Tecnologia e inovação na recepção do prematuro extremo: relato de experiência na implantação de incubadoras híbridas
Saúde Reprodutiva, Parto, Puerpério e Nascimento
Resumo
Introdução
A recepção do prematuro extremo na Unidade Neonatal exige cuidados especializados, planejamento prévio, incluindo organização do ambiente, preparo dos equipamentos, manutenção da normotermia, adoção de medidas de manuseio mínimo e agrupamento de cuidados, que são fundamentais para favorecer a estabilidade clínica e reduzir os riscos de complicações como por exemplo, sangramento intracraniano. O uso de tecnologias assistenciais pode contribuir para o controle da temperatura corporal e para a realização segura e organizada dos cuidados, minimizando manipulações desnecessárias e favorecendo a adaptação do recém-nascido ao ambiente extrauterino.
Objetivo
Demonstrar as contribuições da tecnologia e da inovação para a qualificação da assistência ao recém-nascido prematuro extremo durante a recepção e a permanência na Unidade Neonatal.
Método
Trata-se de um relato de experiência sobre a implantação de quatro incubadoras híbridas na Unidade Neonatal. Esses equipamentos integram as funções de incubadora neonatal e berço aquecido, permitindo a conversão entre os modos de cuidado conforme a necessidade assistencial. Dispõem de leito com rotação de 360°, controle servoativo da temperatura, ajuste da umidade e da concentração de oxigênio, balança integrada e alarmes audiovisuais, além de recursos voltados à redução de ruídos.
Resultados
A incorporação dessa tecnologia possibilitou a reorganização do fluxo de recepção dos recém-nascidos prematuros extremos, com a estruturação de salas específicas para esse perfil assistencial, denominadas Small Baby Unit, destinadas à concentração e à qualificação dos cuidados aos recém-nascidos com peso inferior a 1.000 gramas.
Durante a recepção, observou-se que a modalidade berço aquecido facilitou a realização de procedimentos, proporcionando melhor visualização e acesso ao recém-nascido, maior agilidade na assistência e possibilidade de agrupar cuidados, minimizando manipulações desnecessárias. Os recursos de controle térmico também favoreceram o acompanhamento contínuo da temperatura corporal durante os procedimentos.
Além do momento da admissão, a utilização das incubadoras híbridas facilitou a realização de intervenções rápidas diante de intercorrências clínicas e da necessidade de procedimentos urgentes, permitindo a manutenção do suporte térmico durante o atendimento.
Dessa forma, a tecnologia contribuiu para integrar agilidade, organização e segurança ao cuidado, alinhando inovação tecnológica à assistência individualizada e humanizada.
Conclusão
A implantação das incubadoras híbridas e a organização da Small Baby Unit representaram avanços na estruturação da assistência ao prematuro extremo. A tecnologia favoreceu a agilidade dos procedimentos, o controle térmico e o agrupamento de cuidados, minimizando manipulações desnecessárias. Essas medidas contribuem para a estabilidade clínica e para a redução de fatores de risco associados à hemorragia intracraniana, promovendo uma assistência mais segura, organizada e humanizada.
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