IMPLEMENTAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE EXTUBAÇÃO PALIATIVA EM UMA SALA DE EMERGÊNCIA

Autores

  • CAROLINA PROREHOSP CAMPO LIMPO
  • SUMAIA PROREHOSP CAMPO LIMPO
  • AMANDA

Resumo

Introdução: A extubação paliativa é uma estratégia de retirada da ventilação mecânica quando os objetivos de cuidado passam a priorizar conforto e controle de sintomas diante da limitação ou retirada de medidas de suporte à vida. No ambiente da emergência, esse processo apresenta desafios relacionados à tomada de decisão, comunicação, planejamento assistencial e manejo dos sintomas. Diante da necessidade de organizar essa prática, foi implantado, em março de 2026, um fluxo institucional de extubação paliativa, incorporado ao Protocolo Institucional de Cuidados Paliativos para Pacientes Adultos.
Objetivo: Descrever a experiência inicial de implementação e aplicação de um fluxo institucional de extubação paliativa em uma Sala de Emergência, incluindo indicadores clínicos, estratégias terapêuticas e desfechos observados.
Método: Estudo observacional, descritivo, baseado na experiência inicial de aplicação do fluxo na Sala de Emergência Adulto do Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo. Foram analisados seis pacientes submetidos à extubação paliativa entre abril e agosto de 2026. Os dados foram obtidos de planilha institucional, indicadores da Fisioterapia e registros assistenciais compartilhados na passagem de plantão. Foram analisadas características clínicas, tempo de ventilação mecânica invasiva, teste de respiração espontânea, cuff leak test, utilização de corticoide, manejo com morfina e midazolam, ocorrência de estridor laríngeo, intervalo entre extubação e óbito e local do óbito. Foi realizada análise descritiva, com apresentação agregada dos dados.
Resultados: Foram analisados seis pacientes, quatro mulheres (66,7%) e dois homens (33,3%), com idade entre 52 e 89 anos. O teste de respiração espontânea foi realizado e tolerado em todos os casos, assim como o cuff leak test, negativo em 6/6 (100%). Todos receberam corticoide conforme o fluxo institucional e não houve registro de estridor laríngeo. Cinco pacientes (83,3%) receberam morfina em infusão contínua e um (16,7%) recebeu morfina em horários programados; não houve utilização de midazolam. O intervalo entre a extubação e o óbito variou de 2 horas e 15 minutos a 10 dias. Quatro pacientes (66,7%) evoluíram a óbito na enfermaria e dois (33,3%) permaneceram na Sala de Emergência até o óbito.
Conclusão: A implementação do fluxo institucional permitiu estruturar e sistematizar a condução da extubação paliativa na Sala de Emergência, possibilitando o acompanhamento dos primeiros casos e dos principais indicadores clínicos e terapêuticos. A experiência evidenciou diferentes trajetórias após a retirada da ventilação mecânica, reforçando a necessidade de planejamento individualizado, manejo de sintomas e continuidade do cuidado após a extubação. Os achados representam uma experiência inicial de implementação e podem subsidiar o monitoramento, aprimoramento e avaliação futura do fluxo institucional

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Publicado

2026-09-11

Como Citar

RODRIGUES, C. C. V., MUSTAFA, S., & SCOPIGNO, A. P. D. (2026). IMPLEMENTAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROTOCOLO DE EXTUBAÇÃO PALIATIVA EM UMA SALA DE EMERGÊNCIA. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1143

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E12. Reabilitação e Cuidados Paliativos