Protagonismo do enfermeiro na identificação precoce da sepse neonatal: relato de experiência em uma Unidade Neonatal

Saúde Reprodutiva, Parto, Puerpério e Nascimento

Autores

  • Caroline Espindola Pereira cejam
  • Maria Claudia Martins de Oliveira
  • Solange Paiva Bueno
  • Vilma Coura Panacho
  • Patricia de Paula Benedito

Resumo

Introdução

A sepse neonatal constitui uma importante causa de morbimortalidade, exigindo reconhecimento precoce e intervenção oportuna. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha papel fundamental na identificação, por meio da avaliação sistemática e monitorização contínua do recém-nascido, considerando alterações nos parâmetros vitais, do estado clinico e comportamental. A identificação precoce dessas alterações e o acionamento oportuno da equipe multiprofissional são essenciais para reduzir o risco de agravamento clínico e contribuir para a segurança e a qualidade da assistência neonatal. 

Objetivo

Demonstrar os avanços na atuação dos enfermeiros da Unidade Neonatal quanto ao reconhecimento precoce da sepse e à abertura oportuna e adequada do protocolo institucional.

Método

Trata-se de um relato de experiência sobre o aprimoramento do processo de identificação precoce da sepse neonatal. Após a revisão e os ajustes do protocolo institucional, foram realizados treinamentos com os enfermeiros, abordando os conceitos de sepse, as atribuições da enfermagem, os critérios para abertura do protocolo e a identificação do momento oportuno para seu acionamento.

Também foi reforçada a padronização da coleta de hemoculturas de dois sítios distintos, conforme indicação clínica e protocolo institucional. Adicionalmente, foram incorporadas discussões frequentes durante os rounds diários, com análise dos protocolos abertos, identificação de oportunidades de melhoria e alinhamento das condutas assistenciais.

Resultados

Após a implementação das ações de aprimoramento, observou-se aumento expressivo na abertura de protocolos de sepse neonatal, sugerindo a possibilidade de subnotificação anterior e evidenciando maior atenção dos enfermeiros à identificação de sinais clínicos sugestivos de infecção. Paralelamente, verificou-se maior assertividade na aplicação dos critérios institucionais, com aumento das aberturas adequadas e redução dos acionamentos equivocados e das oportunidades perdidas de abertura do protocolo.

As capacitações e as discussões sistemáticas durante os rounds diários favoreceram o desenvolvimento do raciocínio clínico dos enfermeiros, ampliando a compreensão sobre os critérios de abertura, a importância da identificação precoce e a necessidade de intervenções oportunas. A análise compartilhada dos casos também possibilitou reconhecer fragilidades nos processos, alinhar condutas e reforçar a padronização das práticas assistenciais, incluindo a coleta de hemoculturas conforme o protocolo institucional.

Ao longo do semestre, observou-se maior incorporação da temática de prevenção de infecções nas discussões da equipe, favorecendo a identificação e a implementação de oportunidades de melhoria. Esse processo foi acompanhado pela redução dos indicadores de infecção de corrente sanguínea na Unidade Neonatal, reforçando a importância da vigilância clínica, da educação permanente e do protagonismo do enfermeiro na segurança do recém-nascido.

De modo geral, a experiência evidenciou avanços na qualificação da avaliação clínica, na tomada de decisão e na utilização do protocolo institucional, fortalecendo a atuação do enfermeiro no reconhecimento precoce da sepse neonatal e na melhoria contínua da assistência.

Conclusão

O aprimoramento do protocolo institucional, associado à capacitação dos enfermeiros e à discussão sistemática dos casos, contribuiu para qualificar o reconhecimento precoce da sepse neonatal e tornar mais assertiva a abertura dos protocolos. A experiência reforça a importância da educação permanente, do acompanhamento dos indicadores e do envolvimento da equipe multiprofissional na melhoria contínua dos processos assistenciais e na segurança do recém-nascido.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-10-01

Como Citar

Espindola Pereira, C., Claudia Martins de Oliveira , M., Paiva Bueno , S., Coura Panacho , V., & de Paula Benedito , P. (2026). Protagonismo do enfermeiro na identificação precoce da sepse neonatal: relato de experiência em uma Unidade Neonatal: Saúde Reprodutiva, Parto, Puerpério e Nascimento. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1585

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E6. Saúde Reprodutiva, Parto, Puerpério e Nascimento

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

<< < 1 2