AUDITORIA DA RASTREABILIDADE DE MEDICAMENTOS DE ALTA VIGILÂNCIA NA UBS JARDIM COIMBRA

Autores

  • Nara Yamaguchi Nakao Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), UBS Jardim Coimbra, São Paulo, Brasil
  • Creuza Márcia Pereira Oliveira Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), UBS Jardim Coimbra, São Paulo, Brasil
  • Zenaide Viana Gomes dos Santos Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), UBS Jardim Coimbra, São Paulo, Brasil

Palavras-chave:

Medicamentos de Alta Vigilância, Segurança do Paciente, Auditoria em Saúde;, Atenção Primária à Saúde, Rastreabilidade

Resumo

Introdução: Os Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) apresentam maior potencial de causar danos graves quando utilizados inadequadamente, tornando fundamental a adoção de estratégias que assegurem a rastreabilidade e a segurança do processo medicamentoso. Nesse contexto, a auditoria sistemática pode favorecer a identificação de não conformidades e subsidiar ações de melhoria contínua.

Objetivo: Avaliar a evolução das não conformidades relacionadas à rastreabilidade dos Medicamentos de Alta Vigilância após a implantação de um fluxo estruturado na UBS Jardim Coimbra.

Métodos: Relato de experiência desenvolvido na UBS Jardim Coimbra, entre janeiro de 2024 e junho de 2026. Foi implantado fluxo multiprofissional envolvendo Farmácia e Enfermagem, com dispensação mediante prescrição em duas vias, dupla conferência, registro em planilha de rastreabilidade e utilização, pela Enfermagem, de máscara padronizada para registro no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Foram realizadas auditorias mensais, com identificação das não conformidades, devolutivas às equipes, capacitações e definição de ações de melhoria. O indicador analisado correspondeu ao percentual mensal de prescrições com não conformidades em relação ao total de prescrições auditadas.

Resultados: Foram auditadas 382 prescrições ao longo de 30 meses, sendo 174 em 2024, 153 em 2025 e 55 entre janeiro e junho de 2026. Observou-se redução progressiva das não conformidades após a implantação do fluxo. Em 2024, período de implantação e adaptação, houve maior variabilidade do indicador. Em 2025, a continuidade das auditorias, associada a capacitações e devolutivas, acompanhou a consolidação do processo. Em janeiro de 2026, foi observado percentual de 100% de não conformidades (12/12 prescrições), seguido de redução nos meses subsequentes, com 0% em fevereiro, março, maio e junho e 12,5% em abril.

Considerações finais: A experiência demonstrou que o monitoramento sistemático da rastreabilidade dos MAV, associado a ações educativas, devolutivas e participação multiprofissional, contribuiu para a identificação e redução das não conformidades e para o fortalecimento de práticas seguras na utilização desses medicamentos na Atenção Primária.

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

Yamaguchi Nakao, N., Pereira Oliveira, C. M., & Viana Gomes dos Santos, Z. (2026). AUDITORIA DA RASTREABILIDADE DE MEDICAMENTOS DE ALTA VIGILÂNCIA NA UBS JARDIM COIMBRA. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1138

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde