DA VENTILAÇÃO MECÂNICA À MOBILIDADE
Evolução dos indicadores da fisioterapia hospitalar entre 2025 e 2026
Resumo
DA VENTILAÇÃO MECÂNICA À MOBILIDADE: EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DA FISIOTERAPIA HOSPITALAR ENTRE 2025 E 2026
Introdução: A fisioterapia hospitalar desempenha papel fundamental na assistência ao paciente crítico na unidade de terapia intensiva, atuando na ventilação mecânica, extubação, mobilização e recuperação funcional. A análise comparativa dos indicadores assistenciais permite acompanhar mudanças no perfil dos pacientes, no volume de atendimentos e na evolução dos desfechos relacionados à assistência fisioterapêutica, contribuindo para o monitoramento da qualidade e da reabilitação dos pacientes. Objetivos: Comparar os indicadores assistenciais da fisioterapia hospitalar entre o primeiro semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026, com ênfase no perfil dos pacientes, permanência hospitalar, ventilação mecânica, extubação, reintubação e mobilidade funcional. Métodos:
Estudo observacional, descritivo, retrospectivo e comparativo, realizado na Unidade de terapia intensiva (UTI) Adulto do Hospital Regional Sul, São Paulo. Foram analisados dados da plataforma Florence®, através da inserção de dados na planilha de Fisioterapia Hospitalar/CEGISS referentes aos primeiros semestres de 2025 e 2026. Avaliaram-se volume assistencial, permanência hospitalar, ventilação mecânica, tempo médio em VM, extubação, reintubação e evolução funcional pela escala PERME (Escore de Mobilidade em UTI de Perme). Os indicadores foram comparados por meio de análise descritiva, considerando frequências, percentuais, médias e variações entre os períodos, com o objetivo de identificar mudanças no perfil assistencial e na evolução funcional dos pacientes. Resultados:Observou-se aumento de 328 para 446 pacientes acompanhados, representando crescimento de 36,0%, com aumento da média mensal de 55 para 74 pacientes (34,5%). A permanência média reduziu de 10,08 para 7,74 dias (23,2%). A proporção de altas da UTI aumentou de 77,44% para 81,84%, enquanto a proporção de óbitos reduziu de 21,34% para 17,04%. Na assistência ventilatória, o número de pacientes em ventilação mecânica aumentou de 138 para 181 (31,2%), enquanto o tempo médio em ventilação mecânica reduziu de 8,07 para 6,33 dias (21,6%). O sucesso da extubação aumentou de 80,26% para 86,41%, acompanhado de redução da reintubação em menos de 48 horas, de 13,75% para 7,77%. Na avaliação funcional pela escala PERME, a progressão reduziu de 66,80% para 58,81%, a manutenção aumentou de 29,20% para 39,20% e a regressão reduziu de 4,00% para 1,99%. Conclusão: Observou-se ampliação da assistência fisioterapêutica, acompanhada de redução do tempo em ventilação mecânica, maior sucesso da extubação e menor reintubação precoce. Na escala PERME, houve redução da regressão funcional, reforçando a importância da fisioterapia na reabilitação, recuperação funcional e segurança do cuidado ao paciente crítico. Os dados evidenciam mudanças favoráveis nos indicadores assistenciais e destacam o impacto da atuação fisioterapêutica no cuidado integral dos pacientes acompanhados no Hospital Regional Sul.
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