A ESTRATÉGIA PARA REDUÇÃO DA TAXA DE CESARIANA NO HOSPITAL MATERNIDADE PAULINO WERNECK
Relato de Experiência na Maternidade Paulino Werneck
Palavras-chave:
CESÁREA, trabalho de parto, tomada de decisão compartilhada, Enfermagem Obstétrica, Protocolos ClínicosResumo
Introdução: a cesariana sem indicação obstétrica expõe mulher e recém-nascido a riscos evitáveis. Na maternidade estudada, a taxa de cesariana no 1º semestre de 2026 foi de 54,6%, acima da meta municipal de até 30%. Objetivo: relatar a construção e a implantação de um protocolo para o manejo da recusa da indução do trabalho de parto e da solicitação de cesariana sem indicação obstétrica. Método: relato de experiência descritivo, realizado em uma maternidade pública do município do Rio de Janeiro. A análise situacional usou o livro de parto de janeiro a junho de 2026, com diagrama de Pareto das indicações de cesariana e Classificação de Robson. Resultados: houve 360 cesarianas entre 659 gestantes. A recusa da indução/solicitação materna foi a indicação mais frequente (27,6% das 399 indicações registradas), seguida pelo estado fetal não tranquilizador (21,3%). Os grupos 2b e 4b de Robson concentraram 40,0% das cesarianas, e a taxa no grupo 2a foi de 45,5%. Foi elaborado um protocolo institucional com fluxograma, investigação dos motivos da recusa, manejo de fatores modificáveis, decisão compartilhada, termo de recusa informada e sete indicadores de monitoramento. Considerações finais: o protocolo transforma a solicitação de cesariana em oportunidade de reavaliação clínica e diálogo, preservando a autonomia da mulher, e qualifica o registro das indicações. Seu impacto na taxa de cesariana depende do monitoramento em curso.
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