GERENCIAMENTO SEGURO DE ANESTÉSICOS LOCAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

Experiência da ubs jardim maracá

Autores

  • Caroline Murca Momesso Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP
  • Jéssica Yasmin Ferreira Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP.
  • Marisa Melo Dos Santos Caetano Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP.
  • Naiara Vieira Da Silva Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP.
  • Regina Liarte Moraes Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP.
  • Adriana Vanessa Ferreira De Lima Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP.
  • Elisangela Maria Da Silva Souza Coelho Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP.
  • Ewerton José Moreira De Souza Centro de Pesquisas Dr. João Amorim, UBS Jardim Maracá –São Paulo, SP.

Resumo

INTRODUÇÃO: Os anestésicos locais utilizados na odontologia são medicamentos potencialmente perigosos que requerem controle rigoroso durante sua dispensação, administração e rastreabilidade. Na UBS Jardim Maracá, foi estruturado um fluxo de trabalho entre a Farmácia e a equipe de Odontologia para garantir o monitoramento farmacêutico, a rastreabilidade dos medicamentos e a segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. OBJETIVO: Avaliar o perfil de utilização de anestésicos locais na UBS Jardim Maracá e descrever como o fluxo de trabalho estabelecido entre a Farmácia e a equipe de Odontologia contribui para a rastreabilidade dos medicamentos potencialmente perigosos e para o fortalecimento da segurança do paciente. MÉTODOS:Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado na UBS Jardim Maracá, por meio da análise dos registros referentes aos procedimentos odontológicos realizados entre 21 de novembro de 2024 e 30 de julho de 2026. Foram avaliados: Número de pacientes atendidos; Quantidade de tubetes anestésicos utilizados; Faixa etária; Perfil assistencial; Consumo dos anestésicos locais. Também foi descrito o fluxo local de gerenciamento dos anestésicos entre Farmácia e Odontologia, contemplando a dispensação, monitoramento farmacêutico, rastreabilidade e registro das informações referentes ao tipo de anestésico, lote, validade e quantidade administrada. RESULTADOS:

Foram analisados 604 pacientes, com utilização de 1.477 tubetes anestésicos, correspondendo à média de 2,45 tubetes por paciente. Observou-se maior concentração de atendimentos entre pacientes de 46 a 60 anos (175) e com 60 anos ou mais (138). Entre os anestésicos empregados, observou-se predominância da prilocaína 3% associada à felipressina (0,03 UI/mL), responsável por aproximadamente 55% dos tubetes utilizados, seguida da lidocaína 2% associada à epinefrina 1:100.000, correspondente a cerca de 45% do total administrado. O fluxo local estabelecido entre Farmácia e Odontologia possibilitou a rastreabilidade de todos os anestésicos administrados, por meio do registro em prontuário do tipo de anestésico, lote, validade e quantidade utilizada, permitindo o monitoramento farmacêutico desde a dispensação até a administração, conforme fluxo pactuado entre os setores. O processo também contempla a identificação, análise e comunicação de desvios relacionados ao uso dos medicamentos, fortalecendo a cultura local de segurança do paciente por meio da notificação de eventos e da implementação de ações de melhoria contínua. CONCLUSÃO: A experiência da UBS Jardim Maracá demonstra que a integração entre Farmácia e Odontologia permitiu consolidar um fluxo local de gerenciamento dos anestésicos locais baseado na rastreabilidade, no monitoramento farmacêutico e na padronização dos registros assistenciais. A manutenção desse processo fortalece a cultura de segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde, assegura a continuidade da rastreabilidade dos medicamentos potencialmente perigosos ao longo de todas as etapas do cuidado e subsidia o gerenciamento de riscos, a tomada de decisão e a melhoria contínua da qualidade assistencial.

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Publicado

2026-08-05

Como Citar

Murca Momesso, C., Yasmin Ferreira, J., Melo Dos Santos Caetano, M., Vieira Da Silva, N., Liarte Moraes, R., Vanessa Ferreira De Lima, A., Maria Da Silva Souza Coelho, E., & José Moreira De Souza, E. (2026). GERENCIAMENTO SEGURO DE ANESTÉSICOS LOCAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: Experiência da ubs jardim maracá. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1030

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde

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