block-index="2">A gestação de alto risco pode exigir hospitalização e acompanhamento especializado, gerando sentimentos de medo, ansiedade e insegurança. Nesse contexto, práticas de cuidado humanizado podem contribuir para tornar a experiência mais acolhedora e significativa. Este relato de experiência descreve a realização de pintura no ventre materno como estratégia de cuidado e acolhimento emocional para gestantes de alto risco hospitalizadas.</p> <p class="x1yc453h xma8rkl xgoqxah xutxfr x1fie51u xgyxj25 x1xobyvs x1elgs31 x1fv8qjw xcy5tzr x1ht4adc xnvauns x1c2l018 x14l7nz5 xuw7688 x1pjt2rx x160d6zm xrxpjvj" dir="ltr" data-assistant-stream-block="" data-assistant-stream-block-index="3">A atividade foi realizada com gestantes internadas no setor de Patologia, utilizando tintas apropriadas para a pele e respeitando as condições clínicas das participantes. A proposta possibilitou momentos de expressão, relaxamento e interação entre gestantes e acompanhantes, além de favorecer a valorização dos sentimentos relacionados à gestação.</p> <p class="x1yc453h xma8rkl xgoqxah xutxfr x1fie51u xgyxj25 x1xobyvs x1elgs31 x1fv8qjw xcy5tzr x1ht4adc xnvauns x1c2l018 x14l7nz5 xuw7688 x1pjt2rx x160d6zm xrxpjvj" dir="ltr" data-assistant-stream-block="" data-assistant-stream-block-index="4">A experiência apresentou boa aceitação e demonstrou potencial para promover acolhimento, vínculo, bem-estar emocional e registros afetivos durante a hospitalização. Conclui-se que a pintura no ventre materno constitui uma estratégia simples e complementar de cuidado humanizado, especialmente relevante diante das incertezas e desafios vivenciados por gestantes de alto risco.</p> Larissa Vichi, Thais Mendes , Talita Porto , Michelle Carreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1258 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 Atuação da Fisioterapia na Prevenção e Manejo de Atelectasias em Recém Nascidos Prematuros https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1539 <p>A prematuridade está associada à imaturidade do sistema respiratório e à maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de complicações pulmonares, como as atelectasias, caracterizadas pelo colapso de unidades alveolares e pela redução da aeração pulmonar.</p> <p>Nesse contexto, a fisioterapia neonatal desempenha um papel importante na avaliação da função respiratória, no posicionamento terapêutico, na manutenção da permeabilidade das vias aéreas e no manejo de secreções, além de contribuir para o acompanhamento do suporte ventilatório e para a utilização de estratégias de reexpansão pulmonar quando indicadas.</p> <p>As intervenções devem ser individualizadas, considerando a idade gestacional, o peso, a estabilidade clínica e a resposta do recém-nascido ao tratamento. Dessa forma, a atuação fisioterapêutica, integrada à equipe multiprofissional e baseada em evidências científicas, pode contribuir para a manutenção da aeração pulmonar e a otimização da função respiratória. Entretanto, são necessários mais estudos para fortalecer as evidências sobre a eficácia e a segurança das técnicas específicas nessa população.</p> Fernanda Souza Paulino, Jessica Caroline Lopes de Oliveira Barbosa, Geane Cristina da Silva, Giselle Caraca Werneck Rossi, Ana Paula D de Souza Amancio, Caroline Espindola Pereira, Patricia de Paula Benedito, Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1539 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO POR INDICADORES: DO MONITORAMENTO À MELHORIA DOS RESULTADOS NA ESF https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1558 <p>A Atenção Primária à Saúde desempenha papel fundamental no acompanhamento de gestantes e na coordenação do cuidado. O monitoramento sistemático de indicadores pode contribuir para a identificação de pendências e para o direcionamento das ações da equipe. Este estudo teve como objetivo analisar a utilização de uma planilha de acompanhamento como ferramenta para monitoramento do indicador de gestantes em uma Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo descritivo, realizado no período de janeiro a julho de 2026, com acompanhamento mensal do indicador por meio de planilha compartilhada pela equipe e dos dados disponíveis no e-Gestor Atenção Primária (e-Gestor APS). A análise demonstrou variação do indicador ao longo do período, com redução entre janeiro e março, quando atingiu 39,48%, seguida de recuperação progressiva. O maior resultado foi registrado em julho, com 48,62%, representando aumento de 5,54 pontos percentuais em relação a janeiro (43,08%). A utilização da planilha possibilitou o monitoramento contínuo dos dados, a identificação de pendências e o acompanhamento da evolução do indicador, subsidiando a busca ativa e as ações da equipe. Conclui-se que a sistematização do acompanhamento por meio da planilha foi importante para o monitoramento do indicador e para a organização das ações voltadas ao acompanhamento das gestantes, contribuindo para a qualificação do cuidado na Atenção Primária à Saúde.</p> Marcelle Lourenço Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1558 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Prevenção de Hemorragia Peri-Intraventricular na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1597 <p>A hemorragia peri-intraventricular (HPIV) é um sangramento intracraniano que se origina na matriz germinativa subependimária e pode atingir o interior dos ventrículos cerebrais, afeta principalmente os recém nascidos pré termo (RNPT) e de baixo peso. A HPIV é uma importante complicação neurológica devido sua frequência, gravidade e prognóstico. É avaliada através da ultrassonografia transfontanela (USTF) e classificada em Grau I,II,III ou IV. A prevenção da HPIV foca em identificar os fatores de risco, estabilizar o fluxo sanguíneo cerebral e evitar oscilações da pressão intracraniana.</p> Débora de Lima Botte, Talita Barreto Medrado , Thais Carmelita Camargo de Oliveira Rocha, Taís Ferreira Freire, Geane Cristina da Silva, Giselle Caraca Werneck, Natália Megda Almeida, Caroline Espindola Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1597 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NEONATOLOGISTA NAS PRÁTICAS ASSISTENCIAIS PARA PREVENÇÃO DA HIPOTERMIA EM PREMATUROS ≤34 SEMANAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1305 <p>Introdução: O recém-nascido prematuro é vulnerável à perda de calor após o nascimento. A prevenção da hipotermia exige cuidados contínuos desde o preparo da sala de parto até a admissão na unidade neonatal.</p> <p>Objetivo: Relatar a experiência dos enfermeiros neonatologistas de sala de parto nas práticas assistenciais para prevenir a hipotermia em prematuros com idade gestacional ≤34 semanas.</p> <p>Método: Relato de experiência elaborado a partir da prática assistencial de enfermeiros neonatologistas do Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto, em São Paulo (SP). A descrição acompanha as etapas anteriores ao nascimento, a assistência na sala de parto, o transporte e a admissão na unidade neonatal. Não foram utilizados dados clínicos nem informações individualizadas de pacientes.</p> <p>Resultados: Antes do parto, o enfermeiro neonatologista participa da passagem de plantão e do briefing, identifica as necessidades previstas para o recém-nascido, verifica a temperatura da sala, prepara os recursos de proteção térmica e testa os equipamentos necessários. Também orienta a gestante e o acompanhante e comunica previamente a unidade neonatal. No nascimento, atua com o médico neonatologista na recepção e estabilização do prematuro, aplicando medidas para reduzir a perda de calor e apoiando a reanimação quando indicada. O transporte ocorre em incubadora previamente aquecida e testada. Na admissão, a equipe neonatal confere a identificação e verifica a temperatura axilar ainda dentro da incubadora.</p> <p>Conclusão: A atuação especializada do enfermeiro neonatologista organiza e dá continuidade às práticas de proteção térmica ao longo da assistência ao prematuro. Essas práticas podem contribuir para prevenir a hipotermia, cuja ocorrência no período neonatal está associada a maior risco de complicações e mortalidade.</p> Walter Izequiel Cardoso, Allanys Sobral, Nicole Alvarez, Vanessa Tatiane dos Santos, Larissa Vichi, Michelle Carreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1305 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CAPACITAÇÃO DA EQUIPE ASSISTENCIAL EM ESTIMULAÇÃO SENSÓRIO-MOTORA E AVALIAÇÃO NEUROCOMPORTAMENTAL NA UTI NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1413 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" dir="auto" data-start="12" data-end="261">O trabalho apresenta a implantação e padronização da avaliação neuromotora de recém-nascidos na UTI Neonatal, utilizando uma ficha estruturada e seis estímulos sensoriais: tátil, cinestésico, vestibular, auditivo, visual e de posicionamento.<br>A estratégia incluiu capacitação da equipe, treinamento prático, elaboração de materiais educativos e acompanhamento dos resultados, promovendo maior segurança e uniformidade na avaliação dos neonatos.<br>Resultado: a aplicação da ficha foi incorporada à rotina assistencial, favorecendo a identificação precoce de alterações neuromotoras, o desenvolvimento neuropsicomotor e uma assistência mais individualizada e humanizada.<br>Conclusão: a iniciativa mostrou-se viável e efetiva para qualificar a assistência fisioterapêutica na UTI Neonatal, fortalecendo a atuação da equipe na promoção do desenvolvimento dos recém-nascidos.</p> Natália Megda Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1413 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 Fisioterapia Respiratória no Cuidado ao Recém-Nascido Prematuro em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1547 <p>A fisioterapia respiratória no cuidado ao recém-nascido prematuro internado em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) contribui para o acompanhamento e o manejo das alterações respiratórias decorrentes da imaturidade pulmonar. Sua atuação envolve a avaliação da função respiratória, o monitoramento dos sinais clínicos e a aplicação de intervenções individualizadas, conforme as necessidades de cada recém-nascido. Os procedimentos devem considerar a estabilidade clínica, a idade gestacional e a segurança do bebê. Quando indicada, a fisioterapia pode auxiliar no manejo de secreções e na melhora da mecânica respiratória. Entretanto, as técnicas devem ser criteriosas, pois nem todos os prematuros necessitam de intervenção respiratória direta. Dessa forma, a atuação fisioterapêutica integrada à equipe multiprofissional contribui para um cuidado neonatal seguro, humanizado e baseado em evidências científicas.</p> Fernanda Souza Paulino, Laysa Evelyn Ferreira Tavares, Geane Cristina da Silva, Natália Megda Almeida, Giselle Caraca Werneck Rossi, Ana Paula de Souza Amancio, Patricia de Paula Benedito, Caroline Espindola Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1547 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 TERAPIA OCUPACIONAL NA NEONATOLOGIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1099 <p>A internação neonatal ocorre em um período crítico do desenvolvimento do recém-nascido, marcado por exposição a múltiplos estímulos, procedimentos invasivos, alterações do ciclo sono-vigília e restrições de movimento. Nesse contexto, a Terapia Ocupacional atua de forma sistematizada, integrando aspectos clínicos, sensoriais, motores, comportamentais, psicossociais, ambientais e ocupacionais. O objetivo deste trabalho foi relatar a experiência da Terapia Ocupacional no cuidado de recém-nascidos hospitalizados, destacando o processo de avaliação, os objetivos terapêuticos, as intervenções e os resultados esperados. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma unidade neonatal de uma maternidade pública da cidade de São Paulo. A atuação inicia-se pela avaliação terapêutico-ocupacional e identificação de critérios de elegibilidade, seguida da elaboração de um plano terapêutico individualizado conforme a condição clínica de cada recém-nascido. As intervenções incluem estimulação multissensorial e motora, estratégias de modulação sensorial, promoção da autorregulação, adequação do posicionamento, prevenção de contraturas e deformidades, confecção de órteses e posicionadores, modificações ambientais, capacitação da equipe e orientações aos familiares. Conclui-se que a Terapia Ocupacional contribui para um cuidado individualizado, favorecendo condições mais adequadas ao desenvolvimento durante a hospitalização e após a alta.</p> Giovanna Singh Gasperini, Rebeca Morgana dos Santos, Veronica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1099 Tue, 08 Sep 2026 00:00:00 +0000 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS NEONATAIS PRECOCES EM MATERNIDADE-ESCOLA DE REFERÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1174 <p><strong data-start="93" data-end="108">Introdução:</strong> A mortalidade neonatal precoce constitui importante indicador da qualidade da assistência materna e neonatal, estando relacionada a fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer, malformações congênitas e condições da assistência pré-natal e perinatal. <strong data-start="365" data-end="378">Objetivo:</strong> Descrever o perfil epidemiológico dos óbitos neonatais precoces em uma maternidade-escola, identificando características maternas e neonatais, causas de óbito e fatores associados à gravidade clínica. <strong data-start="580" data-end="591">Método:</strong> Estudo observacional, quantitativo, descritivo, transversal e retrospectivo, realizado com 38 óbitos neonatais precoces ocorridos entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. Os dados foram obtidos de prontuários eletrônicos e analisados por estatística descritiva, teste do qui-quadrado de Pearson e correlação de Spearman, adotando-se nível de significância de 5%. <strong data-start="955" data-end="970">Resultados:</strong> Dos 38 óbitos, 63,2% ocorreram em recém-nascidos com idade gestacional inferior a 32 semanas e 47,4% apresentaram peso ao nascer inferior a 1.500 g. Entre as gestantes, 68,4% realizaram menos de seis consultas pré-natais. O escore SNAP-PE II igual ou superior a 40 esteve presente em 56% dos casos com informação disponível, e malformações congênitas foram identificadas em 36,8%. As principais causas de óbito foram imaturidade extrema e hemorragia pulmonar, ambas com 13,2%, seguidas de choque séptico e hipoplasia pulmonar, com 10,5% cada. Houve associação significativa entre menor número de consultas pré-natais e baixo peso ao nascer (p=0,049; r=0,370) e entre baixos escores de Apgar e SNAP-PE II igual ou superior a 40 (p&lt;0,001). <strong data-start="1709" data-end="1723" data-is-only-node="">Conclusão:</strong> Os óbitos neonatais precoces foram caracterizados principalmente por prematuridade extrema, baixo peso ao nascer, elevada gravidade clínica e malformações congênitas. Os achados reforçam a importância da qualificação do pré-natal, da prevenção da prematuridade e do aprimoramento da assistência neonatal.</p> Maria Teresa Melo Mendes, Beatriz Basilio da Silva , Wilma Helena Lopes Lucena, Sandra de Souza Silva, Elaine Filomena Gomes, Tabnee Pat Landim Ribeiro Vieira, Patricia alves Tozzi Batista, Ana Flávia Coutinho Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1174 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 ASSOCIAÇÃO ENTRE DIABETES GESTACIONAL E FERTILIZAÇÃO IN VITRO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1380 <p><strong>Introdução:</strong> A Fertilização in Vitro constitui uma tecnologia de reprodução assistida que revolucionou o tratamento da infertilidade. No entanto, permanece a necessidade de esclarecer o impacto de suas intervenções no desenvolvimento de complicações gestacionais.&nbsp;</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Esta revisão teve como objetivo avaliar as evidências clínicas disponíveis sobre a associação entre a concepção por FIV e o risco de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), e determinar se o risco aumentado de resultados adversos na gestação é inerente ao próprio procedimento de FIV, decorrente de múltiplos embriões ou da infertilidade subjacente da paciente.</p> <p><strong>Métodologia:</strong> Trata-se de uma revisão narrativa da literatura científica nas bases PubMed e SciELO, incluindo artigos publicados entre 2016 e 2026, em inglês, espanhol e português, utilizando-se os descritores DeCS/MeSH “Gestational Diabetes” e “In Vitro Fertilization”.&nbsp;</p> <p><strong>Resultados e Discussão:</strong> Os dados da literatura apontam que a concepção via FIV constitui um fator determinante para o aumento do risco de DMG. As análises demonstraram que o grupo FIV apresentou um risco significativamente maior para o desenvolvimento de DMG em comparação ao grupo de concepção espontânea (OR variando de 1.26 a 2.36). Coortes populacionais registraram prevalências maiores de DMG no grupo FIV (31,2% vs 25,8% na Europa e 17,32% vs 12,91% na China). As evidências indicam que essas complicações podem ser o resultado combinado dos próprios procedimentos de FIV, das altas taxas de gestações múltiplas e da infertilidade subjacente. Assim, na análise, os estudos estabelecem a FIV como um fator de risco independente, demonstrando que o risco induzido pela FIV é notavelmente acentuado em relação à concepção espontânea, mesmo em mulheres jovens, eutróficas e primíparas.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> As evidências atuais sugerem que a FIV, aliada à infertilidade subjacente, atua como um fator de risco independente e adverso para o DMG. A literatura aponta para a necessidade clínica de reconhecer essa população como de alto risco, recomendando que todas as gestações iniciadas por FIV passem por um rastreamento para melhor prevenção. Recomenda-se também a adoção de monitoramento pré-natal e controle clínico mais rigoroso e abordagens preventivas, como o planejamento nutricional individualizado e a transferência de embrião único.</p> Michelangela Guerra de Medeiros, Luma Nunes Pugliese , Marina De Benedetto Pacheco, Rosana De Filippi, Gabriel Monteiro Pinheiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1380 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO NAS UNIDADES NEONATAIS: FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA A GESTÃO. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1556 <p><span style="font-weight: 400;">Introdução.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A gestão das unidades neonatais requer informações qualificadas, padronizadas, atualizadas e rastreáveis para o monitoramento dos processos assistenciais e a tomada de decisão. Registros descentralizados e não padronizados podem dificultar a consolidação dos dados e limitar o acompanhamento dos indicadores. Nesse contexto, foi desenvolvido e implantado um sistema de informação para as unidades neonatais gerenciadas pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), por meio do projeto Maternidade Segura e Humanizada, no município de São Paulo, posteriormente ampliado com o Módulo de Sepse Neonatal e dashboard gerencial.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Objetivo.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Descrever o desenvolvimento, implantação e acompanhamento de um sistema de informação com módulos para unidades neonatais, com ênfase na incorporação do Módulo de Sepse Neonatal e na automatização da consolidação e disponibilização de indicadores para apoio à gestão.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Metodo</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo-documental, sobre o desenvolvimento e a implantação de uma ferramenta informatizada composta por dois módulos: Módulo 1 – Admissão à Alta e Módulo 2 – Sepse, destinados às unidades neonatais gerenciadas pelo CEJAM, em parceria com a gestão municipal.</span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O processo compreendeu: levantamento das necessidades; desenvolvimento do Livro de Admissão; implementação de login e senha individualizados; teste-piloto; capacitação por multiplicadores; implantação gradual; desenvolvimento do Módulo de Sepse Neonatal; e integração dos dados a um dashboard gerencial.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Resultados</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A implantação do sistema possibilitou a centralização das informações das unidades neonatais em uma ferramenta informatizada, contribuindo para a padronização dos registros e a organização das informações assistenciais.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A utilização de usuários individuais contribuiu para maior segurança e rastreabilidade na inserção dos dados. O modelo de implantação progressiva, iniciado por meio de teste-piloto, permitiu identificar e corrigir necessidades antes da expansão para as demais unidades, dos dois modulos (admissão a alta e sepse neonatal).</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A estratégia de capacitação por meio de multiplicadores favoreceu a disseminação do conhecimento entre os profissionais, fortalecendo a participação das equipes no processo de implantação.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A partir da experiência exitosa da implantação do livro de admissão a alta ampliamos a ferramenta do sistema de informação com a incorporação do módulo de Sepse Neonatal, melhorando a capacidade de organização e acompanhamento de informações relacionadas a um importante protocolo assistencial no contexto neonatal. A integração do Livro de Admissão a alta e do Módulo de Sepse Neonatal ao dashboard gerencial permitiu a extração e consolidação automatizada dos dados, favorecendo a disponibilização dos indicadores de forma mais ágil, padronizada e estruturada para acompanhamento pela gestão.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A implantação dos módulos Admissão à Alta e Sepse Neonatal demonstrou o potencial dos sistemas informatizados para qualificar a gestão e a assistência neonatal, por meio de dados padronizados, rastreáveis e indicadores automatizados. Como projeto-piloto, o sistema está estruturado e apto à replicação em outras unidades neonatais.</span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span></p> <p>&nbsp;</p> Maria Claudia Martins de Oliveira, Renan Alves, Rita de Cassia Lima, Anatalia Lopes de Oliveira Basile Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1556 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 MOBILIZAÇÃO INSTITUCIONAL E FORTALECIMENTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ALEITAMENTO HUMANO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1575 <p>Este trabalho relata a experiência de mobilização e fortalecimento institucional para a promoção, proteção e apoio ao aleitamento humano em um hospital público da Zona Leste de São Paulo, visando à qualificação da assistência materno-infantil e à preparação para a obtenção do selo da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). As ações desenvolvidas integraram diretorias, lideranças e equipes multiprofissionais por meio da assinatura de um Termo de Compromisso institucional, da divulgação dos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno, da realização de dinâmicas educativas como a Roleta da Amamentação e do oferecimento do Curso IHAC de vinte horas. Como resultados, obteve-se ampla visibilidade da temática nos diversos setores hospitalares, engajamento efetivo dos profissionais e capacitação da equipe, o que contribuiu para qualificar a assistência ao parto e nascimento, fortalecer o cuidado à mulher e consolidar a mudança cultural necessária para o alcance da certificação.</p> Guiomar Rocha Pimentel Pimenta Rodrigues, Fernanda de Souza Carnevalle, Maise August de Faria Martins, Tatyana Mendes Coelho dos Santos, Thamyres Campos Barneschi, Rosimeire da Silva Criscuolo , Deomar Socorro Madureira , Maria Carolina Santos Nunes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1575 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CONTATO PELE A PELE COM O PAI NA SALA DE PARTO: UMA ESTRATÉGIA DE HUMANIZAÇÃO EM UMA MATERNIDADE DE ALTO RISCO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1266 <p>O trabalho relata a implementação do contato pele a pele entre o recém-nascido e o pai na sala de parto, em uma maternidade de alto risco, como estratégia de humanização.</p> <p>A experiência buscou fortalecer o vínculo paterno, ampliar a participação do pai e proporcionar maior acolhimento à família. A equipe organizou o fluxo, orientou o pai, realizou sensibilização dos profissionais e garantiu condições adequadas para a prática.</p> <p>Os resultados indicaram que o contato foi viável e efetivo, favorecendo a participação paterna, a criação do vínculo com o bebê e uma assistência neonatal mais humanizada e centrada na família.</p> Larissa Vichi, Walter Cardoso, Nicole Alvarez , Michelle Carreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1266 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM OBSTÉTRICA EM UM CENTRO DE PARTO NORMAL DE UM HOSPITAL ESCOLA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1322 <p>A assistência obstétrica contemporânea tem buscado superar modelos excessivamente intervencionistas e fortalecer práticas fundamentadas em evidências científicas, humanização, autonomia e protagonismo da mulher. Nesse contexto, os Centros de Parto Normal (CPN) constituem espaços destinados à assistência ao parto de risco habitual, nos quais a Enfermagem Obstétrica apresenta importante participação no acompanhamento do trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Quando inserido em um hospital escola, o CPN assume ainda uma função relacionada à formação profissional, possibilitando a articulação entre assistência, ensino e educação permanente. O presente artigo tem como objetivo analisar a atuação da Enfermagem Obstétrica em um Centro de Parto Normal de um hospital escola, destacando sua contribuição tanto para a assistência humanizada quanto para a formação de estudantes e profissionais de saúde. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em documentos oficiais do Ministério da Saúde, Conselho Federal de Enfermagem e Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além de literatura científica relacionada à assistência obstétrica e à formação em saúde. A análise evidencia que a atuação do enfermeiro obstetra pode favorecer um cuidado centrado na mulher, com utilização de práticas baseadas em evidências, estímulo à autonomia e redução de intervenções desnecessárias. No ambiente de ensino, esse profissional também exerce função educativa, contribuindo para a construção de competências técnicas, éticas e relacionais dos futuros profissionais. Conclui-se que o CPN inserido em um hospital escola representa um espaço privilegiado para a integração entre cuidado e aprendizagem, fortalecendo uma formação comprometida com a assistência segura, humanizada e baseada em evidências.</p> Tatiane Quito Soares, Gisele Aparecida Claro, Ariane Cristina Trausula Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1322 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 Aprimoramento do cartão da gestante com QR Codes educativos e registro do tratamento da Sífilis https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1483 <p><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="0">A assistência ao pré-natal é fundamental para a redução da morbimortalidade materna e infantil, tendo o cartão da gestante como o principal instrumento de registro e comunicação na rede de saúde</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="1">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="2">Com o objetivo de relatar o aprimoramento desse recurso por meio da inclusão de QR codes educativos e de um campo específico para o registro do diagnóstico, sorologias e tratamento da sífilis da gestante e do seu parceiro, desenvolveu-se um relato de experiência descritivo e qualitativo realizado entre janeiro e julho de 2026, no âmbito da Maternidade Segura Humanizada junto ao parceiro CEJAM</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="3">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="4">O percurso metodológico envolve cinco etapas: diagnóstico situacional, revisão de literatura, elaboração dos QR codes interligados a conteúdos oficiais, inclusão do espaço de registro da sífilis, além da implementação e validação junto à equipe</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="5">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="6">Como resultados, o cartão aprimorado incorporou QR codes identificados por títulos e ícones ilustrativos para acesso rápido a orientações de saúde pelo celular, bem como um quadro dividido para gestante e parceiro (com 4 e 5 colunas, respectivamente) para registrar em sequência as doses do tratamento ou motivos de não realização</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="7">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="8">Essa estrutura organizacional ampliou a visibilidade do esquema terapêutico, estimulou o engajamento do parceiro nas consultas de pré-natal e fortalece as ações de prevenção à sífilis congênita</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="9">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="10">Conclui-se que o aprimoramento do cartão transformou o instrumento em uma tecnologia educativa e de vigilância clínica continuada, caracterizando-se como uma solução de baixo custo, alta reprodutibilidade e grande impacto na qualificação da assistência pré-natal</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="11">.</span></p> Valéria Kely, Anatalia Lopes de Oliveira Basile, Maise August de Faria Martins, Athene Maria , Ligia Santos Mascarenhas Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1483 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 CARIMBO DE PLACENTA E TOUCAS PERSONALIZADAS COMO ESTRATÉGIAS DE HUMANIZAÇÃO E FORTALECIMENTO DO VÍNCULO NO NASCIMENTO. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1564 <p>O trabalho relata uma experiência da equipe de enfermagem com a utilização de carimbos de placenta e toucas personalizadas para recém-nascidos como estratégias de humanização no nascimento. A iniciativa teve como objetivo fortalecer o vínculo entre equipe, puérperas e familiares, além de valorizar a memória afetiva do parto.<br><br>Após o nascimento e mediante autorização das puérperas, foram confeccionados carimbos utilizando a placenta e toucas personalizadas para os recém-nascidos. A experiência demonstrou boa receptividade, curiosidade, emoção e satisfação das famílias, que receberam as lembranças como registros simbólicos e afetivos da gestação e do nascimento.<br><br>Conclui-se que essas práticas são estratégias simples, de baixo custo e significativas, capazes de ampliar o cuidado para além dos aspectos técnicos, valorizando a singularidade de cada nascimento, a participação familiar e a humanização da assistência de enfermagem.</p> <div class="gs"> <div class=" "> <div id=":7t" class="ii gt"> <div id=":7u" class="a3s aiL "> <div id="avWBGd-49"> <div class="yj6qo">&nbsp;</div> <div class="adL">&nbsp;</div> </div> </div> </div> <div id="avWBGd-50" class="WhmR8e" data-hash="0">&nbsp;</div> </div> </div> Thais Mendes de Sousa, Larissa Vichi, Talita Porto , Cristiane Lago, Geisiane Silva, Michelle Carreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1564 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Protagonismo do enfermeiro na identificação precoce da sepse neonatal: relato de experiência em uma Unidade Neonatal https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1585 <p>Introdução</p> <p><span style="font-weight: 400;">A sepse neonatal constitui uma importante causa de morbimortalidade, exigindo reconhecimento precoce e intervenção oportuna. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha papel fundamental na identificação, por meio da avaliação sistemática e monitorização contínua do recém-nascido, considerando alterações nos parâmetros vitais, do estado clinico e comportamental. A identificação precoce dessas alterações e o acionamento oportuno da equipe multiprofissional são essenciais para reduzir o risco de agravamento clínico e contribuir para a segurança e a qualidade da assistência neonatal.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Objetivo</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Demonstrar os avanços na atuação dos enfermeiros da Unidade Neonatal quanto ao reconhecimento precoce da sepse e à abertura oportuna e adequada do protocolo institucional.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Método</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um relato de experiência sobre o aprimoramento do processo de identificação precoce da sepse neonatal. Após a revisão e os ajustes do protocolo institucional, foram realizados treinamentos com os enfermeiros, abordando os conceitos de sepse, as atribuições da enfermagem, os critérios para abertura do protocolo e a identificação do momento oportuno para seu acionamento.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Também foi reforçada a padronização da coleta de hemoculturas de dois sítios distintos, conforme indicação clínica e protocolo institucional. Adicionalmente, foram incorporadas discussões frequentes durante os rounds diários, com análise dos protocolos abertos, identificação de oportunidades de melhoria e alinhamento das condutas assistenciais.</span></p> <p>Resultados</p> <p><span style="font-weight: 400;">Após a implementação das ações de aprimoramento, observou-se aumento expressivo na abertura de protocolos de sepse neonatal, sugerindo a possibilidade de subnotificação anterior e evidenciando maior atenção dos enfermeiros à identificação de sinais clínicos sugestivos de infecção. Paralelamente, verificou-se maior assertividade na aplicação dos critérios institucionais, com aumento das aberturas adequadas e redução dos acionamentos equivocados e das oportunidades perdidas de abertura do protocolo.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">As capacitações e as discussões sistemáticas durante os rounds diários favoreceram o desenvolvimento do raciocínio clínico dos enfermeiros, ampliando a compreensão sobre os critérios de abertura, a importância da identificação precoce e a necessidade de intervenções oportunas. A análise compartilhada dos casos também possibilitou reconhecer fragilidades nos processos, alinhar condutas e reforçar a padronização das práticas assistenciais, incluindo a coleta de hemoculturas conforme o protocolo institucional.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do semestre, observou-se maior incorporação da temática de prevenção de infecções nas discussões da equipe, favorecendo a identificação e a implementação de oportunidades de melhoria. Esse processo foi acompanhado pela redução dos indicadores de infecção de corrente sanguínea na Unidade Neonatal, reforçando a importância da vigilância clínica, da educação permanente e do protagonismo do enfermeiro na segurança do recém-nascido.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, a experiência evidenciou avanços na qualificação da avaliação clínica, na tomada de decisão e na utilização do protocolo institucional, fortalecendo a atuação do enfermeiro no reconhecimento precoce da sepse neonatal e na melhoria contínua da assistência</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O aprimoramento do protocolo institucional, associado à capacitação dos enfermeiros e à discussão sistemática dos casos, contribuiu para qualificar o reconhecimento precoce da sepse neonatal e tornar mais assertiva a abertura dos protocolos. A experiência reforça a importância da educação permanente, do acompanhamento dos indicadores e do envolvimento da equipe multiprofissional na melhoria contínua dos processos assistenciais e na segurança do recém-nascido.</span></p> Caroline Espindola Pereira, Maria Claudia Martins de Oliveira , Solange Paiva Bueno , Vilma Coura Panacho , Patricia de Paula Benedito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1585 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 USO DE INDICADORES PARA QUALIFICAÇÃO DO REGISTRO DE VISITAS DOMICILIARES E FORTALECIMENTO DA GESTÃO DO CUIDADO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1005 <p>A implantação de um plano de melhoria na UBS Jardim Macedônia fortaleceu o monitoramento dos registros de visitas domiciliares, por meio da qualificação das equipes, definição de metas e acompanhamento contínuo dos indicadores. Como resultado, houve redução significativa dos usuários sem registro de visita domiciliar e sem acompanhamento, com destaque para crianças, gestantes, hipertensos e diabéticos. A iniciativa contribuiu para aprimorar a qualidade dos registros, ampliar a continuidade do cuidado e apoiar a tomada de decisão na Atenção Primária à Saúde, mantendo o acompanhamento dos idosos como prioridade para os próximos ciclos de melhoria.</p> Priscila Vieira Pacheco, Antonio Marcos Freitas de Queiroz, Ana Maria de A. Prado Varga, Eliana dos Santos Reis, Roseane Galvão Soares, Pamela Panta da Silva , Joeline dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1005 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 RUE- Busca Ativa https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1310 <p><strong>RESUMO</strong></p> <p>A estratégia RUE Busca Ativa, foi estudada pelos Gestores das Unidades que fazem parte do Setor 1 gerenciadas pela Empresa CEJAM, Upa Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul e UBS Vera Cruz, abrangentes da região Jardim Ângela no Município de São Paulo. Unidades unificadas em uma estratégia, que tem por finalidade realizar um controle preciso de pacientes das classes prioritárias, que abrange todo o contexto nos atendimentos realizados nas atividades diárias das Unidades. Dentre eles, Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos, prioridades que necessitam de acompanhamento para melhor cuidado e assistência de acordo com suas especificidades.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p>The RUE Active Search strategy was studied by the managers of the units comprising Sector 1—managed by the CEJAM organization—which include UPA Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul, and UBS Vera Cruz, all serving the Jardim Ângela region in the Municipality of São Paulo. These units united under a single strategy aimed at precisely monitoring patients belonging to priority groups—encompassing the full scope of care provided during daily operations—such as those with arterial hypertension (HAS) and diabetes (DIA), as well as pregnant women and the elderly; these groups require monitoring to ensure optimal care and assistance tailored to their specific needs.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Active outreach; Urgency and emergency network; Continuity of care; Primary care; Health integration.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>INTRODUÇÃO </strong></p> <p>A coordenação do cuidado com o apoio das equipes durante o atendimento é capaz de promover maior coerência e eficiência na utilização dos recursos de saúde disponíveis, produzir significativas melhorias na sua qualidade, reduzir obstáculos para o acesso nos variados níveis de atenção e potencializar a capacidade do sistema em ofertar cuidados integrais, sobretudo para usuários que demandam atenção constante.</p> <p>Desta forma é fundamental a existência de estratégias, programas elaborados nas Unidades de saúde e entre as Redes de atenção especializada, para que possa favorecer qualidade no atendimento, não somente nas ações voltadas ao cuidado, mas fortalecer o atendimento, garantindo cuidado centralizado nas comorbidades de cada indivíduo e suas necessidades.</p> <p>No Brasil, as Políticas Nacionais de Atenção Básica (PNAB) de 2011 e 2017 passaram atribuir maior relevância na organização das Redes de Atenção à Saúde (RAS) a partir da instituição da Estratégia Saúde da Família (ESF), o que gerou um rápido processo de ampliação do acesso à população.<sup>5</sup></p> <p>O Sistema de Saúde, no Brasil, encontra-se estruturado em três níveis hierárquicos complementares de atenção à saúde − atenção básica, de média e alta complexidade. Cada um desses componentes da rede assistencial deve participar da Atenção às Urgências respeitando-se os limites de sua complexidade e capacidade de resolução. É esperado que a população que necessita de atendimento possa ser acolhida em qualquer nível de atenção e encaminhada para os demais níveis quando a complexidade do atendimento exigido ultrapasse a capacidade de assistência do serviço. ³</p> <p>Nesse cenário, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) surgem como uma das estratégias da Política Nacional de Atenção às Urgências para a melhor organização da assistência, articulação dos serviços; e definição de fluxos e referências resolutivas.<a href="https://www.scielo.br/j/tce/a/NKrNrgpVBSRXKVBHRfN4KYt/?lang=pt&amp;utm_source=chatgpt.com#B03_ref"><sup>3&nbsp;</sup></a></p> <p>Essa estratégia aparece como uma das iniciativas resolutivas para o problema da superlotação em emergências hospitalares. A identificação de pacientes que necessitam de acompanhamento pela Atenção Básica durante o atendimento de urgência representa uma oportunidade para fortalecer a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Nesse contexto, a estratégia RUE Busca Ativa foi implantada como uma ferramenta de comunicação e articulação entre os serviços do Setor 1, gerenciados pelo CEJAM. A Busca Ativa é feito durante a triagem classificatória de risco, prestando atendimento resolutivo aos pacientes acometidos por quadros agudos ou crônicos, casos de baixa complexidade, a identificação de pacientes prioritários com Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos. E de acordo, com a classificação o profissional enfermeiro identifica uma das classes citadas, orienta , prioriza o atendimento caso algum parâmetro vital esteja alterado, e insere os dados solicitados no formulário (FORMS), da Busca Ativa, para continuidade no processo saúde doença.</p> <p>A estratégia teve início em janeiro de 2026, surgiu com o propósito de unificar o processo de busca ativa por meio de uma ferramenta compartilhada entre as unidades. Durante a classificação de risco, realizado pelo profissional Enfermeiro atuante &nbsp;na UPA Vera Cruz, a equipe identifica pacientes que se enquadram nos grupos definidos para a estratégia: pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), gestantes e idosos. Após a identificação, é realizado o preenchimento de um formulário eletrônico (Forms) com os dados necessários. As informações são disponibilizadas automaticamente em uma planilha compartilhada, permitindo que a UBS de origem visualize a identificação do paciente, dando continuidade às ações de cuidado conforme suas necessidades.</p> <p>Contudo, o principal papel do Acolhimento com Classificação de Risco, é a escuta qualificada e estabelecimento de prioridade para atendimentos emergenciais, orientação quanto ao papel da atenção básica e importância de existir um vínculo entre as unidades de saúde e o paciente.³</p> <p>No entanto, o cuidado aos pacientes ainda se veem encontrando dificuldades para receber apoio e articular ações com especialistas de outros pontos de atenção. As redes de serviços locais ainda não dispõem de referências e fluxos definidos para orientar e estruturar a atuação das equipes no seu relacionamento com a rede, Ademais, a organização do processo de trabalho não favorece a programação das ações em função de elementos da gestão do cuidado, mas sim uma troca qualificada de informações entre os trabalhadores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e UPA Vera Cruz.com o propósito de assistência qualificada e eficiente.</p> <p>A integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde é fundamental para garantir a continuidade e a coordenação do cuidado. Entendemos os desafios na articulação entre e a Rede de Urgência e Emergência e, a Atenção Primária, especialmente na comunicação e definição de fluxos assistenciais. Nesse contexto, foi realizado estratégia que facilite o acesso às informações, a continuidade no cuidado e atenção aos pacientes de acordo com sua complexidade.</p> <p><strong>OBJETIVO </strong></p> <p>Relatar a experiência da implantação da estratégia RUE Busca Ativa como ferramenta de integração entre a UPA Vera Cruz e as Unidades Básicas de Saúde do Setor 1, UBS Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul, favorecendo a comunicação entre os serviços e a continuidade no cuidado dos pacientes pertencentes aos grupos prioritários.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>MÉTODOS</strong></p> <p>Trata-se de um relato de experiência exitosa, implantado em janeiro de 2026, com inicio em julho, envolvendo a UPA Vera Cruz, UBS Capela, UBS Horizonte Azul, e UBS Vera Cruz, Unidades que fazem parte do Setor 1, gerenciadas pelo CEJAM. È realizado a identificação de pacientes prioritários com Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos. Os dados são registrados em um formulário eletrônico (FORMS) e, disponibilizados automaticamente em planilha compartilhada com as Unidades Básicas.</p> <p>A estratégia teve início em janeiro de 2026, surgiu com o propósito de unificar o processo de busca ativa por meio de uma ferramenta compartilhada entre as unidades. Durante a classificação de risco, realizado pelo profissional Enfermeiro atuante &nbsp;na UPA Vera Cruz, a equipe identifica pacientes que se enquadram nos grupos definidos para a estratégia: pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), gestantes e idosos. Após a identificação, é realizado o preenchimento de um formulário eletrônico (Forms) com os dados necessários. As informações são disponibilizadas automaticamente em uma planilha compartilhada, permitindo que a UBS de origem visualize a identificação do paciente, dando continuidade às ações de cuidado conforme suas necessidades.</p> <p>Para este estudo foram utilizados experiência vivenciada no âmbito profissional, na rotina diária de trabalho, e 7 artigos na base de dados Scielo, com temáticas relacionados ao contexto sobre linha do cuidado ao paciente, com foco em melhoria, busca ativa e qualidade no atendimento.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>RESULTADOS</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p>Observou-se com este estudo a importância do cuidado em saúde, centralizado nas necessidades de cada individuo de acordo com suas necessidades ou comorbidades, seja HAS, DIA, às classes prioritárias Gestantes e idosos e, demais usuários pertencentes às Unidades citadas no decorrer do estudo, o conhecimento dos profissionais para desenvolver uma assistência de qualidade, minimizando potencial instabilidade. Para isso, as Unidades do Setor 1 gerenciadas pelo Cejam, realizaram articulação, que pudesse trazer melhoria, ação efetiva para a estratégia RUE linha de cuidado. Estratégia, que por sua vez, é realizado durante a classificação de risco, na qual o profissional enfermeiro, baseado na queixa referida, e estando relacionado a HAS- DIA- Gestante ou Idoso, preencher o formulário criado dentro dessa estratégia para monitorar, controlar esta classe sinalizando a Unidade Básica de origem, e em qual categoria se enquadra. Ou seja, estabelecer um bom desempenho durante a&nbsp; triagem é um importante passo para direcionar estratégias de melhorias na identificação precoce de pacientes, que necessitam de atenção e orientação com mais ênfase, devido muitos não entender corretamente o tratamento adequado ou,&nbsp; por exemplo no caso da gestante a importância do pré natal, e cuidado com os idosos no seu processo de envelhecimento e surgimento de alterações fisiológicas.&nbsp; E na organização de fluxos de atendimento, com o objetivo de melhoria, qualidade assistencial. <sup>7</sup></p> <p>Fortalecimento da comunicação entre UPA e Atenção Básica. • Padronização e organização do processo de busca ativa. • Compartilhamento oportuno das informações com a UBS de referência. • Maior integração entre os serviços envolvidos na estratégia. • Identificação do paciente ainda durante o atendimento de urgência. • Fortalecimento da continuidade e da longitudinalidade do cuidado na rede.</p> <p>Por fim, os resultados relacionados com a ‘continuidade informacional e fluxos de comunicação com a rede’ apontam, de maneira geral, para uma melhora nos mecanismos de troca de informação entre os profissionais.<sup>4</sup></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>CONCLUSÃO</strong></p> <p>A experiência da RUE Busca Ativa demonstra o potencial de uma estratégia simples, padronizada e compartilhada para aproximar os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Ao identificar o paciente na urgência e comunicar a informação à UBS de origem, fortalece o cuidado ao paciente, fortalece a articulação entre as Unidades e a iniciativa contribui para transformar uma oportunidade de atendimento em possibilidade de melhoria contínua e qualidade na assistência.</p> <p>E podemos observar no dia a dia de trabalho, o quanto essa estratégia facilita a qualidade no atendimento, o cuidado para com o paciente, que tanto necessita de cuidado, por muitas vezes, não saber acompanhar corretamente seu tratamento. E por meio, desta Busca Ativa (RUE), os pacientes das classes prioritárias HAS&lt; DIA&lt; Gestantes e Idosos, são acompanhados com muita atenção por meio do formulário preenchido de forma correta, abrangendo a principal causa para este monitoramento. O cuidado após os dados fornecidos em tempo real através do FORMS, é destinado as Unidades Básicas de Saúde, assim citadas ao longo do estudo, com seus profissionais qualificados para atender as demandas diárias, e as classes prioritárias pertencentes não somente nesse contexto, mas no cuidado como um todo mensalmente e integral aos usuários pertencentes a região de abrangência.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA</strong></p> <ol> <li><strong>Contexto organizacional e gerência do cuidado pelos enfermeiros em unidades de pronto atendimento </strong>Rev. Gaúcha Enferm. 35 (4)&nbsp;•&nbsp;Dez&nbsp;2014&nbsp;•&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/1983-1447.2014.04.45221">https://doi.org/10.1590/1983-1447.2014.04.45221</a>&nbsp;</li> </ol> <h1>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gestão do trabalho nas Unidades de Pronto Atendimento: estratégias governamentais e perfil dos profissionais de saúde&nbsp;•&nbsp;Cad. Saúde Pública 32 (2)&nbsp;•&nbsp;2016&nbsp;•&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/0102-311X00170614">https://doi.org/10.1590/0102-311X00170614</a></h1> <h1>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Unidade de Pronto Atendimento - UPA 24h: percepção da enfermagem Artigo Original&nbsp; Saionara Nunes de Oliveira, Bianca Jacqueline Ramos, Marina Piazza, Marta Lenise do Prado, &nbsp;Kenya Schmidt Reibnitz, Adalbi Cilonei Souza•&nbsp;Texto contexto - enferm. 24 (1)&nbsp;•&nbsp;Jan-Mar&nbsp;2015&nbsp;•&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/0104-07072015003390011">https://doi.org/10.1590/0104-07072015003390011</a>&nbsp;</h1> <h1>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Coordenação na Atenção Básica e integração na Rede de Atenção à Saúde: em que avançamos? Luciana Sepúlveda Köptcke RELATO DE EXPERIÊNCIA&nbsp;•&nbsp;Saúde debate 48 (spe2)&nbsp;•&nbsp;2024&nbsp;•&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/2358-28982024E28784P">https://doi.org/10.1590/2358-28982024E28784P</a></h1> <h1>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Brasil: revisão integrativa da literatura Luís Fernando Nogueira Tofani, Lumena Almeida Castro Furtado, Rosemarie Andreazza, André Luiz Bigal &nbsp;Deize Graziele Conceição Ferreira Feliciano, Gabriela Rodrigues da Silva Arthur Chioro •&nbsp;Saude soc. 32 (1)&nbsp;•&nbsp;2023&nbsp;•&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/S0104-12902023220122pt">https://doi.org/10.1590/S0104-12902023220122pt</a>&nbsp;</h1> <ol start="6"> <li><strong>Sistema Manchester: tempo empregado na classificação de risco e prioridade para atendimento em uma emergência</strong> Franciele Anziliero, Bárbara Elis Dal Soler&nbsp;, Bárbara Amaral da Silva, Thaíla Tanccini. Mariur Gomes Beghetto Rev. Gaúcha Enferm. (Online) 37 (4)&nbsp;•&nbsp;2016&nbsp;•&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/1983-1447.2016.04.64753">https://doi.org/10.1590/1983-1447.2016.04.64753</a></li> </ol> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <ol start="7"> <li><strong>Desempenho da triagem rápida realizada por enfermeiros na porta de emergência </strong><u></u>Bruna Roberta Siqueira Moura, Lilia de Souza Nogueira &nbsp;Rev. Latino-Am. Enfermagem 28&nbsp;•&nbsp;2020&nbsp;•&nbsp;<a href="https://doi.org/10.1590/1518-8345.3467.3378">https://doi.org/10.1590/1518-8345.3467.3378</a>&nbsp;</li> </ol> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Yeda Miyamae Franco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1310 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 DA DEMANDA ESPONTÂNEA AO CUIDADO LONGITUDINAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A REORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1472 <p>A Atenção Primária à Saúde constitui a principal porta de entrada do SUS e exerce papel central na coordenação e continuidade do cuidado. Entretanto, o crescimento da demanda espontânea pode comprometer o acompanhamento programado de gestantes, crianças, pessoas com doenças crônicas, idosos e outros grupos prioritários. Este trabalho relata a experiência de reorganização do processo de trabalho em uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo, com foco na qualificação do acesso e no fortalecimento da longitudinalidade. Trata-se de relato de experiência estruturado a partir da revisão dos fluxos assistenciais e da identificação de pontos que poderiam comprometer o equilíbrio entre demanda imediata e cuidado programado. Foram reorganizados os fluxos de acolhimento e as agendas da equipe multiprofissional, com fortalecimento da busca ativa, do monitoramento de indicadores e das reuniões periódicas para planejamento e avaliação das ações. A reorganização tornou mais explícita a necessidade de proteger espaços da agenda destinados ao acompanhamento programado e ampliou a capacidade da equipe de reconhecer usuários que demandavam seguimento e organizar prioridades assistenciais. As reuniões favoreceram gestão mais compartilhada, análise das necessidades do território e revisão das estratégias adotadas. Como o documento-base não apresenta indicadores quantitativos de antes e depois, os achados são descritos como melhorias de processo e resultados esperados, sem atribuição de efeitos não mensurados. A experiência reforça que a integração entre acolhimento, agenda, busca ativa, indicadores e planejamento de equipe pode contribuir para equilibrar o acesso à demanda espontânea com a continuidade do cuidado na APS.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Geanne Martim da Silva Sobreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1472 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ARMAZENAMENTO DE INSUMOS FARMACÊUTICOS EM ESPAÇO REDUZIDO: RELATO DE EXPERIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1493 <p>A organização adequada do armazenamento de medicamentos constitui um dos pilares para garantir a qualidade da assistência farmacêutica, a segurança do paciente e a conservação dos produtos. Entretanto, muitos serviços de saúde enfrentam limitações estruturais, especialmente relacionadas ao reduzido espaço físico destinado ao armazenamento. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de reorganização do armazenamento de medicamentos em uma farmácia de pronto atendimento, destacando as estratégias adotadas para otimizar o espaço disponível e qualificar os processos de trabalho. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS), no qual foram implementadas ações de reorganização do estoque, padronização da disposição dos medicamentos, implantação do método PVPS (Primeiro que Vence, Primeiro que Sai), identificação das prateleiras, revisão periódica dos estoques, melhor aproveitamento das estantes e dos materiais armazenados em paletes, implantação de kits padronizados para atendimento às emergências e reorganização do abastecimento das salas de enfermagem por meio de requisições realizadas três vezes ao dia.</p> <p>As intervenções contribuíram para maiororganização do ambiente, otimização do espaço físico, redução do tempo de localização dos medicamentos, fortalecimento do controle de estoque, diminuição do risco de perdas por vencimento, melhoria da rastreabilidade dos medicamentos e maior segurança no processo de distribuição. Conclui-se que a adoção de medidas simples de gestão e organização pode minimizar os impactos das limitações estruturais, promovendo maior eficiência da assistência farmacêutica e melhor utilização dos recursos disponíveis.</p> DANIELA PIRES SANTOS, PATRICIA CRISTINA DA SILVA, PATRICIA DO CARMO NUNES Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1493 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DA GOVERNANÇA CLÍNICA DURANTE A TRANSIÇÃO ENTRE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/994 <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução</strong>: A transição entre Organizações Sociais de Saúde representa um período de elevada complexidade para os serviços públicos de saúde, exigindo estratégias capazes de assegurar a continuidade assistencial, fortalecer a qualidade do cuidado e estruturar mecanismos permanentes de governança clínica. Embora a governança clínica seja reconhecida como elemento fundamental para a qualidade e a segurança do paciente, permanecem escassos modelos organizacionais que orientem sua implantação durante processos de transição institucional.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Descrever o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, utilizando a gestão da mudança como estratégia para fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a governança institucional.</p> <p><strong>Método</strong>: Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica em um pronto-socorro público de alta demanda durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, entre maio de 2025 e março de 2026. O modelo foi construído a partir da integração entre planejamento estratégico institucional, recomendações do Instituto Qualisa de Gestão, requisitos da Organização Nacional de Acreditação, gestão da mudança, gestão de riscos, padronização de processos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua, sendo sistematizado em componentes organizacionais destinados ao fortalecimento da governança clínica e da gestão institucional.</p> <p><strong>Resultados</strong>: O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante processos de transição entre Organizações Sociais de Saúde. O modelo foi organizado em seis componentes interdependentes: planejamento estratégico, políticas institucionais, gestão de riscos, padronização dos processos assistenciais e administrativos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua. A integração desses componentes permitiu conduzir a transição institucional de forma planejada, fortalecer a governança clínica, apoiar a continuidade assistencial e contribuir para a manutenção e recertificação da acreditação, oferecendo um referencial potencialmente adaptável para outros serviços públicos de saúde.</p> <p><strong>Conclusão</strong>: O modelo proposto transforma a gestão da mudança em estratégia estruturante para implantação da governança clínica durante processos de transição organizacional. Além de fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a gestão baseada em evidências, apresenta potencial de replicação em diferentes Organizações Sociais de Saúde e outros serviços públicos, contribuindo para a consolidação de práticas inovadoras de governança institucional.</p> <p><strong data-start="108" data-end="127">Palavras-chave:</strong> Governança Clínica; Gestão da Mudança; Gestão em Saúde; Segurança do Paciente; Acreditação.</p> <p><strong>Referências:</strong></p> <ol> <li>Kotter JP. <strong>Leading change</strong>. Boston: Harvard Business School Press; 1996.</li> <li>Hiatt JM. <strong>ADKAR: a model for change in business, government and our community</strong>. Loveland: Prosci Learning Center Publications; 2006.</li> <li>Scally G, Donaldson LJ. Clinical governance and the drive for quality improvement in the new NHS in England. <strong>BMJ</strong>. 1998;317(7150):61-65.</li> <li>Ogrinc G, Davies L, Goodman D, Batalden P, Davidoff F, Stevens D. SQUIRE 2.0 (Standards for QUality Improvement Reporting Excellence): revised publication guidelines from a detailed consensus process. <strong>BMJ Qual Saf</strong>. 2016;25(12):986-992. doi:10.1136/bmjqs-2015-004411.</li> <li>Caci L, Nyantakyi E, Blum K, et al. Organizational readiness for change: a systematic review of the healthcare literature. <strong>Implement Res Pract</strong>. 2025;6:26334895251334536. doi:10.1177/26334895251334536.</li> <li>Organização Nacional de Acreditação. <strong>Manual Brasileiro de Acreditação: Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde</strong>. Versão 2022. Brasília: ONA; 2022.</li> <li>Barends E, Rousseau DM, Briner RB. <strong>Evidence-based management: the basic principles</strong>. Amsterdam: Center for Evidence-Based Management; 2014.</li> </ol> Eduardo Luna de Oliveira Torres, Hanne Cabral dos Santos, Paula Dal Maso Altimari Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/994 Mon, 20 Jul 2026 00:00:00 +0000 MODELO DE GOVERNANÇA ORGANIZACIONAL INCLUSIVA EM EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1015 <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong>A crescente diversidade de vínculos contratuais nos serviços públicos de saúde representa um desafio para a integração das equipes multiprofissionais, a comunicação institucional e os processos de governança. Em organizações administradas por Organizações Sociais de Saúde, a coexistência de empregados celetistas, profissionais contratados como pessoas jurídicas, colaboradores terceirizados e outros prestadores de serviços exige estratégias capazes de fortalecer o alinhamento institucional, a participação multiprofissional e a corresponsabilização pela qualidade assistencial e segurança do paciente.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Relatar a experiência de implantação de um modelo de governança organizacional inclusiva destinado a integrar profissionais com diferentes vínculos contratuais aos processos formais de governança de um pronto-socorro público.</p> <p><strong>Método: </strong>Relato de experiência elaborado conforme as recomendações do <em>Standards for Quality Improvement Reporting Excellence</em> (SQUIRE 2.0), desenvolvido entre maio de 2025 e maio de 2026 em um pronto-socorro público de porta aberta administrado por uma Organização Social de Saúde. O modelo foi fundamentado em princípios de governança clínica, liderança participativa, cultura organizacional, gestão baseada em evidências e melhoria contínua. As estratégias contemplaram a inclusão de profissionais de diferentes vínculos nos <em>Safety Huddles</em>, Comitê Executivo, reuniões de resultados, visitas multidisciplinares, comissões institucionais, treinamentos locais e ações permanentes de alinhamento organizacional e reconhecimento institucional.</p> <p><strong>Resultados: </strong>A implantação do modelo possibilitou a incorporação sistemática de profissionais com diferentes modalidades de contratação aos principais espaços de comunicação, tomada de decisão, monitoramento de indicadores e desenvolvimento institucional. A experiência permitiu estruturar um modelo conceitual composto por quatro componentes interdependentes: governança participativa, alinhamento institucional, desenvolvimento organizacional e integração com reconhecimento profissional. Observou-se fortalecimento da comunicação transversal, ampliação da participação multiprofissional, maior corresponsabilização pelos resultados institucionais e consolidação de uma cultura organizacional orientada à qualidade e à segurança do paciente, reduzindo barreiras tradicionalmente associadas à fragmentação decorrente dos diferentes vínculos profissionais.</p> <p><strong>Conclusão: </strong>O modelo de governança organizacional inclusiva mostrou-se uma estratégia gerencial viável para integrar profissionais com diferentes vínculos contratuais aos processos formais de governança institucional. A experiência demonstra que a participação ativa de todos os profissionais envolvidos na produção do cuidado pode fortalecer a cultura organizacional, a governança clínica, a qualidade assistencial e a segurança do paciente, apresentando potencial de adaptação para outras organizações de saúde que operam com estruturas híbridas de contratação.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Governança em Saúde; Cultura Organizacional; Gestão em Saúde; Segurança do Paciente; Trabalho Interprofissional.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Referências</strong></p> <ol> <li>Ogrinc G, Davies L, Goodman D, Batalden P, Davidoff F, Stevens D. SQUIRE 2.0 (Standards for Quality Improvement Reporting Excellence): revised publication guidelines from a detailed consensus process. <em>BMJ Qual Saf</em>. 2016;25(12):986-992.</li> <li>World Health Organization. <em>Global Patient Safety Action Plan 2021–2030: Towards Eliminating Avoidable Harm in Health Care</em>. Geneva: WHO; 2021.</li> <li>Schein EH, Schein PA. <em>Organizational Culture and Leadership</em>. 5th ed. Hoboken: Wiley; 2024.</li> <li>Edmondson AC. <em>The Fearless Organization: Creating Psychological Safety in the Workplace for Learning, Innovation, and Growth</em>. Hoboken: Wiley; 2019.</li> <li>Finn M, Walsh A, Rafter N, et al. Effect of interventions to improve safety culture on healthcare workers in hospital settings: a systematic review of the international literature. <em>BMJ Open Qual</em>. 2024;13(2):e002506.</li> <li>Joint Commission International. <em>Leading a Culture of Safety: A Blueprint for Success</em>. 2nd ed. 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A atuação multiprofissional organizada favorece a comunicação, fortalece a segurança do paciente e contribui para maior eficiência dos processos assistenciais. Nesse contexto, a implantação da Coordenação Multiprofissional surge como estratégia para integrar equipes, qualificar processos e fortalecer a cultura institucional de melhoria contínua.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Relatar a experiência da implantação da Coordenação Multiprofissional em um Pronto-Socorro, destacando as estratégias adotadas para integração das equipes, fortalecimento da gestão colaborativa e qualificação da assistência.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p>Relato de experiência desenvolvido em um Pronto-Socorro municipal de média complexidade. A implantação ocorreu mediante estruturação da Coordenação Multiprofissional envolvendo Nutrição, Serviço Social, Farmácia Clínica, Fisioterapia e equipe de Imobilização Ortopédica. Foram implementadas reuniões periódicas, definição das atribuições da coordenação, criação de fluxos assistenciais integrados, implantação de protocolos multiprofissionais, incentivo à educação permanente, elaboração do Jornal Multiprofissional, desenvolvimento de indicadores assistenciais, participação ativa em comissões institucionais e acompanhamento contínuo dos processos de trabalho.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>A implantação promoveu maior integração entre as categorias profissionais, fortalecendo a comunicação interdisciplinar e ampliando o planejamento conjunto das ações assistenciais. Entre os resultados observados destacam-se maior participação das equipes em projetos institucionais, implantação de protocolos multiprofissionais, fortalecimento da cultura de segurança do paciente, criação de ações educativas permanentes, desenvolvimento do Jornal Multiprofissional, melhoria da comunicação entre assistência e gestão e fortalecimento da governança clínica.</p> <p>&nbsp;A experiência favoreceu a construção de uma cultura colaborativa, estimulando inovação, corresponsabilização e melhoria contínua dos processos assistenciais.</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>A implantação da Coordenação Multiprofissional mostrou-se uma estratégia eficaz para fortalecer a integração das equipes, qualificar a gestão do cuidado e incentivar práticas colaborativas voltadas à segurança do paciente e à excelência assistencial. A experiência demonstra que modelos de gestão participativa favorecem mudanças organizacionais sustentáveis em serviços de urgência e emergência.</p> <p>&nbsp;</p> Renata Collesi Cordovil Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1182 Tue, 22 Sep 2026 00:00:00 +0000 QUALIFICAÇÃO DO FLUXO DE ENCAMINHAMENTOS AO SERVIÇO SOCIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1204 <p>A implementação da metodologia PDSA no Serviço Social resolveu o problema de sobrecarga do setor e de encaminhamentos inadequados, causados pelo uso desordenado de uma planilha de antecipação de consultas para vagas ociosas.</p> <p>Ação: Criaram-se critérios padronizados de encaminhamento para demandas diversas (ex.: formulários, receitas, queixas) e realizou-se a capacitação/sensibilização das equipes de linha de frente sobre os fluxos institucionais corretos.</p> <p>Resultado: Os agendamentos realizados pelo Serviço Social caíram de 988 (1º sem/2024) para 434 (1º sem/2026), gerando uma redução de ~56%.</p> <p>Conclusão: O novo fluxo eliminou solicitações indevidas, reduziu a sobrecarga da equipe, preservou o aproveitamento inteligente das vagas por absenteísmo e comprovou a eficácia do PDSA na gestão de processos em saúde.</p> Luana Aparecida da Silva, Darana Contino Neubauer Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1204 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA LEAN NA UBS SANTANA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1284 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Relatar a experiência da implantação da metodologia Lean na sala de coleta de exames da Unidade Básica de Saúde (UBS) Santana, visando aumentar a produtividade, reduzir o tempo médio de espera e otimizar a utilização da capacidade instalada. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo descritivo do tipo relato de experiência, desenvolvido na UBS Santana, em São José dos Campos (SP), a partir de janeiro de 2025. A intervenção contemplou análise do fluxo assistencial, reorganização da agenda por horários, implantação de overbooking controlado baseado no histórico de absenteísmo, confirmação prévia dos agendamentos e monitoramento contínuo dos indicadores de desempenho. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> O tempo médio de espera reduziu de 37 minutos, em janeiro de 2025, para 13 minutos, em dezembro do mesmo ano, representando redução aproximada de 65%. Paralelamente, observou-se aumento da produtividade, com meses superiores a 700 coletas realizadas, além de redução do absenteísmo, melhor aproveitamento da capacidade instalada e maior previsibilidade do fluxo assistencial. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A utilização da metodologia Lean demonstrou ser estratégia eficaz para reorganizar processos, reduzir desperdícios, ampliar o acesso e fortalecer a gestão baseada em indicadores na Atenção Primária à Saúde.</span></p> Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior , Eliane Alves Vitório Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1284 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Gestão de autorizações de procedimentos ambulatoriais de alta complexidade em Oncologia: Padronização e rastreabilidade https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1461 <p>Introdução: A gestão das autorizações de procedimentos ambulatoriais de alta complexidade em oncologia exige integração entre registros clínicos, assistência e faturamento. Inconsistências documentais podem gerar devoluções, retrabalho e glosas, justificando a padronização dos processos. Objetivo: Descrever a elaboração e implantação de um fluxo institucional para gestão das autorizações de quimioterapia e hormonioterapia, com foco na conformidade e rastreabilidade documental. Métodos: Relato de experiência desenvolvido na Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Regional de Assis, sob gestão do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), fundamentado na rotina institucional emitida em agosto de 2026 e no Manual de Bases Técnicas da Oncologia, 30ª edição. A análise foi descritiva, sem avaliação de prontuários individuais ou comparação quantitativa de indicadores. Resultados: O fluxo estruturou 16 etapas, da avaliação médica ao arquivamento, definindo responsabilidades dos profissionais e setores envolvidos. Foram formalizados pontos de conferência da compatibilidade entre diagnóstico, procedimento e protocolo terapêutico, controles de validade e renovação das autorizações, registros de devoluções, acompanhamento de correções e arquivamento documental para auditoria. Os resultados correspondem à organização do processo, sem mensuração de efeitos sobre glosas, tempo de processamento, ganhos financeiros ou continuidade do tratamento. Conclusão: A padronização formaliza responsabilidades e fortalece a rastreabilidade dos documentos que sustentam a autorização do tratamento, oferecendo suporte à coordenação da jornada do paciente e à continuidade do cuidado. A avaliação de seus efeitos dependerá do desenvolvimento e monitoramento de indicadores.</p> Ariane Piovan Ribeiro, Luciana de Souza Lima Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1461 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 Coordenação do Cuidado por Linhas de Cuidado na Microrregião Norte https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1562 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Relatar a experiência do Projeto Coordenação do Cuidado na Microrregião Norte de São José dos Campos (SP), com foco na integração entre a UPA Alto da Ponte e a Atenção Primária, ampliando a continuidade e a rastreabilidade do cuidado. Método: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, com análise dos dados de maio a agosto de 2026. O fluxo contemplou identificação do usuário na UPA, inserção em linha de cuidado, encaminhamento à UBS, devolutiva da Atenção Primária e monitoramento do desfecho. Foram acompanhadas condições de saúde elegíveis e protocolos gerenciáveis da UPA Alto da Ponte. Resultados: No quadrimestre foram realizados 1.606 encaminhamentos para continuidade do cuidado, sendo 1.153 relacionados a condições de saúde e 453 a protocolos gerenciáveis. Entre maio e agosto, as condições de saúde apresentaram 341, 266, 224 e 322 encaminhamentos, respectivamente. Nos protocolos gerenciáveis, destacaram-se dor torácica (292), sepse (140), AVC (13) e trauma (8), com maior volume mensal em agosto (150). Foram registrados 753 desfechos nas condições de saúde; 63,1% corresponderam a seguimento/consulta ou acompanhamento, 23,2% a busca ativa e 10,6% a alta por melhora clínica. Nas UBS da Microrregião Norte gerenciadas pelo CEJAM, a devolutiva dos encaminhamentos foi de 100%. Identificaram-se 68 retornos à UPA pelo mesmo CID, principalmente hipertensão arterial (31) e dor torácica (27). Conclusão: A experiência demonstra que a integração entre urgência e Atenção Primária, associada à devolutiva estruturada e ao monitoramento dos desfechos, amplia a rastreabilidade e favorece a continuidade do cuidado na Microrregião Norte.</span></p> Eliane Alves Vitório, Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior , Matheus Santiago da Silva Souza, Thalita Ruiz Lemos da Rocha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1562 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NA OUVIDORIA COMO ESTRATÉGIA PARA FORTALECIMENTO DA QUALIDADE, GOVERNANÇA E ACESSO EQUITATIVO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1002 <p>A Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) constitui um importante instrumento de participação social, transparência e qualificação da gestão, permitindo que as manifestações dos usuários subsidiem o aprimoramento dos serviços de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar a contribuição da atuação do assistente social na Ouvidoria para o fortalecimento da qualidade, da governança e do acesso equitativo aos serviços de saúde. Trata-se de um estudo descritivo, documental, de abordagem quantitativa e qualitativa, desenvolvido a partir da análise das manifestações registradas na Ouvidoria de uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo. Os resultados evidenciaram que as principais demandas estavam relacionadas ao acesso aos serviços, tempo de espera, encaminhamentos especializados, comunicação entre usuários e equipes e garantia de direitos. A atuação do assistente social favoreceu a escuta qualificada, a mediação de conflitos, a identificação de barreiras de acesso e a produção de indicadores estratégicos para a gestão, subsidiando a revisão de processos e a implementação de melhorias contínuas. Conclui-se que a inserção do Serviço Social na Ouvidoria fortalece a governança, amplia a participação social, qualifica os processos assistenciais e promove maior equidade no acesso aos serviços de saúde, contribuindo para uma gestão ética, humanizada e centrada nas necessidades da populaçã</p> Robson Vasconcelos Garcia Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1002 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 DO CONSULTÓRIO AO GRUPO POTENCIAL DA PRESCRIÇÃO NÃO MEDICAMENTOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1045 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="24" data-end="487">O trabalho descreve a replicação, na UBS Jardim Maracá, de uma estratégia de Prescrição Não Medicamentosa, originalmente desenvolvida na UBS Jardim Comercial. A ferramenta consiste em uma planilha com informações sobre os grupos de livre acesso oferecidos pela e-Multi, permitindo que médicos identifiquem atividades adequadas às necessidades dos pacientes e registrem no receituário o grupo indicado, com dias, horários, local e profissional responsável.</p> <p data-start="489" data-end="717">Após a implementação, foi acompanhada a participação nos grupos de caminhada, ginástica e Pilates. Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, observou-se aumento de 27,8% na caminhada, 23,8% na ginástica e 30,0% no Pilates.</p> <p data-start="719" data-end="1109" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Os resultados sugerem potencial da Prescrição Não Medicamentosa para integrar a consulta médica às práticas coletivas e ampliar o acesso dos usuários às atividades da e-Multi. Entretanto, fatores como sazonalidade, condições climáticas, férias e outras formas de encaminhamento podem ter influenciado a frequência, não sendo possível atribuir o crescimento exclusivamente à estratégia.</p> Washington Souza Rodrigues Alves Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1045 Fri, 21 Aug 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO DA JORNADA DO PACIENTE NA ENDOSCOPIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1166 <p>A jornada do paciente submetido à endoscopia compreende etapas que se iniciam no agendamento e no preparo pré-exame e se estendem até a recuperação, a alta e o seguimento dos resultados. Embora o serviço já acompanhasse produção, absenteísmo, biópsias e complicações, a experiência do paciente era avaliada de forma fragmentada. Este trabalho descreve a implantação de um modelo de gestão da jornada baseado no método Plan-Do-Study-Act. O fluxo assistencial foi mapeado em sete etapas e o monitoramento foi organizado em quatro dimensões: acesso e eficiência, segurança, continuidade do cuidado e experiência do paciente. Foram definidos indicadores mensais e implantada uma pesquisa breve após o retorno do paciente ao domicílio, disponibilizada por QR Code nas orientações de alta. Como resultados da implantação, destacam-se a visualização integrada da jornada, a padronização do painel de indicadores e a incorporação da percepção do usuário ao ciclo de melhoria. O modelo amplia a capacidade de identificar fragilidades e orientar intervenções nos diferentes pontos do cuidado.</p> Karina dos Santos Oliveira Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1166 Mon, 21 Sep 2026 00:00:00 +0000 O PAPEL DO SANITARISTA NO FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NA OSS CEJAM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1351 <p>Introdução:&nbsp;</p> <p>A Atenção Primária à Saúde é definida como o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas, dentre as várias possibilidades estabelecidas na PNAB, enquanto a Vigilância em Saúde coloca desafios ao cuidado da população adscrita. O Sanitarista apresenta-se como profissional estratégico para integrar conhecimentos de Saúde Coletiva/Saúde Pública. Regulamentada pela Lei nº 14.725/2023, sua atuação contempla a análise, o monitoramento e a avaliação de situações de saúde, o planejamento e a gestão em saúde coletiva e a participação em ações de promoção da saúde. Na OSS CEJAM, essa atuação na equipe APS articula análise epidemiológica, monitoramento de indicadores, apoio à gestão, qualificação de processos e desenvolvimento de estratégias de Promoção da Saúde e Equidade</p> <p>Objetivo:&nbsp;</p> <p>Descrever a atuação do Sanitarista na Atenção Primária à Saúde da OSS CEJAM e sua contribuição para a qualificação da gestão, dos processos de trabalho e das ações orientadas pelas necessidades do território.</p> <p>Método:</p> <p>Relato de experiência de caráter descritivo e reflexivo, desenvolvido a partir da atuação dos Sanitaristas na equipe da APS CEJAM nos processos desenvolvidos em diferentes territórios que possuem nível primário dos serviços. As experiências envolveram a Análise epidemiológica, Monitoramento e Avaliação de indicadores, Apoio à prestação de contas e desenvolvimento de ações de Promoção da Saúde e Equidade<strong>. </strong>As fontes utilizadas foram: análise documentos institucionais, instrumentos de monitoramento, registros de processos de trabalho e produtos desenvolvidos no período de 2022–2026. A análise foi organizada a partir de eixos de atuação do Sanitarista e de suas contribuições para a gestão e qualificação da APS.</p> <p>Foram elaboradas 7 categorias a partir do arcabouço documental existente: Informação e Epidemiologia, Monitoramento e Avaliação, Qualificação dos processos de trabalho, Território, Promoção da Saúde e Equidade, Articulação e apoio à gestão das regionais, Educação Permanente em Saúde e Produção e Disseminação do Conhecimento em Saúde Coletiva.</p> <p>Resultados:</p> <p>A seguir apresentamos as categorias de análise de forma mais detalhada para melhor compreensão do trabalho desenvolvido ao longo dos 5 anos, que se integram na portaria que regulamenta a profissão do Sanitarista ( Lei n° 14.725, de 16 de novembro de 2023):</p> <p><strong>Informação e Epidemiologia:</strong> desenvolvimento de rotinas de análise epidemiológica e monitoramento de indicadores, aprimorando a&nbsp; identificação de tendências, fragilidades e prioridades e subsidiando a tomada de decisão pelos gestores e equipes de APS (art°4, I).</p> <p><strong>Monitoramento e avaliação:</strong> acompanhamento sistemático de indicadores e resultados, com identificação de fragilidades em relação aos parâmetros esperados, discussão das possíveis causas e apoio à definição de estratégias de qualificação dos resultados (art° 4, II).</p> <p><strong>Qualificação dos processos de trabalho: </strong>participação na construção, revisão e padronização de fluxos, rotinas e instrumentos de trabalho, contribuindo para maior sistematização das práticas e fortalecimento da gestão da qualidade na APS. Podemos trazer como exemplos: Rotina UBS na Rua, Rotina de Análise Epidemiológicas e Lista de Indicadores da APS (art°4, VII).</p> <p><strong>Território, Promoção da Saúde e Equidade: </strong>desenvolvimento de estratégias orientadas pelas necessidades e características dos territórios, fortalecendo a identificação de recursos comunitários, a ampliação do acesso e a construção de respostas mais equitativas às necessidades de saúde (art 4°, V), destaca-se a Promoção da Saúde e ampliação do acesso da UBS na Rua e do Mapeio de Ativos em Saúde.</p> <p><strong>Articulação e apoio à gestão das regionais:</strong> atuação integrada com equipes assistenciais, gestores, áreas técnicas e diferentes níveis de gestão, favorecendo a tradução de informações técnicas em subsídios para o planejamento, acompanhamento e tomada de decisão (art°4, I, IV).</p> <p><strong>Educação Permanente em Saúde:</strong> Promove espaços de reflexão sobre práticas, políticas de saúde, organização do SUS e processos de trabalho, favorecendo a qualificação das equipes, como alinhamentos de práticas e sensibilizações.</p> <p><strong>Produção e disseminação do conhecimento em Saúde Coletiva: </strong>sistematiza experiências, produz análises e produtos técnico-científicos e dissemina conhecimentos produzidos a partir das práticas da APS<strong>. </strong>Como as publicações no Boletim Epidemiológico Paulista (BEPA), em 2023 com o relato do processo de construção e implantação da Linha de Cuidado da Saúde da Pessoa LGBTQIAPN+ e em 2024 com o relato sobre a Teoria do Elo: Saúde Animal como possível marcador de violência.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Conclusão:&nbsp;</p> <p>A atuação do Sanitarista na equipe APS CEJAM materializa, no cotidiano dos serviços, um conjunto de atribuições previstas na Lei nº 14.725/2023, articulando análise de situações de saúde, planejamento, gestão, produção de informações, promoção da saúde e desenvolvimento comunitário. Essa atuação evidencia o papel estratégico do Sanitarista na integração entre informação, gestão e território para o fortalecimento deste nível de atenção no Sistema Único de Saúde.</p> Taynã do Nascimento Costa Moreira, Allan Gomes de Lorena , Guilherme Moura Bejo, Lucia Regina Gatti Murakami, Carlos Marcelo Neves da Silva , Danilo Borges Cardozo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1351 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ANÁLISE CRÍTICA E RECONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1400 <p><strong>ANÁLISE CRÍTICA E RECONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA: IMPACTO DA FARMÁCIA CLÍNICA NA SEGURANÇA DO PACIENTE</strong></p> <p><strong>Sebastião Domingos Soares Neto</strong></p> <p>Farmacêutico, Responsável Técnico da Farmácia - CEJAM, Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, Barueri/SP.</p> <p><strong>RESUMO</strong></p> <p>A divergência não intencional entre os medicamentos de uso domiciliar e os prescritos no ambiente hospitalar representa uma das principais causas de eventos adversos evitáveis durante a transição do cuidado. O objetivo deste trabalho é descrever a implementação da análise crítica de prescrições e da reconciliação medicamentosa promovida pela Farmácia Clínica em um pronto-socorro de alta complexidade. A metodologia fundamentou-se em um estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre a estruturação do fluxo de anamnese farmacológica, verificação do histórico de uso, comparação rigorosa com a prescrição médica de admissão e intersecção de intervenções clínicas. Os resultados demonstraram uma elevada taxa de identificação e interceptação de discrepâncias não intencionais, tais como omissão de fármacos de uso contínuo, duplicidade terapêutica, inadequação de dose e inconsistências de aprazamento. Conclui-se que a atuação ativa do farmacêutico clínico no processo de reconciliação e validação de prescrições atua como uma barreira assistencial indispensável, reduzindo os riscos de reinternação e consolidando a segurança do paciente nas etapas críticas de urgência e emergência.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p> <p>A transição do cuidado — momento em que o paciente é admitido, transferido ou recebe alta do serviço de saúde — é reconhecida globalmente como uma das etapas mais vulneráveis para a ocorrência de erros de medicação. Estudos demonstram que mais de 50% dos pacientes hospitalizados apresentam ao menos uma discrepância não intencional entre os medicamentos de uso habitual e os prescritos na admissão hospitalar (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2023).</p> <p>Em unidades de pronto-socorro e emergência, o ambiente dinâmico, o fluxo intenso de atendimentos e a escassez de tempo aumentam substancialmente a probabilidade de falhas de comunicação referentes ao histórico farmacoterapêutico do paciente. A omissão não justificada de medicamentos de uso contínuo (como anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, anticonvulsivantes e anticoagulantes) pode resultar na exacerbação de patologias pré-existentes ou no surgimento de novos eventos adversos (BRASIL, 2013).</p> <p>Nesse cenário, a Farmácia Clínica desempenha papel estratégico através da Análise Crítica da Prescrição e da Reconciliação Medicamentosa. No Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, sob gestão do CEJAM em Barueri/SP, estruturou-se um serviço focado na busca ativa do histórico medicamentoso e na validação clínica das prescrições de admissão e observação, visando garantir a continuidade terapêutica segura.</p> <p><strong>OBJETIVO</strong></p> <p>Descrever o processo de implementação da Análise Crítica de Prescrições e da Reconciliação Medicamentosa pela Farmácia Clínica em um Pronto-Socorro, avaliando seu impacto na prevenção de divergências não intencionais e na gestão da segurança do paciente.</p> <p><strong>METODOLOGIA</strong></p> <p>Trata-se de um estudo descritivo e aplicado, estruturado como relato de experiência sobre a padronização das rotinas de farmácia clínica no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas (CEJAM, Barueri/SP). A intervenção foi organizada em quatro etapas operacionais:</p> <ol> <li><strong>Entrevista e Anamnese Farmacológica:</strong> Realização de entrevista clínica com o paciente, acompanhante ou cuidador na admissão do pronto-socorro para levantamento detalhado da medicação de uso habitual (nome, dose, posologia, indicação e adesão).</li> <li><strong>Levantamento do Histórico e Fontes de Informação:</strong> Confronto das informações autorreferidas com prescrições anteriores, receitas médicas trazidas pelo paciente, relatórios da Atenção Primária à Saúde (APS) ou consultas ao prontuário eletrônico.</li> <li><strong>Conciliação e Análise Crítica da Prescrição:</strong> Comparação sistemática entre a lista do histórico medicamentoso do paciente e a prescrição médica hospitalar de admissão, identificando discrepâncias intencionais (justificadas pela condição clínica) e não intencionais.</li> <li><strong>Intervenção Farmacêutica e Validação:</strong> Discussão e alinhamento imediato com a equipe médica nos casos de discrepâncias não intencionais identificadas (omissão, duplicidade, dose inadequada, interação medicamentosa grave ou ajuste renal pendente), formalizando o registro no prontuário.</li> </ol> <p><strong>DESENVOLVIMENTO</strong></p> <p>A análise crítica das prescrições médicas vai além da simples verificação de legibilidade e dosagem: envolve a avaliação clínica do perfil do paciente, suas funções renais e hepáticas, alergias pregressas e a adequação das vias de administração. Na urgência, essa análise atua como um filtro rigoroso antes do início da farmacoterapia hospitalar.</p> <p>A reconciliação medicamentosa complementa esse processo ao assegurar que nenhum fármaco essencial de uso crônico seja omitido sem justificativa terapêutica explícita. Quando o farmacêutico clínico atua diretamente na admissão, é possível identificar prontamente se a ausência de um medicamento decorre de uma decisão médica deliberada ou de uma falha no levantamento do histórico clínico.</p> <p><strong>RESULTADOS</strong></p> <p>A estruturação das rotinas de reconciliação medicamentosa e análise farmacêutica na unidade trouxe resultados expressivos para a qualidade assistencial e a segurança do paciente:</p> <ul> <li><strong>Interceptação Precoce de Erros de Omissão:</strong> Grande parte das intervenções farmacêuticas esteve relacionada à reinserção de medicamentos de uso contínuo (principalmente para doença cardiovascular e diabetes) omitidos na admissão.</li> <li><strong>Prevenção de Duplicidades Terapêuticas:</strong> Identificação de situações onde fármacos de classes idênticas eram prescritos simultaneamente por nomes genéricos e comerciais distintos.</li> <li><strong>Ajuste Posológico e de Função Renal:</strong> Adequação de doses de antimicrobianos e outros fármacos de margem terapêutica estreita com base em exames laboratoriais recentes.</li> <li><strong>Fortalecimento do Diálogo Multiprofissional:</strong> Alta taxa de aceitabilidade das recomendações farmacêuticas pelo corpo médico, estabelecendo uma relação de cooperação e confiança clínica.</li> <li><strong>Registro e Rastreabilidade Assistencial:</strong> Padronização de formulários de reconciliação integrados ao prontuário, garantindo a continuidade do cuidado caso o paciente seja transferido para a rede hospitalar.</li> </ul> <p><strong>DISCUSSÃO</strong></p> <p>Os resultados observados corroboram a literatura internacional e as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconizam a Reconciliação Medicamentosa como o Terceiro Desafio Global de Segurança do Paciente (“Medicamentos sem Danos”). A atuação do farmacêutico clínico na transição do cuidado previne que erros de transição atinjam o paciente e gerem custos desnecessários com o tratamento de complicações evitáveis.</p> <p>A integração da farmácia clínica à rotina do pronto-socorro transforma a validação da prescrição em uma etapa proativa de prevenção de danos, alinhando a prática assistencial às diretrizes do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e aos padrões da Resolução RDC nº 36/2013 da ANVISA.</p> <p><strong>CONCLUSÃO</strong></p> <p>A implementação da Análise Crítica e da Reconciliação Medicamentosa conduzida pela Farmácia Clínica no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas provou ser uma estratégia de alto valor assistencial e fundamental na gestão de riscos hospitalares.</p> <p>A presença ativa do farmacêutico no momento da admissão assegura a continuidade terapêutica, reduz discrepâncias não intencionais e promove o uso racional de medicamentos. Recomenda-se a consolidação contínua dessa prática e seu fortalecimento nas etapas de transferência interna e alta hospitalar.</p> <p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p> <p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Brasília, DF: ANVISA, 2013.</p> <p>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 585, de 29 de agosto de 2013. Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico. Brasília: CFF, 2013.</p> <p>INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES (ISMP). Reconciliação Medicamentosa: Garantindo a Segurança na Transição do Cuidado. Boletim ISMP Brasil, v. 10, n. 2, 2021.</p> <p>WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Medication Without Harm: Third Global Patient Safety Challenge. Geneva: World Health Organization, 2023.</p> Sebastião Neto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1400 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 OTIMIZAÇÃO DE SOLICITAÇÕES DE UROCULTURA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1450 <p><span data-path-to-node="2,0">A solicitação inadvertida de uroculturas em pacientes assintomáticos acarreta o sobrediagnóstico de bacteriúria assintomática (BA)</span><span data-path-to-node="2,2">, resultando no uso indevido de antibióticos, riscos à segurança do paciente e custos desnecessários ao sistema de saúde</span><span data-path-to-node="2,4">. Este estudo objetivou avaliar o impacto de uma capacitação técnica baseada nos princípios da Prevenção Quaternária e Governança Clínica na racionalização das solicitações de urocultura entre médicos e enfermeiros na UBS Santa Lúcia (CEJAM/SMS-SP)</span><span data-path-to-node="2,6">. Trata-se de um relato de experiência de uma intervenção educativa realizada em maio de 2025 pela Responsabilidade Técnica Médica</span><span data-path-to-node="2,8">, alinhando critérios diagnósticos entre BA e infecção urinária sintomática, populações com indicação formal de rastreio (ex.: gestantes) e os riscos da resistência antimicrobiana</span><span data-path-to-node="2,10">. O acompanhamento foi realizado por meio de dados secundários agregados do laboratório institucional, analisando o volume mensal de exames entre março de 2025 e agosto de 2026 (18 meses)</span><span data-path-to-node="2,12">. Nos três meses pré-intervenção, a média observada foi de 364 solicitações/mês</span><span data-path-to-node="2,14">. Imediatamente após a intervenção, houve uma redução sustentada de <strong data-path-to-node="2,14" data-index-in-node="68">65,5% nas solicitações</strong>, estabilizando a média em ~152 exames/mês ao longo de 15 meses de acompanhamento</span><span data-path-to-node="2,16">, com economia financeira direta estimada em aproximadamente <strong data-path-to-node="2,16" data-index-in-node="61">R$ 1.400,00 mensais</strong></span><span data-path-to-node="2,18">. Conclui-se que a educação permanente pautada na Prevenção Quaternária qualificou a prática clínica, preveniu tratamentos desnecessários e garantiu o uso racional e sustentável dos recursos públicos na Atenção Primária à Saúde</span><span data-path-to-node="2,20">.</span></p> Daniele Monteiro Overal, Iza Sherolize Amaral Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1450 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NO ACOLHIMENTO ODONTOLÓGICO: inovação no prontuário eletrônico para priorização clínica na Atenção Primária à Saúde https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1470 <p>Relato de experiência sobre a implantação, iniciada em outubro de 2024, de uma estratégia de classificação de risco no acolhimento de demandas odontológicas em uma Unidade Básica de Saúde da cidade de São Paulo. Diante da limitação do prontuário eletrônico para tornar visualmente evidente a prioridade dos usuários encaminhados à Saúde Bucal, foi estruturado um registro por cores - vermelho, amarelo, verde e azul - realizado a partir do acolhimento da enfermagem. A intervenção buscou apoiar a ordenação do fluxo segundo gravidade e vulnerabilidade e permitir à equipe de Saúde Bucal analisar se a demanda correspondia a uma urgência odontológica real. Foram comparados descritivamente dois períodos apresentados nos registros locais: junho de 2024 a fevereiro de 2025 (n=884) e junho a dezembro de 2025 (n=862). A proporção de atendimentos posteriormente reconhecidos como urgência real aumentou de 52% para 60%. A classificação amarela passou de 33,4% para 56%, enquanto azul e verde reduziram de 19,6% para 13% e de 32,5% para 22%, respectivamente. Os achados sugerem maior concentração do fluxo em categorias de prioridade e melhor alinhamento entre acolhimento e avaliação odontológica. Por se tratar de comparação descritiva e o primeiro período incluir meses anteriores e posteriores ao início da intervenção, os resultados não permitem atribuição causal isolada à estratégia.</p> Sahar Ganz Riman Clara Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1470 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 DA ESCUTA AO VALOR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1083 <p>&nbsp;</p> <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="12" data-end="232">O trabalho apresenta a transformação do Serviço de Atenção ao Usuário (SAU) em Ouvidoria , utilizando os princípios do Lean Thinking para revisar e redesenhar o processo de tratamento das manifestações.</p> <p data-start="234" data-end="567">A partir de ferramentas como cronoanálise, VSM, Pareto, 5 Porquês, PDCA, Kaizen e Standard Work, foram identificados desperdícios, gargalos, retrabalhos, esperas e oportunidades de padronização. Essa análise permitiu reorganizar o fluxo, definir responsabilidades, ampliar a rastreabilidade e fortalecer o uso de dados na gestão.</p> <p data-start="569" data-end="843">A mudança representou uma evolução de um modelo focado em receber, encaminhar e responder manifestações para uma Ouvidoria orientada a escutar, compreender, analisar, resolver, responder e aprender, transformando a voz do paciente em fonte de melhoria institucional.</p> <p data-start="845" data-end="1044">Mesmo com o aumento de 78,6% no volume de manifestações, de 13.577 para 24.255 entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, a satisfação permaneceu elevada, passando de 97,38% para 96,75%.</p> <p data-start="1046" data-end="1295">Os resultados indicam que o Lean não apenas contribuiu para maior eficiência do processo, mas também ampliou a capacidade da Ouvidoria de atuar como instrumento de inteligência da experiência do paciente e de geração de valor para a organização.</p> <p data-start="1387" data-end="1461" data-is-last-node="" data-is-only-node="">&nbsp;</p> Ana Paula Passos Lacerda da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1083 Wed, 26 Aug 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO DE PORTA ABERTA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1104 <p><strong>Introdução:</strong> A utilização de protocolos assistenciais em serviços de urgência e emergência constitui importante estratégia para reduzir variabilidades na assistência, favorecer a tomada de decisão baseada em evidências e fortalecer a segurança do paciente. Entretanto, sua implantação em pronto-socorros públicos de porta aberta apresenta desafios relacionados à elevada demanda, complexidade clínica, necessidade de resposta rápida e integração entre diferentes categorias profissionais. Esse cenário torna-se ainda mais desafiador quando o serviço possui corpo clínico médico não fixo, com profissionais atuando em diferentes escalas e com diferentes experiências e práticas assistenciais.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Relatar a experiência de implantação, estruturação e gerenciamento dos principais protocolos assistenciais em um pronto-socorro público de porta aberta, com enfoque nos protocolos de dor torácica, sepse, acidente vascular encefálico (AVE) e trauma, destacando os desafios relacionados à padronização da assistência, adesão das equipes e monitoramento dos resultados.</p> <p><strong>Método:</strong> Trata-se de relato de experiência desenvolvido a partir da implantação e gerenciamento de protocolos assistenciais em um pronto-socorro público de porta aberta. Foram priorizadas quatro linhas de cuidado consideradas estratégicas devido à gravidade, frequência e necessidade de intervenção oportuna: dor torácica, sepse, AVE e trauma. A implantação envolveu revisão e padronização dos fluxos, definição de critérios de acionamento, responsabilidades multiprofissionais, capacitação das equipes, disponibilização dos protocolos nos setores assistenciais e acompanhamento sistemático dos indicadores. O gerenciamento incluiu análise periódica de conformidade, identificação de não conformidades, discussão dos casos e desenvolvimento de planos de ação. Considerou-se como um dos principais desafios a característica do corpo clínico médico não fixo, exigindo estratégias contínuas de comunicação, educação e reforço dos fluxos institucionais.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A implantação possibilitou maior estruturação das linhas de cuidado e maior visibilidade dos tempos e etapas críticas dos atendimentos. O monitoramento sistemático permitiu identificar oportunidades de melhoria relacionadas ao reconhecimento precoce dos casos, acionamento dos protocolos, cumprimento das etapas assistenciais, registros em prontuário e integração entre as equipes. Entre os principais desafios identificados destacaram-se a variabilidade das práticas médicas, diferentes níveis de familiaridade dos profissionais com os protocolos institucionais, rotatividade do corpo clínico, necessidade de treinamento contínuo e dificuldade de garantir adesão homogênea em todos os plantões. A utilização de indicadores possibilitou transformar situações inicialmente percebidas como problemas operacionais em oportunidades estruturadas de melhoria.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A experiência demonstrou que a implantação de protocolos assistenciais em um pronto-socorro público exige mais do que a elaboração de documentos normativos, sendo necessária uma estratégia permanente de educação, comunicação, monitoramento e gestão dos resultados. A presença de corpo clínico médico não fixo amplia o desafio de manutenção da padronização, tornando fundamental a disponibilização de fluxos objetivos, capacitações recorrentes, monitoramento de indicadores e feedback às equipes. O gerenciamento contínuo dos protocolos mostrou-se uma ferramenta relevante para fortalecer a cultura de segurança, reduzir variabilidades e qualificar a assistência aos pacientes críticos.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Protocolos assistenciais; Urgência e emergência; Segurança do paciente; Gestão da qualidade; Indicadores assistenciais; Gestão em saúde.</p> Paula Altimari, Renata Meire Bailo de OLiveira Machado, Eduardo Luna de Oliveira Torres Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1104 Tue, 08 Sep 2026 00:00:00 +0000 ESTRATÉGIAS DE MELHORIAS NA QUALIDADE E SEGURANÇA DO PACIENTE NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1179 <p><strong>Introdução</strong>&nbsp;A UTI é um ambiente de alta complexidade e elevado risco assistencial. O PROADI-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) promove estratégias para fortalecer a segurança, qualificar processos e reduzir eventos adversos, por meio de práticas baseadas em evidências e melhoria contínua. Essas ações favorecem a identificação de riscos, a análise sistemática de falhas e a construção de medidas preventivas e corretivas, envolvendo de forma integrada as equipes multiprofissionais.&nbsp;<strong>Objetivo</strong>&nbsp;Implantar e fortalecer estratégias de segurança do paciente por meio das ações propostas pelo PROADI-SUS, visando à redução de riscos assistenciais, prevenção de eventos adversos e ao aprimoramento contínuo dos processos de cuidado. <strong>Métodos:&nbsp;</strong>Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, realizado na UTI Adulto do Hospital Regional Sul, em São Paulo, no período de janeiro a junho de 2026. Foram analisados indicadores relacionados às infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), com ênfase em pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), infecção do trato urinário (ITU) e infecção primária de corrente sanguínea (IPCS). Foram considerados dados provenientes de registros institucionais, indicadores assistenciais, auditorias e monitoramento das ações do Projeto Saúde em Nossas Mãos/PROADI-SUS. Foram descritas as intervenções implementadas e a evolução dos indicadores no período, com análise descritiva dos resultados. <strong>Resultados:&nbsp;</strong>No primeiro semestre de 2026, observou-se evolução favorável dos indicadores de IRAS, com redução das densidades de incidência ao longo do período. A PAV apresentou ocorrência em fevereiro (densidade 10), seguida de ausência de casos de março a junho, mantendo quatro meses consecutivos sem ocorrência. A IPCS apresentou maior ocorrência em janeiro (densidade 49), com redução progressiva ao longo dos meses e ausência de casos em junho. A ITU apresentou ocorrências em março (densidade 6,4) e maio (densidade 6,2), mantendo ausência de casos nos demais meses, incluindo junho. Ações implementadas: Foram realizados ciclos PDSA, capacitações das equipes, reforço da adesão aos bundles, padronização de insumos, implantação e manutenção de protocolos de sedação e desmame ventilatório, discussão diária dos casos em round multiprofissional, incentivo à retirada precoce de dispositivos e monitoramento sistemático dos indicadores. <strong>Conclusão:&nbsp;</strong>A implementação das estratégias do PROADI-SUS esteve associada à evolução favorável dos indicadores de IRAS na UTI Adulto, destacando-se PAV em densidade zero por quatro meses consecutivos, ausência de casos de IPCS no primeiro trimestre e ITU zero no segundo trimestre. A experiência reforça a relevância da aplicação de bundles, ciclos PDSA, capacitação das equipes, protocolos assistenciais e monitoramento contínuo para o fortalecimento da qualidade e segurança do paciente.</p> Priscila Atuati, Juliana Pereira, Daniele Bernardi, Teresa Cristina Rahal, Vilma Bandeira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1179 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 COORDENAÇÃO DO CUIDADO NA LINHA DE DOR TORÁCICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1282 <p><strong>Objetivo</strong><span style="font-weight: 400;">: Avaliar a efetividade da implantação e consolidação do protocolo institucional de dor torácica e Síndrome Coronariana Aguda (SCA) em duas Unidades de Pronto Atendimento, considerando os indicadores assistenciais, a adesão às diretrizes clínicas e a coordenação do cuidado entre os diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde. </span><strong>Método</strong><span style="font-weight: 400;">: Estudo observacional, retrospectivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido nas Unidades de Pronto Atendimento Campo dos Alemães e Alto da Ponte, em São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Foram analisados indicadores relacionados ao protocolo de dor torácica no período de janeiro a agosto de 2026, incluindo número de protocolos abertos, tempo porta-eletrocardiograma, tempo porta-médico, adesão ao protocolo institucional, terapias de reperfusão e encaminhamentos ao Hospital Pio XII, referência municipal em cardiologia. A estratégia de coordenação do cuidado contemplou educação permanente, monitoramento sistemático dos indicadores, integração com a cardiologia e utilização de instrumento de comunicação com a Atenção Primária, favorecendo a inserção e continuidade do paciente na linha de cuidado cardiovascular após o atendimento de urgência. </span><strong>Resultados</strong><span style="font-weight: 400;">: No período analisado, foram registradas 2.458 aberturas do protocolo de dor torácica, sendo 1.016 na UPA Campo dos Alemães e 1.442 na UPA Alto da Ponte, demonstrando elevada sensibilidade das equipes para identificação precoce de pacientes com suspeita de SCA. Destes, 531 pacientes na UPA Campo dos Alemães e 528 na UPA Alto da Ponte foram direcionados às Rotas 1 e 2 da linha de cuidado. Observou-se 100% de adesão ao protocolo institucional, tempo médio porta-eletrocardiograma de 6 minutos e 53 segundos e tempo porta-médico de 17 minutos. Os pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) foram avaliados de forma integrada com a equipe cardiológica do Hospital Pio XII por meio de aplicativo institucional, favorecendo a definição ágil da estratégia terapêutica. Conforme indicação e disponibilidade, foram encaminhados para angioplastia primária ou submetidos à trombólise na própria unidade. As capacitações periódicas e o monitoramento dos indicadores contribuíram para o fortalecimento e consolidação da linha de cuidado cardiovascular. </span><strong>Conclusão</strong><span style="font-weight: 400;">: A implantação de protocolo assistencial padronizado, associada à educação permanente, ao monitoramento de indicadores e à integração entre as Unidades de Pronto Atendimento, cardiologia de referência e Atenção Primária, fortaleceu a coordenação do cuidado na linha de dor torácica. A estratégia favoreceu maior segurança assistencial, agilidade na tomada de decisão e continuidade do acompanhamento na Rede de Atenção à Saúde, contribuindo para um cuidado cardiovascular integrado entre os diferentes níveis de atenção.</span></p> Eliane Alves Vitório, Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior , Valdirene Ribeiro da Silva    Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1282 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CARACTERIZAÇÃO E RESOLUTIVIDADE DO ACOLHIMENTO À DEMANDA ESPONTÂNEA EM UM AMBULATÓRIO DE ESPECIALIDADES https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1504 <p><span style="font-weight: 400;">INTRODUÇÃO</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"> A demanda espontânea caracteriza-se pelo comparecimento do usuário ao serviço de saúde sem agendamento prévio, motivado por necessidade percebida de cuidado, dúvidas relacionadas ao tratamento, intercorrências ou necessidade de orientação quanto aos fluxos assistenciais. Ambulatórios de especialidades do Sistema Único de Saúde (SUS) são estruturados prioritariamente para o atendimento programado e referenciado; contudo, usuários frequentemente os procuram para demandas que não requerem consulta médica imediata, como esclarecimentos sobre medicamentos, orientações sobre exames e preparos, atualização de prescrições, documentos, agendamentos e fluxos regulatórios. Na ausência de fluxo organizado, essas necessidades geram retornos desnecessários, dificuldade de acesso e uso inadequado das agendas especializadas. O atendimento realizado por enfermeiros e farmacêutico constitui estratégia para ampliar o acesso, organizar fluxos e oferecer respostas compatíveis com a necessidade apresentada. Nesse modelo, a resolutividade é compreendida de forma ampliada: considera-se desfecho resolutivo tanto a solução no próprio atendimento quanto a organização do acesso ao especialista, encaixe no mesmo dia, orientação para exames e preparos, esclarecimento de fluxos e direcionamento para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS).</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">OBJETIVO</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Descrever o volume, o perfil e a dinâmica do atendimento à demanda espontânea realizado por enfermeiros e farmacêutico em um Ambulatório de Especialidades Médicas do SUS, caracterizando as principais necessidades dos usuários e as estratégias utilizadas para proporcionar respostas resolutivas e qualificar o acesso.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">METODOLOGIA</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, baseado em registros administrativos de atendimentos de demanda espontânea realizados enfermeiros e farmacêutico entre janeiro de 2025 e agosto de 2026. A análise ocorreu em três etapas: produção total de 2025 (12 meses, com média mensal); série histórica mensal de janeiro a agosto de 2026 (8 meses); e análise observacional e documental de um dia típico de funcionamento (julho de 2026), para caracterizar motivos e estimar o tempo médio entre a chegada do usuário e a finalização do atendimento. Os motivos foram agrupados em categorias analíticas (renovação/ajuste de receitas e medicamentos contínuos ou de alto custo; protocolos clínicos; documentos, guias e laudos; orientações sobre saúde, agendamentos e preparo de exames; procedimentos de enfermagem; esclarecimento de fluxos; e triagem para especialidades). Utilizaram-se frequências absolutas e relativas, médias mensais e medidas de tendência central, preservando-se o sigilo das informações.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">RESULTADOS</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Em 2025 foram registrados 10.883 atendimentos (média mensal de 906,9); entre janeiro e agosto de 2026, 5.722 atendimentos (média mensal de 715,3), totalizando 16.605 atendimentos em 20 meses. Destacaram-se renovação, troca ou esclarecimento de receitas e medicamentos contínuos ou de alto custo (mais de 580 registros), conferência e entrega de guias e documentos técnicos (cerca de 250), inserção em protocolos ambulatoriais (aproximadamente 240) e orientações individualizadas sobre fluxos, agendamentos e direcionamentos (cerca de 200). As demandas distribuíram-se transversalmente pelas especialidades, com destaque para cardiologia, cirurgia vascular, urologia, endocrinologia, neurologia e reumatologia. No dia típico (julho de 2026), foram realizados 25 atendimentos em cerca de dez horas (7h às 17h), com tempo médio de aproximadamente 17 minutos entre a chegada e a finalização do atendimento; 32% dos atendimentos relacionaram-se à gestão e orientação de medicamentos e processos de alto custo. Observou-se resolutividade ampliada: resolução no próprio atendimento, agendamento de consulta ou exame, encaixe com especialista no mesmo dia quando indicado, orientações sobre preparo de exames, esclarecimento de fluxos assistenciais e direcionamento adequado para outros pontos da RAS, incluindo a continuidade do cuidado na atenção terciária.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">CONCLUSÃO</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O acolhimento da demanda espontânea por enfermagem e farmácia demonstrou produção expressiva e contínua (16.605 atendimentos em 20 meses) e resposta ágil (tempo médio de aproximadamente 17 minutos). A resolutividade ampliada&nbsp; que inclui a resposta objetiva, segura e direcionada à necessidade do usuário, mesmo quando ela pertence a outro ponto da rede, qualifica o acesso, reduz deslocamentos e retornos desnecessários e favorece a continuidade do cuidado. Os achados reforçam a relevância da atuação integrada dos enfermeiros e farmacêutico na organização da demanda espontânea em ambulatórios especializados e recomendam o aprimoramento dos registros eletrônicos de motivos e desfechos, viabilizando indicadores institucionais de resolutividade e avaliação longitudinal do modelo.</span></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> SELMA SOUZA COSTA SANTOS Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1504 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 MONITORAMENTO DE VISITAS DOS AGENTES DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/999 <p>O acompanhamento sistemático das visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) é uma estratégia essencial para fortalecer a Atenção Primária à Saúde, garantindo o monitoramento dos grupos prioritários e subsidiando o planejamento das equipes. Entretanto, a fragmentação das informações e a dificuldade de acesso aos indicadores dificultam o acompanhamento em tempo oportuno. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de implantação de uma ferramenta digital para monitoramento quinzenal das visitas domiciliares dos ACS e descrever seus impactos na gestão e na assistência. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo, no qual foi elaborada uma planilha digital personalizada para consolidação quinzenal dos dados de produtividade dos ACS, alimentada pela equipe administrativa e disponibilizada em ambiente virtual para acesso das equipes de Estratégia Saúde da Família. A ferramenta possibilitou auditoria colaborativa dos registros, identificação e correção de inconsistências nos sistemas oficiais de informação e acompanhamento contínuo dos indicadores assistenciais. A implantação do instrumento promoveu maior organização do processo de trabalho, facilitando a identificação de áreas com menor cobertura e o redirecionamento das visitas conforme as necessidades do território. Também favoreceu a autogestão dos ACS, qualificou a supervisão da enfermagem e ampliou a transparência das informações para a gestão da unidade. Observou-se incremento de até 10% nos registros de visitas e de 8% no acompanhamento dos grupos prioritários, além da redução de inconsistências nos sistemas de informação, contribuindo para maior confiabilidade dos indicadores e fortalecimento do financiamento baseado em desempenho. Conclui-se que a ferramenta digital constitui uma tecnologia gerencial simples, de baixo custo e elevada aplicabilidade, capaz de qualificar o monitoramento das visitas domiciliares, fortalecer a gestão baseada em indicadores e aprimorar a continuidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde.</p> Helena Souza, Renato Costa Monteiro, Paula Barcellos de Pinho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/999 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 INTEGRAÇÃO HOSPITAL E ATENÇÃO PRIMÁRIA: ATUAÇÃO DA ENFERMEIRA NAVEGADORA NA DISPONIBILIZAÇÃO DO RESUMO DE ALTA NO PRONTUÁRIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1091 <p><strong>INTEGRAÇÃO HOSPITAL E ATENÇÃO PRIMÁRIA: ATUAÇÃO DA ENFERMEIRA NAVEGADORA NA DISPONIBILIZAÇÃO DO RESUMO DE ALTA NO PRONTUÁRIO</strong></p> <p>A fragmentação da comunicação entre o ambiente hospitalar e a Atenção Primária à Saúde pode comprometer a continuidade do cuidado após a alta, dificultar o acompanhamento oportuno dos pacientes no território, retardar a identificação de alterações clínicas e limitar a atuação das equipes diante de vulnerabilidades sociais. Além disso, a indisponibilidade de informações assistenciais pode contribuir para reinternações e para a procura recorrente pelos serviços hospitalares por situações que poderiam ser acompanhadas pela rede de atenção. Diante dessas fragilidades, foi estruturada uma estratégia de integração entre o hospital e a Atenção Primária à Saúde, tendo como elemento central a atuação da enfermeira navegadora do Núcleo Interno de Regulação.</p> <p>O objetivo da iniciativa foi avaliar a contribuição da enfermeira navegadora na qualificação da comunicação entre o hospital e a Atenção Primária à Saúde, por meio do compartilhamento oportuno das informações relacionadas à alta hospitalar no prontuário da rede, buscando fortalecer a continuidade, a segurança e a integralidade do cuidado.</p> <p>Trata-se de um relato de experiência decorrente da implantação de uma estratégia de melhoria da qualidade voltada à alta segura e à transição do cuidado. A intervenção foi estruturada a partir de diagnóstico situacional, identificação de fragilidades na comunicação entre os diferentes pontos da rede e revisão do fluxo assistencial. Nesse processo, foi instituída a atuação da enfermeira navegadora em espaço destinado à humanização da alta hospitalar, integrando atividades relacionadas ao gerenciamento de leitos, validação das orientações fornecidas ao paciente e articulação com os serviços da rede.</p> <p>Após a definição da alta, a enfermeira navegadora valida com o paciente as principais orientações para continuidade do tratamento e realiza a comunicação com a unidade de referência da Atenção Primária à Saúde. A unidade é informada por correio eletrônico sobre a identificação do paciente e a data da alta e, simultaneamente, são disponibilizados no prontuário da rede o resumo de alta, exames recentes e demais informações assistenciais relevantes. O fluxo também contempla informações relacionadas a procedimentos, nascimentos e pacientes em cuidados paliativos. Na linha materno-infantil, a enfermeira navegadora realiza especificamente o compartilhamento das informações com a rede, permanecendo o processo de alta sob responsabilidade da equipe assistencial.</p> <p>A estratégia foi conduzida sob os princípios da melhoria contínua, com definição clara de responsabilidades, padronização do fluxo, acompanhamento dos processos e avaliação periódica dos resultados. A reorganização possibilitou maior uniformidade na condução da alta e no compartilhamento das informações, redução das fragilidades relacionadas à ausência ou indisponibilidade de dados assistenciais, direcionamento oportuno do paciente à equipe responsável pela coordenação do cuidado no território e maior agilidade na comunicação entre o hospital e a Atenção Primária.</p> <p>Como resultado, o fluxo passou a assegurar a disponibilização do resumo de alta, dos exames e das demais informações necessárias para subsidiar o acompanhamento após a hospitalização. O material apresentado registra os resumos de alta compartilhados com a rede de saúde de São Roque, nosso maior cliente, e o qual temos acesso ao prontuário, reforçando a consolidação do processo e sua contribuição para a continuidade do cuidado. A organização adotada favoreceu tomadas de decisão e planejamentos assistenciais mais adequados, ampliando a segurança durante a transição entre os níveis de atenção.</p> <p>A atuação da enfermeira navegadora consolidou-se, dessa forma, como uma estratégia de governança clínica e gestão da informação, fortalecendo a responsabilidade compartilhada pelo paciente após a alta hospitalar. Os resultados alcançados são decorrentes de um trabalho articulado e coordenado pelas lideranças de enfermagem da Clínica Médica, Cirúrgica, e Maternidade, em conjunto com a enfermeira navegadora, equipes assistenciais e profissionais da rede de Atenção Primária à Saúde.</p> <p>Conclui-se que a reorganização do processo de alta segura, associada à integração efetiva entre hospital e Atenção Primária à Saúde, constitui uma estratégia relevante para qualificar a transição do cuidado. A padronização dos processos, a disponibilização oportuna das informações, a comunicação entre os diferentes pontos da rede e a corresponsabilização das equipes favorecem a continuidade assistencial e o acompanhamento precoce do paciente após a alta. A experiência demonstra que o trabalho colaborativo e a gestão qualificada da informação fortalecem a governança clínica, a segurança do paciente e a integralidade da assistência, contribuindo para um cuidado mais coordenado e resolutivo.</p> <p>&nbsp;</p> nome Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1091 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Processo assistencial da Fisioterapia na Unidade AVC https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1243 <p>Introdução:</p> <p>A Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) destina-se ao acompanhamento de pacientes com diagnóstico de AVC, com foco na redução de incapacidades, na recuperação funcional e na organização da transição do cuidado.</p> <p>Nesse contexto, a Fisioterapia atua desde a admissão na unidade, por meio da avaliação funcional sistematizada, da prevenção de complicações, da mobilização precoce e do planejamento da alta hospitalar.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Objetivo:</p> <p>Padronizar o processo assistencial da Fisioterapia na Unidade AVC, incluindo a avaliação funcional na admissão e no desfecho, a passagem de plantão e o monitoramento dos indicadores assistenciais.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Metodologia:</p> <p><strong>Avaliação inicial:</strong> realizada na admissão na Unidade AVC ou no primeiro período subsequente de cobertura fisioterapêutica, contemplando os aspectos motores, funcionais, respiratórios e neurológicos.</p> <p><strong>Avaliação funcional:</strong> aplicação do Índice de Barthel e da Escala de Rankin modificada (mRS) na admissão e no desfecho.</p> <p><strong>Registro e transição do cuidado:</strong> acompanhamento em planilha institucional para passagem de plantão, registro das condutas no prontuário e articulação da alta com o CER e a EMAD, quando indicada.</p> <p><strong>Indicadores:</strong> monitoramento da variação do Índice de Barthel e da mRS, além dos encaminhamentos para continuidade da reabilitação.</p> <p><strong>Estrutura para reabilitação:</strong> implantação de uma sala multiprofissional destinada à realização de atividades de mobilização e reabilitação funcional, conforme avaliação clínica e funcional do paciente.</p> <p>Resultados:</p> <p><strong>A implantação da Instrução de Trabalho organizou o processo assistencial e permitiu:</strong></p> <ul> <li>padronização da rotina fisioterapêutica;</li> <li>avaliação funcional na admissão e no desfecho;</li> <li>passagem de plantão e monitoramento dos indicadores por meio de planilha institucional;</li> <li>articulação da alta com o CER e a EMAD;</li> <li>implantação de sala multiprofissional para reabilitação</li> </ul> <p>Conclusão:</p> <p>A padronização organizou o fluxo da Fisioterapia na Unidade AVC e favoreceu a continuidade da assistência e o acompanhamento da evolução funcional. O uso sistemático do Índice de Barthel e da mRS, associado à passagem de plantão e à articulação com a rede de reabilitação, fortaleceu a segurança dos registros e o planejamento da alta.</p> Amanda Priscila Dias Scopigno Scopigno, Cintia Paiva Paiva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1243 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 SALA LILÁS NA UPA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1289 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Relatar a experiência da implantação da Sala Lilás em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Sistema Único de Saúde, descrevendo a organização do fluxo assistencial, as estratégias de qualificação do cuidado e os resultados iniciais obtidos no atendimento às mulheres em situação de violência. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Campo dos Alemães e Alto da Ponte, ambas localizadas no município de São José dos Campos, estado de São Paulo, Brasil. A experiência teve início em julho de 2025 e contemplou diagnóstico situacional do território, elaboração de protocolo institucional, implantação de ambiente exclusivo para acolhimento das vítimas, capacitação multiprofissional e articulação com a rede intersetorial de proteção. Foram analisados indicadores assistenciais referentes ao período de julho de 2025 a janeiro de 2026. Na UPA Alto da Ponte, a experiência teve início em agosto de 2025, com a inauguração da Sala Lilás. A implantação também contemplou o diagnóstico situacional do território, a elaboração de protocolo institucional, a organização de um ambiente exclusivo para o acolhimento de vítimas de violência, a capacitação da equipe multiprofissional e o fortalecimento da articulação com a rede intersetorial de proteção. Foram analisados os indicadores assistenciais referentes ao período de agosto de 2025 a janeiro de 2026. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> A implantação da Sala Lilás na Unidade Campo dos Alemães e Alto da Ponte possibilitou a reorganização do fluxo assistencial destinado às mulheres em situação de violência, promovendo maior padronização das condutas, ampliação das notificações compulsórias, fortalecimento da atuação multiprofissional e melhoria da articulação com a rede de proteção. No período analisado, foram registrados 99 atendimentos relacionados às situações de violência na Unidade de Pronto Atendimento Campo dos Alemães e 62 atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento Alto da Ponte.</span> <span style="font-weight: 400;">Predominou, na Unidade do Campo dos Alemães a violência física (87,9%), seguida da violência psicológica (7,1%) e sexual (5,1%). As maiores frequências ocorreram entre mulheres de 14 a 24 anos (35,4%) e de 25 a 34 anos (23,2%). Observou-se maior segurança da equipe, redução da revitimização institucional e fortalecimento do acolhimento humanizado. Na UPA Alto da Ponte, observou-se um perfil distinto, sem predominância de um único tipo de violência ao longo do período analisado, com variações mensais dos agravos atendidos. Em agosto de 2025, prevaleceram os casos de negligência (24 atendimentos), seguidos pela violência física (5). Em setembro, a violência física foi o agravo mais frequente (17 atendimentos), seguida da negligência. Em outubro, predominou a tentativa de autoextermínio (22 atendimentos), seguida da negligência (16) e da violência física (10). Em novembro, houve igual número de registros de negligência e tentativa de autoextermínio (11 atendimentos cada), seguidos da violência física (10). Em dezembro, a tentativa de autoextermínio permaneceu como o principal agravo (18 atendimentos), seguida da violência física (11). Em janeiro de 2026, novamente predominou a tentativa de autoextermínio (16 atendimentos), seguida da violência física (9). Quanto ao perfil etário das vítimas atendidas na UPA Alto da Ponte, houve predominância da faixa de 30 a 59 anos, correspondente a 54,1% dos casos, seguida da faixa de 18 a 29 anos (26,2%). Crianças e adolescentes (0 a 17 anos) representaram 16,4% dos atendimentos, enquanto idosos (60 anos ou mais) corresponderam a 3,3% dos casos. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A implantação da Sala Lilás demonstrou ser estratégia viável para qualificar o atendimento às mulheres em situação de violência no contexto da urgência e emergência, fortalecendo a humanização da assistência, a identificação precoce dos casos, a notificação compulsória e a integração com a rede de proteção social, constituindo modelo organizacional passível de replicação em outras unidades do Sistema Único de Saúde.</span></p> Eliane Alves Vitório, Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior  , Matheus Santiago da Silva Souza, Thalita Ruiz Lemos da Rocha, Ana Carolina Santos Buzato Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1289 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Aplicação da Metodologia PDSA na Redução do Reprocessamento de Materiais Esterilizados por Vencimento https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1327 <p>No período de julho de 2025 a julho de 2026, o CME processou 16.694 materiais esterilizados, registrando 589 reprocessamentos e taxa média de reprocesso de 3,6%. A análise do processo evidenciou a necessidade de implementar estratégias que favorecessem a identificação e utilização prioritária dos materiais com menor prazo de validade. A implantação do Selo Preto proporcionou uma barreira visual simples e de baixo custo, facilitando a organização do arsenal e fortalecendo a aplicação do método PEPS pela equipe. A ação foi incorporada à rotina de conferência semanal dos materiais, permitindo o monitoramento contínuo do processo e estabelecendo como meta a redução de 5% na taxa de reprocessamento por vencimento. Além de contribuir para a diminuição do retrabalho, a iniciativa favorece o uso racional dos recursos, reduz desperdícios e fortalece a cultura de qualidade e sustentabilidade no CME.</p> Natalia Cristina Da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1327 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 DA NECESSIDADE À POTÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1348 <p>Introdução:</p> <p>A jornada do usuário transcende os muros da unidade, iniciando-se na comunidade e tendo as condições e o contexto de vida como pano de fundo do seu cuidado em saúde. O Mapeio de Ativos surge como uma estratégia de Promoção da Saúde que integra o Modelo Assistencial CEJAM ao reconhecer os marcadores sociais no percurso do cuidado. Essa abordagem muda a lente do déficit para a potência, tendo os recursos territoriais como elementos fundamentais para a saúde e bem-estar. Assim, a assistência passa a ser compreendida e estruturada a partir da real vivência, experiência e necessidade do próprio usuário.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Objetivo:</p> <p>Apresentar o Mapeio de Ativos em Saúde como uma estratégia que conecta as potências do território à Gestão da Qualidade. Em alinhamento com o manual da ONA, a metodologia valoriza a perspectiva do usuário sobre sua própria jornada, tornando a escuta comunitária um dado rastreável.</p> <p>Método:</p> <p>A metodologia consiste em um fluxo padronizado de escuta comunitária ativa, realizada pelas equipes de saúde.</p> <p>A primeira fase tem a participação fundamental do Agente Comunitário e a segunda fase a equipe técnica e multiprofissional.</p> <p>No primeiro formulário, o ACS levanta os ativos e registra para a unidade.</p> <p>No segundo momento, a equipe técnica avalia o usuário de acordo com a carteira de ativos validada.</p> <p>A identificação de ativos como pessoas, equipamentos e atividades potencializa a realização de prescrição social que integrada ao plano de cuidados individualizado do paciente, vincula-o formalmente aos recursos da comunidade e a continuidade do cuidado.</p> <p>Os dados levantados são registrados nos formulários do Mapeio de Ativos no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), garantindo a rastreabilidade e a segurança das informações do usuário.</p> <p>Em 2026, como melhoria da proposta foram acrescentadas duas perguntas no formulário em relação à percepção de saúde do usuário e na hiper utilização dos serviços de RUE, trazendo outras análises da APS e da Rede de Atenção à Saúde</p> <p>Resultados:</p> <p>A aplicação prática da metodologia no piloto (2024) evidenciou engajamento, totalizando 1000 formulários preenchidos, sendo a maioria expressiva proveniente de usuários adultos e idosos (somente na primeira fase) com o público-alvo as pessoas com hipertensão.A escuta territorial estruturada demonstrou que as barreiras de cuidado muitas vezes não são apenas clínicas, mas de falta de vinculação social e pertencimento comunitário.</p> <p>Institucionalmente, em 2026 o Mapeio de Ativos em Saúde está em fase de ampliação para mais unidades, permitindo o avanço na mensuração de ativos como pessoas referência nos territórios, equipamentos como academias de terceira idade e atividades como dança em associações do bairro, que dentre outras, e de forma ampliada,&nbsp; se transformam em oportunidade de alinhamento às exigências do novo manual da ONA quanto a Jornada do Paciente.</p> <p>As fases de conscientização da saúde, tratamento e continuidade do cuidado se destacam, por se relacionar diretamente ao mapeio de ativos.</p> <p><strong>Imagem 1. Jornada do Paciente x Mapeio de Ativos, 2026 (Criada por IA).</strong></p> <p>Observou-se também que a conversão de potencialidades territoriais em indicadores assistenciais fortaleceu o monitoramento integrado da saúde.</p> <p>Novas medidas e o avanço do projeto poderão demonstrar melhoria da percepção de saúde da população (qualidade de vida) e sua experiência.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Conclusão:&nbsp;</p> <p>O Mapeio de Ativos materializa o compromisso estratégico do Modelo Assistencial CEJAM ao colocar, de fato, o cidadão e a sua vivência no centro da jornada. Ao formalizar a potência do território para dentro do consultório clínico, transformamos o vínculo comunitário em um cuidado real, mensurável e com rastreabilidade. A metodologia é do campo da Promoção da Saúde, abordando o bem-estar e trazendo elementos para análise como a Equidade e os Marcadores Sociais em Saúde. O resgate do território como parte de nossos processos, garantimos a melhoria da qualidade de vida e desfechos muito mais resolutivos para a população e para os serviços de saúde.</p> Taynã do Nascimento Costa Moreira, Lucia Regina Gatti Murakami, Guilherme Moura Bejo, Fernanda Silva Fuscaldi, Raquel Rodrigues Nakamato Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1348 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ENTRE A ESPERA E O CUIDADO: A SOLICITAÇÃO DE BREVIDADE COMO ESTRATÉGIA DE ARTICULAÇÃO ASSISTENCIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1397 <p>O trabalho apresenta a experiência da AMA Especialidades Jardim São Luiz no acompanhamento das Solicitações de Brevidade, utilizadas em situações de espera prolongada ou necessidade de agilizar o acesso à atenção especializada. Foram analisados os registros de janeiro de 2023 a julho de 2026, considerando as solicitações realizadas, os atendimentos obtidos e as áreas com maior demanda. O acompanhamento permitiu monitorar as devolutivas e os agendamentos, destacando a importância da atuação do Serviço Social e da articulação com a equipe assistencial e a CRS Sul para favorecer a continuidade do cuidado.</p> Renata da Silva Mota Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1397 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 GOVERNANÇA CLÍNICA NA ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1011 <p>INTRODUÇÃO</p> <p>O aumento da complexidade dos sistemas de saúde, associado ao envelhecimento populacional, à elevada prevalência de doenças crônicas e à necessidade de integração entre os diferentes níveis assistenciais, tem impulsionado a adoção de modelos de gestão capazes de garantir qualidade, segurança e sustentabilidade dos serviços de saúde. Nesse cenário, a governança clínica consolidou-se internacionalmente como uma estratégia organizacional voltada à melhoria contínua da assistência, integrando liderança clínica, gestão de riscos, auditoria clínica, prática baseada em evidências, monitoramento de indicadores, educação permanente e cultura de segurança do paciente.</p> <p>Inicialmente difundida no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (National Health Service – NHS), a governança clínica passou a ser incorporada em diferentes sistemas de saúde como instrumento para promover maior transparência, responsabilização profissional, eficiência organizacional e melhoria dos desfechos clínicos. No contexto brasileiro, especialmente nos serviços ambulatoriais especializados integrantes das Redes de Atenção à Saúde, sua implementação ainda apresenta importantes desafios relacionados à padronização dos processos assistenciais, integração entre os níveis de atenção, utilização sistemática de indicadores e fortalecimento da cultura organizacional voltada para a qualidade.</p> <p>Diante desse contexto, torna-se relevante reunir e sintetizar as evidências científicas disponíveis acerca da governança clínica aplicada à atenção ambulatorial especializada, contribuindo para subsidiar gestores e profissionais na implantação de modelos organizacionais mais seguros, eficientes e centrados nas necessidades dos usuários.</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Analisar as evidências científicas acerca da aplicação da governança clínica na atenção ambulatorial especializada e suas contribuições para a qualidade assistencial, segurança do paciente e fortalecimento da gestão do cuidado.</p> <p>MÉTODO</p> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as etapas metodológicas propostas por Whittemore e Knafl. A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scopus, Web of Science e Cochrane Library, utilizando os descritores controlados "Clinical Governance", "Ambulatory Care", "Outpatient Care", "Quality Improvement", "Patient Safety" e "Health Management", combinados por operadores booleanos.</p> <p>Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2015 e junho de 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e que abordassem modelos de governança clínica aplicados à atenção ambulatorial, gestão da qualidade ou segurança do paciente. Foram excluídos editoriais, cartas ao editor, relatos isolados, estudos duplicados e publicações sem aderência ao objetivo da pesquisa.</p> <p>A seleção ocorreu por leitura dos títulos, resumos e textos completos por revisores independentes, seguida da extração e síntese descritiva das principais evidências encontradas.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>A estratégia de busca identificou estudos provenientes principalmente do Reino Unido, Austrália, Canadá, Itália, Holanda e Brasil, demonstrando que a governança clínica permanece como um dos principais referenciais internacionais para qualificação da assistência em saúde. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, observou-se predominância de estudos observacionais, revisões sistemáticas e documentos institucionais que abordaram a implantação de modelos de governança clínica em diferentes níveis de atenção.</p> <p>Os estudos evidenciaram que a governança clínica está fundamentada em componentes estruturantes, como liderança clínica, auditoria clínica, prática baseada em evidências, educação permanente, gestão de riscos, monitoramento contínuo de indicadores, cultura de segurança, participação multiprofissional e melhoria contínua dos processos assistenciais. Esses componentes atuam de forma integrada, promovendo maior alinhamento entre gestão e assistência, além de fortalecer a responsabilização das equipes pelos resultados clínicos.</p> <p>A auditoria clínica associada ao monitoramento sistemático de indicadores assistenciais foi apontada como uma das intervenções mais efetivas para redução da variabilidade clínica, aumento da adesão aos protocolos institucionais e melhoria da qualidade da assistência. Os estudos também demonstraram que programas estruturados de feedback para profissionais favorecem maior conformidade com boas práticas assistenciais, redução de eventos adversos evitáveis e fortalecimento da cultura de aprendizagem organizacional.</p> <p>Outro achado recorrente foi a importância da liderança clínica participativa. Serviços que estimulam o protagonismo dos profissionais assistenciais na tomada de decisão apresentaram maior engajamento das equipes, melhor comunicação interdisciplinar, maior adesão às diretrizes clínicas e incremento na capacidade institucional de implementar ciclos contínuos de melhoria da qualidade.</p> <p>As evidências também demonstraram impacto positivo da governança clínica sobre a segurança do paciente, especialmente por meio da implantação de protocolos assistenciais, utilização sistemática de indicadores de qualidade, fortalecimento dos sistemas de notificação de incidentes e desenvolvimento de programas permanentes de educação em serviço. Estudos relataram redução da variabilidade das práticas clínicas, aumento da rastreabilidade dos processos assistenciais e maior capacidade institucional para identificação precoce de riscos.</p> <p>No contexto das Redes de Atenção à Saúde, verificou-se que a governança clínica favorece a coordenação do cuidado entre os diferentes pontos da rede, promovendo maior integração entre atenção primária, atenção ambulatorial especializada e serviços hospitalares. A literatura destaca melhorias na continuidade do cuidado, compartilhamento das informações clínicas, fortalecimento das linhas de cuidado e utilização de protocolos clínicos integrados.</p> <p>Estudos mais recentes ressaltam ainda o papel crescente da transformação digital na consolidação da governança clínica. A incorporação de prontuários eletrônicos integrados, painéis de indicadores em tempo real, ferramentas de apoio à decisão clínica, auditorias eletrônicas e sistemas de inteligência artificial vem ampliando a capacidade das organizações para monitorar desempenho assistencial, apoiar decisões gerenciais e desenvolver modelos preditivos voltados à segurança do paciente e à eficiência operacional.</p> <p>Apesar dos benefícios descritos, a literatura identifica desafios importantes para implementação sustentável da governança clínica. Entre eles destacam-se resistência organizacional às mudanças, limitações na formação de lideranças clínicas, escassez de recursos humanos dedicados à qualidade, baixa maturidade dos sistemas de informação, dificuldades na integração entre serviços e insuficiência de investimentos em educação permanente. Os estudos ressaltam que organizações que contam com apoio institucional consistente, cultura organizacional favorável e monitoramento sistemático de indicadores apresentam maior sucesso na consolidação dos modelos de governança clínica.</p> <p>De forma geral, as evidências convergem ao demonstrar que a governança clínica promove melhorias relevantes na qualidade assistencial, fortalece a segurança do paciente, amplia a utilização de práticas baseadas em evidências, favorece a gestão orientada por indicadores e contribui para maior eficiência dos serviços de saúde, especialmente quando implementada de forma estruturada e integrada às Redes de Atenção à Saúde.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A literatura científica demonstra de forma consistente que a governança clínica constitui um dos principais pilares para o fortalecimento da qualidade assistencial e da gestão do cuidado na atenção ambulatorial especializada. Sua implementação favorece a integração entre liderança clínica, prática baseada em evidências, auditoria clínica, educação permanente, monitoramento de indicadores e gestão de riscos, promovendo melhorias na segurança do paciente, padronização dos processos assistenciais, redução da variabilidade clínica e fortalecimento da cultura organizacional voltada para a melhoria contínua.</p> <p>Além disso, as evidências indicam que modelos estruturados de governança clínica potencializam a coordenação do cuidado entre os diferentes níveis das Redes de Atenção à Saúde, contribuindo para maior continuidade assistencial, utilização racional dos recursos e tomada de decisão baseada em evidências. A incorporação de tecnologias digitais e sistemas de informação integrados desponta como importante fator para ampliar a efetividade desses modelos, permitindo monitoramento contínuo do desempenho institucional e maior capacidade de resposta às necessidades da população.</p> <p>Entretanto, a sustentabilidade da governança clínica depende do comprometimento institucional, da formação de lideranças, da participação ativa das equipes multiprofissionais e do desenvolvimento permanente de uma cultura de qualidade e segurança. Dessa forma, recomenda-se que organizações de saúde fortaleçam políticas de governança clínica como estratégia estruturante para qualificar a assistência, aumentar a eficiência dos serviços e consolidar modelos de atenção centrados no paciente e orientados pelos princípios das Redes de Atenção à Saúde.</p> Caio Vinicius Da Fonseca Silva, Vanessa Aparecida Oliveira, Alziro Rodrigues Silva, Silmara Pereira Da Fonseca Fonseca, Marco José de Souza, Cintia Leci Rodrigues Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1011 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 INCIDENTES COMO NORTEADORES PARA AÇÕES E DE BARREIRAS DE SEGURANÇA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1058 <p>A alta incidência de eventos adversos na prestação de assistência à saúde é um desafio global que reforça a necessidade de práticas seguras. Este trabalho tem como objetivo analisar os incidentes notificados na UBS Jardim Eledy para subsidiar a elaboração de barreiras de segurança e ações de melhoria. A metodologia consistiu em treinamentos e sensibilizações realizados entre 2024 e 2025 com as equipes técnica e administrativa. O foco foi incentivar o registro de eventos na plataforma Medicsys, desmistificar o medo de punições e promover uma cultura de segurança no planejamento de ações mitigatórias. Como resultado, observou-se um aumento expressivo e positivo na cultura de notificação: de 251 registros em 2023 para 663 até setembro de 2025. A análise dos dados permitiu intervir nas Metas Internacionais de Segurança do Paciente, resultando na implantação de coleta agendada e etiquetas de risco para comunicação efetiva (Meta 2); alertas visuais e dupla checagem para segurança com medicamentos (Meta 3); e filipetas de orientação para a redução de recoletas e procedimentos mais seguros (Meta 4). Conclui-se que o estímulo à notificação, capitaneado pela Comissão de Gerenciamento de Risco, é fundamental para identificar falhas sistêmicas, engajar os colaboradores em um ambiente não punitivo e garantir a melhoria contínua da segurança do paciente na Atenção Primária.</p> Karina Martins de Queiroz, Jessica Santana Lima Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1058 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 PLANILHA TEMPO REAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1101 <p>O acompanhamento dos exames do pré-natal é essencial para identificar riscos maternos e fetais e atender às metas do Contrato de Gestão. Em 2025, a UBS Parque do Engenho II observou oscilações e dificuldade para reconhecer, em tempo oportuno, gestantes com exames incompletos. A partir de outubro de 2025 foi implantada a Planilha Tempo Real, disponibilizada no site interno da unidade. O instrumento reúne informações por gestante e equipe, sinaliza pendências e prazos relacionados à data provável do parto e apoia o monitoramento compartilhado, a convocação e o acompanhamento pelas equipes e pela gestão.</p> Helena Souza, Renato Costa Monteiro, Paula Barcellos de Pinho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1101 Tue, 08 Sep 2026 00:00:00 +0000 Da escuta ao valor https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1175 <p>A experiência do usuário em saúde é construída ao longo de uma jornada que envolve diferentes profissionais, serviços e processos. Nesse contexto, as manifestações dos usuários constituem importante fonte de informação sobre necessidades, falhas e oportunidades de melhoria. Este relato de experiência apresenta a reestruturação da Ouvidoria como estratégia de escuta, coordenação e aprendizagem organizacional, ampliando sua atuação para além do atendimento individual das demandas. O modelo foi organizado em um fluxo cíclico de escuta, interpretação, coordenação, resolução, aprendizagem e transformação, conectando a voz do usuário às áreas responsáveis e aos processos institucionais. A abordagem possibilitou qualificar a análise das manifestações, fortalecer a articulação entre áreas, aprimorar as respostas e utilizar os dados para identificar recorrências, falhas, riscos e oportunidades de melhoria. Dessa forma, a Ouvidoria passou a atuar como fonte estruturada de inteligência sobre a experiência do usuário, contribuindo para a tomada de decisão, prevenção de recorrências e melhoria contínua da jornada do cuidado. A experiência demonstra que o valor da Ouvidoria não está apenas em responder às manifestações, mas em transformar a escuta do usuário em conhecimento e o conhecimento em mudanças que qualifiquem o cuidado.</p> Ana Paula Passos Lacerda da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1175 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 JORNAL DO RISCO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1313 <div class="otQkpb" role="heading" aria-level="3" data-animation-nesting="" data-sfc-cp="" data-wiz-attrbind="aria-level=qZUH5e_2g/fLk2Md" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-processed="true" data-sae="" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 20px; font-weight: 600; margin: 24px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 20px; font-weight: 600; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">O Jornal do Risco como Ferramenta de Cultura de Segurança<!--TgQPHd|||[]--></strong><!--TgQPHd|||[]--></div> <ul> <li style="list-style-type: none;"> <ul class="KsbFXc U6u95" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-ved="2ahUKEwi6jubcypOXAxWZF7kGHU_MAKgQ-7AUeggIAggBCAgQAA" data-hveid="CAIIAQgIEAA" data-complete="true" data-processed="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 12px 0px 16px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"> <li class="Z1qcYe" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-hveid="CAIIAQgIEAE" data-complete="true" data-sae="" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><span class="iNqyIf" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Introdução:<!--TgQPHd|||[]--></strong> A comunicação eficaz é indispensável para engajar colaboradores e consolidar a segurança do paciente. Diante disso, a Comissão de Gerenciamento de Riscos do <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Hospital Dia Campo Limpo<!--TgQPHd|||[]--></strong> criou o <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Jornal do Risco<!--TgQPHd|||[]--></strong> em 2025, um informativo trimestral focado em compartilhar práticas de segurança, notificações, auditorias e melhorias. Até o momento, foram publicadas <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">7 edições<!--TgQPHd|||[]--></strong>.<!--TgQPHd|||[]--></span><!--TgQPHd|||[]--></li> <li class="Z1qcYe" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-hveid="CAIIAQgIEAI" data-complete="true" data-sae="" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><span class="iNqyIf" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Objetivo:<!--TgQPHd|||[]--></strong> Fortalecer a <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">cultura de segurança do paciente<!--TgQPHd|||[]--></strong> por meio da disseminação de informações institucionais. O projeto visa conscientizar a equipe sobre eventos adversos e planos de contingência, estimular a identificação de riscos e promover o aprendizado contínuo dentro da unidade.<!--TgQPHd|||[]--></span><!--TgQPHd|||[]--></li> <li class="Z1qcYe" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-hveid="CAIIAQgIEAM" data-complete="true" data-sae="" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><span class="iNqyIf" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Metodologia:<!--TgQPHd|||[]--></strong> Trata-se de um informativo de <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">periodicidade trimestral<!--TgQPHd|||[]--></strong>, desenvolvido pela própria Comissão de Riscos com linguagem acessível. A distribuição ocorre de forma <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">multicanal<!--TgQPHd|||[]--></strong> para abranger todos os setores: via grupos digitais de comunicação, formato impresso na administração e através de <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">QR Codes<!--TgQPHd|||[]--></strong> espalhados em pontos estratégicos.<!--TgQPHd|||[]--></span><!--TgQPHd|||[]--></li> <li class="Z1qcYe" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-hveid="CAIIAQgIEAQ" data-complete="true" data-sae="" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><span class="iNqyIf" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Resultados:<!--TgQPHd|||[]--></strong> A iniciativa ampliou o alcance das ações da comissão e transformou os dados de eventos adversos em ferramentas educativas. Houve um <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">aumento real no número de notificações<!--TgQPHd|||[]--></strong>, demonstrando maior sensibilização e engajamento da equipe, além de maior transparência no compartilhamento de inconformidades e auditorias.<!--TgQPHd|||[]--></span><!--TgQPHd|||[]--></li> <li class="Z1qcYe" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-hveid="CAIIAQgIEAU" data-complete="true" data-sae="" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><span class="iNqyIf" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" aria-owns="action-menu-parent-container" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Conclusão:<!--TgQPHd|||[]--></strong> O Jornal do Risco consolidou-se como uma estratégia eficaz de <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">educação permanente<!--TgQPHd|||[]--></strong>. O projeto provou que a transparência de dados gera melhoria contínua, aproximando a equipe assistencial do gerenciamento de riscos e reforçando o papel de cada profissional na segurança hospitalar.</span></li> </ul> </li> </ul> Luana Aparecida da Silva, Darana Contino Neubauer Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1313 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Programa Experiência que Acolhe: uma experiência exitosa na integração de novos colaboradores https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1428 <p class="isSelectedEnd">A admissão de um novo profissional em uma instituição de saúde representa um importante momento de adaptação, marcado pelo contato com uma nova cultura organizacional, diferentes fluxos de trabalho, protocolos, tecnologias, equipes e práticas assistenciais. Embora o profissional possua formação acadêmica e experiência prévia, o conhecimento específico sobre os processos institucionais é construído a partir da vivência e da interação com a equipe.</p> <p class="isSelectedEnd">Diante dessa necessidade, foi desenvolvida a experiência <strong>“Programa Experiência que Acolhe”</strong>, com o propósito de qualificar o processo de integração dos novos colaboradores por meio da aproximação com profissionais experientes e reconhecidos institucionalmente por sua competência técnica, postura ética, comunicação, comprometimento e domínio dos processos de trabalho.</p> <p class="isSelectedEnd">A experiência foi estruturada a partir da compreensão de que a integração não deve se limitar à apresentação das normas e rotinas institucionais, mas constituir-se como um processo de <strong>acolhimento, aprendizagem, troca de conhecimentos, acompanhamento e desenvolvimento profissional</strong>.</p> <p class="isSelectedEnd">Nesse modelo, o profissional experiente atua como referência para o recém-admitido, compartilhando conhecimentos construídos a partir da prática cotidiana e favorecendo a compreensão dos fluxos assistenciais e administrativos, das particularidades dos setores e da cultura de segurança da instituição.</p> <h2>Objetivo</h2> <p class="isSelectedEnd">Relatar a experiência do <strong>Programa Experiência que Acolhe</strong> como estratégia de integração e desenvolvimento de novos colaboradores, destacando sua contribuição para o acolhimento profissional, a transmissão do conhecimento institucional, a padronização das práticas, a segurança do paciente e a qualidade da assistência.</p> <h2>Desenvolvimento da Experiência</h2> <p class="isSelectedEnd">A experiência foi organizada de maneira estruturada e progressiva, considerando as necessidades do profissional recém-admitido e as especificidades de sua área de atuação.</p> <p class="isSelectedEnd">O processo de integração foi conduzido por um profissional de referência, possibilitando ao novo colaborador conhecer a instituição e vivenciar, de forma acompanhada, as atividades relacionadas à sua função.</p> <h3>1. Acolhimento e aproximação</h3> <p class="isSelectedEnd">Inicialmente, foram realizadas a apresentação da instituição, do setor, da equipe multiprofissional e da estrutura física, além da abordagem das principais normas, rotinas e fluxos institucionais.</p> <p class="isSelectedEnd">Essa etapa teve como finalidade favorecer a familiarização do profissional com o ambiente de trabalho e reduzir as inseguranças características do processo de ingresso em uma nova instituição.</p> <h3>2. Compartilhamento da experiência</h3> <p class="isSelectedEnd">O profissional de referência passou a compartilhar conhecimentos relacionados aos processos de trabalho, protocolos institucionais, fluxos assistenciais e particularidades da rotina do setor.</p> <p class="isSelectedEnd">A troca ocorreu de maneira prática e contextualizada, valorizando o conhecimento construído pela experiência profissional e possibilitando ao novo colaborador compreender não apenas <strong>o que deve ser realizado</strong>, mas também <strong>como e por que as atividades são desenvolvidas daquela maneira na instituição</strong>.</p> <h3>3. Demonstração e vivência prática</h3> <p class="isSelectedEnd">As atividades, técnicas, procedimentos, utilização de equipamentos, sistemas e registros assistenciais foram apresentados e demonstrados pelo profissional de referência.</p> <p class="isSelectedEnd">Na sequência, o novo colaborador passou a vivenciar gradualmente as atividades de sua função, inicialmente com maior acompanhamento e, posteriormente, com ampliação progressiva de sua autonomia.</p> <h3>4. Acompanhamento e suporte</h3> <p class="isSelectedEnd">Durante o processo, o profissional de referência permaneceu como suporte para esclarecimento de dúvidas, orientação das condutas e discussão de situações identificadas na prática.</p> <p class="isSelectedEnd">Esse acompanhamento possibilitou a identificação precoce de dificuldades e a realização de orientações individualizadas, tornando o processo de aprendizagem mais próximo da realidade vivenciada pelo profissional.</p> <h3>5. Validação das competências</h3> <p class="isSelectedEnd">Ao longo da experiência, foram observados conhecimentos, habilidades técnicas, comunicação, registros, utilização dos sistemas, cumprimento dos protocolos e capacidade de atuação de acordo com as diretrizes institucionais.</p> <p class="isSelectedEnd">A validação ocorreu de forma progressiva, respeitando o desenvolvimento individual do profissional e as competências necessárias para o exercício seguro de suas atividades.</p> <h3>6. Feedback e educação permanente</h3> <p class="isSelectedEnd">O feedback foi incorporado como ferramenta fundamental do processo, permitindo reconhecer potencialidades, esclarecer dúvidas e identificar oportunidades de melhoria.</p> <p class="isSelectedEnd">Quando identificadas necessidades específicas, foram realizadas orientações e/ou direcionamentos para treinamentos complementares, fortalecendo a integração entre o processo de admissão e a educação permanente.</p> <h2>Resultados e Impactos Observados</h2> <p class="isSelectedEnd">A experiência demonstrou que a integração estruturada por meio da aproximação entre profissionais experientes e recém-admitidos favoreceu uma adaptação mais organizada e segura ao ambiente institucional.</p> <p class="isSelectedEnd">Entre os principais resultados e impactos observados, destacam-se:</p> <ul data-spread="false"> <li>maior familiarização dos novos colaboradores com a estrutura e os processos institucionais;</li> <li>melhor compreensão dos fluxos e protocolos relacionados à assistência;</li> <li>maior aproximação e integração com as equipes;</li> <li>compartilhamento do conhecimento construído a partir da experiência profissional;</li> <li>identificação mais precoce de dúvidas e necessidades de desenvolvimento;</li> <li>fortalecimento da comunicação entre profissionais;</li> <li>maior segurança para a execução das atividades;</li> <li>estímulo à padronização das práticas;</li> <li>fortalecimento da cultura de segurança do paciente;</li> <li>valorização dos profissionais experientes como agentes de disseminação do conhecimento;</li> <li>estímulo à educação permanente no ambiente de trabalho.</li> </ul> <p class="isSelectedEnd">Além dos aspectos relacionados ao desempenho profissional, a experiência possibilitou ressignificar o processo de admissão, transformando-o em uma oportunidade de <strong>acolhimento, troca e construção de pertencimento institucional</strong>.</p> <p class="isSelectedEnd">A proposta também evidenciou que o conhecimento institucional não está restrito aos documentos, protocolos e normas, sendo igualmente construído pela experiência cotidiana dos profissionais e pelas relações estabelecidas no ambiente de trabalho.</p> <h2>Diferencial da Experiência</h2> <p class="isSelectedEnd">O principal diferencial do <strong>Programa Experiência que Acolhe</strong> está na valorização da experiência profissional como ferramenta de aprendizagem e integração.</p> <p class="isSelectedEnd">A estratégia possibilita que profissionais que já conhecem os processos institucionais atuem como referências para aqueles que estão iniciando sua trajetória na instituição, estabelecendo uma relação de troca e aprendizagem baseada na prática.</p> <p class="isSelectedEnd">Nesse contexto, a experiência articula quatro pilares fundamentais — <strong>VITA: Valor, Integração, Técnica e Assistência</strong>:</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Valor:</strong> reconhecimento e valorização dos profissionais e de seus conhecimentos.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Integração:</strong> aproximação do novo colaborador com a instituição, equipe e cultura organizacional.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Técnica:</strong> desenvolvimento e consolidação das competências necessárias para uma atuação segura e qualificada.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Assistência:</strong> repercussão do processo de integração na qualidade e segurança do cuidado prestado ao paciente.</p> <h2>Aprendizados da Experiência</h2> <p class="isSelectedEnd">A vivência demonstrou que acolher um novo profissional vai além de apresentar a instituição, entregar documentos ou explicar rotinas. A integração torna-se mais significativa quando o profissional tem a oportunidade de <strong>observar, vivenciar, perguntar, praticar, receber feedback e aprender com quem possui experiência naquele contexto</strong>.</p> <p class="isSelectedEnd">Outro aprendizado importante foi a necessidade de reconhecer e preparar os profissionais que atuam como referências, garantindo que o compartilhamento de conhecimento ocorra de maneira estruturada e alinhada às diretrizes institucionais.</p> <p class="isSelectedEnd">A experiência também reforçou a importância da integração entre liderança, profissionais de referência, educação permanente e equipes assistenciais para que o processo de acolhimento seja contínuo e efetivo.</p> <h2>Conclusão</h2> <p class="isSelectedEnd">O <strong>Programa Experiência que Acolhe</strong> consolidou-se como uma experiência de valorização do conhecimento e de fortalecimento do processo de integração dos novos colaboradores.</p> <p class="isSelectedEnd">A aproximação entre profissionais experientes e recém-admitidos favoreceu a transmissão do conhecimento institucional, a compreensão dos processos de trabalho, a integração com as equipes e o desenvolvimento progressivo da autonomia profissional.</p> <p class="isSelectedEnd">Mais do que uma estratégia de integração, a experiência representa uma prática de <strong>educação permanente, valorização profissional e fortalecimento da cultura de segurança</strong>, com potencial de repercussão positiva na qualidade da assistência.</p> <p>A experiência evidencia que cuidar de quem chega também é uma forma de cuidar de quem será atendido. Ao acolher, orientar, acompanhar e desenvolver o profissional, a instituição fortalece sua capacidade de oferecer um cuidado cada vez mais seguro, qualificado e humanizado.</p> AMANDA PRISCILA DIAS SCOPIGNO SCOPIGNO, Dirley, Pamela Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1428 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 APLICAÇÃO DAS CURVAS ABC E XYZ NA GESTÃO DE ESTOQUE EM SERVIÇO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1596 <p><strong>A gestão de estoques de medicamentos é essencial em unidades de urgência para garantir a continuidade do atendimento e o uso adequado dos recursos. As Curvas ABC e XYZ permitem analisar, respectivamente, o impacto financeiro e a variação do consumo dos medicamentos.</strong></p> <p><strong>A aplicação integrada das Curvas ABC e XYZ, associada aos indicadores de consumo e estoque, contribui para: </strong><strong>Identificar prioridades de acompanhamento, m</strong><strong>elhorar o planejamento de compras, e</strong><strong>vitar excesso de estoque e desperdícios, o</strong><strong>timizar os recursos disponíveis.</strong></p> <p>&nbsp;</p> DANIELA PIRES SANTOS, NEILAN SANTOS BARBOSA, FRANCISCO FERNANDES DOS SANTOS Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1596 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO PREVENTIVA BASEADO NA ENGENHARIA DE RESILIÊNCIA PARA FORTALECER A CONTINUIDADE DO CUIDADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/997 <p>Alinhado ao conceito Safe Health Workers, Safe Patients, da Organização Mundial da Saúde, e ao Quadruple Aim, do Institute for Healthcare Improvement, que reconhecem o bem-estar dos profissionais como condição para a qualidade e a segurança assistencial, o Programa RITMO foi desenvolvido para integrar a segurança do trabalhador à segurança do paciente. Fundamentado na Engenharia de Resiliência, o modelo fortalece a capacidade adaptativa institucional por meio da antecipação de riscos, desenvolvimento das lideranças e aprendizagem organizacional. Sua implementação resultou na redução de 31% dos acidentes com material biológico e de 11% dos acidentes típicos, preservando a continuidade do cuidado, reduzindo vulnerabilidades operacionais e fortalecendo a confiabilidade dos processos assistenciais. A experiência demonstra que proteger quem cuida é uma estratégia essencial para promover cuidado seguro, qualidade assistencial e organizações de saúde mais resilientes.</p> Antonio Carlos Barbosa da Silva Junior Da Silva, Rafael Santos Silva Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/997 Mon, 03 Aug 2026 00:00:00 +0000 VALORIZAÇÃO DO TRABALHO EM REDE PELA GESTÃO E OS IMPACTOS NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1111 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="32" data-end="751">A articulação entre o hospital e a Rede de Atenção à Saúde constitui uma estratégia essencial para superar a fragmentação do cuidado e evitar uma atuação hospitalar isolada. O fortalecimento dessa interface favorece a continuidade assistencial, amplia a comunicação entre os diferentes serviços e contribui para a qualificação dos fluxos de referência e contrarreferência. Nesse contexto, a atuação integrada da gestão assistencial e médica, com apoio do Serviço Social, mostrou-se fundamental para fortalecer a relação entre o hospital, a Atenção Primária à Saúde (APS), a Estratégia Saúde da Família, o EMAD e os demais pontos da rede, promovendo maior segurança, resolutividade e continuidade do cuidado ao paciente.</p> <p data-start="753" data-end="1119">O presente trabalho teve como objetivo relatar a experiência da atuação integrada da gestão assistencial e médica, com apoio do Serviço Social, na articulação entre o hospital e a Rede de Atenção à Saúde, visando qualificar os processos de referência e contrarreferência, fortalecer a continuidade do cuidado e otimizar a utilização dos recursos disponíveis na rede.</p> <p data-start="1121" data-end="2204">Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido a partir da implantação e fortalecimento de uma estratégia de integração entre o hospital e os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. As ações foram coordenadas pela gestão assistencial e médica, com participação ativa do Serviço Social e das equipes assistenciais. A intervenção foi estruturada em diferentes eixos, incluindo participação da gestão em reuniões de matriciamento com o EMAD; realização de encontros entre profissionais da Atenção Primária à Saúde, corpo clínico hospitalar e especialidades; qualificação dos encaminhamentos e das contrarreferências; disponibilização do resumo de alta diretamente no prontuário eletrônico da rede; organização do agendamento oportuno do binômio mãe-filho após a alta hospitalar; desenvolvimento de ações de educação permanente destinadas às equipes da APS; implantação de espaço de referência e apoio ao aleitamento materno; realização de grupos de gestantes no ambiente hospitalar; e fortalecimento da comunicação entre os diferentes pontos de atenção.</p> <p data-start="2206" data-end="2606">As ações foram conduzidas de maneira integrada, com foco na coordenação dos fluxos assistenciais, na continuidade do cuidado após a alta e na utilização mais adequada dos recursos disponíveis na rede. A aproximação entre as equipes possibilitou maior compartilhamento de informações, discussão conjunta de necessidades assistenciais e construção de estratégias voltadas à transição segura do cuidado.</p> <p data-start="2608" data-end="3292">Como resultados, observou-se maior aproximação entre o hospital e a Atenção Primária à Saúde, com fortalecimento da comunicação entre as equipes e ampliação da corresponsabilização pelo cuidado. Houve qualificação das informações compartilhadas durante a transição assistencial, proporcionando maior clareza nos encaminhamentos, nas contrarreferências e na disponibilização dos resumos de alta no prontuário da rede. A articulação entre gestão assistencial, gestão médica, Serviço Social, APS e EMAD favoreceu maior agilidade na resolução das demandas que necessitavam de suporte da atenção domiciliar, contribuindo para fluxos assistenciais mais oportunos e decisões mais assertivas.</p> <p data-start="3294" data-end="3908">Também foi observado fortalecimento das referências internas e externas do serviço, facilitando o direcionamento dos pacientes conforme suas necessidades e ampliando a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. As ações de educação permanente e de aproximação com as equipes da APS contribuíram para maior alinhamento dos processos de trabalho, compartilhamento de boas práticas e fortalecimento da atuação multiprofissional. A estratégia possibilitou, ainda, que a alta hospitalar passasse a ser compreendida como uma etapa de transição do cuidado, e não como o encerramento da assistência.</p> <p data-start="3910" data-end="4654" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A experiência demonstrou que a atuação articulada da gestão assistencial e médica, com participação do Serviço Social e integração com os demais serviços da rede, fortalece o hospital como parte integrante da Rede de Atenção à Saúde. A aproximação com a APS e com o EMAD qualificou a comunicação, aprimorou os encaminhamentos e as contrarreferências, ampliou a continuidade assistencial e favoreceu maior resolutividade dos processos. Conclui-se que o trabalho integrado entre os diferentes pontos de atenção consolida uma rede mais conectada, corresponsável e preparada para garantir continuidade, segurança, equidade e melhor direcionamento do cuidado, evidenciando a importância da gestão na valorização e fortalecimento do trabalho em rede.</p> Karen Moura, Kariny Sacramento, Daniel Godinho, Godinho e Elaine Cristina da Silva Gonçalves Mota Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1111 Mon, 14 Sep 2026 00:00:00 +0000 AUDITORIA DA RASTREABILIDADE DE MEDICAMENTOS DE ALTA VIGILÂNCIA NA UBS JARDIM COIMBRA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1138 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="184" data-end="575"><strong data-start="184" data-end="199">Introdução:</strong> Os Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) apresentam maior potencial de causar danos graves quando utilizados inadequadamente, tornando fundamental a adoção de estratégias que assegurem a rastreabilidade e a segurança do processo medicamentoso. Nesse contexto, a auditoria sistemática pode favorecer a identificação de não conformidades e subsidiar ações de melhoria contínua.</p> <p data-start="577" data-end="764"><strong data-start="577" data-end="590">Objetivo:</strong> Avaliar a evolução das não conformidades relacionadas à rastreabilidade dos Medicamentos de Alta Vigilância após a implantação de um fluxo estruturado na UBS Jardim Coimbra.</p> <p data-start="766" data-end="1457"><strong data-start="766" data-end="778">Métodos:</strong> Relato de experiência desenvolvido na UBS Jardim Coimbra, entre janeiro de 2024 e junho de 2026. Foi implantado fluxo multiprofissional envolvendo Farmácia e Enfermagem, com dispensação mediante prescrição em duas vias, dupla conferência, registro em planilha de rastreabilidade e utilização, pela Enfermagem, de máscara padronizada para registro no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Foram realizadas auditorias mensais, com identificação das não conformidades, devolutivas às equipes, capacitações e definição de ações de melhoria. O indicador analisado correspondeu ao percentual mensal de prescrições com não conformidades em relação ao total de prescrições auditadas.</p> <p data-start="1459" data-end="2083"><strong data-start="1459" data-end="1474">Resultados:</strong> Foram auditadas <strong data-start="1491" data-end="1510">382 prescrições</strong> ao longo de 30 meses, sendo 174 em 2024, 153 em 2025 e 55 entre janeiro e junho de 2026. Observou-se redução progressiva das não conformidades após a implantação do fluxo. Em 2024, período de implantação e adaptação, houve maior variabilidade do indicador. Em 2025, a continuidade das auditorias, associada a capacitações e devolutivas, acompanhou a consolidação do processo. Em janeiro de 2026, foi observado percentual de 100% de não conformidades (12/12 prescrições), seguido de redução nos meses subsequentes, com 0% em fevereiro, março, maio e junho e 12,5% em abril.</p> <p data-start="2085" data-end="2434"><strong data-start="2085" data-end="2110">Considerações finais:</strong> A experiência demonstrou que o monitoramento sistemático da rastreabilidade dos MAV, associado a ações educativas, devolutivas e participação multiprofissional, contribuiu para a identificação e redução das não conformidades e para o fortalecimento de práticas seguras na utilização desses medicamentos na Atenção Primária.</p> Nara Yamaguchi Nakao, Creuza Márcia Pereira Oliveira, Zenaide Viana Gomes dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1138 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 RUE- Busca Ativa https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1185 <ul> <li><sup>RESUMO</sup></li> <li><sup>A estratégia RUE Busca Ativa, foi estudada pelos Gestores das Unidades que fazem parte do Setor 1 gerenciadas pela Empresa CEJAM, Upa Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul e UBS Vera Cruz, abrangentes da região Jardim Ângela no Município de São Paulo. Unidades unificadas em uma estratégia, que tem por finalidade realizar um controle preciso de pacientes das classes prioritárias, que abrange todo o contexto nos atendimentos realizados nas atividades diárias das Unidades. Dentre eles, Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos, prioridades que necessitam de acompanhamento para melhor cuidado e assistência de acordo com suas especificidades.</sup></li> </ul> <p><span style="font-size: 11.6667px;">ABSTRACT</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">The RUE Active Search strategy was studied by the managers of the units comprising Sector 1—managed by the CEJAM organization—which include UPA Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul, and UBS Vera Cruz, all serving the Jardim Ângela region in the Municipality of São Paulo. These units united under a single strategy aimed at precisely monitoring patients belonging to priority groups—encompassing the full scope of care provided during daily operations—such as those with arterial hypertension (HAS) and diabetes (DIA), as well as pregnant women and the elderly; these groups require monitoring to ensure optimal care and assistance tailored to their specific needs.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Keywords: Active outreach; Urgency and emergency network; Continuity of care; Primary care; Health integration.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">INTRODUÇÃO</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">A coordenação do cuidado com o apoio das equipes durante o atendimento é capaz de promover maior coerência e eficiência na utilização dos recursos de saúde disponíveis, produzir significativas melhorias na sua qualidade, reduzir obstáculos para o acesso nos variados níveis de atenção e potencializar a capacidade do sistema em ofertar cuidados integrais, sobretudo para usuários que demandam atenção constante.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Desta forma é fundamental a existência de estratégias, programas elaborados nas Unidades de saúde e entre as Redes de atenção especializada, para que possa favorecer qualidade no atendimento, não somente nas ações voltadas ao cuidado, mas fortalecer o atendimento, garantindo cuidado centralizado nas comorbidades de cada indivíduo e suas necessidades.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">No Brasil, as Políticas Nacionais de Atenção Básica (PNAB) de 2011 e 2017 passaram atribuir maior relevância na organização das Redes de Atenção à Saúde (RAS) a partir da instituição da Estratégia Saúde da Família (ESF), o que gerou um rápido processo de ampliação do acesso à população.5</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">O Sistema de Saúde, no Brasil, encontra-se estruturado em três níveis hierárquicos complementares de atenção à saúde − atenção básica, de média e alta complexidade. Cada um desses componentes da rede assistencial deve participar da Atenção às Urgências respeitando-se os limites de sua complexidade e capacidade de resolução. É esperado que a população que necessita de atendimento possa ser acolhida em qualquer nível de atenção e encaminhada para os demais níveis quando a complexidade do atendimento exigido ultrapasse a capacidade de assistência do serviço. ³</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Nesse cenário, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) surgem como uma das estratégias da Política Nacional de Atenção às Urgências para a melhor organização da assistência, articulação dos serviços; e definição de fluxos e referências resolutivas.3</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Essa estratégia aparece como uma das iniciativas resolutivas para o problema da superlotação em emergências hospitalares. A identificação de pacientes que necessitam de acompanhamento pela Atenção Básica durante o atendimento de urgência representa uma oportunidade para fortalecer a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Nesse contexto, a estratégia RUE Busca Ativa foi implantada como uma ferramenta de comunicação e articulação entre os serviços do Setor 1, gerenciados pelo CEJAM. A Busca Ativa é feito durante a triagem classificatória de risco, prestando atendimento resolutivo aos pacientes acometidos por quadros agudos ou crônicos, casos de baixa complexidade, a identificação de pacientes prioritários com Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos. E de acordo, com a classificação o profissional enfermeiro identifica uma das classes citadas, orienta , prioriza o atendimento caso algum parâmetro vital esteja alterado, e insere os dados solicitados no formulário (FORMS), da Busca Ativa, para continuidade no processo saúde doença.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">A estratégia teve início em janeiro de 2026, surgiu com o propósito de unificar o processo de busca ativa por meio de uma ferramenta compartilhada entre as unidades. Durante a classificação de risco, realizado pelo profissional Enfermeiro atuante na UPA Vera Cruz, a equipe identifica pacientes que se enquadram nos grupos definidos para a estratégia: pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), gestantes e idosos. Após a identificação, é realizado o preenchimento de um formulário eletrônico (Forms) com os dados necessários. As informações são disponibilizadas automaticamente em uma planilha compartilhada, permitindo que a UBS de origem visualize a identificação do paciente, dando continuidade às ações de cuidado conforme suas necessidades.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Contudo, o principal papel do Acolhimento com Classificação de Risco, é a escuta qualificada e estabelecimento de prioridade para atendimentos emergenciais, orientação quanto ao papel da atenção básica e importância de existir um vínculo entre as unidades de saúde e o paciente.³</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">No entanto, o cuidado aos pacientes ainda se veem encontrando dificuldades para receber apoio e articular ações com especialistas de outros pontos de atenção. As redes de serviços locais ainda não dispõem de referências e fluxos definidos para orientar e estruturar a atuação das equipes no seu relacionamento com a rede, Ademais, a organização do processo de trabalho não favorece a programação das ações em função de elementos da gestão do cuidado, mas sim uma troca qualificada de informações entre os trabalhadores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e UPA Vera Cruz.com o propósito de assistência qualificada e eficiente.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">A integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde é fundamental para garantir a continuidade e a coordenação do cuidado. Entendemos os desafios na articulação entre e a Rede de Urgência e Emergência e, a Atenção Primária, especialmente na comunicação e definição de fluxos assistenciais. Nesse contexto, foi realizado estratégia que facilite o acesso às informações, a continuidade no cuidado e atenção aos pacientes de acordo com sua complexidade.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">OBJETIVO</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Relatar a experiência da implantação da estratégia RUE Busca Ativa como ferramenta de integração entre a UPA Vera Cruz e as Unidades Básicas de Saúde do Setor 1, UBS Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul, favorecendo a comunicação entre os serviços e a continuidade no cuidado dos pacientes pertencentes aos grupos prioritários.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">MÉTODOS</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Trata-se de um relato de experiência exitosa, implantado em janeiro de 2026, com inicio em julho, envolvendo a UPA Vera Cruz, UBS Capela, UBS Horizonte Azul, e UBS Vera Cruz, Unidades que fazem parte do Setor 1, gerenciadas pelo CEJAM. È realizado a identificação de pacientes prioritários com Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos. Os dados são registrados em um formulário eletrônico (FORMS) e, disponibilizados automaticamente em planilha compartilhada com as Unidades Básicas.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">A estratégia teve início em janeiro de 2026, surgiu com o propósito de unificar o processo de busca ativa por meio de uma ferramenta compartilhada entre as unidades. Durante a classificação de risco, realizado pelo profissional Enfermeiro atuante na UPA Vera Cruz, a equipe identifica pacientes que se enquadram nos grupos definidos para a estratégia: pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), gestantes e idosos. Após a identificação, é realizado o preenchimento de um formulário eletrônico (Forms) com os dados necessários. As informações são disponibilizadas automaticamente em uma planilha compartilhada, permitindo que a UBS de origem visualize a identificação do paciente, dando continuidade às ações de cuidado conforme suas necessidades.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Para este estudo foram utilizados experiência vivenciada no âmbito profissional, na rotina diária de trabalho, e 7 artigos na base de dados Scielo, com temáticas relacionados ao contexto sobre linha do cuidado ao paciente, com foco em melhoria, busca ativa e qualidade no atendimento.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">RESULTADOS</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Observou-se com este estudo a importância do cuidado em saúde, centralizado nas necessidades de cada individuo de acordo com suas necessidades ou comorbidades, seja HAS, DIA, às classes prioritárias Gestantes e idosos e, demais usuários pertencentes às Unidades citadas no decorrer do estudo, o conhecimento dos profissionais para desenvolver uma assistência de qualidade, minimizando potencial instabilidade. Para isso, as Unidades do Setor 1 gerenciadas pelo Cejam, realizaram articulação, que pudesse trazer melhoria, ação efetiva para a estratégia RUE linha de cuidado. Estratégia, que por sua vez, é realizado durante a classificação de risco, na qual o profissional enfermeiro, baseado na queixa referida, e estando relacionado a HAS- DIA- Gestante ou Idoso, preencher o formulário criado dentro dessa estratégia para monitorar, controlar esta classe sinalizando a Unidade Básica de origem, e em qual categoria se enquadra. Ou seja, estabelecer um bom desempenho durante a triagem é um importante passo para direcionar estratégias de melhorias na identificação precoce de pacientes, que necessitam de atenção e orientação com mais ênfase, devido muitos não entender corretamente o tratamento adequado ou, por exemplo no caso da gestante a importância do pré natal, e cuidado com os idosos no seu processo de envelhecimento e surgimento de alterações fisiológicas. E na organização de fluxos de atendimento, com o objetivo de melhoria, qualidade assistencial. 7</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Fortalecimento da comunicação entre UPA e Atenção Básica. • Padronização e organização do processo de busca ativa. • Compartilhamento oportuno das informações com a UBS de referência. • Maior integração entre os serviços envolvidos na estratégia. • Identificação do paciente ainda durante o atendimento de urgência. • Fortalecimento da continuidade e da longitudinalidade do cuidado na rede.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Por fim, os resultados relacionados com a ‘continuidade informacional e fluxos de comunicação com a rede’ apontam, de maneira geral, para uma melhora nos mecanismos de troca de informação entre os profissionais.4</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">CONCLUSÃO</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">A experiência da RUE Busca Ativa demonstra o potencial de uma estratégia simples, padronizada e compartilhada para aproximar os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Ao identificar o paciente na urgência e comunicar a informação à UBS de origem, fortalece o cuidado ao paciente, fortalece a articulação entre as Unidades e a iniciativa contribui para transformar uma oportunidade de atendimento em possibilidade de melhoria contínua e qualidade na assistência.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">E podemos observar no dia a dia de trabalho, o quanto essa estratégia facilita a qualidade no atendimento, o cuidado para com o paciente, que tanto necessita de cuidado, por muitas vezes, não saber acompanhar corretamente seu tratamento. E por meio, desta Busca Ativa (RUE), os pacientes das classes prioritárias HAS&lt; DIA&lt; Gestantes e Idosos, são acompanhados com muita atenção por meio do formulário preenchido de forma correta, abrangendo a principal causa para este monitoramento. O cuidado após os dados fornecidos em tempo real através do FORMS, é destinado as Unidades Básicas de Saúde, assim citadas ao longo do estudo, com seus profissionais qualificados para atender as demandas diárias, e as classes prioritárias pertencentes não somente nesse contexto, mas no cuidado como um todo mensalmente e integral aos usuários pertencentes a região de abrangência.</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Contexto organizacional e gerência do cuidado pelos enfermeiros em unidades de pronto atendimento •&nbsp;Rev. Gaúcha Enferm. 35 (4)&nbsp;•&nbsp;Dez&nbsp;2014&nbsp;•&nbsp;https://doi.org/10.1590/1983-1447.2014.04.45221</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Gestão do trabalho nas Unidades de Pronto Atendimento: estratégias governamentais e perfil dos profissionais de saúde&nbsp;•&nbsp;Cad. Saúde Pública 32 (2)&nbsp;•&nbsp;2016&nbsp;•&nbsp;https://doi.org/10.1590/0102-311X00170614</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Unidade de Pronto Atendimento - UPA 24h: percepção da enfermagem Artigo Original Saionara Nunes de Oliveira, Bianca Jacqueline Ramos, Marina Piazza, Marta Lenise do Prado, &nbsp;Kenya Schmidt Reibnitz, Adalbi Cilonei Souza•&nbsp;Texto contexto - enferm. 24 (1)&nbsp;•&nbsp;Jan-Mar&nbsp;2015&nbsp;•&nbsp;https://doi.org/10.1590/0104-07072015003390011</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Coordenação na Atenção Básica e integração na Rede de Atenção à Saúde: em que avançamos? Luciana Sepúlveda Köptcke RELATO DE EXPERIÊNCIA&nbsp;•&nbsp;Saúde debate 48 (spe2)&nbsp;•&nbsp;2024&nbsp;•&nbsp;https://doi.org/10.1590/2358-28982024E28784P</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">A Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Brasil: revisão integrativa da literatura Luís Fernando Nogueira Tofani, Lumena Almeida Castro Furtado, Rosemarie Andreazza, André Luiz Bigal &nbsp;Deize Graziele Conceição Ferreira Feliciano, Gabriela Rodrigues da Silva Arthur Chioro •&nbsp;Saude soc. 32 (1)&nbsp;•&nbsp;2023&nbsp;•&nbsp;https://doi.org/10.1590/S0104-12902023220122pt</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Sistema Manchester: tempo empregado na classificação de risco e prioridade para atendimento em uma emergência Franciele Anziliero, Bárbara Elis Dal Soler&nbsp;, Bárbara Amaral da Silva, Thaíla Tanccini. Mariur Gomes Beghetto •&nbsp;Rev. Gaúcha Enferm. (Online) 37 (4)&nbsp;•&nbsp;2016&nbsp;•&nbsp;https://doi.org/10.1590/1983-1447.2016.04.64753</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">&nbsp;</span></p> <p><span style="font-size: 11.6667px;">Desempenho da triagem rápida realizada por enfermeiros na porta de emergência &nbsp;Bruna Roberta Siqueira Moura, Lilia de Souza Nogueira • Rev. Latino-Am. Enfermagem 28 • 2020 • https://doi.org/10.1590/1518-8345.3467.3378</span></p> Yeda Miyamae Franco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1185 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 Governança do tempo assistencial em UPA Porte II: regulação ativa na Rede SUS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1287 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Relatar a experiência da implantação do Núcleo Interno de Regulação (NIR) em uma Unidade de Pronto Atendimento Porte II como estratégia para governança do tempo assistencial, redução da permanência superior a 24 horas e otimização da rotatividade dos leitos de observação. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo descritivo do tipo relato de experiência, desenvolvido na UPA 24h Alto da Ponte, em São José dos Campos (SP), a partir de abril de 2025. Foi implantado um modelo de monitoramento diário dos pacientes em observação, com identificação precoce dos casos críticos, atualização contínua junto à Central Municipal de Regulação, discussão multiprofissional e acompanhamento sistemático dos indicadores assistenciais. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> Entre janeiro e março de 2025 foram acompanhados 928 pacientes em observação. Entre maio e novembro esse número aumentou para 2.655 pacientes. Mesmo diante do crescimento da demanda, a permanência superior a 24 horas reduziu de 26% para 12%, correspondendo à redução relativa de aproximadamente 54%. Houve diminuição dos casos de longa permanência, aumento da rotatividade dos leitos e maior agilidade na definição do destino assistencial, beneficiando especialmente a população idosa, que representou 36,53% dos pacientes observados. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A implantação do NIR demonstrou que a reorganização dos processos internos e a governança do tempo assistencial constituem estratégias eficazes para qualificar a gestão dos leitos, fortalecer a integração da Rede de Urgência e Emergência e promover maior eficiência na utilização dos recursos do Sistema Único de Saúde.</span></p> Eliane Alves Vitório, Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior    , Dyogo de Souza Bezerra  Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1287 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO DE PAIS DE PRIMEIRA VIAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1369 <p>A primeira gestação pode ser acompanhada por dúvidas e inseguranças, tornando o pré-natal na Estratégia Saúde da Família um espaço fundamental para o acompanhamento clínico, a educação em saúde e a preparação para a parentalidade. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro no pré-natal de baixo risco de pais de primeira viagem, com ênfase no acolhimento, na educação em saúde, na participação do parceiro, na identificação de riscos e na preparação familiar.</p> <p>Foi realizada uma revisão bibliográfica, descritiva e qualitativa, fundamentada em publicações científicas e documentos oficiais relacionados à assistência pré-natal, à enfermagem na Atenção Primária à Saúde, à humanização, à participação paterna e à parentalidade.</p> <p>A literatura evidencia que o enfermeiro desempenha funções clínicas, educativas e relacionais, envolvendo o acompanhamento da gestação, a identificação de alterações e a orientação sobre alimentação, vacinação, exames, parto, aleitamento materno e cuidados com a mãe e o bebê. A escuta qualificada favorece a construção do vínculo e o acolhimento das necessidades do casal, enquanto a inclusão do parceiro pode fortalecer a rede de apoio e estimular a corresponsabilização no cuidado.</p> <p>A atuação do enfermeiro articula acompanhamento clínico, educação em saúde, acolhimento e coordenação do cuidado, contribuindo para a preparação do casal para a parentalidade e para uma assistência pré-natal integral, humanizada e centrada nas necessidades da família.</p> Andre Weverson Gomes de Amorim Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1369 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO PARA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM UMA UNIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1464 <p>A higienização das mãos é uma medida essencial para a prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde e para o fortalecimento da segurança do paciente. Este trabalho descreve uma campanha de sensibilização realizada em fevereiro de 2026 na UBS Jardim Comercial, integrada às ações do Plano de Desenvolvimento para Prevenção e Controle de Infecções da unidade. O objetivo foi sensibilizar e capacitar os colaboradores quanto à importância e à técnica adequada de higienização das mãos, estabelecendo-se como meta a participação mínima de 80% da equipe. Trata-se de relato de experiência de intervenção educativa, com orientação teórica, demonstração prática e apoio da liderança local e da coordenação de prevenção e controle de infecções. Nos três meses subsequentes, foram monitorados a participação dos colaboradores e o consumo de produtos destinados à higienização das mãos. A campanha alcançou 85% de participação, superando a meta em 5 pontos percentuais. O consumo médio dos produtos passou de aproximadamente 3 mL para 5 mL por atendimento, incremento calculado de 66,7%, enquanto os registros mensais consolidados indicaram aumento aproximado de 30% no consumo total dos insumos. Os resultados evidenciam mudança favorável nos indicadores após a intervenção, embora o consumo constitua medida indireta e não permita confirmar, isoladamente, a técnica ou a adesão em todas as oportunidades assistenciais. A experiência reforça a importância de estratégias educativas práticas, monitoramento contínuo e avaliações observacionais para consolidar a cultura de segurança na Atenção Primária à Saúde.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Melissa Pedrosa Santana Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1464 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 CARD EDUCATIVO PARA PREVENÇÃO DE QUEDAS DOMICILIARES EM IDOSOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1007 <p>Este trabalho apresenta um relato de experiência da UBS Jardim Macedônia sobre a implantação de um CARD educativo para prevenção de quedas em pessoas idosas durante as visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). A iniciativa foi desenvolvida pela Comissão de Gerenciamento de Risco com o objetivo de transformar a visita domiciliar em uma oportunidade de identificação de riscos ambientais e educação em saúde, promovendo a prevenção de danos no ambiente onde o idoso vive. Após um ano de implementação, 30 ACS foram capacitados e aproximadamente 1.000 idosos receberam orientações. Como resultado, foram observadas mudanças estruturais em residências do território decorrentes da intervenção educativa, evidenciando o protagonismo do ACS na promoção da segurança do paciente e o envolvimento das famílias na adequação do ambiente domiciliar. Trata-se de uma estratégia de baixo custo, alta aplicabilidade e fácil replicação em outros serviços de Atenção Primária à Saúde, demonstrando como ações simples podem gerar impacto concreto na prevenção de quedas e na qualificação do cuidado à pessoa idosa.</p> Priscila Vieira Pacheco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1007 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DE BANDEJAS COLORIDAS NA SALA DE MEDICAÇÃO DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1254 <p><strong>Introdução:</strong> Prontos-socorros públicos de porta aberta apresentam elevada demanda assistencial, exigindo processos organizados que favoreçam a segurança, a agilidade e a rastreabilidade do cuidado. Em unidades com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais, a elevada circulação de pacientes e a diversidade de prioridades assistenciais podem aumentar a complexidade da organização da sala de medicação. Nesse contexto, estratégias visuais podem contribuir para a organização do fluxo e para a identificação das prioridades assistenciais.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Descrever a implantação de um sistema de bandejas coloridas na sala de medicação de um pronto-socorro público, utilizando como referência a classificação de risco dos pacientes, com a finalidade de organizar o fluxo de preparo e administração de medicamentos e favorecer a segurança do processo de trabalho da equipe de enfermagem.</p> <p><strong>Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido em um pronto-socorro público de porta aberta, com média aproximada de 25 mil atendimentos mensais. A intervenção consistiu na organização das medicações em bandejas identificadas por cores correspondentes às categorias de classificação de risco utilizadas institucionalmente. A proposta foi integrada ao fluxo da sala de medicação, associada à identificação do paciente, conferência da prescrição, organização do atendimento e priorização conforme necessidade assistencial. A implantação foi acompanhada pela equipe de enfermagem, com orientações quanto à utilização padronizada das bandejas e monitoramento do processo.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A implantação possibilitou uma reorganização visual da sala de medicação, favorecendo a identificação dos pacientes segundo sua prioridade assistencial e proporcionando maior organização do fluxo de atendimento. A estratégia também contribuiu para padronizar a disposição dos pacientes e das respectivas medicações no ambiente, facilitando a comunicação entre os profissionais e o gerenciamento da demanda. Recomenda-se o acompanhamento sistemático de indicadores antes e após a intervenção, incluindo tempo entre classificação e administração do medicamento, conformidade da identificação, ocorrências relacionadas à administração de medicamentos e adesão da equipe ao processo.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A utilização de bandejas coloridas associadas à classificação de risco mostrou-se uma estratégia organizacional de baixo custo e potencialmente aplicável a serviços de emergência de grande demanda. A intervenção pode contribuir para a organização do processo de trabalho, comunicação da prioridade assistencial e fortalecimento das práticas de segurança na administração de medicamentos. A avaliação contínua por meio de indicadores é fundamental para verificar sua efetividade e orientar o aprimoramento do processo.</p> Paula Dal Maso Altimari , Renata Machado Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1254 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 IMPACTOS CLIMÁTICOS ASSOCIADOS AO EL NIÑO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1378 <div class="attachment-container unknown"> <div class="text-box-container ng-star-inserted" data-test-id="text-box-container"> <div class="text-box-content"> <div class="text-box-text gds-body-l" dir="auto" data-test-id="text-box-text">Este relato de experiência descreve as estratégias de preparação de uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA) 24 horas em São Paulo (AMA Capão Redondo) frente aos impactos climáticos extremos do fenômeno El Niño. Esse projeto destaca a transição de um modelo assistencial reativo para um proativo, estruturado em quatro eixos: orientação dos colaboradores, alertas climatológicos preditivos entre turnos, preparação operacional de insumos e demandas, e ações de educação em saúde para pacientes. A iniciativa demonstra que a vigilância climática ambiental e a atuação multidisciplinar preventiva são fundamentais para antecipar picos de demanda e garantir a excelência na qualidade da assistência em urgência e emergência.</div> </div> </div> </div> Marcos Mazzini Bressan Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1378 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO DE RISCOS E BARREIRAS DE SEGURANÇA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1403 <p><strong>GESTÃO DE RISCOS E BARREIRAS DE SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS DE ALTA VIGILÂNCIA</strong></p> <p>Palloma Alba Velame da Silva, Sebastião Domingos Soares Neto</p> <p>Farmacêutico, Responsável Técnico da Farmácia - CEJAM, Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, Barueri/SP.</p> <p><strong>RESUMO</strong></p> <p>Os Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) ou Potencialmente Perigosos apresentam risco elevado de provocar danos graves ou fatais aos pacientes quando ocorrem falhas em sua utilização. O objetivo deste trabalho é descrever a implementação de um conjunto integrado de barreiras de segurança para a gestão de riscos de MAV em um pronto-socorro de alta complexidade. A metodologia baseou-se em um estudo descritivo de intervenção focado em quatro pilares principais: identificação visual com etiquetas vermelhas no processo de unitarização; parametrização de alertas no Sistema de Informação para Serviços de Saúde (SISS); fixação de listas institucionais de MAV nos setores assistenciais; e elaboração do Manual Farmacêutico. Os resultados demonstraram o fortalecimento da cultura de segurança, aumento da eficácia da dupla conferência, redução de falhas de prescrição e dispensação, e maior agilidade no acesso a informações críticas de diluição e administração. Conclui-se que a combinação de barreiras físicas, tecnológicas e educacionais consolida a gestão de riscos na Farmácia Hospitalar e assegura a assistência ao paciente.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p> <p>A segurança no uso de medicamentos é um dos eixos prioritários da gestão da qualidade nos serviços de saúde. Dentre as diversas classes terapêuticas padronizadas em um ambiente hospitalar, os Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) exigem atenção especial. Embora os erros envolvendo MAV não sejam necessariamente mais frequentes do que aqueles com outros fármacos, suas consequências tendem a ser devastadoras, podendo causar sequelas irreversíveis ou óbito (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2023).</p> <p>Em unidades de pronto-socorro e emergência, o ambiente caracterizado pela alta rotatividade, decisões rápidas e atendimento a pacientes críticos potencializa a vulnerabilidade a falhas. A legislação sanitária brasileira, por meio da Resolução RDC nº 36/2013 da ANVISA, determina a obrigatoriedade de estratégias específicas para a prevenção de erros na prescrição, dispensação e administração de MAV (BRASIL, 2013).</p> <p>Para mitigar esses riscos, é necessário ir além do cuidado individual e instituir barreiras sistêmicas de segurança. No Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, sob gestão do CEJAM em Barueri/SP, estruturou-se uma estratégia multifacetada que combina sinalização cromática em cor vermelha, integração no sistema SISS, listas normativas nos setores assistenciais e suporte técnico via Manual Farmacêutico (ISMP, 2023).</p> <p><strong>OBJETIVO</strong></p> <p>Descrever a implementação de barreiras de segurança e ferramentas de gestão de riscos na cadeia de utilização de Medicamentos de Alta Vigilância em um Pronto-Socorro, avaliando suas contribuições para a prevenção de incidentes e fortalecimento da assistência multiprofissional.</p> <p><strong>METODOLOGIA</strong></p> <p>Trata-se de um estudo descritivo e aplicado, do tipo relato de experiência, sobre a padronização das rotinas de gestão de MAV no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas (CEJAM, Barueri/SP). A intervenção estruturou-se em quatro eixos operacionais:</p> <ol> <li><strong>Sinalização Cromática e Etiquetas Vermelhas:</strong> Padronização da aplicação de etiquetas térmicas de cor vermelha vibrante na central de unitarização para todas as ampolas, frascos e blisteres de MAV, além da identificação das caixas e gavetas de armazenamento na farmácia e nos carrinhos de emergência.</li> <li><strong>Parametrização Eletrônica no Sistema SISS:</strong> Configuração do software SISS para inclusão de alertas visuais e bloqueios de segurança durante os processos de prescrição médica, validação farmacêutica e dispensação de itens classificados como MAV.</li> <li><strong>Disponibilização de Listas de MAV nos Setores Assistenciais:</strong> Elaboração e fixação de quadros informativos plastificados contendo a Lista Institucional Atualizada de MAV nas salas de medicação, setores de emergência, observação e postos de enfermagem.</li> <li><strong>Elaboração e Difusão do Manual Farmacêutico:</strong> Desenvolvimento de um guia de consulta rápida contendo informações cruciais sobre MAV (dosagens máximas, vias de administração, diluentes compatíveis, velocidade de infusão, estabilidade e necessidade de dupla conferência independente).</li> </ol> <p><strong>DESENVOLVIMENTO</strong></p> <p>A gestão de riscos aplicada aos MAV fundamenta-se no princípio das barreiras em camada. A utilização da cor vermelha na unitarização atua como um estímulo visual pré-atencional, alertando os profissionais de enfermagem sobre a necessidade de atenção redobrada antes do preparo da medicação.</p> <p>A integração no sistema SISS garante que, no momento do ato médico e da dispensação farmacêutica, o sistema exiba avisos de confirmação de dose e lembretes de dupla checagem. Complementarmente, a presença física da lista de MAV nos setores garante clareza sobre o rol de medicamentos de alto risco, enquanto o Manual Farmacêutico subsidia decisões clínicas rápidas e precisas à beira-leito, preenchendo lacunas de dúvida técnica sobre diluição e administração.</p> <p><strong>RESULTADOS</strong></p> <p>A implementação combinada das barreiras de segurança promoveu avanços expressivos na rotina do pronto-socorro e na farmácia hospitalar:</p> <ul> <li><strong>Eliminação de Erros de Troca Visual:</strong> A etiqueta vermelha destacou os MAVs frente às demais ampolas de aspecto similar, reduzindo drasticamente o risco de troca por desatenção.</li> <li><strong>Segurança na Prescrição e Dispensação via SISS:</strong> A emissão de alertas no sistema informatizado reduziu a ocorrência de erros de dosagem, vias inadequadas e prescrição duplicada de MAVs.</li> <li><strong>Agilidade no Acesso à Informação:</strong> O Manual Farmacêutico e as listas fixadas nos setores reduziram o tempo de dúvida das equipes de enfermagem em relação à compatibilidade, diluição e tempo de infusão de drogas vasoativas, sedativos e eletrólitos concentrados.</li> <li><strong>Sistematização da Dupla Conferência:</strong> Maior adesão da equipe de enfermagem ao protocolo de dupla conferência independente (dois profissionais checando paciente, fármaco, dose e via) para itens com etiqueta vermelha.</li> <li><strong>Conformidade Regulatória:</strong> Alinhamento total do serviço aos requisitos das metas internacionais de segurança do paciente e da RDC nº 36/2013 da ANVISA.</li> </ul> <p><strong>DISCUSSÃO</strong></p> <p>Os resultados obtidos demonstram a eficácia da engenharia de fatores humanos e da gestão de riscos aplicada à saúde, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Institute for Safe Medication Practices (ISMP). A simples recomendação de "prestar atenção" é ineficaz para prevenir erros com MAV em ambientes sob alta pressão, como prontos-socorros.</p> <p>A introdução de barreiras físicas (etiquetas vermelhas), tecnológicas (alertas no SISS) e consultivas (Manual Farmacêutico e listas nos setores) cria uma rede de proteção redundante. Assim, caso uma falha passe por uma etapa do processo, ela é interceptada pela barreira subsequente antes de atingir o paciente.</p> <p><strong>CONCLUSÃO</strong></p> <p>A gestão de riscos e a implementação de barreiras de segurança para Medicamentos de Alta Vigilância no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas demonstraram ser estratégias altamente efetivas na prevenção de incidentes hospitalares.</p> <p>A união entre a identificação por etiquetas vermelhas, os alertas no sistema SISS, as listas visíveis nos setores e a elaboração do Manual Farmacêutico fortaleceu os processos de trabalho e a atuação multiprofissional. Recomenda-se a continuidade das capacitações e a auditoria periódica dos processos para manutenção dos elevados padrões de segurança alcançados.</p> <p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p> <p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Brasília, DF: ANVISA, 2013.</p> <p>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 675, de 31 de outubro de 2019. Regulamenta as atribuições do farmacêutico na farmácia hospitalar. Brasília: CFF, 2019.</p> <p>INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES (ISMP). Medicamentos de Alta Vigilância / Potencialmente Perigosos: Listas e Barreiras de Segurança. Horsham: ISMP, 2023.</p> <p>WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global Patient Safety Action Plan 2021–2030: Towards eliminating avoidable harm in health care. Geneva: World Health Organization, 2023.</p> <p>&nbsp;</p> Sebastião Neto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1403 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO EM UNIDADE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1454 <p style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph; line-height: 150%;"><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">A Unidade de Pronto Atendimento (PA) caracteriza-se por um ambiente dinâmico que exige intervenções imediatas, cenário no qual a presença do farmacêutico justifica-se pela necessidade crítica de garantir a segurança do paciente e o uso racional de medicamentos. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência da atuação do farmacêutico em uma unidade de pronto atendimento destacando sua relevância nas funções clínicas, administrativas e operacionais, bem como sua integração à equipe multiprofissional. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, fundamentado na observação direta e no acompanhamento diário da rotina profissional no PA Jardim Macedônia (São Paulo, SP). A vivência abrangeu a gestão do ciclo da assistência farmacêutica, conferência de prescrições, controle de estoques de emergência e gerenciamento de riscos. Como resultados, a inserção efetiva do farmacêutico demonstrou contribuição direta na prevenção e identificação de erros de medicação. A aplicação de <em data-path-to-node="2" data-index-in-node="991">checklists</em> nas salas de enfermagem garantiu a conservação adequada e o controle de validade dos insumos. Além disso, a gestão de protocolos clínicos críticos (profilaxia pós-exposição e trombolíticos) reduziu os riscos de desabastecimento, enquanto a participação ativa nas comissões de Controle de Infecção e Gerenciamento de Riscos otimizou a terapia antimicrobiana. Conclui-se que a presença do farmacêutico em unidades de urgência e emergência é indispensável. O profissional consolida-se como membro estratégico e educador permanente, promovendo a prevenção de falhas terapêuticas e fortalecendo o cuidado seguro, eficiente e centrado no paciente.</span></p> DANIELA PIRES SANTOS, PATRICIA CRISTINA DA SILVA, PATRICIA DO CARMO NUNES Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1454 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO FISIOTERAPÊUTICO EM UNIDADE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1594 <p>Relato de experiência sobre a atuação fisioterapêutica humanizada em unidade de urgência e emergência, destacando a integração entre abordagem técnica, acolhimento, comunicação, respeito às necessidades individuais e cuidado centrado na pessoa. O estudo descreve como esses elementos podem ser incorporados à prática fisioterapêutica e contribuir para uma assistência mais qualificada e humanizada.</p> Nemer El Bacha, Janaina Aparecida da Silva Macedo, Patricia Meire Caravante Gaia, Marisa Novaes da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1594 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 A UBS QUE APRENDE COM O ERRO: MODELO DE APRENDIZAGEM A PARTIR DE EVENTOS ADVERSOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1320 <p>A segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde requer processos sistemáticos para identificação, análise e prevenção de riscos. Este estudo propõe a implantação de um modelo estruturado de aprendizagem a partir de eventos adversos em uma Unidade Básica de Saúde, buscando transformar notificações em oportunidades de melhoria. Foram analisadas notificações quanto à classificação, gravidade, fatores contribuintes e ações realizadas, com implantação de fluxo estruturado de gestão. Em 2026, os eventos passaram a ser analisados e concluídos em até 48 horas. A série histórica demonstrou aumento das notificações entre 2022 e 2025, passando de 158 para 510 registros, com 393 notificações no período de 2026 representado. A Comunicação Efetiva apresentou predominância entre as classificações temáticas. O modelo proposto busca qualificar a resposta aos eventos, fortalecer a cultura de segurança, acompanhar a efetividade das ações e prevenir recorrências. Espera-se que a sistematização do processo contribua para transformar eventos adversos em fonte de aprendizagem organizacional e melhoria contínua da assistência.</p> Hugo Mendes Pinto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1320 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 BORA” TROCAR A LENTE DOS ÓCULOS? O MAPEIO DE ATIVOS EM SAÚDE COMO METODOLOGIA DE PRODUÇÃO DE VIDA E CUIDADO NO TERRITÓRIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1343 <p>INTRODUÇÃO: O Mapeio de Ativos em Saúde é uma metodologia de Promoção da Saúde que&nbsp; nos convida a olhar além da doença e observar o que gera bem-estar no território (salutogênese). Por meio dela é possível revelar os recursos locais, sejam eles pessoas, espaços ou atividades. Com essa escuta ampliada sob viés positivo, é possível transformar os Ativos em cuidado real, fortalecendo a autonomia dos usuários e os vínculos comunitários. O Mapeio de Ativos nos convida a mudar a lente e colocar o cidadão no centro do processo, reconhecendo que a comunidade sabe o que gera saúde no seu cotidiano, além de fortalecer a Equidade nas ações desenvolvidas nos territórios da APS.</p> <p>OBJETIVO:</p> <p>Apresentar o processo de construção da metodologia do Mapeio de Ativos em Saúde, focando a aplicação na Atenção Primária à Saúde, considerando suas etapas, instrumentos, responsabilidades e estratégias de monitoramento em territórios vulneráveis.</p> <p>MÉTODO:</p> <p>Relato de experiência descritivo, com base no projeto piloto no ano de 2024. Para definição do Mapeio de Ativos, foram estabelecidas 5 etapas no processo: 1)&nbsp; Formação e Sensibilização: com a criação do Grupo Condutor, houve o alinhamento conceitual de gestores e equipes, e escolha do público-alvo. Neste momento, há o alinhamento conceitual da proposta com as equipes e definição do público-alvo; 2) Mapeamento dos ativos: Profissionais e agentes aplicam questionários e escutam ativamente a comunidade para descobrir as potências categorizados por pessoas, equipamentos e atividades; 3) Análise e Construção do Mapa: O dado se transforma em informação e decisão. Por exemplo: se 72% dos idosos conhecem um equipamento de atividade física no território, mas não utilizam, a questão é o engajamento. O mapa torna essas relações visíveis; 4) Referência Comunitária: Momento de vinculação entre os ativos encontrados e a população. As equipes passam a indicar os ativos no prontuário do paciente, integrando a comunidade ao plano terapêutico diário; 5)&nbsp; Monitoramento: Avaliação dos indicadores definidos para ajuste de rotas durante o processo.</p> <p>RESULTADOS:</p> <p>A experiência do projeto piloto permitiu a sistematização da metodologia com os aprendizados acumulados, com definição de etapas, responsabilidades, instrumentos de registro e estratégias de monitoramento. Esse processo culminou na elaboração e formalização de documentos institucionais orientadores, favorecendo a padronização da aplicação do Mapeio de Ativos (Manual de Instrução e Rotina e Fluxograma) e sua expansão para novos territórios com serviços de APS. Como resultados metodológicos podemos sistematizá-los na:&nbsp;Construção de uma metodologia institucional estruturada: bagagem técnica construída com o projeto piloto em 2024;&nbsp;Definição de etapas e responsabilidades: definidas e monitoradas em Grupo Condutor do Mapeio de Ativos em Saúde;&nbsp;Padronização dos instrumentos de escuta e registro:levando em consideração diferentes cenários da APS e capacidades tecnológicas locais;&nbsp;Organização dos ativos em três categorias, conforme metodologia utilizada: pessoas, equipamentos e atividades;&nbsp;Elaboração da Carteira de Ativos: instrumento para apoiar a fase da referência comunitária;&nbsp;Definição de indicadores para acompanhar o processo: desde o levantamento dos ativos até a prescrição social e avaliação de impacto;&nbsp;Incorporação da participação comunitária, Equidade e Determinantes Sociais de Saúde como princípios orientadores do Mapeio de Ativos.</p> <p>CONCLUSÃO:</p> <p>A experiência permitiu transformar uma abordagem conceitual de Ativos em Saúde em uma metodologia aplicável à Atenção Primária à Saúde, articulando território, participação comunitária, Equidade e Cuidado, articulando principalmente com os componentes existentes na Política Nacional de Promoção da Saúde que tem como foco a melhoria da qualidade de vida e a redução das vulnerabilidades.</p> Taynã do Nascimento Costa Moreira, Helyn Thami da Silva , Lucia Regina Gatti Murakami, Guilherme Moura Bejo, Brunna Delesporte Esteves , Marcia Maria Paschoaleto, Ana Paula Basílio Tavares Rocha , Jussara Aparecida Melo Nadfeyes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1343 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ACOMPANHAMENTO DA ANTICOAGULAÇÃO ORAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1367 <p data-pm-slice="1 1 []">O acompanhamento de pacientes em uso de anticoagulante oral requer monitoramento contínuo do INR, adesão ao tratamento e organização dos retornos. Este estudo teve como objetivo descrever o acompanhamento sistemático dos pacientes inseridos no protocolo de anticoagulação oral em um ambulatório de especialidades e analisar a evolução dos indicadores assistenciais e do controle do INR. Trata-se de relato de experiência descritivo, baseado nos registros institucionais de janeiro de 2025 a junho de 2026. Em 2025, foram registrados 92 agendamentos e 90 atendimentos médicos (97,8%). Dos atendimentos, 30 apresentaram INR dentro da faixa terapêutica (33,3%), 54 fora da faixa (60,0%) e 6 estavam sem exame (6,7%). No primeiro semestre de 2026, foram registrados 35 agendamentos e 31 atendimentos (88,6%), sendo 16 resultados de INR dentro da faixa (51,6%), 13 fora (41,9%) e 2 sem exame (6,5%). Observou-se aumento de 18,3 pontos percentuais na proporção de resultados dentro da faixa terapêutica. Dos 32 retornos previstos no primeiro semestre de 2026, 29 foram realizados ou reagendados dentro do prazo (90,6%). Os resultados demonstraram evolução favorável do controle da anticoagulação no período analisado. O acompanhamento médico e de enfermagem, associado à educação em saúde, monitoramento laboratorial, organização dos retornos e busca ativa, possibilitou identificar alterações, reforçar orientações e acompanhar a adaptação dos pacientes ao tratamento. O protocolo estruturado na especialidade mostrou-se uma estratégia para organizar o seguimento e fortalecer a segurança e a continuidade assistencial, de forma complementar ao cuidado realizado na Atenção Primária.</p> JAREDE VIEIRA NERY Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1367 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Organização do Processo de Trabalho das ações de vacinação: Impacto de equipes dedicadas a APS. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1437 <p>A recuperação das coberturas vacinais representa um dos principais desafios da Atenção Primária à <br>Saúde (APS), exigindo não apenas estratégias de ampliação do acesso da população aos <br>imunizantes, mas também modelos organizacionais capazes de otimizar a utilização dos recursos <br>humanos disponíveis. Nesse contexto, a reorganização do processo de trabalho por meio da <br>constituição de equipes dedicadas exclusivamente às ações de vacinação pode favorecer ganhos de <br>produtividade e ampliar a capacidade operacional dos serviços de imunização. O presente estudo <br>teve como objetivo analisar o impacto da utilização de equipes dedicadas na produtividade das <br>ações de vacinação extramuros desenvolvidas em uma região do município de São Paulo. Trata-se <br>de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado entre <br>abril e junho de 2026. Foram utilizados dados secundários provenientes do Sistema de Informação <br>do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), relatórios de produção das unidades participantes, <br>prontuários eletrônicos e planilhas de monitoramento territorial. Foram analisados o número de <br>doses aplicadas, o quantitativo de profissionais mobilizados, a produtividade por vacinador, a razão <br>de eficiência entre as ações extramuros e a rotina das unidades, bem como a correlação entre força <br>de trabalho e produção vacinal. No período estudado foram aplicadas um total de 12.616 doses <br>pelas equipes dedicadas em ações de vacinação casa a casa. A produtividade média foi de 56,3 <br>doses por vacinador, enquanto as ações extramuros apresentaram produtividade 378,6% superior à <br>média semanal das unidades, correspondendo a uma razão de eficiência de 4,78. Verificou-se ainda <br>correlação linear muito forte entre o número de vacinadores mobilizados e o volume de doses <br>aplicadas (r = 0,996), evidenciando elevada dependência da disponibilidade de recursos humanos <br>para o desempenho operacional das ações. Os resultados indicam que a reorganização do processo <br>de trabalho, mediante a utilização de equipes dedicadas exclusivamente à vacinação, promove <br>importante incremento da produtividade das ações de imunização, sugerindo que modelos <br>organizacionais que reduzam a competição entre a vacinação e outras demandas assistenciais da <br>APS podem contribuir para o fortalecimento dos programas de imunização e para a recuperação das <br>coberturas vacinais em territórios urbanos de elevada complexidade.</p> Dion Teixeira de Carvalho, Gabriel SOUZA, Patrícia SILVESTRE , Tais SOUZA, Fernanda BARBOSA , Diego MATIAS Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1437 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Gestão das Linhas de Cuidado Integrais: experiência em desenvolver metodologia de atuação https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1482 <p>As Linhas de Cuidado Integrais representam uma estratégia para qualificar a atenção à saúde, por meio do acompanhamento estratégico da jornada do usuário, promovendo integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde, a padronização dos processos assistenciais e o fortalecimento da governança clínica. Entretanto, ter Linhas de Cuidado não finaliza o processo. Faz-se necessário um monitoramento contínuo dos dados em dashboards, sobre o comportamento das Linhas pós implantação, os desfechos e necessidades de ajustes e/ou ampliação do portifólio de linhas de cuidado. Tem o objetivo de relatar a experiência de desenvolver no nível tático, uma forma de disseminar, apoiar o desenvolvimento, implantação, monitoramento e acompanhamento das Linhas de Cuidado Integrais nas Redes de Saúde sob gestão do CEJAM.</p> <p>Trata-se de um relato de experiência sobre o desenvolvimento no âmbito tático institucional, de metodologia para apoiar a Gestão, em consonância com o Mapa Estratégico Institucional e consolidar o Modelo de Atenção à Saúde adotado que tem como base, Linhas de Cuidados Integrais. O método visa alcançar tais objetivos por meio de ações que propiciem a disseminação, capilarização na Rede, acompanhamento e monitoramento das Linhas de Cuidado Integrais. O processo foi estruturado e vem sendo aprimorado por meio da utilização de ferramentas formais de Gestão, como Canvas, contemplando proposta de valor, público-alvo, parceiros estratégicos, recursos, processos, indicadores, mapeamento de riscos e plano de ação.A utilização de ferramentas de gestão para sistematizar práticas e processos de trabalho, como Canvas e Plano Tático, favoreceu a organização do processo, ampliou a integração entre as lideranças técnicas dos níveis tático e estratégico, fortaleceu a governança das ações e facilitou o acompanhamento dos indicadores, além de mapear exatamente quais os pontos a serem trabalhados para uma melhor performance. A metodologia também proporcionou maior clareza na definição de responsabilidades, visto que os níveis tático e estratégico de gestão devem exercer papéis distintos no que se refere ao Modelo de Atenção à Saúde que a Instituição adotou para as Redes de serviços sob sua gestão. Fomentou também, a necessidade das lideranças discutirem e desenharem o papel dos níveis tático, estratégico e operacional a respeito das Linhas de Cuidado, evitando sobreposição de ações entre os&nbsp; níveis. Com isso potencializa os esforços em busca do mesmo objetivo: que a Missão da Instituição seja realizada e que o Modelo de Atenção à Saúde se consolide. A partir do amadurecimento do processo, várias ações e reflexões de melhorias começaram a ser realizadas de forma diferentes, com discussões de caso em Rede com representantes de todos os níveis assistenciais. Discursos, análises e planejamento das ações, durante apresentação de resultados passaram a ser feitos demonstrando a jornada do usuário dentro das Linhas de Cuidado às quais pertence. Ainda como resultado, evidenciou-se a necessidade de realinhamento do processo, já que a gestão instituiu formalmente a Governança Clínica e esta, tem intersecção importante com o processo já em andamento.</p> <p>As ferramentas de gestão e planejamento foram importantes para sistematizar a gestão tática das Linhas de Cuidado na sustentação do Modelo de Atenção à Saúde adotado pela instituição. Por não se constituir como uma área específica dentro do nível tático e atuar de forma transversal em todas as áreas técnicas, promovendo organização, transparência e integração entre equipes, níveis de assistência e gestão, sua estruturação, implantação e implementação, seguem como desafio no sentido de ajustar o processo para manter seu escopo de trabalho. Trata-se de um processo e como tal, permanece vivo, em movimento e se atualizando, sempre.</p> <p>&nbsp;</p> Gilcinete de O. Barreto, Dra Glória Zenha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1482 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 A ULTIMA EVOLUÇÃO ANTES DA TRANSFERENCIA: SEGURANÇA NA TRANSIÇAO DO CUIDADO EM UNIDADE DE URGENCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1563 <p>A transferência de pacientes entre serviços de saúde constitui etapa crítica da continuidade assistencial. Em unidades de urgência, alterações clínicas podem ocorrer entre a obtenção da vaga e a saída efetiva do paciente, tornando fundamental que as informações registradas representem sua condição no momento mais próximo possível da transferência. Este relato de experiência descreve a organização das informações clínicas e assistenciais no momento da transferência de pacientes de uma unidade de urgência para outros serviços da rede. Foram definidos como pontos essenciais a atualização da evolução clínica, condição clínica e estabilidade para transporte, sinais vitais recentes, exames realizados e pendentes, medicações administradas e intercorrências. A organização do processo favoreceu maior padronização das informações e reforçou a responsabilidade da unidade de origem pela assistência até a efetiva saída do paciente. Conclui-se que a atualização das informações clínicas antes da transferência constitui prática relevante para a segurança na transição do cuidado e para a continuidade assistencial.</p> Nemer El Bacha, Marisa Novaes da Silva, Janaina Aparecida da Silva Macedo, Patricia Meire Caravante Gaia, Juliana Jacopeti Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1563 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROTAGONISMO DO USUÁRIO NA APLICAÇÃO DAS METAS DE SEGURANÇA DURANTE O ATENDIMENTO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1047 <p>A segurança do paciente depende da adoção de práticas capazes de prevenir incidentes e reduzir riscos, bem como da participação ativa do usuário como corresponsável e coordenador do próprio cuidado. Este trabalho objetiva apresentar a experiência de uma Unidade Básica de Saúde no monitoramento da aplicação das metas de segurança sob a perspectiva dos usuários. A equipe de Gerenciamento de Riscos desenvolveu um formulário estruturado, aplicado mensalmente após consultas e procedimentos, contemplando as metas pertinentes ao atendimento recebido: identificação correta, comunicação efetiva, segurança no uso de medicamentos, procedimento seguro, higienização das mãos e prevenção de quedas. As respostas são registradas conforme a experiência vivenciada pelo usuário e as práticas realizadas pelos colaboradores. Entre 2023 e 2025, foram realizadas 1.170 abordagens, distribuídas conforme programação da comissão: 270 em 2023, 810 em 2024 e 90 em 2025. Considerando as metas aplicáveis a todos os atendimentos, a média de respostas positivas passou de 89,25% em 2023 para 95,75% em 2025, correspondendo ao aumento de 6,5 pontos percentuais. O maior avanço ocorreu na segurança relacionada aos medicamentos, que evoluiu de 81% para 96%. A identificação correta alcançou 100%, a comunicação efetiva atingiu 98% e a higienização das mãos chegou a 89% em 2025. Os resultados sugerem maior adesão dos colaboradores às metas já disseminadas na unidade e maior reconhecimento dessas práticas pelos usuários. A abordagem mensal fortalece o protagonismo do usuário, permite identificar oportunidades de melhoria e contribui para a consolidação de uma cultura de segurança na Atenção Primária.</p> Paula Barcellos de Pinho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1047 Fri, 21 Aug 2026 00:00:00 +0000 IMPACTO DA AUDITORIA E MONITORAMENTO NA QUALIDADE DOS REGISTROS CLÍNICOS FARMACÊUTICOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1094 <p data-start="12" data-end="442">O trabalho <strong data-start="23" data-end="143">“Impacto da Auditoria e Monitoramento na Qualidade dos Registros Clínicos Farmacêuticos na Atenção Primária à Saúde”</strong> relata a implementação de uma rotina de auditoria e monitoramento dos registros farmacêuticos em uma Unidade Básica de Saúde. A iniciativa teve como objetivo avaliar e qualificar a documentação das atividades clínicas farmacêuticas, fortalecendo a segurança do paciente e a continuidade do cuidado.</p> <p data-start="444" data-end="815">Foram realizadas auditorias periódicas, análise dos registros e devolutivas individuais aos farmacêuticos, permitindo identificar fragilidades e promover melhorias nos processos de trabalho. Os resultados demonstraram <strong data-start="662" data-end="730">evolução expressiva na qualidade e na conformidade dos registros</strong>, com melhoria dos indicadores avaliados e redução das inconsistências identificadas.</p> <p data-start="817" data-end="1159" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Conclui-se que a <strong data-start="834" data-end="921">auditoria sistemática associada ao monitoramento contínuo e ao feedback direcionado</strong> constitui uma estratégia efetiva para qualificar os registros clínicos farmacêuticos, fortalecer a padronização das práticas e contribuir para a melhoria da qualidade da assistência e da segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde.</p> Samantha Fiuza Moraes de Almeida, Priscila Pacheco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1094 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 SISTEMATIZAÇÃO DO CUIDADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1246 <p>Durante sete meses, a Equipe Técnica local reestruturou e implementou o Projeto Terapêutico Singular (PTS). Essa ação incluiu a revisão de fluxos operacionais, a atualização de formulários e a criação de ferramentas para monitorar as atividades continuamente. O processo contou com reuniões e oficinas de validação, com a participação ativa de lideranças, serviços especializados, CTA e equipes multiprofissionais (eMulti). A aplicação garantiu mais eficiência no acompanhamento dos casos, logo após a capacitação dos profissionais de Saúde da Família, RT de Odontologia e Farmácia juntamente com as eMultis.Além disso, o projeto alinhou conceitos técnicos para diferenciar claramente o que é Plano Terapêutico, PTS e Meta Terapêutica. A iniciativa consolidou o cuidado focado no usuário e em sua família, além de descentralizar e compartilhar a responsabilidade na criação dos planos. Por fim, a Governança Clínica assumiu um papel estratégico na aprovação dos projetos, baseando as linhas de cuidado no perfil epidemiológico de cada Unidade de Saúde.</p> Ana Paula Machado, Tatiana Oliveira Mendes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1246 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 MONITORAMENTO AUTOMATIZADO DAS VISITAS DOMICILIARES COMO FERRAMENTA DE GESTÃO DO PROCESSO DE TRABALHO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1330 <p>No início de 2026, a liderança de uma Unidade Básica de Saúde, em conjunto com uma enfermeira de equipe, implantou uma ferramenta automatizada de gestão visual para monitorar as visitas domiciliares registradas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O painel classificou os registros diários em três faixas: vermelho para ausência de visita registrada, amarelo para 1 a 9 visitas e verde para 10 ou mais visitas. A ferramenta passou a apoiar enfermeiros e lideranças nas reuniões de equipe, permitindo identificar variações nos registros e direcionar intervenções oportunas. Em setembro de 2026, o painel consolidou 3.157 registros de visitas distribuídos entre nove equipes. A experiência favoreceu maior visibilidade do processo de trabalho, acompanhamento sistemático das atividades registradas e maior aproximação entre liderança, enfermeiros e ACS. Diante de sua aplicabilidade, foi pactuada a atualização automatizada do instrumento duas vezes por semana, fortalecendo o uso de dados como suporte à gestão e à organização do trabalho na Atenção Primária à Saúde.</p> Thiago de Castro Menezes, Moaquitan Silva dos Santos, Jocemar Samuel dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1330 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ESTRESSE OCUPACIONAL, ESGOTAMENTO E CONDIÇÕES DE CUIDADO NA ENFERMAGEM NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1352 <p dir="ltr"><strong>Estresse ocupacional, esgotamento e condições de cuidado na enfermagem neonatal</strong></p> <p dir="ltr"><strong>Introdução:</strong> A assistência neonatal envolve elevada complexidade, vigilância contínua e rápidas tomadas de decisão, expondo a equipe de enfermagem a demandas físicas, emocionais e organizacionais. Nesse cenário, estresse ocupacional e esgotamento profissional podem estar associados à percepção das condições em que o cuidado é realizado.</p> <p dir="ltr"><strong>Objetivo:</strong> Analisar o estresse ocupacional e o esgotamento profissional da equipe de enfermagem neonatal e suas associações com a percepção das condições de cuidado e segurança assistencial.</p> <p dir="ltr"><strong>Método:</strong> Estudo quantitativo, descritivo e transversal, com análise inferencial exploratória, realizado com 35 profissionais de enfermagem do período diurno da unidade neonatal de uma maternidade-escola de São Paulo. Foram aplicados questionário sociodemográfico e laboral, a Job Stress Scale (JSS) e o Oldenburg Burnout Inventory (OLBI), além de quatro itens sobre condições de cuidado. Utilizaram-se estatística descritiva e correlação de Spearman (p&lt;0,05). Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 8.418.908).</p> <p dir="ltr"><strong>Resultados:</strong> Todas as participantes eram mulheres, 54,3% eram técnicas de enfermagem e 57,1% atuavam em neonatologia havia mais de sete anos. Para 82,9%, o dimensionamento de pessoal era parcialmente suficiente ou insuficiente. Além disso, 97,1% relataram sentir-se esgotadas após o trabalho. As situações desfavoráveis mais frequentes foram equipe insuficiente (65,7%), risco de erro por sobrecarga (57,1%) e interrupções ou multitarefas (51,4%). Condições de cuidado mais desfavoráveis correlacionaram-se com maior demanda psicológica (ρ=0,642), exaustão (ρ=0,663) e desengajamento (ρ=0,518), e de forma inversa com o apoio social (ρ=−0,665), todas com p≤0,001. A demanda psicológica também se correlacionou com a exaustão (ρ=0,670; p&lt;0,001).</p> <p dir="ltr"><strong>Conclusão:</strong> Maior demanda psicológica e maior exaustão estiveram associadas à percepção de condições mais desfavoráveis ao cuidado, enquanto maior apoio social apresentou associação inversa. Os achados reforçam a relevância de ações institucionais voltadas à organização do trabalho, ao apoio às equipes e à segurança assistencial.</p> MARIA TERESA MELO MENDES, Paula Jéssika de Almeida Lopes Nascimento, Michele Werneck, Barbara PULIDO CALADO, Markelle SANTOS DE SOUZA, Yasmim Versiane Liberatore, Raquel Mestzk Tigre, Letícia Inoue Borges Ferreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1352 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLEMENTAÇÃO DE UMA LISTA LASA EM FARMÁCIA HOSPITALAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1401 <p><strong>IMPLEMENTAÇÃO DE UMA LISTA LASA EM FARMÁCIA HOSPITALAR COMO ESTRATÉGIA PARA A SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS</strong></p> <p>Sebastião Domingos Soares Neto<br>Farmacêutico, Responsável Técnico da Farmácia - CEJAM, Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, Barueri/SP.</p> <p><strong>RESUMO</strong></p> <p>A utilização segura de medicamentos exige a identificação e o controle de riscos presentes em diferentes etapas do processo assistencial. Entre esses riscos destacam-se os medicamentos LASA (look-alike, sound-alike), que podem apresentar semelhanças visuais ou fonéticas capazes de favorecer trocas involuntárias. Este trabalho descreve uma proposta de implementação de uma Lista LASA em Farmácia Hospitalar como estratégia de gestão de riscos. Trata-se de estudo descritivo e aplicado, estruturado como relato de experiência/proposta de implantação, contemplando levantamento do elenco padronizado, identificação de pares potencialmente confundíveis, análise à luz de referências de segurança, validação multiprofissional e definição de barreiras preventivas. Como resultado do processo, propõe-se uma lista institucional dinâmica, integrada a medidas de armazenamento, identificação, dispensação, comunicação e educação permanente. A estratégia contribui para tornar os riscos mais visíveis e apoiar a atuação multiprofissional na prevenção de erros de medicação. Ressalta-se, contudo, que a avaliação de impacto sobre incidentes e quase-erros requer monitoramento prospectivo após a implantação.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p> <p>A segurança na utilização de medicamentos constitui componente essencial da qualidade da assistência, uma vez que falhas podem ocorrer na prescrição, transcrição, dispensação, preparo, administração e monitoramento. A Organização Mundial da Saúde reconhece os medicamentos LASA como fonte importante de confusão, decorrente de semelhanças ortográficas, fonéticas e/ou visuais entre medicamentos, e recomenda que os serviços adotem estratégias prospectivas para identificar esses riscos e criar barreiras antes que o erro alcance o paciente. citeturn0search0turn0search5</p> <p>No contexto brasileiro, a RDC nº 36/2013 estabelece ações para a segurança do paciente nos serviços de saúde e inclui a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos entre as estratégias do Plano de Segurança do Paciente. citeturn0search12turn0search13</p> <p>Nesse cenário, a Farmácia Hospitalar possui papel estratégico na gestão do risco medicamentoso, especialmente por atuar sobre seleção, armazenamento, dispensação, informação e monitoramento do uso de medicamentos. A construção de uma Lista LASA institucional pode transformar um risco difuso em um conjunto de situações identificáveis e passíveis de intervenção.</p> <p><strong>OBJETIVO</strong></p> <p>Descrever a proposta de implementação de uma Lista LASA em Farmácia Hospitalar, com foco na identificação de medicamentos potencialmente confundíveis e na padronização de barreiras de segurança ao longo do processo de utilização de medicamentos.</p> <p><strong>METODOLOGIA</strong></p> <p>Estudo descritivo, de caráter aplicado, estruturado como relato de experiência/proposta de implantação. A metodologia proposta compreende seis etapas: levantamento do elenco de medicamentos padronizados; triagem de nomes, concentrações, apresentações e embalagens com potencial de confusão; confronto com referências nacionais e internacionais de segurança de medicamentos; validação dos pares por equipe multiprofissional; classificação do risco e definição das medidas preventivas; e disponibilização da lista para uso pelas equipes envolvidas.</p> <p>As medidas de prevenção podem incluir segregação física de itens semelhantes, identificação diferenciada, alertas em sistemas informatizados, uso de estratégias de diferenciação de nomes quando aplicáveis, conferência independente em situações selecionadas e capacitação dos profissionais. A OMS destaca a necessidade de combinar estratégias para identificar e interceptar erros relacionados a medicamentos LASA, enquanto o ISMP recomenda salvaguardas específicas para nomes de medicamentos confundíveis. citeturn0search0turn0search27</p> <p><strong>DESENVOLVIMENTO</strong></p> <p>A Lista LASA deve ser construída de forma institucional e contextualizada, considerando o elenco de medicamentos efetivamente utilizado no serviço. A identificação não deve se limitar à semelhança dos nomes: devem ser avaliados também embalagem, forma farmacêutica, concentração, apresentação, local de armazenamento e possibilidade de coexistência dos itens em uma mesma etapa do processo.</p> <p>Após a identificação dos pares, recomenda-se estabelecer uma matriz de risco que permita priorizar os itens de maior potencial de dano. A lista deve permanecer acessível às equipes e ser incorporada aos processos de armazenamento e dispensação, além de subsidiar ações de educação permanente. Por se tratar de ferramenta dinâmica, sua revisão deve ocorrer periodicamente e sempre que houver mudança relevante no elenco ou registro de incidentes e quase-erros.</p> <p><strong>RESULTADOS</strong></p> <p>A aplicação da metodologia resulta na organização de uma lista institucional de medicamentos potencialmente confundíveis e na definição de barreiras correspondentes. Entre os produtos esperados do processo estão: identificação sistematizada dos pares LASA; padronização das medidas de prevenção; maior visibilidade dos alertas no armazenamento e na dispensação; material de apoio para treinamento; e fortalecimento da comunicação entre Farmácia, Enfermagem e equipe médica.</p> <p>Como o arquivo-base disponibilizado para elaboração do trabalho não contém dados de monitoramento pós-implantação, não são apresentados percentuais ou números de redução de erros. Dessa forma, os resultados descritos correspondem aos produtos e desdobramentos esperados/observáveis do processo de implantação, e não a uma estimativa de efeito clínico.</p> <p><strong>DISCUSSÃO</strong></p> <p>A criação de uma lista institucional é uma barreira de segurança relevante, porém sua efetividade depende de integração com outras medidas. A OMS ressalta que os riscos LASA exigem estratégias prospectivas e sistêmicas, e não apenas atenção individual do profissional. citeturn0search0turn0search8</p> <p>A adoção de mecanismos de diferenciação, segregação e alertas pode reduzir oportunidades de confusão, especialmente quando associada à padronização dos processos. O ISMP também recomenda estratégias como a utilização conjunta de nome genérico e comercial quando pertinente, inclusão da indicação terapêutica em determinados processos e mudanças na apresentação dos nomes para evidenciar diferenças. citeturn0search27</p> <p>Do ponto de vista da gestão, a Lista LASA pode ainda funcionar como instrumento de educação permanente e de aprendizagem a partir de incidentes e quase-erros. Para demonstrar impacto, entretanto, é necessário estabelecer indicadores antes e depois da implantação, como número de pares identificados, adesão às barreiras, notificações relacionadas a LASA e ocorrências interceptadas antes de atingir o paciente.</p> <p><strong>CONCLUSÃO</strong></p> <p>A implementação de uma Lista LASA em Farmácia Hospitalar constitui estratégia aplicável à gestão de riscos relacionados à utilização de medicamentos. A sistematização dos pares potencialmente confundíveis favorece a comunicação do risco e permite associar medidas preventivas às etapas de armazenamento, dispensação e uso. A estratégia apresenta maior potencial quando inserida em um conjunto de barreiras físicas, tecnológicas, educacionais e organizacionais. Recomenda-se, para etapas posteriores, o monitoramento contínuo de indicadores de processo e resultado, possibilitando avaliar a efetividade da intervenção no contexto institucional.</p> <p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p> <p>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Medication safety for look-alike, sound-alike medicines. Geneva: World Health Organization, 2023.</p> <p>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Patient safety solution: look-alike, sound-alike medication names. Geneva: World Health Organization, 2021.</p> <p>INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES. ISMP List of Confused Drug Names. Horsham: ISMP, 2023.</p> <p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências. Brasília, DF: ANVISA, 2013.</p> Sebastião Neto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1401 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 DESAFIOS DA GESTÃO ASSISTENCIAL NA ASSUNÇÃO DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO DE PORTA ABERTA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/993 <p><strong>Introdução:</strong> A assunção da gestão de um pronto-socorro público de porta aberta constitui um processo complexo, especialmente quando ocorre em um cenário de elevada demanda assistencial, necessidade de reorganização dos processos de trabalho, limitações na retenção de profissionais qualificados e exigências contratuais relacionadas à implantação de programas de qualidade e certificação. Em unidades com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais, a gestão assistencial enfrenta o desafio de equilibrar a continuidade do cuidado, a segurança do paciente, a gestão de pessoas e a implementação de mudanças estruturais e culturais em curto período.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Descrever os principais desafios enfrentados pela gestão assistencial durante a assunção da gestão de um pronto-socorro público de porta aberta, com ênfase no elevado volume de atendimentos, turnover de lideranças, dificuldade de retenção de profissionais qualificados e necessidade de implantação de processos de qualidade e preparação para certificações no primeiro ano de gestão.</p> <p><strong>Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido a partir da vivência da gestão assistencial durante o processo de assunção e reorganização de um pronto-socorro público de porta aberta, com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais. Foram considerados aspectos relacionados à gestão de pessoas, estabilidade das lideranças, processos seletivos, retenção profissional, reorganização dos processos assistenciais, monitoramento de indicadores, implantação de protocolos e preparação institucional para certificações de qualidade. A análise foi realizada de forma descritiva, considerando os desafios identificados e as estratégias gerenciais adotadas para a reorganização progressiva da unidade.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A assunção da gestão evidenciou a necessidade de rápida reorganização dos processos assistenciais e gerenciais em um cenário de elevada demanda espontânea e funcionamento ininterrupto. Entre os principais desafios identificados destacaram-se o turnover elevado de lideranças, especialmente em razão da dificuldade de retenção de profissionais qualificados diante de salários pouco competitivos, a necessidade de sucessivas recomposições das equipes e a manutenção da continuidade dos processos assistenciais durante os períodos de transição. Paralelamente, a gestão enfrentou a necessidade de implantar uma cultura de monitoramento de indicadores, padronização de processos, fortalecimento dos protocolos institucionais, qualificação dos registros e desenvolvimento das equipes. A exigência contratual de preparação para certificações de qualidade ainda no primeiro ano de gestão aumentou a complexidade do processo, demandando a implementação simultânea de mudanças assistenciais, administrativas e culturais.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A experiência demonstrou que a gestão assistencial de um pronto-socorro de porta aberta exige capacidade de adaptação, planejamento estratégico, liderança estruturada e monitoramento contínuo dos processos. O turnover de lideranças e a dificuldade de retenção de profissionais qualificados representam importantes barreiras para a consolidação de mudanças e para a continuidade dos projetos institucionais. A implantação de uma cultura de qualidade em curto período, associada à necessidade de atender elevada demanda assistencial, requer estratégias progressivas de desenvolvimento de pessoas, fortalecimento da liderança, padronização de processos e utilização sistemática de indicadores. A experiência reforça que a sustentabilidade das melhorias assistenciais depende não apenas da implantação de protocolos e ferramentas de qualidade, mas também da capacidade institucional de atrair, desenvolver e reter profissionais preparados para a liderança.</p> Paula Altimari, Eduardo Luna de Oliveira Torres Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/993 Mon, 20 Jul 2026 00:00:00 +0000 DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE METODOLOGIA PARA O DESDOBRAMENTO DA JORNADA DO PACIENTE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1130 <p><span style="font-weight: 400;">Este relato de experiência descreve a iniciativa de implementação da Metodologia de Desdobramento da Jornada do Paciente nas unidades de saúde gerenciadas pelo Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM). A organização dos fluxos assistenciais com foco na centralidade do usuário requer uma visão contínua e integrada de sua trajetória de cuidado. Com o objetivo de instrumentalizar as unidades para essa visão sistêmica, a equipe de Qualidade do CEJAM desenvolveu um instrumento institucional estruturado em três etapas: Análise de Mercado e Cenário, embasada pelo perfil epidemiológico, mapeamento da rede e ativos locais; Matriz da Jornada; e Matriz de Reflexão da Jornada, que integra as dimensões de Processos/Riscos, Experiência do Paciente e Desfechos do Cuidado.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Após a aplicação inicial, o projeto foi expandido para outras unidades da rede assistencial gerenciada. A avaliação qualitativa realizada com as lideranças das unidades pioneiras demonstrou que a metodologia favoreceu a visão sistêmica do cuidado, o desenvolvimento de estratégias de escuta ativa e o envolvimento do paciente no próprio cuidado. A aplicação também estimulou a elaboração de instrumentos específicos para avaliação da experiência do paciente nos diferentes momentos da jornada.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Conclui-se que o método apresenta potencial para integrar processos, riscos, experiência e desfechos, favorecendo a governança clínica e o aperfeiçoamento da gestão do cuidado, alinhado ao modelo assistencial do CEJAM, humanizado e centrado na pessoa, família e comunidade, e aos novos requisitos do Manual Brasileiro de Acreditação, Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde 2026, da Organização Nacional de Acreditação (ONA). A iniciativa reforça a importância de diretrizes e métodos que apoiem uma assistência mais qualificada e segura para a população atendida..</span></p> <p>&nbsp;</p> Raquel Rodrigues Nakamato, Fernanda Silva Fuscaldi, Luan Henrique de Menezes Santos, Tatiana Kazumi Yassuhara Kagaochi, Mario Santoro Junior Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1130 Thu, 10 Sep 2026 00:00:00 +0000 AURICULOTERAPIA COMO ESTRATÉGIA PARA AMPLIAR A ADESÃO AO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1181 <p>A baixa adesão ao tratamento odontológico representa um desafio para a continuidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde, especialmente diante de fatores como ansiedade e medo. Este trabalho relata a experiência da inclusão da auriculoterapia no cuidado odontológico, visando favorecer a adesão e a continuidade do tratamento. Trata-se de um relato de experiência realizado na Atenção Primária, com usuários que apresentavam dificuldades de adesão ou continuidade do tratamento. A intervenção foi integrada ao atendimento odontológico, associada ao acolhimento, à escuta qualificada e ao acompanhamento individualizado. Observou-se maior aproximação dos usuários com a equipe de Saúde Bucal, além de relatos de maior tranquilidade e segurança durante o atendimento e maior disposição para os retornos. A experiência sugere que a auriculoterapia pode atuar como estratégia complementar para fortalecer o vínculo, favorecer a adesão e qualificar o cuidado odontológico na Atenção Primária.</p> Juliana Cesar Rodrigues de Godoy Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1181 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA GOVERNANÇA E GESTÃO DO CUIDADO EM PROTOCOLOS CLÍNICOS GERENCIADOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1203 <p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa relata o desenvolvimento e a implantação de um instrumento integrado para fortalecer a governança e a gestão do cuidado em dois Protocolos Gerenciados em um serviço ambulatorial de atenção secundária do Sistema Único de Saúde. A experiência surgiu diante de lacunas na integração, padronização e rastreabilidade das informações, que dificultavam o acompanhamento longitudinal dos usuários e o uso dos dados para decisões assistenciais e gerenciais. O instrumento foi estruturado em módulos interdependentes, contemplando cadastro, acompanhamento longitudinal, informações clínicas e assistenciais, indicadores, painéis de monitoramento e recursos de apoio à equipe. A integração das informações possibilitou automatização de indicadores e alertas, maior confiabilidade dos dados, acompanhamento das trajetórias dos usuários e análise integrada de aspectos assistenciais, clínicos e psicossociais. A experiência contribuiu para qualificar os processos de trabalho, ampliar a visibilidade dos resultados e fortalecer a governança dos protocolos, favorecendo o uso estratégico das informações na gestão do cuidado.</span></p> Daniela Macedo de Sá Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1203 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 ENTRE METAS E PRÁTICAS: COGESTÃO E MONITORAMENTO AVALIATIVO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1261 <p>A contratualização no Sistema Único de Saúde, especialmente regulada por atos municipais como a Portaria 943/2025, estabelece o monitoramento sistemático de metas de qualidade e produção. Entretanto, a cobrança exclusivamente administrativa pode ampliar o distanciamento entre gestão e serviços, dificultando a escuta técnica e o apoio às necessidades do território. Este trabalho teve como objetivo descrever a experiência das oficinas de apresentação de resultados como dispositivo de cogestão, compartilhamento de saberes, integração da rede assistencial e indução da melhoria de indicadores de qualidade em 30 serviços da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de relato de experiência qualitativo-descritivo, desenvolvido a partir do ciclo de monitoramento trimestral dos indicadores de qualidade e produção, entre 2025 e 2026. Foram analisados resultados, atas e planos de ação pactuados nas oficinas, utilizando apresentações padronizadas, painéis de Business Intelligence, metodologia 5W2H e troca de experiências entre serviços e gestão regional. Os encontros foram avaliados por questionários anônimos respondidos pelos gestores. As oficinas atuaram como dispositivo de análise institucional da Rede de Atenção à Saúde, fortalecendo a cogestão e a avaliação nos serviços. Entre os indicadores mais sensíveis, destacaram-se a Atenção à Saúde da Pessoa Idosa por meio da Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (AMPI-AB), o Tratamento Odontológico Concluído e os exames de gestantes. O AMPI-AB evoluiu de 25,8% no segundo trimestre de 2025 para 60% em janeiro de 2026, com progresso de 28,1%. O Tratamento Odontológico Concluído avançou de 55,6% para 69,4%, alcançando 87% no segundo trimestre de 2026. Os exames de gestantes evoluíram de 86,8% para 91,2%, mantendo-se acima da meta em 2026. A experiência demonstrou que a articulação entre monitoramento, cogestão e apoio institucional favoreceu o protagonismo local, a troca de experiências e a implementação de planos de ação, acompanhando-se evolução favorável dos indicadores de qualidade.</p> Selma Marques, Alane Jussara de Sousa, Taynã Nascimento, Karoline Sena Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1261 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 DESAFIOS NA ADEQUAÇÃO DO FLUXO DE DESINFECÇÃO DO TRANSDUTOR ENDOCAVITÁRIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1365 <p>A desinfecção de transdutores endocavitários é uma etapa importante para a prevenção de riscos relacionados à assistência à saúde, considerando o contato do dispositivo com mucosas durante a ultrassonografia transvaginal. Este trabalho teve como objetivo relatar a experiência e os principais desafios encontrados na adequação do fluxo de desinfecção de alto nível do transdutor endocavitário. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido no Ambulatório de Especialidades, em articulação com a SCIRAS Institucional. Foram analisados manuais e orientações do fabricante, com participação dos setores de Qualidade e Engenharia do fornecedor para validação técnica do processo. Também foram avaliadas condições estruturais e organizacionais, incluindo recipiente para imersão, fluxo com o CME, adequação da escala de enfermagem, rastreabilidade e intervalo de uma hora entre os exames. Foram realizadas capacitações progressivas com as equipes envolvidas, incluindo orientações sobre manuseio, transporte e processamento do equipamento. A implantação estabeleceu desinfecção de alto nível com tempo de imersão de 10 minutos, rastreabilidade do transdutor e utilização do ProAction Oxi especificamente para a limpeza do cabo. O fluxo foi iniciado em 02 de setembro de 2026 e permanece em acompanhamento. A experiência demonstrou que a adequação do processo exige validação técnica, organização, capacitação e articulação entre diferentes setores, podendo contribuir para a futura padronização institucion</p> Edgar Santiago Martins Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1365 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 DA ESTABILIZAÇÃO À CONTINUIDADE DO CUIDADO DE PACIENTES CRÔNICOS NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/980 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As doenças crônicas não transmissíveis constituem um dos principais desafios para os sistemas de saúde por demandarem acompanhamento contínuo, integral e coordenado ao longo da Rede de Atenção à Saúde. Pacientes com hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e outras condições crônicas frequentemente procuram os serviços de urgência durante episódios de descompensação clínica e, após estabilização, retornam ao domicílio sem mecanismos estruturados de reintegração à Atenção Primária à Saúde (APS). Essa descontinuidade favorece a fragmentação assistencial, a recorrência de atendimentos, hospitalizações potencialmente evitáveis e piores desfechos clínicos. Embora a APS seja reconhecida como coordenadora do cuidado, permanecem pouco exploradas estratégias organizacionais capazes de utilizar a passagem do paciente pela urgência como oportunidade para fortalecer a integração entre os níveis assistenciais e promover a continuidade do cuidado.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descrever o desenvolvimento de um modelo organizacional de coordenação do cuidado para pacientes com doenças crônicas descompensadas atendidos em um serviço de urgência, visando fortalecer sua integração com a Atenção Primária à Saúde e favorecer a continuidade assistencial.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo organizacional em um pronto-socorro municipal de porta aberta, fundamentado nas evidências científicas sobre continuidade do cuidado, coordenação assistencial e integração das Redes de Atenção à Saúde. A construção do modelo baseou-se na análise dos processos assistenciais da unidade e foi operacionalizada por meio de um fluxo institucional composto pelas etapas de identificação dos pacientes elegíveis, estratificação clínica, elaboração do plano estruturado de alta, articulação com a Atenção Primária à Saúde, monitoramento longitudinal e avaliação contínua por indicadores de processo e resultado. A partir desse fluxo foram estruturados cinco componentes organizacionais: critérios de elegibilidade, plano estruturado de alta, comunicação entre os níveis assistenciais, monitoramento longitudinal e indicadores assistenciais.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foi desenvolvido um modelo organizacional de coordenação do cuidado que estrutura a urgência como ponto estratégico para identificação de pacientes com necessidade de acompanhamento longitudinal e reorganização de sua trajetória na Rede de Atenção à Saúde.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo foi estruturado em cinco componentes organizacionais:</p> <ul> <li>critérios de elegibilidade;</li> <li>plano estruturado de alta;</li> <li>comunicação entre os diferentes níveis assistenciais;</li> <li>monitoramento longitudinal;</li> <li>indicadores assistenciais.</li> </ul> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os critérios de elegibilidade contemplam pacientes com doenças crônicas descompensadas, multimorbidade, recorrência de atendimentos na urgência, ausência de acompanhamento conhecido pela Atenção Primária ou outras condições clínicas e sociais que indiquem necessidade de coordenação do cuidado.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O plano estruturado de alta contempla consolidação diagnóstica, estratificação clínica, orientações ao paciente, definição das necessidades de seguimento, encaminhamento à Atenção Primária e registro das informações essenciais para continuidade assistencial.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foram organizados mecanismos padronizados de comunicação entre os diferentes níveis assistenciais, favorecendo o compartilhamento das informações clínicas necessárias ao seguimento do paciente após a alta.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Também foram definidos indicadores de processo (pacientes elegíveis identificados, planos estruturados de alta elaborados, comunicação efetivada com a Atenção Primária e encaminhamentos realizados) e indicadores de resultado (comparecimento à Atenção Primária, retorno ao serviço de urgência em 30 e 90 dias, reinternações potencialmente evitáveis e continuidade assistencial).</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo organiza um fluxo institucional capaz de transformar o atendimento tradicionalmente episódico da urgência em oportunidade para integração efetiva do paciente à Rede de Atenção à Saúde. Diferentemente de abordagens centradas exclusivamente na resolução do episódio agudo, a proposta incorpora a urgência como ponto de partida para coordenação do cuidado e reorganização da trajetória assistencial do paciente na rede.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo organizacional proposto amplia o papel dos serviços de urgência ao incorporá-los como componente estratégico da coordenação do cuidado entre os diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde. Ao fortalecer a articulação com a Atenção Primária, favorece a continuidade assistencial, qualifica a governança clínica e oferece uma estratégia organizacional potencialmente reproduzível em outros serviços públicos de urgência. A proposta contribui para reduzir a fragmentação da assistência às pessoas com doenças crônicas e para a consolidação de Redes de Atenção à Saúde orientadas pela coordenação do cuidado.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Referências </strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; GERLACH, Ferdinando M. et al. <strong>A strong and sustainable primary healthcare is associated with a lower risk of hospitalization in high risk patients</strong>. <em>Scientific Reports</em>, v. 11, art. 4349, 2021. DOI: <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-021-83962-y">https://doi.org/10.1038/s41598-021-83962-y</a>. Disponível em: <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-021-83962-y">https://www.nature.com/articles/s41598-021-83962-y</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; HALBERSTADT, Bruna Marta Kleinert et al. <strong>Coordenação do cuidado de usuários com condições crônicas na atenção primária à saúde: descrição interpretativa</strong>. <em>Texto &amp; Contexto Enfermagem</em>, Florianópolis, v. 34, e20240258, 2025. DOI: <a href="https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2024-0258pt">https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2024-0258pt</a>. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/tce/">https://www.scielo.br/j/tce/</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; KHATRI, Resham et al. <strong>Continuity and care coordination of primary health care: a scoping review</strong>. <em>BMC Health Services Research</em>, v. 23, art. 750, 2023. DOI: <a href="https://doi.org/10.1186/s12913-023-09718-8">https://doi.org/10.1186/s12913-023-09718-8</a>. Disponível em: <a href="https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-023-09718-8">https://bmchealthservres.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12913-023-09718-8</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; NGUYEN, N. M. P. et al. <strong>Continuity of Primary Care and Preventable Hospitalization for Acute Conditions: A Machine Learning–Based Record Linkage Study</strong>. <em>Annals of Family Medicine</em>, v. 23, n. 6, p. 515–523, 2025. DOI: https://doi.org/10.1370/afm.240569. Disponível em: <a href="https://www.annfammed.org/content/23/6/515">https://www.annfammed.org/content/23/6/515</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; POLATI, Amanda Morais; SARTI, Thiago Dias; FONTENELLE, Leonardo Ferreira; ALMEIDA, Ana Paula Santana Coelho. <strong>Coordenação de cuidados na atenção primária para indivíduos com doenças crônicas</strong>. <em>Medicina (Ribeirão Preto)</em>, Ribeirão Preto, v. 57, n. 4, e220586, 2024. DOI: <a href="https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.220586">https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.220586</a>. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/220586. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). <strong>Continuity and coordination of care: a practice brief to support implementation of the WHO Framework on integrated people-centred health services</strong>. Geneva: WHO, 2018. ISBN 978-92-4-151403-3. Disponível em: <a href="https://apps.who.int/iris/handle/10665/274628">https://apps.who.int/iris/handle/10665/274628</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ZHANG, Yuqi et al. <strong>Can integrated care interventions strengthen primary care and improve outcomes for patients with chronic diseases? A systematic review and meta-analysis</strong>. <em>Health Research Policy and Systems</em>, v. 23, art. 5, 2025. DOI: <a href="https://doi.org/10.1186/s12961-024-01260-1">https://doi.org/10.1186/s12961-024-01260-1</a>. Disponível em: <a href="https://health-policy-systems.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12961-024-01260-1">https://health-policy-systems.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12961-024-01260-1</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> Eduardo Luna de Oliveira Torres Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/980 Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 +0000 PADRONIZAÇÃO DO ATENDIMENTO DA FISIOTERAPIA NO PRONTO SOCORRO INFANTIL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1023 <p>INTRODUÇÃO: A área de Urgência e Emergência constitui um componente essencial da assistência prestada no Pronto-Socorro Infantil. Nesse contexto, o atendimento fisioterapêutico compreende um conjunto de ações voltadas à avaliação, ao manejo e à intervenção precoce em pacientes pediátricos com condições agudas ou agravamento do estado clínico que demandem assistência imediata. A atuação do fisioterapeuta, integrada à equipe multiprofissional, contribui para a estabilização clínica, o manejo das alterações respiratórias, a prevenção de complicações e a otimização do cuidado, favorecendo a recuperação do paciente e a organização do fluxo assistencial no setor de urgência e emergência. OBJETIVO: Padronizar o fluxo de acionamento e atendimento fisioterapêutico dos pacientes pediátricos com comprometimento respiratório no Pronto-Socorro Infantil, estabelecendo critérios para as demandas da fisioterapia e definição das atribuições das equipes de saúde. MÉTODOS: Trabalho de revisão bibliográfica e aplicação de ferramentas de gestão. RESULTADOS: Descrição através de fluxograma como padronizar o atendimento da Fisioterapia frente as avaliações médica e da enfermagem para as demandas fisioterapeuticas com um ou dois fisoterapeutas de plantão na sala de Emergência.CONCLUSÃO:A padronização do fluxo de atendimento da fisioterapia no pronto socorro infantil, apresentou importante convergência com os métodos de analise da gestão na orientação da equipe e dos processos organizacionais, fomentando a aplicabilidade clínica, qualidade assistencial e segurança do paciente nas demandas críticas deste setor.</p> ROBERTO NAVARRO MORALES JUNIOR Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1023 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 SUSTENTABILIDADE DAS TRATATIVAS DE INCIDENTES NO GERENCIAMENTO DE RISCO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1092 <p>A ampliação da cultura de notificação de incidentes evidenciou um novo desafio institucional relacionado à capacidade de análise e tratamento das ocorrências. Este trabalho teve como objetivo avaliar a reorganização das tratativas de notificações de incidentes em 2026, com foco na redução do passivo, diminuição do tempo de análise e sustentabilidade do processo de gerenciamento de risco. Trata-se de um estudo de melhoria da qualidade, documental, descritivo e quantitativo, baseado em dados institucionais do sistema MedCsys e indicadores do Gerenciamento de Risco. Em janeiro de 2026 havia aproximadamente 1.200 notificações em aberto. Como intervenção, foram capacitadas as lideranças para análise dos incidentes, descentralizadas as tratativas por setor e ampliada a corresponsabilização dos líderes na identificação das causas e elaboração dos planos de ação. Em agosto de 2026, aproximadamente 72 notificações permaneciam em aberto, restritas ao mês corrente, representando redução aproximada de 94% do passivo. O tempo médio de análise reduziu de 151,7 dias em janeiro para 8,9 dias em julho, e 100% das notificações processadas avaliadas em julho apresentaram tempo de análise de até 30 dias. A reorganização das tratativas esteve associada à redução expressiva do passivo e do tempo de análise, além de fortalecer a corresponsabilização das lideranças na gestão dos incidentes. A participação dos setores favoreceu análises mais próximas dos processos e ações de melhoria mais direcionadas. A sustentabilidade depende do monitoramento mensal, da manutenção da corresponsabilização das lideranças e da avaliação sistemática dos resultados dos planos de ação.</p> Karina dos Santos Oliveira Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1092 Mon, 31 Aug 2026 00:00:00 +0000 SUPERLOTAÇÃO EM SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1190 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" dir="auto" data-start="328" data-end="793"><strong data-start="328" data-end="343">Introdução:</strong> A superlotação em serviços de urgência e emergência é um fenômeno mundial que pode comprometer a qualidade e a segurança do cuidado. O desequilíbrio entre demanda e capacidade instalada, associado a possíveis fragilidades da atenção primária, pode contribuir para o aumento da demanda nas unidades de urgência 24 horas. Compreender suas causas, consequências e estratégias de enfrentamento é essencial para subsidiar a gestão e a governança clínica.</p> <p dir="auto" data-start="795" data-end="952"><strong data-start="795" data-end="808">Objetivo:</strong> Analisar na literatura científica as causas, consequências e estratégias de enfrentamento da superlotação em serviços de urgência e emergência.</p> <p dir="auto" data-start="954" data-end="1407"><strong data-start="954" data-end="966">Métodos:</strong> Revisão integrativa da literatura realizada nas bases BVS, SciELO, PubMed/MEDLINE e LILACS, abrangendo publicações de 2016 a 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos artigos completos relacionados ao objeto do estudo e excluídos duplicatas, editoriais, cartas ao editor, resumos de congressos e estudos fora do escopo. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 15 publicações compuseram a síntese da revisão.</p> <table width="2488"> <tbody> <tr> <td width="144">Autor</td> <td width="64">Ano</td> <td width="184">Delineamento</td> <td width="304">Título/identificação</td> <td width="272">Objetivo/foco</td> <td width="304">Causas/fatores</td> <td width="320">Consequências</td> <td width="336">Estratégias</td> <td width="200">Categoria temática</td> <td width="360">Fonte</td> </tr> <tr> <td width="144">Morley et al.</td> <td width="64">2018</td> <td width="184">Revisão sistemática</td> <td width="304">Emergency department crowding: A systematic review of causes, consequences and solutions</td> <td width="272">Analisa causas, consequências e soluções da superlotação.</td> <td width="304">Input: volume/perfil da demanda; output: atraso na alta e acesso a leitos.</td> <td width="320">Piores desfechos; dificuldade de adesão a tratamentos recomendados.</td> <td width="336">Medidas sistêmicas, metas de disposição e ampliação do acesso à atenção primária.</td> <td width="200">Causas; Consequências; Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30161242/</td> </tr> <tr> <td width="144">Spencer et al.</td> <td width="64">2019</td> <td width="184">Projeto de melhoria</td> <td width="304">Provider in triage and split-flow intervention</td> <td width="272">Avalia reorganização do fluxo com profissional na triagem e split-flow.</td> <td width="304">Gargalos no atendimento inicial e fluxo de pacientes.</td> <td width="320">Redução do tempo porta-profissional e do abandono após intervenção.</td> <td width="336">Profissional na triagem; split-flow.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30827577/</td> </tr> <tr> <td width="144">van der Linden et al.</td> <td width="64">2019</td> <td width="184">Estudo de intervenção multimodal</td> <td width="304">Multimodal interventions to improve emergency department flow</td> <td width="272">Avalia pacote de intervenções para melhorar o fluxo.</td> <td width="304">Limitações de equipe, diagnóstico e admissão.</td> <td width="320">Pressão sobre tempo de permanência e fluxo.</td> <td width="336">Reforço profissional; Lean na radiologia; otimização da admissão.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31455260/</td> </tr> <tr> <td width="144">Savioli et al.</td> <td width="64">2021</td> <td width="184">Estudo/revisão de intervenção</td> <td width="304">Physician/provider in triage and emergency department flow</td> <td width="272">Avalia profissional na triagem como estratégia de fluxo.</td> <td width="304">Demora na avaliação inicial e início da investigação.</td> <td width="320">Espera e permanência prolongadas.</td> <td width="336">Profissional na triagem; antecipação de exames e tratamento.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34085053/</td> </tr> <tr> <td width="144">Revisão de throughput</td> <td width="64">2021</td> <td width="184">Revisão sistemática</td> <td width="304">Emergency department throughput interventions</td> <td width="272">Analisa intervenções de throughput em serviços de emergência.</td> <td width="304">Ineficiências no processamento interno.</td> <td width="320">Maior permanência e abandono.</td> <td width="336">Fast track; patient streaming; reorganização do fluxo.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33448916/</td> </tr> <tr> <td width="144">Hsieh et al.</td> <td width="64">2023</td> <td width="184">Coorte retrospectiva antes/depois</td> <td width="304">Vertical split flow model in the emergency department</td> <td width="272">Avalia modelo vertical de split-flow.</td> <td width="304">Fluxo inadequado de pacientes de menor complexidade.</td> <td width="320">Impacto sobre tempos operacionais.</td> <td width="336">Vertical split-flow para pacientes selecionados.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0736467922005704</td> </tr> <tr> <td width="144">Azari et al.</td> <td width="64">2023</td> <td width="184">Análise nacional</td> <td width="304">Adoption of emergency department crowding interventions</td> <td width="272">Descreve adoção de intervenções contra superlotação.</td> <td width="304">Problemas de capacidade e organização do fluxo.</td> <td width="320">Pressão operacional persistente.</td> <td width="336">Tecnologia, modificações de fluxo e capacidade.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37270852/</td> </tr> <tr> <td width="144">Youssef et al.</td> <td width="64">2024</td> <td width="184">Revisão sistemática e metanálise</td> <td width="304">Interventions targeting emergency department crowding outcomes</td> <td width="272">Avalia intervenções sobre tempos e abandono.</td> <td width="304">Gargalos de triagem e processamento.</td> <td width="320">Atraso até atendimento/decisão e abandono.</td> <td width="336">Intervenções de fluxo e triagem.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38826092/</td> </tr> <tr> <td width="144">Verzelloni et al.</td> <td width="64">2025</td> <td width="184">Avaliação de protocolo</td> <td width="304">See-and-Treat protocol for emergency department crowding</td> <td width="272">Avalia protocolo See-and-Treat.</td> <td width="304">Demanda de baixa complexidade competindo com fluxos tradicionais.</td> <td width="320">Tempo de espera e permanência.</td> <td width="336">See-and-Treat; fluxo rápido.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39793341/</td> </tr> <tr> <td width="144">Jaramillo et al.</td> <td width="64">2025</td> <td width="184">Revisão sistemática e metanálise</td> <td width="304">Interventions to reduce emergency department length of stay</td> <td width="272">Avalia intervenções para reduzir tempo de permanência.</td> <td width="304">Gargalos operacionais relacionados ao fluxo.</td> <td width="320">Permanência prolongada.</td> <td width="336">Intervenções organizacionais para reduzir LOS.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://doi.org/10.1186/s12873-024-01163-y</td> </tr> <tr> <td width="144">Oskvarek et al.</td> <td width="64">2026</td> <td width="184">Revisão sistemática</td> <td width="304">Emergency department crowding in the modern era: a systematic review (2018–2025)</td> <td width="272">Sintetiza causas, efeitos e soluções em 226 estudos.</td> <td width="304">Input: alto volume/acesso limitado à APS; throughput: equipe/exames; output: boarding/altas tardias.</td> <td width="320">Mortalidade, atrasos, maior permanência, abandono e menor satisfação.</td> <td width="336">Provider-in-triage; ordens iniciadas pela enfermagem; split-flow; gestão ativa de leitos; alta precoce.</td> <td width="200">Causas; Consequências; Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41554283/</td> </tr> <tr> <td width="144">Ahmed et al.</td> <td width="64">2026</td> <td width="184">Revisão sistemática</td> <td width="304">Clinical and Operational Effects of Emergency Department Crowding</td> <td width="272">Sintetiza efeitos clínicos e operacionais em 13 estudos observacionais.</td> <td width="304">Descompasso entre capacidade e demanda; boarding.</td> <td width="320">Atrasos em analgesia, antibiótico, AVC, trauma e sepse; maior LOS; complicações; mortalidade inconsistente.</td> <td width="336">Recomenda coordenação de fluxo, capacidade de leitos e redução do boarding.</td> <td width="200">Consequências</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41625046/</td> </tr> <tr> <td width="144">Santos et al.</td> <td width="64">2026</td> <td width="184">Umbrella review</td> <td width="304">Interventions to reduce overcrowding in emergency departments: An umbrella review</td> <td width="272">Avalia efetividade de estratégias a partir de 20 revisões sistemáticas.</td> <td width="304">Superlotação multifatorial e dependente de fluxo/capacidade.</td> <td width="320">Sobrecarga assistencial e operacional.</td> <td width="336">Triagem conjunta; fast track; rapid assessment; exames solicitados por enfermeiros; streaming; integração com APS.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41351990/</td> </tr> <tr> <td width="144">Alamri et al.</td> <td width="64">2026</td> <td width="184">Revisão sistemática e metanálise</td> <td width="304">Interventions to reduce emergency department overcrowding and their effects on patient outcomes</td> <td width="272">Avalia intervenções em 15 estudos; 6 em metanálise.</td> <td width="304">Gargalos de fluxo e processamento.</td> <td width="320">Maior LOS e pressão operacional.</td> <td width="336">Fast Track reduziu LOS; POCT e Team Triage tiveram efeitos variáveis.</td> <td width="200">Estratégias</td> <td width="360">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42032455/</td> </tr> <tr> <td width="144">Agostinho et al.</td> <td width="64">2026</td> <td width="184">Revisão sistemática</td> <td width="304">Effects of emergency department overcrowding on admitted patient outcomes</td> <td width="272">Avalia efeitos da superlotação em pacientes admitidos.</td> <td width="304">Exposição à superlotação durante atendimento e boarding.</td> <td width="320">Maior mortalidade e LOS em parte dos estudos; atrasos em antibióticos e analgésicos; resultados heterogêneos.</td> <td width="336">Reforça necessidade de reduzir superlotação e atrasos assistenciais.</td> <td width="200">Consequências</td> <td width="360">https://doi.org/10.1016/j.ienj.2026.101847</td> </tr> </tbody> </table> <p dir="auto" data-start="1409" data-end="2016"><strong data-start="1409" data-end="1424">Resultados:</strong> Foram analisadas 15 publicações, cujos achados foram organizados em três categorias: causas, consequências e estratégias de enfrentamento. A superlotação apresentou caráter multifatorial, envolvendo elevada demanda, limitações do fluxo interno e dificuldades relacionadas à internação, transferência e disponibilidade de leitos. As principais repercussões foram aumento da espera e permanência, atrasos assistenciais, abandono do atendimento e comprometimento do fluxo. As estratégias identificadas envolveram intervenções no fluxo assistencial, organização dos processos e gestão de leitos.</p> <p dir="auto" data-start="1409" data-end="2016">&nbsp;</p> <p dir="auto" data-start="2018" data-end="2539"><strong data-start="2018" data-end="2032">Conclusão:</strong> A superlotação em serviços de urgência e emergência é um fenômeno multifatorial, relacionado a fatores de entrada, processamento e saída dos pacientes, com repercussões no fluxo, na qualidade e na segurança assistencial. Seu enfrentamento requer ações integradas e direcionadas aos gargalos locais, envolvendo organização dos fluxos, qualificação dos processos, gestão de leitos e articulação com a rede de atenção. O monitoramento de indicadores pode subsidiar intervenções mais eficientes e sustentáveis.</p> <h3 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" dir="auto" data-section-id="bi34ik" data-start="3014" data-end="3029">Referências:&nbsp;</h3> <p class="" dir="auto" data-start="3031" data-end="3256">MORLEY, C. et al. Emergency department crowding: a systematic review of causes, consequences and solutions. <em data-start="3143" data-end="3153">PLoS ONE</em>, v. 13, n. 8, e0203316, 2018. DOI: 10.1371/journal.pone.0203316.</p> <p dir="auto" data-start="3258" data-end="3510">OSKVAREK, J. J. et al. Emergency department crowding in the modern era: a systematic review (2018–2025). <em data-start="3367" data-end="3413">Clinical and Experimental Emergency Medicine</em>, v. 13, n. 2, p. 119–139, 2026. DOI: 10.15441/ceem.25.172.</p> <p dir="auto" data-start="3512" data-end="3803">ALAMRI, W. et al. Interventions to reduce emergency department overcrowding and their effects on patient outcomes: a mixed-methods systematic review and meta-analysis. <em data-start="3684" data-end="3708">BMC Emergency Medicine</em>, v. 26, art. 169, 2026. DOI: 10.1186/s12873-026-01587-8.</p> Priscila Sergio Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1190 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 PADRONIZAÇÃO DO FLUXO DE PRESCRIÇÃO, AVALIAÇÃO E ENTREGA DE CURATIVOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1290 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Relatar a experiência da implementação de um protocolo padronizado para avaliação, prescrição e acompanhamento de curativos na Atenção Primária da Microrregião Norte, visando qualificar o cuidado, fortalecer a atuação do enfermeiro e otimizar o uso dos insumos. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo descritivo do tipo relato de experiência, desenvolvido na Microrregião Norte a partir de abril de 2025. Foi elaborado e implantado um protocolo assistencial contemplando critérios clínicos para avaliação das feridas, prescrição de coberturas, periodicidade de reavaliação, monitoramento dos pacientes e fluxo de dispensação de insumos. Também foi criada uma planilha eletrônica para acompanhamento dos casos e realizadas capacitações com as equipes das Unidades Básicas de Saúde. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> A implantação do protocolo possibilitou elevada adesão das equipes, padronização das condutas assistenciais, fortalecimento da atuação do enfermeiro na prescrição dos curativos e maior rastreabilidade dos pacientes acompanhados. Durante o quadrimestre inicial foram monitorados 356 pacientes, permitindo maior controle do consumo de materiais, redução do desperdício de insumos e melhoria da organização do processo assistencial. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A experiência demonstrou que a padronização do fluxo de avaliação e prescrição de curativos contribui para qualificar a assistência, promover maior segurança clínica, racionalizar recursos e fortalecer a continuidade do cuidado na Atenção Primária, constituindo estratégia passível de expansão para outras regiões de saúde.</span></p> Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior , Eliane Alves Vitório Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1290 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 APLICABILIDADE DE UM PROTOCOLO PARA O ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES ENCAMINHADOS AO CATETERISMO CARDÍACO EM UMA AMA ESPECIALIDADES https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1350 <p>O cateterismo cardíaco é fundamental na investigação de doenças cardiovasculares. Na AMA Especialidades Jardim São Luiz, identificou-se uma fragilidade no fluxo de inserção de pacientes na fila de espera, relacionada à ausência de exames laboratoriais obrigatórios no momento da solicitação. A dependência do retorno espontâneo do paciente para apresentação dos exames gerava risco de perda de seguimento e atraso no acesso ao procedimento. Em 2025, 33 pacientes, correspondentes a 17% das indicações, não foram inseridos na fila por esse motivo. Diante disso, foi implantado um protocolo gerenciável de cateterismo cardíaco, com acompanhamento sistemático dos pacientes, verificação dos exames laboratoriais, garantia de inserção na fila de espera, monitoramento da realização do exame e acompanhamento do retorno ao médico solicitante. Após a implantação, observou-se melhoria no controle do fluxo, com alcance de 100% de inserção dos pacientes elegíveis na fila de espera e confirmação da realização dos exames dentro do prazo estabelecido. A aplicação do protocolo permitiu maior controle do processo, identificação das situações que poderiam impedir o encaminhamento e redução da dependência do retorno espontâneo do paciente. Conclui-se que a implantação do protocolo contribuiu para o aprimoramento do fluxo assistencial, redução de barreiras de acesso e fortalecimento da continuidade do cuidado.</p> Larissa Gabriel Ferreira, Nayara Aguilar Rezende Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1350 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DA GOVERNANÇA CLÍNICA PARA FORTALECIMENTO DA GESTÃO DO CUIDADO EM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1012 <p>INTRODUÇÃO</p> <p>A governança clínica constitui uma estratégia organizacional voltada à melhoria contínua da qualidade assistencial, integrando segurança do paciente, gestão por indicadores, prática baseada em evidências e educação permanente. Nos serviços ambulatoriais especializados, sua implementação fortalece a gestão do cuidado e favorece maior integração com as Redes de Atenção à Saúde.</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Relatar a experiência de implantação de um modelo de governança clínica em um ambulatório médico de especialidades, visando fortalecer a qualidade assistencial e a gestão do cuidado.</p> <p>MÉTODO</p> <p>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em um Ambulatório Médico de Especialidades gerenciado por Organização Social de Saúde, iniciado em 2026. A implantação foi estruturada a partir de diagnóstico situacional e elaboração de um plano de governança clínica baseado em referenciais nacionais e internacionais. As ações contemplaram a estruturação do Núcleo de Governança Clínica, monitoramento de indicadores assistenciais, fortalecimento da gestão de eventos adversos, elaboração e revisão de protocolos clínicos, implantação de linhas de cuidado prioritárias, incentivo à prática baseada em evidências, educação permanente e reuniões sistemáticas de acompanhamento dos processos assistenciais.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>Durante a fase inicial de implantação, foi estruturado o modelo institucional de governança clínica, definindo responsabilidades, fluxos operacionais e mecanismos de monitoramento dos processos assistenciais. Entre as principais ações implementadas destacaram-se a padronização do fluxo de análise de eventos adversos, a criação de indicadores relacionados à segurança do paciente, qualidade assistencial e desempenho dos serviços, além da revisão dos principais protocolos clínicos utilizados na unidade.</p> <p>Também foram iniciadas ações para implantação das linhas de cuidado prioritárias, com foco na integração entre especialidades, fortalecimento da continuidade assistencial e alinhamento aos princípios das Redes de Atenção à Saúde. Paralelamente, foi estabelecido cronograma permanente de reuniões clínicas multiprofissionais e atividades de educação permanente voltadas à disseminação da cultura de qualidade, segurança do paciente e melhoria contínua.</p> <p>A implantação possibilitou maior organização dos processos assistenciais, fortalecimento da cultura de notificação de incidentes, ampliação da utilização de indicadores como ferramenta gerencial e maior integração entre as equipes assistenciais e administrativas. Observou-se ainda maior padronização das discussões clínicas e fortalecimento do planejamento das ações voltadas à qualificação da assistência.</p> <p>Por tratar-se de um processo em desenvolvimento, encontram-se em monitoramento indicadores relacionados à adesão aos protocolos institucionais, gestão de eventos adversos, conformidade documental, continuidade do cuidado e desempenho das linhas de cuidado implantadas, cujos resultados subsidiarão o aperfeiçoamento contínuo do modelo de governança clínica.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A implantação da governança clínica mostrou-se uma estratégia viável para fortalecer a gestão do cuidado em ambulatório especializado, promovendo maior organização dos processos assistenciais, integração multiprofissional e desenvolvimento de uma cultura institucional orientada pela qualidade e segurança do paciente. A utilização de indicadores, protocolos clínicos e ações de educação permanente representa importante instrumento para apoiar a melhoria contínua da assistência e consolidar modelos de atenção mais resolutivos, eficientes e centrados nas necessidades dos usuários.</p> CAIO VINICIUS DA FONSECA SILVA, VANESSA APARECIDA OLIVEIRA, ALZIRO RODRIGUES SILVA, SILMARA PEREIRA DA FONSECA, MARCOS JOSÉ DE SOUSA Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1012 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DA SALA DE COLETA E GERENCIAMENTO DE INDICADORES LABORATORIAIS EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1102 <p><strong>Objetivo: </strong>Relatar a implantação de um modelo de gestão da qualidade da fase pré-analítica, baseado em Sala de Coleta exclusiva e monitoramento sistemático de indicadores laboratoriais, descrevendo seus resultados e contribuições para qualificar os processos assistenciais em um pronto-socorro público. <strong>Método: </strong>Relato de experiência elaborado conforme a diretriz <em>Standards for Quality Improvement Reporting Excellence</em> (SQUIRE 2.0), desenvolvido em pronto-socorro público do Sistema Único de Saúde entre maio de 2025 e junho de 2026. A intervenção incluiu reorganização do processo de coleta e governança compartilhada com o laboratório terceirizado e a Secretaria Municipal de Saúde. <strong>Resultados: </strong>Observou-se redução aproximada de 80% na taxa de recoletas, estreitamento da comunicação sobre os indicadores relacionados ao tempo de liberação dos exames e fortalecimento do monitoramento dos processos laboratoriais. O uso sistemático dos indicadores subsidiou auditorias, reuniões técnicas e ações corretivas, promovendo maior rastreabilidade, qualificação da fase pré-analítica e apoio à gestão. <strong>Conclusão: </strong>O modelo mostrou-se viável e potencialmente replicável, fortalecendo a governança clínica, a segurança do paciente e a gestão baseada na efetividade das ações implantadas, baseada na melhora expressiva dos indicadores, em serviços públicos de urgência e emergência. <strong>Descritores: </strong>Serviço Hospitalar de Emergência; Laboratórios; Controle de Qualidade; Segurança do Paciente; Gestão em Saúde.</p> Paula Altimari, Renata Meire Bailo de OLiveira Machado, Eduardo Luna de Oliveira Torres Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1102 Tue, 08 Sep 2026 00:00:00 +0000 Centro de Distribuição na Regional Norte: Gestão e Otimização de Recursos https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1281 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Relatar a experiência da implantação do Centro de Distribuição da Regional Norte como estratégia para centralizar a gestão de materiais e medicamentos, qualificar o controle de estoque, fortalecer a governança logística e otimizar a utilização dos recursos públicos na Atenção Primária à Saúde. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo descritivo do tipo relato de experiência, desenvolvido na Microrregião Norte a partir de 2025. A intervenção contemplou diagnóstico da logística existente, centralização do armazenamento, reorganização dos fluxos de recebimento e distribuição, implantação de sistema de rastreabilidade dos insumos, padronização dos processos de inventário e monitoramento contínuo do consumo pelas Unidades Básicas de Saúde. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> A implantação do Centro de Distribuição promoveu maior organização logística, padronização dos processos de armazenamento, melhoria da rastreabilidade dos materiais e medicamentos, redução de perdas por vencimento, diminuição de compras emergenciais e maior controle do consumo por unidade. Observou-se ainda maior previsibilidade do abastecimento, redução de deslocamentos desnecessários e fortalecimento da gestão baseada em indicadores. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A centralização da logística mostrou-se estratégia eficaz para qualificar a gestão de insumos na Atenção Primária, racionalizar gastos públicos, fortalecer a governança e ampliar a eficiência operacional da rede de saúde.</span></p> Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior , Eliane Alves Vitório, Matheus Santiago da Silva Souza, Thalita Ruiz Lemos da Rocha, Carolina de Fátima Ferreira, Dyogo de Souza Bezerra   Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1281 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ALEM DOS SILOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1042 <p>A crescente complexidade dos sistemas de saúde evidencia a necessidade de superar modelos organizacionais estruturados em silos e avançar para uma atuação integrada entre governança clínica, engenharia de riscos e segurança e bem-estar dos colaboradores. A continuidade e a confiabilidade do cuidado não dependem exclusivamente da expertise clínica, mas da interação entre competência profissional, infraestrutura, controle de riscos, condições de trabalho e alinhamento dos processos organizacionais. Nesse contexto, propõe-se compreender essa relação como uma simbiose entre assistência, gestão de riscos e proteção do trabalhador, na qual a fragilidade de um componente pode comprometer o desempenho dos demais. Quando essas dimensões são gerenciadas de forma fragmentada, os impactos inicialmente podem permanecer pouco visíveis, manifestando-se progressivamente por meio do aumento de eventos adversos e sentinelas, acidentes de trabalho, interrupções de processos, retrabalho, perdas operacionais e glosas. Assim, a integração entre governança clínica, engenharia de riscos e gestão da segurança do colaborador constitui elemento estratégico para a construção de organizações mais resilientes e de alta confiabilidade. Essa abordagem amplia a compreensão da segurança em saúde, deslocando-a de uma perspectiva predominantemente reativa para um modelo sistêmico, preventivo e integrado, no qual proteger o trabalhador, controlar riscos e assegurar a continuidade do cuidado são dimensões interdependentes da qualidade e da segurança assistencial.</p> Antonio Carlos Barbosa da Silva Junior Da Silva, William Laier , Rafael Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1042 Thu, 20 Aug 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO VISUAL APLICADA AO CENTRO DE MATERIAL E EESTERILIZAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1068 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="12" data-end="516">O trabalho relata a implantação de uma estratégia de <strong data-start="65" data-end="157">gestão visual no Centro de Material e Esterilização (CME) de uma Unidade Básica de Saúde</strong>, com o objetivo de padronizar o processamento de produtos para saúde e fortalecer a segurança do paciente. Foi elaborado e implantado um <strong data-start="295" data-end="316">fluxograma visual</strong> contemplando as principais etapas do processamento dos instrumentais, desde o recebimento do material contaminado até a esterilização, monitoramento dos ciclos e condutas diante de não conformidades.</p> <p data-start="518" data-end="876">A utilização da ferramenta favoreceu maior <strong data-start="561" data-end="605">padronização e uniformidade das práticas</strong>, facilitou a compreensão das etapas críticas, apoiou a integração de novos colaboradores e fortaleceu as ações de educação permanente. Também contribuiu para maior rastreabilidade, definição de pontos de verificação e maior confiabilidade no processamento dos materiais.</p> <p data-start="878" data-end="1130" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Conclui-se que a gestão visual é uma estratégia <strong data-start="926" data-end="979">simples, de baixo custo e facilmente reproduzível</strong>, com potencial para qualificar os processos do CME, fortalecer a cultura de segurança e contribuir para a melhoria contínua da qualidade assistencial.</p> Ewerton José Moreira de Souza , Adriana Vanessa Ferreira de Lima, Elisangela Maria da Silva Souza Coelho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1068 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 GOVERNANÇA DE DADOS NA GESTÃO DO DESEMPENHO EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1188 <p><strong>RESUMO</strong></p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A gestão do desempenho constitui um dos principais instrumentos para o desenvolvimento de pessoas, fortalecimento da liderança e melhoria da qualidade organizacional. Entretanto, em serviços públicos de urgência e emergência, caracterizados por elevada pressão assistencial e alta rotatividade de profissionais, a execução dos ciclos avaliativos frequentemente apresenta dificuldades relacionadas ao controle dos prazos, à integração entre gestores e ao monitoramento sistemático dos indicadores de desempenho.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descrever a implantação de um modelo de governança de dados para qualificar a gestão do desempenho em um pronto-socorro público.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência desenvolvido no setor de Recursos Humanos de um pronto-socorro público de porta aberta, fundamentado na implantação de uma matriz estruturada de governança de dados, acompanhamento sistemático dos ciclos avaliativos, emissão periódica de indicadores gerenciais e busca ativa junto às lideranças para monitoramento das avaliações de desempenho.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A implantação do modelo permitiu estruturar o acompanhamento permanente das avaliações de desempenho, padronizar os processos de monitoramento e fortalecer a integração entre o Recursos Humanos e as lideranças assistenciais. Houve aumento da taxa global de realização das avaliações de desempenho de menos de 10% para 80%, associado à implementação de indicadores gerenciais periódicos, controle dos prazos regulatórios e ações preventivas direcionadas aos gestores.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A adoção de estratégias de governança de dados associadas ao monitoramento contínuo dos indicadores mostrou-se capaz de fortalecer a gestão do desempenho, ampliar o engajamento das lideranças e qualificar os processos de gestão de pessoas. A experiência demonstra potencial de replicação em outros serviços públicos de saúde que busquem aprimorar seus processos avaliativos e fortalecer a cultura de gestão baseada em indicadores.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Palavras-chave</strong></p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>Governança de Dados; Gestão de Pessoas; Avaliação de Desempenho; Indicadores de Desempenho; Gestão em Saúde.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Referências </strong></p> <ol> <li>Ministério da Saúde. <strong>Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS</strong>. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.</li> <li>Ministério da Saúde. <strong>Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP)</strong>. Portaria nº 529, de 1º de abril de 2013. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 abr. 2013.</li> <li>CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações</strong>. 5. ed. Barueri: Atlas, 2020.</li> <li>CHIAVENATO, Idalberto. <strong>Gestão do desempenho humano nas organizações</strong>. 8. ed. Barueri: Atlas, 2021.</li> <li>KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. <strong>A estratégia em ação: balanced scorecard</strong>. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997.</li> <li>DRUCKER, Peter F. <strong>O melhor de Peter Drucker: a administração</strong>. São Paulo: Nobel, 2002.</li> <li>DEMING, W. Edwards. <strong>Qualidade: a revolução da administração</strong>. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1990.</li> <li>Ministério da Saúde. <strong>Manual de acreditação e qualidade em saúde</strong>. Brasília: Ministério da Saúde.</li> <li>ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. <strong>Global strategy on human resources for health: Workforce 2030</strong>. Geneva: WHO, 2016.</li> <li>WORLD HEALTH ORGANIZATION. <strong>Global Patient Safety Action Plan 2021–2030</strong>. Geneva: WHO, 2021.</li> <li>ULRICH, Dave. <strong>Recursos humanos estratégicos</strong>. São Paulo: Futura, 2000.</li> <li>MARRAS, Jean Pierre. <strong>Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico</strong>. 16. ed. São Paulo: Saraiva, 2022.</li> </ol> Andrea Paulino, Eduardo Luna de Oliveira Torres Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1188 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 PADRONIZAÇÃO DE REGISTROS EM CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1209 <p>A padronização dos registros no Centro de Material e Esterilização (CME) é fundamental para garantir a organização, a rastreabilidade e a segurança dos processos relacionados ao processamento de produtos para saúde. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de elaboração e implementação de instrumentos padronizados para o registro e acompanhamento das atividades realizadas no CME, visando favorecer a uniformização das informações e o cumprimento das rotinas institucionais. A experiência envolveu a análise dos registros utilizados no setor, a identificação de necessidades de organização e padronização das informações e a elaboração de instrumentos de trabalho destinados ao acompanhamento das etapas do processamento e dos controles realizados no serviço. A proposta também buscou facilitar a consulta às informações, fortalecer a rastreabilidade dos processos e contribuir para a melhoria contínua das práticas relacionadas à segurança e à qualidade. A experiência demonstrou a importância da utilização de registros padronizados como ferramenta de organização do trabalho e apoio à gestão dos processos do CME, possibilitando maior uniformidade das informações e melhor acompanhamento das atividades desenvolvidas pela equipe. Conclui-se que a padronização dos registros pode contribuir para o fortalecimento da qualidade e da segurança dos processos realizados no CME, além de favorecer a continuidade das práticas institucionais.</p> Jeniffer Rayanne; Cibelle Cristina, Bruna Lima, Clevia Pampolha; Marília Veroneze Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1209 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 FATORES QUE INFLUENCIAM A QUALIDADE DA ATENÇÃO EM SAÚDE PARA PESSOAS SURDAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1241 <p>Introdução: A comunicação efetiva é reconhecida internacionalmente como pilar da qualidade da atenção em saúde e da segurança do paciente. As pessoas surdas enfrentam históricas barreiras comunicacionais, institucionais e atitudinais nos serviços de saúde. A privação de comunicabilidade em ambientes clínicos atua diretamente como um gerador de riscos elevados de erros evitáveis, e baixa adesão terapêutica. Superar o capacitismo estrutural e garantir a acessibilidade linguística são imperativos para a promoção da equidade no SUS.</p> <p>Objetivo: Identificar e analisar os fatores que influenciam a qualidade do cuidado e a segurança do paciente para pessoas surdas no âmbito da Atenção à Saúde.</p> <p>Métodos: Estudo de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentado na análise de vivências em ambientes de saúde. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, aplicadas a 11 pessoas surdas, usuárias do Centro Especializado em Reabilitação IV (CER IV) M'Boi Mirim, em São Paulo. Os dados coletados foram integralmente transcritos e&nbsp; submetidos à análise de conteúdo categorial, conforme o referencial teórico-metodológico de Bardin, contando com o suporte do software NVivo para decodificação e organização das unidades de sentido em categorias. A pesquisa respeitou rigorosamente as diretrizes éticas envolvendo seres humanos, sendo aprovada pelos Comitês de Ética em Pesquisa da EEUSP e da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (CAAE: 83477424.5.0000.5392 e 83477424.5.3001.0086).</p> <p>Resultados: Participaram da pesquisa 11 pessoas surdas usuárias do CER M’Boi Mirim, a figura a seguir apresenta a caracterização do perfil das pessoas entrevistadas. A análise revelou um padrão de vulnerabilidade e exclusão consolidado em cinco categorias interligadas. A <strong>demanda por tecnologias assistivas</strong> destacou-se evidenciando a carência sistêmica de intérpretes de Libras presenciais ou plataformas de videochamada para suporte no atendimento. <em>"Precisa ter intérprete, precisa ter o tablet acessível com o intérprete, vídeo chamada." </em>Nas <strong>barreiras atitudinais </strong>(preconceito e desigualdade), 80% das pessoas entrevistadas relatam discriminação e tratamento desigual. Apontam desde recusa ao atendimento mediado por tecnologia até desrespeito de profissionais de saúde, invalidando a autonomia das pessoas surdas. <em>"O médico já fez isso [gesto afastar o celular]... Já aconteceu duas vezes, … eu falei que eu tinha direito garantido em lei..." </em>As <strong>barreiras no acesso à saúde</strong> mostraram-se agravadas pela imposição do português escrito e por obstáculos físicos e visuais. <em>"Imagina outros surdos que não sabem escrever, têm dificuldade com o português, … é muito risco a gente se comunicar dessa forma na área da saúde."</em> A <strong>dependência de acompanhantes, </strong>concentradas em quatro participantes, revela que as barreiras estruturais forçam a uma mediação familiar (mães, irmãs, filha) que prejudica a autonomia e o protagonismo das pessoas no cuidado em saúde. "..., eu tô sempre com a minha mãe, eu nunca vou sozinha." Por fim, as <strong>limitações na segurança do paciente </strong>demonstraram que as barreiras transformam problemas de comunicação em riscos a erros evitáveis, afetando a todos, mas sendo articulados por indivíduos com maior capital educacional.</p> <p>Conclusão: A experiência das pessoas surdas nos serviços de saúde é modulada pela barreira linguística. O atual modelo, centrado no ouvinte, transfere o risco clínico ao paciente e perpetua o capacitismo estrutural. É urgente incorporar tecnologias de interpretação em Libras para as equipes, substituindo barreiras atitudinais por práticas de inclusão. A atenção à saúde para a pessoa surda demanda o reconhecimento da acessibilidade comunicacional como determinante social da saúde,&nbsp; fundamental para cuidado seguro e de qualidade no SUS.</p> Clissa Neri, Suzy Mary Silva Simões, Caroline Ballan, Gabriel de Jesus Correia, Leticia Pires Ribeiro, Sylvia Lia Grespan Neves, Maristela Santini Martins, Hercules de Oliveira Carmo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1241 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 PRINCÍPIOS DO LEAN HEALTHCARE NA REORGANIZAÇÃO DOS PROCESSOS ASSISTENCIAIS DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1008 <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">A transição da gestão em serviços públicos de urgência e emergência representa um período de elevada complexidade organizacional, caracterizado pela necessidade de reorganizar processos assistenciais, reduzir desperdícios, fortalecer a qualidade do cuidado e garantir a segurança do paciente em cenários de elevada demanda. Nesse contexto, os princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;"> constituem um referencial para melhoria contínua dos processos, com foco na geração de valor ao paciente e na otimização dos fluxos assistenciais.</span></p> <p><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Relatar a experiência de reorganização dos processos assistenciais durante a transição da gestão de um pronto-socorro público, analisando essa experiência à luz dos princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span></p> <p><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Relato de experiência elaborado conforme a diretriz SQUIRE 2.0, desenvolvido no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, unidade pública de porta aberta integrante da Rede de Atenção às Urgências do Sistema Único de Saúde, localizada em Barueri (SP), entre maio de 2025 e maio de 2026. As intervenções compreenderam diagnóstico situacional, revisão e padronização de processos assistenciais, reorganização dos fluxos de atendimento, fortalecimento da governança clínica, implantação de indicadores de desempenho, gestão visual e educação permanente das equipes. A experiência foi analisada retrospectivamente considerando os princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span></p> <p><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">A reorganização institucional evidenciou elevada convergência entre as intervenções implementadas e os princípios da gestão enxuta. Observou-se redução de desperdícios relacionados à variabilidade dos processos, fortalecimento da padronização assistencial, melhoria da organização dos fluxos de atendimento, maior integração multiprofissional, ampliação da gestão baseada em indicadores e consolidação de uma cultura de melhoria contínua. A análise permitiu identificar que estratégias desenvolvidas durante a transição de gestão podem ser interpretadas como práticas alinhadas aos princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem a implantação formal de um programa específico.</span></p> <p><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">Os princípios do </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare</span></em><span style="font-weight: 400;"> mostraram-se um referencial útil para orientar a reorganização dos processos assistenciais durante transições de gestão em serviços públicos de urgência, contribuindo para o fortalecimento da governança clínica, da eficiência operacional, da qualidade assistencial e da segurança do paciente. A experiência demonstra o potencial dessa abordagem como estratégia aplicável a outros serviços de saúde submetidos a processos de transformação organizacional.</span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Lean Healthcare; Gestão da Qualidade; Governança Clínica; Serviços Médicos de Emergência; Melhoria Contínua.</span></p> <p><strong>Referências</strong></p> <ol> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Womack JP, Jones DT. </span><em><span style="font-weight: 400;">Lean Thinking: Banish Waste and Create Wealth in Your Corporation</span></em><span style="font-weight: 400;">. New York: Simon &amp; Schuster; 2003.&nbsp;</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Toussaint JS, Berry LL. The promise of Lean in health care. </span><em><span style="font-weight: 400;">Mayo Clin Proc</span></em><span style="font-weight: 400;">. 2013;88(1):74-82.&nbsp;</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ogrinc G, Davies L, Goodman D, Batalden P, Davidoff F, Stevens D. SQUIRE 2.0 (Standards for Quality Improvement Reporting Excellence): revised publication guidelines from a detailed consensus process. </span><em><span style="font-weight: 400;">BMJ Qual Saf</span></em><span style="font-weight: 400;">. 2016;25(12):986-992.&nbsp;</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Costa LBM, Godinho Filho M. Lean healthcare: review, classification and analysis of literature. </span><em><span style="font-weight: 400;">Production</span></em><span style="font-weight: 400;">. 2022;32:e20210072.</span></li> </ol> <p>&nbsp;</p> Bruna Gonçalves Brizolla De Oliveira, Eduardo Luna de Oliveira Torres Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1008 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 GERENCIAMENTO SEGURO DE ANESTÉSICOS LOCAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1030 <p>INTRODUÇÃO: Os anestésicos locais utilizados na odontologia são medicamentos potencialmente perigosos que requerem controle rigoroso durante sua dispensação, administração e rastreabilidade. Na UBS Jardim Maracá, foi estruturado um fluxo de trabalho entre a Farmácia e a equipe de Odontologia para garantir o monitoramento farmacêutico, a rastreabilidade dos medicamentos e a segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. OBJETIVO: Avaliar o perfil de utilização de anestésicos locais na UBS Jardim Maracá e descrever como o fluxo de trabalho estabelecido entre a Farmácia e a equipe de Odontologia contribui para a rastreabilidade dos medicamentos potencialmente perigosos e para o fortalecimento da segurança do paciente. MÉTODOS:Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado na UBS Jardim Maracá, por meio da análise dos registros referentes aos procedimentos odontológicos realizados entre 21 de novembro de 2024 e 30 de julho de 2026. Foram avaliados: Número de pacientes atendidos; Quantidade de tubetes anestésicos utilizados; Faixa etária; Perfil assistencial; Consumo dos anestésicos locais. Também foi descrito o fluxo local de gerenciamento dos anestésicos entre Farmácia e Odontologia, contemplando a dispensação, monitoramento farmacêutico, rastreabilidade e registro das informações referentes ao tipo de anestésico, lote, validade e quantidade administrada. RESULTADOS:</p> <p>Foram analisados 604 pacientes, com utilização de 1.477 tubetes anestésicos, correspondendo à média de 2,45 tubetes por paciente. Observou-se maior concentração de atendimentos entre pacientes de 46 a 60 anos (175) e com 60 anos ou mais (138). Entre os anestésicos empregados, observou-se predominância da prilocaína 3% associada à felipressina (0,03 UI/mL), responsável por aproximadamente 55% dos tubetes utilizados, seguida da lidocaína 2% associada à epinefrina 1:100.000, correspondente a cerca de 45% do total administrado. O fluxo local estabelecido entre Farmácia e Odontologia possibilitou a rastreabilidade de todos os anestésicos administrados, por meio do registro em prontuário do tipo de anestésico, lote, validade e quantidade utilizada, permitindo o monitoramento farmacêutico desde a dispensação até a administração, conforme fluxo pactuado entre os setores. O processo também contempla a identificação, análise e comunicação de desvios relacionados ao uso dos medicamentos, fortalecendo a cultura local de segurança do paciente por meio da notificação de eventos e da implementação de ações de melhoria contínua. CONCLUSÃO: A experiência da UBS Jardim Maracá demonstra que a integração entre Farmácia e Odontologia permitiu consolidar um fluxo local de gerenciamento dos anestésicos locais baseado na rastreabilidade, no monitoramento farmacêutico e na padronização dos registros assistenciais. A manutenção desse processo fortalece a cultura de segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde, assegura a continuidade da rastreabilidade dos medicamentos potencialmente perigosos ao longo de todas as etapas do cuidado e subsidia o gerenciamento de riscos, a tomada de decisão e a melhoria contínua da qualidade assistencial.</p> Caroline Murca Momesso, Jéssica Yasmin Ferreira, Marisa Melo Dos Santos Caetano, Naiara Vieira Da Silva, Regina Liarte Moraes, Adriana Vanessa Ferreira De Lima, Elisangela Maria Da Silva Souza Coelho, Ewerton José Moreira De Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1030 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 IMPACTO DAS INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS NO USO DE ANTIMICROBIANOS PROFILÁTICOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO TERCIÁRIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1123 <p>O combate de infecções relacionadas à assistência é um importante desafio na saúde pública. A antibioticoprofilaxia adequada contribui para a prevenção de infecções,&nbsp; enquanto o uso inadequado favorece a resistência bacteriana e a ocorrência de eventos adversos. Nesse contexto, a farmácia clínica desempenha papel fundamental no gerenciamento antimicrobianos.</p> BEATRIZ SENA PEREIRA, AMATA DOS SANTOS SOARES Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1123 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 COORDENAÇÃO DO CUIDADO NA LINHA DO AVC https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1279 <p><span style="font-weight: 400;">Objetivo: Relatar a experiência de implantação e fortalecimento da linha de cuidado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) em uma Unidade de Pronto Atendimento, por meio da organização dos fluxos assistenciais, padronização de protocolos, capacitação multiprofissional e monitoramento de indicadores, visando qualificar a identificação precoce, reduzir os tempos assistenciais e promover maior segurança no atendimento aos pacientes com suspeita de AVC. Método: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido na Unidade de Pronto Atendimento Campo dos Alemães e Unidade de pronto Atendimento Alto da Ponte, em São José dos Campos, São Paulo, com início em janeiro de 2025 na UPA Alto da Ponte e em Janeiro de 2026 na UPA Campo dos Alemães. Foram implementados protocolos institucionais, fluxo estruturado para identificação e manejo inicial do AVC, capacitações periódicas da equipe multiprofissional, simulações clínicas, articulação com o hospital de referência e monitoramento sistemático dos indicadores assistenciais. Resultados: Durante o período analisado janeiro de 2026 até agosto de 2026 foram registrados na UPA Alto da Ponte&nbsp; foram abertos 63 protocolos e na UPA Campo dos Alemães no mesmo período foram 67 protocolos institucionais de AVC abertos. A reorganização do fluxo assistencial favoreceu maior padronização das condutas, fortalecimento da atuação multiprofissional, melhoria da comunicação entre os profissionais e maior integração com o serviço de referência, sendo este o foco principal da pesquisa garantir a continuidade do cuidado do paciente na UPA Campo dos Alemães dos 67 pacientes que tiveram abertura de protocolo, cerca de 38 foram encaminhados para avaliação da neurologia e todos foram inseridos na coordenação do cuidado, onde 41% dos casos seguiu na atenção especializada e 26% na atenção primária, já na UPA Alto Ponte dos 63 protocolos abertos e todos foram inseridos na coordenação do cuidado onde 65% foi encaminhado para atenção primária e 35% na especializada, com taxa de óbito de 0%. Os indicadores relacionados ao tempo médio demonstraram 41 minutos entre o início dos sintomas e a classificação de risco, 13 minutos entre a classificação de risco e a avaliação médica, 1 hora e 5 minutos entre a avaliação médica e a transferência e tempo total médio de 1 hora e 51 minutos entre o início dos sintomas e a transferência para o serviço de referência. Conclusão: A organização da linha de cuidado do AVC associada à educação permanente, padronização dos processos assistenciais e monitoramento sistemático dos indicadores demonstrou potencial para qualificar a assistência, fortalecer a segurança do paciente, reduzir a variabilidade dos processos e ampliar a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção às Urgências.</span></p> Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior, Eliane Alves Vitório, Valdirene Ribeiro da  Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1279 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 IDENTIFICAÇÃO VISUAL POR ETIQUETAS COLORIDAS NA UNITARIZAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1404 <p><strong>IDENTIFICAÇÃO VISUAL POR ETIQUETAS COLORIDAS NA UNITARIZAÇÃO: ESTRATÉGIA PARA MITIGAÇÃO DE RISCOS HOSPITALARES. </strong></p> <p>Palloma Alba Velame da Silva, Sebastião Domingos Soares Neto</p> <p>Farmacêutico, Responsável Técnico da Farmácia - CEJAM, Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, Barueri/SP.</p> <p><br><br></p> <p><strong>RESUMO</strong></p> <p>A unitarização de doses no ambiente hospitalar é uma etapa crítica para a segurança do paciente e prevenção de eventos adversos. Este estudo descreve a implementação de um sistema padronizado de diferenciação visual por etiquetas coloridas no processo de unitarização em um pronto-socorro. A metodologia baseou-se na categorização dos fármacos conforme o risco assistencial: etiqueta vermelha para Medicamentos de Alta Vigilância (MAV), amarela para psicotrópicos, verde para antimicrobianos e branca para as demais classes. Os resultados demonstraram ganho na eficiência da dispensação, redução do tempo de triagem, melhoria no armazenamento e eliminação de erros por semelhança de embalagens (<em>look-alike</em>). Conclui-se que a codificação por cores é uma barreira de segurança simples, de baixo custo e altamente efetiva na farmácia hospitalar.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong><br>INTRODUÇÃO</strong></p> <p>A cadeia de utilização de medicamentos em serviços de urgência e emergência exige mecanismos robustos para prevenir falhas humanas e sistêmicas. Em prontos-socorros, a alta rotatividade assistencial, a pressão do tempo e a administração simultânea de múltiplos fármacos elevam o risco de erros de medicação (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2023).</p> <p>A unitarização de doses — fracionamento e identificação individualizada do medicamento — constitui a primeira linha de defesa contra falhas de dispensação (BRASIL, 2013). Contudo, a simples identificação textual pode ser insuficiente em ambientes de alta demanda, onde a fadiga favorece a troca inadvertida entre ampolas ou comprimidos semelhantes.</p> <p>&nbsp;</p> <p>A adoção de alertas visuais baseados em códigos de cores é recomendada por órgãos internacionais para criar barreiras pré-atencionais (ISMP, 2023). No Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, gerenciado pelo CEJAM em Barueri/SP, estruturou-se um projeto para implementação de etiquetas coloridas na unitarização conforme a classe de risco.</p> <p><br><strong>OBJETIVO</strong></p> <p>Descrever a implantação da identificação visual por etiquetas coloridas na unitarização de doses em uma Farmácia Hospitalar de Pronto-Socorro, avaliando seu papel como barreira preventiva na gestão de riscos.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>METODOLOGIA</strong></p> <p>Estudo descritivo e aplicado, do tipo relato de experiência, sobre a reorganização da unitarização no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas (CEJAM/Barueri-SP). A intervenção estruturou-se em cinco etapas:&nbsp; (figura1)</p> <ol> <li>Mapeamento de Risco: Análise da farmácia hospitalar e categorização dos fármacos segundo o potencial de dano grave e restrições regulatórias.</li> <li>Padrão Cromático: Definição da matriz de cores para as etiquetas unitárias:</li> <ul> <li>Vermelha: Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) / Potencialmente Perigosos;</li> <li>Amarela: Psicotrópicos e sujeitos ao controle especial (Portaria SVS/MS nº 344/98);</li> <li>Verde: Antimicrobianos (suporte ao programa de <em>Stewardship</em>);</li> <li>Branca: Demais classes terapêuticas padronizadas.</li> </ul> <li>Parametrização do Rótulo: Manutenção dos dados normativos (Princípio Ativo, Dose, Lote, Validade, Código de Barras e Razão Social) com alteração do fundo cromático.</li> <li>Adequação Tecnológica: Aquisição de insumos térmicos coloridos e configuração dos softwares de impressão de unitarização.</li> <li>Capacitação: Treinamento das equipes de farmácia e enfermagem com afixação de guias explicativos nos setores assistenciais.</li> </ol> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>DESENVOLVIMENTO</strong></p> <p>A introdução do código de cores funcionou como um elemento de diferenciação pré-atencional, permitindo a identificação imediata da categoria de risco antes mesmo da leitura do rótulo. A etiqueta vermelha exige atenção máxima durante a dupla conferência; a amarela reforça o controle rigoroso de psicotrópicos; a verde auxilia no aprazamento de antibióticos; e a branca padroniza o fluxo dos medicamentos de rotina.</p> <p><br><strong>RESULTADOS</strong></p> <p>A consolidação do sistema de etiquetas coloridas gerou melhorias diretas na farmácia e na assistência:</p> <ul> <li>Triagem Agilizada: Redução significativa no tempo de separação e montagem de kits de emergência.</li> <li>Prevenção de Erros de <em>Look-Alike</em>: Neutralização do risco de troca entre ampolas e comprimidos com embalagens idênticas.</li> <li>Organização dos Carrinhos de Emergência: Maior facilidade na segregação e conferência de MAVs nos setores assistenciais.</li> <li>Suporte à Enfermagem: Facilidade na checagem e dupla conferência de psicotrópicos e MAVs à beira-leito.</li> <li>Cultura de Segurança: Fortalecimento do engajamento multiprofissional com os protocolos da RDC nº 36/2013 e com a Meta 3 de Segurança do Paciente.</li> </ul> <p>&nbsp;</p> <p><strong>DISCUSSÃO</strong></p> <p>Os resultados corroboram as diretrizes da Organização Mundial da Saúde e do ISMP sobre a redução da dependência da memória humana por meio da engenharia de fatores humanos. Em prontos-socorros, o uso de estímulos visuais padronizados (cores) atua como barreira cognitiva eficaz contra erros por desatenção. O sistema cromático complementa a leitura atenta do rótulo e a checagem eletrônica, adicionando uma camada extra de proteção na cadeia medicamentosa.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>CONCLUSÃO</strong></p> <p>A identificação visual por etiquetas coloridas na unitarização do Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas provou ser uma intervenção de baixo custo e elevado impacto na segurança do paciente. Ao diferenciar MAVs, psicotrópicos, antimicrobianos e rotina, a Farmácia Hospitalar otimizou a triagem e fortaleceu a prevenção de erros. Recomenda-se a manutenção da auditoria contínua e a expansão da prática.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Figura1</p> <p><strong><br><br></strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p> <p>BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Brasília, DF: ANVISA, 2013.</p> <p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998. Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Brasília, DF: MS, 1998.</p> <p>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 675, de 31 de outubro de 2019. Regulamenta as atribuições do farmacêutico na farmácia hospitalar. Brasília: CFF, 2019.</p> <p>INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES (ISMP). Guidelines for Standardizing Medication Labels in Hospitals. Horsham: ISMP, 2023.</p> <p>WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global Patient Safety Action Plan 2021–2030. Geneva: WHO, 2023.</p> Sebastião Neto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1404 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 REDUÇÃO DA FILA DE ESPERA PARA ULTRASSOM DOPPLER POR MEIO DE ESTRATÉGIAS DE GESTÃO E INTEGRAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1017 <p>Introdução</p> <p>A elevada demanda por exames especializados constitui importante desafio para a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), impactando diretamente o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento. O Ultrassom Doppler destaca-se entre os exames com maior demanda reprimida, exigindo estratégias organizacionais capazes de ampliar a resolutividade sem aumento da capacidade instalada.</p> <p>Objetivo</p> <p>Relatar a experiência da implantação de estratégias de gestão voltadas à redução da fila de espera para Ultrassom Doppler por meio da integração da Rede de Atenção à Saúde, monitoramento de indicadores e otimização dos processos assistenciais.</p> <p>Métodos</p> <p>Relato de experiência desenvolvido no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Carapicuíba, entre janeiro de 2024 e junho de 2026. Inicialmente foi realizado diagnóstico situacional da fila de espera, considerando número de pacientes e tempo médio de espera. A partir dessa análise, implantou-se um plano de intervenção composto por articulação com serviços da Rede de Atenção à Saúde, matriciamento de pacientes para unidades parceiras (AME Itapevi e Hospital Geral de Carapicuíba), monitoramento contínuo dos indicadores assistenciais, acompanhamento sistemático da fila e confirmação telefônica prévia dos pacientes agendados, visando reduzir o absenteísmo e otimizar o aproveitamento das vagas existentes.</p> <p>Resultados</p> <p>Em janeiro de 2024, a fila apresentava 5.205 pacientes, com tempo médio de espera de 421 dias. Em janeiro de 2025, observou-se aumento para 5.709 pacientes e 470 dias de espera, evidenciando agravamento da demanda reprimida. Após a implantação das estratégias, verificou-se redução progressiva da fila, atingindo 3.653 pacientes em maio de 2025. Em 2026, a redução foi ainda mais expressiva: entre maio e junho, o número de pacientes caiu de 3.429 para 2.178 (redução de 36,5%). Ao final de junho de 2026, restavam 1.251 pacientes aguardando exame, enquanto o tempo médio de espera reduziu para 157 dias, representando diminuição aproximada de 67% em relação ao maior tempo registrado. Houve ainda eliminação completa dos pacientes remanescentes dos anos de 2024 e 2025. A confirmação telefônica contribuiu para redução do absenteísmo, melhor aproveitamento das agendas e aumento da eficiência operacional.</p> <p>A experiência demonstra que intervenções fundamentadas na gestão de processos e na integração entre os serviços da Rede de Atenção à Saúde podem promover ganhos expressivos de acesso, sem necessidade de ampliação da oferta interna de exames. O monitoramento sistemático dos indicadores possibilitou tomada de decisão baseada em evidências, enquanto a articulação entre os diferentes pontos da rede favoreceu a redistribuição da demanda e maior utilização da capacidade assistencial disponível.</p> <p>Conclusão</p> <p>A implantação de estratégias de gestão baseadas na integração da rede assistencial, no monitoramento contínuo dos indicadores e na confirmação ativa dos pacientes mostrou-se eficaz para reduzir significativamente a fila de espera e o tempo de acesso ao Ultrassom Doppler. A experiência reforça que a governança clínica e a qualificação dos processos assistenciais constituem ferramentas estratégicas para ampliar o acesso, otimizar recursos e fortalecer a eficiência dos serviços especializados do SUS.</p> Caio Vinicius Da Fonseca Silva, Alziro Rodrigues Silva, Vanessa Aparecida Oliveira, Silmara Pereira Da Fonseca Fonseca, Marco José de Souza , Eduardo Vinicius Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1017 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 A CONSCIENTIZAÇÃO LÚDICA SOBRE AS 6 METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1137 <p>Trata -se de um relato de experiência exitosa, realizada no Hospital Municipal Dr. José Soares Hungria, com a necessidade de fortalecer a cultura de segurança do paciente não apenas entre as equipes assistenciais, mas também entre as equipes de apoio do Hospital. Devido a&nbsp; fragilidade no conhecimento acerca das 6 metas internacionais de Segurança do Paciente, instituídas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A ação foi direcionada a todos os colaboradores da instituição, incluindo equipes administrativas, assistenciais, segurança, higiene e terceirizados.</p> Fabiano Sousa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1137 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 LEAN HEALTHCARE NAS UPAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1286 <p><strong>Objetivo</strong><span style="font-weight: 400;">: Relatar a experiência da implantação do Round Multidisciplinar e do Safety Round, fundamentados em princípios da metodologia Lean, nas Unidades de Pronto Atendimento gerenciadas pelo CEJAM em São José dos Campos (SP), como estratégias para fortalecer a comunicação, o alinhamento das equipes e a gestão assistencial. </span><strong>Método</strong><span style="font-weight: 400;">: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência. Foi estruturada uma rotina diária, realizada no período da manhã, na qual as lideranças das equipes se reúnem para alinhamento de recados, avisos, pontos críticos, prioridades assistenciais e gestão dos leitos referente ao cenário do dia. Após o Round Multidisciplinar, as lideranças retornam aos setores de origem e realizam o Safety Round, multiplicando aos colaboradores as informações discutidas, reforçando orientações, condutas e prioridades. </span><strong>Resultados</strong><span style="font-weight: 400;">: A experiência favoreceu maior integração entre as lideranças, padronização das informações e maior agilidade na comunicação entre os diferentes setores. Observou-se melhora da comunicação interna, maior alinhamento das equipes sobre as prioridades do dia, fortalecimento da gestão de leitos e redução de ruídos decorrentes da transmissão fragmentada de informações. O Safety Round ampliou o alcance das decisões do Round Multidisciplinar, aproximando a gestão das equipes assistenciais e fortalecendo a cultura de segurança. </span><strong>Conclusão</strong><span style="font-weight: 400;">: A implantação do Round Multidisciplinar associado ao Safety Round demonstrou ser uma estratégia simples, de baixo custo e alinhada aos princípios Lean, contribuindo para comunicação mais efetiva, integração multiprofissional e organização do trabalho nas UPAs gerenciadas pelo CEJAM em São José dos Campos.</span></p> Hideraldo Belini Lemos Andrade Júnior , Eliane Alves Vitório, Valdirene Ribeiro da Silva    Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1286 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO E SUSTENTABILIDADE COMO ESTRATÉGIAS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1028 <p>A Atenção Primária à Saúde possui papel fundamental na promoção da saúde e na identificação das necessidades sociais e ambientais presentes no território. Nesse contexto, a estratégia UBS na Rua promove ações mensais em diferentes espaços da comunidade, aproximando as equipes de Saúde da Família da população e fortalecendo a participação social. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde composta por nove equipes, com participação integrada da Agente de Promoção Ambiental. Os encontros abordam temas relacionados à saúde, qualidade de vida, meio ambiente e sustentabilidade, além da divulgação de projetos socioambientais desenvolvidos pela unidade. Em 2025, foram realizados 90 grupos, alcançando 1.779 pessoas, enquanto, de janeiro a julho de 2026, foram realizados 51 grupos, com 1.246 pessoas impactadas, totalizando 141 grupos e 3.025 pessoas alcançadas no período analisado. A experiência demonstra que a integração entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento comunitário amplia as possibilidades de atuação da Atenção Primária, fortalece vínculos com a comunidade e estimula o protagonismo social. Conclui-se que a estratégia contribui para a construção de territórios mais saudáveis, sustentáveis, participativos e resilientes.</p> Clevia da Silva Pampolha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1028 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 AVANÇO DO PLANO GESTOR ESG CEJAM E PACTO GLOBAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1534 <p><span data-path-to-node="1,0">O trabalho "AVANÇO DO PLANO GESTOR ESG CEJAM E PACTO GLOBAL: CONSTRUÇÃO DE UMA ESTRATÉGIA MATURA" descreve a evolução da governança socioambiental e corporativa no Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" (CEJAM)</span><span data-path-to-node="1,2">. A instituição integrou os princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao seu planejamento estratégico, formalizando a adesão ao Pacto Global das Nações Unidas para migrar de ações isoladas para uma gestão transversal alinhada à saúde populacional</span><span data-path-to-node="1,4">. O trabalho objetiva apresentar os avanços do Plano Gestor do Comitê de Sustentabilidade entre 2024 e 2025, destacando os resultados da escuta com lideranças, o cumprimento dos compromissos internacionais e as conquistas consolidadas</span><span data-path-to-node="1,6">. A metodologia compreendeu três pilares integrados: a governança formal regulamentada e apoiada por equipe multidisciplinar; a modelagem de processos e gestão de riscos com aplicação de matriz GUT; e a realização de um diagnóstico participativo de escuta transversal com os gestores</span><span data-path-to-node="1,8">.</span></p> <p><span data-path-to-node="2,0">Os resultados demonstraram o fortalecimento da blindagem institucional, da reputação positiva e do engajamento interdisciplinar entre diversas diretorias</span><span data-path-to-node="2,2">. Estruturaram-se oito grupos de trabalho ativos com planos de ação em extensão</span><span data-path-to-node="2,4">. Na gestão climática, destaca-se a obtenção do Selo Ouro no Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a elaboração de planos de ação para mitigação e adaptação</span><span data-path-to-node="2,6">. No pilar social, avançou-se na pauta de diversidade, equidade e inclusão com a estruturação de grupos de afinidade e a unificação dos programas Conecta e Jovens Aprendizes para inclusão produtiva</span><span data-path-to-node="2,8">. Na dimensão de integridade, fortaleceram-se treinamentos anticorrupção para colaboradores e fornecedores estratégicos</span><span data-path-to-node="2,10">. Por fim, no eixo de transparência internacional, publicou-se o primeiro Relatório de Sustentabilidade institucional alinhado às diretrizes do <em data-path-to-node="2,10" data-index-in-node="144">Global Reporting Initiative</em> (GRI)</span><span data-path-to-node="2,12">. Conclui-se que o Plano Gestor consolidou uma governança robusta, garantindo que os compromissos do Pacto Global sejam vivenciados na prática da gestão em saúde</span><span data-path-to-node="2,14">.</span></p> Everton Tumilheiro Rafael, Marceli Pereira Fradeschi Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1534 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 DA AÇÃO TERRITORIAL À INSTITUCIONALIZAÇÃO: HORTOTERAPIA MULTIPROFISSIONAL E OS DESAFIOS DA GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DA CONTINUIDADE NA APS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1593 <p>As microrregiões do M'Boi Mirim, no extremo sul de São Paulo, apresentam alta vulnerabilidade socioambiental, exigindo da Atenção Primária à Saúde (APS) intervenções que superem o modelo ambulatorial tradicional e integrem o cuidado clínico aos determinantes sociais. Nesse contexto, este trabalho discute a trajetória da horta comunitária e da hortoterapia na UBS Jardim Aracati, gerida em parceria com o CEJAM, analisando o engajamento comunitário, a atuação interprofissional e os desafios de sustentabilidade em territórios periféricos. Viabilizada pelo Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) e conduzida por uma equipe multiprofissional (nutricionista e psicóloga), Agentes Comunitários de Saúde e Agente de Promoção Ambiental, a iniciativa realiza encontros semanais desde 2023, promovendo a soberania alimentar, o suporte emocional e a convivência, sobretudo da população idosa. Contudo, o projeto enfrenta gargalos como a subnotificação de dados e a alta rotatividade de colaboradores (turnover). Evidencia-se que a participação comunitária e a articulação da equipe funcionaram como antídotos contra a descontinuidade, reforçando a urgência de institucionalizar e mensurar formalmente as práticas socioambientais na APS para assegurar sua longevidade.</p> Paulo Roberto Monteiro de Brito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1593 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CONSUMO CONSCIENTE, SAÚDE EFICIENTE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1366 <p>O consumo consciente de energia elétrica constitui estratégia relevante para a sustentabilidade ambiental e para o uso racional dos recursos nos serviços de saúde. Este trabalho descreve uma intervenção desenvolvida em uma Unidade Básica de Saúde da Zona Sul de São Paulo, no âmbito do Projeto de Nivelamento Socioambiental, com o objetivo de sensibilizar os colaboradores e avaliar a quantidade de equipamentos mantidos ligados após o encerramento das atividades.</p> <p>Trata-se de relato de experiência realizado durante quatro quinzenas consecutivas, entre julho e agosto de 2025. Em parceria com a Segurança Patrimonial, foram monitorados aparelhos de ar-condicionado, impressoras e computadores. A intervenção combinou monitoramento, etiquetas informativas, orientações para o desligamento de equipamentos e luzes e ações educativas conduzidas pela gestão, alta liderança e Agente de Promoção Ambiental.</p> <p>Foram identificados 27 equipamentos ligados na primeira quinzena, 22 na segunda, 33 na terceira e 7 na quarta, correspondendo a redução de 74,1% entre a primeira e a última avaliação. Os aparelhos de ar-condicionado passaram de 7 para 0, redução de 100%, e os computadores de 9 para 1, redução de 88,9%. As impressoras apresentaram oscilação, mas encerraram o período com resultado 45,5% inferior ao valor inicial.</p> <p>Os achados sugerem avanço na conscientização dos colaboradores e reforçam a importância de ações educativas e monitoramento contínuo para consolidar práticas sustentáveis no cotidiano da APS.</p> Thiago de Castro Menezes, Jessica da Silva Lima Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1366 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Feira Ambiental - Mudanças climáticas https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1145 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="185" data-end="625">A Feira Ambiental foi realizada no Parque Santo Dias, em alusão ao Junho Verde, como uma ação conjunta da Estratégia Saúde da Família, do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), da equipe E-multi e de parceiros do território. A iniciativa teve como objetivo conscientizar a comunidade sobre as mudanças climáticas e sua relação com a saúde, o meio ambiente e a sustentabilidade, incentivando a adoção de práticas sustentáveis.</p> <p data-start="627" data-end="1067">A atividade foi organizada em um circuito educativo com seis estações temáticas: Água; Solo e Nutrição; Ar e Biodiversidade; Resíduos Sólidos e seus Impactos; Catadores de Materiais Recicláveis; e Semear e Cuidar. Foram utilizadas estratégias participativas, como exposições dialogadas, dinâmicas educativas e oficinas práticas de compostagem e plantio vertical, promovendo a troca de conhecimentos entre profissionais e comunidade.</p> <p data-start="1069" data-end="1458">Durante os dois dias de evento, aproximadamente 100 pessoas participaram das atividades. Destacou-se a atuação dos 34 Agentes Comunitários de Saúde, que, juntamente com nutricionista, educador físico e voluntários do Instituto CEJAM, conduziram as ações educativas. Ao final, 70 participantes registraram compromissos individuais relacionados à adoção de práticas sustentáveis.</p> <p data-start="1460" data-end="1799">A iniciativa também apresentou impacto posterior ao evento, pois moradores continuaram retomando espontaneamente os temas discutidos durante a feira nas atividades e atendimentos realizados nas semanas seguintes. Isso demonstrou a permanência dos conhecimentos adquiridos e o potencial da ação para estimular mudanças de comportamento.</p> Jessica da Silva Lima Gomes, Sidilene Antonia Mudesto, Zeneide Lacerda Pereira Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1145 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 Projeto Cirurgia Sustentável 360º https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1490 <div dir="auto"> <p>O trabalho intitulado "Projeto Cirurgia Sustentável 360º: Sustentabilidade em gestão de resíduos em Centro Cirúrgico de Hospital Público" analisa a reorganização do manejo de resíduos sob a ótica dos pilares social, ambiental e financeiro. Desenvolvido no Hospital Estadual Doutor Albano da Franca Rocha Sobrinho (Franco da Rocha/SP), gerido pelo Centro de Estudos e Pesquisas Doutor João Amorim (CEJAM), o projeto aplicou práticas de economia circular e gestão de projetos no Centro Cirúrgico entre maio e agosto de 2026. A intervenção englobou diagnóstico situacional, adequação dos pontos de descarte com identificação visual e a capacitação multiprofissional de 160 colaboradores (110 da equipe de higiene e 50 do centro cirúrgico).</p> <p>Nos resultados, a dimensão social registrou zero acidente de trabalho no manejo de resíduos e perfurocortantes após os treinamentos. Na dimensão ambiental, houve redução de 74,38% no volume de resíduos infectantes do Grupo A (queda de 2.830,41 kg em maio para 725,00 kg em agosto, representando 2.105,41 kg mantidos fora do tratamento de risco), um aumento de 60,36% no envio de resíduos do Grupo D para reciclagem (de 236,97 kg para 380,00 kg) e redução de 9,86% nos resíduos comuns. Na dimensão financeira, a correta segregação e eliminação do descarte indevido como infectante geraram uma economia direta de R$ 2.947,57 no período estudado, calculada sobre a tarifa de R$ 1,40 por quilo evitado. Conclui-se que a iniciativa consolida um modelo replicável de governança ambiental e transformação cultural no Sistema Único de Saúde, aliando segurança ocupacional, sustentabilidade e eficiência orçamentária.</p> </div> Michele Santos de Assunção, Murilo Viana de Castro Souza, Everton Tumilheiro Rafael, Edna Lúcia dos Santos, Darlene Alencar, Edineuza Maria da Sena Soares, Elizandra Dos Santos, Erika Lima Mariano Agostinho, Patricia Godoy Araya Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1490 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Além da Dispensação: Farmacêutico orientando hoje para proteger o amanhã no descarte de medicamentos. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1516 <p>O descarte inadequado de medicamentos e materiais perfurocortantes representa um importante risco à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança da população e dos trabalhadores. Nesse cenário, a Assistência Farmacêutica pode ampliar sua atuação para além da dispensação, utilizando o contato com os usuários como oportunidade de educação em saúde e promoção de práticas sustentáveis. Este trabalho teve como objetivo promover o descarte adequado de medicamentos vencidos ou em desuso e materiais perfurocortantes, fortalecendo a corresponsabilização dos usuários. Trata-se de um relato de experiência municipal desenvolvido entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025, com ações conduzidas pelo farmacêutico nas Unidades Básicas de Saúde e em atividades extramuros. Foram realizadas orientações durante a dispensação, ações educativas coletivas, participação na “UBS na Rua” e encontros com pacientes insulinodependentes, além da implantação de pontos para recebimento dos resíduos e monitoramento mensal dos descartes. Em 2025, foram descartados <strong data-start="1455" data-end="1489">424,75 kg de resíduos químicos</strong>, com média de <strong data-start="1504" data-end="1520">35,39 kg/mês</strong>, representando aumento de <strong data-start="1547" data-end="1556">28,7%</strong> em relação à média mensal de 2024. Observou-se maior procura por orientações sobre o descarte correto e maior compreensão dos pacientes insulinodependentes quanto ao manejo e à destinação de perfurocortantes. A experiência demonstrou que o protagonismo do farmacêutico pode fortalecer a educação em saúde, a proteção ambiental e a segurança sanitária, ampliando o papel da Assistência Farmacêutica no cuidado integral e apresentando potencial de replicabilidade em outros serviços.</p> NATALIA PEREIRA DOS SANTOS Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1516 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 A Comunicação Estratégica e a Formação de Lideranças em ESG como Vetores de Transformação em uma Organização Social de Saúde https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1560 <p>As Organizações Sociais de Saúde desempenham papel decisivo na gestão de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS), exigindo elevados padrões de integridade, transparência e responsabilidade socioambiental. Para consolidar a adesão ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e à agenda ambiental, social e de governança (ESG), o Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM) desenvolveu um plano de comunicação e marketing integrado à capacitação contínua de seus gestores, visando fortalecer a cultura de sustentabilidade, o alinhamento ético e a visibilidade das ações socioambientais no SUS. Trata-se de um relato de experiência exitosa fundamentado nos pilares Educar, Inspirar e Engajar, que articulou canais internos (televisão corporativa, e-mail marketing e portal institucional) e veículos externos de comunicação e imprensa. Como eixo de governança, ofertaram-se trilhas formativas do Pacto Global da ONU para 92 colaboradores em cargos de gestão — com módulos sobre saúde, meio ambiente, clima, saúde mental, anticorrupção e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável —, além da Jornada ESG, que capacitou 32 líderes formados acompanhados de campanhas de reconhecimento institucional. Na ponta assistencial, as lideranças mobilizaram mais de 70 unidades de saúde na campanha ambiental do Junho Verde 2026 com oficinas, hortas e gestão de resíduos, apoiando também a divulgação das adesões institucionais a movimentos de transparência, saúde mental e direitos humanos. Entre janeiro e agosto de 2026, o Portal CEJAM ultrapassou 2,3 milhões de visualizações totais e mais de 161 mil acessos à seção de notícias, enquanto as redes sociais somaram mais de 2,9 milhões de visualizações e 13 mil interações em conteúdos socioambientais. A cobertura de imprensa obteve 2,6 mil inserções na mídia, com 57% de valoração positiva e uma proporção de 60 matérias positivas para cada uma negativa. A transparência corporativa consolidou-se com a publicação do Relatório de Sustentabilidade alinhado às diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e à Comunicação de Progresso (CoP) do Pacto Global, juntamente com a atualização permanente das seções de prestação de contas. A iniciativa provou ser um modelo eficaz de gestão em saúde, gerando duplo impacto ao promover o engajamento interno das lideranças como multiplicadoras culturais e fortalecer a reputação institucional e a transparência pública no SUS.</p> Everton Tumilheiro Rafael, Edna Lopes Rosa Tanaka Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1560 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 MÉTODO DE NIVELAMENTO SOCIOAMBIENTAL CEJAM E ACREDITAÇÃO ONA 2026 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1578 <p>O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio constante de conciliar a oferta de cuidados assistenciais de qualidade com a redução de seus impactos ambientais. Com a publicação do Manual OPSS ONA 2026 e a inclusão da Seção 1.3 ("Impacto Ambiental"), a sustentabilidade, a ecoeficiência e a resiliência passaram a constituir requisitos auditáveis para a Acreditação nos Níveis 1, 2 e 3. Engajado com a segurança do paciente e a responsabilidade socioambiental no SUS, o CEJAM desenvolveu o Método de Nivelamento Socioambiental Corporativo, uma tecnologia autoral criada para traduzir os critérios da ONA em práticas operacionais contínuas e mensuráveis. O trabalho teve como objetivo avaliar a aderência e a convergência estrutural entre o método e a Seção 1.3 da ONA 2026, valorizando-o como catalisador da acreditação e da melhoria contínua. A metodologia baseou-se na análise comparativa dos requisitos do grupo 1.3.1 da ONA com as 6 dimensões estratégicas do método (Resíduos Sólidos, Eficiência Hídrica, Eficiência Energética, Compras Sustentáveis, Ambiência em Saúde e Desenvolvimento de Comunidades) dispostas em 5 Níveis de Maturidade. Nos resultados, evidenciou-se alta convergência sistêmica: o Nível 1 da ONA alinha-se aos Níveis 1 e 2 do método (vulnerabilidades climáticas, energia limpa, resíduos, inventários de GEE e compras sustentáveis); o Nível 2 da ONA corresponde aos Níveis 3 e 4 (políticas formais, indicadores quantitativos, contingência climática e resolução de 57% das não conformidades via planos 5W2H/PDCA); e o Nível 3 da ONA equivale ao Nível 5 do método (redução efetiva de impactos, liderança setorial e comunicação transparente). O método consolida-se como uma tecnologia de autorregulação pública indispensável que não apenas facilita a conquista e manutenção da Acreditação ONA, mas também promove a resiliência climática e a transição ecológica replicável no SUS.</p> Murilo Viana de Castro Souza, Everton Tumilheiro Rafael Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1578 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CONSTRUÇÃO E PUBLICAÇÃO DO ATLAS DE INDICADORES DE SAÚDE BUCAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1270 <p>Introdução</p> <p>A utilização de indicadores em saúde é fundamental para monitorar processos assistenciais, avaliar resultados e subsidiar decisões gerenciais. Entretanto, diferenças conceituais, metodológicas e operacionais na definição dos indicadores podem dificultar sua interpretação, comparabilidade e utilização pelas equipes.</p> <p>Diante dessa necessidade, foi desenvolvido o Atlas de Indicadores: Saúde Bucal – Catalogação e Descrição de Indicadores Institucionais, como instrumento de referência para organização e padronização de indicadores relacionados à atenção em saúde bucal no CEJAM. O material foi concebido para transformar dados em informações úteis à gestão, ao planejamento e à governança clínica.</p> <p>Objetivo</p> <p>Relatar a experiência de construção e publicação de um Atlas Institucional de Indicadores de Saúde Bucal, desenvolvido para padronizar conceitos, métodos de cálculo, fontes de dados, formas de interpretação e possibilidades de utilização dos indicadores, apoiando profissionais e gestores na avaliação e qualificação do cuidado.</p> <p>Método</p> <p>A construção do Atlas ocorreu a partir da organização e sistematização de indicadores considerados relevantes para o acompanhamento da saúde bucal institucional.</p> <p>O processo envolveu a Saúde Bucal Institucional e o Grupo de Trabalho em Saúde Bucal das Regionais, seguido de análise pela Governança Clínica Corporativa e aprovação pela Diretoria Técnica. O documento institucional teve sua emissão formal em julho de 2026.</p> <p>Para favorecer a padronização, cada indicador foi estruturado em ficha técnica contemplando aspectos como definição conceitual, justificativa, população-alvo, numerador, denominador, método de cálculo, unidade de medida, interpretação dos resultados, fontes de dados, periodicidade, responsáveis, limitações, benchmarking e possibilidades de intervenção.</p> <p>Os indicadores também foram organizados segundo dimensões da qualidade assistencial, incluindo estrutura, processo e resultado, além de tipo, função e domínio do cuidado, permitindo uma leitura mais estruturada e contextualizada das informações produzidas.</p> <p>Resultado</p> <p>A construção do Atlas ocorreu a partir da organização e sistematização de indicadores considerados relevantes para o acompanhamento da saúde bucal institucional.</p> <p>O processo envolveu a Saúde Bucal Institucional e o Grupo de Trabalho em Saúde Bucal das Regionais, seguido de análise pela Governança Clínica Corporativa e aprovação pela Diretoria Técnica. O documento institucional teve sua emissão formal em julho de 2026.</p> <p>Para favorecer a padronização, cada indicador foi estruturado em ficha técnica contemplando aspectos como definição conceitual, justificativa, população-alvo, numerador, denominador, método de cálculo, unidade de medida, interpretação dos resultados, fontes de dados, periodicidade, responsáveis, limitações, benchmarking e possibilidades de intervenção.</p> <p>Os indicadores também foram organizados segundo dimensões da qualidade assistencial, incluindo estrutura, processo e resultado, além de tipo, função e domínio do cuidado, permitindo uma leitura mais estruturada e contextualizada das informações produzidas.</p> <p>Conclusão</p> <p>A construção do Atlas ocorreu a partir da organização e sistematização de indicadores considerados relevantes para o acompanhamento da saúde bucal institucional.</p> <p>O processo envolveu a Saúde Bucal Institucional e o Grupo de Trabalho em Saúde Bucal das Regionais, seguido de análise pela Governança Clínica Corporativa e aprovação pela Diretoria Técnica. O documento institucional teve sua emissão formal em julho de 2026.</p> <p>Para favorecer a padronização, cada indicador foi estruturado em ficha técnica contemplando aspectos como definição conceitual, justificativa, população-alvo, numerador, denominador, método de cálculo, unidade de medida, interpretação dos resultados, fontes de dados, periodicidade, responsáveis, limitações, benchmarking e possibilidades de intervenção.</p> <p>Os indicadores também foram organizados segundo dimensões da qualidade assistencial, incluindo estrutura, processo e resultado, além de tipo, função e domínio do cuidado, permitindo uma leitura mais estruturada e contextualizada das informações produzidas.</p> FRANCIS TSURUMAKI, Adrianne Stein, Fernanda Cardoso Fernandes, Samuel Nilo Vieira, Gisele Alves, Graziela Pasini Kumpel, Zayne Mendes Nunes Lopes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1270 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 GOVERNANÇA CLIMÁTICA NO SUS: MATURIDADE, MITIGAÇÃO E ADAPTAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1512 <div dir="auto"> <p>O trabalho apresenta a consolidação da Governança Climática no Centro de Estudos e Pesquisas Doutor João Amorim, Organização Social responsável por mais de 100 unidades do Sistema Único de Saúde em São Paulo e no Rio de Janeiro. A instituição migrou de iniciativas ambientais isoladas para uma estratégia corporativa estruturada, formalizada com a adesão ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas em 2024 e à Plataforma Ação pelo Clima, visando integrar a mitigação de gases de efeito estufa e a adaptação infraestrutural à gestão assistencial e operacional. Para a execução das diretrizes, foram estabelecidos dois Grupos de Trabalho multidisciplinares. O eixo de mitigação atuou no aprimoramento do inventário de emissões, que evoluiu do Selo Bronze para o Selo Ouro verificado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e pela Fundação Getulio Vargas com 4.778 toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2025, além de promover a redução de 18,43% nas emissões de resíduos no Escopo 3, o alcance de 65% de etanol na frota, a geração fotovoltaica de 49,4 megawatts-hora no Ambulatório Médico de Especialidades de Carapicuíba e a descanalização completa do óxido nitroso hospitalar até 2026. No eixo de adaptação, realizou-se o Diagnóstico de Vulnerabilidade Estrutural em 94 unidades de gestão plena, avaliando 15 aspectos técnicos georreferenciados que revelaram que 94% das instalações careciam de redundância complementar e 71% dependiam de suprimento externo, direcionando estrategicamente os investimentos em resiliência. O engajamento de 311 lideranças e a inclusão do Reconhecimento Climático no Método de Nivelamento Socioambiental respaldaram o convite para a instituição liderar o Núcleo de Ações Coletivas por Justiça Climática e Transição Justa da Rede Brasil do Pacto Global, comprovando a viabilidade de uma gestão de saúde pública de baixo carbono e alta resiliência.</p> </div> Murilo Viana de Castro Souza, Everton Tumilheiro Rafael Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1512 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA HOSPITALAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1567 <p>Submetemos este trabalho por apresentar uma experiência prática de sustentabilidade aplicada ao ambiente hospitalar, baseada no monitoramento de dados e na otimização da gestão operacional da Central de Água Gelada. O estudo demonstra resultados mensuráveis na redução do consumo energético, considerando também a influência das condições climáticas, e reforça a possibilidade de conciliar eficiência operacional, sustentabilidade e segurança assistencial. Esperamos que a experiência possa contribuir para a discussão e disseminação de boas práticas em serviços de saúde.</p> Vinicius Kling da Fonseca, Raiza Garcia Siqueira Silva, Roberta C. da Silva Costa, Adriana Maria Lopes Oliveira, Yago Cassin da Silva , Diego Oliveira de Freitas Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1567 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Descanalização do Óxido Nitroso em Hospital Público https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1501 <p>O estudo aborda a descanalização do óxido nitroso no Hospital Estadual de Franco da Rocha, gerido pelo Centro de Estudos e Pesquisas Doutor João Amorim, com o objetivo de eliminar perdas de gases medicinais e reduzir emissões de efeito estufa no Sistema Único de Saúde. Como o óxido nitroso possui elevado potencial de aquecimento global e as redes encanadas centralizadas podem responder por até 70% de perdas por vazamentos contínuos, a intervenção desativou a rede encanada central em maio de 2025 e migrou o fornecimento para cilindros dedicados no ponto de cuidado. A metodologia incluiu análise de mercado, diagnóstico de perdas no centro cirúrgico, alinhamento com a liderança e equipe médica, padronização de carrinhos de transporte e acompanhamento por relatórios mensais de suprimento. A análise comparou o período de maio a setembro de 2025 (rede encanada) com maio a setembro de 2026 (cilindros dedicados), convertendo o consumo em quilos para custos financeiros e emissões de dióxido de carbono equivalente. Nos resultados, o consumo acumulado caiu de 1.110,00 kg na rede encanada para 33,00 kg no sistema por cilindros, evitando o consumo de 1.077,00 kg do gás (-97,0%). Essa mudança reduziu os custos de R$ 46.120,50 para R$ 1.371,15, gerando uma economia financeira direta de R$ 44.749,35 e evitando a emissão de 285,40 toneladas de dióxido de carbono equivalente em cinco meses. Conclui-se que a desativação da rede centralizada e a adoção de cilindros dedicados eliminam vazamentos ocultos e contínuos, promovendo sustentabilidade hospitalar, eficiência financeira e ação climática no setor público.</p> Murilo Viana de Castro Souza, Everton Tumilheiro Rafael, Edineuza Maria da Sena Soares, Sidinei Soares, Paulo Eloy, Marcelo Gonçalves Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1501 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 SUSTENTABILIDADE DA PESQUISA DE SATISFAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1041 <p><span data-path-to-node="3,0">A transformação digital nos processos de relacionamento com o paciente aprimorou a coleta e o uso dos dados sobre a experiência do usuário</span><span data-path-to-node="3,2">. Ao migrar a pesquisa de satisfação do modelo físico para o digital, a instituição qualificou a gestão de informações, promoveu inteligência organizacional e eficiência operacional, adotando o conceito <em data-path-to-node="3,2" data-index-in-node="203">paperless</em> e alinhando-se à ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis)</span><span data-path-to-node="3,4">. O objetivo do estudo foi demonstrar como essa transição para um processo 100% digital contribuiu para qualificar a escuta do paciente, ampliar a inteligência organizacional e incorporar práticas sustentáveis na Ouvidoria</span><span data-path-to-node="3,6">. A metodologia consistiu em uma análise descritiva da transição, focando no redesenho do fluxo, na eliminação de etapas operacionais e formulários físicos, na redução do armazenamento e no aumento da disponibilidade das informações</span><span data-path-to-node="3,8">. Os resultados comprovaram que a substituição dos formulários de papel tornou a coleta mais ágil, rastreável e integrada, gerando eficiência e sustentabilidade como consequência do redesenho assistencial</span><span data-path-to-node="3,10">. Conclui-se que a digitalização integrou escuta, inteligência e sustentabilidade em um único processo, mostrando que qualificar a escuta do paciente também reduz a pegada de recursos e gera conhecimento para a melhoria contínua</span><span data-path-to-node="3,12">.</span></p> Ana Paula Passos Lacerda da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1041 Wed, 19 Aug 2026 00:00:00 +0000 MAPA DE VULNERABILIDADE CLIMÁTICA ESTRUTURAL NO SUS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1439 <div>O estudo desenvolvido no Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM) aborda os impactos das mudanças climáticas sobre a infraestrutura assistencial do Sistema Único de Saúde, apresentando o desenvolvimento do Mapa de Vulnerabilidade Climática Estrutural para 49 serviços públicos de saúde localizados na zona sul do município de São Paulo, nas regiões do Capão Redondo e Jardim Ângela. O trabalho teve como objetivo criar e aplicar um diagnóstico padronizado e georreferenciado cobrindo 15 aspectos críticos de risco físico e operacional distribuídos nas dimensões estrutural, energética, hídrica, operacional e de segurança. Caracterizado como um relato de experiência de inovação tecnológica conduzido entre 2024 e 2025 por uma equipe multidisciplinar, o método avaliou quatro níveis de risco e associou os dados a coordenadas geográficas no software livre Looker Studio para análise por cenários de emergência. Como resultados, a aplicação do instrumento revelou um score médio de 35,2 pontos, identificando 12 unidades prioritárias (24,5%) em nível crítico, com destaque para a dimensão energética, na qual 93,9% das unidades apresentaram vulnerabilidade em redundância elétrica e 65,3% operavam sem gerador adequado. Além disso, 16 unidades (32,7%) registraram alto risco para ondas de calor, e a ferramenta teve sua capacidade preditiva validada ao coincidir exatamente com as unidades que sofreram panes térmicas em salas de vacina e farmácias durante o verão de 2024–2025. Conclui-se que o modelo se consolida como uma inovação tecnológica gratuita, inédita e replicável, perfeitamente alinhada às diretrizes do AdaptaBrasil e do AdaptaSUS, fortalecendo a governança, a ação preditiva e a resiliência climática das infraestruturas públicas de saúde.</div> Murilo Viana de Castro Souza, Everton Tumilheiro Rafael Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1439 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 A Eficácia do compliance comportamental no combate à corrupção em uma organização social de saúde https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1510 <p><span style="font-weight: 400;">Organizações Sociais de Saúde que utilizam modelos tradicionais de conformidade enfrentam o desafio de mitigar a corrupção diante de um cenário ético nacional crítico, onde barreiras puramente formais se mostram insuficientes. Este estudo avalia a eficácia da abordagem do </span><em><span style="font-weight: 400;">compliance</span></em><span style="font-weight: 400;"> comportamental como alternativa para superar as limitações do modelo de integridade convencional no Alfa Instituto de Saúde, organização de grande porte com atuação em São Paulo e Rio de Janeiro. Trata-se de um estudo de caso único com abordagem qualitativa e exploratória. Foram analisadas diretrizes normativas, ações pedagógicas, relatórios de governança e indicadores de cultura institucional por meio de levantamento documental realizado entre outubro de 2025 e agosto de 2026. Os resultados indicam que o compliance comportamental promove uma cultura de Integridade e Ética internalizados pelo modelo de lideranças - tone at the top, a mitigação de desvios cotidianos através de treinamentos práticos e o fortalecimento de canais de denúncia ativos. A experiência evidencia que a integração de ações focadas em liderança ética e comportamento organizacional consolida uma cultura de transparência na Instituição, aproximando as regras institucionais da realidade prática das equipes assistenciais e administrativas.&nbsp;</span></p> Jackeline Novaes Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1510 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ENTRE O DIREITO À SAÚDE E OS LIMITES PLANETÁRIOS: SUSTENTABILIDADE EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE URGÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/984 <p><strong>ENTRE O DIREITO À SAÚDE E OS LIMITES PLANETÁRIOS: SUSTENTABILIDADE EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE URGÊNCIA</strong></p> <p><strong>Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os serviços públicos de urgência e emergência convivem diariamente com a necessidade de garantir o acesso universal à saúde em um contexto de recursos financeiros, humanos, tecnológicos e ambientais limitados. Embora iniciativas relacionadas à ecoeficiência, gestão de resíduos, eficiência energética e racionalização do consumo sejam cada vez mais frequentes, essas estratégias, isoladamente, não contemplam as tensões estruturais entre o direito constitucional à saúde e os limites ecológicos e operacionais dos sistemas públicos. Nesse contexto, torna-se necessária uma abordagem integrada capaz de incorporar sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômico-financeira, governança e capacidade operacional à gestão dos serviços de urgência.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descrever a experiência de construção de um modelo conceitual de sustentabilidade aplicado à gestão de um pronto-socorro público, fundamentado na Economia Donut, na economia ecológica e nas transições para a sustentabilidade, visando apoiar a tomada de decisão em serviços públicos de urgência.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo conceitual construído a partir da integração entre referenciais da Economia Donut, economia ecológica, transições para a sustentabilidade e gestão em saúde, articulados à experiência de gestão de um pronto-socorro público municipal integrante da Rede de Atenção às Urgências do Sistema Único de Saúde. O processo contemplou análise crítica da literatura, identificação das principais tensões organizacionais relacionadas à sustentabilidade e sistematização das práticas institucionais voltadas à eficiência energética, gestão de resíduos, racionalização de recursos, transformação digital e sustentabilidade financeira, culminando na elaboração de um modelo organizacional orientado para a gestão integrada dessas dimensões.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo conceitual de sustentabilidade para serviços públicos de urgência, estruturado em quatro dimensões interdependentes: garantia da base social do cuidado, respeito aos limites ecológicos, sustentabilidade econômico-financeira e capacidade operacional do sistema. O modelo integra práticas organizacionais relacionadas à governança, transformação digital, eficiência energética, gestão de resíduos, racionalização de recursos e melhoria contínua, propondo que a sustentabilidade seja compreendida como um processo permanente de equilíbrio entre o direito universal à saúde e os limites ambientais, financeiros e operacionais. A estrutura desenvolvida oferece um referencial para planejamento, governança e avaliação de desempenho, com potencial de adaptação para outros serviços públicos de saúde.</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo proposto amplia a compreensão da sustentabilidade na gestão dos serviços públicos de urgência ao superar abordagens restritas à ecoeficiência e incorporar a gestão das tensões entre acesso universal e recursos limitados. Além de contribuir para o fortalecimento da governança e da tomada de decisão baseada em evidências, apresenta potencial de replicação em diferentes serviços do Sistema Único de Saúde, favorecendo estratégias organizacionais mais resilientes e alinhadas aos desafios contemporâneos da gestão do cuidado.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sustentabilidade; Gestão em Saúde; Serviços Médicos de Emergência; Sistema Único de Saúde; Economia Donut.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p><strong>WORLD HEALTH ORGANIZATION.</strong> <em>Operational framework for building climate resilient and low carbon health systems</em>. Geneva: WHO, 2023.</p> <p><strong>HEBINCK, A. et al.</strong> An actionable understanding of societal transitions: the X-curve framework. <em>Sustainability Science</em>, v. 17, p. 1009–1021, 2022.</p> <p><strong>KÖHLER, J. et al.</strong> An agenda for sustainability transitions research: state of the art and future directions. <em>Environmental Innovation and Societal Transitions</em>, v. 31, p. 1–32, 2019.</p> <p><strong>RUGGERIO, C. A.</strong> Sustainability and sustainable development: a review of principles and definitions. <em>Science of the Total Environment</em>, v. 786, 147481, 2021.</p> <p><strong>RAWORTH, K.</strong> <em>Doughnut Economics: Seven Ways to Think Like a 21st-Century Economist</em>. London: Random House Business, 2017.</p> <p><strong>DALY, H. E.</strong> Toward some operational principles of sustainable development. <em>Ecological Economics</em>, v. 2, n. 1, p. 1–6, 1990.</p> <p><strong>UNITED NATIONS.</strong> <em>Transforming our World: the 2030 Agenda for Sustainable Development</em>. New York: United Nations, 2015.</p> <p>&nbsp;</p> JOCEMARA DOS SANTOS ALMEIDA, EDUARDO LUNA DE OLIVEIRA TORRES, TATIANA MARIA BARROS Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/984 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 +0000 EVOLUÇÃO DA GESTÃO SOCIOAMBIENTAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1029 <h3>O setor saúde apresenta impactos ambientais relacionados ao consumo de recursos naturais, geração de resíduos e uso de materiais descartáveis, tornando necessária a incorporação de práticas sustentáveis à gestão dos serviços. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de aplicação do Método de Nivelamento Socioambiental (MNA) em uma Unidade Básica de Saúde, destacando sua contribuição para a melhoria das práticas ambientais e para o enfrentamento das mudanças climáticas. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido na UBS Jardim São Bento, considerando as dimensões de gerenciamento de resíduos, desenvolvimento de comunidades, eficiência hídrica, eficiência energética, compras sustentáveis e ambiência em saúde. Entre as ações desenvolvidas destacam-se o Projeto Devolva-Me, coleta seletiva, educação ambiental, UBS na Rua, Horta Comunitária, revitalização de espaços, uso consciente da água, implantação de usina fotovoltaica e redução do consumo de copos descartáveis. A unidade evoluiu do Nível 1 para Nível 2 em Gerenciamento de Resíduos e Ambiência em Saúde e para Nível 4 em Desenvolvimento de Comunidades. Em 2025, foram realizados 90 grupos UBS na Rua, alcançando 1.779 pessoas, e, de janeiro a julho de 2026, 51 grupos, com 1.246 pessoas impactadas. A implantação da usina fotovoltaica de 94,32 kWp possibilitou geração estimada de 136 MWh/ano e economia aproximada de R$ 10.620,00 entre março e maio. O consumo de copos descartáveis também foi reduzido em 50%, passando de aproximadamente 12 mil para 6 mil unidades mensais. Conclui-se que o MNA contribui para transformar o diagnóstico socioambiental em ações práticas e mensuráveis, fortalecendo a sustentabilidade, a participação comunitária e a redução de impactos ambientais, além de contribuir para estratégias de mitigação das mudanças climáticas e construção de territórios mais resilientes.</h3> Vitoria Silva dos Santos Costa, CLEVIA DA SILVA PAMPOLHA Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1029 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 Extinção de Luvas Vinílicas em Unidades Públicas de Saúde https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1554 <p>O policloreto de vinila (PVC/vinil) é um dos plásticos mais tóxicos na assistência à saúde devido à associação com compostos carcinogênicos, desreguladores endócrinos como ftalatos e à emissão de dioxinas, além de apresentar menor elasticidade, baixa barreira biológica e elevada taxa de ruptura no uso assistencial. Alinhado às diretrizes da Saúde Sem Dano e à Carta de Compromisso de Combate à Poluição Plástica do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), o projeto teve como objetivo extinguir o uso de luvas de procedimento vinílicas na rede de saúde gerenciada pela instituição no SUS, substituindo-as por luvas nitrílicas e de látex sem pó para eliminar a exposição a aditivos tóxicos, viabilizar a transição em escala e consolidar a substituição definitiva superando oscilações de abastecimento. Para isso, realizou-se um estudo de intervenção com análise longitudinal das aquisições corporativas entre 2024 e 2026, combinando a emissão de diretriz técnica conjunta proibindo o vinil (envolvendo SCIRAS, Compras e Responsabilidade Ambiental), a negociação de escala com fornecedores — que reduziu a diferença de preço do nitrilo frente ao vinil de aproximadamente 30% para cerca de 10% —, o engajamento do Comitê de Padronização e o monitoramento trimestral via sistema de gestão. Nos resultados, em 2024 o vinil representava 5,19% das aquisições (1,03 milhão de unidades). Apesar do pico temporário no segundo e terceiro trimestres de 2025 decorrente da incorporação de novas unidades no Rio de Janeiro (com picos de 82,41% e 67,03% em vinil), o alinhamento das equipes levou ao ponto de inflexão no quarto trimestre de 2025, no qual a luva nitrílica alcançou 98,80% das compras (27,33 milhões de unidades) e o vinil caiu para 0,86%. Em 2026, a liderança do nitrilo consolidou-se (96,23% no primeiro trimestre, 97,70% no segundo trimestre e 92,08% no terceiro trimestre), marginalizando o vinil a níveis residuais voltados unicamente a exceções alérgicas atestadas. A iniciativa comprovou que a governança integrada e a negociação corporativa de escala permitem eliminar o PVC da assistência e elevar os padrões de biossegurança sem gerar impacto orçamentário negativo no SUS, estabelecendo um modelo replicável de compras públicas sustentáveis.</p> Murilo Viana de Castro Souza, Everton Tumilheiro Rafael, Wagner Bezerra Barreto, Michele Santos de Assunção, Alan Victor Araújo Silva, Darlene da Silva Alencar Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1554 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA ECOEFICIENTE: O FARMACÊUTICO COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE NA UBS JARDIM MARACÁ https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1016 <p>A Assistência Farmacêutica (AF) na Atenção Primária à Saúde lida diariamente com um alto volume de impressos, gerando impactos ambientais e operacionais expressivos. A transição para práticas ecoeficientes é urgente para alinhar o Sistema Único de Saúde (SUS) às metas globais de sustentabilidade.&nbsp;<strong>Objetivo:</strong>&nbsp;<wbr>Relatar a substituição de documentos impressos por ações digitais e sustentáveis no setor de farmácia da UBS Jardim Maracá, avaliando seus reflexos na otimização de processos e no cuidado ao paciente.&nbsp;<strong>Metodologia:</strong>Trata-se de um relato de experiência sobre a implementação de ferramentas digitais para fluxos, dispensações e controle de estoque de medicamentos. Foram mapeados os fluxos críticos de impressão e adotadas soluções tecnológicas para essas rotinas do setor de farmácia. <strong>Resultados:</strong> A transição digital demonstrou que a ecoeficiência vai além da economia de papel. Observou-se uma redução drástica na pegada ecológica do setor, acompanhada da otimização do tempo de atendimento, mitigação de erros de digitação e maior segurança na transmissão de dados clínicos. A centralização digital de informações facilitou o rastreio do histórico farmacoterapêutico do usuário e nos processos de gestão do setor. <strong>Conclusão:</strong> O farmacêutico atua como agente estratégico de sustentabilidade ao integrar a gestão ambiental à prática clínica. A digitalização na assistência farmacêutica provou ser uma intervenção viável que eleva a segurança do paciente e moderniza o serviço público de saúde.</p> Caroline Murca Momesso Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1016 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 COOPERAÇÃO INTERINSTITUCIONAL PARA DESTINAÇÃO DENTÁRIA A UM BANCO DE DENTES HUMANO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1205 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>Dentes humanos extraídos possuem relevância para o ensino e a pesquisa odontológica, porém sua utilização exige origem comprovada, consentimento, processamento seguro, rastreabilidade e controle institucional. Nesse contexto, os bancos de dentes humanos constituem uma estratégia para organizar o recebimento, armazenamento e destinação desse material, reduzindo práticas informais e fortalecendo aspectos éticos, sanitários e de biossegurança. Em 2025, o CEJAM e a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) iniciaram a estruturação de uma parceria para organizar a destinação consentida de dentes extraídos nos serviços odontológicos do SUS ao Banco de Dentes Humanos da FOUSP.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Relatar a experiência de estruturação de um fluxo de cooperação interinstitucional entre CEJAM e FOUSP para a doação consentida de dentes humanos extraídos em serviços odontológicos do SUS, contemplando aspectos éticos, jurídicos, operacionais e de governança.</p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p>Relato de experiência, orientado pelas diretrizes SQUIRE 2.0, desenvolvido entre abril e dezembro de 2025. O planejamento envolveu 28 Unidades Básicas de Saúde, dois Centros de Especialidades Odontológicas e dois serviços de pronto atendimento, localizados nos distritos de Capão Redondo e Jardim Ângela.</p> <p>Foram analisados documentos institucionais, registros de reuniões, matrizes SWOT e RACI, plano de ação, estimativas de custos e documentos de anuência. A análise buscou identificar responsabilidades, riscos, dependências regulatórias, produtos necessários e etapas para futura implantação.</p> <p>A estruturação ocorreu em etapas sucessivas:</p> <ol> <li>Delimitação do problema e do escopo;</li> <li>Análise técnica, ética e jurídica;</li> <li>Desenho do fluxo operacional;</li> <li>Governança e responsabilidades.</li> </ol> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>A experiência resultou na construção de um modelo institucional de cooperação CEJAM–FOUSP, transformando uma proposta de reaproveitamento em um processo estruturado, documentado e com responsabilidades definidas.</p> <p>Foram desenvolvidos:</p> <ul> <li>Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE;</li> <li>ficha de registro;</li> <li>protocolo de rotulagem;</li> <li>matriz RACI;</li> <li>matriz de partes interessadas;</li> <li>análise SWOT;</li> <li>indicadores de monitoramento;</li> <li>estimativa de custos;</li> <li>plano de ação;</li> <li>definição do fluxo de acondicionamento, armazenamento, transporte e rastreabilidade.</li> </ul> <p>A estimativa inicial apontou investimento de <strong>R$ 678,00</strong> e despesas operacionais anuais projetadas em <strong>R$ 2.827,48</strong>, valores sujeitos a revisão após a implantação efetiva do fluxo.</p> <p>Foram ainda propostos indicadores para acompanhamento da futura implantação, incluindo adesão ao consentimento, quantidade de material coletado, número de remessas, inconformidades documentais e regularidade das coletas. Esses indicadores ainda não haviam sido mensurados na etapa de estruturação.</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>A cooperação entre CEJAM e FOUSP possibilitou estruturar um fluxo institucional para a futura destinação consentida de dentes humanos provenientes dos serviços públicos de saúde, integrando áreas assistenciais, acadêmicas, ambientais, jurídicas e administrativas.</p> <p>A organização prévia da governança, das responsabilidades, do consentimento, da rastreabilidade e dos requisitos regulatórios estabeleceu bases para uma implantação segura da iniciativa. A experiência evidencia a importância de organizar a governança antes do início da coleta, diferenciando o planejamento institucional da execução operacional.</p> <p>&nbsp;</p> Francis Henrique do Nascimento Tsurumaki, Everton Tumilheiro Rafael Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1205 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 PLANTANDO SAÚDE: DO PRATO A MESA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1507 <p class="x1yc453h xma8rkl xgoqxah xutxfr x1fie51u xgyxj25 x1xobyvs x1elgs31 x1fv8qjw xcy5tzr x1ht4adc xnvauns x1c2l018 x14l7nz5 xuw7688 x1pjt2rx x160d6zm xrxpjvj" dir="ltr">A implantação da Horta Pedagógica no CEI Jardim Macedônia constitui uma estratégia educativa voltada à promoção da saúde, da sustentabilidade e da educação ambiental no contexto escolar. A iniciativa tem como objetivo proporcionar às crianças, professores e equipe escolar experiências práticas e lúdicas relacionadas ao cultivo de alimentos, favorecendo a compreensão sobre sua origem e estimulando hábitos de alimentação saudável. Além disso, a horta possibilita o desenvolvimento de atitudes relacionadas ao cuidado com a natureza e ao uso consciente dos recursos naturais, fortalecendo a responsabilidade socioambiental desde a infância. As vivências proporcionadas pelo cultivo também contribuem para a compreensão dos impactos das mudanças climáticas sobre a produção de alimentos, a disponibilidade de água e o equilíbrio dos ecossistemas. Dessa forma, a Horta Pedagógica configura-se como um espaço interdisciplinar de aprendizagem e vivências, aproximando a comunidade escolar da natureza e favorecendo a construção de conhecimentos e práticas voltados à saúde, à sustentabilidade e à conscientização ambiental.</p> Aline Maria da Silva, Priscila Vieira Pacheco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1507 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 QUALIFICAÇÃO DA COMUNICAÇÃO INCLUSIVA NA OUVIDORIA POR MEIO DA CAPACITAÇÃO EM LIBRAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1044 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="12" data-end="310">A Ouvidoria, como área estratégica de relacionamento e experiência do paciente, estruturou uma ação de desenvolvimento de pessoas por meio da capacitação em Libras, com o objetivo de ampliar competências comunicacionais, reduzir barreiras e fortalecer um atendimento mais inclusivo e acessível.</p> <p data-start="312" data-end="719">A iniciativa, alinhada aos princípios de acessibilidade comunicacional da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, foi conduzida como estratégia de desenvolvimento de competências e fortalecimento da cultura organizacional inclusiva. Foram capacitados 22 profissionais, com carga horária de 20 horas, ampliando a autonomia da equipe para acolher pacientes e familiares surdos.</p> <p data-start="721" data-end="937" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A ação demonstra que a inclusão pode ser incorporada à estratégia de desenvolvimento de pessoas, transformando acessibilidade, acolhimento e comunicação inclusiva em competências aplicadas à prática da Ouvidoria.</p> Ana Paula Passos Lacerda da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1044 Fri, 21 Aug 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DO RELATÓRIO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS PARA ENGAJAMENTO E ACURÁCIA DOS DADOS AMBIENTAIS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1531 <p id="p-rc_52238611b2a45621-49" data-path-to-node="1"><span data-path-to-node="1,0">O trabalho "IMPLANTAÇÃO DO RELATÓRIO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS PARA ENGAJAMENTO E ACURÁCIA DOS DADOS AMBIENTAIS"</span><span data-path-to-node="1,2">, apresenta a experiência do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM) na implementação de uma ferramenta de gestão socioambiental</span><span data-path-to-node="1,4">. Diante da fragilidade no engajamento das equipes locais e do atraso no registro de dados ambientais em uma rede de mais de 70 unidades de saúde, o CEJAM criou o Relatório de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde</span><span data-path-to-node="1,6">. Essa ferramenta visa transformar registros operacionais em governança ativa, orientando o monitoramento, análise crítica e planos de ação</span><span data-path-to-node="1,8">. A implantação, iniciada em outubro de 2025, padronizou a rotina de análise, utilizando plataformas oficiais (Meu Resíduo, Florence e ASAS) para validação de dados, visualização de indicadores e controle de treinamentos</span><span data-path-to-node="1,10">. Os relatórios mensais são submetidos pelas unidades para verificação de parâmetros operacionais, recebendo feedback técnico e orientações para planos de ação, quando necessário</span><span data-path-to-node="1,12">.</span></p> <p id="p-rc_52238611b2a45621-50" data-path-to-node="2"><span data-path-to-node="2,0">Os resultados demonstram que a ferramenta melhorou o engajamento e o rigor operacional</span><span data-path-to-node="2,2">. No primeiro semestre de 2026, a taxa de entrega dos relatórios foi de 93,7%, superando históricos de inadimplência</span><span data-path-to-node="2,4">. A avaliação técnica apontou que 20,5% dos relatórios atingiram conformidade total com os critérios operacionais, normativos e metas</span><span data-path-to-node="2,6">. Além disso, a análise temporal entre janeiro e agosto de 2025 e o mesmo período em 2026 mostrou uma redução de 17,4% no volume total de lançamentos de cargas de resíduos, indicando maior qualidade e estruturação dos dados, com eliminação de registros duplicados ou fracionados</span><span data-path-to-node="2,8">. Foi observada a consolidação de uma cultura de conciliação de fechamento mensal, com aumento de lançamentos no último dia do mês e redução durante os outros dias, além de maior previsibilidade na rotina operacional</span><span data-path-to-node="2,10">. A implantação do Relatório de Gerenciamento de Resíduos provou ser uma estratégia eficaz de governança socioambiental, garantindo alta acurácia e rastreabilidade dos dados, eliminando redundâncias e promovendo a responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos em saúde</span><span data-path-to-node="2,12">.</span></p> Everton Tumilheiro Rafael, Murilo Viana de Castro Souza, Camilly Cristine Alves Porto Freire, Pedro Henrique de Oliveira, Vitória Silva dos Santos Costa, Michele Santos Assunção Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1531 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 NPS COMO FERRAMENTA DE GESTÃO DA EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO NO SUS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1297 <p>O Net Promoter Score (NPS) pode apoiar a gestão do SUS ao transformar a percepção dos usuários em informação para melhoria contínua. Este estudo comparou o CEJAM e a UBS Jardim Comercial no segundo semestre de 2025 e primeiro semestre de 2026. O NPS institucional passou de 88,73% para 85,37%, enquanto na UBS variou de 92,53% para 89,82%, mantendo resultado superior ao consolidado CEJAM nos dois períodos. Os detratores aumentaram de 4,54% para 5,76% no CEJAM e de 2,65% para 3,80% na UBS. A participação na pesquisa reduziu de 97.879 para 81.589 avaliações no CEJAM e de 2.263 para 1.710 na UBS. A estratificação dos detratores permite identificar pontos críticos da jornada e direcionar intervenções gerenciais. Conclui-se que o NPS, associado à análise qualitativa das insatisfações, constitui ferramenta útil para qualificação da experiência do usuário e dos processos assistenciais.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Moaquitan Silva dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1297 Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000 CUIDANDO DO SORRISO DE QUEM CUIDA: PROJETO VOLTADO PARA ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO DOS COLABORADORES DA UBS JARDIM COMERCIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1522 <p>A saúde bucal integra o cuidado em saúde e pode impactar no bem-estar, qualidade de vida e percepção de autocuidado. O projeto “Cuidando do Sorriso de Quem Cuida” foi desenvolvido pela Equipe de Saúde Bucal da UBS Jardim Comercial como iniciativa de atenção odontológica aos colaboradores, valorizando quem atua diariamente no cuidado à população. O trabalho tem como objetivo promover Cuidado odontológico, saúde bucal e bem-estar dos colaboradores, fortalecendo a valorização do trabalhador por meio de uma experiência de cuidado integral.</p> Sahar Ganz Riman Clara Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1522 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 DA NORMA À EXPERIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1040 <p><span data-path-to-node="3,0">O Estatuto dos Direitos do Paciente consolida direitos de autonomia, consentimento e privacidade, acompanhando uma tendência internacional em que a qualidade assistencial passa a ser avaliada também pela experiência do usuário</span><span data-path-to-node="3,2">. Diante do cenário de digitalização da saúde e ampliação dos canais de escuta, a experiência humana firma-se como ativo estratégico para a governança institucional e a segurança assistencial</span><span data-path-to-node="3,4">. Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do Estatuto dos Direitos do Paciente na reconfiguração da Ouvidoria em saúde, transicionando de uma função reativa para uma infraestrutura estratégica de governança e inteligência institucional, fundamentada na aplicação do Modelo CUIDAR, desenvolvido pelo CEJAM</span><span data-path-to-node="3,6">. Trata-se de um estudo analítico-conceitual embasado em literatura internacional (como BMJ e Press Ganey) e em referenciais do NHS (Reino Unido) e da Cleveland Clinic (EUA)</span><span data-path-to-node="3,8">. A partir dessas diretrizes, estruturou-se o Modelo CUIDAR — Conectar, Utilizar, Integrar, Dar retorno, Aprender e Reforçar a confiança — como ferramenta para transformar manifestações dos usuários em aprendizagem organizacional e melhoria contínua</span><span data-path-to-node="3,10">. Os resultados indicam que a implementação antecipada do modelo fortaleceu a confiança entre pacientes e profissionais e favoreceu a adesão imediata à Lei nº 15.378/2026</span><span data-path-to-node="3,12">. Assim, o novo estatuto formalizou práticas já integradas pela instituição, comprovando a viabilidade de mensurar e gerir a experiência do paciente de forma sistemática</span><span data-path-to-node="3,14">. Conclui-se que o desafio contemporâneo das instituições de saúde consiste em converter manifestações pontuais em inteligência e inovação, consolidando a confiança como indicador estratégico da qualidade na assistência</span></p> Ana Paula Passos Lacerda da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1040 Wed, 19 Aug 2026 00:00:00 +0000 FERRAMENTA COMPARTILHADA PARA O MONITORAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES COM HEPATITE B https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1048 <p>A implantação de uma planilha eletrônica compartilhada entre as equipes de Farmácia e Enfermagem mostrou-se uma estratégia simples, de baixo custo e efetiva para o monitoramento farmacoterapêutico de pacientes com hepatite B. A ferramenta permitiu centralizar informações clínicas, farmacêuticas e administrativas, facilitando a identificação de pacientes com atraso na retirada de medicamentos, necessidade de renovação documental e acompanhamento de exames e consultas. Sua utilização fortaleceu a integração multiprofissional, otimizou o processo de trabalho, favoreceu a busca ativa e contribuiu para a continuidade do tratamento, a adesão terapêutica e a segurança do paciente.</p> Paloma Mendonca Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1048 Fri, 21 Aug 2026 00:00:00 +0000 ADESÃO AO TRATAMENTO ANTIMICROBIANO EM IDOSOS: ACOMPANHAMENTO MULTIPROFISSIONAL NA ATENÇÃO BÁSICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1077 <p>O uso inadequado de antimicrobianos é um desafio global de saúde pública associado à resistência bacteriana, cenário agravado na população idosa por fatores como polifarmácia e alterações farmacocinéticas. Este estudo objetivou relatar e avaliar o impacto do monitoramento farmacoterapêutico colaborativo (cirurgião-dentista e farmacêutico) na taxa de adesão à antibioticoterapia prescrita para idosos atendidos na UBS Jardim Eledy (CEJAM) em 2025 e 2026. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, focado em pacientes com 60 anos ou mais. O fluxo estruturado compreendeu a prescrição pelo cirurgião-dentista, seguida de uma primeira consulta farmacêutica no início da terapia para orientação posológica e de adesão, e uma segunda consulta ao término para verificação do cumprimento do esquema. Ao longo do período, foram acompanhados 33 idosos (13 em 2025 e 20 em 2026). Em 2025, um paciente interrompeu o uso, mas retornou ao ciclo após intervenção e reencaminhamento farmacêutico, resultando em 100% de adesão final dos monitorados naquele ano. Em 2026, 100% dos pacientes (n=20) concluíram o tratamento corretamente quanto à dosagem, horários e duração prescrita. A integração entre a Odontologia e a Farmácia na Atenção Básica demonstrou alta efetividade ao garantir adesão total à antibioticoterapia. O acompanhamento farmacêutico inicial e final consolida-se como uma importante ferramenta de cuidado integral na Atenção Primária, promovendo o uso racional de medicamentos e prevenindo a resistência bacteriana no Sistema Único de Saúde (SUS).</p> Karina Martins de Queiroz, Eduardo Casella Moyses Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1077 Wed, 26 Aug 2026 00:00:00 +0000 UM MODELO PIONEIRO DE ASSISTÊNCIA: RESULTADOS DO PRIMEIRO PROGRAMA MUNICIPAL MULTIDISCIPLINAR DE ENDOMETRIOSE DO BRASIL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1377 <p>A endometriose é uma doença crônica, benigna e estrogênio-dependente, sendo a principal causa de dor pélvica crônica e infertilidade. Apesar de sua alta prevalência, persistem lacunas relevantes na assistência em saúde pública, incluindo atraso diagnóstico, fragmentação do cuidado, desigualdade de acesso e elevada complexidade terapêutica. Este trabalho tem como obejtivo apresentar os resultados do Programa Municipal Multidisciplinar de Endometriose da Prefeitura de São Paulo, avaliando sua efetividade como modelo de cuidado integrado no sistema público. Trata-se de um relato de experiência exitosa com análise de dados administrativos e assistenciais do programa, coletados entre fevereiro de 2024 e setembro de 2026. Foram avaliados volume de atendimentos ambulatoriais, número e complexidade das cirurgias realizadas e composição da equipe multidisciplinar. No total, foram realizadas 2.146 cirurgias, sendo 37% com acometimento intestinal, com média de cinco procedimentos por intervenção ciruúgica, evidenciando elevada complexidade. Para viabilizar quatro cirurgias diárias, estruturaram-se cinco equipes semanais compostas por três ginecologistas e um coloproctologista. No âmbito ambulatorial, registraram-se volumes mensais de 624 consultas ginecológicas, 48 coloproctológicas, 120 sessões de fisioterapia, 160 atendimentos nutricionais e 76 psicológicos. Reuniões multidisciplinares quinzenais acolheram 429 pacientes, promovendo preparo pré-operatório e alinhamento de expectativas.&nbsp; Conclui-se que a organização de um modelo assistencial multidisciplinar, de alto volume e integrado ao sistema público, é factível e eficaz, configurando-se como iniciativa inovadora no país e alinhada às recomendações internacionais para o manejo qualificado da endometriose.</p> Maria Victoria do Rego Barros Valle, Sofia Lins Danyi, Jordana Campos Queiroz, Carolina Machado Lemos, Ana Lucia da Silva, Gilberto Nagahama, Luciano Gibran Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1377 Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPACTO DA RINOPLASTIA ESTÉTICA NA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA NASAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1421 <p><strong>Introdução:</strong> A rinoplastia estética é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo e, embora tenha finalidade estética, pode influenciar a função respiratória nasal em decorrência das alterações anatômicas promovidas durante o procedimento. <strong>Objetivo:</strong> Analisar os efeitos da rinoplastia estética na função respiratória nasal. <strong>Métodos:</strong> Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo. As buscas foram realizadas nas bases SciELO, PubMed e Embase, utilizando descritores relacionados à rinoplastia, obstrução nasal e função respiratória. Foram incluídos artigos originais publicados entre 2015 e 2026, em português ou inglês, que avaliaram pacientes submetidos à rinoplastia estética ou estético-funcional por meio de instrumentos validados, como NOSE, ROE, VAS e SCHNOS, além de métodos objetivos de avaliação da permeabilidade nasal. A seleção dos estudos seguiu as recomendações do PRISMA 2020. <strong>Resultados:</strong> Dos 41 estudos identificados, 11 atenderam aos critérios de elegibilidade, evidenciando a escassez de estudos específicos sobre rinoplastia exclusivamente estética. De modo geral, observou-se melhora da função respiratória nasal e da satisfação dos pacientes após a cirurgia, especialmente quando empregadas técnicas que preservam a anatomia da válvula nasal e o suporte estrutural do nariz. Os questionários NOSE e ROE evidenciaram redução dos sintomas de obstrução nasal e aumento da satisfação funcional e estética. <strong>Conclusão:</strong> A literatura disponível indica que a rinoplastia estética, quando realizada com planejamento adequado e preservação das estruturas anatômicas nasais, não compromete a função respiratória e pode promover melhora da permeabilidade nasal e da qualidade de vida. Entretanto, a escassez de estudos exclusivamente sobre rinoplastia estética limita a força das evidências disponíveis e reforça a necessidade de novas pesquisas na área.</p> Janine Dusso, Rodrigo Guilherme Varotti Pereira, Marcelo Luiz Peixoto Sobral Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1421 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM IDOSOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1389 <p>O rápido envelhecimento global da população. As alterações fisiológicas naturais da velhice, quando combinadas com fatores de risco associados ao estilo de vida (como o tabagismo, o sedentarismo e a má alimentação), aumentam significativamente a probabilidade de doenças crónicas, quedas e perda de massa muscular (sarcopenia). Verifica-se a importância crucial da avaliação e monitorização nutricional nos idosos, sendo este um passo fundamental para garantir uma intervenção nutricional adequada e mitigar os problemas de saúde referidos.</p> Edileusa Cristina de Oliveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1389 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 A FISIOTERAPIA COLETIVA COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO LONGITUDINAL NAS DOENÇAS CRÔNICAS ORTOPÉDICAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1219 <p>Bruna Rita Barbosa Parreira</p> <p>CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Alto da Riviera - São Paulo</p> <p>A dor crônica musculoesquelética tem crescido entre a população brasileira gerando altos custos para os serviços de saúde. O fisioterapeuta da Atenção Primária a Saúde (APS) atua diretamente no manejo clínico em indivíduos nessas condições. Os grupos de fisioterapia da UBS Alto da Riviera são terapêuticos e semanais para o manejo de doenças crônicas ortopédicas e recuperação funcional. O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto do acompanhamento fisioterapêutico longitudinal em grupos na redução do quadro álgico e na melhoria da qualidade de vida dos usuários, além de analisar o fluxo de alta e a resolutividade do serviço. A análise ocorreu de abril a agosto de 2026 com uma amostra de 43 pacientes; A análise dos dados revela um cenário clínico altamente expressivo: 74,42% da amostra (32 pacientes) recusam-se a receber alta, permanecendo nos grupos de fisioterapia crônica mesmo após atingirem melhora clínica palpável. A alta por melhora clínica aponta 9,30% da amostra, (apenas 4 pacientes), refletindo entendimento por poucos pacientes que, após ganho terapêutico, deve-se finalizar o ciclo de sessões no grupo e aderir atividade física permanente. Já a taxa de abandono de 16,28% (7 pacientes), está dentro da média esperada para grupos de longa duração, podendo ser apontado diversos fatores para não adesão aos grupos como: incompatibilidade de horários, indisponibilidade devido atividade laboral ou déficit em realizar atividades coletivas. O fluxo assistencial iniciou-se com a consulta médica na Atenção Primária à Saúde. Diante da indicação de intervenção fisioterapêutica, os pacientes foram encaminhados para a consulta inicial. Nesta etapa, foram mensuradas a intensidade da dor, por meio da Escala Visual Analógica (EVA), e a amplitude de movimento (ADM) ativa. Os indivíduos que preencheram os critérios de elegibilidade estabelecidos, foram inseridos no grupo de fisioterapia; aqueles que não atenderam, foram referenciados para a atenção secundária. A intervenção baseou-se em 10 sessões semanais de cinesioterapia, treino de marcha, equilíbrio e propriocepção. Após o término, foram reavaliados; os participantes que evoluíram com redução do quadro álgico e ganho de mobilidade articular receberam alta do programa e foram estimulados à prática de atividades físicas regulares. Em contrapartida, os que não apresentaram resposta terapêutica satisfatória, repetiram o ciclo e, persistindo as queixas, foram contra referenciados para consulta médica para novos desdobramentos clínicos. O elevado índice de permanência dos indivíduos nos grupos de fisioterapia e a escassez de altas clínicas não traduzem a ineficácia do tratamento, mas sim uma retenção voluntária na busca por segurança terapêutica; esse fenômeno resulta no estrangulamento da agenda, compromete a rotatividade de vagas e obstrui o ingresso de novos pacientes. Conclui-se, que o grupo transcende a mera intervenção de reabilitação física, consolidando-se como uma essencial rede de suporte psicossocial e de caráter preventivo.</p> <ol> <li>Articulação das redes de atenção a saúde e APS. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/redes-de-atencao-a-saude">Articulação das Redes de Atenção à Saúde e Atenção Primária à Saúde — Ministério da Saúde</a></li> <li>Atenção primária. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps">Atenção Primária — Ministério da Saúde</a></li> <li>Biblioteca virtual em saúde. Ministério da saúde. <a href="https://bvsms.saude.gov.br/lei-n-8080-30-anos-de-criacao-do-sistema-unico-de-saude-sus/#:~:text=O%20SUS%20%C3%A9%20um%20dos,toda%20a%20popula%C3%A7%C3%A3o%20do%20pa%C3%ADs.">Lei nº 8080: 30 anos de criação do Sistema Único de Saúde (SUS) | Biblioteca Virtual em Saúde MS</a></li> <li>Atualização sobre a dor crônica musculoesquelética: revisão narrativa. <a href="https://doi.org/10.5935/2595-0118.20240047-pt">https://doi.org/10.5935/2595-0118.20240047-pt</a></li> </ol> Bruna Parreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1219 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 CORRER É VIVER COM QUALIDADE: corrida de rua como estratégia institucional de promoção da saúde, bem-estar e integração social no CEJAM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1551 <p><span style="font-weight: 400;">A promoção da saúde e da qualidade de vida requer estratégias que estimulem hábitos saudáveis, autocuidado e bem-estar. Nesse contexto, o Instituto CEJAM organiza e coordena o Comitê das Corridas de Rua CEJAM, iniciativa institucional que promove as corridas de rua, integração e bem-estar entre colaboradores, acompanhantes, voluntários, conselheiros gestores, usuários dos serviços, convidados e apoiadores, alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3), de promoção da saúde e do bem-estar.</span></p> Paulo Eduardo Sales da Silva, Marceli Fradeschi, Arnaldo Luiz Galvão Junior, Natan Soares Brito , Anderson Ribeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1551 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 LINHAS DE CUIDADO INTEGRADAS PARA O PACIENTE ONCOLÓGICO: DA TRIAGEM DIAGNÓSTICA À ALTA COMPLEXIDADE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1142 <p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">O câncer é um dos maiores desafios da saúde pública mundial, mas a gravidade da doença não está apenas na biologia do tumor, e sim no <strong>fator tempo</strong>. Historicamente, a jornada do paciente é marcada por um “caminho fragmentado”: longas esperas entre um exame de triagem no posto de saúde e o tratamento em um hospital de grande porte. É nesse cenário que surgem as <strong>Linhas de Cuidado Integradas</strong>, uma estratégia de gestão que funciona como uma ponte sem interrupções, costurando a rede de saúde para garantir que o paciente vá da suspeita diagnóstica à alta complexidade no menor tempo possível, salvando vidas através da agilidade. </span></span></span></p> <p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">A fragmentação da assistência oncológica reduz as chances de cura e eleva a morbimortalidade dos pacientes. O grande gargalo da saúde não é a falta de tecnologia na alta complexidade, mas sim a <strong>desarticulação do fluxo</strong> entre a atenção primária e os centros especializados (CACON/UNACON). Este estudo aborda a urgência de implementar <strong>Linhas de Cuidado Integradas</strong>, um modelo que organiza o percurso do usuário para assegurar o princípio da integralidade e o cumprimento de prazos legais (como a Lei dos 60 Dias), transformando fluxos burocráticos em uma linha contínua de cuidado. </span></span></span></p> RENATA CASSIANO DOS SANTOS, NILIA FERNANDA DOS SANTOS Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1142 Fri, 11 Sep 2026 00:00:00 +0000 PREVENÇÃO DE QUEDAS NA PESSOA IDOSA: ESTRATÉGIA EDUCATIVA INTERSETORIAL PARA PROMOÇÃO DA SEGURANÇA E REDUÇÃO DE RISCOS NA URSI CAMPO LIMPO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1447 <p><span data-path-to-node="1,0">Este relato de experiência descreve uma estratégia educativa intersetorial desenvolvida pela URSI Campo Limpo entre fevereiro e agosto de 2026, com o objetivo de promover a segurança e reduzir os riscos de quedas na pessoa idosa</span><span data-path-to-node="1,2">. Por meio de oficinas com exposição dialogada, orientações preventivas e práticas demonstrativas direcionadas a 103 participantes — entre profissionais da Atenção Primária, colaboradores de instituições de longa permanência e pessoas idosas —, a ação abordou a identificação precoce de fatores de risco, a segurança ambiental, o equilíbrio e a mobilidade</span><span data-path-to-node="1,4">. Os resultados evidenciaram que a iniciativa ampliou a circulação de informações, fortaleceu a atuação multiprofissional e a corresponsabilização no território, contribuindo efetivamente para a autonomia e para um envelhecimento mais seguro e saudável</span><span data-path-to-node="1,6">.</span></p> Georgia Amoroso Alberto Ribeiro, LUCIANA APARECIDA OLIVEIRA CARVALHO Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1447 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO DO CUIDADO EM LESÕES DE DIFÍCIL CICATRIZAÇÃO: longitudinalidade e integralidade na Atenção Primária https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1589 <p>Lesões de difícil cicatrização em membros inferiores constituem desafio para a Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente quando associadas à insuficiência venosa, limitações funcionais e vulnerabilidade social. Objetivou-se relatar a gestão do cuidado de um usuário de 59 anos com lesões de difícil cicatrização, destacando longitudinalidade, integralidade e atuação multiprofissional. Trata-se de relato de caso acompanhado durante 12 meses em Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo. O usuário apresentava insuficiência venosa, lesão circunferencial em membro inferior esquerdo, de origem traumática e com aproximadamente 25 anos de evolução, e duas lesões maleolares em membro inferior direito, além de vulnerabilidade social, analfabetismo, rede de apoio fragilizada e histórico de etilismo. O plano terapêutico multiprofissional incluiu enfermagem, estomaterapia, acompanhamento médico, suporte nutricional, Serviço Social, orientação farmacêutica, cobertura com prata, terapia compressiva multicomponente e manejo da dor e depressão, associados a estratégias de comunicação acessível e estímulo ao autocuidado. Após 12 meses, observou-se redução das dimensões das três lesões, além de redução do exsudato, edema perilesional e dor. O acompanhamento também ocorreu concomitantemente à abstinência alcoólica, maior participação no autocuidado, melhora referida da alimentação, maior adesão medicamentosa, ampliação do contato familiar e retomada de projetos de vida. O caso evidencia que a gestão das lesões de difícil cicatrização na APS ultrapassa o tratamento local, reforçando a importância da longitudinalidade, integralidade, acessibilidade e atuação multiprofissional na coordenação de um cuidado centrado na pessoa.</p> Thalia Ribeiro da Silva, Ester Gouveia Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1589 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Grupo Chá com Bolacha: construção de um espaço coletivo de acolhimento, troca de experiências e educação em saúde https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1521 <p data-pm-slice="1 1 []">Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma unidade de saúde, a partir de um grupo conduzido por equipe multiprofissional composta por nutricionista, fisioterapeuta, psicóloga e assistente social, com encontros semanais voltados à promoção da saúde e do cuidado integral. As atividades contemplaram estímulo cognitivo por meio de jogos, dinâmicas, atividades manuais e artesanato; promoção da saúde mental, com meditação, rodas de conversa e ações de autoestima; autocuidado e autonomia, por meio de oficinas e orientações para cuidados pessoais; e apoio social, com esclarecimentos sobre questões previdenciárias e sociais. O grupo é composto majoritariamente por mulheres adultas e idosas. Ao longo dos encontros, observou-se maior participação e envolvimento nas propostas, favorecendo atenção, memória, concentração, coordenação motora e manutenção de habilidades funcionais. Também foram identificadas repercussões positivas na autoestima, autoconfiança e autonomia, com maior abertura para expressão de sentimentos e compartilhamento de experiências. A convivência favoreceu o fortalecimento de vínculos, o sentimento de pertencimento e o apoio mútuo. A experiência evidencia o potencial das ações multiprofissionais e coletivas para promover cuidado integral, estimular potencialidades, fortalecer a autonomia e ampliar a participação social das participantes.</p> Priscila Karen dos Santos Costa, Daniella Pires de Camargo, Kelly Brenner, Fernanda Costa da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1521 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Relato de Caso Exitoso – Implementação de Fluxo para Encaminhamento à Cirurgia para Adequação de Gênero https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1557 <p><span style="font-weight: 400;">Desde 2019, nossa unidade realiza o atendimento de pacientes da rede SAMPATRANS. Entre os atendimentos oferecidos, estão pacientes que desejam realizar mastectomia para adequação de gênero. Para o encaminhamento ao procedimento cirúrgico, são considerados os critérios estabelecidos, incluindo idade mínima de 21 anos e pelo menos dois anos de acompanhamento.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Na análise inicial do processo, observou-se dificuldade no encaminhamento dos pacientes para a cirurgia de mastectomia, principalmente em razão do descompasso entre os agendamentos de exames, consultas e a avaliação psicológica.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, foi realizada uma avaliação criteriosa dos pacientes que já apresentavam condições de atender aos requisitos necessários para o encaminhamento cirúrgico.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Foi elaborada uma planilha para acompanhamento individual das etapas realizadas e dos documentos e relatórios necessários. Também foi realizada uma reunião com a equipe multidisciplinar responsável pela elaboração dos relatórios, com o objetivo de identificar os gargalos e estabelecer um fluxo de atendimento mais ágil e coordenado.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Após a implementação do novo fluxo, passou a ser realizado o monitoramento sistemático dos encaminhamentos, incluindo o acompanhamento dos e-mails de resposta do Asitt, a confirmação do recebimento dos documentos e o acompanhamento dos agendamentos para avaliação com o cirurgião.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Até o momento, </span><strong>cinco pacientes foram encaminhados ao Asitt por meio do novo fluxo</strong><span style="font-weight: 400;">. Todos tiveram seus relatórios aceitos e foram cadastrados no serviço.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Desses pacientes, </span><strong>dois já realizaram a consulta com o cirurgião e tiveram seus procedimentos cirúrgicos agendados.</strong></p> MARIANA BERLINI Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1557 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NO CUIDADO AOS USUÁRIOS DO GRUPO DE TABAGISMO NA UBS PARQUE DO ENGENHO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1088 <div class="n6owBd awi2gc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-hveid="CAIIAQgHEAE" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);">O tabagismo configura-se como uma patologia crônica decorrente da dependência química da nicotina, constituindo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de aproximadamente 50 condições clínicas, com destaque para as neoplasias, as doenças cardiovasculares e respiratórias e as pneumopatias. Como estratégia de intervenção, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque do Engenho promove grupos de cessação do tabagismo direcionados à comunidade local. Essas ações visam mitigar as dificuldades do processo de descontinuação do hábito, frequentemente acentuadas pela síndrome de abstinência. O programa fundamenta-se na educação em saúde e na orientação terapêutica, associando o manejo comportamental a abordagens farmacológicas, como a terapia de reposição nicotínica e medicamentos adjuvantes. Nesse cenário, a atuação do farmacêutico é imprescindível para garantir a adesão ao tratamento, além de prevenir reações adversas e interações medicamentosas.<!--TgQPHd|||[]--></div> <p><!--TgQPHd|||[]--></p> <div class="yhAwj" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-processed="true" data-complete="true" data-sfc-inited="2" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 14px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);"><!--TgQPHd|||[]--></div> <hr class="s6NV4e" data-sfc-root="ep" data-sfc-pl="|||[]" data-processed="true" data-sae="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 14px; font-weight: 400; margin: 32px 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(128, 128, 128);"> <div class="yhAwj" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-processed="true" data-complete="true" data-sfc-inited="2" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 14px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);"><!--TgQPHd|||[]--></div> <div class="otQkpb" role="heading" aria-level="3" data-animation-nesting="" data-sfc-cp="" data-wiz-attrbind="aria-level=z3SgFf_15/fLk2Md" data-sfc-root="ep" data-processed="true" data-sae="" data-complete="true" aria-owns="action-menu-parent-container" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 20px; font-weight: 600; margin: 24px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);">&nbsp;</div> Pamela França Nascimento Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1088 Thu, 27 Aug 2026 00:00:00 +0000 OFICINAS DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1267 <p>A Unidade de Referência à Saúde da Pessoa Idosa (URSI) Campo Limpo desenvolve matriciamento mensal junto às Unidades Básicas de Saúde (UBS) do território, associado a ações de educação permanente. Com o objetivo de ampliar a troca de conhecimentos, fortalecer o matriciamento, qualificar a assistência e ampliar a articulação da rede de cuidados da pessoa idosa, foram implantadas as Oficinas de Saúde da Pessoa Idosa. Trata-se de relato de experiência desenvolvido entre fevereiro e agosto de 2026, com participação de profissionais representantes das 26 UBS do território, atuando como multiplicadores. As oficinas, realizadas bimestralmente pela equipe multiprofissional, utilizaram metodologias ativas e estações temáticas de aprendizagem. Foram realizadas quatro oficinas: Prevenção de Quedas, com 45 multiplicadores; Diabetes Mellitus, com 36; Tecendo Redes de Cuidado na Saúde da Pessoa Idosa, com 60; e Hipertensão Arterial, com 32, totalizando <strong>173 participações de multiplicadores</strong>. A estratégia favoreceu a participação ativa, o compartilhamento de experiências, a integração entre URSI e APS e a articulação entre teoria e prática. A experiência demonstra que as oficinas constituem importante estratégia de educação permanente para o fortalecimento do matriciamento e a qualificação do cuidado à pessoa idosa no território.&nbsp;</p> Sueli Mioto Ricaldes Teixeira, Luciana Aparecida Oliveira Carvalho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1267 Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000 identificaçao de tuberculose em unidade de urgencia e emergencia: perfil de notificaçoes e fluxo assistencial https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1587 <p>A tuberculose permanece como relevante problema de saúde pública, e seu reconhecimento oportuno é essencial para o diagnóstico, controle da transmissão e continuidade do cuidado. Este trabalho descreve o perfil das notificações de tuberculose e o fluxo assistencial adotado em uma unidade de urgência e emergência. Trata-se de relato de experiência institucional, de caráter descritivo, elaborado a partir de dados agregados das notificações realizadas entre janeiro de 2024 e setembro de 2026. No período, foram registradas 75 notificações, com aumento progressivo ao longo dos anos avaliados e predominância da forma pulmonar. O fluxo institucional contempla identificação da suspeita durante o atendimento, investigação diagnóstica conforme indicação clínica, notificação e encaminhamento das informações à Vigilância Epidemiológica e às redes de referência territorial. A organização desse fluxo contribui para a continuidade da investigação e do acompanhamento.</p> Nemer El Bacha, Patricia Meire Caravante Gaia, Janaina Aparecida da Silva Macedo, Marisa Novaes da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1587 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1055 <p>O rápido envelhecimento populacional e a declaração da Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030) pela ONU evidenciam a urgência de ações que promovam a qualidade de vida e a independência da população idosa. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência da UBS Jardim Eledy na promoção da saúde, interação social e prática de atividade física, visando a melhoria da saúde física e mental desse público. A metodologia consistiu na realização de um grupo de caminhada (40 minutos) e alongamento (15 minutos) três vezes por semana, finalizado com rodas de conversa de 10 minutos focadas em educação em saúde. Os temas abordados incluíram acesso a medicamentos (SUS e Farmácia Popular), adesão terapêutica para doenças crônicas e agudas, descarte correto, vacinação e prevenção de doenças. Como resultado, o grupo alcançou uma adesão média de 30 a 35 idosos por encontro, consolidando-se como um espaço para o esclarecimento de dúvidas e disseminação de informações. Conclui-se que a iniciativa fortalece o vínculo entre a unidade de saúde e a comunidade, fomenta o autocuidado e melhora a adesão terapêutica. Além disso, a ação transforma os idosos em agentes multiplicadores de conhecimento, contribuindo de forma intersetorial para a redução de agravos de doenças crônicas e para a garantia de um envelhecimento ativo.</p> Karina Martins de Queiroz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1055 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 INDICADOR DE EXAMES ALTERADOS EM HOSPITAL DIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1098 <p>Os exames laboratoriais, ecocardiográficos e ultrassonográficos desempenham papel fundamental no diagnóstico e monitoramento de condições clínicas em hospital dia. Este estudo propõe a implantação e análise de um indicador de exames alterados, abrangendo laboratório, ecocardiograma, ultrassonografia Doppler e geral, com o objetivo de subsidiar decisões clínicas seguras, identificar padrões epidemiológicos e aprimorar a qualidade assistencial. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, envolvendo dados de exames realizados no período de janeiro a dezembro de 2025. Espera-se que os resultados permitam a identificação de exames mais críticos, a melhoria de processos assistenciais e a promoção da segurança do paciente.</p> Washington Luis da Silva Santana Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1098 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 RECONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA NA REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS: EXPERIÊNCIA FARMACÊUTICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1497 <p class="x1yc453h" style="background: #FCFCFC;"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; color: #0d0d0d;">O trabalho relata a implantação da <strong style="box-sizing: border-box;"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; font-weight: normal;">reconciliação medicamentosa na Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE)</span></strong> como estratégia para aumentar a segurança do paciente e garantir a continuidade do tratamento. A prática foi direcionada principalmente a pacientes em observação por pelo menos 12 horas, idosos, usuários de anticoagulantes ou em polifarmácia e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e dislipidemia.</span></p> <p class="x1yc453h" style="background: #FCFCFC; box-sizing: border-box; overflow-wrap: break-word; text-wrap: pretty; margin-inline: 0px; text-align: start; margin-bottom: 1rem; margin-top: 1rem; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space-collapse: collapse; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;" data-assistant-stream-block="" data-assistant-stream-block-index="2"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; color: #0d0d0d;">A reconciliação foi realizada por <strong style="box-sizing: border-box;"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; font-weight: normal;">farmacêuticos</span></strong><strong>,</strong> que analisaram prontuários e entrevistaram pacientes e familiares para comparar os medicamentos utilizados em casa com aqueles prescritos durante o atendimento. Esse processo permitiu identificar discrepâncias relacionadas à continuidade ou suspensão de medicamentos, inclusão de novos medicamentos, doses e horários de administração.</span></p> <p class="x1yc453h" style="background: #FCFCFC; box-sizing: border-box; overflow-wrap: break-word; text-wrap: pretty; margin-inline: 0px; text-align: start; margin-bottom: 1rem; margin-top: 1rem; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space-collapse: collapse; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;" data-assistant-stream-block="" data-assistant-stream-block-index="3"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; color: #0d0d0d;">Os resultados demonstraram que a participação do farmacêutico foi importante para <strong style="box-sizing: border-box;"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; font-weight: normal;">identificar possíveis problemas relacionados aos medicamentos</span></strong><strong>,</strong> complementar informações que não estavam disponíveis no prontuário e melhorar a comunicação com a equipe multiprofissional. </span></p> <p class="x1yc453h" style="background: #FCFCFC; box-sizing: border-box; overflow-wrap: break-word; text-wrap: pretty; margin-inline: 0px; text-align: start; margin-bottom: 0.25rem; margin-top: 1rem; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space-collapse: collapse; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; word-spacing: 0px;" data-assistant-stream-block="" data-assistant-stream-block-index="4"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; color: #0d0d0d;">Conclui-se que a <strong style="box-sizing: border-box;"><span style="font-family: 'Segoe UI',sans-serif; font-weight: normal;">reconciliação medicamentosa é uma ferramenta relevante para a segurança do paciente na RUE</span></strong><strong>,</strong> fortalecendo a atuação clínica do farmacêutico e a integração entre profissionais, pacientes e familiares. O trabalho recomenda a implantação estruturada dessa prática, com protocolos e acompanhamento contínuo, promovendo o uso racional e seguro dos medicamentos.</span></p> Gisele Gomes Lima, Daniela Pires Santos, Vanilza Pereira de Lima, Vilma Farias dos Santos, Thalita Rigotti Ribeiro de Jesus Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1497 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 INTEGRALIDADE DO CUIDADO EM SAÚDE BUCAL: ARTICULAÇÃO ENTRE ATENÇÃO BÁSICA E ESPECIALIZADA EM CONSULTA DOMICILIAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1519 <p>A integralidade do cuidado em saúde bucal pressupõe a articulação entre os diferentes níveis de atenção, visando atender às necessidades complexas dos usuários de forma contínua e humanizada. Este trabalho descreve a experiência de cuidado integral a uma paciente acamada, portadora de doença de Alzheimer, com quadro de bruxismo. A atuação conjunta entre a Atenção Básica e a Atenção Especializada possibilitou a elaboração de um cuidado individualizado. A experiência evidenciou a importância da integralidade e da coordenação do cuidado em saúde bucal, especialmente para usuários em situação de vulnerabilidade e com limitações de mobilidade. O trabalho tem como objetivo relatar a experiência de cuidado integral em saúde bucal a uma paciente acamada com doença de Alzheimer e bruxismo, destacando a articulação entre Atenção Básica, Equipe de Saúde Bucal-UBS Jardim Comercial, e Atenção Especializada, CEO II Capão Redondo, no cuidado domiciliar.</p> Sahar Ganz Riman Clara Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1519 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 AMPLIAÇÃO DA TESTAGEM DE HIV POR MEIO DE AÇÕES TERRITORIAIS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1038 <p>A análise epidemiológica do território identificou sete novos casos de HIV em 2024, com predominância entre adultos jovens, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce. Diante desse cenário, o Núcleo de Vigilância em Saúde da Atenção Básica desenvolveu um projeto para reorganizar a oferta de testagem em áreas de maior vulnerabilidade. O objetivo foi analisar a ampliação e o alcance da testagem rápida de HIV realizada por meio de ações territoriais. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em 2025 pelas oito equipes da Estratégia Saúde da Família. Mensalmente, cada equipe identificou um local estratégico para realização de grupos com educação em saúde, prevenção combinada, redução de riscos e oferta imediata da testagem. Foram analisados os registros de testes e as notificações de HIV entre 2023 e 2025. Em 2025, foram realizados 1.032 testes, aumento de 14,3% em relação a 2024. As ações territoriais responderam por 243 testes, equivalentes a 23,5% da testagem anual, e 73% das pessoas testadas tinham entre 20 e 40 anos. Foram identificados cinco novos casos de HIV, dos quais quatro pertenciam à faixa etária priorizada. Embora a maioria dos diagnósticos tenha ocorrido por procura espontânea na unidade, os resultados sugerem que as ações educativas ampliaram a conscientização e fortaleceram o vínculo da população com o serviço. Conclui-se que a atuação territorial ampliou o acesso à testagem, alcançou o público prioritário e integrou vigilância, prevenção e cuidado conforme as necessidades identificadas no território.</p> Paula Barcellos de Pinho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1038 Wed, 19 Aug 2026 00:00:00 +0000 MODELO ESTRUTURADO PARA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM IDOSOS HOSPITALIZADOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1183 <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>Descrever o desenvolvimento de um modelo estruturado para prevenção de quedas em pacientes idosos hospitalizados, fundamentado na integração entre avaliação de risco, protocolos assistenciais e estratégias de segurança do paciente.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Método</strong></p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo organizacional fundamentado na revisão da literatura científica, em protocolos nacionais de segurança do paciente e em diretrizes para prevenção de quedas em idosos hospitalizados. O modelo foi estruturado a partir da integração entre identificação precoce do risco, utilização da Escala de Morse, intervenções assistenciais, educação permanente, adequação ambiental e monitoramento das medidas preventivas.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado para prevenção de quedas em pacientes idosos hospitalizados. O modelo integra avaliação sistemática do risco por meio da Escala de Morse, identificação dos fatores intrínsecos e extrínsecos, padronização das intervenções assistenciais, educação de pacientes, familiares e profissionais, adequação do ambiente hospitalar e monitoramento contínuo dos indicadores relacionados à segurança do paciente. A proposta organiza de forma integrada as principais estratégias preventivas descritas na literatura, favorecendo sua aplicação sistemática na prática assistencial.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong>O modelo proposto organiza as principais estratégias para prevenção de quedas em idosos hospitalizados em uma abordagem integrada e orientada pela segurança do paciente. Além de fortalecer a padronização dos cuidados e a cultura de prevenção, apresenta potencial de adaptação para diferentes serviços hospitalares, contribuindo para a redução de eventos adversos e para a qualificação da assistência.</p> Paula Dal Maso Altimari, Eduardo Luna de Oliveira Torres, Alex Almeida, Renata Nascimento Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1183 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 PROCESSO DE DECANULAÇÃO DA TRAQUEOSTOMIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1301 <p><strong>Introdução:</strong><span style="font-weight: 400;"> A decanulação no ambiente de UTI deve ser entendida como um processo multidisciplinar, e não apenas como a retirada física da cânula. A literatura evidencia que o processo de decanulação envolve diferentes áreas profissionais. A atuação integrada permite considerar diferentes dimensões do quadro clínico, favorecendo tomada de decisão conjunta baseada nas condições individuais do paciente e nos critérios de segurança estabelecidos pela equipe. </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Realizar uma revisão da literatura acerca da integração entre Fonoaudiologia e equipe multidisciplinar</span> <span style="font-weight: 400;">no processo de decanulação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), visando analisar as evidências disponíveis quanto à sua efetividade e segurança, bem como identificar os potenciais benefícios dessa intervenção precoce, no manejo e na reabilitação de pacientes críticos. </span><strong>Métodos: </strong><span style="font-weight: 400;">Trata-se de uma revisão de literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, desenvolvida com o propósito de reunir, analisar e sintetizar as evidências científicas disponíveis acerca da atuação multidisciplinar no processo de decanulação de pacientes traqueostomizados internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados </span><em><span style="font-weight: 400;">PubMed/MEDLINE, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) </span></em><span style="font-weight: 400;">e</span><em><span style="font-weight: 400;"> Scientific Electronic Library Online (SciELO)</span></em><strong>. </strong><span style="font-weight: 400;">Foram utilizados descritores identificados nos </span><em><span style="font-weight: 400;">Descritores em Ciências da Saúde (DeCS)</span></em><span style="font-weight: 400;">, relacionados aos termos: traqueostomia (tracheostomy), decanulação (decannulation), unidade de terapia intensiva (intensive care unit) e equipe multidisciplinar (multidisciplinary team). Os critérios de inclusão foram: artigos publicados entre 2016 e 2026, disponíveis nos idiomas português ou inglês e realizados com pacientes adultos traqueostomizados internados em unidades de terapia intensiva. Os critérios de exclusão foram: artigos que não disponibilizavam acesso ao texto completo. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> É importante destacar que não existe um único parâmetro capaz de determinar sozinho que o paciente está pronto para a decanulação. A revisão de literatura aponta justamente para a necessidade de combinar avaliação do nível de consciência com outras funções essenciais, como respiração, deglutição e tosse. Dessa forma, a fisioterapia concentra-se principalmente na função respiratória, tosse e secreções; a fonoaudiologia, na deglutição, alimentação via oral, proteção de via aérea e comunicação; a enfermagem, no cuidado contínuo e monitorização; e o médico, na avaliação clínica global e decisão terapêutica, como a retirada do dispositivo invasivo. As etapas da decanulação mais citadas foram: avaliação da deglutição; treino de oclusão; avaliação da permeabilidade de via aérea; habilidade de manipulação de secreção; troca de cânula; desinsuflação do cuff; tosse; e uso de válvula de fala. Evidências científicas indicam associação entre a implementação de equipes interprofissionais e a redução do tempo mediano até a decanulação, além de redução de eventos adversos e do tempo de internação hospitalar em alguns estudos. Entretanto, os autores ressaltam que grande parte das evidências provêm de estudos de coorte, portanto a qualidade global da evidência apresenta limitações devido ao longo tempo de duração e o alto custo financeiro. </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">A intervenção multidisciplinar no processo de decanulação dentro da UTI busca garantir que o paciente não apenas respire espontaneamente, mas seja capaz de proteger a via aérea, eliminar secreções e apresentar deglutição segura e eficiente para sua condição clínica antes mesmo da alta para a enfermaria. Portanto, os artigos sustentam que a decanulação deve ser vista como um processo gradual, individualizado, protocolizado e compartilhado pela equipe, e não como um procedimento isolado realizado por um único profissional visando tanto o bem estar do paciente como a efetividade do processo de reabilitação.</span></p> <p><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br><br></p> LUIZ CLAUDIO FERREIRA DE OLIVEIRA OLIVEIRA, AMANDA PRISCILA DIAS SCOPIGNO SCOPIGNO Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1301 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ESTRATÉGIA PARA MELHORAR ASSIDUIDADE DE PACIENTES EM ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL E PSICOLÓGICO DA LINHA DE CUIDADOS DA OBESIDADE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1581 <p>A adesão a longo prazo é um desafio porque exige esforço comportamental contínuo e resultados graduais, fazendo com que muitos desistam por frustração, falta de tempo, custos ou por acharem que já melhoraram. Como estratégia para melhora da adesão iniciamos final de maio de 2026 a realizar o agendamento da consulta de retorno presencialmente ao final de cada atendimento, definindo o prazo técnico (estabelecido pela nutricionista e psicóloga) com a flexibilidade de data e horário escolhidos pelo próprio paciente.</p> Edileusa Cristina de Oliveira, DANIELA MACEDO DE SÁ Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1581 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 GUARDIÃO DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1195 <p>A higienização das mãos constitui uma das principais medidas para prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e promoção da segurança do paciente. Este estudo teve como objetivo avaliar a continuidade do Projeto Guardião da Higienização das Mãos e sua contribuição para a adesão dos profissionais às práticas de higienização das mãos em Unidade de Terapia Intensiva. Trata-se de um estudo descritivo e observacional, realizado a partir da continuidade do projeto, com ações educativas, oferta de preparação alcoólica e reforço da importância da higienização das mãos durante os plantões. Foram analisados indicadores referentes aos meses de julho e agosto. Observou-se aumento do uso de preparação alcoólica de 67,9% em julho para 77,8% em agosto, com resultado bimestral de 74,7%, próximo à meta institucional de 75%. Os resultados demonstraram tendência de melhora dos indicadores após a continuidade do projeto, reforçando a importância da educação permanente, do monitoramento dos indicadores e das ações de sensibilização das equipes para o fortalecimento da cultura de segurança do paciente e prevenção das IRAS.</p> Vanuza Machado Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1195 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DE ACOMPANHAMENTO DO IDOSO: O PAPEL DAS OFICINAS COM ACS E DO CARD EXPLICATIVO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1014 <p>Relato de experiência que descreve a implementação de oficinas de capacitação para Agentes Comunitários de Saúde associadas ao uso de um CARD Orientativo para qualificar a busca ativa e o acompanhamento da pessoa idosa na Atenção Primária à Saúde. A intervenção promoveu a padronização das visitas domiciliares e resultou na ampliação da cobertura da Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa, de <strong data-start="425" data-end="447">57,10% para 73,50%</strong> entre janeiro e junho de 2026, com incremento de <strong data-start="497" data-end="521">360 idosos avaliados</strong>. A experiência demonstra que estratégias educativas de baixo custo e fácil implementação fortalecem a Governança Clínica, qualificam os processos de trabalho e apresentam elevado potencial de replicação em outras unidades de saúde.</p> Priscila Vieira Pacheco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1014 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA AMPLIAÇÃO DA PRÁTICA SEMANAL DE EXERCÍCIO FÍSICO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1036 <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot"> <div class="" data-turn-id-container="request-WEB:1aec399c-0fbb-437c-99ad-8dd2da058a15-11" data-is-intersecting="true"> <section class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" data-turn-id="request-WEB:1aec399c-0fbb-437c-99ad-8dd2da058a15-11" data-turn-id-container="request-WEB:1aec399c-0fbb-437c-99ad-8dd2da058a15-11" data-testid="conversation-turn-24" data-turn="assistant"> <div class="text-base my-auto mx-auto pb-8 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" data-conversation-screenshot-content=""> <div class="flex max-w-full flex-col gap-4 grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+&amp;]:mt-1" dir="auto" tabindex="0" data-message-author-role="assistant" data-message-id="fae9da00-172b-4c68-932b-358484f9199a" data-message-model-slug="gpt-5-6" data-turn-start-message="true"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden"> <div class="markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling"> <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="23" data-end="467">O trabalho apresenta uma experiência desenvolvida na Atenção Primária à Saúde (APS) com participantes de um grupo biopsicossocial, após identificar que parte dos usuários concentrava a prática de exercícios físicos nos encontros supervisionados. Diante disso, foi implementada uma estratégia de educação continuada em saúde para estimular maior autonomia e ampliar a prática de exercícios para além das atividades realizadas no serviço.</p> <p data-start="469" data-end="832">Entre junho e novembro de 2025, foram realizadas orientações semanais sobre benefícios fisiológicos, metabólicos e funcionais do exercício, adaptações às condições individuais e possibilidades de práticas seguras em outros ambientes. Os participantes foram incentivados, sempre que possível, a alcançar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física.</p> <p data-start="834" data-end="1174">Durante o acompanhamento, 44 participantes foram avaliados, dos quais 20 (45,5%) relataram aumento do volume semanal de exercício e alcance de pelo menos 150 minutos semanais. A frequência registrada no grupo passou de 31 participantes em junho para 44 em novembro, aumento de 41,9%, com pico de 54 participantes em outubro.</p> <p data-start="1176" data-end="1561" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A experiência demonstrou que a educação em saúde associada às atividades supervisionadas é uma estratégia aplicável na APS e foi acompanhada por maior prática semanal de exercícios em parcela relevante dos participantes. Os resultados reforçam a importância de estimular autonomia e continuidade da prática de atividade física no cotidiano, para além dos encontros supervisionados.</p> </div> </div> </div> </div> <div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start">&nbsp;</div> <div class="mt-3 w-full empty:hidden has-[&gt;_:empty]:hidden"> <div class="text-center">&nbsp;</div> </div> </div> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1" data-conversation-screenshot-content=""> <div>&nbsp;</div> </div> </div> </section> </div> </div> <div class="pointer-events-none -mt-px h-px translate-y-(--scroll-root-safe-area-inset-bottom)" aria-hidden="true">&nbsp;</div> Washington Souza Rodrigues Alves Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1036 Tue, 11 Aug 2026 00:00:00 +0000 ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1062 <p>O tabagismo é um importante problema de saúde pública, associado à dependência física e comportamental. Este estudo avaliou a percepção de 9 colaboradores tabagistas sobre a auriculoterapia como estratégia complementar para redução ou cessação do tabagismo. Foram realizadas 10 sessões quinzenais, durante aproximadamente cinco meses, com avaliação autorreferida antes e após a intervenção. Ao final, 4 participantes (44,4%) relataram cessação, enquanto 3 (33,3%) apresentaram redução do consumo ou aumento do intervalo entre os cigarros. A intensidade média dos sintomas reduziu de 8,3 para 4,4 pontos. Os resultados indicaram percepção positiva da auriculoterapia, especialmente quanto à redução do consumo e ao alívio de sintomas físicos e emocionais. Conclui-se que a auriculoterapia pode ser considerada uma estratégia complementar no acompanhamento de pessoas tabagistas.</p> <p>BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Tabagismo. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2020.</p> <p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC). <em data-start="528" data-end="615">Auriculoterapia na Atenção Primária à Saúde: ansiedade, dor osteomuscular e tabagismo</em>. Florianópolis: UFSC, 2023. Material do curso de Formação em Auriculoterapia para profissionais de saúde da Atenção Básica.</p> Gleiciane Januario Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1062 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 RELATO DE EXPERIÊNCIA; GRUPO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA ADULTOS NA PROMOÇÃO À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1408 <p class="x1yc453h xma8rkl xgoqxah xutxfr x1fie51u xgyxj25 x1xobyvs x1elgs31 x1fv8qjw xcy5tzr x1ht4adc xnvauns x1c2l018 x14l7nz5 xuw7688 x1pjt2rx x160d6zm xrxpjvj" dir="ltr">Relatar a experiência de um grupo de atividade física para adultos com mais de 40 anos, destacando sua contribuição para a promoção da saúde, qualidade de vida, socialização e adoção de hábitos saudáveis. A experiência evidenciou a importância de espaços comunitários, como o Centro Educacional Unificado (CEU) Cantos do Amanhecer, para o incentivo à prática regular de atividade física e à promoção de estilos de vida ativos e saudáveis.</p> Daniella Pires de Camargo, Jorge de Souza Coelho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1408 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO ODONTOLÓGICA PRÉVIA À TERAPIA COM BIFOSFONATOS PARA PREVENÇÃO DE OMAM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1480 <p>A Osteonecrose dos Maxilares Relacionada a Medicamentos (OMAM) é uma complicação severa associada ao uso de fármacos que alteram a reabsorção e o metabolismo ósseo, como os bifosfonatos (ex.: alendronato e zoledronato). Procedimentos odontológicos cirúrgicos invasivos, infecções pré-existentes e traumas locais são os principais fatores desencadeantes dessa condição. Nesse contexto, a Atenção Primária desempenha papel estratégico na identificação de fatores de risco, adequação da cavidade bucal prévia ao tratamento farmacológico e manutenção da saúde bucal e direcionamento dos casos diagnosticados para os Centros de Especialidades Odontológicas. O trabalho teve como objetivo descrever a importância da avaliação e do tratamento odontológico prévio ao início da terapia com bifosfonatos, destacando o papel da Equipe de Saúde Bucal na Atenção Básica para a prevenção da osteonecrose dos maxilares</p> Sahar Ganz Riman Clara Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1480 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 CARTILHA EDUCATIVA PARA PACIENTE E FAMILIARES EM USO DE OXIGENIOTERAPIA DOMICILIAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1217 <p>Resumo<br>Introdução: A oxigenoterapia domiciliar prolongada constitui importante estratégia<br>terapêutica para pacientes com doenças respiratórias crônicas e hipoxemia. Seu uso<br>seguro requer prescrição adequada, conhecimento sobre equipamentos e dispositivos,<br>educação do paciente e participação de familiares e cuidadores. Diretrizes nacionais e<br>internacionais destacam a importância do treinamento, das orientações de segurança e<br>do cuidado centrado na pessoa. Nesse contexto, materiais educativos podem<br>complementar as orientações realizadas pelos profissionais de saúde e favorecer o<br>manejo do tratamento no domicílio.<br>Objetivo: Elaborar uma cartilha educativa, em linguagem acessível, para orientar<br>pacientes, familiares e cuidadores quanto ao uso seguro da oxigenoterapia domiciliar, aos<br>cuidados com os equipamentos e à identificação de situações de alerta.<br>Método: Relato de experiência, de caráter descritivo, referente à elaboração de uma<br>cartilha educativa destinada a pacientes em uso de oxigenoterapia domiciliar, familiares e<br>cuidadores. O conteúdo foi estruturado com base em recomendações nacionais e<br>internacionais sobre oxigenoterapia domiciliar, educação do paciente e segurança. O<br>material foi desenvolvido com linguagem simples, informações objetivas e recursos<br>visuais, contemplando fontes e dispositivos de oxigênio, nebulização, umidificação,<br>transporte, prevenção de quedas, cuidados com equipamentos, situações de falta de<br>energia, participação da família, sinais de alerta e situações que demandam atendimento.<br>Resultados: Foi elaborada uma cartilha educativa em duas páginas, reunindo orientações<br>técnicas e práticas em um único instrumento de consulta rápida. O material traduziu<br>informações técnicas para uma linguagem acessível e incorporou orientações específicas<br>relacionadas à segurança do paciente, incluindo prevenção de quedas, transporte do<br>oxigênio, manutenção dos equipamentos, identificação de sinais de alerta e planejamento<br>diante de situações de falta de energia. A inclusão de orientações direcionadas aos<br>familiares e cuidadores ampliou a abordagem do cuidado e reforçou sua participação no<br>manejo domiciliar.<br>Conclusão: A elaboração da cartilha permitiu sistematizar informações essenciais sobre<br>oxigenoterapia domiciliar em um material acessível e de consulta rápida. O instrumento<br>pode complementar a orientação profissional, apoiar pacientes, familiares e cuidadores<br>no manejo do tratamento e reforçar medidas de segurança no ambiente domiciliar.<br>Recomenda-se avaliação futura da compreensão, satisfação e impacto educativo do<br>material.</p> Miriam Augusto, Carolina Carvalho Velozo Rodrigues, Robert Santos Dorea Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1217 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 ODONTOLOGIA HOSPITALAR NA UTI: CONTRIBUIÇÕES DA LASERTERAPIA DE BAIXA POTÊNCIA PARA O CUIDADO INTEGRAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1488 <p>Introdução</p> <p>&nbsp;</p> <p>O cuidado integral ao paciente exige uma abordagem multidisciplinar incluindo a saúde bucal. A associação entre a Odontologia Hospitalar e a laserterapia de baixa potência constitui uma abordagem terapêutica complementar no cuidado ao paciente que pode contribuir para a promoção da saúde bucal, a recuperação clínica e a qualidade de vida dos pacientes. A laserterapia de baixa potência é capaz de promover efeitos fotobiomoduladores, como a modulação da resposta inflamatória, alívio da dor, potencialização dos processos de reparo, cicatrização tecidual e ação antimicrobiana.</p> <p>Objetivo</p> <p>Realizar uma revisão da literatura acerca da utilização da laserterapia em pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI), para analisar as evidências disponíveis quanto à sua efetividade e segurança, bem como identificar os potenciais benefícios dessa intervenção no manejo e na recuperação dos pacientes</p> <p>Metodologia</p> <p>O estudo foi realizado na Unidade de Terapia Intensiva II do Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, composta por 27 leitos. A equipe de Odontologia Hospitalar do PROREHOSP – Campo Limpo (CEJAM) realiza avaliação odontológica diária dos pacientes internados, para identificar alterações buco dentárias e indicar intervenções preventivas ou terapêuticas.</p> <p>Entre setembro de 2025 a agosto de 2026, foram realizados 589 procedimentos com laserterapia no pós-operatório de exodontias para controle da dor e inflamação, em lesões traumáticas, otimização da cicatrização e no manejo de candidíase oral e/ou lesões herpeticas por meio de terapia fotodinâmica antimicrobiana (PDT). Nesta última modalidade, utiliza-se laser de baixa potência associado ao azul de metileno como fotossensibilizador, com o objetivo de promover ação antimicrobiana e favorecer a reparação das lesões.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Resultados</p> <p>Com base na experiência clínica e na literatura científica consultada, foram observados resultados favoráveis na evolução das lesões após a intervenção:</p> <ul> <li><strong>Redução significativa da dor e do desconforto</strong>associados às lesões traumáticas e ulceradas</li> <li><strong>Redução do número e do tamanho das lesões herpéticas</strong>nas primeiras 48 horas após a realização da primeira sessão;</li> <li><strong>Cicatrização completa das lesões</strong>em aproximadamente sete dias;</li> <li><strong>Melhora da qualidade de vida do paciente</strong>, especialmente quanto à alimentação, ao conforto e ao descanso.</li> <li><strong>Melhora do processo de reparo tecidual após exodontias</strong>, com evolução clínica favorável da cicatrização do sítio cirúrgico;</li> </ul> <p>&nbsp;</p> <p>A&nbsp;experiência clínica, associada aos achados descritos na literatura, sugere que a laserterapia de baixa intensidade pode atuar como recurso adjuvante no controle da dor e no processo de reparo tecidual, tanto no manejo das lesões ulceradas, herpéticas e traumáticas quanto na recuperação pós-operatória de exodontias. Assim, permite também melhor alimentação e qualidade de vida ao paciente.</p> <p>A laserterapia é um protocolo seguro, não invasivo e de baixo custo, com resultados rápidos e eficazes.</p> <p>Os resultados observados reforçam seu potencial como estratégia complementar na prática odontológica em ambiente hospitalar.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Conclusão</p> <p>&nbsp;</p> <p>Os achados descritos na literatura e a experiência clínica apontam para benefícios relacionados à&nbsp;redução da dor e do desconforto, à aceleração do processo de cicatrização e à melhora da qualidade de vida:</p> <p><strong>&nbsp;- redução da necessidade de intervenções medicamentosas e, potencialmente, do tempo de <br>recuperação</strong>, aspectos que podem favorecer a otimização dos recursos em saúde;</p> <p><strong>-&nbsp; a equipe de Odontologia Hospitalar desempenha papel fundamental no cuidado integral do paciente crítico</strong>, atuando na prevenção e no tratamento de alterações e doenças.</p> <p>&nbsp;</p> Victoria, Mariana, Luciana, Amanda Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1488 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 FLUXO ORGANIZACIONAL DE EMERGÊNCIAS EM ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO BRASIL ENTRE 2015 E 2025 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1335 <p>As Unidades Básicas de Saúde (UBS), como porta de entrada da Atenção Primária à Saúde (APS), podem receber situações de elevada gravidade, apesar de limitações estruturais e organizacionais para o manejo de emergências.</p> <p>Este estudo teve como objetivo revisar as evidências publicadas entre 2015 e 2025 sobre a organização do fluxo de atendimento às emergências em UBS brasileiras, com ênfase na resposta à parada cardiorrespiratória e ao código azul. Foi realizada uma revisão da literatura nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS e SciELO, utilizando descritores relacionados à parada cardiorrespiratória, APS, emergência, código azul e suporte básico de vida.</p> <p>Foram descritas dificuldades recorrentes relacionadas à ausência de protocolos formais, insuficiência de materiais e equipamentos, indisponibilidade de desfibrilador externo automático (DEA) e ausência de rotinas de simulação. Aspectos como conhecimento, experiência, organização da equipe, liderança e comunicação mostraram-se relevantes para a qualidade da resposta à parada cardiorrespiratória. Capacitações em suporte básico de vida (SBV) demonstraram melhora do desempenho em situações simuladas, embora frequentemente ocorram de forma pontual e sem institucionalização.</p> <p>As evidências reforçam a importância da implementação de protocolos institucionais, da disponibilidade de equipamentos essenciais e da capacitação periódica das equipes em SBV para qualificar a resposta às emergências e fortalecer a segurança do atendimento nas UBS.</p> Fernanda da Silva Arruda Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1335 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ASSOCIAÇÃO ENTRE COMPONENTES DO ESTILO DE VIDA E DOMÍNIOS DA QUALIDADE DE VIDA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1478 <p><strong>Introdução/Fundamentação:</strong> A adoção de comportamentos relacionados à promoção da saúde pode estar associada à percepção de qualidade de vida. Entretanto, diferentes componentes do estilo de vida podem apresentar relações distintas com as dimensões<br>física, funcional e psicossocial da qualidade de vida.<br><strong>Objetivo:</strong> Analisar a associação entre os oito componentes do estilo de vida e os domínios da qualidade de vida em líderes comunitários voluntários.<br><strong>Delineamento/Métodos:</strong> Estudo quantitativo, observacional, transversal e analítico, realizado com 159 líderes comunitários voluntários vinculados a uma organização religiosa. O estilo de vida foi avaliado pelo Questionário dos Oito Remédios Naturais (Q8RN), considerando nutrição, exercício, água, sol, temperança, ar, descanso e confiança, com escores padronizados de 0 a 100. A qualidade de vida foi avaliada pelo Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36), composto por oito domínios (escala 0-100). Foram realizadas correlações de Spearman e modelos de regressão linear múltipla, ajustados por idade, sexo e condição socioeconômica avaliada pelo questionário da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), com nível de significância de 5%.<br><strong>Resultados:</strong> A idade média foi 48,2±12,2 anos, com predominância do sexo feminino (85,0%). Na análise ajustada, maiores escores de nutrição associaram-se a maior capacidade funcional (β=0,308; p&lt;0,001), menor limitação por aspectos físicos (β=0,428; p=0,003), menor dor (β=0,395; p&lt;0,001) e maior vitalidade (β=0,155; p=0,036). O exercício associou-se a maior capacidade funcional (β=0,148; p=0,007) e menor dor (β=0,163; p=0,021). O componente ar associou-se a maior capacidade funcional (β=0,163; p=0,045), menor limitação física (β=0,375; p=0,012), menor dor (β=0,270; p=0,010), melhor estado geral de saúde (β=0,299; p&lt;0,001) e maior vitalidade (β=0,226; p=0,003). O descanso associou-se a menor dor (β=0,197; p=0,019), melhor estado geral de saúde (β=0,118; p=0,034) e maior vitalidade (β=0,128; p=0,036). Não houve associações significativas dos componentes do Q8RN com aspectos sociais, limitação por aspectos emocionais ou saúde mental.<br><strong>Conclusões/Considerações finais:</strong> Nutrição, exercício, ar e descanso apresentaram<br>associações positivas com múltiplas dimensões da qualidade de vida, sugerindo que a<br>abordagem desses componentes específicos do estilo de vida pode ser relevante em<br>estratégias de promoção da saúde entre líderes comunitários voluntários.</p> Daniel Stori da Silva, Alyne Naite da Silva Passos, Denny Peterson Santos Ribeiro Martins, Fabio Marcon Alfieri, Patrícia Paiva de Oliveira Galvão Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1478 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 Antibiótico Monitoramento farmacêutico https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1090 <p>Acompanhamento clínico realizado pelo farmacêutico de paciente idosos com ou mais de 60 anos com prescrição de antibiótico pela equipe da Odontologia da unidade.</p> Daise Rocha dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1090 Mon, 31 Aug 2026 00:00:00 +0000 Idade Ativa https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1056 <p>O envelhecimento populacional impõe desafios aos sistemas de saúde, destacando a necessidade de estratégias na Atenção Primária para a promoção do envelhecimento saudável. Este trabalho relata a implantação do "Grupo Idade Ativa" na UBS Jardim Eledy, com o objetivo de promover a saúde da pessoa idosa por meio de estimulação cognitiva, interação social e expressão corporal, fortalecendo o vínculo com a unidade. A metodologia consistiu em encontros mensais, conduzidos por uma equipe multiprofissional desde março de 2025, envolvendo atividades de dança, música, trabalhos manuais e dinâmicas de grupo, além de atuar como espaço de escuta e orientação. Como resultado, observou-se uma alta adesão ao projeto e o consequente engajamento dos idosos em outras atividades da UBS, como o grupo diário de caminhadas e atendimentos em psicologia, nutrição, fisioterapia e enfermagem. Conclui-se que o grupo funciona como um dispositivo articulador do cuidado integral, reduzindo o isolamento social, favorecendo a autonomia e reafirmando o papel da Atenção Primária na melhoria da qualidade de vida e no enfrentamento humanizado do envelhecimento.</p> Karina Martins de Queiroz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1056 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO COM A COMUNIDADE: FORTALECIMENTO DO VÍNCULO E EDUCAÇÃO EM SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1079 <p>Este trabalho relata a experiência da atuação farmacêutica nos grupos de troca de receitas da UBS Jardim Valquíria, no município de São Paulo. A iniciativa busca ampliar o acesso da comunidade à educação em saúde e ambiental, por meio de orientações, esclarecimento de dúvidas e divulgação dos serviços disponíveis no Sistema Único de Saúde. A participação das farmacêuticas possibilita acolhimento, escuta e diálogo direto com os usuários, fortalecendo o vínculo entre comunidade e equipe multiprofissional. As atividades também contribuem para a autonomia dos usuários e para a identificação de necessidades de saúde, demonstrando a importância do farmacêutico como agente de educação em saúde e como referência para a comunidade na Atenção Primária à Saúde.</p> Gisele Arronilas Fernandes, Caroline Araujo Pichuru Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1079 Wed, 26 Aug 2026 00:00:00 +0000 LETRAMENTO E ACESSO A DIREITOS SOCIAIS DA PESSOA IDOSA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1226 <p>O envelhecimento populacional em contextos de vulnerabilidade social é marcado por barreiras estruturais, sendo o analfabetismo um fator crítico que aprofunda a exclusão. A ausência de letramento funcional expõe a pessoa idosa à violência institucional e à dificuldade de interlocução com órgãos de seguridade social. Este trabalho relata a intervenção do Serviço Social na articulação da rede, viabilização de direitos e fortalecimento da autonomia de pessoas idosas na URSI Campo Limpo.</p> Leandro Henrique Maciel Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1226 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DE TIME MULTIPROFISSIONAL DE CURATIVOS EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1255 <p><strong>Introdução:</strong> As lesões de pele constituem importante desafio para os serviços de saúde, especialmente em unidades de emergência, nas quais pacientes podem apresentar fatores de risco relacionados à imobilidade, alterações nutricionais, comprometimento da perfusão, dispositivos invasivos e permanência prolongada. A identificação precoce e o manejo adequado dessas condições demandam atuação integrada de diferentes áreas profissionais. Nesse contexto, a implantação de um time multiprofissional de curativos pode favorecer a avaliação sistematizada, a definição de condutas e o acompanhamento da evolução das lesões.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Descrever a implantação de um time multiprofissional de curativos em um pronto-socorro público, destinado à identificação, avaliação, prevenção e acompanhamento de pacientes com lesões por pressão e outras lesões de pele, incluindo flebites e lesões relacionadas a dispositivos e procedimentos assistenciais.</p> <p><strong>Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido em um pronto-socorro público de porta aberta, com elevada demanda assistencial. O time foi estruturado de forma multiprofissional, envolvendo enfermeiro estomaterapeuta, enfermeiros assistenciais, médico, nutricionista e fisioterapeuta. A atuação contemplou identificação dos pacientes com lesões ou risco aumentado, avaliação multiprofissional, classificação e caracterização das lesões conforme instrumentos e protocolos institucionais, definição compartilhada de condutas, acompanhamento evolutivo e orientação das equipes assistenciais. Também foram estabelecidos mecanismos de registro e monitoramento dos casos, permitindo maior rastreabilidade das intervenções e dos resultados.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A implantação do time possibilitou a organização de um fluxo específico para identificação e acompanhamento de pacientes com lesões de pele, ampliando a integração entre as diferentes categorias profissionais. A abordagem multiprofissional favoreceu a avaliação de fatores associados à ocorrência e à manutenção das lesões, incluindo mobilidade, estado nutricional, condições clínicas e utilização de dispositivos. A estruturação do acompanhamento também permitiu maior padronização dos registros, das condutas e da avaliação da evolução das lesões. Os indicadores definidos para monitoramento incluem incidência e prevalência de lesões por pressão, ocorrência de flebites, lesões relacionadas a dispositivos, adesão às medidas preventivas, evolução das lesões e conformidade dos registros.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A implantação de um time multiprofissional de curativos mostrou-se uma estratégia organizacional para fortalecer a gestão do cuidado às lesões de pele em um pronto-socorro público. A integração entre enfermagem, estomaterapia, medicina, nutrição e fisioterapia possibilita abordagem ampliada dos fatores de risco e maior articulação das intervenções preventivas e terapêuticas. O monitoramento sistemático dos indicadores poderá contribuir para avaliar a efetividade da intervenção, orientar ações de educação permanente e fortalecer a cultura de segurança e qualidade assistencial.</p> PAULA ALTIMARI, RENATA MACHADO Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1255 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ELETROCARDIOGRAMA ELETIVO NA LINHA DE CUIDADO DE PESSOAS COM CONDIÇÕES CRÔNICAS: LAUDOS CRÍTICOS E DIAGNÓSTICO PRECOCE EM 31 UNIDADES DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1520 <p>As doenças cardiovasculares permanecem entre os principais desafios assistenciais, e a Atenção Primária à Saúde (APS) ocupa posição estratégica na identificação precoce de alterações cardiovasculares em pessoas com condições crônicas. Este estudo descreveu a evolução dos eletrocardiogramas (ECGs) eletivos realizados em 31 unidades do CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, entre janeiro de 2024 e 3 de setembro de 2026, analisando a frequência de laudos críticos, seu perfil e fatores associados. Trata-se de estudo descritivo retrospectivo com dados secundários anonimizados da plataforma Galileu Saúde 360. No período, foram realizados 110.086 ECGs, dos quais 105.080 (95,5%) foram laudados e 5.004 (4,5%) recusados. Entre os exames laudados, 44.878 (42,7%) apresentaram alterações. A cobertura de laudo aumentou de 94,7% para 96,8%, enquanto a recusa diminuiu de 5,32% para 3,23%. A proporção de ECGs alterados apresentou redução de 47,4% em 2024 para 41,8% em 2025 e 38,9% em 2026, com tendências estatisticamente significativas (p&lt;0,001). Os ECGs laudados cresceram 23,9% de 2024 para 2025, sobretudo pelo aumento dos exames normais (+37,1%), enquanto os alterados cresceram 9,2%. Os laudos críticos corresponderam a 0,6% dos exames, aproximadamente 1 a cada 167 ECGs, com destaque para fibrilação atrial em idosos. A experiência evidencia o potencial do ECG eletivo com telelaudo, integrado à linha de cuidado, para ampliar o acesso ao diagnóstico na APS e identificar precocemente situações que demandam avaliação e conduta prioritárias.</p> Thiago Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1520 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 MANEJO DE FERIDAS COMPLEXAS EM UNIDADE DE URGENCIA:FLUXO ASSISTENCIAL E CONTINUIDADE DO CUIDADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1595 <p>Pessoas com feridas complexas podem procurar unidades de urgência por intercorrências agudas, exigindo avaliação, estabilização e manejo inicial seguro, mesmo quando o acompanhamento longitudinal ocorre na rede de referência. Este trabalho teve como objetivo analisar o manejo de feridas complexas em uma unidade de pronto atendimento, considerando o perfil assistencial, a disponibilidade de insumos e a continuidade do cuidado. Trata-se de relato de experiência, descritivo e qualitativo, com revisão narrativa de aproximadamente 64 registros de atendimentos realizados entre março e agosto de 2025. Foram identificadas principalmente lesões por pressão e feridas relacionadas ao pé diabético e a cotos de amputação, além de outras lesões complexas, com presença de necrose, tecido desvitalizado, secreção, exposição óssea e maceração. A análise evidenciou necessidade de disponibilidade mínima de insumos, padronização dos registros e comunicação estruturada entre a unidade de urgência e os demais pontos da rede. Conclui-se que a unidade de urgência não substitui o acompanhamento longitudinal, mas deve estar preparada para o manejo inicial das intercorrências e para garantir a continuidade do cuidado por meio de fluxo assistencial integrado.</p> Leila Abreu Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1595 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 A TERAPIA COMPRESSIVA COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DA RECIDIVA DE ÚLCERAS VENOSAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/996 <p><strong>Resumo</strong></p> <p>As úlceras venosas constituem a manifestação mais grave da insuficiência venosa crônica e representam um importante problema de saúde pública devido à elevada recorrência, ao tratamento prolongado e ao impacto na qualidade de vida. A terapia compressiva é considerada o tratamento de primeira escolha para favorecer a cicatrização e prevenir a recidiva das lesões. Entretanto, a adesão ao uso contínuo de meias ou bandagens compressivas ainda representa um desafio, especialmente entre pacientes em situação de vulnerabilidade social. Este estudo teve como objetivo analisar a importância da terapia compressiva na prevenção da recorrência de úlceras venosas e discutir os principais fatores que dificultam a adesão ao tratamento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com artigos publicados entre 2015 e 2025. Os resultados evidenciaram que a terapia compressiva reduz significativamente a recorrência das úlceras venosas, melhora o retorno venoso, diminui o edema, alivia a dor e favorece a qualidade de vida. Contudo, fatores como o elevado custo das meias compressivas, dificuldades de acesso aos serviços de saúde, limitações físicas, desconforto durante o uso, baixa escolaridade e insuficiência de orientações comprometem a adesão ao tratamento. Nesse contexto, a Estratégia Saúde da Família desempenha papel essencial no acompanhamento longitudinal desses pacientes, por meio de ações educativas, monitoramento contínuo e fortalecimento do vínculo com a equipe de saúde. Conclui-se que a efetividade da terapia compressiva depende não apenas da indicação clínica, mas também da adoção de estratégias que ampliem o acesso ao tratamento e considerem as condições socioeconômicas dos pacientes. O enfermeiro destaca-se como protagonista na educação em saúde, no incentivo à adesão terapêutica e na coordenação do cuidado, contribuindo para a redução das recorrências e para a melhoria da qualidade de vida.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong>&nbsp;Úlcera venosa; Terapia compressiva; Adesão ao tratamento; Vulnerabilidade social; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem.</p> <p>&nbsp;</p> Angela Tabata Osawa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/996 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 DURAÇÃO E DESFECHOS DOS PROTOCOLOS DE INVESTIGAÇÃO DE MORTE ENCEFÁLICA CONDUZIDOS NO PRONTO-SOCORRO E NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: ESTUDO RETROSPECTIVO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1160 <p><strong>Introdução: </strong>A morte encefálica exige diagnóstico segundo critérios normativos definidos, e o processo de doação de órgãos envolve etapas coordenadas de reconhecimento, confirmação diagnóstica e articulação assistencial. Permanece pouco explorada a comparação entre o pronto-socorro (PS) e a unidade de terapia intensiva (UTI) quanto à duração e aos desfechos dos protocolos de investigação de morte encefálica.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Comparar a duração e os desfechos dos protocolos de investigação de morte encefálica conduzidos no PS e na UTI em pacientes adultos.</p> <p><strong>Métodos: </strong>Estudo observacional retrospectivo realizado no Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (São Paulo, SP), com protocolos abertos entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. Foram incluídos pacientes adultos, agrupados conforme o setor de condução do protocolo (PS ou UTI). Utilizaram-se os testes de qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher e o teste de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%.</p> <p><strong>Resultados: </strong>Foram analisados 295 pacientes (152 no PS; 143 na UTI). A duração mediana foi de 19,1 horas no PS e 18,5 horas na UTI (p=0,768). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os setores quanto à doação efetiva (39,5% vs. 45,5%; p=0,346), recusa familiar, contraindicação ou parada cardiorrespiratória antes da conclusão do protocolo. Houve diferença significativa apenas na distribuição do diagnóstico neurológico de base entre os setores (p&lt;0,001).</p> <p><strong>Conclusão: </strong>Não foram identificadas diferenças relevantes entre PS e UTI quanto à duração e aos desfechos dos protocolos de morte encefálica, sugerindo que a organização institucional (E-DOT estruturada e atuante, ainda que não exclusiva) pode contribuir para uniformizar sua condução, independentemente do setor de abertura.</p> CAROLINA CARVALHO VELOSO VELOSO, Robert Santos Dorea Dorea, Lucas Alves de Andrade Andrade, Amanda Priscila Dias Scopigno Scopigno Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1160 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 RELATO DE EXPERIÊNCIA; GRUPO DE ATIVIDADE FÍSICA PARA ADULTOS NA PROMOÇÃO À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1391 <p>O presente relato aborda a experiência de um grupo de atividade física destinado a adultos com mais de 40 anos, desenvolvido no Centro Educacional Unificado (CEU) Cantos do Amanhecer. A iniciativa evidencia a importância de espaços comunitários voltados à promoção da saúde, qualidade de vida, socialização e adoção de hábitos de vida saudáveis.</p> Daniella Pires de Camargo, Jorge de Souza Coelho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1391 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROMOÇÃO DA SAÚDE E INTERSETORIALIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: O IMPACTO AMPLIADO DO GRUPO "GERANDO SAÚDE" NA QUALIDADE DE VIDA DE ADULTOS E IDOSOS EM UM PARQUE URBANO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1509 <p>O envelhecimento populacional e o aumento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis demandam estratégias interdisciplinares e intersetoriais na Atenção Primária à Saúde (APS). Este trabalho relata a experiência do grupo “Gerando Saúde”, desenvolvido no Parque Santos Dias por equipe multiprofissional composta por Educação Física, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Agentes Comunitários de Saúde. Trata-se de estudo descritivo, do tipo relato de experiência, com abordagem qualitativa. O acompanhamento priorizou a percepção subjetiva de bem-estar, mudanças no estilo de vida e fortalecimento de vínculos afetivos e sociais, utilizando observação participante e registros em prontuário de narrativas espontâneas dos usuários. Entre os 78 participantes, foram observados benefícios relacionados à autonomia, autoestima, socialização e redução ponderal. A análise qualitativa também apontou repercussões no enfrentamento do isolamento social, no acolhimento e na reinserção comunitária. A experiência evidencia o potencial de espaços públicos como cenário de cuidado, articulando tecnologias leves, clínica ampliada e atuação interprofissional na promoção da saúde de adultos e idosos.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Jorge de Souza Coelho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1509 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 AVALIAÇÃO DAS HABILIDADES MOTORAS FUNDAMENTAIS EM CRIANÇAS COM TEA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1096 <p>Estudos apontam alta frequência de alterações nas habilidades motoras fundamentais em crianças com TEA, principalmente em locomoção, controle de objetos e coordenação motora. Diante disso, foi desenvolvido um protocolo institucional, baseado nos princípios do TGMD-2, porém com critérios e pontuação próprios, adaptados à população atendida e à rotina do CER. O protocolo permite avaliar de forma sistematizada aspectos da execução motora, considerando necessidades individuais, modelagem, auxílio físico e adaptações. Assim, contribui para identificar dificuldades motoras e orientar o planejamento de intervenções individualizadas.</p> Elen Karine Monteiro Dantas, Andrea Toshye Sato Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1096 Tue, 08 Sep 2026 00:00:00 +0000 PREVENÇÃO AO ABUSO SEXUAL NA INFÂNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1331 <p>A violência sexual contra crianças constitui grave violação de direitos humanos, importante questão de saúde pública e proteção integral. Nesse contexto, O Núcleo de Prevenção à Violência (NPV) da UBS Horizonte Azul desenvolveu e ampliou essa estratégia educativa de prevenção ao abuso sexual na infância e promoção do protagonismo infantil, em articulação com escolas no território e rede de proteção. Trata-se de relato de experiência desenvolvido entre 2024 e 2026, inicialmente com crianças na primeira infância e posteriormente adaptado a diferentes faixas etárias. Foram utilizados recursos lúdicos&nbsp; e educativos como Pipo e Fifi, Semáforo do Toque e bonecos educativos, associados a linguagem adequada ao desenvolvimento infantil, diálogo e participação das crianças. A perspectiva da interseccionalidade orientou o planejamento das ações, considerando raça, gênero, faixa etária e vulnerabilidades sociais e territoriais, incluindo a ampla representatividade racial dos recursos utilizados, com a incorporação de bonecos negros. A permanência dos recursos nas escolas também favoreceu a continuidade da abordagem para além das atividades realizadaspela equipe. A experiência demonstra a importância de estratégias participativas, inclusivas e contextualizadas. Alcançou aproximadamente 632 crianças em diferentes instituições escolares, fortalecendo a articulação entre Saúde, Educação e rede de proteção e contribuindo para a proteção integral das crianças.</p> Maria Isabel Barbosa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1331 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 VIVÊNCIA PRÁTICA E APRENDIZAGEM NO MERCADO MUNICIPAL DE SÃO PAULO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1085 <p>A introdução precoce de ultra processados reduz os itens <em>in natura</em>, prejudicando a nutrição e as funções cognitivas cruciais para a aprendizagem. Além disso, a falta de alimentos firmes prejudica o tônus orofacial e a mastigação, afetando a fala, a dicção e as funções estomatognáticas.</p> <p>Promover a EAN, potencializar a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo, ampliando os repertórios alimentar, sensorial, motor-oral, linguístico e cultural dos participantes por meio de intervenção no Mercado Municipal de São Paulo.</p> <p>A vivência prática no Mercado Municipal de São Paulo envolveu exploração sensorial de alimentos <em>in natura</em>, diferentes cores, texturas, aromas e consistências, orientações nutricionais e estímulos fonoaudiológicos voltados à mastigação, motricidade orofacial, linguagem, comunicação e cognição, favorecendo a ampliação do repertório alimentar e das experiências comunicativas.</p> <p>Sob as perspectivas nutricional e fonoaudiológica, o contato com alimentos <em>in natura</em> e diferentes texturas e consistências favoreceu a aprendizagem, as habilidades mastigatórias e as funções estomatognáticas relacionadas à fala. A ação também promoveu autonomia familiar, habilidades cognitivas, linguísticas e comunicativas, além do acesso a espaços culturais, reforçando o papel da Atenção Primária no desenvolvimento infantil.</p> Keila Pereira de Oliveira Silva, Suellen Meireles Damasco António Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1085 Thu, 27 Aug 2026 00:00:00 +0000 QUANDO A TRIAGEM AUDITIVA FALHA, A REDE RESPONDE: CUIDADO INTEGRADO PARA O DIAGNÓSTICO E A INTERVENÇÃO OPORTUNA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1234 <p>Introdução: A audição é fundamental para o desenvolvimento da comunicação, linguagem e interação social. Nos primeiros anos de vida, o sistema nervoso apresenta intensa capacidade de desenvolvimento, tornando esse período essencial para a aquisição das habilidades auditivas. A identificação precoce da perda auditiva e a intervenção oportuna são fundamentais para minimizar impactos no desenvolvimento infantil. Nesse contexto, os bebês que apresentam falha na Triagem Auditiva Neonatal (TANU) são encaminhados diretamente da maternidade para diagnóstico audiológico no CER IV M’Boi Mirim</p> <p>Objetivo: Relatar a experiência de articulação em rede do CER IV M’Boi Mirim no cuidado de recém-nascidos com falha na TANU, desde o encaminhamento pela maternidade até o diagnóstico, intervenção e continuidade do cuidado em parceria com a Atenção Primária à Saúde.</p> <p>Métodos:</p> <ul> <li>Encaminhamento direto: maternidade → CER IV M’Boi Mirim, por meio de vagas disponibilizadas pelo CER e reguladas pela CRSUL/SMS.</li> <li>Avaliação multiprofissional: primeiro atendimento com avaliação clínica pelo otorrinolaringologista e exames audiológicos objetivos realizados pela fonoaudióloga.</li> <li>Diagnóstico e intervenção oportuna: priorização dos recém-nascidos diagnosticados nos processos para concessão de AASI, quando indicado, e/ou encaminhamento para avaliação de Implante Coclear.</li> <li>Articulação com a APS: matriciamento e comunicação com a equipe de referência após o diagnóstico, para alinhamento do cuidado e orientação à família.</li> <li>Busca ativa: em casos de ausência aos atendimentos, articulação com a UBS para favorecer a continuidade do cuidado.</li> <li>Humanização: acolhimento e escuta qualificada da família ao longo de todo o processo diagnóstico, com comunicação cuidadosa e orientação individualizada diante do diagnóstico da perda auditiva.</li> </ul> <p>Resultados: A articulação entre maternidade, CER IV M’Boi Mirim e Atenção Primária mostrou-se fundamental para a continuidade e integralidade do cuidado após a falha na TANU. Até o momento, em 2026, foram encaminhados 9 recém-nascidos, com idade média de 1,8 mês no diagnóstico audiológico, evidenciando a possibilidade de investigação e identificação precoce da perda auditiva. Nos casos confirmados, a atuação integrada da equipe possibilitou o início oportuno da intervenção, incluindo adaptação de AASI e/ou encaminhamento para avaliação de Implante Coclear, conforme indicação clínica e desejo familiar. A comunicação e o matriciamento com a APS favoreceram o acompanhamento compartilhado, incluindo monitoramento do uso e resposta ao AASI, do desenvolvimento das habilidades auditivas e comunicativas e da necessidade de novas condutas. A busca ativa em parceria com a UBS contribuiu para a continuidade do cuidado diante de faltas aos atendimentos. A abordagem humanizada ao longo de todo o percurso favoreceu a compreensão do diagnóstico, a participação e a adesão das famílias às intervenções propostas.</p> <p>Conclusão: A experiência do CER IV M’Boi Mirim demonstra que a articulação entre maternidade, CER e Atenção Primária é fundamental para garantir a continuidade e a integralidade do cuidado após a falha na TANU. O fluxo estruturado possibilitou diagnóstico audiológico precoce e intervenção oportuna, associado ao acompanhamento compartilhado e à busca ativa. A abordagem humanizada ao longo desse percurso fortalece o vínculo com as famílias e favorece sua participação no cuidado, contribuindo para melhores oportunidades de desenvolvimento auditivo e comunicativo.</p> <p>&nbsp;</p> Clissa Neri, Tamires Santana dos Reis Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1234 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 A EFICÁCIA DA TRANSIÇÃO SONDA-PEITO PARA O ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO EM UMA UNIDADE NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1262 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Apresentar os resultados observados da aplicação da técnica de transição sonda‑peito e sonda-copo em recém‑nascidos internados em unidade de terapia intensiva e intermediária neonatal. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo de coorte prospectivo descritivo realizado em um hospital público da zona leste de São Paulo. Foram acompanhados recém-nascidos termo e pré-termo durante o processo de transição da alimentação por sonda gástrica para via oral plena em seio materno ou em copo, não sendo inserido nenhum tipo de bico artificial durante o processo. As variáveis observadas incluíram tempo de transição, média de dias em uso de sonda, ganho de peso e estabilidade clínica, além da via de alimentação na alta hospitalar. </span><strong>Resultados: <span style="font-weight: 400;">A transição direta sonda-peito foi a estratégia mais utilizada e esteve associada a maior consolidação do aleitamento materno exclusivo na alta. </span></strong><span style="font-weight: 400;">A análise temporal indica uma relação inversamente proporcional entre o tempo de permanência em sonda e o sucesso da transição para o peito. Não foram registrados eventos adversos significativos relacionados à técnica. Na transição sonda-copo, observou-se maior necessidade de complementação do aleitamento materno no momento da alta. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> A transição sonda‑peito mostrou‑se viável e segura em recém‑nascidos internados em unidade neonatal, favorecendo o estabelecimento do aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar. Os achados reforçam a importância da técnica como estratégia de apoio à amamentação nesse contexto.</span></p> Amanda Santiago Ferreira, Camila Shimamura, Joseli Neves Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1262 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 Método de acompanhamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista em um centro de reabilitação. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1093 <p>O Transtorno do Espetro Autista (TEA)&nbsp; é um condição do neurodesenvolvimento que apresenta diferentes manifestações e níveis de suporte. Nos Centros Especializados em Reabilitação (CER), a organização do processo de cuidado e o acompanhamento sistemático dos usuários são fundamentais para identificação de necessidades especificas do projeto terapêutico direcionado e evolução ao longo do acompanhamento.</p> Beatriz Rodrigues Ferreira, Helen Batista de Figueiredo , Andrea Toshye Sato Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1093 Mon, 31 Aug 2026 00:00:00 +0000 Intervenção Precoce no Risco Psíquico https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1291 <p>Na reabilitação tradicional, a intervenção comumente aguarda a consolidação de um diagnóstico formal tardio. Contudo, na faixa etária de 0 a 3 anos, a intensa neuroplasticidade e os processos de estruturação psíquica impõem urgência ética: sinais de alarme relacional exigem cuidado imediato para evitar a cristalização de impasses em patologias estruturantes crônicas. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de estruturação de um fluxo assistencial de intervenção precoce interdisciplinar para bebês e crianças de 0 a 3 anos com indicadores de risco psíquico em um Centro Especializado em Reabilitação (CER) em São Paulo/SP, priorizando o início do tratamento sem a exigência de laudo prévio. Trata-se de um relato de experiência institucional estruturado em três eixos: acolhimento fundamentado em indicadores clínicos relacionais (falhas de espelhamento, alterações de tônus, prejuízos na atenção compartilhada e empobrecimento do olhar); cuidado conjunto transdisciplinar (Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Nutrição e Educação Física) centrado na díade bebê-família; e monitoramento longitudinal via prontuário eletrônico e auditoria clínica, realizando a investigação diagnóstica de forma concomitante ao cuidado. O seguimento clínico estruturou a linha de cuidado de 205 crianças acolhidas com desarmonia interativa ou risco psíquico inicial, das quais 87 ingressaram diretamente como bebês de protocolo. Como resultados, 51,0% dos casos avaliados (103 crianças) apresentaram superação ou atenuação do risco relacional inicial. Entre os casos com percurso finalizado, alcançaram-se 79 altas clínicas qualificadas (57,2%), demonstrando ganhos expressivos na funcionalidade infantil e na redução da angústia parental. Nos quadros que demandaram definição nosológica, a assistência precoce mitigou a iatrogenia das filas de espera do SUS. Conclui-se que intervir no risco psíquico antes da rotulação nosológica sustenta uma prática ética centrada no sofrimento do sujeito e nos laços primordiais, demonstrando alta efetividade clínica no Sistema Único de Saúde.</p> Ana Paula Ribeiro Hirakawa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1291 Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000 ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO EM PACIENTES SÍNDROME DE DOWN - RELATO DE EXPERIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1532 <p><span style="font-weight: 400;">O aleitamento materno (AM) em bebês com Síndrome de Down (SD) tem sido objeto de pesquisas em diferentes países. Os estudos destacam a importância das propriedades do leite materno para esses bebês, além dos benefícios do AM para o desenvolvimento das estruturas e funções orofaciais, que podem apresentar hipotonia característica da síndrome. Outro aspecto frequentemente abordado na literatura refere-se aos relatos das famílias, que apontam os conceitos preestabelecidos e, por vezes, limitantes das equipes de saúde em relação à SD como um fator que pode contribuir para a descontinuidade do AM durante a permanência nas unidades neonatais.</span></p> Melanie Gomes Ribeiro Barbieri, DEBORA TAKEMOTO Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1532 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ESTRATÉGIAS INTEGRADAS PARA AMPLIAÇÃO DA COBERTURA VACINAL INFANTIL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1259 <p>A vacinação infantil é uma estratégia essencial para prevenção de doenças imunopreveníveis, sendo a manutenção de elevadas coberturas um desafio para a Atenção Primária à Saúde. Este trabalho relata a experiência da UBS Jardim Comercial, gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, cuja meta contratual de cobertura vacinal em menores de cinco anos é de 90%. Em maio de 2026, com a inclusão das vacinas contra COVID-19 e influenza no indicador de rotina, a cobertura era de 56,97%. Foram intensificados o monitoramento nominal das crianças com atraso superior a 30 dias, busca ativa territorial, visitas domiciliares, contatos telefônicos, cartas de convocação e ampliação do acesso, incluindo abertura da unidade em dois sábados. As ações integraram ACS, enfermagem, Serviço Social e gestão. A cobertura evoluiu para 68,28% em junho, 84,20% em julho e 99,75% em agosto. Ao final, 1.232 das 1.235 crianças cadastradas estavam com o calendário vacinal atualizado. A experiência demonstra que a atuação multiprofissional, associada à busca ativa, monitoramento e ampliação do acesso, contribuiu para superar a meta contratual e alcançar elevada cobertura vacinal infantil.Em agosto, a cobertura atingiu 99,75%, representando aumento de 42,78 pontos percentuais em relação a maio.</p> <p>Das 1.235 crianças cadastradas, 1.232 estavam com o calendário vacinal atualizado, considerando atraso superior a 30 dias.</p> <p>A experiência evidencia a relevância da atuação multiprofissional, do acompanhamento nominal e da ampliação do acesso para elevar a cobertura vacinal.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Ana Paula Coelho de Freitas, Ana Lucia Maximiano de Arruda Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1259 Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000 A ESCUTA PROTEGIDA E O DESAFIO EM NÃO REVITIMIZAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1523 <p>A violência contra crianças e adolescentes constitui uma situação complexa que demanda atuação articulada e qualificada dos profissionais envolvidos na proteção integral e na garantia de direitos. Nesse contexto, a escuta protegida apresenta-se como importante estratégia para o acolhimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, tendo como um de seus principais desafios a prevenção da revitimização. Este trabalho tem como objetivo apresentar e refletir sobre a experiência e a qualificação profissional necessárias para a realização de uma escuta cuidadosa, acolhedora e não invasiva, capaz de evitar exposições e repetições desnecessárias dos relatos de violência. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e reflexivo, desenvolvido a partir da atuação de equipe especializada no atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência no território do Campo Limpo, em São Paulo. A experiência foi construída a partir do acompanhamento dos casos, da discussão entre profissionais, de reuniões e da articulação com os diferentes serviços da rede de proteção. Os resultados evidenciaram a importância da experiência, da qualificação técnica, da sensibilidade e da capacidade dos profissionais para acolher a revelação espontânea, respeitar o tempo e os limites da criança ou do adolescente e evitar questionamentos indutivos ou excessivos. Conclui-se que a escuta protegida não se limita à aplicação de protocolos, constituindo uma prática profissional que requer preparo técnico, experiência, responsabilidade ética e articulação com a rede de proteção, de modo a contribuir para a prevenção da revitimização e para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.</p> <p>&nbsp;</p> Rute Ferreira Dimporzano, Maximiliano Silva da Costa , Milene Keiko Iramina, Regina Araujo Xavier dos Santos , Thalita Nicolau Freire, Natalia Rezende Ceconi Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1523 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 POR QUE A FISIOTERAPIA DEVE FAZER PARTE DO CUIDADO À CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA? https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1043 <p>O Transtorno do Espectro Autista (TEA) está associado a alterações no desenvolvimento motor, que podem interferir na participação, funcionalidade e qualidade de vida da criança. Este trabalho teve como objetivo analisar por meio de uma revisão de literatura científica a importância da fisioterapia no cuidado de crianças com TEA. Os achados demonstram alta prevalência de alterações no equilíbrio, coordenação, controle postural re habilidades motoras além de impactos na participação social e atividades funcionais. A fisioterapia mostrou-se relevante como parte do cuidado, podendo contribuir significamante na promoção do desenvolvimento motor, melhora da funcionalidade, independência e qualidade de vida destes pacientes.</p> Elen Karine Monteiro Dantes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1043 Wed, 26 Aug 2026 00:00:00 +0000 A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO PROCESSO DE DESFRALDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1189 <p>O desfralde é um processo complexo do desenvolvimento infantil que depende da integração de aspectos fisiológicos, motores, cognitivos, comportamentais e de autonomia, não devendo ser determinado apenas pela idade cronológica. Este estudo, realizado por meio de uma revisão narrativa da literatura, buscou identificar os principais fatores motores e funcionais relacionados ao desfralde e compreender a contribuição da fisioterapia nesse processo. Foram analisados aspectos como equilíbrio, controle de tronco, força e mobilidade dos membros inferiores, estabilidade pélvica, coordenação motora, postura, transferências e funcionalidade do assoalho pélvico. Os achados indicam que essas habilidades são fundamentais para a participação independente da criança no uso do banheiro. Dessa forma, a fisioterapia pode contribuir por meio da avaliação e intervenção dos déficits motores e funcionais, favorecendo a autonomia e a independência infantil, mostrando a importância da&nbsp; integração entre a fisioterapia, a terapia ocupacional e demais profissionais envolvidos para o sucesso desse processo.</p> Elen Karine Monteiro Dantes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1189 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 RELEVÂNCIA DAS ORIENTAÇÕES PARENTAIS NO CUIDADO EM SAÚDE DA CRIANÇA COM TEA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1280 <p>O ambiente familiar e suas relações formam a base para o desenvolvimento afetivo-social, físico e cognitivo do sujeito. Dessa forma, a família tem um papel crucial nos processos em que o sujeito está inserido, incluindo o terapêutico.</p> <p>Portanto, a parceria com a família/cuidador auxilia no êxito do acompanhamento da equipe de saúde.</p> <p>Considerando a importância desta parceria, este trabalho pretende relatar os benefícios da orientação&nbsp;parental no acompanhamento&nbsp;de crianças&nbsp;com Transtorno do&nbsp;Espectro Autista (TEA), destacando sua contribuição&nbsp;para o processo&nbsp;terapêutico e o&nbsp;desenvolvimento infantil.</p> <p>Para isso foi realizado um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, desenvolvido a partir da observação e sistematização das práticas de orientação aos familiares/cuidadores durante o acompanhamento terapêutico de crianças atendidas por uma equipe reabilitação.</p> <p>A partir deste estudo, foi observado que a orientação parental se mostrou como uma estratégia eficaz para a criação de vínculo entre terapeutas e familiares/cuidadores, a corresponsabilização da família no cuidado do paciente e a indicação de estímulos para além da terapia, contribuindo, assim,&nbsp;para o processo&nbsp;terapêutico e o&nbsp;desenvolvimento da criança atendida.</p> Bruna Conceicao da Silva, Andrea Toshye Sato , Beatriz Rodrigues Ferreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1280 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 REALIDADE AUMENTADA COMO ESTRATÉGIA INOVADORA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE BUCAL ESCOLAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1067 <p class="isSelectedEnd">O trabalho relata a experiência da utilização da realidade aumentada como ferramenta educativa nas ações de odontologia minimamente invasiva (MIO) desenvolvidas no Programa Saúde na Escola (PSE), em uma escola da zona sul de São Paulo. A estratégia utilizou óculos de realidade aumentada de forma integrada às atividades educativas e aos procedimentos de MIO, buscando tornar a abordagem mais lúdica, interativa e atrativa para as crianças.</p> <p class="isSelectedEnd">Durante as ações, observou-se maior participação, interesse e envolvimento dos escolares, além de redução da ansiedade e maior interação com os profissionais de saúde. A tecnologia mostrou-se um recurso facilitador para a educação em saúde bucal, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e humanizado.</p> <p>Conclui-se que a realidade aumentada apresenta potencial como estratégia inovadora, viável e replicável na Atenção Primária à Saúde, fortalecendo as ações do PSE e ampliando as possibilidades de promoção da saúde bucal e de realização de procedimentos de odontologia minimamente invasiva de forma mais humanizada e participativa.</p> Ewerton José Moreira de Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1067 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA INFANTIL NO CER IV M’BOI MIRIM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1240 <p>Introdução: O CER IV M’Boi Mirim apresenta alta demanda voltada à população adulta e idosa, com foco expressivo na adaptação de aparelhos auditivos, assistindo mais de 4.500 pacientes. Na rede, a avaliação audiológica de crianças na primeira infância não está presente de forma sistemática em todos os serviços, tornando essa assistência particularmente especializada. Considerando a importância do diagnóstico e da intervenção precoces para o desenvolvimento global e comunicativo da criança, somada à complexidade da avaliação audiológica infantil e à elevada demanda institucional, tornou-se necessário reorganizar o fluxo assistencial, assegurando um diagnóstico resolutivo, ágil e alinhado às particularidades da população pediátrica.</p> <p>Objetivo: Relatar a experiência de reorganização e otimização dos processos de trabalho e fluxos assistenciais do CER IV M'Boi Mirim, visando diminuir o tempo do processo de diagnóstico audiológico infantil, tornando o exame rápido, pratico e interativo.</p> <p>Métodos: Trata-se de um relato de experiência sobre a reestruturação do fluxo da avaliação audiológica&nbsp; pediátrica no CER IV M'Boi Mirim, cujas ações compreenderam:</p> <ul> <li>Gestão de Agenda: Criação de vagas semanais exclusivas com tempo de atendimento estendido para este público.</li> <li>Recursos Humanos: Atuação conjunta de duas fonoaudiólogas, F1 para manipulação dos equipamentos e F2 para uso dos recursos de distração e condicionamento lúdico.</li> <li>Procedimentos Realizados: Acolhimento e vínculo com o paciente, Anamnese, Avaliação Audiológica com Reforço Visual (VRA), Logoaudiometria, Imitanciometria e Avaliação Auditiva Comportamental.</li> <li>Infraestrutura e Equipamentos: Sala equipada com sistema de Audiometria com VRA com estímulo luminoso e recursos lúdicos possibilitando a avaliação por meio de fone supra-aural ou em campo livre, a depender das condições clínicas/comportamentais da criança.</li> </ul> <p>Resultados: A estruturação de fluxos burocráticos e clínicos demonstrou que, mesmo diante de uma demanda predominante de reabilitação adulta, o atendimento fonoaudiológico com duas avaliadoras e a extensão do tempo de consulta permitiram absorver a demanda infantil com alto padrão de qualidade. A aplicação imediata de uma bateria completa de testes subjetivos e objetivos na mesma sessão, quando possível, evitou o encaminhamento sistemático para exames complementares externos, diminuindo significativamente o tempo de latência para a definição da conduta clínica e a dependências de fluxos regulatórios externos. A inserção ativa da família e o uso de estímulos visuais modulados contornaram o processo natural de habituação da criança ao teste. Como resultado direto, o serviço alcançou um índice positivo de diagnósticos concluídos de forma efetiva, breve e assertiva, consolidando a linha de cuidado fonoaudiológica dentro do próprio CER IV.</p> <p>Conclusão:&nbsp;A experiência exitosa do CER IV M'Boi Mirim evidencia que a resolutividade na avaliação audiológica infantil em serviço de alta densidade clínica depende da flexibilização de processos burocráticos e do desenho de fluxos focados nas singularidades do desenvolvimento da criança. A atuação com duas fonoaudiólogas e o suporte lúdico-familiar mostram-se como estratégias fundamentais que garantem a precisão diagnóstica, evitam a fragmentação do cuidado e promovem a eficiência assistencial no âmbito da saúde auditiva do CER IV M’Boi Mirim.</p> Elaine Andrade, Larissa Franco da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1240 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 EDUCAÇÃO EM SAÚDE INTEGRADA À FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE JOVENS - RELATO DE EXPERIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1535 <p>participantes de informações, profissionais e serviços da rede de saúde. O trabalho relata sua implementação em 2026, com base em registros administrativos e indicadores institucionais de janeiro a agosto. As ações foram incorporadas à trilha formativa, preferencialmente até a 7ª aula, em articulação com unidades básicas de saúde, hospitais, equipes multiprofissionais, profissionais voluntários e parceiros territoriais. No período, foram registradas 4.690 pessoas impactadas e 460 horas de ações de educação e promoção da saúde, com cobertura das turmas entre 92,8% e 100%, correspondendo a 156,3% da meta inicial de 3.000 participantes. As atividades abordaram temas como prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, saúde sexual e reprodutiva, saúde mental, saúde da mulher e acesso ao Sistema Único de Saúde. Os resultados também apontaram percepção positiva de acolhimento, aumento da frequência de práticas de autocuidado em saúde mental e maior reconhecimento dos locais de atendimento relacionados à saúde sexual. A experiência demonstra a viabilidade de integrar educação em saúde à formação profissional, aproximando educação, saúde e território e contribuindo para o desenvolvimento integral dos participantes.</p> Roberta Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1535 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO DO CUIDADO NUTRICIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1086 <p>As Dificuldades Alimentares Pediátricas (PFD) é uma condição caracterizada por dificuldades na alimentação oral, exigindo abordagem interdisciplinar e centrada na criança e na família. Entre as estratégias utilizadas para o manejo dessas dificuldades, a Escalada do Comer, propõe que o desenvolvimento da alimentação ocorre de forma gradual, contemplando etapas como tolerar a presença do alimento, interagir, explorar suas características sensoriais, tocar, provar e, somente então, consumi-lo.<br>Descrever a experiência de implantação de uma estratégia de cuidado baseada nos princípios da Pediatric Feeding Disorder e da Escalada do Comer na Atenção Primária à Saúde para crianças com dificuldades alimentares.<br>A estratégia foi aplicada a crianças com diferentes perfis de dificuldades alimentares, observando-se, ao longo dos encontros, maior participação nas atividades, ampliação da tolerância a alimentos anteriormente recusados e progressão em diferentes etapas da Escalada do Comer. Foram identificados avanços desde a tolerância e interação com os alimentos até a manipulação, experimentação e, em alguns momentos, consumo espontâneo.<br>A experiência demonstra que, mais do que favorecer o consumo de alimentos, a abordagem possibilitou a construção de experiências positivas, o fortalecimento do vínculo terapêutico, a ampliação da tolerância sensorial e a progressão espontânea nas diferentes etapas do processo alimentar.</p> Suellen Meireles Damasco António Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1086 Thu, 27 Aug 2026 00:00:00 +0000 A CLÍNICA DO "NÃO FORÇAR" https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1285 <p>A seletividade alimentar é uma manifestação frequente em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), podendo estar relacionada a alterações sensoriais, ansiedade e dificuldades na aceitação de novos alimentos. Este trabalho relata uma experiência clínica de intervenção multidisciplinar baseada em estratégias lúdicas, exploração sensorial e exposição gradual aos alimentos, priorizando uma abordagem de não imposição. A intervenção foi estruturada em quatro etapas: construção da “borda alimentar”, regulação sensorial, ampliação da aceitação e adesão espontânea. Foram utilizados recursos como brincadeiras, exploração das características sensoriais dos alimentos e participação ativa da criança nas escolhas e preparações. Os resultados observados indicaram redução da ansiedade e da recusa alimentar, maior tolerância à presença e manipulação de novos alimentos e ampliação do repertório alimentar. A abordagem também favoreceu autonomia, interação social e confiança durante as refeições. Conclui-se que estratégias baseadas no brincar e na aproximação gradual podem contribuir para uma relação mais positiva, segura e autônoma com a alimentação em crianças com TEA.</p> Karla Dias Tomazella, Izabela Gouveia Pires Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1285 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 USO DE CIGARROS ELETRÔNICOS POR ADOLESCENTES https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1075 <p>Este trabalho foi realizado junto à comunidade e a instituições de ensino com o objetivo de promover a educação em saúde. Por meio de palestras, são apresentadas aos adolescentes informações sobre os riscos do uso de cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como <em class="eujQNb" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);">vape<!--TgQPHd|||[]--></em>, abordando seus efeitos no organismo e as consequências do uso prolongado.</p> Pamela Franca do Nascimento Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1075 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 QUANDO A URGÊNCIA NÃO É APENAS CLÍNICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1168 <p>A atuação do Serviço Social no Pronto-Socorro Infantil ultrapassa as demandas relacionadas exclusivamente ao atendimento clínico, uma vez que o espaço hospitalar também possibilita a identificação de situações de violência, sofrimento psíquico, vulnerabilidades sociofamiliares e necessidades relacionadas à garantia de direitos de crianças e adolescentes. Este artigo apresenta uma reflexão sobre a atuação do Serviço Social no Pronto-Socorro Infantil do Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha – Hospital Campo Limpo, a partir da sistematização da experiência profissional. São abordadas intervenções diante de situações de violência física, sexual e psicológica, violência autoprovocada, bem como demandas relacionadas à orientação de responsáveis, proteção da infância, acesso a direitos e articulação com a Rede de Proteção. A experiência evidencia a importância do acolhimento, da escuta qualificada, do trabalho interdisciplinar e da articulação entre hospital, família e território para a construção da integralidade do cuidado. Conclui-se que o Serviço Social possui papel estratégico na identificação das expressões da questão social presentes no cotidiano da urgência pediátrica, contribuindo para a proteção integral e para a continuidade do cuidado para além da alta hospitalar.</p> Maise Naiara dos Santos Santos, Amanda Priscila Dias Scopigno Scopigno Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1168 Tue, 22 Sep 2026 00:00:00 +0000 A IMPORTANCIA DO PROTOCOLO DE FEBRE PEDIATRICA NO CONTROLE DA CONVULSÃO FEBRIL NA UPA VERA CRUZ https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1572 <p>A pesquisa trata-se de um estudo quantitativo, retrospectivo e descritivo com o objetivo de analisar o impacto da implantação do<br>protocolo de febre pediátrica no controle de convulsões febris em crianças atendidas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA)<br>Vera Cruz, integrando o Sistema Único de Saúde (SUS). A partir da análise de 2.200 prontuários eletrônicos de pacientes<br>pediátricos submetidos ao protocolo, avaliou-se a eficácia do manejo térmico precoce e da padronização assistencial na mitigação<br>de crises convulsivas e na otimização do fluxo assistencial. Os resultados evidenciaram um tempo médio porta/medicação de 7<br>minutos, taxa de boa aceitação medicamentosa de 98% e zero ocorrências (0%) de convulsão febril no período analisado<br>(2024-2026), comparados à média de 10 casos em 2023. No perfil antitérmico, registrou-se 80% de Dipirona e 20% de<br>Paracetamol em 2024/2025, evoluindo para 85% Dipirona e 15% Paracetamol em 2026. Conclui-se que a padronização do<br>atendimento mostrou-se altamente efetiva na prevenção de intercorrências febris graves e na segurança do paciente pediátrico.</p> Leila Abreu Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1572 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA E A ODONTOLOGIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1505 <p>O Programa Saúde na Escola (PSE) tem a finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. O PSE utiliza das Equipes de Saúde da Família (ESF) para realizar análises clínicas da saúde bucal, auditiva, nutricional, psicossocial, oftalmológica dos estudantes. Esse estudo tem como objetivo descrever as variadas propostas do PSE na saúde assim como os desafios encontrados pela equipe de saúde bucal dentro do programa. Para isso, foi realizado um estudo de revisão de literatura, que a partir das informações obtidas ficou evidente que as propostas do PSE são bem estruturadas, só que muito das vezes na prática não são aplicadas da forma que deveriam, o que acabam prejudicando a qualidade do programa e os atendidos pelo mesmo, visto que muitas vezes contam com equipes desestruturadas, não oferecendo assim o cuidado integral. É perceptível que ainda precisa haver um fortalecimento do elo entre saúde e educação para que as propostas sejam alcançadas.</p> Gelma Ribeiro de Sá Teles Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1505 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Grupos Interdisciplinares de Crianças: atuação integrada da Psicologia e Nutrição no desenvolvimento infantil https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1503 <p data-pm-slice="1 1 []">Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma unidade de saúde, a partir de grupos interdisciplinares voltados ao cuidado e à promoção da saúde infantil, conduzidos por profissionais de Psicologia e Nutrição e organizados conforme as faixas etárias. Os encontros utilizaram estratégias lúdicas, dinâmicas e atividades relacionadas ao cotidiano, abordando aspectos cognitivos, emocionais, sociais e alimentares. Observou-se boa adesão e participação das crianças, com ampliação das oportunidades de interação, comunicação e expressão de sentimentos, além do estímulo à atenção, memória, raciocínio, resolução de problemas e habilidades sociais. As atividades de Nutrição favoreceram o reconhecimento de grupos alimentares, a diferenciação entre alimentos in natura e ultraprocessados e a reflexão sobre escolhas alimentares. A organização por idade possibilitou adequar linguagem e propostas às características do desenvolvimento infantil. A experiência evidencia o potencial da atuação interdisciplinar entre Psicologia e Nutrição para promover cuidado ampliado, participação e desenvolvimento de habilidades, utilizando recursos acessíveis e adequados às necessidades das crianças e ao contexto do território.</p> Priscila Karen dos Santos Costa, Daniella Pires de Camargo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1503 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 NÃO MEDICALIZAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO DIAGNÓSTICA DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO CUIDADO DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E DO NEURODESENVOLVIMENTO. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1475 <p>Crianças com dificuldades de aprendizagem, alterações de comportamento, atenção, fala ou interação social podem chegar à Atenção Primária à Saúde acompanhadas de hipóteses diagnósticas e da expectativa familiar por um laudo. Entretanto, a compreensão dessas queixas exige avaliação que ultrapasse a manifestação clínica isolada e considere desenvolvimento, relações familiares, experiência escolar e contexto territorial. Este trabalho descreve a experiência de uma equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) de uma Unidade Básica de Saúde de São Paulo na construção de uma abordagem ampliada e não medicalizante. Trata-se de relato de experiência baseado no acompanhamento longitudinal, avaliação clínica e do desenvolvimento, escuta familiar, articulação com escolas e mobilização de recursos comunitários. A equipe acolhe crianças frequentemente encaminhadas com hipóteses de TEA, TDAH, dislexia ou discalculia e investiga aspectos clínicos, familiares e escolares, incluindo situações de bullying, discriminação ou violência. A articulação com a escola ocorre por cartas e, quando necessário, reuniões, buscando compreender dificuldades, estratégias pedagógicas, adaptações e apoios disponíveis. O território amplia as possibilidades terapêuticas por meio de recursos como psicopedagogia, psicologia, atividades esportivas, arteterapia e espaços de convivência. Quando indicada avaliação especializada, informações clínicas, familiares e escolares são reunidas para qualificar a discussão diagnóstica e o encaminhamento, podendo a teleneurologia apoiar esse processo. A experiência evidencia que não medicalizar não significa postergar o cuidado, mas investigar de forma abrangente e oferecer suporte enquanto a definição diagnóstica é construída, preservando o acompanhamento longitudinal e a articulação entre família, escola, território e saúde.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Matheus Florentino dos Santos, Beatriz de Souza Rodolfo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1475 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 GRUPO TERAPÊUTICO PARA ADOLESCENTES: ACOLHIMENTO, ESCUTA E DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL NA UBS JARDIM MACEDÔNIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1500 <p data-pm-slice="1 1 []">Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma unidade de saúde, a partir de um grupo terapêutico voltado ao cuidado em saúde mental de adolescentes. Os encontros utilizaram metodologia participativa e dialógica, com atividades coletivas, rodas de conversa e dinâmicas voltadas à expressão emocional, autoestima, identidade, relações interpessoais e enfrentamento de situações de conflito, frustração e insegurança. Ao longo dos encontros, observaram-se maior abertura para expressão de sentimentos, reconhecimento e nomeação das emoções, além de avanços na comunicação, socialização e participação nas atividades. Também foram identificados relatos de melhora relacionados a sintomas de ansiedade e depressão, fortalecimento da autoestima e ampliação do sentimento de pertencimento. O espaço grupal favoreceu a construção de vínculos entre os adolescentes e maior aproximação com a equipe de saúde, contribuindo para a continuidade do cuidado. A experiência evidencia o grupo terapêutico como estratégia de cuidado em saúde mental, favorecendo expressão emocional, desenvolvimento de recursos pessoais e sociais, fortalecimento de vínculos e maior autonomia no enfrentamento dos desafios da adolescência.</p> Priscila Karen dos Santos Costa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1500 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 MORDIDA CRUZADA ANTERIOR NA ODONTOPEDIATRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1066 <p>Trata-se de um relato descritivo de prática assistencial institucional sobre a organização da abordagem da mordida cruzada anterior em pacientes pediátricos. O fluxo contempla o encaminhamento à Atenção Secundária após avaliação e adequação do meio bucal na Atenção Primária, seguido de anamnese, avaliação clínica, solicitação de documentação ortodôntica quando indicada, diagnóstico, classificação, planejamento terapêutico e acompanhamento especializado. A sistematização dessas etapas favorece a integração entre os níveis de atenção e maior clareza na definição das responsabilidades de cada serviço. Como resultados potenciais, destacam-se a identificação oportuna das alterações oclusais, a qualificação dos encaminhamentos, a tomada de decisão mais segura, a continuidade do cuidado e o fortalecimento da educação permanente. Não foram utilizados dados individualizados, informações de prontuários, imagens de pacientes, material biológico ou intervenções realizadas com finalidade de pesquisa. Conclui-se que a organização do fluxo assistencial apresenta potencial para qualificar o cuidado e ampliar a resolutividade da assistência odontopediátrica.</p> Simone Rodrigues, Fernanda Cardoso Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1066 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 MUITO ALÉM DO OUVIR O PAPEL DA FONOAUDIOLOGIA NA REABILITAÇÃO AUDITIVA INFANTIL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1239 <p>Introdução: O Serviço de Saúde Auditiva do CER IV M’Boi Mirim vem aprimorando suas estratégias de cuidado voltadas às crianças com perda auditiva. A ampliação do diagnóstico auditivo infantil no serviço, em meados de 2021, ampliou a identificação de novos casos e, consequentemente, o número de crianças inseridas na reabilitação auditiva, incluindo a fonoterapia semanal. Nesse contexto, o diagnóstico precoce, a adaptação oportuna do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) e o acompanhamento terapêutico são fundamentais para o desenvolvimento das habilidades auditivas e comunicativas. A reabilitação tem como centro do cuidado a criança, a família e o terapeuta, em um processo contínuo e compartilhado. O aumento da demanda impulsionou a organização e o aprimoramento dos processos de cuidado e do fluxo assistencial.</p> <p>Objetivo: Relatar a experiência da atuação fonoaudiológica na reabilitação auditiva infantil, destacando a organização do cuidado e as estratégias desenvolvidas junto à criança, à família e ao terapeuta.</p> <p>Métodos:&nbsp; Relato de experiência institucional sobre a reabilitação auditiva infantil no CER IV M’Boi Mirim, envolvendo crianças com perda auditiva após adaptação de dispositivos auditivos.</p> <p>Processo de cuidado fonoaudiológico:</p> <ul> <li>Acolhimento da criança e família;</li> <li>Anamnese, avaliação e reavaliação;</li> <li>Definição de metas terapêuticas;</li> <li>Intervenção para desenvolvimento das habilidades auditivas e comunicativas;</li> <li>Manutenção e ajustes dos AASI;</li> <li>Encaminhamento interno conforme as necessidades identificadas;</li> <li>Matriciamento com a rede de saúde e instituições de ensino, quando necessário;</li> <li>Monitoramento da evolução e ajustes terapêuticos.</li> </ul> <p>O planejamento é continuamente revisado conforme a evolução da criança e as necessidades da família, com estímulo à continuidade das estratégias para além do ambiente terapêutico.</p> <p>Resultados: A experiência no serviço evidenciou a importância do acompanhamento fonoaudiológico contínuo, considerando as necessidades auditivas, linguísticas, comunicativas e o contexto familiar de cada criança. A participação ativa da família favoreceu a continuidade das orientações e estratégias no ambiente domiciliar, ampliando sua aplicação para diferentes situações do cotidiano. A articulação com a escola, quando necessária, também possibilitou a inserção dessas estratégias no contexto educacional, contribuindo para a comunicação, aprendizagem e participação social da criança. O acompanhamento integrado, associado ao uso consistente dos dispositivos auditivos e à atuação compartilhada entre criança, família, terapeuta e rede de apoio, favoreceu a ampliação das possibilidades de comunicação e participação em diferentes contextos.</p> <p>Conclusão: A experiência do CER IV M’Boi Mirim reforça a importância da reabilitação auditiva infantil como um processo contínuo e integrado, que ultrapassa o uso dos dispositivos auditivos. A atuação fonoaudiológica, articulada à família, à equipe e à rede de apoio, favorece um cuidado ampliado, voltado não apenas às habilidades auditivas e comunicativas, mas também à participação da criança em seus diferentes contextos.</p> Larissa Franco da Silva Silva, Elaine Andrade Costa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1239 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 INTEGRAÇÃO POR MEIO DE COMUNICAÇÃO DIGITAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1118 <p>Este trabalho apresenta uma análise sobre o uso de ferramentas digitais como estratégia para qualificar os encaminhamentos, facilitar a troca de informações clínicas e apoiar a tomada de decisões.&nbsp;&nbsp;</p> Bruna Lima Marques Ribeiro , Clevia da Silva Pampolha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1118 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA SISS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1402 <h1>IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA SISS PARA RASTREABILIDADE TOTAL DA CADEIA MEDICAMENTOSA NO AMBIENTE HOSPITALAR</h1> <p>Sebastião Domingos Soares Neto</p> <h3>Farmacêutico, Responsável Técnico da Farmácia - CEJAM, Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, Barueri/SP.</h3> <h3>RESUMO</h3> <p>A rastreabilidade dos medicamentos ao longo do fluxo hospitalar é indispensável para assegurar a integridade da assistência, evitar desperdícios e garantir o atendimento às exigências regulatórias. O presente trabalho descreve a implementação e os desdobramentos operacionais e clínicos do Sistema de Informação para Serviços de Saúde (SISS) no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas (Barueri/SP – CEJAM), com foco no rastreio completo da cadeia medicamentosa. Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de experiência focado no controle por lote, data de validade e alocação em centros de custos. A automação do processo garantiu visibilidade de ponta a ponta desde o recebimento do produto no almoxarifado até a administração ao paciente, eliminando falhas manuais e aprimorando a gestão orçamentária e a farmacovigilância.</p> <p>&nbsp;</p> <h3>1. INTRODUÇÃO</h3> <p>A gestão da cadeia de suprimentos farmacêuticos em unidades de urgência e emergência exige elevados padrões de controle para mitigar riscos de eventos adversos, vencimento de insumos e inconsistências financeiras. A legislação brasileira, por meio da RDC nº 319/2019 e diretrizes do Sistema Nacional de Rastreabilidade de Medicamentos (SNRM) da ANVISA, preconiza o controle rigoroso da movimentação de insumos de saúde.</p> <p>Nesse cenário, a adoção de sistemas informatizados de gestão como o SISS (Sistema de Informação para Serviços de Saúde) viabiliza a integração da logística farmacêutica com a assistência clínica. O mapeamento detalhado de lotes e validades, associado ao centro de custos por setor, permite elevar o nível de governança orçamentária e operacional na Farmácia Hospitalar.</p> <h3>2. OBJETIVO</h3> <p>Relatar a experiência de implementação do sistema SISS no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas para o rastreio integral da cadeia medicamentosa, detalhando os impactos no controle de lotes, datas de validade e gestão de centro de custos.</p> <h3>3. METODOLOGIA</h3> <p>Estudo descritivo e aplicado, estruturado como relato de experiência sobre a implantação do sistema SISS em unidade de pronto atendimento sob gestão do CEJAM. A metodologia abrangeu quatro etapas estruturantes:</p> <ol> <li><strong>Adequação da Infraestrutura e Cadastramento:</strong> Padronização e codificação de todos os itens do elenco institucional, com inclusão obrigatória de campos para lote, validade e fabricante.</li> <li><strong>Mapeamento de Centros de Custos:</strong> Definição e parametrização dos pontos de consumo (Emergência, Observação Adulto/Pediatrica, Triagem, Medicação), vinculando as saídas dos insumos diretamente ao setor solicitante.</li> <li><strong>Automação da Dispensação e Checagem:</strong> Treinamento operacional e implementação de leitores de código de barras para validação do binômio produto/lote no ato da dispensação e administração.</li> <li><strong>Monitoramento e Auditoria:</strong> Criação de relatórios analíticos periódicos para controle de inventário físico <em>versus</em> sistêmico e curva de validade.</li> </ol> <h3>4. DESENVOLVIMENTO</h3> <p>Com a implantação do SISS, o fluxo logístico do medicamento foi reestruturado de forma sistêmica. Ao dar entrada na instituição, o insumo é registrado com seu respectivo lote e validade, criando uma "impressão digital" no sistema.</p> <p>Durante a movimentação interna, a transferência para os estoques satélites e dispensação para os leitos ocorrem vinculadas ao centro de custos do setor pagador. O sistema emite alertas automáticos quanto a itens com vencimento próximo (aplicando a lógica FEFO/PEPS - <em>First Expire, First Out</em>) e impede a dispensação de lotes que tenham sido objeto de recolhimento ou interdição sanitária pela ANVISA.</p> <h3>5. RESULTADOS</h3> <p>A implementação do sistema SISS no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas resultou em avanços expressivos:</p> <ul> <li><strong>Rastreabilidade de Ponta a Ponta (100%):</strong> Capacidade de identificar, em minutos, em qual paciente, setor e por qual profissional determinado lote de medicamento foi utilizado.</li> <li><strong>Minimização de Perdas por Validade:</strong> Redução drástica do descarte de insumos vencidos devido aos alertas preventivos do sistema e redistribuição em tempo hábil.</li> <li><strong>Acurácia na Gestão de Custos:</strong> Alocação precisa das despesas por centro de custo, permitindo previsibilidade orçamentária e identificação imediata de desvios de consumo por setor.</li> <li><strong>Agilidade em Farmacovigilância:</strong> Capacidade de bloqueio imediato e recolhimento de lotes com desvio de qualidade notificados pelos órgãos reguladores.</li> </ul> <h3>6. DISCUSSÃO</h3> <p>A automação da cadeia medicamentosa através do SISS transcende o ganho administrativo: é uma barreira direta à ocorrência de eventos adversos. Em conformidade com os princípios do CEJAM e com a RDC ANVISA nº 36/2013, o controle por lote e validade elimina falhas humanas de conferência em momentos críticos da assistência de emergência. A integração dos centros de custos viabiliza uma gestão financeira transparente e eficiente, otimizando a aplicação de recursos no SUS sem comprometer a qualidade do cuidado.</p> <h3>7. CONCLUSÃO</h3> <p>A implementação do sistema SISS garantiu a rastreabilidade total da cadeia medicamentosa no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, unindo segurança assistencial e eficiência na gestão financeira. O controle automatizado de lotes, validades e centros de custos consolidou a Farmácia Hospitalar como um setor estratégico de gestão de riscos e insumos, servindo de modelo replicável para a rede pública de saúde.</p> <h3>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3> <ol> <li>Agência Nacional de Vigilância Sanitária. <strong>Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013</strong>. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Brasília, DF: ANVISA, 2013.</li> <li>Agência Nacional de Vigilância Sanitária. <strong>Resolução RDC nº 319, de 27 de novembro de 2019</strong>. Dispõe sobre o Sistema Nacional de Rastreabilidade de Medicamentos. Brasília, DF: ANVISA, 2019.</li> <li>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. <strong>Resolução nº 492, de 26 de novembro de 2008</strong>. Regulamenta o exercício das funções do farmacêutico na farmácia hospitalar. Brasília: CFF, 2008.</li> <li>WORLD HEALTH ORGANIZATION. <strong>Substandard and falsified medical products</strong>. Geneva: World Health Organization, 2018.</li> </ol> Sebastião Neto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1402 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 INCLUSÃO DIGITAL NA UBS: AUTONOMIA E ACESSO A DIREITOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1300 <p>O Grupo Inclusão Digital surge como uma estratégia de promoção da saúde, inclusão social e fortalecimento da autonomia dos usuários, em consonância com os princípios do SUS e da Atenção Primária à Saúde.</p> <p>Promover a inclusão digital de usuários da UBS, ampliando a autonomia no uso do celular e facilitando o acesso aos serviços de saúde, comunicação, informação e direitos sociais.</p> <p>Promover a inclusão digital de usuários da UBS, ampliando a autonomia no uso do celular e facilitando o acesso aos serviços de saúde, comunicação, informação e direitos sociais.</p> <p>A proposta também contribui para fortalecer o vínculo entre usuários e equipe da UBS, qualificando ações coletivas de educação em saúde e promoção de cidadania no território. Além de viabilizar a equidade no acesso aos sistemas de informação do SUS (como agendamentos virtuais, acompanhamento de exames e canais oficiais de comunicação).</p> Brunna Esteves, Jaqueline Lopes de Oliveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1300 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 COLMEIA DIGITAL: DASHBOARD PARA GESTÃO E PRIORIZAÇÃO DA VISITA DOMICILIAR DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1543 <p>A visita domiciliar é um instrumento central da Estratégia Saúde da Família (ESF). Em territórios de alta densidade e SUS-dependência, como Jardim Ângela e Capão Redondo, a equidade exige priorizar as famílias de maior risco, o que os relatórios consolidados dificultam. Este relato de experiência descreve o desenvolvimento e a implantação da Colmeia Digital, um dashboard em Power BI (Microsoft Fabric, acesso via Florence) para gestão e priorização das visitas domiciliares do Agente Comunitário de Saúde (ACS).</p> <p>A partir da Colmeia em papel e planilha já usada pelas equipes, dados de cadastro domiciliar, individual e de visitas do prontuário eletrônico foram levados a um lakehouse e organizados em modelo dimensional (esquema estrela). Os critérios de priorização foram inspirados nas sentinelas de risco da Escala de Coelho-Savassi, e a colmeia interativa foi gerada por uma medida DAX em HTML, CSS e JavaScript.</p> <p>A ferramenta está disponível nas 30 UBS com ESF de Capão Redondo (12) e Jardim Ângela (18), abrangendo, em 14/09/2026, 177 equipes, 1.055 microáreas, 217.849 domicílios e 589.702 usuários. Com Segurança em Nível de Linha (RLS), cada ACS vê apenas as famílias da sua microárea, cada uma exibida como célula da colmeia com status mensal da visita e sinalização de membros prioritários, e detalhamento por clique.</p> <p>A Colmeia Digital transforma o planejamento mensal em monitoramento diário das visitas, padroniza a priorização das famílias mais vulneráveis em todo o território do CEJAM e, ao dar visibilidade imediata às pendências, estimula a qualificação contínua dos registros.</p> Romário Silva de Souza, Jonatas Joaquim dos Santos, Selma Eloy Machado Marques, Thiago de Castro Menezes, Ricardo Evandro Pereira de Oliveira, Luiza Volfa de Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1543 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E SEGURANÇA DO PACIENTE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/981 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A transformação digital dos serviços de saúde tem sido reconhecida como estratégia para qualificar a assistência, ampliar a rastreabilidade das informações clínicas e fortalecer a segurança do paciente. Entretanto, as evidências demonstram que seus benefícios dependem não apenas da implantação de tecnologias da informação, mas também da maturidade organizacional, da adesão das equipes e da capacidade institucional de utilizar os dados produzidos para apoiar decisões gerenciais. Em serviços de urgência e emergência, caracterizados por elevado volume assistencial, alta complexidade e necessidade de respostas rápidas, a implantação progressiva do prontuário eletrônico representa oportunidade para integrar processos assistenciais, fortalecer a governança clínica e consolidar uma cultura de segurança baseada em evidências.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relatar a experiência de implantação progressiva dos módulos assistenciais do prontuário eletrônico em um pronto-socorro público de alta demanda e descrever seus impactos sobre a organização dos processos assistenciais, a segurança do paciente e a gestão baseada em evidências.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência desenvolvido em um pronto-socorro municipal gerido por Organização Social de Saúde, responsável por aproximadamente 25.000 atendimentos mensais. Entre julho de 2025 e junho de 2026 foi realizada a implantação escalonada dos módulos assistenciais do Sistema Integrado de Saúde (SISS), contemplando Enfermagem, Equipe Multiprofissional, Fast Track, Painel de Chamadas, Suprimentos e Farmácia, Evolução dos Técnicos de Gesso, Integração dos módulos de exames e SADT, Evolução dos Técnicos de Radiologia, Ultrassonografia e Certificação Digital. A experiência foi analisada por meio de indicadores assistenciais, registros eletrônicos, dados do Núcleo de Segurança do Paciente, notificações de incidentes e documentos institucionais, permitindo avaliar a evolução dos processos assistenciais, da rastreabilidade das informações clínicas e da capacidade institucional de monitoramento da segurança do paciente.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A implantação progressiva dos módulos promoveu a substituição gradual de processos híbridos por registros eletrônicos estruturados, ampliando a padronização da documentação clínica, a integração entre equipes multiprofissionais e a rastreabilidade das informações assistenciais. No período analisado foram registradas 1.289 notificações relacionadas à segurança do paciente, com média aproximada de 99 notificações mensais, predominando circunstâncias de risco, incidentes sem dano e <em>near miss</em>, evidenciando fortalecimento da cultura institucional de segurança e maior capacidade de identificação, monitoramento e aprendizado organizacional. Esses achados sugerem que o aumento das notificações reflete principalmente a ampliação da capacidade institucional de detecção e monitoramento dos eventos, fenômeno descrito na literatura sobre transformação digital em saúde, e não necessariamente aumento da ocorrência de incidentes. Apesar do elevado volume assistencial, a unidade manteve baixa frequência de eventos adversos graves relacionados à assistência, com aproximadamente um evento grave a cada três meses, monitorado sistematicamente pelo Núcleo de Segurança do Paciente. Os resultados reforçam o papel do prontuário eletrônico como ferramenta de qualificação dos processos assistenciais, monitoramento de indicadores e apoio à tomada de decisão gerencial.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A implantação progressiva dos módulos assistenciais do prontuário eletrônico demonstrou ser uma intervenção organizacional capaz de impulsionar a transformação digital, fortalecer a governança clínica e ampliar a segurança do paciente em um serviço público de urgência e emergência. Associada ao monitoramento contínuo de indicadores, à padronização dos processos e ao engajamento multiprofissional, a utilização do prontuário eletrônico favoreceu maior rastreabilidade das informações clínicas, aprimorou os mecanismos institucionais de aprendizagem organizacional e qualificou a tomada de decisão baseada em evidências. A experiência demonstra que a transformação digital, quando integrada à gestão e à cultura de segurança, pode constituir estratégia replicável para outros serviços do Sistema Único de Saúde.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Palavras-chave</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prontuário Eletrônico; Segurança do Paciente; Transformação Digital em Saúde; Governança Clínica; Serviços de Urgência.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Referências </strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CAMERON, A. C.; TRIVEDI, P. K. <em>Regression Analysis of Count Data</em>. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2013. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/books/regression-analysis-of-count-data. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DOUMA, M. et al. Electronic nursing documentation and its association with patient safety outcomes: a longitudinal study. <em>International Journal of Medical Informatics</em>, v. 185, 2024. Disponível em: <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/international-journal-of-medical-informatics">https://www.sciencedirect.com/journal/international-journal-of-medical-informatics</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; GOLDER, S. et al. Detecting adverse events using electronic health records: challenges and opportunities. <em>BMJ Quality &amp; Safety</em>, v. 34, n. 1, 2025. Disponível em: <a href="https://qualitysafety.bmj.com">https://qualitysafety.bmj.com</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; HARMON, R. et al. Unintended consequences of electronic health records in patient safety: a scoping review. <em>Journal of Patient Safety</em>, v. 19, n. 4, 2023. Disponível em: https://journals.lww.com/journalpatientsafety. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; KUMAH, E. Organizational culture and patient safety reporting in digital health environments. <em>BMC Health Services Research</em>, v. 25, 2025. Disponível em: <a href="https://bmchealthservres.biomedcentral.com">https://bmchealthservres.biomedcentral.com</a>. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> <p>SUBBE, C. P.; TELLIER, V.; BARACH, P. Electronic health records and adverse events: a scoping review. <em>BMJ Open</em>, v. 11, e041858, 2021. Disponível em: https://bmjopen.bmj.com/content/11/2/e041858. Acesso em: 3 jul. 2026.</p> Eduardo Luna de Oliveira Torres, Eli Pinto de Melo Junior, Giovanni Andrade Lima, Marilena Wanderley, Paula Dal Maso Altimari Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/981 Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 +0000 AVALIADOR DE RESULTADOS TÁTICOS GUIADOS POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1274 <p>O <strong>Avaliador de Resultados Táticos CEJAM</strong> é uma ferramenta institucional disponibilizada na <strong>CIA – CEJAM Inteligência Artificial</strong>, com abrangência para unidades, regionais, áreas e estruturas de gestão do CEJAM. Foi desenvolvido para apoiar a análise crítica dos resultados e qualificar a capacidade das áreas de <strong>ler, interpretar, priorizar, planejar e decidir</strong> a partir das informações apresentadas.</p> Prof. Dr. Andre Ramalho, Ana Miriã Moreira, Rafael Favaro Dias, Marcel Leme Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1274 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 PROTOTIPAGEM DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CONVERSACIONAL PARA GESTÃO DE RISCOS CLIMÁTICOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1591 <p id="p-rc_fea609a9ab9d236b-53" data-path-to-node="1"><span data-path-to-node="1,0">O trabalho "PROTOTIPAGEM DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CONVERSACIONAL PARA GESTÃO DE RISCOS CLIMÁTICOS: DESAFIOS E SUCESSOS" apresenta o desenvolvimento de um assistente conversacional focado em mitigar os impactos operacionais de eventos climáticos extremos (como ondas de calor, chuvas intensas e falta de energia ou água) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)</span><span data-path-to-node="1,2">. O objetivo central do projeto foi investigar a viabilidade técnica de transformar dados prediais brutos em orientações customizadas para planos de contingência em tempo real, promovendo uma solução de baixo custo e alta eficiência baseada na inovação frugal e na valorização do Sistema Único de Saúde (SUS)</span><span data-path-to-node="1,4">.</span></p> <p id="p-rc_fea609a9ab9d236b-54" data-path-to-node="2"><span data-path-to-node="2,0">O método consistiu no desenvolvimento interno e autodidata de uma prova de conceito baseada no mapeamento de 94 unidades de saúde gerenciadas pelo CEJAM, dispensando contratações de consultorias privadas</span><span data-path-to-node="2,2">. Dados estruturais como autonomia de geradores e volume de reservatórios foram alocados no Google Planilhas</span><span data-path-to-node="2,4">. A arquitetura utilizou front-end em React, back-end em TypeScript e integração via API com o modelo GPT-5.2</span><span data-path-to-node="2,6">. A solução aplicou uma engenharia de prompts em duas etapas: primeiramente na resolução do nome da unidade de saúde inserido na linguagem natural do gestor, e em seguida na busca automatizada para a injeção de contexto estrutural dinâmico com travas antialucinação</span><span data-path-to-node="2,8">. A segurança e a conformidade com a LGPD foram garantidas pelo isolamento das chaves de API e pela ausência de tráfego de dados pessoais</span><span data-path-to-node="2,10">.</span></p> <p id="p-rc_fea609a9ab9d236b-55" data-path-to-node="3"><span data-path-to-node="3,0">Os resultados evidenciaram desafios como a calibração do sistema para evitar confusões entre nomes semelhantes de unidades de saúde, a prevenção de respostas inconsistentes para cenários críticos e o isolamento seguro de credenciais</span><span data-path-to-node="3,2">. Como sucessos, a arquitetura provou ter alta eficiência e baixíssima latência consultando planilhas, sem a necessidade de bancos de dados relacionais complexos</span><span data-path-to-node="3,4">. O recurso de reaproveitamento de contexto reduziu custos e tempo de resposta, com um consumo médio otimizado de 480 tokens por interação, o que confirmou a previsibilidade financeira e a viabilidade da expansão do projeto</span><span data-path-to-node="3,6">. O trabalho conclui que a integração de grandes modelos de linguagem à gestão de riscos climáticos na saúde pública é plenamente viável e fornece subsídios práticos e replicáveis para outras instituições do SUS</span><span data-path-to-node="3,8">.</span></p> Pedro Henrique de Oliveira, Everton Tumilheiro Rafael, Murilo Viana de Castro Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1591 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DE UM PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DE ENFERMAGEM PERSONALIZADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/992 <p><strong>Introdução:</strong> A transformação digital na saúde tem ampliado as possibilidades de qualificação dos registros clínicos, organização dos processos assistenciais e fortalecimento da segurança do paciente. Na enfermagem, a utilização de prontuários eletrônicos personalizados pode contribuir para a implementação estruturada do Processo de Enfermagem, a padronização dos registros e a identificação sistemática de riscos e necessidades de cuidado. <strong data-start="974" data-end="987">Objetivo:</strong> Relatar a experiência de implantação de um prontuário eletrônico de enfermagem personalizado, desenvolvido para qualificar o Processo de Enfermagem e fortalecer a segurança do paciente em um pronto-socorro público de alta demanda. <strong data-start="1219" data-end="1230">Método:</strong> Relato de experiência desenvolvido a partir da construção e implantação de uma ferramenta informatizada de enfermagem adaptada às características assistenciais da unidade. O prontuário foi estruturado para contemplar as etapas do Processo de Enfermagem previstas na Resolução COFEN nº 736/2024, incluindo avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução de enfermagem, além da integração de linguagens padronizadas, instrumentos clínicos e escalas validadas para avaliação de riscos e necessidades assistenciais. <strong data-start="1758" data-end="1773">Resultados:</strong> A implantação possibilitou maior organização, padronização e rastreabilidade dos registros de enfermagem, favorecendo a identificação sistemática das necessidades dos pacientes, dos riscos assistenciais e das intervenções realizadas. A personalização do sistema permitiu adequar o prontuário ao perfil dos pacientes atendidos em um serviço de urgência e emergência, favorecendo a continuidade do cuidado, a integração das informações clínicas e o acompanhamento da evolução dos pacientes. A informatização também contribuiu para maior disponibilidade de dados para monitoramento dos processos assistenciais e desenvolvimento de ações de melhoria contínua. <strong data-start="2430" data-end="2444">Conclusão:</strong> A implantação de um prontuário eletrônico de enfermagem personalizado demonstrou-se uma estratégia inovadora para qualificar a implementação do Processo de Enfermagem e fortalecer a segurança do paciente. A integração entre tecnologia digital, avaliação clínica, linguagens padronizadas e instrumentos de avaliação contribui para registros mais estruturados, rastreáveis e orientados às necessidades individuais dos pacientes, favorecendo a continuidade, a qualidade e a segurança da assistência de enfermagem.</p> Paula Altimari, Renata Meire Bailo Machado Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/992 Mon, 20 Jul 2026 00:00:00 +0000 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA À GESTÃO DO CUIDADO EM SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1013 <p>INTRODUÇÃO</p> <p>A inteligência artificial tem ampliado sua aplicação nos serviços de saúde, especialmente no apoio à decisão clínica, análise preditiva, monitoramento de pacientes, gestão de riscos e organização dos processos assistenciais. Essas tecnologias podem favorecer maior eficiência, segurança e qualidade do cuidado.</p> <p>Entretanto, sua incorporação exige supervisão humana, governança, proteção de dados, transparência e avaliação dos riscos relacionados a vieses algorítmicos e à responsabilização profissional.</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Analisar as evidências científicas sobre as aplicações da inteligência artificial na gestão do cuidado em saúde, seus benefícios, limitações e impactos na qualidade e segurança assistencial.</p> <p>MÉTODO</p> <p>Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde e Cochrane Library. Foram utilizados descritores relacionados à inteligência artificial, gestão do cuidado, decisão clínica, qualidade da assistência e segurança do paciente.</p> <p>Incluíram-se estudos publicados entre 2015 e junho de 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais, cartas, resumos de eventos e publicações sem relação com o objetivo da revisão. As evidências foram analisadas por síntese descritiva e temática.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>As principais aplicações identificadas envolveram apoio à decisão clínica, estratificação de riscos, monitoramento de pacientes, otimização dos processos assistenciais e gestão da qualidade e segurança do paciente.</p> <p>A inteligência artificial demonstrou potencial para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, antecipar complicações e apoiar a priorização de condutas. Também foram observadas aplicações na segurança medicamentosa, detecção de eventos adversos, documentação clínica e automação de tarefas administrativas.</p> <p>Entre os benefícios destacaram-se maior agilidade dos processos, apoio à tomada de decisão e possibilidade de intervenções precoces. Entretanto, a efetividade dessas ferramentas depende da qualidade dos dados, validação dos modelos e integração aos fluxos de trabalho.</p> <p>Os principais desafios envolveram vieses algorítmicos, baixa transparência, proteção de dados, interoperabilidade, resistência profissional e necessidade de capacitação. A supervisão humana permanece essencial para garantir segurança, autonomia profissional e cuidado centrado no paciente.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A inteligência artificial apresenta potencial para qualificar a gestão do cuidado, apoiar decisões clínicas, identificar riscos e melhorar processos assistenciais e administrativos. Sua incorporação deve ocorrer de forma ética, planejada e supervisionada.</p> <p>A adoção dessas tecnologias requer governança, validação contínua, proteção de dados e participação dos profissionais de saúde. A inteligência artificial deve ser utilizada como ferramenta de apoio, sem substituir o julgamento clínico e a relação entre profissionais e pacientes.</p> Caio Vinicius da Fonseca Silva, Vanessa Aparecida Oliveira, Alziro Rodrigues Silva, Silmara Pereira Da Fonseca Fonseca, Marco José de Sousa, Cintia Leci Rodrigues, Luciane Lúcio Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1013 Tue, 28 Jul 2026 00:00:00 +0000 O Método Florence https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1541 <p>Introdução: Antecipar o declínio de um paciente ou demonstrar que uma ação melhorou um grupo exige acompanhá-los ao longo do tempo, mas prontuários eletrônicos e sistemas de gestão, projetados para a operação, muitas vezes guardam só o estado atual. Objetivo: Relatar o desenvolvimento e a aplicação do Método Florence nas Linhas de Cuidado Integrais do CEJAM, de 2022 a 2026. Métodos: Relato de experiência. O método combina quatro pilares: CRISP-DM com avaliação antecipada, em que a jornada de uma amostra de pacientes é conferida caso a caso e gera regras de negócio validadas antes da modelagem; Pensamento Computacional, com decomposição de cada indicador e reaproveitamento do que é comum; modelagem longitudinal, em que cada indicador vira uma dimensão com histórico de alterações (SCD tipo 2) e a combinação das dimensões compõe a linha do tempo de cada paciente; e UX e storytelling com dados. Mudanças clínicas e territoriais foram medidas desde 2022, com dados agregados e anônimos. Resultados: O método é padrão nas 7 Linhas de Cuidado: 82 scripts de caminho da informação sustentam 137 passos com SQL em produção. Nas Linhas de Obesidade e do Idoso, 99,6% e 92,6% dos pacientes tiveram ao menos uma mudança de estado registrada. Entre 01/01/2022 e 25/09/2026, 19,9% das gestações e de 16,2% a 58,6% dos pacientes das demais linhas mudaram de classificação, e de 15,1% a 30,8% trocaram de UBS ou microárea ou perderam o vínculo. Conclusão: Preservar a história clínica e territorial de cada paciente permite acompanhar sua evolução, antecipar o declínio e avaliar ações; o método hoje orienta outros projetos</p> Cicero Isidro da Silva, Ricardo Evandro, Karine Dias, Bruno Pahor Cavalcanti de Moraes, Leandro Amaral, Luiza Volfa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1541 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROCESSO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA ASSISTIDO POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1021 <p><strong>Introdução&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong></p> <p>No contexto contemporâneo, caracterizado pela expansão da Inteligência Artificial (IA), novas possibilidades emergem para o fortalecimento do raciocínio clínico e da tomada de decisão em saúde, particularmente no âmbito do Processo de Enfermagem (PE). A incorporação de tecnologias baseadas em modelos de linguagem natural tem potencial para apoiar a aprendizagem, a sistematização do pensamento clínico e a qualificação do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), desde que fundamentada em evidências científicas e princípios éticos</p> <p><strong>&nbsp; </strong></p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Descrever o desenvolvimento e a aplicação de uma interface de IA para apoiar enfermeiros e estudantes na aprendizagem e aplicação do PE na APS</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p>Trata-se de estudo metodológico de inovação tecnológica, estruturado para desenvolvimento de interface baseada em tecnologia Generative Pre-trained Transformer (GPT), voltada ao suporte educacional e assistencial no PE. O desenvolvimento ocorreu em etapas sequenciais, contemplando definição conceitual, elaboração de prompts estruturados e pré-interação experimental. Inicialmente, foi elaborado um prompt principal com instruções específicas para orientar o funcionamento do modelo, determinando comportamento, linguagem e escopo de atuação, com base nas cinco etapas do PE atribuídas pela Resolução Cofen nº 736/2024: Avaliação de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento de Enfermagem, Implementação de Enfermagem e, Evolução de Enfermagem. A interface também estabeleceu correspondência didática com o método SOAP (Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano), permitindo maior aplicabilidade no contexto da APS.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>O desenvolvimento da interface resultou em ferramenta digital interativa capaz de apresentar informações clínicas estruturadas para aprendizagem do PE e apoiar a tomada de decisão no contexto da consulta de enfermagem na APS.</p> <p><a href="https://chatgpt.com/g/g-682727a3ca6481919dd926a667915fcd-processo-de-enfermagem-na-aps-assistido-por-ia">ChatGPT - Processo de Enfermagem na APS assistido por IA</a></p> <p>A interface foi disponibilizada para utilização e aprendizagem ampliada por profissionais de enfermagem de 172 equipes de saúde da família distribuídas em 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS), permitindo aprendizagem de aplicação prática até em cenários reais de cuidado.</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>O desenvolvimento de interface baseada em IA para apoio na aprendizagem do PE na APS demonstrou potencial significativo como ferramenta educacional e assistencial. A utilização de modelos de linguagem estruturados com base em evidências científicas possibilitou a organização sistemática das informações clínicas, apoio ao raciocínio diagnóstico e fortalecimento da segurança do paciente.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Abel Silva de Meneses Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1021 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 MAPEAMENTO E ESTRUTURAÇÃO DO PORTFÓLIO DE SAÚDE DIGITAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1530 <p>O avanço da saúde digital exige que as instituições consolidem as suas iniciativas para maximizar o impacto estratégico. Este trabalho relata a experiência do CEJAM no mapeamento transversal dos seus serviços de saúde digital e na estruturação de um portfólio institucional centralizado. O projeto foi conduzido entre fevereiro e março de 2026 pelas equipas de Inovação, Tecnologia, Dados em Saúde e Novos Negócios, abrangendo o levantamento colaborativo, a sistematização de dados e o desenvolvimento de uma página web. Como resultados, catalogou-se 32 produtos tecnológicos e criou-se um portfólio digital acessível. Este processo subsidiou a habilitação bem-sucedida do CEJAM no edital InovaSUS do Ministério da Saúde e organizou a inteligência institucional para a prospecção de novas oportunidades. Conclui-se que a centralização do portfólio digital é uma estratégia de governança indispensável, preparando a instituição para a captação de recursos e revelando um forte potencial para novos modelos de negócio.</p> Thays Almeida, Edson Soares, Rodrigo Miranda, Ana Miriã Moreira, luiza Volfa de Souza, Andre Ramalho, Rocardo Evandro Oliveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1530 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 A Pérola: inteligência artificial para dados de saúde https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1548 <p>Introdução: Evoluções clínicas contêm dados valiosos, raramente registrados em campos estruturados, e informações pessoais de saúde sensíveis, protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Parte desses textos aciona as camadas de proteção dos provedores de inteligência artificial, que preveem revisão humana manual, incompatível com a LGPD. Objetivo: Descrever a arquitetura da Pérola, aprovada para uso em dados de saúde, as aplicações já em produção e as perspectivas para a gestão. Métodos: Relato de implantação em três camadas. Conformidade: a Microsoft aprovou os acessos Modified Guardrails e Modified Abuse Monitoring, que garantem que o fornecedor não armazena dados sensíveis e que não há revisão humana; a implantação na zona de dados europeia apoia-se na adequação Brasil–União Europeia (Resolução CD/ANPD nº 32/2026) e nas cláusulas-padrão contratuais. Arquitetura: acesso aos modelos por um gateway centralizado, com governança de acessos, custos e auditoria de todas as chamadas. Agente: o agente Pérola, em contêiner isolado, com perfis de permissão e memória compartilhada entre sessões. Resultados: A adequação reconhecida pela ANPD permite processar dados de saúde de brasileiros em modelos hospedados na União Europeia, e os acessos modificados garantem contratualmente que os filtros com revisão humana não se aplicam aos dados do CEJAM. O gateway centraliza a gestão de acessos, o controle de custos e a auditoria histórica de uso, e o agente opera em ambiente isolado, com ferramentas e permissões limitadas, reduzindo riscos de injeção de instruções e vazamento de dados. Conclusão: Com aprovação formal do fornecedor, base legal explícita e um ponto único de acesso auditado, a Pérola opera modelos de linguagem sobre textcaminho para qualificação e auditoria de bases, descobertade dados e agentes ligados ao lakehouse.</p> Rodrigo Hiroto, Cicero Isidro da Silva, Ricardo Evandro, Luiza Volfa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1548 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 BUSCA ATIVA ORIENTADA POR RESULTADOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1334 <p>A gestão local da UBS Jardim Comercial, unidade da Organização Social CEJAM na zona sul da cidade de São Paulo, em parceria com a SMS-SP, identificou a necessidade de ampliar a avaliação da atuação dos ACS, passando do foco predominante no número de visitas para a mensuração de desfechos efetivos da busca ativa. Em ciclo de 60 dias, entre junho e agosto de 2026, foram avaliadas hipertensão arterial, diabetes mellitus e rastreamento citopatológico. Foram analisadas 5.265 pessoas com hipertensão, das quais 1.048 (19,91%) apresentavam lacuna de registro de PA nos últimos 180 dias ; 2.010 pessoas com diabetes, com 666 (33,13%) sem solicitação de HbA1c nos últimos 180 dias; e 8.786 mulheres, com 6.799 (77,38%) sem exame citopatológico nos últimos 3 anos. Após a intervenção, os desfechos globais foram 27,19% na hipertensão (285/1.048), 30,03% no diabetes (200/666) e 1,38% no citopatológico (94/6.799). A análise das 54 microáreas mostrou média de 28,00% ± 11,21 p.p. para hipertensão, 30,90% ± 14,46 p.p. para diabetes e 1,40% ± 1,10 p.p. para citopatológico. A variabilidade entre microáreas evidenciou heterogeneidade territorial e apontou a necessidade de benchmarking interno entre os melhores resultados, com compartilhamento de práticas para sensibilização dos demais ACS e qualificação contínua da atuação no território.</p> Thiago de Castro Menezes, Jocemar Samuel dos Santos, Roseannie Hounsell Fecury Cordeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1334 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLEMENTAÇÃO E EVOLUÇÃO DO MÓDULO DE FARMÁCIA CLÍNICA NO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1405 <h1>IMPLEMENTAÇÃO E EVOLUÇÃO DO MÓDULO DE FARMÁCIA CLÍNICA NO SISTEMA DE PRONTUÁRIO ELETRÔNICO.</h1> <p>Palloma Alba Velame da Silva, Sebastião Domingos Soares Neto</p> <p>Farmacêutico, Responsável Técnico da Farmácia - CEJAM, Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, Barueri/SP.</p> <h3>RESUMO</h3> <p>A integração da tecnologia aos processos de saúde é pilar fundamental para a segurança do paciente e otimização dos fluxos operacionais em emergências. O trabalho descreve a implementação e evolução do módulo de Farmácia Clínica no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) do Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas (Barueri/SP - CEJAM). Trata-se de relato de experiência sobre a transição da dispensação logística para uma atuação clínica informatizada, com análise sistemática de prescrições, reconciliação medicamentosa e alertas de segurança (interações, duplicidades e doses máximas). A ferramenta permitiu maior interceptação de erros antes da administração, fortalecendo a comunicação interprofissional e promovendo o uso racional de medicamentos.</p> <p>&nbsp;</p> <h3>1. INTRODUÇÃO</h3> <p>A utilização de medicamentos em serviços de urgência é caracterizada pela alta dinamicidade e volume de prescrições, ambiente propício para a ocorrência de eventos adversos. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no Terceiro Desafio Global de Segurança do Paciente ("Medicamentos sem Danos"), enfatiza a necessidade de sistemas seguros para mitigar falhas.</p> <p>No Brasil, a RDC nº 36/2013 da ANVISA estabelece ações para a segurança do paciente nos serviços de saúde. Em alinhamento, as Resoluções nº 585/2013 e 586/2013 do Conselho Federal de Farmácia (CFF) regulamentam as atribuições clínicas do farmacêutico. Nesse contexto, a evolução do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) com um módulo focado na Farmácia Clínica transforma a atuação do farmacêutico, integrando a análise clínica diretamente ao fluxo assistencial.</p> <h3>2. OBJETIVO</h3> <p>Descrever a implementação e a evolução do módulo de Farmácia Clínica no sistema PEP do Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas, destacando as barreiras de segurança implementadas e os ganhos para o uso racional de medicamentos.</p> <h3>3. METODOLOGIA</h3> <p>Estudo descritivo e aplicado, do tipo relato de experiência, referente à implantação do módulo clínico de farmácia em unidade de emergência sob gestão do CEJAM. A metodologia estruturou-se em quatro fases:</p> <ol> <li><strong>Mapeamento do Fluxo:</strong> Diagnóstico de gargalos na prescrição manual e dispensação tradicional.</li> <li><strong>Parametrização do Sistema:</strong> Inserção de regras de segurança no PEP (doses máximas, vias aceitas, aprazamentos e interações medicamentosas).</li> <li><strong>Validação Clínica:</strong> Padronização da revisão farmacêutica em tempo real antes da dispensação, com registro de pareceres e alertas.</li> <li><strong>Capacitação:</strong> Treinamento contínuo das equipes de farmácia, médica e de enfermagem.</li> </ol> <h3>4. DESENVOLVIMENTO</h3> <p>A estruturação do módulo de Farmácia Clínica no PEP focou na criação de uma interface analítica e ágil. O farmacêutico visualiza as prescrições em tempo real, com acesso ao histórico do paciente, exames laboratoriais (função renal e hepática) e alergias relatadas.</p> <p>O sistema incorporou barreiras automatizadas, incluindo bloqueios para duplicidade terapêutica, avisos para Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) e itens LASA (<em>Look-Alike, Sound-Alike</em>), além de canal direto no próprio PEP para intervenções e alinhamentos com a equipe médica.</p> <h3>5. RESULTADOS</h3> <p>A consolidação do módulo no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas trouxe avanços significativos:</p> <ul> <li><strong>Validação Integral:</strong> Análise de 100% das prescrições dos setores de observação e emergência antes da dispensação.</li> <li><strong>Interceptação de Inconsistências:</strong> Aumento no registro de intervenções preventivas relacionadas a posologia, diluição incompatível e aprazamento.</li> <li><strong>Redução do Tempo de Resposta:</strong> Otimização do fluxo entre prescrição, validação e dispensação.</li> <li><strong>Melhoria da Comunicação:</strong> Registro auditável de pareceres farmacêuticos, reduzindo ruídos verbais com a equipe médica e de enfermagem.</li> <li><strong>Apoio à Farmacovigilância:</strong> Agilidade na identificação e notificação de reações adversas ao Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).</li> </ul> <h3>6. DISCUSSÃO</h3> <p>A tecnologia aplicada à farmácia clínica atua como uma barreira de segurança indispensável na urgência, otimizando o tempo de análise e reduzindo a vulnerabilidade ao erro humano. Alinhado às diretrizes do CEJAM e da OMS, o módulo integrado ao PEP fortalece o papel do farmacêutico na equipe multiprofissional, permitindo uma conduta preventiva e fundamentada em dados clínicos do paciente.</p> <h3>7. CONCLUSÃO</h3> <p>A implementação do módulo de Farmácia Clínica no PEP no Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas qualificou a assistência e fortaleceu a cultura de segurança do paciente. A ferramenta consolidou a validação farmacêutica e o uso racional de medicamentos, demonstrando a importância da integração entre tecnologia e prática clínica no SUS.</p> <h3>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</h3> <ol> <li>Agência Nacional de Vigilância Sanitária. <strong>Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013</strong>. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Brasília, DF: ANVISA, 2013.</li> <li>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. <strong>Resolução nº 585, de 29 de agosto de 2013</strong>. Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico. Brasília: CFF, 2013.</li> <li>INSTITUTE FOR SAFE MEDICATION PRACTICES. <strong>Prontuário eletrônico e sistemas de apoio à decisão clínica na prevenção de erros de medicação</strong>. Belo Horizonte: ISMP Brasil, 2020.</li> <li>WORLD HEALTH ORGANIZATION. <strong>Medication Without Harm: Third WHO Global Patient Safety Challenge</strong>. Geneva: World Health Organization, 2017.</li> </ol> Sebastião Neto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1405 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 Extração de HbA1c de prontuários médicos utilizando inteligência artificial Pérola (LLM) https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1546 <p>Introdução: A Linha de Cuidado da Pessoa com Diabetes acompanha cerca de 40 mil pacientes no extremo sul de São Paulo, território de alta vulnerabilidade social. O resultado de hemoglobina glicada, central no acompanhamento do controle metabólico, raramente é lançado no campo estruturado do prontuário, e desde 2022 a linha monitora apenas as solicitações do exame; a maior parte dos resultados fica em texto livre da evolução clínica. Objetivo: Extrair com um grande modelo de linguagem (LLM) os resultados de hemoglobina glicada registrados em texto livre e medir o ganho em volume de dados frente ao campo estruturado. Métodos: As evoluções clínicas são replicadas em arquitetura medalhão num lakehouse na Azure e processadas no Databricks, onde o modelo GPT-5-Nano é aplicado pela função ai_query às evoluções de pacientes cadastrados como diabéticos, atendidos em AME, UBS ou hospital-dia. O prompt few-shot foi desenvolvido com profissionais de saúde; a saída em JSON é formatada, deduplicada e filtrada de valores implausíveis. A acurácia foi medida por um F-score adaptado de n-gramas, numa amostra de 1.000 registros. Resultados: O F-score médio foi de 0,97, com mediana de 1. Em 2025, dos 30.617 exames solicitados, 2.638 (8,6%) tinham resultado em campo estruturado; com IA, foram extraídos 36.127 resultados, aumento de 1.369%, distribuídos em 27.239 prontuários. Ao todo, 19.002 pacientes têm ao menos um resultado extraído, e 20,82% deles têm três ou m por resultado extraído. Conclusão: O menor modelo dafamília GPT-5, em conformidade com a LGPD, viabiliza a busca ativa precoce de casos descompensados e subsidia a linha de cuidado com dados oportunos, permitindo intervenções antes do agravo.</p> Rodrigo Hiroto, Cicero Isidro da Silva, Ricardo Evandro, Luiza Volfa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1546 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 INTELIGÊNCIA CONDICIONAL DE JORNADA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1119 <p><strong>Objetivo:</strong> <span style="font-weight: 400;">Contextualizar dificuldades de interação com registros eletrônicos de saúde e apresentar a Inteligência Condicional de Jornada como proposta conceitual de design orientada pela interação humano-computador e pelo design centrado no usuário</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Método:</strong> <span style="font-weight: 400;">Reflexão teórico-conceitual, analítica e propositiva, fundamentada em literatura de usabilidade, fatores humanos e organização da informação. A argumentação articula fricções documentais, princípios de projeto e exemplos hipotéticos de formulários para diferentes contextos assistenciais</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">Propõe-se uma estrutura com núcleo mínimo comum e camada adaptativa, acionada por regras explícitas relacionadas à unidade, à etapa assistencial, ao papel profissional, à criticidade e aos recursos disponíveis. São formuladas cinco proposições sobre flexibilidade, eficiência, obrigatoriedade contextual, transparência e participação dos usuários. Os exemplos ilustram possíveis percursos documentais em protocolos de dor torácica e acidente vascular cerebral, sem avaliar intervenções clínicas</span><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Conclusão:</strong> <span style="font-weight: 400;">A proposta articula padronização mínima e adaptação contextual, mas sua efetividade permanece não demonstrada. A aplicação requer governança das regras e avaliação de completude, tempo, retrabalho e segurança informacional com usuários</span><span style="font-weight: 400;">.&nbsp;</span></p> Karine Dias, Ricardo Evandro Pereira de Oliveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1119 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 GUIA DE CONSULTA RÁPIDA COMO FERRAMENTA DE APOIO NO PROCESSO TRANSEXUALIZADOR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1356 <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um relato de experiência sobre a construção de um guia digital de consulta rápida, elaborado por Psicóloga atuante em serviço especializado a população transexual e travesti.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O material foi desenvolvido a partir da revisão de protocolos institucionais, legislações, documentos técnicos, diretrizes assistenciais e fluxos da rede municipal de saúde, além da discussão em reuniões multiprofissionais, cursos e vivências com pessoas trans e travestis, organizados de forma prática e acessível.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O guia contempla temas como cuidados na infância e adolescência, estratégias sociais, nome social, retificação de registro civil, hormonização, procedimentos cirúrgicos, gestação de homens trans, complicações relacionadas ao silicone industrial, cuidados fonoaudiológicos, fluxos de encaminhamento, contatos da rede, além de referência de filmes, músicas e perfis nas redes sociais de referências da população LGBTIA+.</span></p> <p>&nbsp;</p> Ligia Kaori Matsumoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1356 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 DESIGN DA INFORMAÇÃO NO APOIO À GESTÃO CLÍNICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1283 <p><strong>Introdução</strong>: Em serviços especializados de saúde com elevado volume de atendimentos, a gestão clínica por parte da equipa multiprofissional revela-se complexa. Apesar da robustez do Prontuário Eletrónico do Paciente (PEP), observa-se uma lacuna na consolidação e visualização rápida de dados assistenciais e desfechos clínicos de forma individualizada para o profissional. Objetivo: Apresentar o desenvolvimento e a aplicabilidade de uma ferramenta digital de gestão clínica (dashboard) focada no acompanhamento de pacientes por equipas multiprofissionais em serviços especializados<strong>. Método: </strong>Trata-se de um estudo metodológico de investigação aplicada, associado a um relato de experiência. Desenvolveu-se uma folha de cálculo interativa e automatizada, aplicada como projeto-piloto no Centro de Referência em Dor Crónica-Parque Maria Helena (CRDOR) do CEJAM, durante um período de três meses. O protocolo abrangeu o registo manual de dados de produção e de acompanhamento clínico (como o nível de dor) em três momentos-chave do percurso terapêutico.<strong> Resultado</strong>: A implementação da interface visual permitiu à equipe acompanhar, em tempo real, o volume de pacientes ativos, as previsões de alta, o alcance de metas e os indicadores de resolutividade, nomeadamente a redução média da dor.<strong> Conclusão: </strong>A utilização do dashboard ampliou a autonomia dos profissionais na microgestão das suas agendas, otimizou o fluxo de vagas na lista de espera e qualificou o processo de tomada de decisão clínica, promovendo uma assistência baseada em dados e em valor.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Descritores: </strong>Gestão em Saúde; Sistemas de Informação em Saúde; Equipe Multiprofissional; Indicadores de Qualidade em Cuidados de Saúde; Tomada de Decisão Clínica.</p> Wesly lopes, Andréa Dantas D'Aquila Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1283 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 INTELIGÊNCIA DE DADOS NA PRIORIZAÇÃO DAS VISITAS DOMICILIARES: RELATÓRIOS AUTOMATIZADOS COMO GUIA PARA O TRABALHO DOS ACS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1338 <p>Em setembro de 2025, a UBS Jardim Comercial implantou uma estratégia de combinação e automatização de relatórios para apoiar a priorização das visitas domiciliares dos Agentes Comunitários de Saúde. O instrumento organizou as famílias por equipe, microárea e prioridade, inicialmente contemplando crianças menores de sete anos, gestantes, pessoas com hipertensão e diabetes; idosos foram incorporados em outubro de 2025. Os relatórios, disponibilizados semanal ou quinzenalmente pela liderança, passaram a funcionar como um mapa operacional para planejamento territorial. Na comparação das médias de jul–set/2025 com out/2025–jun/2026, o percentual sem registro de visita reduziu de 2,23% para 1,92% entre crianças, de 9,37% para 6,63% entre gestantes, de 9,33% para 4,18% entre hipertensos e de 9,07% para 3,36% entre pessoas com diabetes. Entre idosos, o indicador passou de 8,4% em out/2025 para 4,07% em jun/2026. A experiência evidencia o potencial da inteligência de dados para qualificar a priorização das visitas e apoiar a tomada de decisão na Atenção Primária.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Elisiane Cristina de Azevedo Viana Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1338 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Sistemas Digitais de Monitoramento Assistencial na UTI https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1073 <p><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Avaliar a associação entre estratégias de reabilitação fisioterapêutica precoce e a evolução funcional de pacientes críticos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), utilizando o indicador PERME como métrica de desfecho e integrando indicadores operacionais institucionais do ambiente digital FLORENCE. </span><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Estudo observacional, retrospectivo e analítico, estruturado segundo as diretrizes SQUIRE, fundamentado em dados assistenciais e operacionais extraídos da plataforma digital FLORENCE no Hospital Municipal Dr. José Soares Hungria (HMJSH) em 2025. A amostra clínica consistiu em 362 pacientes adultos com acompanhamento fisioterapêutico seriado via escore PERME. Indicadores operacionais globais de 509 avaliações e 502 saídas da UTI foram analisados para contextualizar o desempenho assistencial institucional. </span><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">Dos 362 pacientes clínicos, 264 (72,93%) apresentaram progressão funcional efetiva. A evolução funcional esteve significativamente associada a melhores desfechos clínicos: o grupo com progressão obteve maior taxa de sucesso no desmame ventilatório (88,4% vs. 61,2%; p &lt; 0,001) e redução acentuada na permanência mediana na UTI (6 vs. 11 dias; p &lt; 0,001). A análise por especialidade revelou que a Cardiologia obteve a maior taxa de progressão (93,33%) e a Cirurgia Geral a menor (61,76%). No contexto institucional amplo de 2025, a UTI registrou 502 saídas com tempo médio de permanência geral de 10,42 dias, taxa de utilização de ventilação mecânica de 39,84% e taxa de sucesso de extubação programada de 92,00%. </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">A digitalização de dados assistenciais via plataforma FLORENCE demonstra que a reabilitação sistematizada precoce é um alto e robusto preditor de qualidade e melhoria funcional em eficiência de uma equipe. O monitoramento contínuo de indicadores funcionais integrados ao sistema digital de saúde apoia a supervisão clínica e otimiza o fluxo de leitos em ambientes com alta complexidade.</span></p> <p><strong>Descritores: </strong><em><span style="font-weight: 400;">Reabilitação; Sistemas de Informação em Saúde; Fisioterapia; Avaliação de Desempenho; Unidade de Terapia Intensiva.</span></em></p> Rafael Miranda Sodré, Juliana da Silva Galdiano Ruiz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1073 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 MAIS ACESSO, MENOS FALTAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/990 <p>Este trabalho apresenta a experiência de uma força-tarefa para redução do absenteísmo em teleconsultas de especialidades na Zona Sul de São Paulo, realizada entre outubro e dezembro de 2025. A intervenção foi desenvolvida nas UBS com maiores índices de faltas e baseou-se na gestão ativa das agendas, com confirmação antecipada via WhatsApp, busca ativa de pacientes, reposição imediata de vagas não confirmadas e alinhamento operacional com o prestador de telemedicina. A estratégia resultou em redução expressiva do absenteísmo nas unidades participantes, variando de 20 a 45 pontos percentuais, além de aumentar a ocupação das agendas e a efetividade dos atendimentos. A experiência demonstra que ações simples, padronizadas e de baixo custo fortalecem a governança da teleassistência, ampliam o acesso da população às consultas especializadas e contribuem para maior eficiência e qualidade na Atenção Primária à Saúde no SUS.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/990 Mon, 20 Jul 2026 00:00:00 +0000 JORNADA DATA DRIVEN NA GESTÃO EM SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1128 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> relatar a experiência de concepção metodológica e planejamento de implantação da Jornada Data Driven no CEJAM, proposta institucional voltada à modernização da gestão em saúde por meio de governança, literacia, democratização, avaliação contínua e curadoria de dados. </span><strong>Método:</strong><span style="font-weight: 400;"> relato de experiência, de abordagem descritiva, organizado como estudo de caso institucional de inovação aplicada. A experiência foi estruturada no CEJAM, com participação de lideranças técnicas e executivas, áreas assistenciais, tecnologia da informação, inteligência de dados, gestão de pessoas, áreas administrativas </span><span style="font-weight: 400;">e futuros </span><em><span style="font-weight: 400;">DashMakers</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> O percurso metodológico foi planejado para o período de agosto de 2025 a </span><span style="font-weight: 400;">dezembro de 2026</span><span style="font-weight: 400;"> e contemplou cinco fases: comunicação, avaliação/diagnóstico, capacitação, implantação e sustentação. A análise documental considerou objetivos estratégicos, requisitos, restrições, matriz de stakeholders, matriz SWOT, matriz RACI, cronograma e métricas de adoção, qualidade, capacitação, conformidade e disponibilidade. A redação foi orientada pelo checklist SQUIRE 2.0 para relatos de melhoria da qualidade. </span><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">A experiência resultou em um modelo institucional integrado, com definição de governança, arquitetura de dados em camadas, formação de multiplicadores, uso de Self-Service BI, controles de acesso, inventário e catálogo de dados, auditorias periódicas e comitê de governança. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> a Jornada Data Driven oferece um roteiro replicável para fortalecer a tomada de decisão baseada em evidências, reduzir fragmentações informacionais e sustentar a transformação digital em organizações de saúde.</span></p> <p>&nbsp;</p> Ricardo Evandro Pereira de Oliveira, Luiza Volfa de Souza, Cicero Isidro da Silva, Karine Araujo Dias, Leonardo Andrade Santos Reginaldo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1128 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 Automatização e Monitoramento de Escalas Médicas https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1362 <p>O monitoramento contínuo da cobertura de plantões médicos é fundamental para a segurança da assistência, porém, quando realizado de forma manual, demanda elevado esforço operacional. Este trabalho apresenta o desenvolvimento e a implementação de um sistema web para captação e processamento automatizado de escalas médicas, com o objetivo de subsidiar a tomada de decisão gerencial de forma centralizada. A metodologia consistiu na substituição de conferências manuais por uma plataforma digital para leitura estruturada de dados. Em parceria com a equipe de Inteligência de Dados, as informações processadas no banco de dados foram integradas a um dashboard analítico e hospedadas na plataforma oficial da instituição (Florence). Como resultados, observou-se expressivo ganho de agilidade, com o painel proporcionando aos gestores uma visualização rápida das taxas de cobertura, evolução temporal e estratificação estruturada dos déficits por unidade, especialidade e turno. Conclui-se que a transição para esta solução tecnológica integrada otimizou o tempo de captação e qualificou os dados brutos, transformando-os em indicadores gerenciais de alto valor para o direcionamento assertivo de planos de ação corretivos.</p> Renan Alves Pereira Maia, Anatalia Lopes de Oliveira Basile Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1362 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DO REGISTRO DIGITAL NA PLATAFORMA SISS: EXPERIÊNCIA DOS TÉCNICOS DE GESSO NA QUALIFICAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1429 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>O registro das atividades realizadas pelos serviços de saúde é importante para a organização e o acompanhamento dos processos de trabalho. No setor de gesso, as anotações eram realizadas manualmente em caderno, modelo que fazia parte da rotina dos profissionais.</p> <p>Com a implantação da plataforma digital SISS, os técnicos de gesso passaram a registrar as informações do serviço em ambiente eletrônico. A mudança substituiu o registro manual e trouxe uma nova forma de organização das informações, acompanhando o processo de informatização das rotinas institucionais.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Relatar a experiência dos técnicos de gesso na implantação do registro das atividades na plataforma digital SISS, em substituição às anotações realizadas anteriormente em caderno.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p>Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, sobre a mudança do registro manual em caderno para o registro digital na plataforma SISS. A experiência foi analisada considerando a organização do processo de trabalho, a padronização dos registros e a rastreabilidade das informações.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>A implantação do SISS modificou a rotina de registro dos técnicos de gesso, substituindo as anotações manuais em caderno pelo lançamento das informações em plataforma digital.</p> <p>A mudança possibilitou maior organização e padronização dos registros, além de favorecer a consulta e a rastreabilidade das informações. O processo também contribuiu para reduzir a dependência de registros exclusivamente manuais e estimular a adaptação da equipe às ferramentas digitais utilizadas pela instituição.</p> <p>Por se tratar de um relato de implantação, os resultados apresentados correspondem aos benefícios observados no processo de trabalho, sem avaliação quantitativa de indicadores.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Conclusão:</strong></p> <p>A implantação do registro na plataforma SISS representou uma mudança importante na rotina dos técnicos de gesso. A substituição do caderno pelo registro digital contribuiu para a organização, padronização e rastreabilidade das informações do setor, fortalecendo a modernização do processo de trabalho.</p> RENATA COLLESI CORDOVIL, EDUARDO LUNA DE OLIVEIRA TORRES , PAULA Dal Maso Altimari Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1429 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 INTELIGENCIA ARTIFICIAL E RECURSOS INTERATIVOS NA EDUCAÇÃO CONTINUADA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1020 <p>A educação continuada é essencial para a segurança do paciente e a qualidade da assistência. No Pronto Atendimento Jardim Macedônia, foi implementada uma metodologia baseada em recursos visuais, lúdicos e interativos, desenvolvidos com apoio da Inteligência Artificial, para fortalecer a comunicação interna e o processo de aprendizagem da equipe. A estratégia promoveu maior engajamento dos profissionais, melhor compreensão e aplicação dos protocolos institucionais, além de contribuir para a padronização das condutas, redução de falhas operacionais e fortalecimento da cultura de segurança do paciente, refletindo em uma assistência mais segura, humanizada e de qualidade.</p> Thereza Rachel Santa Rita Franco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1020 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 TELECONSULTORIA POR APLICATIVO ENTRE NÍVEIS DE ATENÇÃO EM SAÚDE BUCAL NO SUS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1268 <p>Introdução</p> <p>A integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e os serviços especializados é fundamental para garantir continuidade, resolutividade e adequada coordenação do cuidado. Na saúde bucal, situações clínicas de maior complexidade podem demandar apoio especializado para definição da conduta e da necessidade de encaminhamento. Nesse contexto, a teleconsultoria por aplicativo de mensagens pode favorecer uma comunicação mais ágil entre profissionais, apoiar a tomada de decisão clínica e qualificar o acesso aos diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Objetivo</p> <p>Avaliar a implementação de um programa de teleconsultoria via aplicativo de mensagens entre equipes da APS e especialistas em saúde bucal, considerando a resolutividade na APS, a priorização clínica e a integração com a regulação da rede municipal.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Método</p> <p>Estudo observacional retrospectivo, realizado a partir da análise de dados secundários de uma estratégia de teleconsultoria em saúde bucal. Foram incluídos 226 casos discutidos entre agosto de 2021 e julho de 2025, envolvendo profissionais da APS e especialistas de diferentes áreas odontológicas.</p> <p>Na estratégia, o profissional da APS apresentava o caso clínico, sem identificadores pessoais, e o especialista fornecia orientações sobre hipóteses diagnósticas, condutas, necessidade de encaminhamento e critérios de prioridade. Os principais desfechos avaliados foram a resolutividade na APS, a priorização para atenção especializada e o encaminhamento pela regulação.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Resultado</p> <p>Foram analisados 226 casos, sendo 55,3% (n=125) provenientes de Campo Limpo e 44,7% (n=101) de M'Boi Mirim. As especialidades mais demandadas foram Estomatologia, com 46,0% (n=104), e Pacientes com Necessidades Especiais – PNE, com 22,1% (n=50), concentrando juntas 68,1% das discussões.</p> <p>Do total de casos:</p> <p>31,0% (n=70) foram resolvidos integralmente na própria APS, sem necessidade de encaminhamento para outros níveis de atenção.</p> <p>69,0% (n=156) necessitaram de encaminhamento. Entre esses casos:</p> <p>60,9% (n=95) receberam priorização para atendimento especializado;</p> <p>28,2% (n=44) seguiram pelo fluxo de regulação para especialidades ou maior complexidade;</p> <p>10,9% (n=17) foram direcionados para outras áreas não odontológicas.</p> <p>Não foram registrados eventos adversos clínicos relacionados às orientações fornecidas, e os registros analisados permaneceram anonimizados.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Conclusão</p> <p>Foram analisados 226 casos, sendo 55,3% (n=125) provenientes de Campo Limpo e 44,7% (n=101) de M'Boi Mirim. As especialidades mais demandadas foram Estomatologia, com 46,0% (n=104), e Pacientes com Necessidades Especiais – PNE, com 22,1% (n=50), concentrando juntas 68,1% das discussões.</p> <p>Do total de casos:</p> <p>31,0% (n=70) foram resolvidos integralmente na própria APS, sem necessidade de encaminhamento para outros níveis de atenção.</p> <p>69,0% (n=156) necessitaram de encaminhamento. Entre esses casos:</p> <p>60,9% (n=95) receberam priorização para atendimento especializado;</p> <p>28,2% (n=44) seguiram pelo fluxo de regulação para especialidades ou maior complexidade;</p> <p>10,9% (n=17) foram direcionados para outras áreas não odontológicas.</p> <p>Não foram registrados eventos adversos clínicos relacionados às orientações fornecidas, e os registros analisados permaneceram anonimizados.</p> Francis H. do N. Tsurumaki, Ernani Pereira da Cunha, Samuel Nilo Vieira, Fernanda Cardoso Fernandes, Adrianne Stein Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1268 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 DA INFORMAÇÃO CLÍNICA À INTELIGÊNCIA POPULACIONAL: USO DE IA PARA MONITORAMENTO DA HEMOGLOBINA GLICADA NA APS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1566 <p>O monitoramento da hemoglobina glicada (HbA1c) na Atenção Primária à Saúde depende da disponibilidade de dados clínicos consolidados. Na UBS Jardim Comercial, observou-se baixa quantidade de resultados registrados em campos estruturados do prontuário, embora parte relevante estivesse descrita em textos livres das evoluções clínicas. Em junho de 2026, a Gestão da Informação e Auditoria Analítica do CEJAM desenvolveu a ferramenta Pérola, baseada em Inteligência Artificial, para localizar, extrair e estruturar resultados de HbA1c não estruturados e integrá-los ao dashboard Florence. Em 2025, a base analisável passou de 54 para 720 resultados (+666; +1.233,3%). Em 2026, até setembro, passou de 25 para 426 (+401; +1.604%). A proporção de resultados classificados como Bom ou Regular aumentou de 73,06% para 81,45%, diferença de 8,39 pontos percentuais. A ferramenta ampliou a recuperação de informações previamente dispersas e sua disponibilidade para acompanhamento assistencial e gerencial.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Luiza Volfa, Cícero Isidro, RICARDO EVANDRO PEREIRA DE OLIVEIRA Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1566 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CONSTRUÇÃO DE GUIA RÁPIDO PARA APOIO À LINHA DE CUIDADO DA PESSOA COM SOBREPESO E OBESIDADE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1358 <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um relato de experiência sobre a elaboração de um guia digital desenvolvido por psicóloga integrante de equipe multiprofissional de atenção à pessoa com sobrepeso e obesidade.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O material foi construído a partir da revisão de protocolos institucionais, referências bibliográficas, organizados em linguagem objetiva e de fácil consulta.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O guia contempla temas como comorbidades relacionadas à obesidade, critérios para cirurgia bariátrica, cuidados pré e pós-operatórios, suplementação vitamínica, tratamento medicamentoso, recomendações de atividade física, recursos comunitários para prática de exercícios, programas sociais, materiais audiovisuais para educação em saúde e outras informações de apoio à prática clínica.</span></p> Ligia Kaori Matsumoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1358 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 INOVAÇÃO DIGITAL NA PRÁTICA ASSISTENCIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1207 <p><strong>Introdução:</strong><span style="font-weight: 400;"> O uso de escores assistenciais padronizados é essencial para a segurança do paciente. Contudo, os cálculos manuais e a interpretação de tabelas complexas na rotina diária podem expor os profissionais a inconsistências operacionais e demandar tempo no atendimento. </span><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Descrever o desenvolvimento, a verificação lógica dos algoritmos, as funcionalidades operacionais e a padronização institucional das calculadoras clínicas WebApp (PUSH, NEWS2, EPA e MEOWS) no âmbito do CEJAM. </span><strong>Métodos:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo metodológico e de inovação tecnológica desenvolvido em quatro etapas: (1) Parametrização dos algoritmos com base nas diretrizes oficiais; (2) Verificação sistemática de acurácia pela equipe técnica utilizando matrizes de teste simuladas; (3) Construção WebApp na plataforma Google Sites com formulários interativos Elfsight, sob diretrizes rígidas da LGPD (processamento local em tempo real sem armazenamento de PII); (4) Normatização institucional por meio da homologação de 4 Rotinas Assistenciais e Fluxogramas (RFL). </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> Foram estruturadas 4 ferramentas automatizadas com $100\%$ de precisão aritmética e total alinhamento das condutas emitidas em relação às tabelas originais da literatura. A normatização formal consolidou os documentos RFL.093 (PUSH), RFL.067 (NEWS2), RFL.094 (EPA) e RFL.092 (MEOWS). </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> As calculadoras clínicas WebApp representam uma inovação de baixo custo e alta aplicabilidade, otimizando o suporte à decisão clínica e fortalecendo a cultura de cuidado seguro e baseado em evidências.&nbsp;</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Inovação Tecnológica em Saúde; Suporte à Decisão Clínica; Segurança do Paciente; Protocolos Clínicos; Informática em Enfermagem.&nbsp;</span></p> Kelly Aparecida Santos Ferreira, Aline Grabski, Lue Rodrigues do Amaral Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1207 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 MODELOS PREDITIVOS PÓS-ALTA EM PREMATUROS: https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1545 <p>Introdução: a prematuridade atinge cerca de 11% dos nascimentos no Brasil e é a principal causa de mortalidade infantil. Após a alta da unidade neonatal, a criança depende da articulação entre o hospital e a atenção primária, e é nessa transição que ocorrem a reinternação e a perda do seguimento. Modelos preditivos são construídos a partir de variáveis clínicas e sociais e estratificam o risco antes do evento. Objetivo: mapear os modelos preditivos de desfechos após a alta da unidade neonatal em recém-nascidos prematuros, identificando as variáveis que os compõem, sua origem e a quem se destina o risco estimado. Método: revisão de escopo conduzida segundo o método do Joanna Briggs Institute e relatada conforme a extensão PRISMA para revisões de escopo. Busca em PubMed, LILACS e SciELO, sem restrição de data ou idioma. Extração a partir dos resumos, com verificação em texto completo de oito estudos selecionados por regra pré-definida. Resultados: foram incluídos 40 estudos. Em 28 (70,0%) todas as variáveis provinham exclusivamente de registros hospitalares e nenhum utilizou variáveis registradas na atenção primária. O risco estimado destinava-se à equipe hospitalar em 24 estudos (60,0%) e ao ambulatório de seguimento em 12 (30,0%); nenhum à atenção primária. Nenhum modelo previa a evasão do seguimento e nenhum foi conduzido na América Latina. Conclusão: os modelos identificados foram desenvolvidos com variáveis de registro hospitalar e têm a equipe hospitalar como usuária prevista. A estratificação de risco não alcança os profissionais que poderiam intervir para prevenir a reinternação e a descontinuidade do seguimento.</p> cassia guizze, Mayara Mota Araujo, Andressa Magalhães Cordeiro, Angélica Moreira da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1545 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 HUMANIZAÇÃO NO SERVIÇO DE REABILITAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1147 <p>Os usuários atendidos no Centro Especializado em Reabilitação II do CER Girassol contam com assistência especializada em duas modalidades de reabilitação: Física e Intelectual, de acordo com suas necessidades individuais, podem apresentar deficiência intelectual, alterações no desenvolvimento, limitações físicas e funcionais além de condições crônicas. O serviço de humanização na reabilitação do CER busca identificar e compreender a melhor forma de acolher e cuidar do paciente e seu familiar de forma integral como parte do seu processo terapêutico respeitando sua história, seus sentimentos, suas necessidades, suas potencialidades e seus objetivos pessoais, fatores importantes para promoção do cuidado integral e saúde mental do paciente e seu familiar.</p> Viviana Oliveira, Erica Lavoura Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1147 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 PRIORIZAÇÃO DE USUÁRIOS INSULINODEPENDENTES NA COLETA LABORATORIAL COMO ESTRATÉGIA DE HUMANIZAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1196 <p>A coleta laboratorial constitui uma atividade diária de grande demanda na Atenção Primária à Saúde, sendo realizada na unidade em aproximadamente 60 usuários por dia. Além das prioridades previstas legalmente, a equipe de Humanização identificou a necessidade de estabelecer um fluxo diferenciado para usuários com diabetes mellitus insulinodependente, considerando o risco de hipoglicemia associado ao jejum prolongado. A partir dessa identificação, foi implantada a priorização desses usuários durante a coleta laboratorial. A condição de insulinodependência passou a ser sinalizada no pedido de exame como “insulino”, permitindo o reconhecimento pela equipe e o atendimento prioritário na fila. A estratégia foi incorporada à rotina do serviço, com orientação dos profissionais e acompanhamento da experiência no cotidiano da unidade. Observou-se maior conforto e segurança relatados pelos usuários, além de menor ocorrência de episódios de mal-estar durante a espera. A iniciativa também contribuiu para sensibilizar a equipe quanto à identificação de necessidades clínicas específicas e à adaptação dos fluxos assistenciais. A experiência demonstra que uma mudança simples e de baixo custo pode qualificar o processo de trabalho, fortalecendo a humanização e a segurança no cuidado.</p> Paula Barcellos de Pinho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1196 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL: UM OLHAR A PARTIR DA PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE UMA POLICLÍNICA UNIVERSITÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1553 <p>Introdução: A saúde mental constitui parte essencial da saúde e é reconhecida como um direito fundamental. Sua promoção envolve a articulação entre diferentes serviços e dispositivos de cuidado presentes no território. Nesse contexto, compreender as relações estabelecidas por uma policlínica universitária com a rede de atenção pode contribuir para identificar potencialidades e fragilidades no cuidado em saúde mental.</p> <p>Objetivo: Identificar a influência da policlínica universitária no fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no território.</p> <p>Método: Trata-se de estudo exploratório e descritivo, de abordagem mista, realizado com 36 profissionais de diferentes categorias da saúde. A coleta de dados ocorreu por meio de questionários, grupos focais e ficha relacional para identificação dos encaminhamentos e das relações estabelecidas no território. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os qualitativos por análise de conteúdo proposta por Bardin.</p> <p>Resultados: A ficha relacional evidenciou a articulação da policlínica universitária com alguns serviços e dispositivos do território. As principais relações foram estabelecidas com a Unidade Básica de Saúde (UBS) e com os serviços de urgência e emergência. Também foram identificadas conexões com dispositivos da atenção psicossocial, da assistência social e com instituições religiosas, indicando articulação entre diferentes pontos da rede. Entretanto, observou-se ausência ou baixa conexão com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Conselho Tutelar, organizações não governamentais (ONGs) e Consultório na Rua, evidenciando fragilidades na integração com a RAPS.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Considerações finais: Os achados sugerem que a policlínica universitária estabelece relações com diferentes serviços do território e apresenta potencial de contribuição para o fortalecimento da RAPS. Contudo, essa articulação ainda ocorre de forma parcial, indicando a necessidade de ampliar a integração com os serviços da atenção psicossocial e da assistência social do território estudado.</p> Laiane Lima Spanhol, Sérgio Luiz Pedroso Lima, Vivian Andrade Araújo, Elisabete Agrela de Andrade Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1553 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 RESSIGNIFICANDO A EXPERIÊNCIA GESTACIONAL DURANTE A INTERNAÇÃO PROLONGADA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1108 <p>A internação prolongada durante a gestação de alto risco pode repercutir significativamente na experiência emocional da gestante, especialmente quando associada a um mau passado obtsétrico, com histórico de saúde mental e preocupações relacionadas à saúde materno-fetal. Nesse contexto, estratégias de humanização podem favorecer a ressignificação da vivência hospitalar. O presente trabalho objetiva relatar a experiência de uma ação de humanização realizada por meio de fotografia gestacional durante internação prolongada. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em hospital público de São Paulo, com gestante em internação de alto risco, envolvendo equipe multiprofissional e a realização de registro fotográfico artístico no ambiente hospitalar. A proposta possibilitou à paciente vivenciar a gestação para além da condição de adoecimento e hospitalização, favorecendo sua participação ativa e autonomia durante a atividade. Observou-se impacto emocional positivo, com fortalecimento do vínculo materno-fetal e ampliação da percepção sobre o período gestacional. A experiência também favoreceu a aproximação entre paciente e equipe, possibilitando a construção de memórias e a ressignificação de vivências relacionadas à hospitalização. Conclui-se que a fotografia gestacional constitui uma estratégia de humanização capaz de favorecer a ressignificação da experiência gestacional durante internações prolongadas, promovendo vínculos, autonomia e percepção ampliada do cuidado, contribuindo para uma assistência mais integral, singular e humanizada.</p> Mitiko Kuno, Patricia Nemara Freitas de Souza Carneiro, Verônica Feitosa Takemoto, Sheila Fagundes Lobo, Luciana da Costa Francisco Almeida, Michelle Carreira Marcelino Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1108 Thu, 10 Sep 2026 00:00:00 +0000 LEITURA LÚDICA NA SALA DE ESPERA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1134 <p><strong>RESUMO</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">No Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a segurança e a humanização do cuidado são desenvolvidas de forma integrada, fundamentadas em um modelo assistencial estruturado nas dimensões de acolhimento, cuidado seguro e alta segura/linhas de cuidado. Alinhada a essas diretrizes, a participação da criança e de sua família é compreendida como estratégia para o fortalecimento do cuidado seguro e para o desenvolvimento de uma cultura de segurança desde a infância. Diante da oportunidade de ampliar o ensino de conceitos relacionados à segurança do paciente para o público infantil, a instituição desenvolveu uma estratégia para ressignificar o tempo de permanência em recepções e salas de espera, transformando esses espaços em ambientes de educação, humanização e participação. Este trabalho relata a experiência institucional de utilização da literatura lúdica como tecnologia de letramento preventivo em saúde, destinada a crianças de seis a doze anos e suas famílias, com o propósito de favorecer sua participação ativa no cuidado seguro. Trata-se de um relato de experiência qualitativo, de caráter descritivo, sobre a concepção e a estruturação da iniciativa, organizada em seis etapas operacionais: recebimento dos materiais, planejamento com as Lideranças de Humanização, divulgação interna, leitura mediada por voluntários, realização de atividades lúdicas relacionadas à segurança do paciente e registro das boas práticas. Entre os resultados da estruturação do projeto, destaca-se a articulação intersetorial com o Instituto de Responsabilidade Social para captação de recursos e impressão dos livros ilustrados da coleção Doutora Segurança, personalizados com a identidade institucional. A coleção possui autorização formal da iniciativa internacional Doutora Segurança, desenvolvida em colaboração pela World Patients Alliance, Elsevier e Elsevier Foundation, e contempla cinco temas de prevenção: higienização das mãos, uso seguro de medicamentos, uso racional de antibióticos, redução do medo de vacinas e injeções e comunicação aberta com as equipes de saúde. A estratégia foi estruturada para aplicação inicial em vinte e cinco unidades assistenciais, reconhecendo o brincar e a literatura como recursos para aproximar crianças e famílias dos princípios da segurança do paciente e favorecer a construção de uma cultura preventiva desde a infância.</span></p> Raquel Rodrigues Nakamato, Fernanda Silva Fuscaldi, Luan Henrique de Menezes Santos, Tatiana Kazumi Yassuhara Kagaochi, Vanderley Junio Cardoso de Oliveira, Paulo Eduardo Sales da Silva, Mario Santoro Júnior Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1134 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 HUMANIZAÇÃO E ACESSIBILIDADE NO PRONTO-SOCORRO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1158 <p><strong>Resumo</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong>A humanização da assistência em serviços de emergência representa um desafio diante da elevada demanda, da necessidade de respostas rápidas e da diversidade das necessidades apresentadas pelos pacientes e seus acompanhantes. Nesse contexto, a Fisioterapia do Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas desenvolveu, entre junho e agosto de 2026, quatro projetos voltados à qualificação da experiência assistencial: Orientações de Alta para o Paciente Adulto, Certificado da Coragem, Acessibilidade para Pacientes e Acompanhantes com Deficiência Visual e Ação Quinzenal de Exercícios em Grupo para Pacientes Internados na Observação. As iniciativas foram desenvolvidas a partir da identificação de necessidades observadas na prática assistencial, tendo como princípios a humanização, a segurança, a educação em saúde, a valorização do paciente, a inclusão e a promoção da mobilidade.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Relatar a experiência da implantação de quatro projetos de humanização desenvolvidos pela Fisioterapia em um pronto-socorro, contemplando ações de educação em saúde, humanização pediátrica, acessibilidade e promoção da mobilidade por meio de exercícios terapêuticos em grupo.</p> <p><strong>Método: </strong>Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido a partir das ações realizadas pela equipe de Fisioterapia do Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas. Os projetos foram desenvolvidos progressivamente entre junho e agosto de 2026, a partir da identificação de necessidades observadas no cotidiano da assistência. Foram implantados: Orientações de Alta para o Paciente Adulto, em junho; Certificado da Coragem – Pediatria, em julho; Acessibilidade para Pacientes e Acompanhantes com Deficiência Visual e Ação Quinzenal de Exercícios em Grupo para Pacientes Internados na Observação, em agosto. As ações consideraram os princípios de humanização, cuidado centrado na pessoa, participação do usuário, segurança e acessibilidade.</p> <p><strong>Resultados: </strong>A implantação dos quatro projetos possibilitou ampliar a atuação da Fisioterapia para além da assistência clínica, contemplando diferentes dimensões do cuidado. As orientações de alta favoreceram a educação em saúde, a comunicação e a continuidade do cuidado; o Certificado da Coragem promoveu acolhimento e valorização da experiência pediátrica; o projeto de acessibilidade buscou reduzir barreiras de comunicação e orientação, favorecendo autonomia e segurança; e a ação de exercícios em grupo foi direcionada à manutenção da mobilidade, prevenção do descondicionamento físico, interação social e bem-estar dos pacientes internados na observação. De forma integrada, as iniciativas contribuíram para fortalecer uma cultura assistencial baseada na humanização, inclusão, segurança, comunicação e centralidade do paciente.</p> <p><strong>Conclusão: </strong>A experiência da Fisioterapia do Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas demonstra que ações simples, estruturadas e alinhadas às necessidades dos usuários podem contribuir para uma assistência mais humana, segura, acessível e centrada na pessoa. Os quatro projetos evidenciam o papel ampliado da Fisioterapia na identificação de oportunidades de melhoria e na construção de estratégias de cuidado que contemplam aspectos clínicos, educativos, funcionais e de humanização. Recomenda-se o acompanhamento futuro das iniciativas por meio de indicadores específicos, permitindo avaliar sua implantação, adesão e resultados assistenciais.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Humanização da assistência; Fisioterapia; Emergência; Pediatria; Acessibilidade; Segurança do paciente; Cuidado centrado na pessoa; Mobilização; Exercício terapêutico.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <ol> <li>BRASIL. Ministério da Saúde. HumanizaSUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2008.</li> <li>BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013.</li> <li>BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos básicos de segurança do paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023.</li> <li>BRASIL. Ministério da Saúde. Segurança do paciente. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.</li> <li>BRASIL. Ministério da Saúde. Como os pacientes podem contribuir para a sua própria segurança? Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025.</li> <li>BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF, 2015.</li> <li>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Strengthening integrated, people-centred health services. Geneva: WHO, 2016.</li> <li>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Integrated people-centred care. Geneva: WHO, 2016.</li> </ol> THALIA CARVALHO Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1158 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 MAGRÃO E O FOCINHO MÁGICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1025 <p>A Teoria do Elo &nbsp;estabelece uma importante relação entre a crueldade contra animais e a ocorrência de violências interpessoais, especialmente contra crianças, mulheres e idosos. No contexto da Atenção Primária à Saúde, reconhecer essa interconexão expande as possibilidades de identificação precoce e prevenção de situações de vulnerabilidade no território. O presente trabalho descreve a elaboração da obra infantil “Magrão e o Focinho Mágico”, concebida como tecnologia leve de educação em saúde direcionada à prevenção primária de violências na infância. A narrativa acompanha o personagem Magrão, um cão munido de um focinho mágico capaz de detectar o sofrimento alheio, ensinando de forma afetuosa e lúdica que a atenção aos sinais de dor e o cuidado com os animais são extensões da proteção humana. A transposição didática operada no livro permite abordar temas complexos de saúde coletiva e segurança social sem expor o público infantil a conteúdos traumáticos ou explícitos. Conclui-se que a obra se consolida como recurso interdisciplinar relevante para equipes de saúde da família, programas de saúde na escola e redes de assistência social, promovendo a empatia, o respeito à vida e a cultura de paz desde as primeiras etapas do desenvolvimento infantil.</p> Helena Souza, Kleber da Merces Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1025 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 MURAL DO AGRADECIMENTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1116 <p><span style="font-weight: 400;">O reconhecimento entre colegas fortalece as relações interpessoais, promove o sentimento de pertencimento e contribui para um ambiente de trabalho mais acolhedor e colaborativo. Estratégias de valorização cotidiana favorecem o bem-estar da equipe e reforçam a cultura de humanização no ambiente hospitalar.</span></p> Caroline Arroyo, Viviane P. Trombini da Silva, Veronica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1116 Mon, 14 Sep 2026 00:00:00 +0000 GRUPO DE PSICOEDUCAÇÃO EM UMA ENFERMARIA DE SAÚDE MENTAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1191 <p>INTRODUÇÃO</p> <p>Os transtornos mentais podem comprometer a autonomia, os vínculos sociais e a continuidade do cuidado. Em unidades de internação, intervenções psicoeducativas podem ampliar a compreensão do paciente sobre o adoecimento e o tratamento, além de favorecer a expressão de experiências e sua participação no processo terapêutico.</p> <p>A psicoeducação integra recursos educativos e terapêuticos, oferecendo informações acessíveis sobre o adoecimento, o tratamento e as estratégias de enfrentamento. Também pode contribuir para o desenvolvimento da capacidade crítica, o fortalecimento da autonomia e a participação do paciente no cuidado (Bäuml et al., 2006; Lemes &amp; Ondere Neto, 2017; Sarkhel et al., 2020).</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Relatar a experiência de aplicação de um baralho terapêutico autoral em encontros de psicoeducação com pacientes internados em uma enfermaria desytinada a transtornos mentais graves e instáveis</p> <p>MÉTODOS</p> <p>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido na enfermaria de Saúde Mental do Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, unidade composta por 15 leitos destinados à internação de pacientes adultos com diferentes diagnósticos em saúde mental.</p> <p>Entre 1º de julho e 16 de setembro de 2026, foram realizados 12 encontros, com duração aproximada de uma hora e participação voluntária dos pacientes internados. Foram registradas aproximadamente 60 participações, com média de cinco participantes por encontro. Como não houve registro individual destinado à pesquisa, não foi possível determinar o número de pacientes distintos que participaram da atividade.</p> <p>A equipe de Psicologia e Psiquiatria elaborou o baralho terapêutico “Conhecer para cuidar”, composto por cartas ilustradas e desenvolvidas com linguagem acessível. Em cada encontro, os participantes sorteavam cartas contendo imagens e perguntas relacionadas a temas de saúde mental. A equipe mediava as discussões, incentivando a reflexão e a expressão de pensamentos, sentimentos e experiências associados aos temas apresentados.</p> <p>As manifestações e interações observadas durante os encontros foram registradas pelos profissionais facilitadores em cadernos de anotações. A análise teve caráter descritivo e considerou as observações assistenciais registradas durante o período.</p> <p>O trabalho foi elaborado a partir de anotações assistenciais registradas pela equipe durante os encontros, sem consulta a prontuários. O relato não apresenta dados individualizados, imagens dos participantes ou informações que permitam sua identificação.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>Durante os encontros, a equipe observou participação espontânea, compartilhamento de experiências e interação entre os pacientes. As imagens e as perguntas presentes nas cartas facilitaram o início das conversas e a expressão de pensamentos e sentimentos relacionados ao adoecimento, à internação e ao processo de cuidado.</p> <p>Também foram observadas manifestações de apoio mútuo e trocas de experiências entre os participantes, ampliando as possibilidades de interação para além das relações estabelecidas com a equipe de saúde e os familiares. As discussões permitiram abordar estratégias de enfrentamento, fatores de proteção e situações de risco relacionadas à saúde mental.</p> <p>Entre os desafios identificados, destacou-se a necessidade de ampliar as temáticas e diversificar as atividades, especialmente para pacientes com maior tempo de internação, a fim de preservar o interesse e a participação nos encontros.</p> <p>Como a experiência não utilizou instrumentos padronizados nem comparação antes e após a intervenção, não foi possível avaliar os efeitos da atividade sobre sintomas, adesão ao tratamento ou outros desfechos clínicos.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A&nbsp;experiência sugere que o baralho terapêutico pode funcionar como recurso facilitador em grupos de psicoeducação durante a internação psiquiátrica. Especialmente por trabalhar aspectos como a participação, protagonismo, autonomia, ressignificações sobre seu processo de adoecimento e percurso de tratamento. A condução dos&nbsp;grupos nos demonstrou sua potencialidade no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento, em relação aos fatores precipitantes e perpetuantes de seus adoecimentos e promotores de sua saúde, caracterizando este dispositivo como uma ferramenta útil no contexto das enfermarias de quadros psiquiátricos agudos localizadas em hospitais gerais.&nbsp;</p> <p>A continuidade da proposta poderá incluir o registro individual não identificável dos participantes, indicadores estruturados de participação e aceitabilidade e instrumentos que permitam avaliar possíveis repercussões clínicas e assistenciais da intervenção.</p> Mariana Bonsaver Bonsaver, Amanda Priscila Dias Scopigno, Marcelo Andrade Lopes Lopes, Roberta Candal de Macedo Shibaki Souza Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1191 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 TRANSFORMANDO O ACOLHIMENTO NO LUTO NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1329 <p><strong>Introdução</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A morte, assunto tabu para a humanidade, é deixada de lado e o fato de fazer parte do desenvolvimento humano é ignorado. Quando nos deparamos com a perda neonatal tanto a família quanto a equipe são atingidas. Entretanto, a possível falta de preparo da equipe no acolhimento da família enlutada poderá colocar em risco a experiência de um luto saudável (Laguna, Lemos, Ferreira e Gonçalves, 2021). Assim, é importante que a equipe esteja preparada para viver esse momento e consiga dar o suporte necessário para a família de forma respeitável e segura.</span></p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Esse trabalho tem como objetivo apresentar como o treinamento técnico sobre luto neonatal com a equipe multiprofissional de uma UTI Neonatal, melhorou o acolhimento das famílias que perdem seus filhos.</span></p> <p><strong>Método</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Um diagnóstico inicial realizado pela psicóloga revelou a necessidade de um protocolo claro para o acompanhamento de famílias de pacientes que faleceram na UTI Neonatal. O protocolo foi desenvolvido com base em estudos da literatura nacional e internacional, consultas com profissionais de diversas categorias, supervisão médica e de enfermagem da unidade. Após aprovação, foram realizados treinamentos abrangentes em dois dias consecutivo, com toda a equipe de enfermagem e equipe multiprofissional. Os treinamentos incluíram estudos de casos e vídeos para exemplificar como algumas famílias foram atendidas. A equipe participou ativamente, proporcionando feedback que ajudou a refinar o protocolo e implementar formas cientificamente embasadas de acolhimento na UTI Neonatal.&nbsp;</span></p> <p><strong>Resultados e Conclusão&nbsp;</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Após a realização do treinamento foi possível observar mudanças importantes nos atendimentos às famílias que perderam seus bebês. A equipe passou a receber as famílias na UTI para possibilitar uma despedida mais humana e digna dos pacientes. Também se tornou rotina a entrega de cartões com carimbo dos pés e das mãos e em alguns casos fios de cabelo, colocados em um cartão confeccionados pela própria equipe. Dessa forma, o cuidado com a família passou a ser realizado com técnicas baseadas na ciência, e humanizadas, possibilitando o início do luto mais saudável possível.</span></p> <p><strong>Referencias&nbsp;</strong></p> <div class="" data-bfc="" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-ved="2ahUKEwigufL195OXAxVulJUCHa1oAvUQi4wTegoIAggACAAIEBAA" data-hveid="CAIIAAgACBAQAA" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"> <blockquote class="lQkWXb" data-animation-nesting="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 4px 40px 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);"> <div class="n6owBd awi2gc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-hveid="CAIIAAgACBAQAg" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);"><span data-icl-uuid="2920e694-e1b1-4427-9171-aee6f7e5bf4f" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);">LAGUNA, Thalyta Freitas dos Santos; LEMOS, Ana Paula da Silva; FERREIRA, Lais; GONÇALVES, Cristiane da Silva. O luto perinatal e neonatal e a atuação da psicologia nesse contexto. <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);">Research, Society and Development<!--TgQPHd|||[]--></strong>, v. 10, n. 6, p. e5210615347, 2021<!--TgQPHd|||[]--></span><span data-icl-uuid="9ca3cafd-783c-4dc9-aa8e-d3e005895d4b" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);">. Disponível em: <span class="" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-sfc-inited="2" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);"><a class="H23r4e" href="https://rsdjournal.org/rsd/article/view/15347" target="_blank" rel="noopener" data-ved="2ahUKEwigufL195OXAxVulJUCHa1oAvUQy_kOegoIAggACAAIEBAD" data-hveid="CAIIAAgACBAQAw" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 500; margin: 0px; text-decoration: underline 1px rgb(26, 13, 171); border-bottom: 0px rgb(26, 13, 171);">Research, Society and Development</a><!--TgQPHd|||[[&quot;https://rsdjournal.org/rsd/article/view/15347&quot;,null,null,[null,null,null,null,null,null,null,null,null,null,null,null,null,null,null,[{&quot;1218&quot;:[16,null,null,null,[1]]}]],16,null,&quot;Neonatal grief and the role of psychology in this context&quot;,&quot;Currently, death in childhood is uncommon, considering all the modern resources that are available today, namely, prenatal care, neonatal ICU, among others. For this reason, when affected by this fatality, the family feels strangeness and strong impact. The loss of a baby can produce intolerable pain, since it means frustration of desires, fantasies, daydreams and not least, the impotence before the possibility of applying your ability to be a mother / father. In this sense, the need for professionals such as the psychologist is emphasized, in order to help the family to cope with parental mourning and the elaboration of the loss of a child. Thus, this study aimed to talk about the importance of ...&quot;,null,&quot;Research, Society and Development&quot;,&quot;https://encrypted-tbn2.gstatic.com/faviconV2?url\u003dhttps://rsdjournal.org\u0026client\u003dAIM\u0026size\u003d128\u0026type\u003dFAVICON\u0026fallback_opts\u003dTYPE,SIZE,URL&quot;,[[1790689956109472,43357294,4110575789],null,null,null,null,[[2,0,0,15]]],null,&quot;39280c16-8082-47aa-9503-37d7cda2cb29&quot;]]--></span><!--TgQPHd|||[]--></span>. [<a href="https://journal.sobep.org.br/submission/index.php/sobep/article/view/472">1</a>, <a href="https://rsdjournal.org/rsd/article/view/15347">2</a>]<!--TgQPHd|||[]--></div> <!--TgQPHd|||[]--></blockquote> <!--TgQPHd|||[]--></div> <div class="yhAwj" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-sfc-inited="2" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><!--TgQPHd|||[]--></div> <div class="" data-bfc="" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-ved="2ahUKEwigufL195OXAxVulJUCHa1oAvUQi4wTegoIAggACAAIExAA" data-hveid="CAIIAAgACBMQAA" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"> <div class="otQkpb" role="heading" aria-level="3" data-animation-nesting="" data-sfc-cp="" data-wiz-attrbind="aria-level=SQ3UBe_1t/fLk2Md" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif, &quot;Noto Color Emoji&quot;; font-size: 20px; font-weight: 600; margin: 24px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);">&nbsp;</div> </div> <p>&nbsp;</p> Julia de Paiva Gonçalves, Maria Cláudia Martins de Oliveira, Verônica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1329 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ACOLHIMENTO E PSICOEDUCAÇÃO NO MANEJO DO LUTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1129 <p dir="ltr"><strong>Título:</strong> Acolhimento e Psicoeducação no Manejo do Luto: Relato de Experiência em Grupo Terapêutico</p> <p dir="ltr"><strong>Introdução:</strong> O luto é um processo psicológico natural, mas frequentemente pouco compreendido e patologizado, o que pode gerar isolamento e sofrimento evitável. Na Atenção Básica, observa-se demanda por espaços de escuta e cuidado voltados a pessoas enlutadas, muitas vezes sem acesso prévio a informações sobre o próprio processo de luto. O acolhimento e a psicoeducação constituem estratégias centrais para legitimar essa experiência e favorecer sua elaboração.</p> <p dir="ltr"><strong>Objetivo:</strong> Relatar a experiência de um grupo terapêutico de luto conduzido na Atenção Básica, destacando o acolhimento e a psicoeducação como eixos centrais da intervenção.</p> <p dir="ltr"><strong>Método:</strong> Relato de experiência sobre grupo terapêutico conduzido por psicólogo em Unidade Básica de Saúde, com frequência mensal, destinado a pacientes adultos encaminhados pela equipe de Estratégia de Saúde da Família ou a partir de matriciamento/discussão de caso. As estratégias incluíram psicoeducação sobre o processo de luto, escuta compartilhada entre os participantes e atividades expressivas. O grupo iniciou com 1 a 2 participantes, estabilizando-se em torno de 4 a 5 integrantes por encontro.</p> <p dir="ltr"><strong>Resultados:</strong> Ainda sem dados quantitativos sistematizados, observa-se qualitativamente que os participantes desenvolvem melhor compreensão sobre o próprio processo de luto. Destacam-se a validação do sofrimento e das emoções vivenciadas e o fortalecimento de uma rede de apoio entre os participantes por meio da escuta compartilhada.</p> <p dir="ltr"><strong>Conclusão:</strong> A experiência reforça o acolhimento e a psicoeducação como ferramentas potentes de cuidado em saúde mental na Atenção Básica, contribuindo para a normalização do luto, a validação emocional dos participantes e a construção de rede de apoio no território.</p> Eudes Gomes da Silveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1129 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 DA ESPERA À PARTICIPAÇÃO: O CUIDADO PSICOLÓGICO AOS FAMILIARES EM REABILITAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1430 <p>O processo de reabilitação de crianças e adolescentes mobiliza diretamente seus familiares, que frequentemente vivenciam sobrecarga, dúvidas e inseguranças no manejo cotidiano. No CER IV M’Boi Mirim, identificou-se a necessidade de ampliar o cuidado para além do paciente, reconhecendo a família como parte ativa do processo de reabilitação. O trabalho teve como objetivo descrever a experiência da Psicologia na condução de grupos com familiares de crianças e adolescentes em reabilitação, com foco no acolhimento, orientação, fortalecimento das competências parentais e corresponsabilização no cuidado. Trata-se de relato de experiência desenvolvido no CER IV M’Boi Mirim com familiares de crianças e adolescentes em acompanhamento. Os encontros foram organizados conforme faixa etária e características dos grupos. A Psicologia utilizou escuta qualificada, psicoeducação, atividades reflexivas e discussões grupais. Foram abordados limites e frustração, autonomia, rotina, participação familiar, sobrecarga dos cuidadores, rede de apoio, processo de alta e corresponsabilização no cuidado. A experiência evidenciou o grupo como espaço de acolhimento, troca de experiências e reflexão sobre práticas parentais e participação familiar no processo de reabilitação. Observou-se maior envolvimento dos familiares nas discussões, compartilhamento de estratégias para o cotidiano e ampliação da reflexão sobre autonomia, limites e responsabilidades parentais. Sobrecarga dos cuidadores, fragilidades na rede de apoio e receio diante da alta emergiram de forma recorrente. A Psicologia favoreceu a escuta das demandas emocionais, a mediação das discussões e a construção coletiva de possibilidades de cuidado, contribuindo para uma participação mais ativa da família. Conclui-se que a inclusão da Psicologia junto aos familiares amplia o cuidado para além da criança ou adolescente em reabilitação e reconhece a família como parte integrante desse processo. O grupo mostrou-se espaço de acolhimento, orientação e fortalecimento das competências parentais, favorecendo participação e corresponsabilização no cuidado. A experiência reforça a importância de espaços sistemáticos destinados aos familiares na reabilitação multiprofissional.</p> Carolina Sigrist Lolo de Campos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1430 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 Desafio Super Canguru https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1114 <p><span style="font-weight: 400;">O Método Canguru é uma estratégia de cuidado humanizado que favorece o desenvolvimento do recém-nascido, fortalece o vínculo entre pais e bebê e promove maior participação da família no processo de internação. Com o intuito de incentivar sua prática de forma contínua e lúdica, foi desenvolvido o Desafio Super Canguru, promovendo o engajamento das famílias e da equipe multiprofissional.</span></p> Caroline Arroyo, Viviane P. Trombini da Silva, Veronica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1114 Mon, 14 Sep 2026 00:00:00 +0000 AURICULOTERAPIA COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1163 <p>Em 2025, mais de 500 mil pessoas precisaram se afastar do trabalho por motivos de saúde mental (MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, 2025). Este trabalho tem o objetivo de relatar a experiência de aplicação de auriculoterapia em profissionais de saúde de um hospital, ressaltando sua utilização como uma prática integrativa e complementar em saúde além de promoção à saúde. Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo desenvolvido a partir da aplicação de auriculoterapia em profissionais de saúde de um hospital. Durante o atendimento de auriculoterapia foi possível oferecer aos profissionais um espaço de acolhimento e cuidado individualizado.</p> Natalia Fernandes Martins Fernandes Martins Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1163 Mon, 21 Sep 2026 00:00:00 +0000 ATRAVESSAMENTOS DA HOSPITALIZAÇÃO NA SUBJETIVIDADE DE PESSOAS QUE GESTAM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1031 <p>O período gestacional em contexto de uso de álcool e outras substâncias psicoativas (SPAs) configura uma gestação de alto risco, frequentemente associada a internações compulsórias que, embora justificadas pela proteção do nascituro, podem invisibilizar a subjetividade da gestante e operar sob lógicas de economia moral que dificultam a construção de autonomia. Este relato descreve a experiência de um grupo psicoterapêutico semanal, aberto e homogêneo, realizado em uma enfermaria de saúde mental de hospital geral do interior paulista, com gestantes hospitalizadas (voluntárias, involuntárias ou compulsórias). Orientado pela perspectiva da redução de danos, o grupo objetivou psicoeducar, fortalecer estratégias de enfrentamento e resgatar a consciência de si e a autonomia das participantes. As sessões foram conduzidas a partir do compartilhamento de histórias de vida, com discussões sobre cuidado, autocuidado, expectativas em relação à gestação, parto, maternidade e o estigma associado ao uso de SPAs. Observou-se que o espaço grupal favoreceu a elaboração de conflitos, o fortalecimento de vínculos com a equipe e a ressignificação do projeto de cuidado, mesmo em contexto de internação. A experiência aponta para a potência de estratégias grupais como ferramenta de humanização e continuidade do cuidado, indicando a necessidade de políticas públicas que considerem a complexidade da gestação em uso de SPAs.</p> Juliano de Oliveira Soares, Luciana de Souza Lima, Mariana de Souza Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1031 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 DIÁRIO DE UTI COMO RECURSO TERAPÊUTICO EM UM CASO DE SÍNDROME DE DOWN https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1125 <p><span style="font-weight: 400;">A internação prolongada em uma unidade neonatal após a confirmação de diagnóstico de síndrome de Down é um momento desafiador para as famílias, que atravessam um momento de ansiedade, angústia e luto. O presente trabalho trata-se de um relato de experiência na elaboração de um Diário de UTI em um caso de síndrome de Down em hospitalização prolongada. A construção do Diário de UTI demonstrou ser uma importante estratégia de humanização para o fortalecimento dos recursos de enfrentamento familiares, promovendo o cuidado integral, a elaboração e ressignificação de vivências relacionadas à internação e ao diagnóstico, bem como promove a construção e fortalecimento dos vínculos familiares. </span></p> Laura Pagnan Condini, Andressa Magalhães Codeiro, Veronica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1125 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 A A INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL ARTICULADA INTERSETORIALMENTE PARA A ENTREGA VOLUNTÁRIA DO RN NA SAÚDE NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1359 <p><span style="font-weight: 400;">O Serviço Social pauta-se na garantia de direitos e na autonomia das usuárias. A </span><strong>Entrega Voluntária</strong><span style="font-weight: 400;"> (Lei nº 13.509/2017) assegura a convivência familiar da criança diante da recusa da parentalidade. A atuação ética e intersetorial do Serviço Social hospitalar integrada otimiza o período de internação clínica para viabilizar os trâmites jurídicos, evitando o prolongamento do sofrimento institucional em abrigos e assegurando o direito fundamental ao afeto desde o exato momento da alta hospitalar do bebê de risco. Este estudo tem como objetivo r</span><span style="font-weight: 400;">elatar a intervenção do Serviço Social articulado intersetorialmente para a transição segura de um bebê extremo prematuro, para uma família adotiva . Trata-se de um estudo de caso qualitativo, descritivo e de caráter retrospectivo, fundamentado na sistematização da prática profissional do assistente social em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Após a decisão oficial da genitora pela entrega voluntária da criança para adoção, o Serviço Social hospitalar iniciou imediatamente os trâmites e fluxos intersetoriais junto à Vara da Infância e da Juventude, alinhando o tempo de internação clínica aos prazos do Poder Judiciário. </span><span style="font-weight: 400;">A experiência evidenciou que a intervenção e articulação intersetorial do Serviço Social materializa o superior interesse da criança, e evita o abandono crônico. A busca ativa precoce otimiza a internação clínica para os trâmites da Entrega Voluntária, impedindo a institucionalização de bebês de alta complexidade, garantindo o direito à convivência familiar protegida.&nbsp;&nbsp;</span></p> Vanessa Mello de Moura Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1359 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 GRUPO INTERDISCIPLINAR COM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1538 <p>O cuidado às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) demanda uma abordagem integral e interdisciplinar, considerando suas necessidades de comunicação, desenvolvimento, socialização e autonomia, além do suporte às famílias. Nesse contexto, a UBS iniciou, em agosto de 2023, um grupo interdisciplinar destinado a crianças de 5 a 11 anos com diagnóstico de TEA e seus familiares. As atividades são desenvolvidas por profissionais de Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição, Fisioterapia e Farmácia, com propostas voltadas à comunicação, interação social, socialização, autonomia e participação das crianças, além de acolhimento, escuta e orientação às famílias. A experiência possibilitou maior participação das crianças nas atividades, fortalecimento da interação social e ampliação das oportunidades de comunicação e autonomia. Para as famílias, o grupo constituiu espaço de acolhimento, troca de experiências e orientações sobre comunicação, comportamento, alimentação, desenvolvimento e cuidados em saúde. A atuação interdisciplinar ampliou o olhar sobre as necessidades individuais e fortaleceu o vínculo entre crianças, famílias e equipe da UBS. A experiência demonstrou que o grupo contribui para o cuidado integral e humanizado às crianças com TEA, fortalecendo a participação das famílias e ampliando as possibilidades de cuidado e acompanhamento pela Atenção Primária à Saúde.</p> Paula Barcellos de Pinho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1538 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 AVALIAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1208 <p>A notificação dos eventos adversos, é uma ferramenta utilizada por instituições de saúde para mapear erros, circunstancias de riscos e situações de agravos, desde que estejam relacionadas com a assistencia.</p> <p>O profissional que trata os eventos adversos, acaba se envolvendo emocionalmente com alguns casos, principalmente as investigações de óbitos e situações de gravame.</p> <p>A presente pesquisa revelou que grande parte dos profissionais que tratam os eventos adversos desenvolvem problemas emocionais, denominados síndrome da segunda vítima.</p> Fabio Vidal Franco, Claudirene Amaral Cunha, Jessica Cristina Cavassana, Gislene Ferreira Martins, Raquel de Andrade, Amonita de Souza Lopes Aguiar Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1208 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DE UM FLUXO DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL ENTRE MEDICINA DE FAMÍLIA, PSIQUIATRIA E CAPS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1484 <p>A crescente demanda por saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS) exige modelos assistenciais capazes de articular acesso, longitudinalidade e utilização adequada dos diferentes pontos da Rede de Atenção Psicossocial. Este trabalho descreve a implantação de um fluxo compartilhado de cuidado em saúde mental entre médicos de Família, psiquiatria da Unidade Básica de Saúde e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), com o propósito de ampliar a resolutividade da Estratégia Saúde da Família (ESF) e qualificar os encaminhamentos. Trata-se de relato de experiência baseado na estratificação da necessidade de cuidado e na definição de responsabilidades entre os pontos da rede. Foram reservadas duas consultas médicas semanais para avaliações ampliadas e instituído matriciamento mensal entre psiquiatra e médicos de Família. Casos estáveis ou leves permanecem sob acompanhamento do médico de Família e Comunidade; situações de maior complexidade, dúvida diagnóstica ou refratariedade são acompanhadas pela psiquiatria da UBS; e casos graves ou agudos são encaminhados ao CAPS. Nos casos intermediários, a conduta é definida conforme a complexidade clínica, podendo envolver ajuste terapêutico, matriciamento ou encaminhamento especializado. A implantação também estabeleceu mecanismos de encaminhamento reverso, permitindo que pacientes estabilizados pela psiquiatria retornem ao acompanhamento pela ESF com plano terapêutico e prazo de seguimento registrados no prontuário. O fluxo estruturou um modelo de cuidado compartilhado e preservou a ESF como coordenadora do cuidado. O matriciamento e a educação permanente passaram a apoiar decisões clínicas e ampliar a capacidade de manejo da equipe, evitando o direcionamento automático de todo sofrimento psíquico à psiquiatria. A avaliação futura deverá incorporar indicadores de acesso, matriciamento, encaminhamento, contrarreferência e acompanhamento longitudinal.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Elder Yuji Kimura da Silva, Igor Loures Rossinol de Souza Mendes, Matheus Florentino dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1484 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 MÚSICA E DANÇA ASSOCIADAS AO PILATES COMO ESTRATÉGIAS DE ESTÍMULO À MEMÓRIA, COGNIÇÃO E MOBILIDADE DE IDOSOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1528 <p>Relato de experiência desenvolvido com idosos do grupo Gerando Saúde durante aulas de Pilates, a partir da observação de maior envolvimento dos participantes quando músicas associadas às suas trajetórias de vida eram utilizadas. A estratégia foi ampliada com a realização de uma Festa dos Anos 60, integrando música, dança, brincadeiras e estímulos à evocação de memórias. Foram observados relatos espontâneos de lembranças, maior disposição para movimentos ritmados, interação entre os participantes e participação coletiva. A experiência sugere que a integração entre exercício físico, música e dança pode tornar as atividades mais significativas e favorecer, de forma simultânea, estímulos físicos, cognitivos, afetivos e sociais no cuidado à pessoa idosa.</p> Angela, Elizabeth, Jorge Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1528 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 AUTONOMIA NO USO DE MEDICAMENTOS POR PACIENTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1078 <p>A deficiência visual atinge cerca de 18,6% dos brasileiros (IBGE, 2010) e impacta diretamente a segurança farmacoterapêutica, dificultando a identificação dos medicamentos e horários e comprometendo o controle clínico. Este estudo objetivou utilizar ferramentas adaptadas para promover a autonomia no uso correto de medicamentos por pacientes com perda total da visão, visando o sucesso terapêutico e o controle de doenças crônicas. Trata-se de um relato de experiência sobre o atendimento interprofissional (farmacêutico e técnico de farmácia) prestado a dois usuários cegos em uso de medicamentos contínuos. A intervenção consistiu em entrevistas individuais para mapear dificuldades de adesão, orientações detalhadas da prescrição e fornecimento de organizadores de medicamentos com marcações de identificação tátil para os turnos (manhã, tarde e noite). Como resultado, ambos os pacientes compreenderam e replicaram com precisão a farmacoterapia prescrita utilizando os organizadores. Conclui-se que o cuidado farmacêutico individualizado e adaptado às necessidades sensoriais do usuário viabiliza a autonomia no tratamento, promovendo a adesão, o controle de enfermidades como hipertensão e diabetes e a mitigação de agravos à saúde do paciente com deficiência visual.</p> Karina Martins de Queiroz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1078 Wed, 26 Aug 2026 00:00:00 +0000 PARA ALÉM DOS MUROS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1148 <p><span data-path-to-node="0,0">O estudo "PARA ALÉM DOS MUROS: NO CEJAM, PREVENIR É VIVER COM QUALIDADE NO TERRITÓRIO" relata a experiência de um projeto piloto qualiquantitativo desenvolvido entre julho e setembro de 2026 pelo Consultório na Rua Campo Limpo (CEJAM / UBS Jardim Lídia), focado no manejo do tabagismo em um Centro de Acolhida Masculino em São Paulo</span><span data-path-to-node="0,2">. A iniciativa surgiu ao identificar o alto índice de uso de nicotina e as complexas barreiras de acesso aos serviços de saúde vivenciadas por pessoas em situação de vulnerabilidade e acolhimento</span><span data-path-to-node="0,4">. Para superar o modelo tradicional restrito aos muros da Unidade Básica de Saúde, a equipe multiprofissional descentralizou a assistência adaptando a metodologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estruturada no formato de "Encontro Zero" seguido de sete reuniões</span><span data-path-to-node="0,6">. A abordagem contemplou avaliação de dependência e motivação, estratégias de redução de danos, prevenção de recaídas, manejo de ansiedade e ociosidade, práticas de atividade física, saúde bucal, auriculoterapia e estímulo ao autocuidado</span><span data-path-to-node="0,8">. O grupo contou com 14 participantes, sendo 9 fumantes em acompanhamento ativo e 5 ex-fumantes que contribuíram com relatos de experiência</span><span data-path-to-node="0,10">. Durante o processo, 2 pessoas interromperam a participação por desligamento do centro de acolhida e 2 por inserção no mercado informal de trabalho, enquanto 5 mantiveram adesão com faltas pontuais decorrentes da dinâmica territorial</span><span data-path-to-node="0,12">. Embora não tenha ocorrido cessação total do consumo de tabaco no período analisado, os resultados qualitativos evidenciaram avanços centrais: diminuição expressiva do uso diário de cigarros, ampliação da reflexão sobre o vício, fortalecimento do pertencimento e da autonomia, e maior aproximação dos usuários com o SUS enquanto direito cidadão</span><span data-path-to-node="0,14">. Conclui-se que a territorialização do cuidado amplia a percepção de saúde e consolida o vínculo terapêutico como resultado fundamental, respaldando a continuidade do modelo e sua futura expansão para serviços de acolhimento feminino</span><span data-path-to-node="0,16">.</span></p> Nathalia Ribeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1148 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 VISITA NA MATERNIDADE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1170 <p>A visita à maternidade durante a gestação é uma estratégia de acolhimento e humanização, que permite à gestante e sua rede de apoio conhecerem previamente o ambiente hospitalar, a equipe e os processos relacionados ao parto. Essa aproximação contribui para reduzir medos e inseguranças, fortalecer vínculos e favorecer uma experiência mais segura e tranquila no pré-natal, parto e pós-parto.&nbsp;</p> Cristiane da Penha Mendes Camargo, Gilzana Rocha Silva, Giselli Scaliante de Oliveira, Luciana da Costa F. Almeida, Michelle Carreira Marcelino, Sheila Fagundes Lobo, Tais Lima de Santana, Veronica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1170 Tue, 22 Sep 2026 00:00:00 +0000 ATENDIMENTO INTEGRADO DA UBS COM EQUIPAMENTOS DA REDE À POPULAÇÃO MORADORA DE ÁREAS LIVRES https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1197 <p>O aumento da população moradora de áreas livres no território trouxe novos desafios para a Unidade Básica de Saúde (UBS), especialmente relacionados ao acesso aos serviços, à vigilância em saúde e à necessidade de fortalecimento do vínculo com essa população. Diante desse cenário, a unidade passou a desenvolver ações semestrais integradas com o Consultório na Rua, CAPS Álcool e Drogas, Redução de Danos e Centro de Testagem e Aconselhamento. As ações são realizadas no território, com oferta de preservativos, testagem conforme aceitação, avaliação de usuários com suspeita de doenças e agravos epidemiológicos, orientações e direcionamentos para continuidade do cuidado na rede. A atuação compartilhada possibilitou maior aproximação entre os serviços e a população moradora de áreas livres, favorecendo a identificação de necessidades de saúde e ampliando oportunidades de cuidado e prevenção. Observou-se fortalecimento do vínculo, maior aproximação com os equipamentos de saúde e qualificação da vigilância local. A experiência demonstrou que levar o cuidado ao território e integrar diferentes pontos da rede contribui para uma assistência mais acolhedora, acessível e humanizada.</p> Paula Barcellos de Pinho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1197 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 OFICINA DE FLÂMULAS COMO ESTRATÉGIA DE ACOLHIMENTO E HUMANIZAÇÃO NO CUIDADO MATERNO-INFANTIL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1311 <p>A hospitalização neonatal e a gestação de alto risco constituem experiências marcadas por vulnerabilidades que ultrapassam os aspectos biológicos, podendo repercutir nas dimensões emocional, social e familiar. Nesse contexto, o Serviço Social desempenha papel relevante na promoção do acolhimento, fortalecimento de vínculos e humanização do cuidado. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência da Oficina de Flâmulas como estratégia socioeducativa e lúdica voltada à promoção da sociabilidade, expressão criativa e fortalecimento de vínculos afetivos no contexto de internação neonatal e gestacional. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, desenvolvido em ambiente hospitalar com gestantes de alto risco e acompanhantes de recém-nascidos. A atividade foi organizada em três etapas: acolhimento e apresentação dos materiais têxteis; mediação do processo de confecção das flâmulas; e socialização das produções realizadas. O fazer manual foi utilizado como recurso de expressão e interação, favorecendo a criação de um espaço de convivência, descontração e compartilhamento de experiências. Observou-se que a oficina possibilitou maior interação entre os participantes, favoreceu a expressão de sentimentos e experiências relacionadas à hospitalização e contribuiu para a construção de vínculos e redes de apoio entre pessoas que vivenciavam contextos semelhantes. A experiência também possibilitou refletir sobre a atuação do assistente social no ambiente hospitalar, evidenciando possibilidades de intervenção que ultrapassam orientações, encaminhamentos e acesso a benefícios e serviços, incorporando a escuta sensível, o acolhimento e a promoção da humanização. Conclui-se que a Oficina de Flâmulas constitui uma estratégia socioeducativa de baixo custo e potencial humanizador, capaz de contribuir para o fortalecimento de vínculos e para a construção de espaços de cuidado mais acolhedores no contexto materno-infantil.</p> Karla Valentina Cunha Calderon, Jaqueline dos Santos Cyriaco, Bruna Maria Eduardo de Paula, Jussara da Paixão dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1311 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Educação Permanente e Cuidado Inclusivo: Qualificação da Equipe para o Atendimento à População LGBTQIA+ https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1473 <p data-pm-slice="1 1 []">Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma unidade de saúde, a partir de uma atividade educativa direcionada a Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), profissionais da recepção, regulação e setor administrativo. Foram realizadas quatro abordagens, sendo dois encontros com as ACS e dois horários destinados aos profissionais do setor administrativo, contemplando diferentes categorias da unidade. Utilizou-se metodologia participativa e dialogada, tendo a campanha <strong>“Como quer que eu te chame?”</strong> como estratégia de sensibilização. Foram abordados conceitos relacionados à população LGBTQIA+, diversidade sexual e de gênero, identidade, orientação sexual, nome e pronomes, uso do nome social e preenchimento adequado dos campos de identificação nos sistemas de saúde. Também foram discutidas situações do cotidiano dos serviços, favorecendo a reflexão sobre comunicação, respeito e práticas de cuidado inclusivas. A experiência teve como objetivo ampliar conhecimentos dos profissionais sobre diversidade sexual e de gênero, fortalecer estratégias de acolhimento e comunicação e contribuir para a redução de equívocos no atendimento à população LGBTQIA+.</p> Priscila Karen dos Santos Costa, Hudson Moura Torres, Karina Francisca Rozendo da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1473 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA LINHA DO CUIDADO DO TRABALHADOR COM FOCO NO BEM-ESTAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1574 <p><span style="font-weight: 400;">Estudo descritivo desenvolvido com uma amostra de 1.627 colaboradores vinculados às unidades do CEJAM. A intervenção consistiu na aplicação individualizada de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) — compreendendo Acupuntura, Auriculoterapia, Ventosaterapia, Aromaterapia, Eletroacupuntura e Reflexologia —, conduzida por enfermeiro especialista em Saúde do Trabalhador, Acupuntura e Neurologia. A metodologia contemplou a avaliação do quadro clínico pré-intervenção (focado em algias, ansiedade, estresse e outras) e o respectivo monitoramento pós-terapêutico. Os desfechos evidenciaram mitigação expressiva da sintomatologia ansiosa, estresse e algias musculoesqueléticas, além de elevados índices de satisfação dos participantes por meio da Pesquisa de Satisfação, no período compreendido entre 05 de março e 05 de setembro de 2026.</span><span style="font-weight: 400;">&nbsp;</span></p> Fernando Lemos Vila Nova, WAGNER REIS, Elizama DA SILVA FERREIRA; Felipe Miranda Rodrigues da Rocha, Arnaldo Galvão Luiz Galvão Junior; Barbara Batista Germolhato Semensato Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1574 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ESTRELAS DO CUIDADO: VALORIZAÇÃO DA EQUIPE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1109 <p>O reconhecimento profissional constitui uma importante estratégia para fortalecer o engajamento, a motivação e o sentimento de pertencimento dos trabalhadores, contribuindo para relações interpessoais mais colaborativas e para a qualificação do cuidado. O presente trabalho objetiva promover o reconhecimento dos colaboradores da Unidade Neonatal, Alojamento Conjunto e Banco de Leite, destacando atitudes e competências individuais e coletivas relacionadas ao trabalho em equipe e à excelência assistencial. Trata-se de um relato de experiência de uma ação institucional de reconhecimento profissional realizada por meio de formulário eletrônico, no qual os colaboradores foram convidados a indicar profissionais que se destacassem por características como empatia, proatividade, comprometimento, criatividade e inspiração. Participaram da ação 162 colaboradores, sendo reconhecidos profissionais de diferentes categorias e setores. A iniciativa possibilitou identificar e valorizar características profissionais relacionadas ao cuidado humanizado, fortalecendo o sentimento de pertencimento e reconhecimento entre os trabalhadores. Ao final, cada participante reconhecido recebeu um mini troféu e uma mensagem simbólica personalizada, representando o reconhecimento de sua contribuição para a equipe. A experiência evidenciou o potencial de estratégias institucionais de reconhecimento como recurso de valorização profissional e fortalecimento das relações interpessoais. A iniciativa demonstrou ser uma ferramenta acessível e significativa para incentivar práticas colaborativas, valorizar os profissionais e contribuir para um ambiente de trabalho mais humanizado, refletindo positivamente na qualidade da assistência prestada.</p> Mitiko Kuno, Caroline Amélia Vicente Arroyo, Veronica Feitosa Takemoto , Luciana da Costa Francisco Almeida, Viviane Pereira Trombini da Silva, Michelle Carreira Marcelino Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1109 Thu, 10 Sep 2026 00:00:00 +0000 NO CORRE DO PLANTÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1159 <p>A rotina do Centro Obstétrico é marcada por intensa demanda assistencial e situações de grande impacto emocional, podendo fazer com que pequenos gestos de cuidado e colaboração entre profissionais passem despercebidos. Nesse contexto, iniciativas que favoreçam a pausa e a valorização das experiências positivas podem contribuir para fortalecer vínculos e relações de trabalho. O presente trabalho objetiva relatar a experiência de implementação da ação <strong data-start="598" data-end="632">“No corre do plantão eu vi...”</strong>, desenvolvida com a equipe multiprofissional do Centro Obstétrico como estratégia de reconhecimento de gestos de cuidado, parceria e acolhimento presentes no cotidiano. Trata-se de um relato de experiência no qual foi disponibilizada uma caixa para que os colaboradores registrassem, de forma espontânea, situações positivas observadas durante o plantão, completando a frase <strong data-start="1008" data-end="1027">“Hoje eu vi...”</strong>. Os relatos poderiam ser identificados ou anônimos e, posteriormente, foram organizados e compartilhados em mural coletivo, preservando-se o anonimato quando solicitado. A ação possibilitou o registro de diferentes experiências significativas, envolvendo apoio entre colegas, empatia, colaboração, acolhimento e momentos marcantes relacionados à assistência. O compartilhamento desses relatos ampliou a visibilidade de práticas de cuidado presentes na rotina e favoreceu momentos de reflexão sobre as relações estabelecidas no ambiente de trabalho. Conclui-se que estratégias simples e de baixo custo podem contribuir para valorizar experiências positivas, fortalecer o reconhecimento entre profissionais e ampliar o olhar para o cuidado que também acontece entre aqueles que cuidam, colaborando para um ambiente de trabalho mais acolhedor e humanizado.</p> Mitiko Kuno, Giselli Scaliante de Oliveira, Verônica Feitosa Takemoto, Michelle Carreira Marcelino, Luciana da Costa Francisco Almeida, Sheila Fagundes Lobo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1159 Thu, 17 Sep 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO DE ALTA DEMANDA EM SAÚDE AUDITIVA REESTRUTURAÇÃO DE UM PLANTÃO SOB A ÓTICA DO CUIDADO CENTRADO NO USUÁRIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1238 <p>Introdução: O serviço de saúde auditiva do CER IV M’Boi Mirim, ativo desde 2014, conta com cerca de 4.500 pacientes em acompanhamento contínuo. O <em>Plantão de Aparelhos auditivos (AASI)</em> semanal oferece atendimento sob livre demanda para a manutenção de AASI e resolução de urgências com os dispositivos. Com a crescente demanda, este formato superou a capacidade instalada, fragilizando o acolhimento, o acesso e a experiência do usuário. Para mitigar o risco de desassistência, este trabalho relata a reestruturação do plantão de AASI, implantada em março de 2026, sob a ótica da humanização e do cuidado centrado no usuário.</p> <p>Objetivo:&nbsp;Relatar a experiência de reestruturação do <em>Plantão de AASI</em>, a partir de março de 2026, com foco na humanização, no cuidado centrado no usuário e na melhoria do fluxo, buscando maior organização, assertividade e eficiência nos processos.</p> <p>Métodos: Trata-se de um relato de experiência sobre a reorganização do processo de trabalho no plantão, construída a partir de discussões multiprofissionais entre fonoaudiologia, enfermagem e setor administrativo. A reestruturação incluiu a capacitação de um auxiliar administrativo para o acolhimento inicial, organização e direcionamento dos pacientes, empenhado na redução de barreiras comunicacionais, incluindo o encaminhamento a profissional fluente em LIBRAS, quando necessário. Foi criado um espaço de acolhimento com café, chá e bolachas, oferecendo conforto e cuidado aos usuários que chegam ao serviço nas primeiras horas do dia. Para acompanhamento em tempo real do fluxo e gestão de vagas, foram implementados instrumentos compartilhados entre a equipe. Os usuários excedentes à capacidade diária passaram a ser acolhidos pela enfermagem com escuta ativa, orientações em saúde auditiva e agendamento oportuno. Por fim, aplicou-se um questionário de satisfação para avaliar a qualidade da escuta, do acolhimento e da organização assistencial sob a perspectiva do usuário.</p> <p>Resultados: A reestruturação do <em>Plantão de AASI</em> alcançou índice superior a 97% de satisfação em todos os aspectos avaliados, destacando-se acolhimento, ambiência, organização do fluxo, comunicação e resolutividade. <br>A gestão mais assertiva do acesso possibilitou uma jornada assistida desde a chegada até a resolução da demanda. Mesmo diante da elevada procura, os usuários excedentes foram acolhidos, orientados e direcionados pela equipe, promovendo maior segurança, tranquilidade e redução da sensação de desassistência.<br>A atuação integrada entre recepção, enfermagem e fonoaudiologia, associada à escuta qualificada, redução de barreiras comunicacionais e oferta de café, fortaleceu o cuidado humanizado e centrado no usuário.<br>A maior sistematização do fluxo e a integração multiprofissional contribuíram para mais organização, eficiência e resolutividade, refletindo-se na percepção positiva dos usuários.<br>Os gráficos e registros fotográficos apresentados ilustram o impacto das estratégias implementadas na experiência e satisfação dos usuários.<br>Mais do que organizar o fluxo, a reestruturação qualificou a jornada do usuário, unindo acesso, segurança e cuidado.</p> <p>Conclusão:&nbsp;A reestruturação do <em>Plantão de AASI</em> demonstrou que humanização e eficiência na gestão do acesso podem caminhar juntas, mesmo em cenários de elevada demanda no SUS. A integração multiprofissional, o acolhimento dos usuários excedentes, a escuta qualificada e a redução de barreiras comunicacionais possibilitaram uma jornada mais organizada, segura e acolhedora, do início ao fim do atendimento.</p> Tamires Reis, Natan Soares Brito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1238 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO ENTRE FARMÁCIA E PSIQUIATRIA NO DESMAME DE PSICOTRÓPICOS NA UBS JARDIM MARACÁ https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1026 <p class="isSelectedEnd"><strong>Introdução: </strong>O desmame de medicamentos psicotrópicos na Atenção Primária à Saúde requer integração entre os profissionais para garantir segurança, continuidade do cuidado e uso racional de medicamentos. Na UBS Jardim Maracá foi implantado um fluxo integrado entre Farmácia e Psiquiatria para qualificar esse processo.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Objetivo: </strong>Relatar a experiência da implantação de um fluxo integrado entre Farmácia e Psiquiatria para o acompanhamento do desmame de psicotrópicos na Atenção Primária à Saúde.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Método: </strong>Relato de experiência desenvolvido na UBS Jardim Maracá. A Psiquiatra identifica os pacientes elegíveis ao desmame e registra o plano terapêutico em planilha compartilhada. A Farmacêutica realiza o acompanhamento farmacoterapêutico conforme prescrição médica, monitorando adesão, evolução clínica e possíveis intercorrências. As informações são registradas em prontuário eletrônico, permitindo acompanhamento compartilhado entre os profissionais.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Resultados: </strong>O fluxo implantado organizou o acompanhamento dos pacientes em desmame de psicotrópicos, qualificando a comunicação entre Farmácia e Psiquiatria e fortalecendo a coordenação do cuidado. A planilha compartilhada possibilitou o encaminhamento sistemático dos pacientes para acompanhamento farmacêutico, enquanto o registro em prontuário eletrônico favoreceu o monitoramento da evolução clínica e a continuidade da assistência. A experiência fortaleceu o trabalho multiprofissional, o uso racional de medicamentos e a segurança do paciente. Serão apresentados os indicadores relacionados aos pacientes acompanhados e aos desfechos do processo.</p> <p class="isSelectedEnd"><strong>Conclusão: </strong>A integração entre Farmácia e Psiquiatria estruturou um fluxo local que qualificou o acompanhamento do desmame de psicotrópicos, fortaleceu a comunicação entre os profissionais e favoreceu a continuidade do cuidado, demonstrando ser uma estratégia simples, reprodutível e aplicável à Atenção Primária à Saúde.</p> Caroline Murca Momesso Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1026 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 PRIMEIRO NATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1117 <p><span style="font-weight: 400;">A internação neonatal pode modificar significativamente a vivência de datas comemorativas pelas famílias, tornando momentos tradicionalmente marcados por celebrações em experiências permeadas por incertezas e sofrimento emocional. Ações de humanização que ressignificam essas datas contribuem para o fortalecimento do vínculo familiar, promovem acolhimento e favorecem a construção de memórias positivas durante a hospitalização.</span></p> Caroline Arroyo, Viviane P. Trombini da Silva, Veronica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1117 Mon, 14 Sep 2026 00:00:00 +0000 CORPO E MENTE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1146 <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="242" data-end="681">A ação “Corpo e Mente” foi realizada após um incêndio na Comunidade Algard, no Jardim São Bento, que deixou 22 famílias desabrigadas e gerou sofrimento psicossocial entre os moradores. A iniciativa surgiu a partir das necessidades identificadas durante visitas domiciliares realizadas pela Agente Comunitária de Saúde (ACS), em parceria com a Agente de Promoção Ambiental do PAVS e a Articuladora Social do Instituto CEJAM.</p> <p data-start="683" data-end="1056">A ação teve como objetivo promover acolhimento, humanização do cuidado e apoio psicossocial às famílias atingidas. Participaram 14 voluntários, entre psicólogos, assistentes sociais e profissionais de instituições parceiras. Foram realizadas roda de conversa, escuta qualificada, acolhimento, orientações e encaminhamentos para a rede de saúde e assistência social.</p> <p data-start="1058" data-end="1426">A atividade alcançou diretamente 14 moradores, que compartilharam experiências de sofrimento emocional relacionadas às perdas provocadas pelo incêndio, incluindo luto, aumento do consumo de álcool e sintomas depressivos. O espaço possibilitou a expressão de sentimentos, o fortalecimento dos vínculos e a identificação de necessidades para acompanhamento contínuo.</p> Daniela Rosa Rangel, Jessica da Silva Lima Gomes, Ristefan Reis dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1146 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 ESTIMULAÇÃO COGNITIVA E EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM PESSOAS IDOSAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1220 <p>As quedas podem comprometer a funcionalidade, a independência e a participação da pessoa idosa, apresentando causas multifatoriais relacionadas a aspectos físicos, clínicos, ambientais e psicossociais. Este trabalho relata a elaboração de uma tecnologia educativa que integra educação em saúde e estimulação cognitiva para abordar a prevenção de quedas, o autocuidado e a manutenção da funcionalidade. Desenvolvido no contexto da URSI Campo Limpo, o caderno educativo reúne conteúdos sobre limitação física, saúde mental, medicamentos, segurança no domicílio, nutrição e saúde bucal, visão, audição, doenças crônicas, idade, autopercepção da saúde, atividades instrumentais da vida diária e incontinência urinária. Foram utilizados recursos lúdicos, como palavras cruzadas, caça-palavras, jogo dos sete erros e uma história educativa. A proposta busca favorecer a reflexão sobre o cuidado ao longo da vida, reforçando que a prevenção de quedas deve estar associada à adoção de hábitos saudáveis e atitudes de autocuidado, contribuindo para um envelhecimento com autonomia, independência e qualidade de vida.</p> Luciana Aparecida Oliveira Carvalho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1220 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 ENTRE AFETO E CLÍNICA: AÇÕES HUMANIZADAS EM UNIDADE NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1451 <p><span data-path-to-node="1,0">O trabalho aborda a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) como um ambiente de alta complexidade que, além do impacto sobre o recém-nascido em estado crítico, traz fragilidades emocionais e sociais à sua família e dificulta a vivência da parentalidade</span><span data-path-to-node="1,2">. Nesse cenário, o estudo tem como objetivo demonstrar a importância das ações humanizadas desenvolvidas conjuntamente pelo Serviço Social e pela Psicologia no acolhimento, no suporte emocional e no fortalecimento dos vínculos familiares</span><span data-path-to-node="1,4">. Metodologicamente, trata-se de um relato de experiência vivenciado em uma UTIN de um hospital de São Paulo durante o acompanhamento de uma mãe em situação de vulnerabilidade emocional e social, marcada pela ausência paterna</span><span data-path-to-node="1,6">. Para ressignificar a experiência da internação, foram implementadas estratégias interativas e afetuosas, como incentivo à leitura materna para o bebê, registros diários para a construção de memórias e a organização da celebração de um mêsversário com a participação de familiares e da equipe multiprofissional</span><span data-path-to-node="1,8">.</span></p> Bruna Maria Eduardo de Paula Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1451 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 O IMPACTO EMOCIONAL POSITIVO DE AÇÕES INSTITUCIONAIS DE ACOLHIMENTO COM OS COLABORADORES DA MATERNIDADE E NEONATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1471 <p><span style="font-weight: 400;">A saúde mental dos colaboradores da área hospitalar é uma preocupação crescente nas organizações de saúde. Aspectos como a exigência técnica contínua e exposição a situações de sofrimento psíquico podem repercutir emocionalmente nos profissionais, em condições que os tornam mais vulneráveis ao desenvolvimento de estresse ocupacional, ansiedade e depressão. A elaboração de estratégias de integração e fortalecimento dos recursos de enfrentamento da equipe são essenciais para o cuidado e a construção de um ambiente de trabalho saudável e acolhedor.&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um relato de experiência referente à implementação de ações institucionais em um hospital público no município de São Paulo, abarcando os setores de Alojamento Conjunto, Centro Obstétrico, Pronto-Socorro de Ginecologia e Obstetrícia e Unidade Neonatal. Dentre as ações, destacam-se dinâmicas ocorridas ao longo de um mês, como a de Correio Elegante (distribuição diária de bilhetes, anônimos ou não, com o intuito de compartilhar recados de carinho e acolhimento entre a equipe) e Amigo Cuidador (é realizado um sorteio entre os plantões, e o colaborador deverá cuidar da pessoa sorteada de diversas formas durante o mês, como através de recados e lembrancinhas). </span><span style="font-weight: 400;">As equipes demonstraram engajamento com as ações propostas. Observou-se que houveram aumentos na interação entre as equipes e nas relações interpessoais, com impacto positivo na autoestima e motivação, além de repercussões positivas no estado emocional perante a valorização do trabalho, reconhecimento entre os pares e construção de memórias afetivas. Com isso, ocorreu um movimento de acolhimento e integração das equipes, fortalecimento dos laços sociais entre os colaboradores e momento de descompressão, o que sensibiliza e estimula a construção de atitudes respeitosas e empáticas, e favorece a construção de um ambiente de trabalho humanizado, colaborativo e acolhedor. </span><span style="font-weight: 400;">As ações institucionais de acolhimento e de autocuidado contribuem para o impacto psicológico positivo nas equipes através da sensibilização sobre a importância do trabalho em equipe, do ambiente humanizado e com cuidado mútuo, demonstrando a relevância de ferramentas e recursos lúdicos para a elaboração de estratégias que promovam a saúde mental para os colaboradores.&nbsp;</span></p> Laura Pagnan Condini, Fernanda Senhora da Silva, Andressa Magalhães Cordeiro, Veronica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1471 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 GRUPO DE APOIO AOS CUIDADORES EM UM CENTRO ESPECIALIZADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1517 <p>O cuidado de crianças com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento&nbsp; impõe desafios significativos aos cuidadores, frequentemente associados a altos níveis de estresse, sobrecarga emocional e dificuldades no manejo das demandas cotidianas. A implementação de grupos de apoio em centros de reabilitação visa não apenas acolher esses cuidadores, mas também oferecer suporte estruturado por meio da abordagem de temas específicos, com o objetivo de direcionar comportamentos e promover estratégias mais adaptativas no cuidado diário. Esse suporte contribui para o fortalecimento emocional dos cuidadores e impacta positivamente o engajamento familiar e a adesão ao processo de reabilitação das crianças.</p> Erlane Monica Chaves da Silva, Graziela Aparecida Damasceno Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1517 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 AMBIENTE RESTAURADOR NA URGENCIA:HUMANIZAÇAO E BEM-ESTAR DOS TRABALHORES EM UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1592 <p>A implantação de ambientes restauradores em serviços de urgência pode contribuir para humanização e promoção do bem-estar dos trabalhadores. Este trabalho descreve a implantação de um espaço restaurador destinado aos profissionais de uma unidade de pronto atendimento. O ambiente foi estruturado em área externa, com redes, vegetação, vasos, elementos visuais inspirados na natureza e espaço de convivência. A experiência foi documentada por registros fotográficos do ambiente e observação geral de sua utilização, sem coleta de dados individuais dos trabalhadores. Observou-se utilização do espaço por profissionais de diferentes categorias durante os períodos de descanso, demonstrando sua incorporação à rotina da unidade. A iniciativa mostrou-se viável como estratégia complementar de valorização, acolhimento e cuidado ao trabalhador.</p> Nemer El Bacha, Patricia Meire Caravante Gaia, Janaina Aparecida da Silva Macedo, Marisa Novaes da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1592 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ESTRATÉGIAS DE HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL NA PERSPECTIVA DA ATUAÇÃO EM REDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1105 <p>A humanização do cuidado em saúde mental pressupõe práticas centradas na pessoa, capazes de articular acolhimento, escuta qualificada, vínculo, autonomia, corresponsabilização e continuidade assistencial. Este estudo teve como objetivo analisar, na literatura recente, as principais estratégias de humanização aplicadas ao cuidado em saúde mental na perspectiva da atenção em rede. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada a partir de questão norteadora relacionada às práticas que favorecem cuidado humanizado, integral e contínuo. Foram consideradas publicações entre janeiro de 2021 e agosto de 2026, em português, inglês e espanhol, com foco em saúde mental, humanização e integração do cuidado. A síntese temática dos achados permitiu organizar as estratégias em seis dimensões: acolhimento, escuta e vínculo; autonomia, protagonismo e decisão compartilhada; continuidade e coordenação do cuidado; trabalho multiprofissional e integração entre serviços; participação da família e da comunidade; e gestão e qualificação do cuidado. Os resultados apontam que a humanização não se restringe à postura individual do profissional, mas depende da organização dos processos assistenciais e da articulação efetiva da rede. Conclui-se que estratégias relacionais, organizacionais e interprofissionais, quando integradas, favorecem maior continuidade, resolutividade e integralidade do cuidado em saúde mental.</p> Cindy Maria Castro Monteiro, Luciana Souza Lima Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1105 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 ACOLHER PARA AMPLIAR: FORTALECIMENTO FAMILIAR E PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL DE PESSOAS LGBTQIAPN+ https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1233 <p>O acolhimento e o fortalecimento dos vínculos familiares são importantes para a promoção da saúde mental e para a proteção de pessoas LGBTQIAPN+, considerando que a falta de informação, o preconceito e as dificuldades de diálogo podem contribuir para conflitos, sofrimento e situações de vulnerabilidade. Este trabalho teve como objetivo descrever a experiência do Acolher para Ampliar na promoção do acolhimento, fortalecimento dos vínculos familiares e saúde mental de pessoas LGBTQIAPN+. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, referente à iniciativa Acolher para Ampliar, coordenada pelo Instituto CEJAM e Núcleo Técnico Regional do CEJAM em parceria com o Centro de Referência LGBTI Edson Néris – Sul. A iniciativa teve início em janeiro de 2025 e permanece em andamento, com encontros mensais envolvendo rodas de conversa, escuta qualificada, orientação multiprofissional e articulação com a rede de serviços. A análise considerou os registros da iniciativa e a avaliação dos participantes. Em 2025, foram realizados seis encontros, com média de 15 a 20 participantes por encontro e acompanhamento direto de aproximadamente 10 famílias. As avaliações indicaram 100% de ampliação do conhecimento, 100% dos participantes mais preparados para apoiar pessoas LGBTQIAPN+ e 88,9% avaliaram os temas como muito relevantes. A experiência demonstrou contribuição para o fortalecimento do diálogo, da informação e do apoio familiar, configurando-se como estratégia de promoção da saúde mental e humanização, com metodologia participativa e potencial de replicação.</p> Thayná Dias Caruzzo, Marceli Fradeschi, Anderson M Ribeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1233 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 "Visita dos Super Irmãos" https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1318 <p><strong>Introdução</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A internação de um recém-nascido (RN) em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) representa uma ruptura abrupta na dinâmica familiar, frequentemente mantendo os irmãos mais velhos afastados do convívio com o bebê. O modelo de cuidado centrado na família tem sido cada vez mais incorporado às práticas neonatais como estratégia para mitigar esse impacto, reconhecendo a família como parte ativa do cuidado e não apenas como visitante (Gómez-Cantarino et al., 2020).&nbsp;</span></p> <p><strong>Objetivos</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Este relato descreve a experiência da "Visita dos Super Irmãos" em uma UTI neonatal de um hospital localizado na zona oeste da cidade de São Paulo, atividade lúdica voltada à ampliação da visita de irmãos aos RN internados.</span></p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A ação foi realizada em uma quinta-feira, dia previamente definido para a visita ampliada. As famílias com filhos mais velhos foram convidadas a trazê-los à unidade para conhecer os irmãos recém-nascidos internados. Para tornar o momento acolhedor e lúdico, a equipe assistencial contou com o apoio de um grupo de voluntários caracterizados como super-heróis, que recepcionou as crianças na entrada da unidade. Os irmãos visitantes também foram caracterizados, recebendo capas de super-herói antes de entrarem para o encontro com o RN internado, reforçando simbolicamente o papel de "super irmão" protetor do bebê.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A atividade foi conduzida com apoio da equipe multiprofissional, que orientou previamente as famílias quanto a paramentação, higienização das mãos e cuidados necessários para reduzir o risco de transmissão de agentes infecciosos, mantendo a segurança dos RN internados durante a interação.</span></p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa dialoga diretamente com evidências que sustentam o envolvimento da família, incluindo irmãos, como estratégia terapêutica e não apenas social. Revisão sistemática com metanálise de 15 ensaios clínicos randomizados (5.240 participantes) mostrou que intervenções de envolvimento familiar na rotina de cuidados de RN pré-termo ou de baixo peso reduziram o tempo de internação (diferença média de -2,91 dias) e o estresse/ansiedade parental, além de aumentarem a velocidade de ganho de peso e as taxas de aleitamento materno predominante ou exclusivo, sem aumento de mortalidade (North et al., Pediatrics, 2022).</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">&nbsp;&nbsp;A caracterização lúdica dos irmãos e da equipe voluntária, embora não constitua por si só uma intervenção clínica formalmente estudada, insere-se nesse escopo mais amplo de humanização, favorecendo o vínculo afetivo, reduzindo o estranhamento da criança em relação ao ambiente hospitalar e legitimando seu papel na família durante a internação do irmão. Revisão integrativa sobre o modelo de cuidado centrado na família em UTIN destaca que o cuidado humanizado envolve uma abordagem ética que aproxima a equipe de saúde da família, sendo a integração de irmãos parte desse processo de humanização (Gómez-Cantarino et al., 2020).</span></p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A experiência da "Visita dos Super Irmãos" demonstra a viabilidade de ações lúdicas e humanizadas para ampliar a participação de irmãos na internação neonatal, alinhando-se às evidências que apontam benefícios do envolvimento familiar sobre desfechos clínicos e psicossociais, sem aumento demonstrado de risco infeccioso quando há triagem prévia adequada.&nbsp;</span></p> <h3><strong>Referencias&nbsp;</strong></h3> <ol> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://doi.org/10.1542/peds.2022-057092O"><span style="font-weight: 400;">Family Involvement in the Routine Care of Hospitalized Preterm or Low Birth Weight Infants: A Systematic Review and Meta-Analysis</span></a><span style="font-weight: 400;">. North K, Whelan R, Folger LV, et al. Pediatrics. 2022;150(Suppl 1):e2022057092O. doi:10.1542/peds.2022-057092O.</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29205682"><span style="font-weight: 400;">Sibling Visits and Viral Infection in the Neonatal Intensive Care Unit</span></a><span style="font-weight: 400;">. Horikoshi Y, Okazaki K, Miyokawa S, et al. Pediatrics International : Official Journal of the Japan Pediatric Society. 2018;60(2):153-156. doi:10.1111/ped.13470.</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://doi.org/10.1097/CCM.0000000000002169"><span style="font-weight: 400;">Guidelines for Family-Centered Care in the Neonatal, Pediatric, and Adult ICU</span></a><span style="font-weight: 400;">. Davidson JE, Aslakson RA, Long AC, et al. Critical Care Medicine. 2017;45(1):103-128. doi:10.1097/CCM.0000000000002169.</span></li> <li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33019680"><span style="font-weight: 400;">Developing a Family-Centered Care Model in the Neonatal Intensive Care Unit (NICU): A New Vision to Manage Healthcare</span></a><span style="font-weight: 400;">. Gómez-Cantarino S, García-Valdivieso I, Moncunill-Martínez E, Yáñez-Araque B, Ugarte Gurrutxaga MI. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2020;17(19):E7197. doi:10.3390/ijerph17197197.</span></li> </ol> <p>&nbsp;</p> Julia de Paiva Gonçalves, Vanessa Mello de Moura, Douglas Gomes Tuão, Cintia Lourenço Mesquita da Silva, Verônica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1318 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPACTO EMOCIONAL DA SÍNDROME DEMENCIAL NA FAMÍLIA: SOBRECARGA E ESTRATÉGIAS DE APOIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1460 <p>A síndrome demencial produz repercussões que ultrapassam a pessoa idosa e atingem diretamente familiares e cuidadores. Este estudo analisou os principais impactos emocionais vivenciados por familiares de idosos com demência e as estratégias capazes de reduzir a sobrecarga. Trata-se de revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, com busca realizada em setembro de 2026 nas bases SciELO e PubMed, complementada por documento da Organização Mundial da Saúde. As evidências demonstraram associação do cuidado contínuo com sobrecarga, estresse, ansiedade, depressão, culpa e sentimentos ambivalentes. Em estudo brasileiro, 51,7% das 58 cuidadoras avaliadas apresentaram sobrecarga leve a moderada. Revisões identificaram como necessidades recorrentes o acesso à informação, treinamento, apoio emocional, suporte social e equilíbrio entre o cuidado e as necessidades pessoais. Intervenções não farmacológicas, especialmente psicoeducação e estratégias de apoio, apresentaram benefícios sobre sobrecarga e aspectos da saúde emocional. Conclui-se que o cuidado à pessoa idosa com síndrome demencial deve incorporar sistematicamente a família, reconhecendo o cuidador como sujeito de cuidado e fortalecendo a atuação da enfermagem e da equipe multiprofissional.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Alex Souza de Jesus Mariano, Marcia Lopes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1460 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ODONTO SOLIDÁRIO: ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO À POPULAÇÃO EM TERRITÓRIO DE ALTA VULNERABILIDADE SOCIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1524 <p>O acesso à saúde bucal constitui um importante componente da atenção integral à saúde. Entretanto, populações inseridas em territórios de alta vulnerabilidade social podem apresentar dificuldades de acesso aos serviços odontológicos, favorecendo a ocorrência e o agravamento de problemas bucais. Nesse contexto, o projeto Odonto Solidário foi desenvolvido com a proposta de ampliar o acesso ao cuidado odontológico, promover ações de prevenção e educação em saúde bucal e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população atendida.&nbsp; O trabalho tem como objetivo relatar a experiência do projeto Odonto Solidário no atendimento odontológico e na promoção da saúde bucal de uma população residente em território de alta vulnerabilidade social, destacando as ações desenvolvidas e sua contribuição para a ampliação do acesso ao cuidado odontológico.</p> Sahar Ganz Riman Clara Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1524 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 A ATUAÇÃO ÉTICA DO ASSISTENTE SOCIAL COMO INSTRUMENTO PARA A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E DO ACESSO EQUITATIVO À SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1001 <p>A efetivação dos direitos humanos em saúde depende da garantia do acesso universal, integral e equitativo aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo o assistente social um agente fundamental na mediação entre as necessidades da população e a rede de proteção social. Este estudo teve como objetivo analisar a contribuição da atuação ética do assistente social para a promoção dos direitos humanos e do acesso equitativo à saúde na Atenção Primária. Trata-se de um estudo descritivo, documental, de abordagem quantitativa e qualitativa, baseado na análise dos registros administrativos do Serviço Social de uma Unidade Básica de Saúde do município de São Paulo, referentes ao período de janeiro de 2025 a junho de 2026. Foram identificados aproximadamente 1.400 atendimentos, com predominância de atendimentos individuais, teleatendimentos, visitas domiciliares e ações interprofissionais. As principais demandas envolveram acesso aos serviços especializados, orientação sobre direitos sociais e previdenciários, encaminhamentos para benefícios socioassistenciais e acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Os resultados demonstram que a atuação ética do assistente social contribui para a redução das barreiras de acesso, fortalecimento da articulação intersetorial, promoção da autonomia dos usuários e qualificação do cuidado humanizado. Conclui-se que o Serviço Social desempenha papel estratégico na efetivação dos direitos humanos e na promoção da equidade em saúde, fortalecendo os princípios da universalidade, integralidade e justiça social no âmbito da Atenção Primária.</p> <p>&nbsp;</p> Robson Vasconcelos Garcia Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1001 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 EDUCAÇÃO EM SAÚDE MATERNA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1115 <p><span style="font-weight: 400;">As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e a gravidez na adolescência representam importantes desafios de saúde pública, exigindo ações contínuas de educação em saúde e promoção da prevenção. Nesse contexto, intervenções psicoeducativas no ambiente hospitalar constituem uma estratégia para ampliar o acesso à informação, favorecer a reflexão e fortalecer o cuidado integral às mulheres.</span></p> Caroline Arroyo, Cristiane da Penha M. de Camargo, Giselli Scaliante de Oliveira, Mitiko Kuno, Viviane P. Trombini da Silva, Veronica Feitosa Takemoto, Tais Lima de Santana, Sheila Fagundes Lobo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1115 Mon, 14 Sep 2026 00:00:00 +0000 ORIENTAÇÃO DE ALTA PARA PACIENTES NÃO ALFABETIZADOS EM UM PRONTO-SOCORRO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1448 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>A compreensão das orientações de alta é fundamental para a segurança e continuidade do cuidado. Entretanto, pacientes não alfabetizados podem apresentar dificuldades diante de materiais predominantemente escritos.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Relatar a experiência da implantação de uma estratégia de orientação de alta acessível, utilizando recursos visuais e linguagem simplificada, destinada a pacientes não alfabetizados atendidos em um pronto-socorro, com o propósito de facilitar a compreensão das informações fornecidas, reduzir barreiras de comunicação, favorecer a participação do paciente e/ou acompanhante no cuidado e contribuir para a segurança e continuidade da assistência após a alta.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p>A estratégia foi desenvolvida a partir da identificação de pacientes com dificuldade de leitura e compreensão das orientações convencionais. Foram utilizados materiais com linguagem simples, figuras e recursos visuais, associados à orientação verbal individualizada e à confirmação da compreensão pelo paciente e/ou acompanhante.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>A estratégia favoreceu maior interação entre profissional e paciente, facilitou a identificação de dúvidas durante a orientação e tornou as informações mais acessíveis. O recurso visual mostrou-se uma importante ferramenta de apoio à comunicação, possibilitando adaptar a orientação às necessidades individuais e fortalecer uma assistência mais inclusiva e humanizada.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Conclusão:</strong></p> <p>A utilização de recursos visuais e linguagem simples na orientação de alta mostrou-se uma estratégia viável e de fácil aplicação na rotina assistencial. A experiência reforça a importância de adequar a comunicação ao nível de compreensão do paciente, contribuindo para a humanização, autonomia e segurança na continuidade do cuidado.</p> RENATA COLLESI CORDOVIL, Paula Dal Maso Altimari , EDUARDO LUNA DE OLIVEIRA TORRES Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1448 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 QUANDO O CUIDADO VAI AO ENCONTRO DO IDOSO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1514 <p>&nbsp;</p> <p>O isolamento social na velhice pode ser agravado por barreiras territoriais e limitações de mobilidade que dificultam a participação em atividades coletivas. No território do Programa Acompanhante de Idosos (PAI) Jardim Comercial, ruas íngremes, escadarias e moradias pouco acessíveis motivaram a criação do Chá Itinerante, estratégia que leva encontros de convivência ao domicílio de idosos acompanhados pelo programa. Implantada em 2025, a iniciativa realiza encontros mensais, em sistema de rodízio, priorizando usuários em maior isolamento social e com dificuldade de participação. Os ACIs organizam convites, mobilização, transporte e logística, reunindo cerca de dez participantes por encontro, com refeições compartilhadas, rodas de conversa e dinâmicas terapêuticas voltadas à memória, comunicação, interação social e autoestima. No primeiro ano, foram realizados 12 encontros, alcançando aproximadamente 60% dos idosos acompanhados; considerando cerca de 120 usuários por ciclo assistencial, estima-se a participação de 72 idosos. A avaliação qualitativa identificou maior interação social, fortalecimento de vínculos e ampliação da participação de usuários anteriormente pouco inseridos nas ações coletivas.</p> Thiago de Castro Menezes, Marcia Lopes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1514 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 GRUPO DE APOIO AO PROCESSO DE LUTO EM UTI NEONATAL: FORTALECIMENTO EMOCIONAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1550 <p>O trabalho relata uma experiência de intervenção grupal conduzida pela Psicologia e pelo Serviço Social com mães de bebês internados em UTI Neonatal em uma maternidade pública de São Paulo. O objetivo foi promover o fortalecimento emocional, a construção de apoio mútuo e a elaboração do luto utilizando recursos expressivos como mascotes de pelúcia, cartões temáticos e cartas. Os resultados indicam que o espaço protegido de escuta favoreceu a expressão de sentimentos, a simbolização da experiência e o fortalecimento dos recursos de enfrentamento. A conclusão aponta que a prática interdisciplinar constitui uma intervenção humanizada, de baixo custo e alto impacto no SUS, valorizando a subjetividade e a integralidade do cuidado.</p> Mylane Lima de Brito Araujo, Bruna Maria Eduardo de Paula, Caroline Moreira Felix, Jessica Campos dos Reis, Giovanna Helloisa da Silva Coelho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1550 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 AUDITORIA DA MEDICAÇÃO DOMICILIAR PARA AUTONOMIA DO PACIENTE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1059 <p>O uso frequente de medicamentos no domicílio por pacientes crônicos exige estratégias para evitar erros de administração e baixa adesão terapêutica. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência do "Projeto DOSE", voltado à auditoria de medicação domiciliar por meio de um painel educativo e visitas periódicas, visando promover o uso seguro de fármacos e a autonomia do paciente. A metodologia consistiu na instalação de um painel visual fixado em local acessível na residência do usuário, contendo os dias da semana e desenhos representativos dos horários de tomada (jejum, café da manhã, almoço, jantar e hora de dormir). Foram realizadas visitas semanais para a reposição dos medicamentos no painel, auditoria das tomadas (nome, dose, horários e via de administração) e orientações educativas individualizadas. Como resultado, observou-se melhora na organização dos medicamentos, redução expressiva de erros de administração, maior compreensão sobre o tratamento e aumento da adesão terapêutica. Além disso, o acompanhamento periódico fortaleceu o vínculo entre a equipe de saúde e o paciente. Conclui-se que a auditoria de medicação domiciliar, aliada a ferramentas visuais simples, é uma estratégia eficaz para qualificar o cuidado e garantir a segurança do paciente, possuindo grande potencial para ser incorporada à rotina dos serviços da Atenção Básica.</p> Karina Martins de Queiroz, Jessica Santana Lima, Andreia Mesquita da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1059 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 AMPLIAÇÃO DO ACESSO AO LAZER E À CULTURA COMO ESTRATÉGIA DE INCLUSÃO SOCIAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1178 <p>Relatar a experiência da Estratégia APD na ampliação do acesso de pessoas com deficiência ao lazer, à cultura, ao esporte e à convivência, destacando repercussões na socialização, comunicação, participação e fortalecimento de vínculos.</p> <p>As atividades externas evidenciam o lazer, a cultura, o esporte e a convivência como dimensões do cuidado humanizado e da inclusão social. O acesso ao território favorece novas experiências, socialização, comunicação e vínculos. A baixa adesão reforça a necessidade de sensibilização contínua das famílias e de enfrentamento das barreiras de acesso.</p> Bruna Ramos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1178 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS INSTITUCIONAIS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1201 <p data-path-to-node="1,0,0">Em conformidade com a Lei nº 14.831/2024, a pesquisa de clima organizacional de 2025 revelou um índice de 45% de insatisfação no indicador de saúde mental, sinalizando a necessidade de intervenções para o bem-estar dos colaboradores.</p> <p data-path-to-node="1,1,0">Promover a saúde mental, o autocuidado, o acolhimento e a humanização do ambiente de trabalho, além de avaliar o impacto direto dessas iniciativas (em especial a Horta Institucional).</p> <p data-path-to-node="1,2,0">Com base no diagnóstico de 2025, foram implementadas em 2026 diversas ações coordenadas pela liderança administrativa, Assistência Social, CIPA e Comissão de Humanização. As principais iniciativas incluíram:</p> <ul> <li style="list-style-type: none;"> <ul data-path-to-node="1,2,1"> <li> <p data-path-to-node="1,2,1,0,0">Criação do <em data-path-to-node="1,2,1,0,0" data-index-in-node="11">Cantinho da Humanização</em> e da <em data-path-to-node="1,2,1,0,0" data-index-in-node="40">Horta Institucional</em> (cultivo voluntário).</p> </li> <li> <p data-path-to-node="1,2,1,1,0">Rodas de conversa, dinâmicas, momentos de relaxamento e autocuidado.</p> </li> <li> <p data-path-to-node="1,2,1,2,0">Comemorações mensais de aniversariantes, eventos de engajamento e confraternização de fim de ano.</p> </li> <li> <p data-path-to-node="1,2,1,3,0">Acompanhamento por pesquisas de clima comparativas e questionários específicos pós-ação.</p> </li> </ul> </li> <li> <p data-path-to-node="1,3,0"><strong data-path-to-node="1,3,0" data-index-in-node="0">Resultados Alcançados:</strong></p> </li> <li> <p data-path-to-node="1,3,0">A avaliação satisfatória da saúde mental saltou de 55% em 2025 para <strong data-path-to-node="1,3,1,0,0" data-index-in-node="87">97% em 2026</strong>.</p> </li> <li> <p data-path-to-node="1,3,0">Horta Institucional: 96,7% indicaram que a horta traz acolhimento; 96,7% destacaram sua contribuição para a qualidade de vida; e <strong data-path-to-node="1,3,1,1,0" data-index-in-node="129">100% afirmaram que o projeto humaniza o ambiente de trabalho</strong>.</p> </li> <li> <p data-path-to-node="1,3,0"><strong>conclusão:</strong> metodologia baseada no ciclo PDSA transformou ações pontuais em uma estratégia contínua de cuidado. Para o futuro, o monitoramento será consolidado por planilhas padronizadas e pesquisas de satisfação constantes após cada atividade.</p> </li> </ul> Luana Aparecida da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1201 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 ALTA QUALIFICADA NO PROGRAMA ACOMPANHANTE DE IDOSOS: AUTONOMIA, SUPORTE FAMILIAR E CONTINUIDADE DO CUIDADOE DO CUIDADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1458 <p>O Programa Acompanhante de Idosos (PAI) tem caráter transitório e busca promover autonomia, fortalecer a rede de apoio e manter o vínculo do idoso com a atenção à saúde. Este estudo descreveu o perfil das Altas do Programa PAI da UBS Jardim Comercial no período de agosto de 2023 a setembro de 2026, com ênfase nas altas relacionadas ao alcance dos objetivos assistenciais. Trata-se de estudo descritivo retrospectivo baseado nos registros do programa. No período, foram atendidos 423 idosos, dos quais 253 tiveram Alta do Programa PAI, correspondendo a 59,8% do total acompanhado. Entre as 253 Altas do Programa PAI, 166 (65,6%) foram altas qualificadas: 89 (35,2%) por reconquista de autonomia e 77 (30,4%) por reassunção dos cuidados pela família e fortalecimento do vínculo com a UBS. A não adesão correspondeu a 53 casos (21,0% das Altas do Programa PAI; 12,5% do total atendido) e os óbitos a 34 (13,4% das Altas do Programa PAI; 8,0% do total atendido). Considerando todos os idosos acompanhados, 39,2% tiveram alta qualificada. Os achados demonstram predomínio de Altas do Programa PAI associadas ao alcance de objetivos assistenciais e reforçam a importância de monitorar os motivos de alta como indicador de resultado do programa.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Alex Souza de Jesus Mariano Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1458 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: DESAFIOS E CONTRIBUIÇÕES PARA A GARANTIA DE DIREITOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1577 <p>A atuação do assistente social na Atenção Primária à Saúde está relacionada à compreensão de que o processo saúde-doença é influenciado por condições sociais, econômicas, culturais e familiares. Este trabalho analisa a importância do Serviço Social na Unidade Básica de Saúde (UBS), com ênfase na garantia de direitos, no acesso às políticas públicas e na integralidade do cuidado. Trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, fundamentada em materiais sobre Serviço Social, política de saúde e Atenção Primária, incluindo documentos do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Serviço Social. A análise evidencia que a atuação profissional envolve acolhimento e escuta qualificada, orientação sobre direitos, acompanhamento, ações socioeducativas, articulação intersetorial, trabalho com famílias e participação em equipes multiprofissionais. Entre os desafios estão a complexificação das demandas sociais, a sobrecarga ou limitação de acesso à rede e a necessidade de superar a visão do Serviço Social como atividade exclusivamente burocrática ou de encaminhamento. Conclui-se que o assistente social contribui para identificar vulnerabilidades, aproximar usuários das políticas públicas, articular a rede de proteção social e incorporar a dimensão social à construção do cuidado em saúde.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Fernanda Costa da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1577 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ADOÇÃO NA UNIDADE NEONATAL: DO PRIMEIRO ENCONTRO À CONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS E MEMÓRIAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1140 <p>A adoção de bebês hospitalizados em Unidade Neonatal envolve desafios relacionados à hospitalização prolongada, à construção da parentalidade e à formação de vínculos afetivos. Este estudo relata a experiência de acompanhamento psicológico de um bebê prematuro durante o processo de adoção, com participação dos futuros pais nos cuidados e articulação com a equipe multiprofissional e o sistema de Justiça. Foram realizados acolhimentos, atendimentos psicológicos, acompanhamento das interações entre bebê e pretendentes e a elaboração de um diário com registros da história e do desenvolvimento da criança durante a hospitalização. Os resultados evidenciaram a construção gradual do vínculo afetivo e da parentalidade, além da importância da preservação da história do bebê. Conclui-se que o acompanhamento psicológico e o registro das memórias podem favorecer a aproximação entre bebê e família adotiva, contribuindo para a construção de vínculos, identidade e pertencimento.</p> Ludmilla Cerqueira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1140 Fri, 11 Sep 2026 00:00:00 +0000 O DISPOSITIVO GRUPAL NO TEA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1288 <p>O presente trabalho relata a experiência de implementação do dispositivo grupal como estratégia clínica na reabilitação de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um Centro Especializado em Reabilitação (CER). A proposta foi estruturada a partir de atividades simbólicas, sensoriais, relacionais e de vida diária, com participação interdisciplinar. A experiência demonstrou que o grupo pode ultrapassar a função de organização da demanda, constituindo-se como espaço terapêutico para favorecer a interação entre pares, a tolerância à espera e à frustração, a flexibilização, a expressão do desejo, a autonomia e a construção de vínculos. Conclui-se que o dispositivo grupal apresenta potencial estruturante no processo de reabilitação, fortalecendo o pertencimento e a participação social da criança.</p> Karla Dias Tomazella, Fernanda Cristine Pires de Lima, Larissa Franco da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1288 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Cuidado para além da incubadora https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1325 <p><strong>Introdução</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A hospitalização prolongada em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) expõe o recém-nascido a estímulos potencialmente estressores, como ruídos, luminosidade intensa, manipulações frequentes e afastamento do convívio familiar, podendo impactar seu desenvolvimento. Nesse contexto, práticas de humanização e cuidado desenvolvimental, realizadas de forma individualizada e multiprofissional, são importantes estratégias para reduzir o estresse, favorecer o bem-estar e promover experiências positivas ao bebê e sua família.</span></p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">Relatar a experiência de uma equipe multiprofissional na realização da exposição ao ambiente externo e à luz solar de uma lactente com internação prolongada em UTIN, destacando seu potencial como estratégia de cuidado humanizado e neuroprotetor.</span></p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A experiência foi realizada em um hospital municipal da zona leste de São Paulo, com uma lactente de oito meses, prematura, com síndrome de Down e cardiopatia congênita corrigida cirurgicamente. Após aproximadamente oito meses de internação na UTIN, a paciente permanecia dependente de oxigenoterapia por cateter nasal.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A atividade consistiu em proporcionar, de forma segura e planejada, a exposição da paciente ao ambiente externo e à luz solar. A ação foi organizada previamente pela equipe multiprofissional, direção do hospital e família, garantindo um local seguro, arejado, com luz natural e condições adequadas para a manutenção do suporte necessário. A participação da família e da equipe assistencial proporcionou um momento de cuidado humanizado, individualizado e de fortalecimento dos vínculos.</span></p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A experiência proporcionou à paciente uma oportunidade de vivenciar estímulos ambientais distintos daqueles habitualmente presentes na UTIN, como a luz natural, o ar livre e a presença ampliada de seus familiares e profissionais de referência, em um ambiente planejado para garantir segurança e conforto.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Observou-se que a atividade favoreceu um momento de cuidado individualizado e centrado na paciente e na família, rompendo, ainda que temporariamente, com a rotina hospitalar marcada por procedimentos, manipulações e estímulos potencialmente estressores. A participação da família também contribuiu para o fortalecimento do vínculo parental e para a valorização dos cuidadores como participantes ativos no processo assistencial.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A hospitalização prolongada durante períodos críticos do desenvolvimento pode representar uma exposição cumulativa a diferentes estressores ambientais. Nesse sentido, estratégias de cuidado desenvolvimental e humanizado buscam reduzir estímulos nocivos e favorecer experiências sensoriais positivas, adequadamente planejadas e individualizadas, respeitando a estabilidade clínica e as respostas comportamentais do bebê.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A literatura sobre cuidado neuroprotetor e desenvolvimental em UTIN reforça a importância da redução do estresse, do controle ambiental, da individualização do cuidado e da participação ativa da família. Intervenções não farmacológicas, associadas ao conforto, posicionamento adequado, estímulos sensoriais organizados e fortalecimento do vínculo parental, podem contribuir para melhores condições de desenvolvimento e bem-estar do recém-nascido e do lactente hospitalizado.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A atuação multiprofissional foi essencial para a realização da atividade. A equipe médica e de fisioterapia participou da avaliação das condições clínicas e da segurança para o deslocamento e manutenção do suporte respiratório. A enfermagem atuou na organização, monitoramento e continuidade da assistência durante toda a experiência. A psicologia contribuiu para o acolhimento e a mediação da participação familiar, favorecendo a construção de um momento significativo para a paciente e seus cuidadores.</span></p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p><span style="font-weight: 400;">A experiência demonstrou que a exposição planejada ao ambiente externo e à luz natural pode ser uma estratégia de cuidado humanizado para pacientes com internação prolongada em UTIN. A atuação multiprofissional e a participação da família favoreceram uma experiência segura, individualizada, com potencial para redução do estresse, fortalecimento do vínculo e promoção do cuidado desenvolvimental e neuroprotetor.</span></p> Julia de Paiva Gonçalves, Maria Cláudia Martins de Oliveira, Verônica Feitosa Takemoto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1325 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 ALÉM DA FERIDA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1370 <p>Paciente de curativo crônico que apresenta cenário de alta vulnerabilidade social e questões de saúde mental associadas. O flebolinfedema associa edema crônico, limitação funcional e lesões de difícil cicatrização. Sofrimento psíquico e vulnerabilidade social podem comprometer acesso e continuidade do cuidado.</p> <p>Relato de experiência na UBS Jardim Valquíria. Paciente com dificuldades sociais e até física, que por muitas vezes dificulta o acesso diário à UBS, o que gerou uma ação de intervenção com visitas domiciliares escaladas diárias, intercalando com articulações em rede como forma de melhoria a longo prazo. No olhar voltado ao cuidado, foi utilizado curativo não aderente com associações e terapia compressiva multicomponente.</p> <p>O caso demonstra que o cuidado além da ferida foi determinante. Enfermagem no território, vínculo e articulação interdisciplinar, que permitiram superar barreiras clínicas, psíquicas, sociais e familiares, favorecendo continuidade do tratamento e funcionalidade.</p> Brunna Esteves, Andreia Boaventura, Avani Arandas Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1370 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Democratização do acesso à psicoterapia em contexto de vulnerabilidade social: relato de experiência. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1529 <p>O projeto de acolhimento psicológico foi estruturado com o objetivo de ampliar e democratizar o acesso ao cuidado em saúde mental para participantes em situação de vulnerabilidade psicossocial, por meio de psicoterapia breve individual, gratuita, on-line e supervisionada. Este trabalho apresenta um relato de experiência descritivo sobre a implantação da iniciativa, fundamentado em registros administrativos agregados, sem identificação individual dos participantes. O modelo de cuidado contempla identificação da demanda, acolhimento e elegibilidade, psicoterapia breve semanal com previsão de até 12 sessões, supervisão clínica dos psicólogos voluntários, avaliação de risco, encaminhamento à rede quando necessário, registro e monitoramento. Na fase piloto, 8 participantes encontravam-se em acompanhamento e 85 pessoas aguardavam atendimento. A estrutura contava com 6 psicólogos voluntários e 2 supervisores clínicos. A implantação permitiu organizar o fluxo assistencial, os mecanismos de supervisão e segurança clínica e os processos de registro e monitoramento. Os resultados preliminares indicam viabilidade operacional inicial para integrar o cuidado em saúde mental aos percursos formativos, ao mesmo tempo em que a demanda identificada evidencia a necessidade de expansão planejada da capacidade de atendimento, acompanhada por indicadores de acesso, qualidade, segurança clínica e experiência dos participantes.</p> Roberta Silva, Robson Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1529 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 HUMANIZAÇÃO NA ARQUITETURA: ESPAÇOS SEGUROS E ACOLHEDORES PARA INTERNAÇÃO EM SAÚDE MENTAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1199 <p>Introdução: O ambiente de internação também participa da experiência de cuidado. Em saúde mental, humanizar significa proteger sem transformar o espaço em um ambiente de contenção.<br>Objetivo: Apresentar a experiência de desenvolvimento de um projeto arquitetônico para leitos de internação em saúde mental, integrando prevenção de autoagressão, segurança assistencial e humanização da ambiência.<br>Método: Relato de experiência sobre a elaboração, em 2026, do projeto de reforma de uma unidade de internação em saúde mental, ainda não implantado, estruturado em quatro etapas: diagnóstico, reorganização, análise de riscos e desenvolvimento. Resultados: Instalações embutidas, reduzindo pontos de ancoragem. Materiais e acabamento selecionados conciliaram segurança, privacidade e acolhimento.<br>Conclusão: A humanização pode orientar também as decisões de segurança, resultando em um ambiente que protege sem perder sua dimensão de cuidado.</p> Bárbara Luiza Carvalho Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1199 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 A ATUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ATENÇÃO A GENITORES ADOLESCENTES EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1295 <p>A presença de genitores adolescentes no contexto hospitalar, especialmente diante da<br>hospitalização de seus filhos em unidades neonatais, demanda dos serviços de saúde uma<br>atuação qualificada, pautada na proteção integral, na garantia de direitos e no reconhecimento<br>das particularidades sociais e psicossociais desse público. Este trabalho apresenta a experiência<br>de construção de um protocolo de intervenção do Serviço Social destinado ao atendimento de<br>genitores menores de idade acompanhados na linha de cuidados materno-infantil. A proposta<br>parte da compreensão de que a chegada de um filho pode produzir mudanças significativas na<br>trajetória de vida do adolescente, podendo estar associada a situações de vulnerabilidade social,<br>fragilidade ou ausência de rede de apoio, interrupção escolar e reprodução de padrões familiares.<br>Nesse contexto, o Serviço Social desempenha papel estratégico na identificação das demandas<br>sociais, orientação quanto aos direitos, fortalecimento da participação dos adolescentes no<br>processo de cuidado dos filhos e articulação com a rede de proteção social e demais políticas<br>públicas. A intervenção contempla acolhimento, avaliação do contexto sociofamiliar, identificação<br>de responsáveis legais, orientação sobre direitos e deveres, encaminhamentos à rede territorial,<br>articulação com serviços de saúde, assistência social, educação e órgãos de proteção, além do<br>acompanhamento durante a internação. A sistematização dessa prática busca qualificar a<br>assistência prestada e favorecer uma abordagem integral aos adolescentes e seus filhos,<br>contribuindo para a prevenção de riscos, o fortalecimento da capacidade protetiva familiar e a<br>efetivação dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.</p> MAGDA RIBEIRO DA SILVA, VANESSA APARECIDA LADEIRA GUIMARÃES, JULIANE VITORIA DA CRUZ GOMES Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1295 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Reconhecimento, memória e cuidado no luto neonatal https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1455 <p><span data-path-to-node="6,0">A internação num ambiente neonatal associada à possibilidade de perda gestacional ou óbito neonatal representa uma experiência dolorosa para a família, exigindo intervenções de acolhimento e suporte emocional focadas na singularidade de cada história</span><span data-path-to-node="6,2">. Neste contexto, o trabalho tem como objetivo relatar a experiência de implantação do "Certificado de Existência" como estratégia de cuidado psicológico e humanização da assistência no processo de elaboração do luto</span><span data-path-to-node="6,4">. Metodologicamente, trata-se de um relato de experiência desenvolvido numa Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de São Paulo pelas equipas de Psicologia e Serviço Social, que passam a entregar este documento aos pais e familiares de bebés que evoluíram para óbito fetal, neonatal ou natimorto num momento individualizado de acolhimento</span><span data-path-to-node="6,6">. Como resultados, a iniciativa proporcionou aos pais um reconhecimento simbólico da breve existência do bebé e a validação do vínculo parental através de uma recordação concreta, auxiliando na resignificação da perda, na elaboração do luto e no reforço da prática do cuidado centrado na família</span><span data-path-to-node="6,8">. Conclui-se que o certificado é uma intervenção de baixo custo e elevado impacto emocional e assistencial, constituindo um símbolo de amor, pertencimento e memória que reafirma que cada bebé que passou pela unidade deixou marcas significativas e inesquecíveis</span><span data-path-to-node="6,10">.</span></p> Bruna Maria Eduardo de Paula Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1455 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 GELADOTECA E AMBIÊNCIA ACOLHEDORA: https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1537 <p>O atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência requer um ambiente seguro, acolhedor e humanizado, que favoreça a criação de vínculos e reduza situações que possam gerar desconforto ou sofrimento durante a permanência na unidade. Nesse contexto, a equipe identificou a necessidade de qualificar a ambiência da recepção e criar estratégias que proporcionassem às crianças e adolescentes momentos de acolhimento, expressão e acesso à leitura. Como proposta de intervenção, foi criada a Geladoteca, uma a biblioteca nfantil organizada em uma estrutura acessível e atrativa, possibilitando que os pacientes escolham livros para leitura durante a permanência na unidade ou para levarem para casa. A iniciativa foi complementada com a organização de uma ambiência lúdica na recepção, composta por mesinhas, cadeiras, desenhos para colorir e brinquedos, buscando tornar o espaço mais acolhedor e adequado ao público infantojuvenil.</p> Rute Ferreira Dimporzano, Maximiliano Silva da Costa , Gabrielle da Silva Oliveira , Jaqueline Arinete Sabino da Silva , Milene Keiko Iramina, Natalia Rezende Ceconi, Rayssa Beder Cesar Paiva , Regina Araujo Xavier dos Santos , Thalita Nicolau Freire Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1537 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 TERMÔMETRO DAS EMOÇÕES https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1110 <p>O ambiente hospitalar envolve demandas assistenciais intensas e contato frequente com situações de sofrimento, podendo repercutir emocionalmente nos profissionais. Nesse contexto, estratégias de educação em saúde mental podem contribuir para o reconhecimento das próprias necessidades emocionais e para o fortalecimento de relações mais saudáveis no ambiente de trabalho. O presente trabalho objetiva promover o reconhecimento do próprio estado emocional, estimular práticas de autocuidado e incentivar atitudes de cuidado mútuo entre os colaboradores de setores hospitalares. Trata-se de um relato de experiência referente à implementação de uma ação institucional denominada “Termômetro das Emoções”, realizada com profissionais da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Alojamento Conjunto e Centro Obstétrico. A atividade consistiu na disponibilização de dispositivos visuais denominados “Termômetro da Emoção”, por meio dos quais os colaboradores eram convidados a indicar, de forma espontânea, seu estado emocional e compartilhar, quando desejado, aspectos relacionados às suas vivências no trabalho. A iniciativa possibilitou maior visibilidade às diferentes experiências emocionais da equipe e favoreceu momentos de acolhimento, cuidado entre pares e reflexão sobre as próprias necessidades. Conclui-se que estratégias institucionais simples e de fácil aplicação podem favorecer a sensibilização dos trabalhadores para a importância da saúde emocional no cotidiano hospitalar, estimulando o reconhecimento das próprias necessidades, o autocuidado e o cuidado mútuo, além de contribuir para a construção de um ambiente de trabalho mais acolhedor e humanizado.</p> Mitiko Kuno, Caroline Amélia Vicente Arroyo, Verônica Feitosa Takemoto, Viviane Pereira Trombini da Silva, Sheila Fagundes Lobo, Luciana da Costa Francisco Almeida, Michelle Carreira Marcelino Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1110 Thu, 10 Sep 2026 00:00:00 +0000 JORNAL MULTIPROFISSIONAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1184 <p>Introdução<br>A educação em saúde representa importante ferramenta para promoção do autocuidado, prevenção<br>de doenças e fortalecimento do vínculo entre profissionais, pacientes e acompanhantes. Nos serviços<br>de urgência e emergência, entretanto, a elevada demanda assistencial limita a realização de<br>atividades educativas presenciais. Estratégias de comunicação institucional podem ampliar o acesso<br>às informações em saúde e fortalecer o trabalho interdisciplinar.<br>Objetivo<br>Relatar a implantação do Jornal Multiprofissional como estratégia de educação em saúde, integração<br>das equipes e fortalecimento da humanização em um Pronto-Socorro.<br>Método<br>Relato de experiência desenvolvido em um Pronto-Socorro municipal. O Jornal Multiprofissional foi<br>implantado em novembro de 2025, sendo elaborado mensalmente por equipe composta por<br>profissionais da Nutrição, Serviço Social, Farmácia Clínica e Fisioterapia. As edições foram<br>planejadas conforme o calendário nacional de campanhas de saúde, abordando temas relacionados<br>à promoção da saúde, prevenção de doenças, qualidade de vida e direitos dos usuários. Os materiais<br>foram disponibilizados em formato impresso e digital para pacientes, acompanhantes e<br>colaboradores.<br>Resultados<br>Entre novembro de 2025 e agosto de 2026 foram produzidas dez edições do Jornal Multiprofissional.<br>Foram abordados temas relacionados às campanhas nacionais de saúde, entre elas Novembro Azul,<br>Dezembro Vermelho, Janeiro Branco, Fevereiro Roxo/Laranja, Março Lilás, Abril Verde, Maio Roxo,<br>Junho Vermelho, Julho Amarelo e Agosto Dourado. A iniciativa possibilitou integração entre diferentes<br>categorias profissionais, fortalecimento da educação permanente, ampliação das ações de promoção<br>da saúde, disseminação de informações baseadas em evidências científicas, valorização das<br>campanhas nacionais, fortalecimento da humanização e aproximação entre equipe e usuários.</p> <p>Conclusão<br>O Jornal Multiprofissional mostrou-se uma estratégia simples, inovadora e de baixo custo para<br>promoção da educação em saúde e fortalecimento do trabalho colaborativo em um serviço de<br>urgência e emergência. A experiência evidencia que ações educativas sistematizadas podem<br>contribuir para a humanização da assistência e para a consolidação da cultura institucional de<br>qualidade.</p> Renata Collesi Cordovil Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1184 Thu, 24 Sep 2026 00:00:00 +0000 LIBRAS E HUMANIZAÇÃO NO PRONTO-SOCORRO: https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1438 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>A comunicação é essencial para um atendimento humanizado e inclusivo. No pronto-socorro, as situações de urgência podem aumentar as dificuldades de comunicação, principalmente para usuários surdos. Em 2026, assistentes sociais do Pronto-Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas participaram de uma capacitação em Libras promovida pela Secretaria de Saúde de Barueri, em parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A formação possibilitou refletir sobre acessibilidade, acolhimento e comunicação no atendimento.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Relatar a experiência das assistentes sociais na capacitação em Libras e sua contribuição para a humanização, a acessibilidade e a comunicação com usuários surdos.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p>Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, baseado na participação das assistentes sociais em capacitação em Libras realizada em 2026, com carga horária de 30 horas e atividades teóricas e práticas. A experiência foi analisada considerando comunicação, acolhimento, acessibilidade e humanização.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>A capacitação ampliou o conhecimento das profissionais sobre a comunicação em Libras e aumentou a sensibilização para as necessidades dos usuários surdos. Também fortaleceu a compreensão da acessibilidade como direito e da importância de uma comunicação mais inclusiva no atendimento.</p> <p>A experiência contribuiu para o fortalecimento da escuta qualificada e do acolhimento, além de estimular a educação permanente e a construção de práticas mais inclusivas no Serviço Social.</p> <p>A capacitação, entretanto, não substitui a disponibilidade de intérprete ou de outros recursos de acessibilidade quando necessários.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Conclusão:</strong></p> <p>A experiência foi importante para a qualificação das assistentes sociais e para a reflexão sobre acessibilidade e humanização no pronto-socorro. A capacitação em Libras contribuiu para uma comunicação mais inclusiva e reforçou a importância de incorporar a acessibilidade comunicacional às práticas institucionais e à garantia de direitos.</p> <p>&nbsp;</p> RENATA COLLESI CORDOVIL, PAULA Dal Maso Altimari , EDUARDO LUNA DE OLIVEIRA TORRES Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1438 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 CONTRIBUIÇÕES DA UNIVERSIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NO TERRITÓRIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1527 <p>Introdução: A saúde mental é componente essencial do bem-estar e da qualidade de vida, constituindo desafio relevante nas instituições de ensino superior. O Movimento de Universidades Promotoras da Saúde (UPS) propõe integrar a saúde à cultura, à gestão e às práticas acadêmicas, ampliando a promoção da saúde para além do enfrentamento do adoecimento e considerando seus determinantes sociais, econômicos, culturais e subjetivos. &nbsp;Objetivo: Analisar a percepção de profissionais de uma policlínica universitária sobre desafios e potencialidades da promoção da saúde mental e sua contribuição para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Método: Estudo exploratório e descritivo, de abordagem mista, com 36 profissionais de diferentes categorias da saúde. Foram utilizados questionários e grupos focais; os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os qualitativos por análise de conteúdo. Resultados: Identificou-se compreensão ampliada, porém difusa, sobre saúde mental, com tendência à medicalização e ao encaminhamento para psicologia e psiquiatria. Foram relatadas insegurança no manejo de casos e ausência de capacitação. As principais barreiras foram a falta de treinamento e de recursos institucionais, enquanto o trabalho multiprofissional e a inserção territorial foram reconhecidos como potencialidades. Considerações finais: A universidade pode fortalecer a promoção da saúde mental no território por meio da formação permanente, da atuação multiprofissional e da maior integração entre formação, serviço e rede SUS, contribuindo para ampliar o cuidado e superar abordagens centradas exclusivamente na doença.</p> Elisabete Agrela de Andrade, Laiane Lima Spanhol, Sérgio Luiz Pedroso Lima , Vivian Andrade Araújo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1527 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM COMUNICAÇÕES CRÍTICAS NO PRONTO-SOCORRO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1169 <h2><strong>INTRODUÇÃO</strong></h2> <p>Os cuidados paliativos constituem uma abordagem multiprofissional voltada à promoção da qualidade de vida e ao alívio do sofrimento de pacientes com doenças ameaçadoras da vida e de seus familiares. No pronto-socorro, a finitude frequentemente se apresenta de forma inesperada, exigindo decisões rápidas e a comunicação de notícias difíceis, como prognóstico reservado, limitação ou retirada de suporte, extubação paliativa e óbito. Nesse contexto, a comunicação ultrapassa a transmissão de informações clínicas, envolvendo aspectos emocionais, relacionais e éticos. A Psicologia atua no acolhimento e na escuta qualificada, favorecendo a compreensão das informações, a expressão emocional e a elaboração diante da finitude.</p> <h2><strong>OBJETIVO</strong></h2> <p>Relatar e analisar a experiência da intervenção psicológica no acolhimento de familiares e na qualificação da comunicação diante de situações relacionadas ao fim da vida no contexto de um pronto-socorro hospitalar.</p> <h2><strong>MÉTODO</strong></h2> <p>Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e reflexivo, acerca da atuação da Psicologia Hospitalar em um pronto-socorro de um hospital terciário de alta complexidade, em consonância com o protocolo institucional de cuidados paliativos.</p> <p>A experiência foi construída a partir da prática assistencial e de discussões de casos com a equipe multiprofissional, contemplando situações de comunicação de prognóstico reservado, decisão por extubação paliativa, limitação ou retirada de suporte avançado de vida e comunicação de óbito.</p> <p>As intervenções psicológicas envolveram acolhimento, escuta qualificada, suporte emocional antes e após reuniões familiares, facilitação da comunicação entre equipe e família e acompanhamento das reações diante da perda iminente ou do óbito. Foram observados os princípios éticos da atuação profissional e o sigilo, com preservação da identidade dos pacientes, familiares e profissionais envolvidos.</p> <h2><strong>RESULTADOS</strong></h2> <p>A experiência evidenciou que situações relacionadas ao fim da vida no pronto-socorro mobilizam intenso sofrimento emocional, insegurança, dúvidas e dificuldades na compreensão do prognóstico e dos objetivos terapêuticos. Diante de comunicações de óbito, prognóstico reservado, limitação ou retirada de suporte e extubação paliativa, observou-se que a transmissão das informações clínicas, embora necessária, não contemplava isoladamente as demandas emocionais e relacionais apresentadas pelos familiares.</p> <p>Nesse contexto, a atuação da Psicologia mostrou-se relevante no acolhimento das manifestações emocionais, na identificação das necessidades singulares de cada família e na oferta de um espaço protegido para expressão de dúvidas, sentimentos, preocupações e expectativas. A intervenção possibilitou acompanhar diferentes formas e tempos de elaboração diante da finitude, incluindo manifestações de luto antecipatório e de luto agudo após o óbito, respeitando os recursos subjetivos e as particularidades de cada núcleo familiar.</p> <p>A articulação com a equipe multiprofissional favoreceu maior integração no processo de comunicação, contribuindo para que as informações sobre o quadro clínico, o prognóstico e os objetivos do cuidado pudessem ser retomadas e elaboradas de acordo com as necessidades dos familiares. A presença da Psicologia nos momentos de comunicação crítica também possibilitou maior atenção aos aspectos emocionais que atravessavam a compreensão das informações e a participação da família nas decisões relacionadas ao cuidado.</p> <p>Observou-se, portanto, que a intervenção psicológica esteve presente em diferentes momentos do processo de cuidado, desde a comunicação de situações de gravidade e possibilidade de morte até o acompanhamento das reações diante do óbito, sustentando espaços de escuta e elaboração conforme as necessidades apresentadas por cada família.</p> <h2><strong>CONCLUSÃO</strong></h2> <p>A experiência evidencia que a comunicação diante da finitude é uma dimensão fundamental do cuidado no pronto-socorro. A atuação da Psicologia, integrada à equipe multiprofissional, contribui para acolher o sofrimento, favorecer a elaboração das informações e qualificar o diálogo entre família e equipe. Dessa forma, possibilita uma assistência mais humanizada, considerando a singularidade e as necessidades de cada família diante da finitude.</p> Brenda Do Nascimento Lima Lima, Evelyn Cristina Silva Dos Santos Santos, Lilian Elizabeth Cassia Leite Leite, Amanda Priscila Dias Scopigno Scopigno Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1169 Tue, 22 Sep 2026 00:00:00 +0000 CARACTERIZAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA E PREVALÊNCIA DOS NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO E DAS ETIOLOGIAS DE PACIENTES AMPUTADOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1276 <p><strong>Introdução:</strong> A amputação consiste na remoção parcial ou total de um membro, sendo indicada como intervenção terapêutica para diferentes condições clínicas. A amputação de membros acarreta impacto funcional, econômico e psicossocial substancial. Conhecer a distribuição das etiologias e dos níveis de amputação segundo a faixa etária é fundamental para compreender o perfil dessa população e contribuir para o planejamento de estratégias preventivas e de reabilitação protética.<br><strong>Objetivo: </strong>Analisar a prevalência da etiologia e do nível de amputação de membros e sua associação com a idade de pacientes admitidos em 2025, em um centro de reabilitação física.<br><strong>Metodo: </strong>Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado por meio da análise de prontuários de pacientes com amputação de membros, atendidos no Centro de Medicina de Reabilitação Lucy Montoro – Santos (CMRLMS).&nbsp;Foram analisados 116 prontuários, referentes aos atendimentos realizados no ano de 2025. As informações coletadas foram: idade, gênero, etiologia da amputação e nível de amputação.&nbsp;Os dados foram organizados em planilha eletrônica e submetidos à análise estatística descritiva, sendo apresentadas frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas. A idade foi analisada como variável quantitativa, sendo apresentada por meio de média e desvio-padrão.<br><strong>Resultados:</strong></p> <p>Cinco prontuários foram excluídos do estudo por ausência de informações, totalizando 111 prontuários analisados, sendo a idade média encontrada de 63,9 ± 13,2 anos e predomínio do gênero masculino (64,0%; n = 71) (Figura 1).. Em relação a prevalência de etiologia houve predomínio de causa Vascular (45% n=50) e Infecciosa (43,2%, n=48). Na sequência, 7,2% (n=8) de causa Traumática e 4,5% (n=5) Neoplásica, como menos frequentes. Quanto ao nível de amputação, a prevalência foi para Transfermoral (45%, n=50) seguida de Transtibial (32,4% n=36) e Parcial de pé (18,9%, n=21). Casos pontuais como Desarticulação de quadril e joelho, mantiveram-se em 0,9%, o que caracteriza apenas um caso de cada. Com relação a amputação de membro superior, 1,8% (Transumeral (n=1) e Parcial de mão (n = 1)). (Figura 2). O perfil observado reflete o envelhecimento progressivo da população e sua relação com as doenças crônicas não transmissíveis: indivíduos idosos acometidos por complicações vasculares periféricas e infecciosas (frequentemente decorrentes do diabetes mellitus e hipertensão descompensados). O elevado percentual de amputações transfemorais (45,0%) pode sinalizar intervenções cirúrgicas tardias ou doença arterial obstrutiva avançada, o que resulta em maior custo energético para a marcha protética. Casos traumáticos concentraram-se na faixa etária jovem/adulta.<br><strong>Conclusão: </strong>A população atendida em 2025 foi predominantemente composta por homens idosos com amputações maiores de membros inferiores, predominantemente de etiologia vascular e infecciosa. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer a atenção primária na prevenção do pé diabético e da vasculopatia periférica, associada a protocolos ágeis de reabilitação e protetização para recuperação funcional.</p> Rafael Garcia Topan Moreira, Guilherme Guilherme Garrido Alvaro de Azevedo, Caroline Seicho Higa, Mariana Hida Nakagawa, Celso Vilella Matos, Elaine Cristina da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1276 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 HIPODERMÓCLISE EM CUIDADOS PALIATIVOS: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA PROMOÇÃO DO CONFORTO E NA SEGURANÇA DO CUIDADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1518 <p>Os cuidados paliativos buscam promover qualidade de vida, conforto e alívio do sofrimento de pacientes com doenças ameaçadoras à vida, considerando também as necessidades da família. Nesse contexto, a hipodermóclise constitui uma alternativa para administração de fluidos e medicamentos por via subcutânea, especialmente quando há impossibilidade de uso da via oral ou dificuldade de acesso venoso. A enfermagem desempenha papel fundamental na realização segura da técnica, avaliação diária do local de punção, monitoramento de sinais de complicações, controle de sintomas e acolhimento do paciente e seus familiares. A assistência deve ser integral, humanizada e individualizada, respeitando a dignidade, o conforto e as necessidades de cada paciente. A hipodermóclise, quando indicada e realizada conforme protocolo institucional, pode contribuir para a continuidade e segurança do cuidado paliativo.</p> Vagner dos Santos Nascimento, ANGELA FERREIRA DA COSTA LIMA Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1518 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CUIDADOS PALIATIVOS NEONATAIS NA UTIN https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1319 <p dir="ltr"><strong>Introdução:</strong> Os cuidados paliativos neonatais buscam promover conforto, controle de sintomas e suporte à família de recém-nascidos com condições que ameaçam ou limitam a vida, e devem ser iniciados desde o diagnóstico. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), sua implementação depende da articulação da equipe multiprofissional e enfrenta barreiras culturais, emocionais e organizacionais.</p> <p dir="ltr"><strong>Objetivo:</strong> Analisar a percepção da equipe multiprofissional de uma UTIN sobre a implementação dos cuidados paliativos neonatais, identificando barreiras, fatores associados e estratégias de melhoria.</p> <p dir="ltr"><strong>Método:</strong> Estudo transversal, descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa e qualitativa, realizado com 34 profissionais da UTIN de uma maternidade-escola do município de São Paulo. Os dados foram coletados por questionário com perguntas fechadas, itens em escala Likert e questões abertas. Utilizaram-se estatística descritiva, testes exato de Fisher e de Mann–Whitney e correlação de Spearman (p&lt;0,05). As respostas abertas foram organizadas em categorias temáticas. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 8.724.902).</p> <p dir="ltr"><strong>Resultados:</strong> Predominaram mulheres (91,2%), com mediana de idade de 37 anos, e 73,5% referiram capacitação prévia em cuidados paliativos. Apenas 41,2% reconheceram a existência de protocolo estruturado. Além disso, 52,9% relataram discussão multiprofissional rara ou inexistente, e somente 17,6% consideraram satisfatória a comunicação com a família. As barreiras mais citadas foram a dificuldade de comunicação com a família (73,5%) e a falta de protocolo, de capacitação e de comunicação entre a equipe (67,6% cada). Quem não reconhecia o protocolo apontou mais sua ausência como barreira (90,0% vs. 35,7%; p=0,002). A discussão multiprofissional rara associou-se a pior avaliação da integração da equipe (5,6% vs. 50,0% a avaliaram como boa; p=0,006). As questões emocionais correlacionaram-se ao desafio da abordagem familiar (ρ=0,602; p&lt;0,001). Nas respostas abertas, destacaram-se a associação dos cuidados paliativos à terminalidade, a carga emocional da equipe e a demanda por educação permanente, protocolo claro e fortalecimento multiprofissional.</p> <p dir="ltr"><strong>Conclusão:</strong> Lacunas no reconhecimento do protocolo, discussão multiprofissional pouco frequente e dificuldades de comunicação com as famílias limitam os cuidados paliativos neonatais na unidade. Protocolo claro e divulgado, educação permanente, espaços de discussão multiprofissional e suporte emocional à equipe podem qualificar essa assistência.</p> Maria Teresa Melo Mendes, Letícia Inoue Borges Ferreira, Sandra DE Souza Silva, Wilma Helena Lopes Lucena, Markelle Santos de Souza, Yasmim Versiane Liberatore, Paula Jéssika de Almeida Lopes Nascimento, Raquel Mestzk Tigre Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1319 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 Associação entre comportamento sedentário e desempenho de marcha em indivíduos pós-AVC https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1436 <p><strong>&nbsp;Introdução:</strong> O acidente vascular cerebral (AVC) frequentemente ocasiona comprometimentos motores que limitam a mobilidade e a funcionalidade dos indivíduos. A redução da velocidade de marcha e o comportamento sedentário são condições frequentemente observadas nessa população, podendo estar associadas a limitações funcionais e à restrição da participação nas atividades cotidianas. Compreender a relação entre o tempo de permanência sentado e o desempenho da marcha pode contribuir para a identificação de fatores associados à mobilidade e subsidiar estratégias direcionadas à reabilitação.</p> <p><strong>Objetivo: </strong>Analisar a associação entre o tempo de permanência sentado e o desempenho da marcha em indivíduos com hemiparesia espástica pós-AVC.<br><strong>Metodo:</strong>&nbsp; Estudo observacional, descritivo e transversal, realizado em um centro de reabilitação física em Santos-SP, com amostra de conveniência composta por 25 indivíduos adultos com hemiparesia espástica unilateral há pelo menos seis meses, capazes de deambular com ou sem dispositivos auxiliares. Foram coletados dados sociodemográficos e realizadas avaliações da velocidade de marcha por meio do Teste de Caminhada de 10 metros (TC10m) e do tempo de permanência sentado, obtido pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão curta. A associação entre as variáveis foi analisada pelo coeficiente de correlação de Spearman, adotando-se nível de significância de 5%.</p> <p><strong>Resultados:</strong>&nbsp; A amostra apresentou média de idade de 54,3 ± 15,4 anos, com predominância do gênero feminino (52%). O tempo de permanência sentado apresentou mediana de 8 horas diárias (IIQ: 5–12), enquanto a velocidade de marcha foi de 0,4 m/s (IIQ: 0,2–0,5). Observou-se correlação negativa entre o tempo de permanência sentado e a velocidade de marcha (rho = −0,669; p = 0,001), indicando que maiores períodos sentados estavam associados a menores velocidades de deambulação. Esse achado sugere uma associação entre o comportamento sedentário e o comprometimento do desempenho da marcha. Entretanto, o delineamento transversal não permite estabelecer relações de causalidade.</p> <p><strong>Conclusão:</strong>&nbsp; O maior tempo de permanência sentado esteve associado à menor velocidade de marcha em indivíduos com hemiparesia espástica pós-AVC. Esses achados reforçam a relevância de estratégias que promovam a redução do comportamento sedentário e a melhora do desempenho da marcha, contribuindo para a mobilidade funcional e subsidiando o planejamento de intervenções fisioterapêuticas voltadas a essa população.</p> Rafaela     Batista Souza, Kaylla Laurena Barros Silva, Juliana Aquino Freitas de Oliveira, Celso Vilella Matos, Elaine Cristina da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1436 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROTOCOLO DE REABILITAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA PARA MULHERES COM SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO NA APS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1506 <p>A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é uma neuropatia compressiva do nervo mediano que pode causar dor, parestesia, dormência e redução da funcionalidade da mão. Na Atenção Primária à Saúde (APS), a demanda por fisioterapia e as filas de espera exigem estratégias que ampliem o acesso e organizem a assistência. Objetivou-se descrever a implantação de um protocolo de reabilitação fisioterapêutica em grupo para mulheres com STC. Foram convocadas mulheres com diagnóstico de STC em fila de espera para fisioterapia em uma Unidade Básica de Saúde. O protocolo foi composto por oito encontros semanais, com duração de 60 minutos, contemplando educação em saúde, orientações ergonômicas, exercícios de mobilidade, fortalecimento e orientações para continuidade do cuidado. Foram convocadas 100% das mulheres elegíveis; 83,3% compareceram à avaliação e iniciaram o acompanhamento e 80% participaram da reavaliação. A estratégia possibilitou a organização da assistência e a eliminação da fila de espera para esse diagnóstico. Conclui-se que o protocolo contribuiu para ampliar o acesso, organizar a demanda e fortalecer a continuidade do cuidado fisioterapêutico na APS.</p> Héglynn Ramos de Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1506 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 Efetividade da Atuação Fisioterapêutica no Desmame Ventilatório em Pacientes Críticos https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1074 <p><strong>RESUMO</strong></p> <p><strong>Objetivo</strong><span style="font-weight: 400;">: Analisar a efetividade da atuação fisioterapêutica no desmame ventilatório e na reabilitação motora de pacientes críticos internados em unidade de terapia intensiva (UTI), utilizando indicadores assistenciais extraídos de plataforma digital no período de janeiro a dezembro de 2025. </span><strong>Método</strong><span style="font-weight: 400;">: Estudo retrospectivo, observacional e analítico realizado na UTI adulto de um hospital de alta complexidade em São Paulo (HMJSH). Os dados foram extraídos da plataforma Florence®, englobando o tempo de permanência geral e por especialidade, taxas de utilização de ventilação mecânica invasiva (VMI), duração do suporte ventilatório, taxas de sucesso de extubação programada e evolução funcional motora. </span><strong>Resultados</strong><span style="font-weight: 400;">: Foram analisadas 502 saídas hospitalares da UTI em 2025, com média geral de internação de 10,42 dias. Do total de saídas, 200 pacientes necessitam de suporte ventilatório invasivo (taxa de utilização de 39,84%), com média de duração de 6,7 dias. Foram registradas 101 extubações, sendo 99,01% programadas e 0,99% acidentais. A taxa de sucesso da extubação programada atingiu 92,00% (92 casos), com incidência de reintubação precoce (&lt;48h) de apenas 1,98% (2 casos) e reintubação tardia (&gt;48h) de 5,94% (6 casos). Quanto à reabilitação funcional (N = 509 avaliados), 54,62% (278 casos) evoluíram com progresso motor evidente, sendo a maior conversão positiva registrada na Clínica Médica (58,08%). </span><strong>Conclusão</strong><span style="font-weight: 400;">: Os indicadores assistenciais de 2025 evidenciaram elevado desempenho dos protocolos clínicos institucionais, caracterizados por alta taxa de sucesso de extubação programada e reduzida incidência de reintubação precoces, superando as metas de qualidade internacionais. O monitoramento contínuo por plataforma digital demonstrou ser uma ferramenta estratégica essencial para auditoria clínica e aprimoramento da governança assistencial intensiva.</span></p> <p><strong>Descritores: </strong><em><span style="font-weight: 400;">Fisioterapia; Unidade de Terapia Intensiva; Ventilação Mecânica; Desmame Ventilatório; Qualidade da Assistência à Saúde; Saúde Digital.</span></em></p> Rafael Miranda Sodré, Juliana da Silva Galdiano Ruiz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1074 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 Integração entre a Atenção Básica e a Atenção Especializada no cuidado odontológico ao paciente em cuidados paliativos: relato de experiência. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1418 <p>Objetivo: Relatar a experiência da atuação integrada entre a Atenção Básica e a Atenção Especializada no cuidado odontológico ao paciente em cuidados paliativos domiciliares, evidenciando os benefícios dessa articulação para a integralidade da assistência. Relato de experiência: Trata-se de um relato descritivo sobre o fluxo de trabalho integrado entre a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). A operacionalização estruturou-se em cinco etapas fundamentais: acionamento e interconsulta; regulação prioritária; descentralização do especialista para o ambiente domiciliar; protocolo clínico executado mensalmente; e monitoramento compartilhado permanente. A avaliação em domicílio permitiu diagnosticar precocemente alterações estomatognáticas decorrentes do bruxismo, como mobilidade dental generalizada e fraturas. Resultados: A descentralização da assistência garantiu a continuidade terapêutica longitudinal. O suporte presencial e a oferta de orientações customizadas sobre higiene oral e hábitos deletérios qualificaram o cuidado diário. Essas ações reduziram expressivamente a sobrecarga emocional e operacional da rede de apoio e dos cuidadores. Considerações finais: A articulação intersetorial configurou-se como um arranjo organizacional indispensável para a integralidade do cuidado no SUS. A comunicação fluida entre ESF e CEO consolidou condutas compartilhadas, assegurando acessibilidade, humanização e suporte especializado oportuno no ambiente domiciliar.</p> Mariany Silva Almeida, Amanda Garcia Higa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1418 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 REABILITAÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO SUS CAMPINAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1152 <p>A incontinência urinária, disfunções anorretais e dores<br>pélvicas impactam significativamente a qualidade de<br>vida da população. Na rede do SUS Campinas, o<br>Ambulatório de Reabilitação do Assoalho Pélvico surge<br>como um diferencial de assistência especializada. O<br>serviço preenche uma lacuna na atenção secundária,<br>oferecendo tratamento não invasivo, humanizado e de<br>alta complexidade técnica para demandas do<br>município.Descrever a organização, a dinâmica de atendimento e a<br>oferta de vagas do Ambulatório de Reabilitação do<br>Assoalho Pélvico como um serviço especializado de<br>referência para o município de Campinas.Trata-se de um relato descritivo sobre o fluxo<br>assistencial do ambulatório especializado. O<br>programa de reabilitação organiza-se em duas<br>etapas principais: Consulta Inicial Individualizada:<br>Avaliação física e funcional completa dos Músculos<br>do Assoalho Pélvico (MAP). Uso de recursos<br>tecnológicos e clínicos avançados para diagnóstico<br>cinesiológico-funcional. Programa de Reabilitação<br>Frequência: Sessões semanais de tratamento.<br>Recursos Terapêuticos Utilizados: Consciência e<br>percepção perineal; Eletroterapia (analgesia e<br>fortalecimento); Cinesioterapia específica para o<br>assoalho pélvico; Biofeedback (para treino e<br>reeducação muscular); Reavaliações periódicas<br>para ajuste da conduta terapêutica.A implementação e consolidação do serviço garantem o<br>acesso regular da população de Campinas a uma linha<br>de cuidado especializada, apresentando a seguinte<br>capacidade operacional média destinada a 01<br>profissional 30h semanais, segunda a sexta: Primeiras<br>Consultas (Novos Pacientes): 14 vagas e consultas de<br>Retorno / Sessões de Reabilitação: 230 atendimentos.<br>A garantia de retornos semanais continuados possibilita<br>maior adesão ao tratamento, alcance de resultados<br>clínicos satisfatórios e redução da necessidade de<br>intervenções cirúrgicas invasivas no SUS.O Ambulatório de Reabilitação do Assoalho Pélvico consolida-se como um diferencial estratégico na rede<br>de saúde de Campinas. Ao unir tecnologia apropriada, atendimento individualizado por especialistas e linha<br>de cuidado continuada, o serviço amplia a resolutividade do SUS local, promovendo saúde, autonomia e<br>restauração da qualidade de vida dos usuários.</p> Alexandra Carlini, Junnia Pacifico Oliveira, Tatiana da Silva Rosa, Roselene Martins Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1152 Thu, 17 Sep 2026 00:00:00 +0000 DA VENTILAÇÃO MECÂNICA À MOBILIDADE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1202 <p><strong>DA VENTILAÇÃO MECÂNICA À MOBILIDADE: EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DA FISIOTERAPIA HOSPITALAR ENTRE 2025 E 2026</strong></p> <p>Introdução: A fisioterapia hospitalar desempenha papel fundamental na assistência ao paciente crítico na unidade de terapia intensiva, atuando na ventilação mecânica, extubação, mobilização e recuperação funcional. A análise comparativa dos indicadores assistenciais permite acompanhar mudanças no perfil dos pacientes, no volume de atendimentos e na evolução dos desfechos relacionados à assistência fisioterapêutica, contribuindo para o monitoramento da qualidade e da reabilitação dos pacientes. Objetivos:&nbsp;Comparar os indicadores assistenciais da fisioterapia hospitalar entre o primeiro semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026, com ênfase no perfil dos pacientes, permanência hospitalar, ventilação mecânica, extubação, reintubação e mobilidade funcional. Métodos:</p> <p>Estudo observacional, descritivo, retrospectivo e comparativo, realizado na Unidade de terapia intensiva (UTI) Adulto do Hospital Regional Sul, São Paulo. Foram analisados dados da plataforma Florence®, através da inserção de dados na planilha de Fisioterapia Hospitalar/CEGISS referentes aos primeiros semestres de 2025 e 2026.&nbsp;Avaliaram-se volume assistencial, permanência hospitalar, ventilação mecânica, tempo médio em VM, extubação, reintubação e evolução funcional pela escala PERME (Escore de Mobilidade em UTI de Perme).&nbsp;Os indicadores foram comparados por meio de análise descritiva, considerando frequências, percentuais, médias e variações entre os períodos, com o objetivo de identificar mudanças no perfil assistencial e na evolução funcional dos pacientes. Resultados:Observou-se aumento de 328 para 446 pacientes acompanhados, representando crescimento de 36,0%, com aumento da média mensal de 55 para 74 pacientes (34,5%). A permanência média reduziu de 10,08 para 7,74 dias (23,2%). A proporção de altas da UTI aumentou de 77,44% para 81,84%, enquanto a proporção de óbitos reduziu de 21,34% para 17,04%. Na assistência ventilatória, o número de pacientes em ventilação mecânica aumentou de 138 para 181 (31,2%), enquanto o tempo médio em ventilação mecânica reduziu de 8,07 para 6,33 dias (21,6%). O sucesso da extubação aumentou de 80,26% para 86,41%, acompanhado de redução da reintubação em menos de 48 horas, de 13,75% para 7,77%. Na avaliação funcional pela escala PERME, a progressão reduziu de 66,80% para 58,81%, a manutenção aumentou de 29,20% para 39,20% e a regressão reduziu de 4,00% para 1,99%. Conclusão: Observou-se ampliação da assistência fisioterapêutica, acompanhada de redução do tempo em ventilação mecânica, maior sucesso da extubação e menor reintubação precoce. Na escala PERME, houve redução da regressão funcional, reforçando a importância da fisioterapia na reabilitação, recuperação funcional e segurança do cuidado ao paciente crítico. Os dados evidenciam mudanças favoráveis nos indicadores assistenciais e destacam o impacto da atuação fisioterapêutica no cuidado integral dos pacientes acompanhados no Hospital Regional Sul.</p> Priscila Atuati, Juliana Torres David Pereira , Felipe Campos Galdino, Adriana Cristina Alvares Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1202 Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0000 PROJETO CUIDAR E REABILITAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1229 <p>Os cuidados paliativos são destinados a pacientes com doenças crônicas, progressivas ou que ameaçam a continuidade da vida, inclusive em estágio avançado, tendo como objetivo promover a qualidade de vida, prevenir e aliviar o sofrimento e garantir um cuidado integral. Segundo a OMS, essa abordagem deve ser iniciada precocemente, de forma concomitante aos tratamentos modificadores da doença, contemplando as dimensões física, psicológica, social e espiritual do paciente e de seus familiares.</p> <p>Embora a reabilitação priorize aspectos funcionais e adaptativos, nem sempre contempla a progressão da doença e o preparo para mudanças futuras. Nesse contexto, identificou-se a necessidade de implementar um projeto piloto no CER II Girassol, com a criação de um grupo para pacientes com doenças neurodegenerativas e crônicas voltado ao acolhimento, à orientação e ao cuidado integral dos pacientes e seus familiares.</p> <p>A criação do grupo de cuidados paliativos no CER II Girassol visa ampliar o cuidado a pacientes com doenças crônicas e neurodegenerativas, contemplando as dimensões física, emocional, social e espiritual, além da reabilitação funcional. Busca promover os cuidados paliativos como abordagem precoce, integral, contínua e voltada à qualidade de vida, por meio de acolhimento, educação em saúde, comunicação, expressão de sentimentos e troca de experiências, fortalecendo o enfrentamento, a autonomia, a participação no planejamento dos cuidados e as redes de apoio. Pretende ainda sensibilizar a equipe multiprofissional para a integração dos cuidados paliativos à reabilitação, contribuindo para a humanização e integralidade da assistência e para o desenvolvimento de novas práticas de inserção precoce dessa abordagem nos serviços especializados</p> <p>&nbsp;</p> Suzimar Oliveira Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1229 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 ORGANIZAÇÃO DO FLUXO DE OPM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1298 <p>Relato de experiência de organização do fluxo de trabalho no CER IV M'boi Mirim do processo de avaliação, solicitação e e concessão de OPM.&nbsp; &nbsp;</p> Daivison Lucas da Silva, Bruna Piergentile Melo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1298 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 TERAPIAS CONSERVADORAS NA ODONTOLOGIA COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO PALIATIVO NA OSTEONECROSE MANDIBULAR INDUZIDA POR BISFOSFONATOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1336 <p><span style="font-weight: 400;">A osteonecrose mandibular relacionada ao uso de bisfosfonatos é uma condição caracterizada pela destruição progressiva do tecido ósseo, geralmente associada à alteração da remodelação óssea e à presença de trauma ou infecção. O tratamento pode variar desde medidas conservadoras até procedimentos cirúrgicos, sendo que, em pacientes imunossuprimidos, a cirurgia pode ser temporariamente contraindicada. O trabalho teve como objetivo relatar os benefícios de terapias conservadoras, como Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT) e o uso de pentoxifilina e tocoferol, sendo um cuidado paliativo para pacientes impossibilitados de realizar tratamento cirúrgico. A aPDT foi realizada utilizando azul de metileno 0,01% como fotossensibilizador, seguido da aplicação de laser vermelho, buscando eliminar microrganismos presentes no osso necrótico. Paralelamente, foram administrados pentoxifilina 400mg e tocoferol 400mg, duas vezes ao dia, durante aproximadamente 10 meses, com o objetivo de melhorar a microcirculação, reduzir o estresse oxidativo e favorecer a remodelação e o reparo ósseo. Os resultados demonstraram que a aPDT apresentou ação antimicrobiana localizada, além de contribuir para o controle da inflamação e da dor. A associação com pentoxifilina e tocoferol favoreceu a microvascularização, a remodelação óssea, a redução da exposição óssea e a cicatrização. As terapias também proporcionaram melhora da qualidade de vida dos pacientes. Conclui-se que a aPDT e a pentoxifilina e o tocoferol podem ser alternativas conservadoras importantes para o controle da osteonecrose mandibular em pacientes que não podem ser submetidos à cirurgia enquanto as condições clínicas não permitem.</span></p> Beatriz Venancio Queiroz, Amanda Garcia Higa, Adrianne Stein Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1336 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO: AURICULOTERAPIA COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO INTEGRAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1407 <p class="x1yc453h xma8rkl xgoqxah xutxfr x1fie51u xgyxj25 x1xobyvs x1elgs31 x1fv8qjw xcy5tzr x1ht4adc xnvauns x1c2l018 x14l7nz5 xuw7688 x1pjt2rx x160d6zm xrxpjvj" dir="ltr">Relatar a experiência de um grupo aberto de auriculoterapia na Atenção Primária à Saúde, como estratégia de cuidado integral, promoção da saúde e ampliação do acesso às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). A experiência evidenciou que o grupo favoreceu o acolhimento, a construção de vínculos, o alívio de sintomas e a percepção de melhora na qualidade de vida dos participantes, demonstrando potencial como estratégia complementar de cuidado na Atenção Primária. Os achados reforçam a contribuição das PICS para a promoção da saúde e para a ampliação do acesso a práticas de cuidado integral.</p> Daniella Pires de Camargo, Kelly Brenner Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1407 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 FITOTERAPIA E FITOACUPUNTURA EM GRUPO DE FISIOTERAPIA PARA PESSOAS COM DOR CRÔNICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1599 <p>A dor crônica pode repercutir na funcionalidade, no sono, no bem-estar emocional e na participação social, demandando estratégias de cuidado que considerem diferentes dimensões da experiência. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de um grupo semanal de fisioterapia para pessoas com dor crônica, com atividades educativas sobre plantas terapêuticas e oferta de fitoacupuntura. Trata-se de relato de experiência desenvolvido no Centro de Referência Dor Crônica – Parque Maria Helena, conduzido por fisioterapeuta e acompanhado por equipe multiprofissional. Os encontros incluíam apresentação dialogada de uma planta, discussão de usos tradicionais e cuidados, roda de conversa e compartilhamento de saberes. Ao final das atividades, era oferecida fitoacupuntura por meio de emplastro vegetal fixado à pele com fita microporosa, sobre pontos de acupuntura e/ou áreas dolorosas; foram utilizados cravo, urucum e alfazema. As percepções foram identificadas por relatos espontâneos e observação da dinâmica grupal. Ao longo dos encontros, observou-se maior participação, com participantes levando plantas e compartilhando conhecimentos. Também foram relatadas percepções de alívio da dor e melhora do sono e da autoestima. A equipe observou maior interação, apoio entre pares e fortalecimento de vínculos. Por se tratar de observações qualitativas, sem instrumentos padronizados, os achados não permitem estabelecer causalidade ou eficácia clínica. A experiência evidencia o grupo como espaço de educação em saúde, escuta e construção compartilhada do cuidado.</p> CAMILA ALCÂNTARA Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1599 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 EMPATIA EM CUIDADOS PALIATIVOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1306 <p>A empatia é o pilar fundamental dos cuidados paliativos, pois direciona o foco do tratamento para a pessoa e sua dignidade, e não apenas para a doença. Envolve escuta ativa, comunicação transparente, visão holística e apoio a família. Reduz o isolamento e o sofrimento desnecessário, fortalece a relação de confiança entre equipe, paciente e familiares, promovendo uma assistência mais humanizada.</p> Renata Cassiano dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1306 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 OFICINA DE BELEZA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1150 <p>A internação em psiquiatria frequentemente reduz o sujeito ao papel de "paciente".Esta oficina discute esses impactos e propõe o autocuidado como reconexão consigo, resgate da dignidade e restituição da individualidade.A atividade é realizada semanalmente, às quartas-feiras às 14:30, na enfermaria de saúde mental do Hospital Ouro Verde, em Campinas.<br>Espaço de enfermaria conta com 23 leitos de internação. A oficina reúne, em média, 6 pacientes e disponibiliza materiais para cuidados pessoais, cabelos, pele e unhas, fundamentando-se no respeito e na livre escolha de cada participante.<br>Todo o processo conta com a mediação da equipe de Psicologia, ocorrendo em um ambiente<br>acolhedor, seguro e facilitador do cuidado.</p> Alexandra Carlini, Daniela Monique da Silva, Vanessa Jesuino Florencio, Tatiana da Silva Rosa, Roselene Martins Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1150 Thu, 17 Sep 2026 00:00:00 +0000 PERFIL COGNITIVO DE CRIANÇAS PARTICIPANTES DE UM GRUPO DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1476 <p><strong>Introdução:</strong></p> <p>Programas de estimulação precoce têm demonstrado efeitos positivos sobre o desenvolvimento infantil e a qualidade de vida das crianças. Embora a relevância dessas intervenções esteja amplamente documentada, especialmente na literatura internacional, ainda são escassos estudos no contexto brasileiro.</p> <p><strong>Objetivo:&nbsp;</strong>Avaliar o desempenho cognitivo de crianças que passaram por um grupo de estimulação precoce (GEP) em uma unidade de reabilitação.</p> <p><strong>Método:</strong></p> <p>Trata-se de um estudo prospectivo com amostra composta por 8 crianças com hipótese diagnostica de atraso global do desenvolvimento, sendo utilizado instrumento da Escala Bayley de Desenvolvimento Infantil – III para avaliar os domínios cognitivo, de linguagem e motor das crianças antes do início e término do GEP (períodos pré-intervenção e pós-intervenção). O GEP é composto por um total de 12 encontros semanais com duração de 50 minutos cada, sendo conduzidos por equipe multiprofissional e, com orientações aos cuidadores para promoção da estimulação das crianças. Para efeitos deste recorte do trabalho, foram consideradas apenas os resultados extraídos do domínio cognitivo da Escala Bayley III. Para analise estatística foi utilizado o teste Wilcoxon, sendo adotado nível de significância de p&lt;0,05 ou&nbsp; 5%. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do CEJAM (CAAE 88219625.7.0000.9107).</p> <p><strong>Resultados:</strong></p> <p>Participaram 8 crianças do sexo feminino e hipótese de atraso global do desenvolvimento, sendo 37,5% com histórico de prematuridade. A idade média das crianças: pré-intervenção - 17,37 meses (DP = 4,27) e pós-intervenção- 21,63 meses (DP = 3,77). Os Resultados permitem indicar que no período pós-intervenção do GEP, observou-se aumento na pontuação bruta e composta do domínio cognitivo (tabela 1).&nbsp;De acordo com o teste Wilcoxon encontrou-se diferenças estatisticamente significativas entre os momentos pré e pós-intervenção nos escores brutos (Z = −2,52; p = 0,012) e compostos (Z = −2,06; p = 0,039).&nbsp;Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre idade e desempenho cognitivo.</p> <p><strong>Conclusão: </strong>Os achados preliminares demonstraram melhora no domínio cognitivo de crianças com hipótese diagnostica de atraso global do desenvolvimento após acompanhamento em um programa de estimulação precoce com intervenção multidisciplinar. Embora o tamanho amostral seja pequeno, esta melhora da função cognitiva reforçou a necessidade de programas de orientações e manejos precoces nessa população, particularmente no que tange às diferenças observadas no desempenho cognitivo</p> Juliana Bencini Nicoletti Camillo, Rafaela     Batista Souza, Celso Vilella Matos, Camila Carneiro de Souza, Elaine Cristina da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1476 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ENTRE COGNIÇÃO E FUNCIONALIDADE A INSERÇÃO DA NEUROPSICOLOGIA NO CUIDADO EM REABILITAÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1565 <p>A inserção da Neuropsicologia em serviços de reabilitação amplia a possibilidade de compreender a relação entre aspectos cognitivos, emocionais e funcionais, subsidiando o cuidado interdisciplinar. Este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência de implantação da Neuropsicologia em um Centro Especializado em Reabilitação (CER), destacando a organização do processo de trabalho e sua integração ao percurso de reabilitação. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir da estruturação do serviço, envolvendo a definição de critérios de encaminhamento, discussão multiprofissional e avaliação neuropsicológica. A implantação possibilitou sistematizar o acesso à avaliação neuropsicológica, organizar fluxos assistenciais e ampliar a compreensão do funcionamento cognitivo dos usuários em articulação com suas demandas funcionais. A experiência evidencia a relevância da Neuropsicologia como componente integrado ao cuidado em reabilitação, bem como a necessidade de organização dos processos, definição de fluxos e disseminação das possibilidades de atuação da área, contribuindo para a qualificação do percurso assistencial.</p> Helen Batista de Figueiredo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1565 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 ESTRATIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES ASSISTENCIAIS EM CUIDADOS PALIATIVOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1332 <p>Na Atenção Primária à Saúde (APS), instrumentos como Pergunta Surpresa, SPICT, PPS e IACAD auxiliam na identificação e avaliação de pessoas com necessidades paliativas, mas não contemplam, isoladamente, a estratificação da intensidade do acompanhamento entre usuários já reconhecidos como paliativos.</p> <p>Este estudo teve como objetivo desenvolver uma proposta de instrumento multidimensional para estratificar necessidades assistenciais e subsidiar a organização do acompanhamento pela APS.</p> <p>Foi realizado um estudo metodológico em duas etapas, envolvendo revisão narrativa de ferramentas aplicáveis aos cuidados paliativos e análise crítica de sua contribuição para a priorização assistencial. A partir dessa análise, foram organizadas oito dimensões: clínica, funcional, sintomas, psicossocial, família/cuidador, social, território/acesso e rede de atenção. Propôs-se uma classificação progressiva em acompanhamento padrão, intensificado e prioritário, com possibilidade de revisão dinâmica conforme mudanças clínicas, funcionais, sociais ou territoriais. A classificação busca subsidiar a definição da frequência de contatos, a realização de visitas domiciliares, a discussão de casos em equipe e a articulação com a rede de atenção.</p> <p>A proposta integra diferentes dimensões relacionadas às necessidades de pessoas em cuidados paliativos e pode contribuir para organizar a intensidade do acompanhamento pela APS. Entretanto, sua aplicabilidade requer validação por especialistas, definição de critérios operacionais e realização de testes-piloto antes da utilização na prática assistencial.</p> <p>&nbsp;</p> Thiago de Castro Menezes, Fernanda da Silva Arruda Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1332 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 O CUIDADOS PALIATIVOS NO PROGRAMA MELHOR EM CASA: ALÍVIO DE SINTOMAS, PRESERVAÇÃO DA DIGNIDADE E SUPORTE FAMILIAR. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1544 <p>Os Cuidados Paliativos desenvolvidos no programa Melhor em Casa proporcionam uma assistência humanizada e centrada na pessoa em situação de terminalidade de vida, valorizando a autonomia, a história de vida, os vínculos familiares e as preferências do paciente, promovendo conforto e qualidade de vida, mesmo diante da impossibilidade de cura. A atuação conjunta da equipe multidisciplinar é fundamental para que o processo de terminalidade seja conduzido de forma ética, acolhedora e respeitosa</p> Ailen Mary Pelaez Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1544 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 OS DESAFIOS DA PROTETIZAÇÃO DE PESSOAS COM AMPUTAÇÃO DE MEMBRO INFERIOR NO SUS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1275 <p><strong>RESUMO:</strong>&nbsp;A amputação de membro inferior constitui uma condição de saúde com importantes repercussões sobre a mobilidade, as atividades de vida diária, a participação social e o desempenho ocupacional. Nesse contexto, a reabilitação multidisciplinar é fundamental para contemplar a construção de um estilo de vida funcional. O processo de reabilitação é complexo e prolongado, envolvendo desafios que ultrapassam os aspectos físicos e demandam uma atuação integrada dos profissionais envolvidos.&nbsp;<strong>OBJETIVO:</strong>&nbsp;Analisar a percepção crítica dos profissionais da equipe multidisciplinar envolvidos no protocolo de reabilitação de pessoas com amputação do Centro Especializado em Reabilitação (CER) M’Boi Mirim, com enfoque nos desafios relacionados à protetização.&nbsp;<strong>MÉTODO:</strong>&nbsp;Trata-se de um relato de experiência com reflexão crítica, desenvolvido com profissionais integrantes do protocolo de reabilitação da pessoa com amputação do CER M’Boi Mirim, localizado na cidade de São Paulo (SP). As oito categorias que compõem o protocolo foram convidadas a responder a três questões relacionadas à percepção das dificuldades envolvidas no processo de protetização da pessoa com amputação.&nbsp;<strong>RESULTADOS:</strong>&nbsp;Participaram do levantamento profissionais das áreas de fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. As respostas foram organizadas, tabuladas e analisadas considerando a recorrência dos aspectos apontados entre as diferentes categorias profissionais. Os relatos evidenciaram que as dificuldades relacionadas à protetização não se restringem aos aspectos clínicos e funcionais, envolvendo também fatores psicológicos, sociais, ambientais e relacionados à participação ativa da pessoa amputada e de sua família.&nbsp;<strong>CONCLUSÃO:</strong>&nbsp;A percepção dos profissionais evidencia que o processo de protetização é multifatorial e depende da articulação entre aspectos clínicos, funcionais, psicológicos, sociais e ambientais. A participação ativa da pessoa amputada e de sua família mostrou-se um elemento relevante para o processo de reabilitação, reforçando a importância da atuação multidisciplinar e de uma abordagem integral no cuidado à pessoa com amputação.</p> Amanda Conceicao, Silvia Mayumi Okuma, Tiago Vicencia Vila Real , Karla Dias Tomazella, Carolina Sigrist Lolo de Campos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1275 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 NA LINHA DE FRENTE DO CUIDADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1309 <p>Os cuidados paliativos buscam promover conforto, dignidade e qualidade de vida ao paciente em situação de finitude, considerando também a família como parte do cuidado. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação da enfermagem no cuidado ao paciente em fim de vida e no suporte familiar. Trata-se de uma revisão integrativa de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos científicos e documentos normativos. Os achados destacam a importância da enfermagem no controle de sintomas, na comunicação, na escuta, no acolhimento e no suporte emocional ao paciente e seus familiares. Evidencia-se a necessidade de uma assistência humanizada e individualizada, que respeite a autonomia, a dignidade e as necessidades de cada paciente. Conclui-se que a enfermagem exerce papel essencial na promoção de um cuidado paliativo seguro, humanizado e centrado no paciente e na família.</p> Vagner dos Santos Nascimento, ANGELA FERREIRA DA COSTA LIMA Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1309 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 JOGOS FUNCIONAIS PARA ESTÍMULO COGNITIVO E MOTOR EM PACIENTES COM AVC: PROPOSTA DE UM PROJETO DE INTERVENÇÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1375 <p><strong>INTRODUÇÃO:</strong> o acidente vascular cerebral é uma das principais causas de incapacidade, ocasionando alterações motoras e cognitivas que comprometem a autonomia e a participação social. A realização de tarefas motivadoras podem favorecer o envolvimento do paciente e ampliar o repertório de habilidades funcionais, integrando estímulos motores e cognitivos por meio de atividades lúdicas. <strong>OBJETIVO</strong>: propor a implantação de um grupo de jogos funcionais como recurso terapêutico em um Centro Especializado em Reabilitação (CER II), visando estimular habilidades motoras e cognitivas em pacientes pós-AVC. <strong>METODOLOGIA:</strong> trata-se de um projeto de intervenção que será desenvolvido no CER II, com indivíduos pós AVC, em diferentes estágios de reabilitação. As atividades serão conduzidas por equipe multiprofissional, utilizando jogos da memória, encaixe, associação, sequência lógica e dupla tarefa motora e cognitiva. <strong>RESULTADOS:</strong> espera-se estimular habilidades motoras e cognitivas, como atenção, memória, planejamento, compreensão de comandos, associação de informações e tomada de decisão, além de favorecer a interação social, comunicação e autoconfiança. <strong>CONCLUSÃO:</strong> A proposta do Grupo de Jogos Funcionais apresenta-se como uma estratégia terapêutica para a reabilitação pós-AVC, podendo integrar estímulos motores e cognitivos por meio de atividades lúdicas e possibilitando desenvolver diferentes habilidades funcionais.</p> Maria Helena Souza, Valéria Cristiani da Silva Becari Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1375 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 REABILITAÇÃO MULTIPROFISSIONAL DE ADOLESCENTES COM TEA E DIFICULDADES DE COMUNICAÇÃO SOCIAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1156 <p>O Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode repercutir na comunicação, interação social e autonomia, demandas que ganham novas características na adolescência. Dificuldades de comunicação em situações sociais podem estar relacionadas a aspectos emocionais e à ansiedade, incluindo manifestações compatíveis com mutismo seletivo. Este trabalho descreve a experiência da equipe multiprofissional do CER II Girassol no acompanhamento de adolescentes com TEA e dificuldades de comunicação e interação social. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido por meio da articulação entre atendimentos individuais em Neuropsicologia e atendimentos compartilhados com Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Fisioterapia. Foram trabalhados aspectos emocionais, reconhecimento de emoções, treino de habilidades e exposição gradual, associados a atividades de interação, conversação e autonomia. Também foram realizadas atividades em ambientes comunitários, como quadra esportiva, padaria e parque. Ao longo da prática, observou-se ampliação da participação nas propostas coletivas, das iniciativas de comunicação e interação com os pares. A experiência reforçou a importância de articular o acompanhamento individual às vivências em grupo e em situações reais, respeitando as singularidades.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong>&nbsp;Transtorno do Espectro Autista; Adolescência; Comunicação; Interação Social; Reabilitação.</p> Helen Batista de Figueiredo, Beatriz Rodrigues Ferreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1156 Thu, 17 Sep 2026 00:00:00 +0000 PROTOCOLO DE ACOMPANHAMENTO DA EVOLUÇÃO COMUNICATIVA DE PESSOAS COM AFASIA SUMETIDAS Á INTERVENÇÃO MULTIPROFISSIONAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1299 <p>No CER II Girassol, diante da elevada demanda de pacientes com comprometimentos cognitivos e afasia decorrentes de lesões neurológicas, especialmente após AVC, foi proposta a elaboração de um plano de atendimento multiprofissional. O plano de atendimento foi desenvolvido para orientar a atuação compartilhada entre Fonoaudiologia e Neuropsicologia, com foco na avaliação e estimulação das habilidades de linguagem, comunicação e funções cognitivas, visando qualificar o acompanhamento e a reabilitação dos pacientes atendidos na unidade.</p> Leticia Pereira do Nascimento, Helen Batista de Figueiredo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1299 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 Ferramenta Educativa Gamificada para Prevenção de Quedas: Experiência da URSI Campo Limpo https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1542 <p data-path-to-node="6">Com o envelhecimento da população, a prevenção de acidentes e a manutenção da autonomia do idoso tornam-se prioridades. O objetivo do relato foi descrever a experiência da URSI Campo Limpo no desenvolvimento de recursos lúdicos e gamificados para aumentar a participação ativa, o engajamento e a retenção de orientações preventivas contra quedas. Trata-se de um relato de experiência descritivo. Foi desenvolvido um painel imantado que ilustra um ambiente domiciliar com diversos fatores de risco para quedas. Durante a dinâmica, os usuários utilizam ímãs coloridos para sinalizar os perigos na imagem, estimulando a reflexão e o reconhecimento de riscos presentes em suas próprias casas.</p> <p data-path-to-node="12">&nbsp;</p> Willian Severino Silva, Daiane Pereira Costa, Luciana Aparecida Oliveira Carvalho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1542 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 SUPORTE ESPIRITUAL E EMOCIONAL NA REABILITAÇÃO E NOS CUIDADOS PALIATIVOS_ CONTRIBUIÇÕES DO VOLUNTARIADO POR MEIO DA CAPELANIA E DA PALHAÇARIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1602 <p><span data-path-to-node="0,0">O estudo busca responder como as ações estruturadas de voluntariado, especificamente a capelania e a palhaçaria, contribuem para a humanização do cuidado e para o suporte às necessidades emocionais e espirituais dos pacientes em reabilitação e cuidados paliativos</span><span data-path-to-node="0,2">. A hipótese central da pesquisa é que essas intervenções pautadas no acolhimento, na escuta e na ludicidade atuam como recursos complementares importantes na assistência hospitalar, sendo capazes de promover conforto, bem-estar, momentos de conexão e leveza para os pacientes e seus familiares, além de gerar impactos positivos no estado emocional e psicológico dos próprios voluntários</span><span data-path-to-node="0,4">.</span></p> Vanderley Junio Cardoso de Oliveira, Marceli Fradeschi, Anderson M Ribeiro, Marianna Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1602 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLEMENTAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE EXTUBAÇÃO PALIATIVA EM UMA SALA DE EMERGÊNCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1143 <p>Introdução: A extubação paliativa é uma estratégia de retirada da ventilação mecânica quando os objetivos de cuidado passam a priorizar conforto e controle de sintomas diante da limitação ou retirada de medidas de suporte à vida. No ambiente da emergência, esse processo apresenta desafios relacionados à tomada de decisão, comunicação, planejamento assistencial e manejo dos sintomas. Diante da necessidade de organizar essa prática, foi implantado, em março de 2026, um fluxo institucional de extubação paliativa, incorporado ao Protocolo Institucional de Cuidados Paliativos para Pacientes Adultos.<br>Objetivo: Descrever a experiência inicial de implementação e aplicação de um fluxo institucional de extubação paliativa em uma Sala de Emergência, incluindo indicadores clínicos, estratégias terapêuticas e desfechos observados.<br>Método: Estudo observacional, descritivo, baseado na experiência inicial de aplicação do fluxo na Sala de Emergência Adulto do Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo. Foram analisados seis pacientes submetidos à extubação paliativa entre abril e agosto de 2026. Os dados foram obtidos de planilha institucional, indicadores da Fisioterapia e registros assistenciais compartilhados na passagem de plantão. Foram analisadas características clínicas, tempo de ventilação mecânica invasiva, teste de respiração espontânea, cuff leak test, utilização de corticoide, manejo com morfina e midazolam, ocorrência de estridor laríngeo, intervalo entre extubação e óbito e local do óbito. Foi realizada análise descritiva, com apresentação agregada dos dados.<br>Resultados: Foram analisados seis pacientes, quatro mulheres (66,7%) e dois homens (33,3%), com idade entre 52 e 89 anos. O teste de respiração espontânea foi realizado e tolerado em todos os casos, assim como o cuff leak test, negativo em 6/6 (100%). Todos receberam corticoide conforme o fluxo institucional e não houve registro de estridor laríngeo. Cinco pacientes (83,3%) receberam morfina em infusão contínua e um (16,7%) recebeu morfina em horários programados; não houve utilização de midazolam. O intervalo entre a extubação e o óbito variou de 2 horas e 15 minutos a 10 dias. Quatro pacientes (66,7%) evoluíram a óbito na enfermaria e dois (33,3%) permaneceram na Sala de Emergência até o óbito.<br>Conclusão: A implementação do fluxo institucional permitiu estruturar e sistematizar a condução da extubação paliativa na Sala de Emergência, possibilitando o acompanhamento dos primeiros casos e dos principais indicadores clínicos e terapêuticos. A experiência evidenciou diferentes trajetórias após a retirada da ventilação mecânica, reforçando a necessidade de planejamento individualizado, manejo de sintomas e continuidade do cuidado após a extubação. Os achados representam uma experiência inicial de implementação e podem subsidiar o monitoramento, aprimoramento e avaliação futura do fluxo institucional</p> CAROLINA, SUMAIA, AMANDA Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1143 Fri, 11 Sep 2026 00:00:00 +0000 O PERFIL CLÍNICO-ADMISSIONAL, MULTIMORBIDADE E CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE EM CUIDADOS PALIATIVOS NO HOSPITAL MUNICIPAL EVANDRO FREIRE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1328 <p>&nbsp;Introdução: O envelhecimento populacional e a transição epidemiológica resultam em taxas crescentes de multimorbidade e internações de pacientes com doenças crônicas avançadas. Em hospitais de urgência e emergência, o reconhecimento precoce da elegibilidade para Cuidados Paliativos (CP) ainda enfrenta barreiras, gerando desproporcionalidade terapêutica e descontinuidade do cuidado. Objetivo: Analisar o perfil clínico-admissional e a carga de multimorbidade de pacientes com critérios de elegibilidade para Cuidados Paliativos internados no Hospital Municipal Evandro Freire (HMEF), comparando os padrões clínicos entre a Emergência (Salas Amarela e Vermelha), a Clínica Médica e o Centro de Terapia Intensiva (CTI). Método: Estudo observacional, transversal e analítico, delineado pela estratégia PICO. A população é composta por pacientes adultos internados no HMEF que preenchem critérios de elegibilidade para CP (segundo instrumentos validados de rastreio, como o SPICT ). Serão coletadas variáveis sociodemográficas, história patológica pregressa (escore de comorbidades de Charlson), causas agudas de internação, setor de admissão e presença de gatilhos clínicos de terminalidade ou declínio funcional. A análise estatística comparará a distribuição de frequências e a gravidade clínica entre os três setores hospitalares (Emergência vs. Clínica Médica vs. CTI). Resultados esperados: Espera-se identificar uma elevada prevalência de idosos frágeis e portadores de múltiplas condições crônicas agudizadas, com padrões distintos de gravidade entre as unidades: alta densidade de disfunções agudas e suporte invasivo no CTI, agudizações com barreiras de transição de cuidados na Emergência e declínio progressivo associado a limitações funcionais na Clínica Médica. Além disso, busca-se mapear os principais gatilhos clínicos de elegibilidade não reconhecidos precocemente. Conclusão: A caracterização da multimorbidade e das vias de admissão subsidiará a criação de fluxos de triagem e consultoria em CP direcionados à realidade do hospital público, otimizando o manejo sintomático, o planejamento antecipado do cuidado e o uso racional de recursos assistenciais de alta complexidade.</p> Flávia Ramos Lobão, tiago velloso, Flavio Monteiro, Fabio Basilio, Ana Beatriz Barbosa, Jose Arimateia, Antonio Babbo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1328 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 Mutirão de órteses para membros superiores em um centro especializado em reabilitação https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1590 <p>Introdução: As órteses de membros superiores são os dispositivos prescritos e confeccionados pelo profissional de Terapia Ocupacional, a fim de aumentar o potencial máximo da função dos membros superiores no processo de reabilitação, uma vez que considera os aspectos funcionais, mecânicos, necessidades terapêuticas e benefícios.&nbsp;</p> <p>Objetivo: Mensurar a dispensação de órteses estáticas de membros superiores a partir da implementação do mutirão de órteses no setor de Terapia Ocupacional de um Centro Especializado em Reabilitação (CER) na zona sul do município de São <sub>Paulo.</sub></p> <p>Métodos: Estudo descritivo, com abordagem quantitativa, focado na análise do fluxo de dispensação de órteses de membros superiores do mutirão de OPM, modeladas e confeccionadas sob medida em termoplástico de baixa temperatura, fixadas com velcro, realizado uma vez por mês no período de julho de 2025 a agosto 2026. Os dados foram coletados por meio de planilhas internas do serviço para discriminar tanto os tipos de órteses quanto a finalidade.</p> <p>Resultados: Os indicadores apontam um volume total de 164 órteses dispensadas, sendo 81 de posicionamento unilateral, 52 posicionamento bilateral, 31 de funcionalidade.&nbsp;</p> <p>Conclusão: O fluxo de dispensação de órteses para membros superiores, no CER da zona sul do município de São Paulo, por meio da implementação do mutirão de OPM evidenciou uma estratégia eficaz para a ampliação de acesso aos dispositivos adequados de posicionamento e funcionalidade e prevenção de agravos àsaúde, corroborando com os princípios de integralidade, equidade e universalidade do SUS, tornando o processo mais ágilpara mitigarafila de espera desse serviço.</p> Natalia Neves, Andrea Toshye Sato, Valeria Becari, Tais C. Fonseca Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1590 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 APOIO MATRICIAL NA REABILITAÇÃO COM PRÓTESE DENTÁRIA ENTRE NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE BUCAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1032 <p>Trata-se de um relato de experiência sobre o apoio matricial entre a Atenção Primária e a Atenção Secundária na condução de um caso de reabilitação com prótese dentária. O tratamento foi iniciado na Unidade Básica de Saúde e, diante de uma dificuldade técnica identificada pelo cirurgião-dentista, foi organizado um atendimento compartilhado no Centro de Especialidades Odontológicas, com a participação do paciente, do profissional responsável pelo caso e do protesista. A avaliação conjunta permitiu discutir as dificuldades encontradas e definir condutas mais seguras para a continuidade do tratamento, mantendo o vínculo do paciente com a equipe de referência e a corresponsabilização pelo cuidado. O apoio especializado contribuiu para reduzir incertezas na tomada de decisão clínica e prevenir possíveis falhas, retrabalho ou intervenções inadequadas. A experiência também favoreceu a educação permanente, por meio da troca de conhecimentos durante a prática assistencial, ampliando a autonomia e a capacidade do profissional da Atenção Primária para conduzir situações semelhantes. Conclui-se que o apoio matricial pode fortalecer a segurança do paciente, a resolutividade da Atenção Primária e a integração entre os níveis de atenção à saúde bucal.</p> Fernanda Fernandes, Francis Tsurumaki, Samuel Nilo, Ernani Cunha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1032 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 FORTALECIMENTO DA AUTONOMIA E QUALIDADE DE VIDA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1151 <p>As afecções neurológicas, como o Acidente Vascular<br>Cerebral (AVC) e a Doença de Parkinson, representam<br>expressivas causas de incapacidade funcional e perda<br>de autonomia. Na rede do SUS Campinas, o<br>Ambulatório de Reabilitação Neurológica se destaca<br>como um serviço especializado de alta resolutividade,<br>integrando a linha de cuidado da atenção secundária<br>para oferecer suporte terapêutico contínuo e<br>multiprofissional à população. A estruturação do serviço garante o acesso continuado<br>e planejado para a população do município de<br>Campinas, consolidando um fluxo ágil entre a atenção<br>básica e a especializada: Apresentando a seguinte<br>capacidade operacional média destinada a 01<br>profissional 30h semanais, segunda a sexta: Primeiras<br>Consultas (Novos Pacientes): 13 vagas e consultas de<br>Retorno / Sessões de Reabilitação: 270 atendimentos.<br>O acompanhamento semanal continuado permite<br>promover a neuroplasticidade, retardar o avanço de<br>limitações motoras em doenças degenerativas e<br>favorecer a reinserção social dos usuários. A<br>implementação e consolidação do serviço garantem o<br>acesso regular da população de Campinas a uma linha<br>de cuidado especializada,O Ambulatório de Reabilitação Neurológica consolida-se como um diferencial estratégico na rede do SUS<br>Campinas. Ao oferecer avaliação especializada e intervenções semanais estruturadas para condições de<br>alto impacto (como AVC e Parkinson), o serviço fortalece a autonomia dos pacientes, reduz complicações<br>secundárias e melhora a qualidade de vida da comunidade.</p> Alexandra Carlini, Jessika Caroliny Cassiolato, Ana Karen Colombo Doray, Tatiana da Silva Rosa, Roselene Martins Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1151 Thu, 17 Sep 2026 00:00:00 +0000 ENTRE O PROGNÓSTICO E A PARTIDA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1316 <p>O diagnóstico de câncer provoca um impacto profundo e multidimensional que altera drasticamente a dinâmica pessoal, familiar e social do indivíduo. Diante da complexidade da doença, as Linhas de Cuidado Integradas estruturam-se para assegurar uma assistência contínua e transdisciplinar, que transcende o modelo puramente biomédico. Nesse cenário, a Psico-Oncologia atua de forma estratégica na interface entre a psicologia e a medicina integrativa.</p> Renata Cassiano dos Santos, Rosana Rosso Cunha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1316 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 FOTOBIOMODULAÇÃO NA PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA POR VARICELA-ZÓSTER https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1162 <p>A paralisia facial periférica decorrente do vírus varicela-zóster (Síndrome de Ramsay Hunt) causa intensa dor neuropática e severo comprometimento funcional orofacial (como sialorreia, xerostomia e trauma mecânico por mordedura). No contexto de Cuidados Paliativos, a Fotobiomodulação (FBM) surge como uma tecnologia não invasiva, segura e isenta de interações medicamentosas para o manejo desses sintomas em pacientes fragilizados. Este relato de experiência teve como objetivo relatar os benefícios da FBM conduzida pela Odontologia no manejo sintomático e na preservação das funções estomatognáticas em pacientes acometidos pela paralisia facial por herpes-zóster sob cuidados paliativos. Trata-se de um relato de experiência sobre a rotina assistencial odontológica no CEO (Centro de Especialidades Odontológicas). Foi aplicado o laser infravermelho (~808nm) de forma pontual e por contato nos ramos afetados do nervo facial e na região retroauricular, buscando analgesia da dor neuropática aguda e neuroproteção funcional residual. As doses variaram de 2J a 4J por ponto.Resultados: A FBM atuou de forma transversal no cuidado paliativo, agindo por princípio fitoquímico (e não por efeito térmico). O laser quebrou o ciclo da dor sem toxicidade sistêmica. A terapia foi eficaz na manutenção do tônus muscular perioral, auxiliando no controle do escape salivar constante e na diminuição da hipersensibilidade. O acompanhamento odontológico demonstrou impactos multidimensionais na qualidade de vida do paciente, com redução perceptível da dor de caráter de queimação/pontada na face logo após as primeiras sessões, diminuindo a necessidade de resgates farmacológicos sistêmicos. Pode-se concluir que a inserção da Odontologia na equipe de cuidados paliativos, munida da FBM, ofereceu suporte sintomático humanizado e de alta eficácia. O uso combinado do laser IV atingiu com êxito os objetivos paliativos, garantindo o controle impecável da dor herpética e a proteção das funções orofaciais elementares, promovendo dignidade ao paciente.</p> Amanda Garcia Higa, Adrianne Stein Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1162 Mon, 21 Sep 2026 00:00:00 +0000 DA REABILITAÇÃO AO CONDICIONAMENTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1511 <p>O envelhecimento populacional amplia os desafios relacionados à dor crônica e à incapacidade funcional. Na UBS Jardim Comercial, o Grupo de Dor Crônica integra Fisioterapia e Educação Física em uma proposta compartilhada de cuidado voltada à reabilitação, ao condicionamento físico e ao envelhecimento ativo. Este trabalho avalia os efeitos dessa abordagem interprofissional no manejo da dor e na funcionalidade de idosos. A experiência ocorre semanalmente, às segundas e quartas-feiras, às 14h30, em quadra comunitária local. Às segundas-feiras, a Fisioterapia prioriza reabilitação e alívio dos sintomas; às quartas, a Educação Física desenvolve condicionamento e fortalecimento funcional. Durante seis meses, foram acompanhados 25 idosos, majoritariamente mulheres, com média de 65 anos. Foram observadas melhora da mobilidade, equilíbrio e autonomia funcional, além de redução da dor autorreferida e do uso de analgésicos. Os encontros também favoreceram socialização, pertencimento e suporte mútuo. A experiência reforça o potencial da atuação interprofissional na promoção da independência funcional e do envelhecimento ativo na Atenção Primária à Saúde.</p> Thiago de Castro Menezes, Jorge de Souza Coelho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1511 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 NEUROPSICOLOGIA: O QUE OS ENCAMINHAMENTOS REVELARAM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1588 <p>A Neuropsicologia é uma área de atuação da Psicologia dedicada à compreensão das relações entre o funcionamento do sistema nervoso e o comportamento humano, abrangendo aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais.</p> <p>No contexto de um Centro Especializado em Reabilitação (CER) nas modalidades intelectual e física, a Neuropsicologia pode contribuir para os processos de avaliação, reabilitação e direcionamento do plano terapêutico, favorecendo a compreensão das potencialidades e dificuldades do usuário e de suas repercussões funcionais.</p> <p>A inserção da Neuropsicologia em serviços de reabilitação também implica a construção de fluxos que favoreçam a identificação das demandas compatíveis com a avaliação neuropsicológica, considerando a finalidade do encaminhamento, as características clínicas e as condições necessárias para a realização do processo avaliativo. Nesse contexto, a qualificação dos encaminhamentos torna-se parte importante da organização do serviço.</p> <p>Considerando a inserção recente da Neuropsicologia no CER Girassol e a elevada demanda por investigação de transtornos do neurodesenvolvimento, este trabalho apresenta a experiência inicial do serviço, com foco no fluxo de encaminhamentos e no que a análise dessa demanda revelou sobre os critérios de elegibilidade e o acesso à avaliação neuropsicológica.</p> Helen Batista de Figueiredo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1588 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 NUTRIÇÃO ONCOLÓGICA DE ALTA PERFORMANCE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1149 <p>Nutrição Oncológica de Alta Performance consolida-se não apenas como um suporte adjuvante, mas como um pilar terapêutico estratégico, essencial para a otimização dos desfechos clínicos e para a viabilidade do próprio tratamento médico. Pressupõe a superação do modelo dietoterápico tradicional e puramente reativo. Ela exige uma abordagem proativa, fundamentada estritamente nas recomendações de sociedades internacionais e nacionais de referência.</p> Renata Cassiano dos Santos, Erica Cayres de Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1149 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 FISIOTERAPIA NO ENVELHECIMENTO ATIVO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1312 <p>Os grupos terapêuticos na Atenção Primária à Saúde são fundamentais para a prevenção de agravos e promoção do bem-estar. O envelhecimento da população traz desafios para a saúde pública uma vez que, as orientações de promoção e prevenção polos norteadores do SUS e destacados após a lei 8.080/90 ainda são pouco absorvidas pela população que, chegam ao processo de envelhecimento com doenças crônicas ortopédicas agravadas que não foram prevenidas em estágios anteriores da vida, favorecendo a reabilitação. A fisioterapia coletiva em grupo da UBS Alto Da Riviera, ganha forte protagonismo nesse contexto pois, representa uma estratégia eficaz favorecendo uma linha de cuidado em reabilitação, aspectos psicossociais e a manutenção da saúde. &nbsp;Objetivo: Relatar a experiência das atividades desenvolvidas no grupo de fisioterapia da UBS Alto da Riviera. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência descritivo sobre o grupo que conta com 44 pacientes ativos e encontros semanais às sextas-feiras. As sessões envolvem exercícios globais, treino de marcha, propriocepção e orientações de exercícios domiciliares. Resultados: Observou-se melhora clínica significativa, ganho de equilíbrio, fortalecimento físico, além do fortalecimento de vínculos sociais e troca de vivências. Conclusão: O grupo atua como um potente espaço de cuidado integral, impactando positivamente a autonomia e a qualidade de vida dos participantes.</p> <p>REFERÊNCIAS</p> <ol> <li>Envelhecimento e trabalho: um desafio para a agenda da reabilitação. ISSN 1413-3555 Rev Bras Fisioter, São Carlos, v. 16, n. 2, p. 94-101, mar./abr. 2012 ©Revista Brasileira de Fisioterapia.</li> <li>Promoção da saúde e prevenção de incapacidades funcionais dos idosos na estratégia de saúde da família: a contribuição da fisioterapia. Saúde em Debate • Rio de Janeiro, v. 37, n. 96, p. 10-19, jan./mar. 2013.</li> <li>Saúde pública, rede básica e o sistema de saúde brasileiro. https://doi.org/10.1590/S0102-311X1993000200009.</li> </ol> Bruna Parreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1312 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 GRUPO DE DOR CRÔNICA COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1087 <p>O grupo de dor crônica, conduzido pela fisioterapeuta da UBS Jardim Valquíria, aborda diferentes estratégias terapêuticas não farmacológicas com enfoque na promoção do movimento, na educação em saúde e no autocuidado. A atuação fisioterapêutica busca ampliar as possibilidades de cuidado, considerando as necessidades e particularidades dos usuários. Tem como objetivo auxiliar no alívio e controle da dor, promover a melhora da funcionalidade e da qualidade de vida.<br>Como estratégias terapêuticas não farmacológicas, foram realizados exercícios terapêuticos com foco na mobilidade e na funcionalidade, seguidos da aplicação de auriculoterapia. Como estratégias terapêuticas não farmacológicas, foram realizados exercícios terapêuticos com foco na mobilidade e na funcionalidade, seguidos da aplicação de auriculoterapia.<br>A combinação de exercícios terapêuticos, Práticas Integrativas e Complementares (PICS) e educação em saúde promoveu uma redução expressiva e progressiva da intensidade da dor (60,7%), além de estimular o autocuidado e o empoderamento dos usuários. O direcionamento final para grupos abertos da unidade assegura a continuidade do cuidado e a manutenção dos ganhos funcionais, consolidando a fisioterapia como peça fundamental na atenção integral e humanizada no SUS.</p> Keila Sales Ribeiro Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1087 Thu, 27 Aug 2026 00:00:00 +0000 PROJETO IMPLANTAÇÃO DE CHECKLIST DE ACOMPANHAMENTO NA INTEGRAÇÃO DE NOVOS COLABORADORES EM UM PRONTO SOCORRO MUNICIPAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1221 <p>Relato de experiência sobre a elaboração e implantação de um instrumento (checklist) de acompanhamento do desenvolvimento técnico e comportamental de novos colaboradores do PS Arnaldo Figueiredo de Freitas, aplicado em dois marcos temporais (45 e 90 dias), no contexto da reestruturação do processo de integração da unidade.</p> <p>A implantação contempla, em sua etapa inicial, a equipe de enfermagem (técnicos e enfermeiros), com previsão de extensão futura às demais categorias profissionais do serviço.</p> Jussara Mazzetto, Paula Dal Maso Altimari ; Renata Meire Bailo Machado Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1221 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 DA FUNÇÃO À PROFISSÃO: TRAJETÓRIA DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DO SANITARISTA NA APS DE UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1354 <p>Introdução:</p> <p>A Atenção Primária à Saúde demanda profissionais capazes de articular conhecimentos técnico-sanitários, gestão, território e necessidades de saúde da população. Nas Organizações Sociais de Saúde, essa articulação assume características particulares diante da complexidade da gestão de diferentes territórios e contratos. Nesse cenário, a inserção do Sanitarista pode constituir uma estratégia institucional para aproximar a análise de situações de saúde, o planejamento e a gestão das necessidades concretas dos territórios. No CEJAM, esse movimento iniciou em 2021, antecedendo a regulamentação da profissão pela Lei nº 14.725/2023, e passou por um processo construção e reconhecimento desse profissional na Atenção Primária à Saúde.</p> <p>Objetivo:</p> <p>Descrever a trajetória de institucionalização do Sanitarista na Atenção Primária à Saúde do CEJAM, desde a identificação da necessidade institucional e incorporação do primeiro profissional, em 2021, até a configuração atual, destacando os movimentos de reconhecimento e consolidação desse campo de atuação.</p> <p>Método:</p> <p>Relato de experiência, de caráter descritivo e retrospectivo, sobre o processo de inserção e institucionalização do Sanitarista na Atenção Primária à Saúde do CEJAM, no período de 2021 a 2026.</p> <p>A reconstrução da trajetória foi organizada a partir de registros institucionais, documentos relacionados à composição das equipes, histórico de cargos e funções e sistematização da experiência dos profissionais envolvidos no processo.</p> <p>Foram analisados os principais marcos relacionados à identificação da necessidade institucional, incorporação e alteração da nomenclatura do cargo, ampliação da equipe, regulamentação federal da profissão e configuração atual da atuação.</p> <p>Resultados:</p> <p>Imagem1 - Linha do Tempo com a Trajetória de institucionalização do Sanitarista</p> <p><strong>Da necessidade institucional ao reconhecimento profissional</strong></p> <p>A trajetória evidencia que a inserção do sanitarista na APS do CEJAM antecedeu a regulamentação federal da profissão e foi construída progressivamente a partir de uma necessidade concreta da organização: contar com um profissional capaz de exercer uma função técnico-articuladora entre gestão, serviços e territórios. Ao longo do período, a mudança de nomenclatura, a ampliação da equipe e a diversificação das frentes de atuação acompanharam o processo de reconhecimento e institucionalização desse lugar profissional.</p> <p>Conclusão</p> <p>A trajetória analisada mostrou um processo de construção e institucionalização do lugar do Sanitarista na APS do CEJAM, iniciado a partir de uma necessidade concreta de articulação técnico-sanitária entre gestão, serviços e territórios. A experiência demonstrou que a consolidação desse campo profissional ocorreu de forma anterior e concomitante à regulamentação federal da profissão, acompanhando a ampliação das demandas e a diversificação das práticas de Saúde Coletiva na APS.</p> Taynã do Nascimento Costa Moreira, Guilherme Moura Bejo, Allan Gomes de Lorena , Lucia Regina Gatti Murakami, Carlos Marcelo Neves da Silva , Danilo Borges Cardozo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1354 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 RECONHECER, CELEBRAR E ACOLHER: ESTRATEGIAS DE VALORIAÇZAO DOS COLABORADORES EM UM SERVIÇO DE URGENCIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1580 <p>A valorização dos trabalhadores em serviços de urgência pode contribuir para o fortalecimento das relações interpessoais e da cultura organizacional. Este trabalho relata a experiência de implantação do “Cantinho das Celebrações” em uma unidade de pronto atendimento, estruturado como espaço permanente de reconhecimento dos colaboradores. A estratégia incluiu mural mensal de aniversariantes e área destinada ao registro espontâneo de mensagens de agradecimento, incentivo e reconhecimento entre profissionais. A iniciativa foi incorporada à rotina da unidade e contou com participação de diferentes categorias e setores. Observou-se utilização do espaço para celebrações e manifestações positivas entre os trabalhadores, com simplicidade de manutenção e aplicabilidade no contexto de urgência. A experiência demonstra o potencial de iniciativas institucionais de baixo custo para ampliar oportunidades de valorização profissional e fortalecer as relações interpessoais no ambiente de trabalho.</p> Nemer El Bacha, Janaina Aparecida da Silva Macedo, Patricia Meire Caravante Gaia, Marisa Novaes da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1580 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 AVANÇA CEGISS 2026 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1373 <p>Trata-se de um relato de experiência de em processo de trabalho e reorganização de serviço em desenvolvimento; apresentam-se as ações e resultados de julho 2025 a setembro 2026 no Centro de Gerenciamento Integrado dos Serviços de Saúde (CEGISS) com as equipes assistenciais e de apoio. Com a finalidade de dar sustentação e continuidade aos projetos estratégicos no nível tático do CEGISS, fez-se necessário discutir uma metodologia para assegurar o resultado dos processos técnicos e administrativos, a avaliação de resultados e o monitoramento do andamento das atividades em todas as áreas sob essa gestão. Foram conduzidos cerca de 50 encontros no período para apresentação das áreas e análise dos resultados do ano, e em 2026, para priorizar três projetos estratégicos por área, com vistas à estruturação de um portfólio institucional. Prioriza-se nesse trabalho o que for caracterizado como projeto. Espera-se por meio de um portfólio de projetos, acompanhar as entregas de resultados segundo método adotado. Há elementos suficientes e adequados para alcançar esse objetivo.</p> Maria Angelica Crevelim Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1373 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 EDUCAÇÃO PERMANENTE EM PRÓTESE DENTÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1060 <p>Trata-se de um relato de experiência sobre uma capacitação em prótese dentária realizada pelos especialistas do CEO II Vera Cruz e do CEO II Capão Redondo para cirurgiões-dentistas, auxiliares e técnicos em saúde bucal da Atenção Primária dos territórios de M’Boi Mirim e Capão Redondo. A ação foi desenvolvida por meio de aulas expositivas on-line e ao vivo, com discussão de situações clínicas, esclarecimento de dúvidas e aplicação de pré-teste, pós-teste e pesquisa de reação. Entre os cirurgiões-dentistas, a proporção de nota 10 passou de 80,56% no pré-teste para 88,43% no pós-teste. Entre auxiliares e técnicos em saúde bucal, esse resultado aumentou de 30,35% para 54,98%. A avaliação de reação indicou boa aceitação, facilidade de compreensão e avaliação positiva do conteúdo e da condução dos especialistas. Como benefícios potenciais, destacam-se a padronização das condutas, a redução de falhas e retrabalho, a integração entre os níveis de atenção e o fortalecimento da segurança do paciente. Conclui-se que a educação permanente em prótese dentária contribui para a atualização das equipes e apresenta potencial para qualificar o cuidado e ampliar a resolutividade da Atenção Primária.</p> Fernanda Fernandes, Francis Tsurumaki, Samuel Nilo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1060 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS A DOMICÍLIO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1214 <p>O acesso às vagas das especialidades odontológicas se dá a partir dos encaminhamentos dos cirurgiões dentistas das Unidades Básicas de Saúde e inserção no SIGA Saúde, plataforma digital para regulação das vagas. Se verificada a impossibilidade do caso aguardar em fila de espera, é enviada, por e-mail, uma solicitação de priorização ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). A partir da descrição de alguns casos contidos nestas solicitações, envolvendo pacientes, sobretudo acamados, vimos a possibilidade de inovarmos atuando nos domicílios em conjunto com a equipe de saúde bucal das unidades.</p> Adrianne Stein Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1214 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 ENGAJAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA COMO ESTRATÉGIA DE FOMENTO À PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1278 <p>A UBS Jardim Comercial desenvolveu uma estratégia de mobilização para ampliar a participação dos profissionais na produção científica, valorizando a sistematização de experiências e resultados oriundos de processos de melhoria contínua. A liderança realizou sensibilização em reuniões técnicas, abordagens individuais e apoio na identificação de temas, indicadores e resultados passíveis de transformação em trabalhos científicos, além de reforçar a contribuição científica como componente da avaliação de desempenho. No 11º Simpósio Internacional CEJAM, em 2024, foram inscritos 38 trabalhos, distribuídos em 11 dos 12 eixos temáticos, com participação direta de aproximadamente 70% dos profissionais de nível superior como autores. O resultado levou ao reconhecimento da UBS Jardim Comercial como Unidade Amiga da Ciência e à implantação de um painel permanente de valorização da produção científica. Como desdobramento, em 2025 foi criada a Célula de Pesquisa da unidade, fortalecendo o fomento à pesquisa e à disseminação de boas práticas.</p> Thiago de Castro Menezes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1278 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROGRAMA SAÚDE E BEM-ESTAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1294 <p>A UBS Jardim Comercial foi selecionada, em 2026, como unidade-piloto do Programa Saúde e Bem-Estar CEJAM, direcionado ao acompanhamento de indicadores de Gestão de Pessoas, Saúde Ocupacional, benefícios e Pesquisa Vértea. Entre os pontos de atenção identificados, destacou-se a adesão ao Zenklub, inicialmente em aproximadamente 58%, com 90 colaboradores ativos. A gestão local desenvolveu plano de ação com mais de seis intervenções coletivas, além de abordagens individuais realizadas pelas lideranças para orientação, sensibilização e incentivo à ativação e utilização da plataforma. Após as intervenções, a adesão alcançou aproximadamente 70%, com 109 colaboradores ativos. Houve incremento absoluto de 19 colaboradores, equivalente a crescimento de 21,1% no número de contas ativas, além de aumento aproximado de 12 pontos percentuais na cobertura. No período analisado, a unidade apresentou o maior percentual observado entre as 30 unidades de Atenção Primária vinculadas ao Contrato de Gestão 006. Os resultados reforçam a importância do monitoramento de indicadores e da atuação das lideranças na promoção da saúde emocional e do bem-estar dos trabalhadores.</p> Thiago de Castro Menezes, Beatriz de Souza Rodolfo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1294 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 MODELO DE GESTÃO DA SAÚDE POPULACIONAL DO TRABALHADOR EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/982 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), associadas ao sedentarismo, aos fatores psicossociais e às condições de trabalho, representam importante desafio para organizações de saúde, impactando absenteísmo, presenteísmo, produtividade e sustentabilidade institucional. Embora diversas instituições disponibilizem ações de promoção da saúde, essas iniciativas frequentemente permanecem fragmentadas, dificultando o acompanhamento longitudinal dos colaboradores e a mensuração de seus resultados. Nesse contexto, a gestão da saúde populacional constitui estratégia para integrar ações assistenciais, preventivas e gerenciais voltadas ao cuidado do trabalhador.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Objetivo</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Descrever um modelo de gestão da saúde populacional do trabalhador destinado à redução do absenteísmo e presenteísmo, ao controle dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis e ao fortalecimento da sustentabilidade organizacional em uma Organização Social de Saúde.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Método</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo institucional de gestão da saúde populacional estruturado a partir da integração entre saúde ocupacional, promoção da saúde, gestão baseada em evidências e tecnologia. O modelo contempla estratificação de risco dos colaboradores, acompanhamento multiprofissional longitudinal, monitoramento de indicadores clínicos e laboratoriais, incentivo à prática regular de atividade física, utilização integrada de benefícios corporativos, rastreamento de doenças crônicas e avaliação contínua por indicadores assistenciais e organizacionais. A iniciativa foi submetida ao programa institucional de inovação da organização e encontra-se em avaliação pelos setores estratégicos para futura implantação.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultados</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de gestão da saúde populacional do trabalhador, integrando estratificação de risco, acompanhamento multiprofissional, incentivo à promoção da saúde, utilização de tecnologias institucionais e monitoramento longitudinal por indicadores clínicos e organizacionais. O modelo estabelece indicadores para avaliação do absenteísmo, presenteísmo, afastamentos relacionados à saúde, prática de atividade física, controle das DCNT e qualidade de vida, permitindo mensurar seu impacto sobre a saúde dos colaboradores e sobre os resultados institucionais.</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O modelo proposto transforma ações isoladas de promoção da saúde em uma estratégia integrada de gestão da saúde populacional, orientada por evidências, indicadores e melhoria contínua. Além do potencial para qualificar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, contribui para a governança, sustentabilidade organizacional e geração de valor em Organizações Sociais de Saúde, apresentando potencial de replicação em diferentes contratos de gestão e fortalecendo práticas inovadoras em gestão do cuidado.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Palavras-chave</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Saúde Populacional; Saúde do Trabalhador; Governança em Saúde; Absenteísmo; Doenças Crônicas Não Transmissíveis.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Referências bibliográficas:</strong></p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; OGATA, A. J. N. <em>Saúde populacional: gestão e sustentabilidade para o cenário brasileiro</em>. São Paulo: Atheneu, 2022.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MALIK, A. M. <em>Gestão da competitividade na saúde</em>. Barueri: Manole, 2022.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; BERWICK, D. M. <em>The triple aim: care, health, and cost. Health Affairs</em>, v. 27, n. 3, p. 759-769, 2008.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>Healthy workplace framework and model: background and supporting literature and practices</em>. Geneva: WHO, 2010.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; NASH, D. B. et al. <em>Population health: creating a culture of wellness</em>. Burlington: Jones &amp; Bartlett Learning, 2016.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; OGATA, A. J. N. <em>Guia prático de qualidade de vida: como planejar e gerenciar o melhor programa para sua empresa</em>. São Paulo: Atheneu.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; REILLY, M. C. et al. <em>The validity and reproducibility of a work productivity and activity impairment instrument</em>. Pharmacoeconomics, v. 4, n. 5, p. 353-365, 1993.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>WHOQOL-BREF: introduction, administration, scoring and generic version</em>. Geneva: WHO, 1996.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; KROENKE, K.; SPITZER, R. L.; WILLIAMS, J. B. W. <em>The PHQ-9</em>. <em>Journal of General Internal Medicine</em>, 2001.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; SPITZER, R. L. et al. <em>A brief measure for assessing generalized anxiety disorder</em>. Archives of Internal Medicine, 2006.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; WORLD HEALTH ORGANIZATION. <em>Global recommendations on physical activity for health</em>. Geneva: WHO, 2010.</p> Eduardo Luna de Oliveira Torres Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/982 Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 +0000 ESCALA DIÁRIA COMPARTILHADA EM NUVEM PARA GESTÃO DE PROCESSOS E PESSOAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1003 <p>O presente trabalho relata a experiência da implementação de uma escala de enfermagem diária dinâmica e compartilhada em nuvem a partir de uma base mensal, como ferramenta de governança e gestão de processos na Atenção Primária. A intervenção surgiu para superar a rigidez das escalas mensais estáticas tradicionais, que frequentemente falham em absorver intercorrências diárias, como capacitações externas, folgas pontuais e necessidades de cobertura assistencial, gerando sobrecarga e ruídos comunicacionais. A metodologia consistiu na conversão da escala mensal em uma planilha dinâmica no Google Drive, com acesso em tempo real para vinte e nove profissionais de enfermagem (nove enfermeiros e vinte auxiliares) integrados a nove equipes da Estratégia Saúde da Família, permitindo a distribuição clara e visível de rotinas operacionais como acolhimento, vacinação, medicação e curativos. Como resultados, a ferramenta promoveu ganhos expressivos na governança e no clima organizacional ao eliminar incertezas sobre alocações, equilibrar a carga de trabalho durante ausências programadas, fortalecer a liderança do enfermeiro na gestão de pessoas e assegurar o dimensionamento contínuo das salas de alta demanda sem gerar desassistência ao território. Conclui-se que a tecnologia leve em nuvem consolidou-se como uma estratégia de baixo custo e elevado impacto, promovendo transparência, equidade no manejo do pessoal e continuidade da assistência prestada à população.</p> Silvania Estevão dos Santos, Ana Paula Coelho de Freitas Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1003 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 DA SOBERANIA MÉDICA À CONSTRUÇÃO INTERDISCIPLINAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1292 <p><span data-path-to-node="6,0">Historicamente, a definição nosológica em saúde esteve assentada na centralidade da decisão médica isolada</span><span data-path-to-node="6,2">. Contudo, na reabilitação infantojuvenil que acolhe desde a primeira infância até a transição para a vida adulta, a complexidade dos transtornos do neurodesenvolvimento impõe uma leitura que ultrapassa consultas pontuais, sob o risco de rotulações precoces em crianças ou mascaramentos clínicos em adolescentes</span><span data-path-to-node="6,4">. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de implantação de um modelo de deliberação diagnóstica compartilhada em um Centro Especializado em Reabilitação (CER) em São Paulo/SP, integrando equipe médica e terapeutas na investigação de casos complexos</span><span data-path-to-node="6,6">. Trata-se de um relato de intervenção clínica e gerencial estruturado em quatro eixos: colegiado clínico obrigatório (discussão com a equipe médica e ao menos três categorias terapêuticas antes da emissão do laudo); canal de troca contínuo e não linear ao longo do acompanhamento; diferenciação longitudinal do desenvolvimento (avaliando linguagem, sensorialidade, funcionalidade, motricidade, dinâmica familiar e subjetividade segundo o ciclo vital); e gestão de agenda com tempo institucional protegido para reuniões clínicas</span><span data-path-to-node="6,8">. Como resultados, a circulação precoce de impressões clínicas possibilitou capturar nuances do cotidiano assistencial inacessíveis à consulta médica isolada, qualificando o diagnóstico diferencial tanto na infância quanto em adolescentes próximos da vida adulta</span><span data-path-to-node="6,10">. A escuta multiprofissional consolidou-se como elemento deliberativo legítimo, promovendo horizontalidade, corresponsabilização e maior respaldo ético na devolutiva familiar e na elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS)</span><span data-path-to-node="6,12">. Conclui-se que superar a soberania médica por meio de dispositivos colegiados qualifica o processo diagnóstico no SUS, transformando o laudo em instrumento ético para a autonomia e o cuidado singular</span><span data-path-to-node="6,14">.</span></p> Ana Paula Ribeiro Hirakawa, Clebes Ferreira da Costa Junior, Suzi Mary Simões Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1292 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 BARREIRAS DE SEGURANÇA COMO FERRAMENTA PARA MELHORIA DA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM TUBERCULOSE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1084 <p>A tuberculose representa um desafio crítico para a saúde pública no Brasil — que registra cerca de 85 mil novos casos e 6 mil óbitos anuais —, exigindo rigor na prescrição e administração dos esquemas terapêuticos fornecidos pelo SUS para evitar reações adversas, resistência bacteriana e falhas no tratamento. Diante da identificação prévia de esquemas inadequados e recidivas na UBS Jardim Eledy, foram implementadas barreiras de segurança focadas na prevenção de erros de medicação, incluindo capacitação das equipes médica e de enfermagem, dupla checagem entre farmacêutica e enfermeira, consultas farmacêuticas, sinalização visual de dosagens por peso, etiquetas de identificação para esquemas convencionais e ILTB, e rigoroso controle semanal de estoque e entregas. Como resultado dessas intervenções multiprofissionais e da atuação integrada do farmacêutico na Atenção Primária, a unidade eliminou a ocorrência de novos erros terapêuticos e recidivas, demonstrando que estratégias práticas de segurança do paciente aumentam a adesão ao tratamento e otimizam a assistência à saúde.tub</p> Karina Martins de Queiroz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1084 Thu, 27 Aug 2026 00:00:00 +0000 DESAFIO 1 MILHA TODOS OS DIAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1388 <p>O Desafio 1 Milha Todos os Dias foi desenvolvido como estratégia de promoção da saúde entre lideranças do CEJAM, estimulando caminhada ou corrida de aproximadamente 1,6 km e apoio coletivo em grupo fechado. Após os primeiros 180 dias de 2026, 14 das 30 lideranças participantes responderam à pesquisa de impacto (46,7%). O instrumento avaliou motivação, autocuidado, influência do grupo, mudança de comportamento e benefícios percebidos. Entre os respondentes, 92,8% relataram maior motivação para atividade física e maior consciência sobre autocuidado; 100% reconheceram a importância do apoio do grupo e o sentimento de pertencimento à comunidade; 71,5% perceberam contribuição para formação do hábito; 92,8% pretendem manter a atividade física; 92,9% perceberam melhora na disposição física e mental; e 100% recomendariam desafios semelhantes. As respostas abertas destacaram disciplina, constância, motivação, disposição, bem-estar e mudança de mentalidade. A experiência aponta potencial de metas acessíveis e apoio entre pares como estratégias de promoção do autocuidado e de hábitos saudáveis.</p> Thiago de Castro Menezes, Priscila Vieira Pacheco Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1388 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 ACESSO AVANÇADO ADAPTADO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1271 <p>Em janeiro de 2024, a UBS Jardim Comercial reorganizou o acesso das equipes por meio de um modelo de acesso avançado adaptado, pactuado com a comunidade. Cada equipe passou a ofertar semanalmente três períodos específicos para atendimento da população adscrita pelo médico de referência, fortalecendo vínculo, longitudinalidade e responsabilização pelo território. Considerando que uma ausência poderia impactar aproximadamente 40 a 50 usuários por equipe, foi elaborado plano de contingência para redistribuição dos atendimentos entre os médicos presentes. No primeiro semestre de 2025, foram analisados 216 plantões das nove equipes. Em 214 plantões (99.07%) não houve necessidade de remanejamento e somente 2 (0.93%) exigiram ativação da contingência por ausência não programada. Férias foram previamente organizadas por cronograma de cobertura. O monitoramento gerencial não identificou reclamações relevantes relacionadas à falta de acesso ao médico por ausência não programada no período. Os achados demonstram elevada continuidade da presença médica e sustentam a importância do planejamento compartilhado entre liderança, profissionais e comunidade para qualificar o acesso e preservar o cuidado com o profissional de referência.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1271 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 APOIO DO PROFISSIONAL MÉDICO REFERÊNCIA NA GESTÃO DE PESSOAS EM SERVIÇO DE SAÚDE HOSPITALAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1307 <p><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="6">A administração de instituições hospitalares públicas exige equilibrar eficiência operacional, qualidade assistencial e valorização dos recursos humanos</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="7">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="8">No Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha - Campo Limpo, no âmbito do contrato PROREHOSP pactuado pelo CEJAM, a liderança direta das unidades é composta predominantemente por profissionais não médicos, com destaque para a equipe de enfermagem</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="9">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="10">Para alinhar condutas técnicas e rotinas assistenciais, instituiu-se a figura do Médico Referência na Gestão de Pessoas para atuar de forma transversal e cooperativa no suporte às equipes</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="11">.</span></p> <p><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="13">Analisar o impacto da atuação do profissional médico referência como elemento facilitador e integrador da gestão de pessoas junto às lideranças não médicas no contrato PROREHOSP no Hospital Municipal Campo Limpo</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="14">.</span></p> <p><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="16">Estudo descritivo do tipo relato de experiência fundamentado nas vivências práticas do médico referência na gestão de pessoas</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="17">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="18">A atuação estruturou-se em quatro eixos prioritários: apoio matricial e reuniões de alinhamento com a enfermagem; mediação interprofissional e gestão de conflitos; acompanhamento da gestão de escalas e absenteísmo; e ações de educação permanente voltadas à governança clínica</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="19">.</span></p> <p><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="21">A integração do médico referência promoveu a desmitificação de barreiras hierárquicas e consolidou um modelo de liderança compartilhada</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="22">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="23">Observou-se a melhoria da comunicação em setores críticos como Pronto Socorro e UTIs, a estabilização da assiduidade com detecção precoce de gargalos nas escalas médicas, e a valorização do clima organizacional decorrente da retaguarda institucional prestada aos enfermeiros gestores</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="24">.</span></p> <p><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="26">A atuação do médico referência fortaleceu a governança clínica, otimizou os processos organizacionais e impulsionou a qualidade da assistência prestada</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="27">. </span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="28">A experiência evidencia que a colaboração interprofissional é um pilar indispensável para a eficiência na gestão pública de saúde, recomendando-se a sistematização do modelo em outras unidades</span><span class="appsElementsGenerativeaiAstAnimated" data-ast-node-id="29">.</span></p> Marcio Mattos, Dirley Glizt Sant'Ana Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1307 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 DA ANÁLISE DE INDICADORES À TRANSFORMAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO: AÇÃO GERENCIAL NA QUALIFICAÇÃO PRÉ-NATAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1385 <p>A análise de indicadores assistenciais constitui importante ferramenta para a gestão e qualificação dos processos de trabalho na Atenção Primária à Saúde. Este relato descreve uma experiência de ação gerencial voltada à melhoria dos indicadores de acompanhamento pré-natal, referente ao percentual de gestantes com sete ou mais consultas e relacionado à realização dos exames mínimos preconizados, ambos com meta contratual de 90%. Em 2025, observou-se dificuldade de manutenção das metas. A partir da análise dos indicadores, foi realizada análise individualizada dos casos, identificação de falhas nos registros, absenteísmo, baixa adesão às consultas e exames, início tardio do pré-natal e barreiras relacionadas às características do território. Como estratégia de intervenção, intensificou-se o acompanhamento gerencial, com orientações coletivas e individuais à equipe, qualificação dos registros, discussão dos casos, busca ativa e acompanhamento mais próximo das gestantes, permitindo a identificação precoce das situações de risco e a implementação de planos de ação em tempo oportuno. Em 2026, ambos os indicadores permaneceram acima da meta nos três trimestres avaliados. A experiência evidencia o potencial do acompanhamento gerencial sistemático e da análise de indicadores como instrumentos para transformar dados em ações, promover mudanças no processo de trabalho e qualificar o cuidado pré-natal na Atenção Primária à Saúde.</p> Ana Paula Basilio Tavares Rocha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1385 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 MAPEAMENTO COMPORTAMENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/998 <p>A equipe administrativa das Unidades Básicas de Saúde desempenha papel fundamental no acolhimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo diretamente influenciada pela qualidade da comunicação interna. Este estudo teve como objetivo relatar os impactos da aplicação da metodologia DISC na melhoria das relações interpessoais, da comunicação e da satisfação dos usuários em uma Unidade Básica de Saúde. Trata-se de um relato de experiência, no qual foi aplicado o questionário DISC para identificar os perfis comportamentais dos colaboradores, seguido de oficina de devolutiva e reorganização das funções conforme as características predominantes de cada profissional. Após 30 dias, os resultados foram avaliados por meio de reuniões administrativas e manifestações dos usuários. Observou-se redução significativa dos ruídos de comunicação, maior integração e cooperação entre os membros da equipe e melhoria do clima organizacional. A redistribuição dos profissionais conforme suas habilidades favoreceu um atendimento mais humanizado na recepção e maior eficiência nas atividades administrativas de retaguarda. Os registros da ouvidoria evidenciaram diminuição das queixas relacionadas ao tempo de espera e aumento dos relatos positivos quanto à agilidade, empatia e resolutividade do atendimento. Conclui-se que a metodologia DISC mostrou-se uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da gestão de pessoas na Atenção Primária, promovendo desenvolvimento das competências socioemocionais, melhoria dos processos de trabalho e qualificação do acolhimento ao usuário, contribuindo para a humanização da assistência e para o fortalecimento dos princípios do SUS.</p> Helena Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/998 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 INTEGRAÇÃO INSTITUCIONAL COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1113 <p><strong>Introdução:</strong> A integração de novos colaboradores constitui uma estratégia fundamental para favorecer a adaptação ao ambiente institucional, promover o conhecimento das normas, fluxos e processos de trabalho e fortalecer a cultura de segurança e qualidade. Em um pronto-socorro público de porta aberta, caracterizado por elevada demanda assistencial, diversidade de categorias profissionais e necessidade de resposta rápida às demandas dos usuários, a ausência de um processo estruturado de integração pode dificultar a adaptação dos profissionais e gerar variabilidade na execução das rotinas institucionais.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Relatar a experiência de implantação de um programa estruturado de integração para novos colaboradores de um pronto-socorro público, abrangendo todas as categorias profissionais e as principais áreas estratégicas da unidade, com duração diferenciada de dois dias para as categorias em geral e três dias para os profissionais de enfermagem.</p> <p><strong>Método:</strong> Trata-se de um relato de experiência referente à implantação de um processo institucional padronizado de integração de novos colaboradores. O programa foi estruturado de forma multiprofissional, contemplando, nos dois primeiros dias, conteúdos institucionais e visita orientada às áreas estratégicas do pronto-socorro. Para a equipe de enfermagem, foi acrescentado um terceiro dia, destinado ao aprofundamento de processos específicos da assistência, rotinas, protocolos, procedimentos, registros e responsabilidades profissionais. A programação envolveu apresentação da instituição, missão, visão e valores, normas e políticas internas, segurança do paciente, fluxos assistenciais, comunicação institucional, indicadores, protocolos, gerenciamento de riscos, recursos humanos, tecnologia da informação e demais áreas estratégicas relacionadas ao funcionamento da unidade.</p> <p><strong>Resultados:</strong> A implantação possibilitou maior padronização do processo de acolhimento e inserção dos profissionais, estabelecendo um roteiro único para apresentação da instituição e dos principais processos de trabalho. A estratégia também favoreceu a aproximação dos novos colaboradores com as diferentes áreas do pronto-socorro, permitindo melhor compreensão do fluxo assistencial e das interfaces entre os setores. Para a enfermagem, a ampliação para três dias possibilitou maior aprofundamento das especificidades da categoria, incluindo processos assistenciais, protocolos institucionais, registros em prontuário e responsabilidades relacionadas à prática profissional. Observou-se ainda maior organização das etapas de admissão e integração, com redução da dependência de orientações informais e maior uniformidade das informações transmitidas aos novos profissionais.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A implantação de um programa estruturado de integração demonstrou ser uma estratégia relevante para organizar a entrada de novos colaboradores em um pronto-socorro público, favorecendo o acolhimento, a adaptação à cultura institucional e o conhecimento dos processos de trabalho. A diferenciação do período de integração da enfermagem mostrou-se pertinente diante da complexidade e da amplitude das atribuições assistenciais da categoria. A experiência reforça a importância de programas de integração sistematizados como ferramenta de gestão de pessoas, qualidade e segurança, especialmente em serviços de urgência e emergência com elevada rotatividade e complexidade operacional.</p> PAULA ALTIMARI, Renata Meire Bailo de OLiveira Machado, EDUARDO LUNA DE OLIVEIRA TORRES, Jussara Mazzetto Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1113 Mon, 14 Sep 2026 00:00:00 +0000 ESCOLA DE LÍDERES EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO ONLINE PARA LÍDERES DE IGREJAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1465 <p><strong>Resumo</strong></p> <p>Relata-se a experiência de desenvolvimento, implementação e avaliação da primeira edição da Escola de Líderes em Saúde, curso online destinado à formação de líderes voluntários para atuação em promoção da saúde comunitária. Realizado entre agosto e setembro de 2024, o curso teve 20 horas, distribuídas em dez encontros semanais. A avaliação foi realizada por 69 participantes ao final da formação, considerando duração, metodologia, expectativas, clareza e aplicabilidade dos conteúdos, confiança, motivação e planejamento de ações. A avaliação foi predominantemente favorável: 94,2% consideraram adequada a duração, 82,6% avaliaram a metodologia como excelente e 95,7% relataram atendimento das expectativas. No acompanhamento após seis meses, realizado com 37 participantes, 40,5% relataram ações de promoção da saúde e 97,3% relataram contribuição dos materiais para atividades comunitárias. A experiência aponta potencial da formação online e necessidades de continuidade e acompanhamento.</p> <p>&nbsp;</p> Alyne Naite da Silva Passos, Daniel Stori da Silva, Elisabete Agrela de Andrade, Kassandra Ariele Fucks Soares Vargas, Juliana Oliveira Rodrigues, Denny Peterson Santos Ribeiro Martins, Fábio Marcon Alfieri, Patrícia Paiva de Oliveira Galvão¹ Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1465 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 DIA D DE VACINAÇÃO DO COLABORADOR DA CERTIFICAÇÃO À MELHORIA DA COBERTURA VACINAL EM UMA UBS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1333 <p>Durante visita de certificação ONA, em 2024, uma troca entre avaliadores e lideranças da UBS Jardim Comercial identificou como oportunidade de melhoria a realização de um Dia D de vacinação destinado aos colaboradores. A proposta foi incorporada pela liderança e, em junho de 2025, foi realizada uma semana de mobilização com divulgação interna, sensibilização, avaliação da situação vacinal e oferta de vacinação no ambiente de trabalho. Antes da intervenção, a cobertura da vacina dupla adulto (dT) era de 68%. Após a ação, atingiu 93%, representando aumento de 25 pontos percentuais. A estratégia também contemplou a vacinação contra influenza. A experiência demonstrou que práticas utilizadas para ampliar a vacinação da população podem ser aplicadas às equipes, fortalecendo a prevenção, a segurança e o cuidado com os trabalhadores.</p> Thiago de Castro Menezes, Ana Paula Coelho de Freitas, Jocemar Samuel dos Santos Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1333 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 O GESTOR COMO ARTICULADOR DA CLÍNICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1302 <p><span data-path-to-node="16,0">Em um Centro Especializado em Reabilitação (CER), a pluralidade de linhas de cuidado exige uma governança indissociável da prática assistencial</span><span data-path-to-node="16,2">. O diferencial deste serviço fundamenta-se na atuação do gestor de processos diretamente no atendimento clínico, vivenciando as demandas da rotina e operando como articulador técnico junto à equipe</span><span data-path-to-node="16,4">. Este trabalho relata a experiência de governança clínica descentralizada em um CER em São Paulo/SP, analisando os impactos da micro-liderança de terapeutas na unificação de diretrizes e na transição para metas qualitativas</span><span data-path-to-node="16,6">. A intervenção gerencial pauta-se em quatro pilares: dupla implicação assistencial e de processos; fóruns periódicos de liderança com a supervisão; desdobramento setorial em mini-equipes (Amputados, AVC, Ortopedia, TEA, Cuidados Paliativos, Deficiência Visual e Saúde Auditiva); e gestão da qualidade por meio do ciclo PDCA, integrando auditorias mensais de prontuários, plataforma Florence e indicadores clínico-funcionais (tempo de dispensação de AASI, escalas PPS/POS e questionários com desfechos)</span><span data-path-to-node="16,8">. Como resultados, a legitimidade conferida pela vivência na linha de frente reduziu resistências e transformou as inconformidades em aprimoramento pedagógico, consolidando a migração do volume numérico para a resolutividade do cuidado e a alta clínica qualificada</span><span data-path-to-node="16,10">. Destacaram-se como desafios a preservação da imparcialidade entre pares e a conciliação de agendas frente à escassez de tempo institucional protegido</span><span data-path-to-node="16,12">. Conclui-se que o gestor assistencial consolida-se como elo ético entre o rigor dos dados e a sensibilidade do cuidado, reafirmando que no SUS a qualidade se constrói na implicação compartilhada</span><span data-path-to-node="16,14">.</span></p> Ana Paula Ribeiro Hirakawa, Amanda da Conceição Teodósio, Camila Lima Marcelino, Clissa Cristina Faustino Neri Daniel, Tiago Vicencia Vila Real, Silvia Regina Rozatti, Julia Caroline Pereira de Sousa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1302 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 OFICINAS CULIÁRIAS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1248 <p>A alimentação adequada e saudável é fundamental no cuidado às pessoas com diabetes, porém sua adoção pode ser dificultada por hábitos estabelecidos, pela praticidade dos produtos industrializados e pela necessidade de habilidades culinárias. Nesse contexto, objetivou-se relatar a experiência de duas oficinas culinárias como estratégia de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) para desenvolver habilidades culinárias entre participantes do Grupo Viva a Vida com Diabetes. Foram realizadas duas oficinas na Atenção Primária à Saúde, com participação dos usuários no preparo, degustação e troca de conhecimentos. A primeira abordou seis tipos de patês caseiros: ovo, frango, feijão-preto, homus, feijão-branco e feijão-vermelho. A segunda contemplou sorvetes naturais sem adição de açúcar, nas combinações manga com coco, banana com morango e abacaxi com coco e hortelã. As atividades promoveram experimentação e troca de conhecimentos, aproximando as orientações nutricionais da realidade cotidiana. As preparações apresentaram boa aceitação, destacando-se o patê de feijão-preto, que surpreendeu os participantes pela possibilidade de utilização do alimento de forma diferenciada. Os sorvetes demonstraram alternativas simples e saborosas de sobremesas sem adição de açúcar. As oficinas ampliaram o repertório culinário e estimularam a reflexão sobre o consumo de produtos ultraprocessados e a possibilidade de preparo de alternativas caseiras. Conclui-se que as oficinas culinárias constituíram uma estratégia educativa capaz de aproximar a alimentação saudável da prática cotidiana, favorecendo novas possibilidades de preparo e escolhas alimentares mais adequadas.</p> Sidilene Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1248 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 INCENTIVO IMPORTA? https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1037 <p>Programa multiprofissional de emagrecimento realizado durante 50 dias com trabalhadores de uma UBS e um CAPS. Ambos receberam orientações sobre alimentação, exercício físico e hábitos saudáveis, porém utilizaram diferentes estratégias motivacionais. O CAPS apresentou maior adesão à reavaliação (<strong data-start="322" data-end="341">93,3% vs. 47,2%</strong>) e maiores reduções médias de peso e medidas corporais. Os resultados sugerem possível associação entre estratégias de incentivo, adesão e resultados antropométricos, sem permitir estabelecer relação causal.</p> Washington Souza Rodrigues Alves, Adriana Silverio Boganha Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1037 Wed, 19 Aug 2026 00:00:00 +0000 PROJETO TERAPÊUTICO NA LINHA DE CUIDADO DA OBESIDADE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1063 <p>A obesidade grau III, especialmente em indivíduos com IMC &gt; 60 kg/m², apresenta elevada complexidade clínica, metabólica, física e emocional, demandando acompanhamento contínuo e multiprofissional. Este trabalho teve como objetivo implementar e avaliar um Projeto Terapêutico com intensificação do cuidado para pacientes com IMC &gt; 60 kg/m², visando favorecer a adesão ao tratamento e promover mudanças clínicas, alimentares, físicas, psicológicas e comportamentais. Foram acompanhados 23 pacientes após a implementação de um novo protocolo, com acompanhamento em pelo menos uma especialidade da linha da obesidade a cada 30 dias, envolvendo Nutrição, Psicologia e Endocrinologia, além de integração com a Atenção Básica e oferta de auriculoterapia como estratégia complementar. Observou-se que 73,9% dos pacientes relataram mudanças para uma alimentação mais saudável, 47,8% iniciaram atividade física e 43,5% apresentaram redução do IMC. Nos aspectos psicológicos e comportamentais, destacaram-se melhorias no comportamento alimentar (91,3%), sono (87,0%), motivação (73,9%), estresse (69,6%), ansiedade (65,2%), sintomas depressivos (60,9%) e autoestima (47,8%). A auriculoterapia foi utilizada por 69,6% dos pacientes como prática complementar. Os resultados indicam que a intensificação do acompanhamento multiprofissional esteve associada a mudanças positivas nos hábitos de vida e em aspectos clínicos, psicológicos e comportamentais. Reforça-se a importância de um cuidado contínuo, individualizado e integrado para pacientes com obesidade grave, com articulação entre os diferentes níveis de atenção e estratégias complementares.</p> <p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. <em data-start="415" data-end="483">Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade</em>. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. 212 p. (Cadernos de Atenção Básica, n. 38).</p> <p>BRASIL. Ministério da Saúde. <em data-start="1013" data-end="1092">Sobrepeso e obesidade em adultos: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas</em>. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: <span data-state="closed"><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/s/sobrepeso-e-obesidade-em-adultos/view?utm_source=chatgpt.com">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/s/sobrepeso-e-obesidade-em-adultos/view</a></span>.&nbsp;</p> <p>BRASIL. Ministério da Saúde. <em data-start="1286" data-end="1326">Obesidade no adulto: linhas de cuidado</em>. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: <span data-state="closed"><a href="https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/obesidade-no-adulto/processo-completo?utm_source=chatgpt.com">Linha de Cuidado – Obesidade no Adulto</a></span>.&nbsp;</p> Gleiciane Januario Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1063 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 INCENTIVO AO ALEITAMENTO HUMANO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1603 <p>A ampliação de 25,2% dos registros do MCA fortaleceu a vigilância alimentar. Nos primeiros seis meses, houve aumento da classificação exclusiva em 7¨% e redução de 8% da inexistente. Após seis meses, observou-se aumento contextual da presença da oferta de leite humano; Os achados reforçam o papel preventivo do aleitamento humano integrado à alimentação complementar e ao cuidado longitudinal.</p> Guilherme Moura Bejo, Lucia Gatti , Taynã do Nascimento Costa Moreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1603 Tue, 06 Oct 2026 00:00:00 +0000 ARGININA E CICATRIZAÇÃO DE LESÕES POR PRESSÃO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1317 <p><strong>Introdução:</strong> As lesões por pressão (LPP) acometem sobretudo idosos, pessoas hospitalizadas e com mobilidade reduzida, causando dor, infecções e maior tempo de internação. A cicatrização depende de fatores locais e sistêmicos, incluindo o estado nutricional. A L-arginina, precursora do óxido nítrico e da síntese de colágeno, vem sendo estudada como terapia complementar, em geral associada a proteínas, zinco e antioxidantes.</p> <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar as evidências sobre o uso da arginina, isolada ou associada a outros nutrientes, na cicatrização de lesões por pressão.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir de publicações nacionais e internacionais, no período de 2012 a 2025. A busca foi conduzida em fontes eletrônicas de literatura científica, incluindo PubMed e SciELO, além da consulta a periódicos científicos relacionados à nutrição e ao tratamento de feridas. Foram utilizados os termos “suplementação da arginina nas lesões por pressão”, “arginine supplementation” e “wound healing”. Foram incluídos estudos que avaliaram o uso da arginina na cicatrização de lesões por pressão, isoladamente ou como componente de fórmulas nutricionais. Foram excluídas publicações duplicadas, estudos fora do período estabelecido e aqueles sem relação direta com o objetivo da revisão. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 10 estudos compuseram a revisão.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os estudos apresentaram heterogeneidade quanto à dose de arginina, tamanho amostral, composição dos suplementos e duração das intervenções. Os resultados mais favoráveis foram observados principalmente com fórmulas hiperproteicas contendo arginina, zinco e antioxidantes, utilizadas por aproximadamente oito semanas ou mais. Foram identificadas redução da área das lesões, melhora do escore PUSH e, em estudo específico, aumento do tecido viável. Entretanto, não foi observado aumento consistente da cicatrização completa. Entre os ensaios clínicos randomizados analisados na revisão sistemática, três apresentaram melhora significativa da cicatrização e três não demonstraram diferença estatisticamente significativa. A frequente associação da arginina a outros nutrientes dificultou a determinação de seu efeito isolado.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A suplementação nutricional contendo arginina pode contribuir para a cicatrização das Lesões por pressão, sobretudo quando inserida em fórmulas hiperproteicas associadas a zinco e antioxidantes, embora não tenha sido observado aumento consistente da cicatrização completa. A arginina foi raramente avaliada isoladamente, e sua dose ideal permanece indefinida. Os achados reforçam a necessidade de uma estratégia nutricional individualizada e de novos ensaios clínicos com maior padronização das intervenções.</p> Fernanda Moura Nobre, Natália de Oliveira Ferraz, Jozelaine Aparecida Nascimento, Lídia Xavier Nogueira, Laura Pinto Cheiram Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1317 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 DÉFICIT PROTEICO CUMULATIVO EM PACIENTES CRÍTICOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1080 <p>Introdução:</p> <p>Pacientes criticamente enfermos apresentam intenso catabolismo proteico e elevado risco de perda de massa muscular durante a internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A dificuldade em atingir as necessidades proteicas pode resultar em déficit proteico cumulativo, comprometendo a preservação da massa muscular e podendo influenciar a recuperação e a evolução clínica desses pacientes. Diante da relevância da adequação da oferta proteica para o cuidado nutricional, torna-se importante reunir e<br>analisar as evidências científicas recentes sobre a relação entre déficit proteico e perda de massa muscular em pacientes críticos. Dessa forma, a realização deste estudo justifica-se pela necessidade de ampliar a compreensão sobre essa relação e contribuir para o aprimoramento da assistência nutricional durante a internação em UTI.</p> <p>Objetivo:</p> <p>O objetivo é avaliar o déficit proteico em pacientes críticos internados em uma UTI e seu impacto sobre a perda de massa muscular, para isso analisamos a publicação de artigos científicos utilizando as palavras-chave “Intensive Care Unit”<br>“Critically Ill” “Protein Deficit” “Enteral Nutrition” na base de dados bibliográficos MEDLINE dos Institutos Nacionais de<br>Saúde entre 2021 e 2026.</p> <p>Métodos:</p> <p>Para analisar as publicações para a realização da revisão sistemática, utilizamos as palavras-chave na base de dados MEDLINE, que lista 18 artigos. Como critérios de exclusão, foram excluídos estudos pediátricos e neonatais, pesquisas realizadas fora da UTI, estudos que não abordassem a oferta ou o déficit proteico e sua relação com massa muscular. Portanto foram analisados somente 16 estudos.</p> <p>Conclusão:</p> <p>Dada a essas informações, concluímos que pacientes internados em uma UTI necessitam de um cuidado dietoterápico individualizado para evitar o impacto de perda de peso e consequentemente menor tempo de internação.</p> Marcos Vinnícius Oliveira, Carolina de Lucio Thomazini, Cristofer Marcelino da Silva, Jozelaine Aparecida Nascimento Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1080 Wed, 26 Aug 2026 00:00:00 +0000 ABREVIAÇÃO DE JEJUM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1227 <p>Introdução:</p> <p>A abreviação de jejum tem como objetivo minimizar o conteúdo gástrico, reduzindo assim os ricos de broncoaspiração e regurgitação. A principal recomendação é a ingesta de líquidos claros contendo maltodextrina em até 2h antes da aplicação da anestesia. Atualmente existem protocolos para um tempo mais curto de jejum, nas quais tem se mostrado seguros e melhoram os desfechos clínicos apresentados no pós-operatório, como a sensação de sede e fome. No entanto a realidade da abreviação de jejum em muitos hospitais não é seguida em seus protocolos institucionais.&nbsp; Dessa forma, a realização deste estudo justifica-se pela necessidade de ampliar a compreensão sobre a importância da abreviação de jejum ser seguida nas instituições hospitalares.</p> <p>Objetivo:</p> <p>O objetivo é avaliar a importância da aplicação da abreviação de jejum em prática na clínica cirúrgica, para isso analisamos a publicação de artigos científicos utilizando as palavras-chave “fasting abbreviation” e “surgery” na base de dados bibliográficos<br>MEDLINE dos Institutos Nacionais de Saúde entre 2019 e 2026.</p> <p>Métodos:</p> <p>Para analisar as publicações para a realização da revisão sistemática, utilizamos as palavras-chave na base de dados MEDLINE, que lista 23 artigos. Como critérios de exclusão, foram excluídos estudos pediátricos e neonatais, pesquisas realizadas fora<br>do ambiente hospitalar e estudos que não abordassem a abreviação de jejum como objetivo principal da pesquisa. Portanto foram ana;lisados somente 14 estudos.</p> <p>Discussão:</p> <p>Atualmente o uso de protocolos de abreviação de jejum em instituições são de difícil aplicação, mesmo apresentando seu<br>benefício na prática. A implementação do protocolo e&nbsp; capacitação dos profissionais permite reduzir a duração do jejum<br>no pré-operatório e consequentemente benefícios do seu uso. Segundo Gonçalves et al., foi realizado um estudo observacional<br>e descritivo sobre a aplicação de um protocolo em um hospital público de Goiânia. Nele com o auxílio da equipe multidisciplinar,<br>foi observado que a solução com maltodextrina apresentou benefícios ao paciente e para a instituição, como a redução no<br>tempo de jejum no pré-operatório e a otimização do cronograma cirúrgico.<br>Wendler et al. relata que existem estudos que em operações abetas de grande porte se beneficiam do uso da abreviação de jejum, pois ele demostra um tempo mais curto para a reintrodução alimentar no pós operatório e consequentemente um menor<br>tempo de internação.<br>Além dos benefícios ao paciente, a abreviação de jejum apresenta benefícios financeiros as instituições. O estudo Arruda<br>et al. garante redução de custos de material cirúrgico, recursos e capital financeiro, além de estar indiretamente relacionado ao<br>comprometimento do estado nutricional do paciente.<br>Mesmo mostrando benefícios somente com o uso da maltodextrina, alguns estudos abordaram também o uso de outros componentes. Segundo Feguri et al., o estudo realizado em um Hospital Universitário de Cuiabá, buscou avaliar a abreviação com módulo de carboidrato e ω-3 PUFA e demonstrou que além de minimizar a resistência a insulina e escapes de<br>hiperglicemia, constatou também uma redução da resposta inflamatória pós-operatória e controle metabólico.</p> <p>CONCLUSÃO:</p> <p>Dada a essas informações, concluímos que a abreviação de jejum é uma excelente ferramenta para uso hospitalar para redução de complicações no pós-operatório, além de trazer benefícios para a questão financeira da unidade. Porém ainda são necessários novos estudos para analisar a abreviação de jejum além do uso da maltodextrina.</p> Marcos Vinnícius Oliveira, Yasmin Bou Assi Monteiro, Fernanda Cristina Alves de Lima, Amanda Duarte de Almeida, Vanessa Nobre Melquiades Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1227 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 UTILIZAÇÃO DA CIRCUNFERENCIA DA PANTURILHA NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DA PERDA DE MASSA MUSCULAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1381 <p>Introdução:</p> <p>A desnutrição é caracterizada por alterações da composição corporal por um processo resultante de uma condição clinica ou doença, podendo estar presente na admissão ou ser adquirida durante o processo de internação.</p> <p>É mais prevalente em ambientes hospitalares, com taxas variando entre 30 a 50% dos pacientes internados², contribuindo para desfechos negativos como aumento das infecções, hospitalização prolongada, readmissões, mortalidade e custos hospitalares.</p> <p>A massa muscular é um fator determinante no diagnóstico da desnutrição. Uma das alternativas de avaliar essas alterações do sistema muscular é através das medidas antropométricas, com destaque para a Circunferência da Panturrilha (CP), que pode ser utilizada como preditor de perda de massa muscular.</p> <p>A CP é um marcador antropométrico simples e eficaz, para avaliar a massa muscular e o estado nutricional. Valores abaixo dos pontos de corte estabelecidos, sendo para mulher (≤33 cm) e para homens (≤34 cm), podem indicar risco aumentado de sarcopenia e desnutrição, sendo, portanto, fundamentais na avaliação nutricional desses pacientes.</p> <p>Objetivo:</p> <p>Avaliar a eficácia do uso da CP na identificação precoce de baixa massa muscular em pacientes internados.</p> <p>Metodos:</p> <p>Revisão integrativa com busca nas bases PubMed, MEDLINE e Braspen Journal. Foram selecionados estudos publicados entre 2018 a 2026, totalizando 14 artigos com pacientes adultos e idosos hospitalizados que utilizaram a CP como medida relacionada a avaliação da massa muscular.</p> <p>Foram excluídos antigos anterior a 2018 e pediátricos, totalizando 10 artigos.</p> <p>Os principais descritores utilizados foram: “hospital malnutrition”, ”calf circumference”, <br>“low muscle mass” e “calf circumference to assess muscle mass loss”.</p> <p>Discussão:</p> <p>A redução da massa muscular é considerada uma consequência natural do processo de envelhecimento. Apesar disso, o monitoramento dessa medida se torna um importante instrumento de vigilância nutricional de pacientes hospitalizados, visto que a perda muscular está relacionada com piores desfechos clinicos.</p> <p>Estudos afirmam que a baixa massa muscular medida pela CP, atuam como fator de risco independente para mortalidade, como mostra um estudo realizado em 514 pacientes idosos, no qual identificou CP reduzida em pacientes com risco nutricional avaliados através da ferramenta de triagem nutricional Nutritional Risk Screening (NRS2002).</p> <p>Outro estudo publicado em 2025 por Maffini et al., evidenciou que pacientes com valores reduzidos de CP apresentaram maior probabilidade de permanecer internados por mais de cinco dias e de evoluírem para óbito durante a hospitalização.</p> <p>O diagnóstico precoce permanece como uma oportunidade de intervir antes da perda da funcionalidade e indicadores simples, como a CP oferecem uma forma prática e eficaz de detecção.</p> <p>Conclusão:</p> <p>A aferição da CP é uma ferramenta de baixo custo, não invasiva, de fácil aplicação e disponível na prática clínica. Ela deve ser usada como rotina na avaliação nutricional de pacientes hospitalizados, uma vez que, ela identifica precocemente a perda de massa muscular e pode direcionar intervenções nutricionais e de reabilitação, contribuindo para melhorar o prognóstico e redução de complicações clínicas.</p> Marcos Vinnícius Oliveira, Carolina de Lucio Thomazini, Cristofer Marcelino da Silva, Jozelaine Aparecida Nascimento Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1381 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 A EDUCAÇÃO EM DIABETES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA ESTRATÉGIA MULTIPROFISSIONAL EM GRUPO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1161 <p class="isselectedend">O diabetes mellitus é uma condição crônica que demanda acompanhamento contínuo, educação em saúde e incentivo ao autocuidado. Este trabalho relata a experiência de uma estratégia educativa multiprofissional desenvolvida com usuários com diabetes mellitus acompanhados na Atenção Primária à Saúde. A atividade foi realizada durante três meses, por meio do Grupo Dia a Dia, com 12 encontros conduzidos por nutricionista, psicólogo e farmacêutica. Foram abordados temas relacionados à alimentação, medicamentos, comportamento alimentar, atividade física e estilo de vida, utilizando estratégias educativas e estabelecimento de metas individuais semanais. A experiência possibilitou a integração entre diferentes áreas profissionais e a abordagem ampliada dos aspectos envolvidos no cuidado ao diabetes. Observou-se, ao longo dos encontros, a importância de utilizar estratégias práticas e participativas, considerando as necessidades e possibilidades dos usuários. A experiência reforçou a relevância da educação em saúde em grupo como ferramenta de apoio ao autocuidado e ao acompanhamento das condições crônicas na Atenção Primária à Saúde.</p> Camila Correa Dornelles Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1161 Mon, 21 Sep 2026 00:00:00 +0000 CARTÃO DA OBESIDADE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1064 <p>A obesidade é uma condição crônica que requer acompanhamento contínuo, longitudinal e multiprofissional. Nesse contexto, o monitoramento sistemático e a educação em saúde são estratégias importantes para ampliar o autocuidado, a participação e a corresponsabilização do paciente. Este trabalho teve como objetivo potencializar o monitoramento e as ações de educação em saúde por meio da implementação do Cartão da Obesidade, visando fortalecer a participação do paciente no acompanhamento longitudinal e no processo terapêutico. O instrumento foi entregue durante as consultas, acompanhado de orientações sobre sua finalidade e sobre o funcionamento da Linha de Cuidado à Obesidade, possibilitando o registro e a visualização da evolução do peso e da trajetória de acompanhamento. A avaliação da experiência considerou a participação nas consultas, a continuidade do acompanhamento multiprofissional, o engajamento, a percepção da própria evolução e os relatos dos pacientes e da equipe. Após sua implementação, foram observadas mudanças positivas relacionadas à participação nas consultas, à continuidade do acompanhamento multiprofissional, à visualização da trajetória terapêutica e ao fortalecimento do autocuidado. O instrumento também favoreceu a comunicação entre pacientes e equipe, ampliando a compreensão da obesidade como condição crônica que demanda cuidado contínuo e compartilhado. Conclui-se que o Cartão da Obesidade constitui uma ferramenta de fácil aplicação e com potencial para qualificar o acompanhamento longitudinal, estimular o protagonismo do paciente e fortalecer a corresponsabilização pelo cuidado.</p> <p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. <em data-start="2208" data-end="2276">Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade</em>. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. 212 p. (Cadernos de Atenção Básica, n. 38).</p> <p>BRASIL. Ministério da Saúde. <em data-start="2532" data-end="2611">Sobrepeso e obesidade em adultos: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas</em>. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.</p> Gleiciane Januario Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1064 Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0000 UTILIZAÇÃO DE MATERIAL EDUCATIVO SOBRE ABORDAGEM INTEGRAL DA OBESIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1135 <h1><span style="font-size: 12.0pt;">O estudo relata a experiência do uso do e-book </span><span style="font-size: 12pt;">“Corpo e Mente em Equilíbrio: Uma abordagem integral à obesidade”</span><span style="font-size: 12.0pt;"> no </span><span style="font-size: 12pt;">Grupo Medida Certa</span><span style="font-size: 12.0pt;">, como recurso de educação em saúde na Atenção Primária. Durante três meses, foram realizados </span><span style="font-size: 12pt;">12 encontros</span><span style="font-size: 12.0pt;">, abordando alimentação, atividade física, comportamento sedentário, aspectos emocionais e autocuidado. As receitas foram testadas pelos participantes, que também relataram aplicar orientações no cotidiano. A experiência demonstrou que o e-book contribuiu para </span><span style="font-size: 12pt;">fortalecer o processo educativo, estimular a autonomia e favorecer escolhas mais conscientes e um cuidado integral</span><span style="font-size: 12.0pt;">.</span></h1> Camila Correa Dornelles Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1135 Tue, 15 Sep 2026 00:00:00 +0000 EVOLUÇÃO DO PERFIL NUTRICIONAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: COMPARATIVO 2024-2025 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1552 <p>Introdução</p> <p>O Marcador de Consumo Alimentar (MCA) é uma ferramenta utilizada na Atenção Primária à Saúde para avaliar o consumo e realizar a vigilância alimentar dos usuários. A partir de 2024, as 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Capão Redondo e Jardim Ângela fortaleceram essa coleta. Este trabalho consolida e compara os dados obtidos do perfil nutricional nesses territórios ao longo dos meses de janeiro a dezembro de 2024 e de 2025.</p> <p>Objetivo</p> <p>Comparar o perfil nutricional da população atendida pelas 30 UBSs nos anos de 2024 e 2025, analisando a evolução de indicadores de consumo alimentar e hábitos de saúde.</p> <p>Método&nbsp;</p> <p>Foi realizado um estudo comparativo utilizando relatórios do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). A amostra referente ao ano de 2024 contou com as respostas de 8.755 pessoas. Já em 2025, foram analisados 13.264 registros, representando um aumento de 2.671 registros em relação ao ano anterior. Foram avaliados indicadores de saúde, como aleitamento humano, introdução e diversidade alimentar, consumo de produtos ultraprocessados e hábitos durante a realização das refeições.</p> <p>Resultados</p> <p>A distribuição etária mudou: em 2024, 50% dos registros eram de adultos entre 20 e 59 anos, e cerca de 18% eram de crianças até 9 anos.</p> <p>Em 2025, 42% eram adultos e houve um foco maior na primeira infância, que representou 24% da amostra.</p> <p>A UBS Vera Cruz destacou-se com o maior volume em 2025, realizando 1.597 registros, enquanto a média geral das unidades foi de 439.</p> <p>Observou-se que o público do sexo feminino foi predominante em ambos os anos, representando 70% em 2024 e 68% em 2025.<br>Aleitamento Humano: Em relação às crianças menores de 6 meses, o aleitamento humano exclusivo apresentou melhora, subindo de 49,5% em 2024 para 56% em 2025. Paralelamente, o índice de aleitamento inexistente nesta mesma faixa etária caiu de 23% em 2024 para 15% em 2025. Um dado de aprofundamento revelou que, das respostas que afirmaram oferecer aleitamento exclusivo em 2025, 49,7% (598 pessoas) de fato não ofereceram nenhum outro alimento ou bebida no dia anterior.<br>Alimentação Infantil (6 a 23 meses): O consumo de alimentos ultraprocessados no dia anterior reduziu significativamente de 34% em 2024 para 20,3% em 2025.<br>A diversidade alimentar também apresentou melhoria, alcançando 33,5% das crianças recebendo os grupos alimentares adequados em 2025, em comparação com 22% em 2024. Contudo, a introdução alimentar adequada (consumo de frutas e comida de sal) para a faixa etária apropriada caiu de 80,5% em 2024 para 62% em 2025.<br>Hábitos Alimentares Gerais: Em 2025, 63,5% da população relatou o costume de realizar no mínimo as três principais refeições do dia.<br>Um dado positivo foi a redução do hábito de realizar refeições assistindo à televisão, que caiu de 53% da população em 2024 para 39,6% em 2025.</p> <p>Conclusão</p> <p>A comparação dos perfis nutricionais demonstra avanços importantes na Atenção Primária, com destaque para o aumento do aleitamento humano exclusivo, a maior diversidade alimentar e a queda expressiva tanto no consumo de ultraprocessados quanto no tempo de tela durante as refeições. Contudo, a redução nos índices de introdução alimentar adequada requer atenção redobrada das equipes de saúde para estimular práticas corretas e continuar mitigando os quadros de Insegurança Alimentar e Nutricional no território</p> Taynã do Nascimento Costa Moreira, Guilherme Moura Bejo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1552 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 EFEITO DA TIRZEPATIDA SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL SISTÊMICA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1081 <p><strong>INTRODUÇÃO</strong>: A obesidade e a hipertensão arterial sistêmica (HAS) representam importantes problemas de saúde pública e constituem fatores de risco independentes para doenças cardiovasculares. A tirzepatida, agonista duplo dos receptores do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) e do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP), tem demonstrado benefícios expressivos na redução do peso corporal e do controle glicêmico, além de potenciais efeitos favoráveis sobre a pressão arterial. <strong>OBJETIVO</strong>: Analisar o efeito da tirzepatida na redução da pressão arterial sistêmica em adultos com ou sem diabetes mellitus tipo 2. <strong>METODOLOGIA</strong>: Revisão integrativa da literatura conduzida conforme as recomendações do PRISMA 2020. As buscas foram realizadas nas bases PubMed e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2023 e 2026. Foram elegíveis ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, revisões sistemáticas e meta-análises que investigaram os efeitos da tirzepatida sobre a pressão arterial. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 18 estudos compuseram a amostra final. <strong>RESULTADOS</strong>: Os estudos demonstraram redução consistente e clinicamente relevante da pressão arterial, principalmente da pressão arterial sistólica, com variações de aproximadamente 4 e 15 mmHg. Os benefícios foram observados em indivíduos com obesidade, sobrepeso, diabetes mellitus tipo 2, síndrome metabólica e doença renal crônica. Os efeitos parecem decorrer predominantemente da perda ponderal, embora mecanismos adicionais como melhora da função endotelial, redução da inflamação vascular, aumento da natriurese e modulação metabólica também contribuam para a resposta antihipertensiva.<br>Em diversos estudos, a tirzepatida mostrou-se superior ao placebo, à insulina e aos agonistas do receptor de GLP-1 isolados. <strong>CONCLUSÃO</strong>: As evidências atuais indicam que a tirzepatida promove redução clinicamente relevante da pressão arterial e apresenta potencial benefício cardiometabólico além do controle glicêmico e da perda de peso. Entretanto, são necessários<br>estudos prospectivos de longo prazo para confirmar a magnitude e a sustentabilidade desses efeitos.</p> <p>&nbsp;</p> Thalyse Rossignoli Pereira, Marcelo Luiz Peixoto Sobral, Rodrigo Guilherme Varotti Pereira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1081 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA E GESTÃO DE CUSTOS EM ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE: ESTUDO BIBLIOGRÁFICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1409 <p>O trabalho traz uma referência bibliográfica, de maneira resumida, sobre a importância das unidades de saúde conhecerem e gerirem melhor os seus custos, para garantia da sustentabilidade finaneceira. Além de esclarecer sobre a utilização de metodologias mais utilizadas no mercado de saúde para a apuração dos custos, de acordo com a finalidade e urgência na implantação de planos de ações.</p> Eugenio Schapowal Júnior, Christopher de Omena Pimenta Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1409 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 Custeio por Procedimento com Ponderação de Insumos como Indutor de Sustentabilidade na Saúde Bucal https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1481 <p><span data-path-to-node="0,0">Este trabalho apresenta um novo modelo de gestão de custos para o atendimento odontológico nas unidades de saúde do CEJAM</span><span data-path-to-node="0,2">. Anteriormente, os materiais e gastos eram divididos de forma genérica entre as especialidades que compartilhavam o mesmo consultório, o que gerava distorções</span><span data-path-to-node="0,4">. Para corrigir isso, os autores criaram uma metodologia que considera o tempo real de cada consulta e o custo exato dos insumos utilizados em cada procedimento, com base no histórico dos prontuários dos pacientes</span><span data-path-to-node="0,6">. Esse detalhamento eliminou distorções financeiras e permitiu monitorar as metas dos contratos em tempo real via relatórios de análise</span><span data-path-to-node="0,8">. Como resultado, a instituição fortalece a governança contra penalidades contratuais, garante a sustentabilidade financeira e abre oportunidade para direcionar recursos para financiar inovações e a expansão dos atendimentos em saúde bucal</span><span data-path-to-node="0,10">.</span></p> Eugenio Schapowal Júnior, Francis Henrique do Nascimento Tsurumaki Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1481 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DE CENTRO DE CUSTOS EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1245 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>A gestão dos recursos públicos na área da saúde exige mecanismos que possibilitem maior organização, controle e acompanhamento das despesas. Em um pronto-socorro público, essa necessidade é relevante devido ao funcionamento ininterrupto, à alta demanda de atendimento e à utilização de diferentes recursos humanos, materiais e serviços.</p> <p>Nesse contexto, o centro de custos constitui uma ferramenta de gestão que permite organizar as despesas de acordo com os setores e atividades da unidade, possibilitando maior visibilidade sobre a utilização dos recursos. Sua implantação pode contribuir para o planejamento financeiro, o controle dos gastos e a tomada de decisões baseada em informações organizadas.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Implantar um modelo de centro de custos em um pronto-socorro público, visando organizar e acompanhar as despesas por setor, melhorar o controle dos recursos utilizados e fornecer informações para subsidiar o planejamento e a tomada de decisão dos gestores.</p> <p><strong>Método</strong></p> <p>Será realizado um estudo descritivo e aplicado, baseado no levantamento da estrutura organizacional e das principais despesas do pronto-socorro.</p> <p>Inicialmente, serão identificados os setores da unidade e os respectivos recursos utilizados. Em seguida, as despesas serão classificadas por categoria e direcionadas aos respectivos centros de custos, considerando gastos com recursos humanos, medicamentos, materiais médico-hospitalares, serviços terceirizados, manutenção, equipamentos e demais despesas operacionais.</p> <p>Após a definição dos centros de custos, será estabelecido um fluxo para registro e acompanhamento das despesas. Os dados serão monitorados periodicamente por meio de planilhas ou sistemas de gestão, permitindo a análise dos gastos e a identificação de variações ou oportunidades de melhoria.</p> <p><strong>Resultados Esperados</strong></p> <p>Espera-se que a implantação do centro de custos proporcione maior organização e controle das despesas do pronto-socorro, permitindo identificar a distribuição dos recursos entre os diferentes setores.</p> <p>A ferramenta também deverá contribuir para o planejamento financeiro, o acompanhamento dos gastos, a identificação de possíveis desperdícios e a utilização mais eficiente dos recursos públicos.</p> <p>Espera-se, ainda, que as informações geradas auxiliem os gestores na tomada de decisões relacionadas a compras, contratos, serviços e demais necessidades da unidade, fortalecendo a transparência e a eficiência da gestão.</p> <p><strong>Conclusão:</strong></p> <p>A implantação do centro de custos constitui uma importante ferramenta para o fortalecimento da gestão do pronto-socorro, proporcionando maior organização, controle e rastreabilidade das despesas. Sua utilização permitirá qualificar as informações gerenciais e subsidiar o planejamento e a tomada de decisões, contribuindo para uma gestão eficiente e responsável dos recursos públicos.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong></p> <p>Centro de custos; Gestão de custos; Saúde pública; Pronto-socorro; Gestão em saúde; Recursos públicos.</p> Bianca dos Santos Leite Garcia, Bruna de Oliveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1245 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 ESTRATÉGIAS PARA CAPTAÇÃO DE EMENDAS PARLAMENTARES https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1570 <p><span data-path-to-node="2,0,0">A ampliação do acesso ao SUS exige estratégias sustentáveis de financiamento público, como as emendas parlamentares</span><span data-path-to-node="2,0,2">. Este trabalho apresenta a experiência da área de Novos Negócios do CEJAM na estruturação de um fluxo colaborativo de captação de recursos e na criação de um banco institucional de projetos</span><span data-path-to-node="2,0,4">. A metodologia envolveu a formação de cerca de 90 lideranças em outubro de 2025 e a implementação de um Formulário Eletrônico para mapeamento de necessidades</span><span data-path-to-node="2,0,6">. Como resultados, tiveram 69 projetos inscritos no banco institucional, distribuídos por 7 municípios em São Paulo e no Rio de Janeiro (59,4% sob mobilização, 10,1% convertidos em êxito e 30,4% arquivados após análise técnica)</span><span data-path-to-node="2,0,8">. O modelo alcançou R$ 11.775.116,00 em valor de mobilização e R$ 2,9 milhões em recursos efetivamente captados.</span><span data-path-to-node="2,0,10"> Conclui-se que a captação de recursos, quando integrada ao planeamento estratégico e orientada por governança, fortalece a capacidade de transformar necessidades territoriais em investimentos concretos.</span></p> Thays Almeida, Vanessa Pavan, Edson Soares, Sandra Sula Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1570 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 EFICÁCIA DO RATEIO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS EM UNIDADES GERENCIADAS POR ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/979 <p>Artigo completo dispinível em: <a href="https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540031">https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540031</a></p> Marcelo Pollini, Anamélia Gomes de Carvalho, Floriz de Jesus Mendes Santana, João Francisco Romano Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/979 Thu, 02 Jul 2026 00:00:00 +0000 ESTRATÉGIA INSTITUCIONAL PARA USO RACIONAL DE TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS EM PRONTO SOCORRO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1200 <p>A tomografia computadorizada é essencial no diagnóstico, porém seu uso exessivo eleva custos e expõe pacientes à radiação. Este estudo avaliou o impacto de um processo decisório estrutureado sobre solicitações, custos e capacidade assistencial em um pronto-socorro municipal. Realizou-se estudo observacional, comparando os períodos anterior e posterior à implementação da estratégia. A média mensal de exames diminuiu de 186 para 114 (38,71%), gerando economia mensal estimada de R$ 144 mil. A estratégia favoreceu o uso racional dos recursos e ampliou a capacidade assistencial.</p> Isadora Costa Celestino, Tássia Simões de Souza, Felipe Haddad Lovato, Tiago de Almeida Macruz Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1200 Fri, 25 Sep 2026 00:00:00 +0000 PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO PELO SELO INSTITUIÇÃO AMIGA DO IDOSO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1223 <p>O envelhecimento populacional demanda serviços de saúde preparados para uma atenção integral à pessoa idosa, considerando autonomia, funcionalidade e qualidade de vida. Este trabalho relata a experiência da URSI Campo Limpo no processo de certificação pelo Selo Instituição Amiga do Idoso. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido a partir da autoavaliação institucional, inscrição na plataforma, análise dos critérios, organização das evidências e formalização do Termo de Adesão. Como parte do processo, foi implantado o Comitê Gestor do Projeto e sistematizadas ações e evidências relacionadas às práticas de cuidado à pessoa idosa. Como resultado, a unidade obteve a Adesão ao Selo Instituição Amiga do Idoso, reconhecendo uma trajetória de práticas já desenvolvidas e estabelecendo bases para a continuidade do processo de certificação. A experiência favoreceu a organização institucional, a participação da equipe e a identificação de oportunidades de aprimoramento, tendo como perspectiva o avanço progressivo para os demais níveis de certificação.</p> Luciana Aparecida Oliveira Carvalho Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1223 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 TELEMATRICIAMENTO EM NEUROPEDIATRIA: INTEGRAÇÃO ENTRE ATENÇÃO ESPECIALIZADA E ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1462 <p>A demanda por neurologia e neuropediatria no SUS envolve filas de espera e barreiras de deslocamento, especialmente em territórios periféricos. Este relato descreve a operacionalização e os impactos do Teleneuro Matriciamento síncrono da Central de Telemedicina do CEJAM em Unidades Básicas de Saúde do município de São Paulo. O fluxo integra regulação e agendamento centralizados, atendimento pelo E-Saúde SP, discussão síncrona entre neurologistas ou neuropediatras e médicos das equipes de Saúde da Família, agendas de 20 minutos por caso e registro das condutas em prontuários eletrônicos oficiais. A experiência expandiu-se de forma contínua e escalonada em unidades geridas pelo CEJAM. Entre os principais impactos observados estão a educação permanente dos médicos generalistas, o apoio à resolução de dúvidas diagnósticas e terapêuticas no território e a ampliação do acesso ao suporte especializado para populações com barreiras geográficas. O modelo fortalece a integração entre APS e atenção especializada, com rastreabilidade das condutas e continuidade do cuidado.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Taciana Felix Caciano Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1462 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 AUTOMAÇÃO EM PYTHON NA EXTRAÇÃO DE INFORMAÇÕES DO SISTEMA DE BI - GSS DA SECRETARIA DE SAÚDE DE SÃO PAULO (SMS-SP) VOLTADO PARA APURAÇÃO DE CUSTOS. https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1420 <p><span data-path-to-node="0,0">Este trabalho apresenta a evolução da gestão de custos no CEJAM, que automatizou o processamento de dados do estoque consumido em 46 unidades de saúde na zona sul de São Paulo</span><span data-path-to-node="0,2">. O objetivo era transformar relatórios complexos em documentos padronizados para o sistema de custos de forma rápida e sem erros de cálculo</span><span data-path-to-node="0,4">. O processo passou por três fases: começou 100% manual em planilhas do Excel (levava cerca de 2 dias), evoluiu para macros automatizadas em VBA (20 a 30 minutos) e culminou em um programa próprio em Python</span><span data-path-to-node="0,6">. Com o novo sistema, o tempo total para gerar os relatórios de todas as unidades caiu para menos de 1 minuto, mantendo uma precisão nos valores de 99,985%</span><span data-path-to-node="0,8">. A solução possui uma interface simples para a equipe e liberou os analistas do trabalho operacional, permitindo que foquem no apoio à gestão dos resultados das unidades de saúde</span><span data-path-to-node="0,10">.</span></p> Eugenio Schapowal Júnior, Alexandre Veloso Moreno Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1420 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPLANTAÇÃO DO MODELO DE DIRETRIZ DE EXPANSÃO INSTITUCIONAL NO CEJAM https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1533 <p>O crescimento sustentável de uma instituição exige uma estratégia padronizada baseada em dados para evitar dispersão de esforços e mitigar riscos. Este trabalho relata a experiência da área de Novos Negócios do CEJAM na criação e implantação da sua primeira Diretriz de Expansão Institucional. Trata-se de um relato de experiência documental sobre a elaboração do modelo, que estabeleceu critérios técnicos para a qualificação de novos territórios, como o tamanho da população e a nota no CAPAG. A implantação da diretriz estruturou a operação da área, substituindo análises orgânicas por uma matriz preditiva. Como resultados, o modelo proporcionou maior clareza para a tomada de decisão do colegiado, definiu frentes claras de expansão regional e geográfica, mitigou riscos financeiros e aumentou a precisão na triagem de novos editais. Além disso, o registro das análises passa a subsidiar revisões anuais. Conclui-se que ancorar a captação de negócios em dados públicos diferencia o mero aumento de tamanho da verdadeira escalabilidade institucional.</p> Thays Almeida, Edson Sorares Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1533 Thu, 01 Oct 2026 00:00:00 +0000 CONTROLE INTELIGENTE DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS E COMPRAS NA APURAÇÃO DE CUSTOS DAS UNIDADES DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1399 <p>Trabalho realizado dentro do setor de Custos da Controladoria do CEJAM, com foco em automação de processos e análise de inconsistências, garantindo confiabilidade na apuração dos resultados de custos das unidades de saúde geridas pelo CEJAM</p> Eugenio Schapowal Júnior, William Vila Nova Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1399 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS NA APURAÇÃO DE CUSTOS: POR QUE AUTOMATIZAR? https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1416 <p><span data-path-to-node="0,0">Este trabalho demonstra como a automação de processos vai além de substituir tarefas manuais, transformando rotinas operacionais em ferramentas estratégicas</span><span data-path-to-node="0,2">. A autora destaca que, antes de aplicar a tecnologia, é preciso entender, mapear e padronizar o fluxo de trabalho para corrigir falhas e definir regras claras</span><span data-path-to-node="0,4">. Na prática, a solução foi aplicada no cálculo de folha de pagamento de mais de 60 unidades de saúde, reduzindo o tempo de execução de cerca de 6 dias para apenas 4 horas (uma queda de 97%)</span><span data-path-to-node="0,6">. Com a eliminação do trabalho repetitivo e de erros manuais, a equipe passou a focar em análises mais complexas como identificar variações de salários e desvios ao longo dos meses, além de permitir mais tempo de apoio aos gestores das unidades de saúde na tomada de decisões mais ágeis e inteligentes</span><span data-path-to-node="0,8">.</span></p> Eugenio Schapowal Júnior, Larissa de Jesus Miranda Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1416 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 IMPACTO DA TELEMEDICINA NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO AOS SERVIÇOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1468 <p>A telemedicina consolidou-se como estratégia complementar na Atenção Primária à Saúde (APS), com potencial para ampliar o acesso e organizar os fluxos assistenciais. Este estudo avaliou sua participação nos acolhimentos de uma Unidade Básica de Saúde gerenciada pelo CEJAM. Trata-se de estudo observacional, descritivo, transversal e quantitativo, com dados secundários do Prontuário Eletrônico do Paciente referentes a 24 de julho de 2026. Foram registrados 87 acolhimentos, dos quais 40 (45,97%) foram direcionados à telemedicina. Entre os teleatendimentos, 53% corresponderam à renovação de receitas, 20% a queixas agudas de baixa complexidade, 18% à troca de pedidos de guias e exames e 9% à correção ou adequação de receitas. Os achados evidenciam participação expressiva do atendimento remoto no fluxo assistencial, diversificando as possibilidades de acesso à avaliação médica e contribuindo para preservar o atendimento presencial para situações que demandam avaliação direta. Por se tratar de análise de um único dia, recomenda-se ampliar o período de avaliação e incorporar indicadores de resolutividade, retorno ao serviço e impacto sobre a demanda presencial.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Wellington de Souza Teixeira, Geanne Martim da Silva Sobreira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1468 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 GESTÃO FARMACÊUTICA DE MEDICAMENTOS PRÓXIMOS AO VENCIMENTO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1228 <p>GESTÃO FARMACÊUTICA DE MEDICAMENTOS PRÓXIMOS AO VENCIMENTO: CONSUMO, OFERTA ENTRE UNIDADES E PREVENÇÃO DE PERDAS</p> <p>Damaris de Lima Souza</p> <p>Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal José Soares Hungria, Pirituba, São Paulo, Brasil</p> <p>&nbsp;</p> <p>Eixo temático: Economia e Avaliação de Tecnologias em Saúde</p> <p>&nbsp;</p> <p>INTRODUÇÃO</p> <p>A gestão de medicamentos próximos ao vencimento representa um desafio para os serviços de saúde, especialmente quando o estoque disponível não é compatível com a demanda da unidade. A identificação antecipada desses itens pode contribuir para evitar desperdícios e perdas financeiras.</p> <p>Nesse contexto, a integração de dados de rastreabilidade, prazo de validade, Consumo Médio Mensal (CMM) e classificação pela Curva ABC pode auxiliar o farmacêutico na identificação e priorização de situações de risco. &nbsp;A análise da demanda entre unidades também pode subsidiar a oferta ou o remanejamento de medicamentos antes do vencimento, quando institucionalmente aplicável.</p> <p>OBJETIVO</p> <p>Propor um modelo de gestão farmacêutica preditiva para identificar medicamentos próximos ao vencimento, relacionar estoque, CMM e Curva ABC e subsidiar a oferta ou remanejamento para unidades com demanda compatível, visando prevenir perdas por vencimento.</p> <p>MÉTODO</p> <p>Estudo metodológico e propositivo, baseado em literatura científica e na estruturação de um fluxo de gestão farmacêutica.</p> <p>O modelo considera o uso sistêmico como ferramenta tecnológica para rastreabilidade de informações de medicamento, lote, validade, estoque, histórico de consumo, CMM, representatividade econômica pela Curva ABC e demanda das demais unidades.</p> <p>O CMM será utilizado para estimar a capacidade de consumo do estoque durante o período restante de validade. A Curva ABC será empregada como ferramenta de priorização dos itens de maior representatividade econômica. A partir do cruzamento dessas informações, o farmacêutico avaliará o risco de não utilização antes do vencimento e, quando pertinente, verificará a existência de demanda em outras unidades para possível oferta ou remanejamento, conforme critérios institucionais.</p> <p>RESULTADOS</p> <p>O modelo proposto integrou rastreabilidade, validade, CMM, Curva ABC e demanda entre unidades em um fluxo de análise preventiva.</p> <p>A utilização do CMM permite relacionar o estoque disponível à capacidade de consumo, enquanto a Curva ABC acrescenta a dimensão econômica à priorização dos medicamentos que necessitam de avaliação.</p> <p>O cruzamento dessas informações possibilita identificar previamente estoques com potencial de perda e direcionar a atuação farmacêutica para estratégias de utilização, adequação do abastecimento e possível remanejamento entre unidades.</p> <p>Por se tratar de uma proposta metodológica, não foram atribuídos valores fictícios de redução de perdas ou economia financeira.</p> <p>CONCLUSÃO</p> <p>A integração entre rastreabilidade, CMM, Curva ABC e demanda das unidades pode favorecer uma gestão farmacêutica mais preventiva dos medicamentos próximos ao vencimento.</p> <p>A proposta amplia a atuação do farmacêutico na utilização de dados para antecipar riscos, priorizar intervenções e avaliar o remanejamento de medicamentos para unidades com demanda compatível, contribuindo para a prevenção de perdas e para o uso racional dos recursos em saúde.</p> <p>&nbsp;</p> <p>REFERÊNCIAS</p> <p>1.Contribution of hospital pharmacists to sustainable healthcare: a systematic review. European Journal of Hospital Pharmacy. 2025;32(2):100-105.</p> <p>2.Future-Ready Pharmaceutical Practice: AI-Driven Redistribution of Short-Dated Stock in South African Public Hospitals. South African Pharmaceutical Journal. 2025</p> <p>&nbsp;</p> Damaris Souza Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1228 Tue, 29 Sep 2026 00:00:00 +0000 USO DE PAINÉIS INTERATIVOS EM BUSINESS INTELLIGENCE PARA A TOMADA DE DECISÃO EM SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1406 <p>Relato sobre o desenvolvimento de painéis gerenciais de resultados financeiros das unidades de saúde, cruzando informações sobre custos unitários e produtividade, enaltecendo pontos focais para direcionamento de esforços voltados para a garantia da eficiência operacional e sustentabilidade financeira da unidade de saúde.</p> Eugenio Schapowal Júnior, Christopher de Omena Pimenta Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1406 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROPOSTA DE SISTEMA DE REMUNERAÇÃO PARA CONTRATOS DE GESTÃO COM ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/978 <p>Artigo completo disponível em: <a href="https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540032">https://doi.org/10.59229/2764-9806.RTCC.e202540032</a></p> <p>O trabalho apresenta uma proposta de sistema de remuneração para contratos de gestão firmados com Organizações Sociais de Saúde, tendo como referência o contexto do estado de São Paulo e os desafios observados na sustentabilidade financeira, operacional e gerencial desses instrumentos. A pesquisa parte da constatação de que os modelos atualmente utilizados apresentam fragilidades relevantes, especialmente quanto à previsibilidade dos repasses, à atualização dos valores contratualizados, à proteção contra atrasos financeiros e à incorporação de critérios estruturados de qualidade, eficiência e governança regionalizada.</p> <p>O objetivo do estudo foi desenvolver um modelo de remuneração capaz de integrar produção assistencial, custos fixos e mecanismos de remuneração variável. Para isso, foi realizada pesquisa qualitativa, baseada em análise documental de contratos de gestão, convênios de contratualização e termos de colaboração relacionados às Organizações Sociais de Saúde no Brasil. Foram analisados 60 ajustes vigentes nos estados de São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais, além dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. A coleta dos dados ocorreu entre outubro e dezembro de 2024, com utilização de documentos públicos, relatórios financeiros e publicações acadêmicas sobre o tema.</p> <p>A análise foi conduzida com apoio do software ATLAS.ti, permitindo a codificação e a comparação sistemática dos documentos examinados. Os contratos foram avaliados segundo critérios relacionados ao tipo de pagamento, variáveis consideradas na remuneração, frequência de reajuste, presença de indicadores de desempenho e forma de vinculação da produção contratualizada aos repasses financeiros. Essa abordagem possibilitou identificar padrões, discrepâncias e lacunas nos modelos praticados pelos diferentes entes públicos analisados.</p> <p>Os resultados indicaram predominância de modelos mistos de remuneração, combinando parcelas fixas e variáveis, porém com significativa heterogeneidade entre os contratos. Observou se que nenhum dos ajustes analisados previa mecanismos de proteção contra atrasos nos repasses e que não havia previsão de atuação regionalizada nos instrumentos avaliados. Todos os entes analisados monitoravam indicadores de qualidade, mas a presença de índices de reajuste foi identificada apenas nos modelos de Minas Gerais e da Prefeitura do Rio de Janeiro. A eficiência operacional apareceu como variável contratual em Minas Gerais e no Espírito Santo. A integração clara entre metas de desempenho e repasses financeiros foi observada no Espírito Santo, em Goiás e na Prefeitura do Rio de Janeiro.</p> <p>Com base nesses achados, o estudo propõe um modelo composto por cinco componentes principais. O primeiro é a remuneração por produção, com referência à tabela SUS Paulista. O segundo é uma parcela fixa destinada à cobertura de despesas administrativas e operacionais necessárias à continuidade dos serviços. Os demais componentes correspondem a parcelas variáveis vinculadas à atuação regionalizada por meio de Sistemas de Gestão Integrados, ao desempenho em indicadores de qualidade e à eficiência operacional medida por Grupos de Diagnósticos Relacionados.</p> <p>O modelo proposto busca responder às fragilidades identificadas nos contratos analisados, oferecendo uma estrutura mais aderente à realidade operacional das OSS e às necessidades do Sistema Único de Saúde. Ao combinar previsibilidade financeira, remuneração vinculada à produção, custeio de despesas fixas e incentivos relacionados à qualidade, eficiência e governança regionalizada, a proposta procura alinhar sustentabilidade contratual, desempenho institucional e melhoria da gestão pública em saúde.</p> <p>Conclui se que o sistema de remuneração proposto representa uma alternativa para aprimorar os contratos de gestão com Organizações Sociais de Saúde, sobretudo ao enfrentar lacunas relacionadas à atualização financeira, à mensuração de desempenho e ao alinhamento entre repasses, produção e resultados assistenciais. Sua aplicação prática exige estrutura de monitoramento, critérios objetivos de avaliação, uso qualificado de informações gerenciais e validação em contextos reais, preferencialmente por meio de projetos piloto. O estudo contribui para o debate sobre modelos de contratualização no setor público de saúde e oferece subsídios para gestores interessados em aperfeiçoar a governança, a eficiência e a sustentabilidade dos contratos firmados com OSS.</p> Marcelo Pollini Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/978 Thu, 02 Jul 2026 00:00:00 +0000 Conformidade nos rateios e análise comparativa dos contratos de serviços terceirizados na apuração dos custos das unidades de saúde via ERP https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1440 <p><span data-path-to-node="0,0">Este trabalho aborda o controle financeiro de serviços terceirizados (como limpeza, segurança e equipe médica) em unidades de saúde gerenciados pelo CEJAM</span><span data-path-to-node="0,2">. O objetivo é garantir que o valor pago a cada fornecedor seja dividido e rateado corretamente do setor consumidor do recurso, sem erros</span><span data-path-to-node="0,4">. Utilizando um sistema de gestão integrado (ERP TOTVS-Protheus), o processo passa por etapas de verificação do ciclo de notas fiscais, como a conferência de pedidos originais e divisão automática dos custos</span><span data-path-to-node="0,6">. Embora o sistema reduza falhas humanas, os autores destacam que ainda surgem divergências no fechamento mensal, tornando essencial a combinação de auditorias periódicas, cooperação entre setores e o uso de inteligência artificial para identificar erros na raiz</span><span data-path-to-node="0,8">. O resultado traz mais transparência e exatidão ao resultado financeiro das unidades de saúde</span><span data-path-to-node="0,10">.</span></p> Eugenio Schapowal Júnior, Jonas Lima e Oliveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1440 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 CUSTOS POR ABSORÇÃO X CUSTEIO POR PACIENTE E PROCEDIMENTO – AVANÇO E QUALIDADE NA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS E ASSISTENCIAIS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1426 <p><span data-path-to-node="0,0">Este trabalho compara dois métodos de cálculo de custos na saúde: o modelo tradicional por absorção (que divide despesas gerais por departamento) e o modelo por paciente/procedimento (que rastreia exatamente os materiais, equipes e tempo gastos em cada atendimento)</span><span data-path-to-node="0,2">. Analisando dados do centro cirúrgico de um hospital e um caso de cesárea, o estudo mostra que o modelo tradicional usa critérios genéricos que distorcem o valor real dos serviços</span><span data-path-to-node="0,4">. Já o custeio individualizado revelou, por exemplo, que a ocupação da sala cirúrgica custou R$ 3.460,01 contra R$ 2.405,42 da média estimada pelo método antigo</span><span data-path-to-node="0,6">. Essa precisão elimina desperdícios, ajuda a precificar cirurgias com justiça e orienta os médicos a usarem recursos de forma mais eficiente</span><span data-path-to-node="0,8">. O resultado é uma gestão financeira mais sustentável e alinhada à qualidade do tratamento oferecido ao paciente</span><span data-path-to-node="0,10">.</span></p> Eugenio Schapowal Júnior, Joice Tavares de Oliveira Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1426 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 TECNOLOGIA COMO ESTRATÉGIA PARA AMPLIAR A EFETIVIDADE DA CONFIRMAÇÃO DE CONSULTAS NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1344 <p><strong>Introdução:</strong> A confirmação de consultas constitui etapa estratégica para a gestão do acesso aos serviços de saúde, podendo contribuir para a continuidade do acompanhamento, melhor aproveitamento das vagas e cumprimento das metas assistenciais. Em julho de 2025, após mudança no processo de trabalho da AMA Especialidades Jardim São Luiz, as confirmações passaram a ser realizadas predominantemente por ligações telefônicas, apresentando baixa efetividade. Diante desse cenário, foi implantada uma plataforma para envio de mensagens via WhatsApp, buscando qualificar a comunicação com os usuários e o processo de confirmação de consultas.&nbsp;<strong>Objetivo:</strong> Avaliar a efetividade da implantação de uma plataforma de mensagens via WhatsApp para confirmação de consultas e refletir sobre seu potencial impacto na continuidade do cuidado, otimização dos recursos e cumprimento das metas assistenciais pactuadas. <strong>Métodos:</strong> Relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido na AMA Especialidades Jardim São Luiz, São Paulo, entre julho de 2025 e setembro de 2026. Analisou-se mensalmente a efetividade do processo de confirmação de consultas. Em julho de 2025, as confirmações eram realizadas predominantemente por ligações telefônicas e, em agosto, foi implantada a plataforma de mensagens via WhatsApp. O monitoramento sistemático do indicador subsidiou intervenções sucessivas para aprimoramento do fluxo e da ferramenta. A efetividade foi mensurada pelo percentual de confirmações obtidas em relação às ações de confirmação realizadas.&nbsp;<strong>Resultados:</strong> A efetividade das ações de confirmação foi de 50% em julho de 2025, período em que predominavam as ligações telefônicas. Após a implantação da plataforma, observou-se evolução progressiva do indicador, alcançando 80% em dezembro de 2025 e mantendo-se, em 2026, predominantemente acima de 80%. O maior resultado foi registrado em agosto de 2026 (89%), encerrando o período analisado em 88% em setembro de 2026, o que corresponde a um incremento de 38 pontos percentuais em relação ao início do acompanhamento.&nbsp;<strong>Conclusão:</strong> A implantação da plataforma mostrou-se efetiva para qualificar a confirmação de consultas e reduzir a dependência de ligações telefônicas. A experiência demonstra o potencial das tecnologias digitais para aprimorar processos de gestão do acesso, devendo sua sustentabilidade considerar o monitoramento contínuo dos resultados e a análise de custo-benefício, incluindo possíveis repercussões sobre a continuidade do cuidado, o aproveitamento das vagas e o cumprimento das metas assistenciais pactuadas.</p> Mariana de Oliveira, Lais Lima de Souza, Bruna Silva de Melo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1344 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 PROJETO CANECÓDROMO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1368 <p>A redução do consumo de materiais descartáveis constitui uma estratégia relevante para incorporar práticas sustentáveis ao cotidiano dos serviços de saúde. Nesse contexto, a UBS Jardim Comercial implantou, em abril de 2024, o Projeto Canecódromo, estruturado com 154 espaços individuais para canecas reutilizáveis. <br>O objetivo foi avaliar o impacto da iniciativa sobre o consumo de copos descartáveis e os custos de aquisição, considerando benefícios ambientais, econômicos e institucionais. <br>Trata-se de relato de experiência com abordagem quantitativa. O primeiro quadrimestre de 2024 foi adotado como referência, período em que foram adquiridas 11 caixas com 2.500 copos cada, totalizando 27.500 unidades. Após a implantação, as aquisições foram acompanhadas durante seis quadrimestres, do 2º quadrimestre de 2024 ao 1º quadrimestre de 2026. Mantido o padrão anterior, seriam necessárias 66 caixas; entretanto, foram adquiridas 26, evitando-se 40 caixas, equivalentes a aproximadamente 100.000 copos descartáveis. A redução estimada do consumo foi de 60,6%, com queda da média de 11 para 4,3 caixas por quadrimestre e economia acumulada de R$ 2.992,65. <br>A experiência demonstra que uma intervenção simples e de baixo custo pode produzir benefícios ambientais e econômicos e fortalecer a responsabilidade socioambiental institucional.</p> Thiago de Castro Menezes, Jessica da Silva Lima Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1368 Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0000 PADRONIZAÇÃO SISTÊMICA DO FLUXO DE INPUT DOS DADOS DE PRODUÇÃO DAS UNIDADES BASICAS NO SISTEMA DE APURAÇÃO DE CUSTOS https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1411 <p>Este trabalho propõe um modelo padronizado e automatizado para o registro e envio dos dados de produção assistencial das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao sistema central de custos, visando resolver distorções provocadas por erros manuais, códigos divergentes e retrabalho com correções de base de dados. Para isso, a autora combinou o mapeamento visual do fluxo de trabalho (BPMN) a uma estrutura de conversão de dados em quatro etapas: coleta, tradução de códigos locais (DE-PARA), envio formatado e checagem automática, o que impede o registro de informações duplicadas ou incorretas. Como resultado, o processo elimina o tempo gasto pelas equipes na correção de planilhas com falhas e assegura relatórios 100% confiáveis, permitindo que os gestores identifiquem com precisão o custo real de cada serviço prestado e tomem decisões estratégicas mais eficientes no direcionamento dos recursos da saúde.</p> Eugenio Schapowal Júnior, Andréia Cristina Capato de Brito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1411 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 TELECARDIOLOGIA AUTÔNOMA COM SUPORTE DOMICILIAR: INTEGRAÇÃO ENTRE TECNOLOGIA, TERRITÓRIO E ATENÇÃO ESPECIALIZADA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1463 <p>Barreiras geográficas, limitações de mobilidade e dificuldades no uso de tecnologias podem restringir o acesso de usuários idosos e vulneráveis à atenção cardiológica especializada. Para enfrentar essas barreiras, a Central de Telemedicina do CEJAM estruturou a Telecardiologia Autônoma com Suporte Domiciliar, articulando teleconsulta especializada, preparação digital prévia e apoio presencial de equipe territorial. Este trabalho descreve a dinâmica operacional e a capacidade assistencial do serviço, com análise dos resultados de agosto de 2026. O fluxo foi organizado em três etapas: preparação e qualificação digital; atendimento domiciliar mediado por equipe multiprofissional; e regulação centralizada das vagas, com registro das condutas no e-SaúdeSP. Em agosto de 2026, foram ofertadas 157 vagas e realizados 138 atendimentos efetivos (87,9%), sem perda primária de vagas. As faltas corresponderam a 6,4% e as desistências a 5,7%. O serviço opera 20 horas semanais, distribuídas em quatro dias, com meta de 12 pacientes por plantão. O modelo favoreceu o acesso à cardiologia no domicílio e reduziu barreiras relacionadas à conectividade, mobilidade e letramento digital.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Taciana Felix Caciano Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1463 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 COMUNICAÇÃO ASSERTIVA COMO ESTRATÉGIA PARA FORTALECER A EXPERIÊNCIA DO PACIENTE: O PAPEL DA OUVIDORIA NA GOVERNANÇA DO CUIDADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/989 <p>A comunicação efetiva é um componente essencial da qualidade assistencial e da experiência do paciente. Nesse contexto, a Ouvidoria amplia seu papel ao atuar como instrumento estratégico de governança do cuidado, transformando a voz do paciente em subsídio para a melhoria contínua dos processos assistenciais. Este relato de experiência descreve a implantação de um modelo institucional fundamentado na escuta qualificada, comunicação assertiva, mediação entre usuários e equipes assistenciais, monitoramento da qualidade das respostas e desenvolvimento das competências comunicacionais das Ouvidorias locais e lideranças. As manifestações passaram a ser analisadas de forma integrada, permitindo identificar fragilidades na jornada do paciente, recorrências e oportunidades de melhoria, subsidiando ações educativas, revisão de processos e fortalecimento da cultura de cuidado centrado na pessoa. Como resultados, observou-se maior integração entre Ouvidoria e gestores, padronização das respostas, ampliação da resolutividade das manifestações e utilização sistemática das informações produzidas pela Ouvidoria para apoio à tomada de decisão. A experiência demonstra que a Ouvidoria, quando integrada aos processos de governança, deixa de exercer apenas um papel reativo e passa a atuar como agente estratégico de aprendizagem organizacional, contribuindo para uma assistência mais segura, humanizada e centrada nas necessidades dos pacientes.</p> Ana Paula Passos Lacerda da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/989 Mon, 20 Jul 2026 00:00:00 +0000 PUBLICAR NÃO É IMPLEMENTAR https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1018 <p><strong>Introdução</strong></p> <p>A produção técnico-científica nas organizações de saúde tem aumentado por meio de pesquisas, eventos, relatórios, periódicos e repositórios institucionais. Entretanto, a publicação de um conteúdo não garante que ele seja compreendido, disseminado ou incorporado às práticas assistenciais e administrativas.</p> <p>A transformação da evidência em prática depende de processos ativos de tradução, contextualização, comunicação, implementação e avaliação. Quando essas etapas não são estruturadas, o conhecimento pode permanecer restrito a grupos especializados ou assumir caráter apenas informativo, sem produzir aprendizagem institucional.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Refletir sobre os fatores que dificultam a transformação da produção técnico-científica em aprendizagem e uso consistente nas organizações de saúde, propondo diretrizes para a estruturação de um ecossistema de comunicação científica interna.</p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p>Artigo de reflexão teórico-conceitual, desenvolvido a partir de leitura crítica e síntese integrativa de literatura relacionada aos seguintes temas:</p> <ul> <li>Translação do conhecimento;</li> <li>Ciência da implementação;</li> <li>Difusão de inovações;</li> <li>Sistemas de saúde de aprendizagem;</li> <li>Comunicação científica em linguagem simples;</li> <li>Aprendizagem e cultura organizacional.</li> </ul> <p>A análise dos conceitos resultou na proposição de um modelo pragmático composto por quatro pilares para orientar a comunicação científica interna.</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>A publicação representa apenas uma etapa do ciclo do conhecimento. Para que os resultados científicos contribuam efetivamente para a organização, é necessário conectá-los às decisões, aos processos e às necessidades reais das equipes.</p> <p>Entre os principais desafios identificados estão:</p> <ul> <li>Conteúdos produzidos exclusivamente em formatos acadêmicos;</li> <li>Uso excessivo de linguagem técnica;</li> <li>Falta de conexão com a prática profissional;</li> <li>Canais institucionais fragmentados;</li> <li>Ausência de espaços para discussão e troca;</li> <li>Falta de responsáveis pela disseminação;</li> <li>Predomínio de métricas de alcance, como visualizações e acessos;</li> <li>Ausência de retorno sobre o uso do conhecimento produzido.</li> </ul> <p>Como resposta, propõe-se um ecossistema de comunicação científica interna estruturado em quatro pilares.</p> <p><strong>Quatro pilares do modelo proposto</strong></p> <ol> <li><strong>Integridade e evidência</strong></li> <li><strong>Aplicabilidade</strong></li> <li><strong>Linguagem e formato</strong></li> <li><strong>Governança e métricas</strong></li> </ol> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>Publicar não é sinônimo de disseminar, assim como disseminar não garante implementação. Para transformar produção científica em cultura institucional, a comunicação deve ser tratada como uma infraestrutura de aprendizagem.</p> <p>O modelo proposto — integridade e evidência, aplicabilidade, linguagem e formato, governança e métricas — pode contribuir para reduzir a distância entre conhecimento e prática, fortalecer a confiança nas informações científicas e acelerar ciclos de melhoria contínua nas organizações de saúde.</p> Jefferson Vinicius de Souza Almeida Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1018 Wed, 05 Aug 2026 00:00:00 +0000 CAMPANHAS TEMÁTICAS COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1410 <p>Relatar a experiência de uma Unidade Básica de Saúde na realização de campanhas temáticas como estratégia de promoção da saúde, educação em saúde e fortalecimento do vínculo com a comunidade. As ações, planejadas e desenvolvidas mensalmente pela equipe multiprofissional, contribuíram para ampliar o acesso à informação, estimular o autocuidado e fortalecer práticas de prevenção de doenças. A experiência demonstrou que campanhas temáticas constituem estratégias relevantes na Atenção Primária à Saúde, favorecendo a mobilização da comunidade, a participação dos usuários e o fortalecimento do vínculo entre a equipe de saúde e a população.</p> Daniella Pires de Camargo, Fernanda Costa da Silva, Jorge de Souza Coelho, Kelly Brenner, Priscila Karen dos Santos Costa Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1410 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 REDE DE INFLUENCIADORES INTERNOS NA GESTÃO DA COMUNICAÇÃO EM SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1372 <p><span style="font-weight: 400;">Organizações de saúde que atuam em diferentes territórios enfrentam o desafio de disseminar informações institucionais e ampliar a visibilidade das ações desenvolvidas pelas unidades. Este estudo descreve a implantação da Rede de Influenciadores Internos do CEJAM, criada em outubro de 2022 como estratégia de comunicação descentralizada entre a sede, unidades de saúde gerenciadas pela Instituição e as comunidades do entorno. Trata-se de um relato de experiência com abordagem quantitativa e qualitativa. Foram analisados indicadores institucionais de 2023 a 2025 e realizada pesquisa de percepção com 66 influenciadores em 2026. Entre 2023 e 2025, a rede cresceu de 122 para 180 influenciadores, presentes em 87 unidades, registrando 5.437 ações e alcance estimado de 155.200 pessoas. Os resultados indicam fortalecimento dos fluxos de comunicação institucional, maior visibilidade das iniciativas promovidas nos territórios e aproximação entre as unidades e o departamento de Comunicação.</span></p> Edna Tanaka , Bárbara Ponce , Ingrid Alves , Danilo Brito Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1372 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 PRESCRIÇÃO DE GRUPOS COMO ESTRATÉGIA DE ENGAJAMENTO, AUTOCUIDADO E CUIDADO INTEGRAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1346 <p>O projeto CEJAM “Aqui Prescreve Promoção de Saúde” utiliza a prescrição formal de participação em grupos como estratégia para ampliar o engajamento dos usuários nas ações de promoção da saúde da Atenção Primária. Na UBS Jardim Comercial, atualmente são 13 grupos passíveis de prescrição. No grupo Gerando Saúde, a participação aumentou de 49 usuários em julho para 98 em outubro de 2024, crescimento de 100%. No primeiro semestre de 2026, entre 70% e 100% dos médicos de família aderiram mensalmente à estratégia, totalizando 901 prescrições, média de 150 por mês, com 201 prescrições em junho. A experiência evidencia o potencial da prescrição de intervenções não medicamentosas como ferramenta de autocuidado, mudança do estilo de vida, promoção da saúde e fortalecimento da integralidade na APS.</p> Thiago de Castro Menezes, Matheus Florentino dos Santos, Heglynn de Souza Franca Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1346 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 CAMPANHAS TEMÁTICAS COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO À SAÚDE https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1396 <p class="x1yc453h xma8rkl xgoqxah xutxfr x1fie51u xgyxj25 x1xobyvs x1elgs31 x1fv8qjw xcy5tzr x1ht4adc xnvauns x1c2l018 x14l7nz5 xuw7688 x1pjt2rx x160d6zm xrxpjvj" dir="ltr">Relatar a experiência de uma Unidade Básica de Saúde na realização de campanhas temáticas como estratégia de promoção da saúde, educação em saúde e fortalecimento do vínculo com a comunidade. As ações, planejadas e desenvolvidas mensalmente pela equipe multiprofissional, contribuíram para ampliar o acesso à informação, estimular o autocuidado e fortalecer práticas de prevenção de doenças. A experiência demonstrou que campanhas temáticas constituem estratégias relevantes na Atenção Primária à Saúde, favorecendo a mobilização da comunidade, a participação dos usuários e o fortalecimento do vínculo entre a equipe de saúde e a população.</p> Daniella Pires de Camargo Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1396 Fri, 02 Oct 2026 00:00:00 +0000 INTEGRAÇÃO ENTRE TELEMEDICINA E ATENÇÃO PRIMÁRIA PRESENCIAL: IMPLANTAÇÃO DE INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO PARA FORTALECER A LONGITUDINALIDADE E A SEGURANÇA DO CUIDADO https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1485 <p>A telemedicina amplia o acesso e a resolutividade, porém sua integração às equipes responsáveis pelo território é essencial para preservar a coordenação, a longitudinalidade e a segurança do cuidado. Este trabalho descreve a implantação de uma estratégia de comunicação entre a telemedicina e as equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) de uma Unidade Básica de Saúde da Zona Sul de São Paulo. Trata-se de relato de experiência baseado na utilização de uma planilha compartilhada para sinalização de situações que demandam avaliação pela equipe de referência. A telemedicina registra pacientes com renovações frequentes de receitas, queixas recorrentes, dificuldade de compreensão ou adesão, exames que necessitam de correlação com exame físico e necessidade de acompanhamento presencial. A ESF avalia o caso, realiza o cuidado indicado e registra a devolutiva. A implantação do instrumento estruturou a comunicação entre os profissionais, facilitou a identificação de situações com risco de fragmentação e aproximou o atendimento remoto da equipe de referência. A estratégia demonstra que uma ferramenta simples de comunicação pode transformar teleconsultas pontuais em oportunidades de cuidado longitudinal, coordenado e seguro.</p> Thiago de Castro Menezes Menezes, Elder Yuji Kimura da Silva, Matheus Florentino dos Santos, Anna Letycia Miranda Mesquita Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1485 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0000 CUIDAR: GESTÃO INTEGRADA DA VOZ DO PACIENTE E FORTALECIMENTO DA REPUTAÇÃO INSTITUCIONAL https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/988 <p>transformação digital ampliou os canais de manifestação dos pacientes, gerando grande volume de informações sobre a experiência assistencial. Nesse contexto, a Ouvidoria assume papel estratégico ao integrar dados provenientes de diferentes canais e transformar manifestações em inteligência organizacional. Este trabalho apresenta o Modelo CUIDAR, estruturado em seis etapas: Conectar, Utilizar a Escuta Qualificada, Integrar e Interpretar, Dar Retorno Resolutivo, Aprender e Reforçar a Confiança. A metodologia possibilita a gestão integrada das manifestações, favorecendo a identificação de recorrências, antecipação de riscos, aprimoramento dos processos assistenciais e fortalecimento da cultura de escuta ativa. Como resultados, observou-se maior integração entre áreas, qualificação das respostas aos pacientes, apoio à tomada de decisão gerencial, implementação de ações corretivas e preventivas e melhoria da experiência do paciente. O modelo também contribuiu para o fortalecimento da reputação institucional, refletido, entre outros aspectos, no reconhecimento da instituição por dois anos consecutivos no Prêmio Reclame AQUI. Conclui-se que o Modelo CUIDAR consolida a Ouvidoria como núcleo estratégico de inteligência organizacional, transformando manifestações em conhecimento estruturado para promover melhoria contínua, segurança do paciente e fortalecimento da confiança.</p> Ana Paula Passos Lacerda da Silva Copyright (c) 2026 Autor(s) https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/988 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 +0000