VALORIZAÇÃO DO TRABALHO EM REDE PELA GESTÃO E OS IMPACTOS NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Autores

  • Karen Moura Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital e Maternidade Sotero de Souza – São Roque, Brasil
  • Kariny Sacramento Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital e Maternidade Sotero de Souza – São Roque, Brasil
  • Daniel Godinho Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital e Maternidade Sotero de Souza – São Roque, Brasil
  • Godinho e Elaine Cristina da Silva Gonçalves Mota Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital e Maternidade Sotero de Souza – São Roque, Brasil

Palavras-chave:

APS, HOSPITALAR, TRABALHO EM REDE, GESTÃO, Segurança do Paciente, alta segura

Resumo

A articulação entre o hospital e a Rede de Atenção à Saúde constitui uma estratégia essencial para superar a fragmentação do cuidado e evitar uma atuação hospitalar isolada. O fortalecimento dessa interface favorece a continuidade assistencial, amplia a comunicação entre os diferentes serviços e contribui para a qualificação dos fluxos de referência e contrarreferência. Nesse contexto, a atuação integrada da gestão assistencial e médica, com apoio do Serviço Social, mostrou-se fundamental para fortalecer a relação entre o hospital, a Atenção Primária à Saúde (APS), a Estratégia Saúde da Família, o EMAD e os demais pontos da rede, promovendo maior segurança, resolutividade e continuidade do cuidado ao paciente.

O presente trabalho teve como objetivo relatar a experiência da atuação integrada da gestão assistencial e médica, com apoio do Serviço Social, na articulação entre o hospital e a Rede de Atenção à Saúde, visando qualificar os processos de referência e contrarreferência, fortalecer a continuidade do cuidado e otimizar a utilização dos recursos disponíveis na rede.

Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido a partir da implantação e fortalecimento de uma estratégia de integração entre o hospital e os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. As ações foram coordenadas pela gestão assistencial e médica, com participação ativa do Serviço Social e das equipes assistenciais. A intervenção foi estruturada em diferentes eixos, incluindo participação da gestão em reuniões de matriciamento com o EMAD; realização de encontros entre profissionais da Atenção Primária à Saúde, corpo clínico hospitalar e especialidades; qualificação dos encaminhamentos e das contrarreferências; disponibilização do resumo de alta diretamente no prontuário eletrônico da rede; organização do agendamento oportuno do binômio mãe-filho após a alta hospitalar; desenvolvimento de ações de educação permanente destinadas às equipes da APS; implantação de espaço de referência e apoio ao aleitamento materno; realização de grupos de gestantes no ambiente hospitalar; e fortalecimento da comunicação entre os diferentes pontos de atenção.

As ações foram conduzidas de maneira integrada, com foco na coordenação dos fluxos assistenciais, na continuidade do cuidado após a alta e na utilização mais adequada dos recursos disponíveis na rede. A aproximação entre as equipes possibilitou maior compartilhamento de informações, discussão conjunta de necessidades assistenciais e construção de estratégias voltadas à transição segura do cuidado.

Como resultados, observou-se maior aproximação entre o hospital e a Atenção Primária à Saúde, com fortalecimento da comunicação entre as equipes e ampliação da corresponsabilização pelo cuidado. Houve qualificação das informações compartilhadas durante a transição assistencial, proporcionando maior clareza nos encaminhamentos, nas contrarreferências e na disponibilização dos resumos de alta no prontuário da rede. A articulação entre gestão assistencial, gestão médica, Serviço Social, APS e EMAD favoreceu maior agilidade na resolução das demandas que necessitavam de suporte da atenção domiciliar, contribuindo para fluxos assistenciais mais oportunos e decisões mais assertivas.

Também foi observado fortalecimento das referências internas e externas do serviço, facilitando o direcionamento dos pacientes conforme suas necessidades e ampliando a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. As ações de educação permanente e de aproximação com as equipes da APS contribuíram para maior alinhamento dos processos de trabalho, compartilhamento de boas práticas e fortalecimento da atuação multiprofissional. A estratégia possibilitou, ainda, que a alta hospitalar passasse a ser compreendida como uma etapa de transição do cuidado, e não como o encerramento da assistência.

A experiência demonstrou que a atuação articulada da gestão assistencial e médica, com participação do Serviço Social e integração com os demais serviços da rede, fortalece o hospital como parte integrante da Rede de Atenção à Saúde. A aproximação com a APS e com o EMAD qualificou a comunicação, aprimorou os encaminhamentos e as contrarreferências, ampliou a continuidade assistencial e favoreceu maior resolutividade dos processos. Conclui-se que o trabalho integrado entre os diferentes pontos de atenção consolida uma rede mais conectada, corresponsável e preparada para garantir continuidade, segurança, equidade e melhor direcionamento do cuidado, evidenciando a importância da gestão na valorização e fortalecimento do trabalho em rede.

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Publicado

2026-09-14

Como Citar

Moura, K., Sacramento, K., Godinho, D., & Mota, G. e E. C. da S. G. (2026). VALORIZAÇÃO DO TRABALHO EM REDE PELA GESTÃO E OS IMPACTOS NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1111

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde