ASSOCIAÇÃO ENTRE DIABETES GESTACIONAL E FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Autores

  • Michelangela Guerra de Medeiros Centro Universitário São Camilo
  • Luma Nunes Pugliese
  • Marina De Benedetto Pacheco
  • Rosana De Filippi
  • Gabriel Monteiro Pinheiro

Resumo

Introdução: A Fertilização in Vitro constitui uma tecnologia de reprodução assistida que revolucionou o tratamento da infertilidade. No entanto, permanece a necessidade de esclarecer o impacto de suas intervenções no desenvolvimento de complicações gestacionais. 

Objetivo: Esta revisão teve como objetivo avaliar as evidências clínicas disponíveis sobre a associação entre a concepção por FIV e o risco de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), e determinar se o risco aumentado de resultados adversos na gestação é inerente ao próprio procedimento de FIV, decorrente de múltiplos embriões ou da infertilidade subjacente da paciente.

Métodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura científica nas bases PubMed e SciELO, incluindo artigos publicados entre 2016 e 2026, em inglês, espanhol e português, utilizando-se os descritores DeCS/MeSH “Gestational Diabetes” e “In Vitro Fertilization”. 

Resultados e Discussão: Os dados da literatura apontam que a concepção via FIV constitui um fator determinante para o aumento do risco de DMG. As análises demonstraram que o grupo FIV apresentou um risco significativamente maior para o desenvolvimento de DMG em comparação ao grupo de concepção espontânea (OR variando de 1.26 a 2.36). Coortes populacionais registraram prevalências maiores de DMG no grupo FIV (31,2% vs 25,8% na Europa e 17,32% vs 12,91% na China). As evidências indicam que essas complicações podem ser o resultado combinado dos próprios procedimentos de FIV, das altas taxas de gestações múltiplas e da infertilidade subjacente. Assim, na análise, os estudos estabelecem a FIV como um fator de risco independente, demonstrando que o risco induzido pela FIV é notavelmente acentuado em relação à concepção espontânea, mesmo em mulheres jovens, eutróficas e primíparas.

Conclusão: As evidências atuais sugerem que a FIV, aliada à infertilidade subjacente, atua como um fator de risco independente e adverso para o DMG. A literatura aponta para a necessidade clínica de reconhecer essa população como de alto risco, recomendando que todas as gestações iniciadas por FIV passem por um rastreamento para melhor prevenção. Recomenda-se também a adoção de monitoramento pré-natal e controle clínico mais rigoroso e abordagens preventivas, como o planejamento nutricional individualizado e a transferência de embrião único.

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Publicado

2026-10-05

Como Citar

Guerra de Medeiros, M., Nunes Pugliese , L., De Benedetto Pacheco, M., De Filippi, R., & Monteiro Pinheiro, G. (2026). ASSOCIAÇÃO ENTRE DIABETES GESTACIONAL E FERTILIZAÇÃO IN VITRO . Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1380

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E6. Saúde Reprodutiva, Parto, Puerpério e Nascimento