RUE- Busca Ativa
Estratégia para identificação e acompanhamento de pacientes prioritários na Rede de Urgência e Emergência Upa Vera Cruz
Resumo
- RESUMO
- A estratégia RUE Busca Ativa, foi estudada pelos Gestores das Unidades que fazem parte do Setor 1 gerenciadas pela Empresa CEJAM, Upa Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul e UBS Vera Cruz, abrangentes da região Jardim Ângela no Município de São Paulo. Unidades unificadas em uma estratégia, que tem por finalidade realizar um controle preciso de pacientes das classes prioritárias, que abrange todo o contexto nos atendimentos realizados nas atividades diárias das Unidades. Dentre eles, Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos, prioridades que necessitam de acompanhamento para melhor cuidado e assistência de acordo com suas especificidades.
ABSTRACT
The RUE Active Search strategy was studied by the managers of the units comprising Sector 1—managed by the CEJAM organization—which include UPA Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul, and UBS Vera Cruz, all serving the Jardim Ângela region in the Municipality of São Paulo. These units united under a single strategy aimed at precisely monitoring patients belonging to priority groups—encompassing the full scope of care provided during daily operations—such as those with arterial hypertension (HAS) and diabetes (DIA), as well as pregnant women and the elderly; these groups require monitoring to ensure optimal care and assistance tailored to their specific needs.
Keywords: Active outreach; Urgency and emergency network; Continuity of care; Primary care; Health integration.
INTRODUÇÃO
A coordenação do cuidado com o apoio das equipes durante o atendimento é capaz de promover maior coerência e eficiência na utilização dos recursos de saúde disponíveis, produzir significativas melhorias na sua qualidade, reduzir obstáculos para o acesso nos variados níveis de atenção e potencializar a capacidade do sistema em ofertar cuidados integrais, sobretudo para usuários que demandam atenção constante.
Desta forma é fundamental a existência de estratégias, programas elaborados nas Unidades de saúde e entre as Redes de atenção especializada, para que possa favorecer qualidade no atendimento, não somente nas ações voltadas ao cuidado, mas fortalecer o atendimento, garantindo cuidado centralizado nas comorbidades de cada indivíduo e suas necessidades.
No Brasil, as Políticas Nacionais de Atenção Básica (PNAB) de 2011 e 2017 passaram atribuir maior relevância na organização das Redes de Atenção à Saúde (RAS) a partir da instituição da Estratégia Saúde da Família (ESF), o que gerou um rápido processo de ampliação do acesso à população.5
O Sistema de Saúde, no Brasil, encontra-se estruturado em três níveis hierárquicos complementares de atenção à saúde − atenção básica, de média e alta complexidade. Cada um desses componentes da rede assistencial deve participar da Atenção às Urgências respeitando-se os limites de sua complexidade e capacidade de resolução. É esperado que a população que necessita de atendimento possa ser acolhida em qualquer nível de atenção e encaminhada para os demais níveis quando a complexidade do atendimento exigido ultrapasse a capacidade de assistência do serviço. ³
Nesse cenário, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) surgem como uma das estratégias da Política Nacional de Atenção às Urgências para a melhor organização da assistência, articulação dos serviços; e definição de fluxos e referências resolutivas.3
Essa estratégia aparece como uma das iniciativas resolutivas para o problema da superlotação em emergências hospitalares. A identificação de pacientes que necessitam de acompanhamento pela Atenção Básica durante o atendimento de urgência representa uma oportunidade para fortalecer a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Nesse contexto, a estratégia RUE Busca Ativa foi implantada como uma ferramenta de comunicação e articulação entre os serviços do Setor 1, gerenciados pelo CEJAM. A Busca Ativa é feito durante a triagem classificatória de risco, prestando atendimento resolutivo aos pacientes acometidos por quadros agudos ou crônicos, casos de baixa complexidade, a identificação de pacientes prioritários com Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos. E de acordo, com a classificação o profissional enfermeiro identifica uma das classes citadas, orienta , prioriza o atendimento caso algum parâmetro vital esteja alterado, e insere os dados solicitados no formulário (FORMS), da Busca Ativa, para continuidade no processo saúde doença.
A estratégia teve início em janeiro de 2026, surgiu com o propósito de unificar o processo de busca ativa por meio de uma ferramenta compartilhada entre as unidades. Durante a classificação de risco, realizado pelo profissional Enfermeiro atuante na UPA Vera Cruz, a equipe identifica pacientes que se enquadram nos grupos definidos para a estratégia: pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), gestantes e idosos. Após a identificação, é realizado o preenchimento de um formulário eletrônico (Forms) com os dados necessários. As informações são disponibilizadas automaticamente em uma planilha compartilhada, permitindo que a UBS de origem visualize a identificação do paciente, dando continuidade às ações de cuidado conforme suas necessidades.
Contudo, o principal papel do Acolhimento com Classificação de Risco, é a escuta qualificada e estabelecimento de prioridade para atendimentos emergenciais, orientação quanto ao papel da atenção básica e importância de existir um vínculo entre as unidades de saúde e o paciente.³
No entanto, o cuidado aos pacientes ainda se veem encontrando dificuldades para receber apoio e articular ações com especialistas de outros pontos de atenção. As redes de serviços locais ainda não dispõem de referências e fluxos definidos para orientar e estruturar a atuação das equipes no seu relacionamento com a rede, Ademais, a organização do processo de trabalho não favorece a programação das ações em função de elementos da gestão do cuidado, mas sim uma troca qualificada de informações entre os trabalhadores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e UPA Vera Cruz.com o propósito de assistência qualificada e eficiente.
A integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde é fundamental para garantir a continuidade e a coordenação do cuidado. Entendemos os desafios na articulação entre e a Rede de Urgência e Emergência e, a Atenção Primária, especialmente na comunicação e definição de fluxos assistenciais. Nesse contexto, foi realizado estratégia que facilite o acesso às informações, a continuidade no cuidado e atenção aos pacientes de acordo com sua complexidade.
OBJETIVO
Relatar a experiência da implantação da estratégia RUE Busca Ativa como ferramenta de integração entre a UPA Vera Cruz e as Unidades Básicas de Saúde do Setor 1, UBS Vera Cruz, UBS Jardim Capela, UBS Horizonte Azul, favorecendo a comunicação entre os serviços e a continuidade no cuidado dos pacientes pertencentes aos grupos prioritários.
MÉTODOS
Trata-se de um relato de experiência exitosa, implantado em janeiro de 2026, com inicio em julho, envolvendo a UPA Vera Cruz, UBS Capela, UBS Horizonte Azul, e UBS Vera Cruz, Unidades que fazem parte do Setor 1, gerenciadas pelo CEJAM. È realizado a identificação de pacientes prioritários com Hipertensão Arterial (HAS), Diabetes (DIA), Gestantes e Idosos. Os dados são registrados em um formulário eletrônico (FORMS) e, disponibilizados automaticamente em planilha compartilhada com as Unidades Básicas.
A estratégia teve início em janeiro de 2026, surgiu com o propósito de unificar o processo de busca ativa por meio de uma ferramenta compartilhada entre as unidades. Durante a classificação de risco, realizado pelo profissional Enfermeiro atuante na UPA Vera Cruz, a equipe identifica pacientes que se enquadram nos grupos definidos para a estratégia: pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), gestantes e idosos. Após a identificação, é realizado o preenchimento de um formulário eletrônico (Forms) com os dados necessários. As informações são disponibilizadas automaticamente em uma planilha compartilhada, permitindo que a UBS de origem visualize a identificação do paciente, dando continuidade às ações de cuidado conforme suas necessidades.
Para este estudo foram utilizados experiência vivenciada no âmbito profissional, na rotina diária de trabalho, e 7 artigos na base de dados Scielo, com temáticas relacionados ao contexto sobre linha do cuidado ao paciente, com foco em melhoria, busca ativa e qualidade no atendimento.
RESULTADOS
Observou-se com este estudo a importância do cuidado em saúde, centralizado nas necessidades de cada individuo de acordo com suas necessidades ou comorbidades, seja HAS, DIA, às classes prioritárias Gestantes e idosos e, demais usuários pertencentes às Unidades citadas no decorrer do estudo, o conhecimento dos profissionais para desenvolver uma assistência de qualidade, minimizando potencial instabilidade. Para isso, as Unidades do Setor 1 gerenciadas pelo Cejam, realizaram articulação, que pudesse trazer melhoria, ação efetiva para a estratégia RUE linha de cuidado. Estratégia, que por sua vez, é realizado durante a classificação de risco, na qual o profissional enfermeiro, baseado na queixa referida, e estando relacionado a HAS- DIA- Gestante ou Idoso, preencher o formulário criado dentro dessa estratégia para monitorar, controlar esta classe sinalizando a Unidade Básica de origem, e em qual categoria se enquadra. Ou seja, estabelecer um bom desempenho durante a triagem é um importante passo para direcionar estratégias de melhorias na identificação precoce de pacientes, que necessitam de atenção e orientação com mais ênfase, devido muitos não entender corretamente o tratamento adequado ou, por exemplo no caso da gestante a importância do pré natal, e cuidado com os idosos no seu processo de envelhecimento e surgimento de alterações fisiológicas. E na organização de fluxos de atendimento, com o objetivo de melhoria, qualidade assistencial. 7
Fortalecimento da comunicação entre UPA e Atenção Básica. • Padronização e organização do processo de busca ativa. • Compartilhamento oportuno das informações com a UBS de referência. • Maior integração entre os serviços envolvidos na estratégia. • Identificação do paciente ainda durante o atendimento de urgência. • Fortalecimento da continuidade e da longitudinalidade do cuidado na rede.
Por fim, os resultados relacionados com a ‘continuidade informacional e fluxos de comunicação com a rede’ apontam, de maneira geral, para uma melhora nos mecanismos de troca de informação entre os profissionais.4
CONCLUSÃO
A experiência da RUE Busca Ativa demonstra o potencial de uma estratégia simples, padronizada e compartilhada para aproximar os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Ao identificar o paciente na urgência e comunicar a informação à UBS de origem, fortalece o cuidado ao paciente, fortalece a articulação entre as Unidades e a iniciativa contribui para transformar uma oportunidade de atendimento em possibilidade de melhoria contínua e qualidade na assistência.
E podemos observar no dia a dia de trabalho, o quanto essa estratégia facilita a qualidade no atendimento, o cuidado para com o paciente, que tanto necessita de cuidado, por muitas vezes, não saber acompanhar corretamente seu tratamento. E por meio, desta Busca Ativa (RUE), os pacientes das classes prioritárias HAS< DIA< Gestantes e Idosos, são acompanhados com muita atenção por meio do formulário preenchido de forma correta, abrangendo a principal causa para este monitoramento. O cuidado após os dados fornecidos em tempo real através do FORMS, é destinado as Unidades Básicas de Saúde, assim citadas ao longo do estudo, com seus profissionais qualificados para atender as demandas diárias, e as classes prioritárias pertencentes não somente nesse contexto, mas no cuidado como um todo mensalmente e integral aos usuários pertencentes a região de abrangência.
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