AUDITORIA DA RASTREABILIDADE DE MEDICAMENTOS DE ALTA VIGILÂNCIA NA UBS JARDIM COIMBRA
Palavras-chave:
Medicamentos de Alta Vigilância, Segurança do Paciente, Auditoria em Saúde;, Atenção Primária à Saúde, RastreabilidadeResumo
Introdução: Os Medicamentos de Alta Vigilância (MAV) apresentam maior potencial de causar danos graves quando utilizados inadequadamente, tornando fundamental a adoção de estratégias que assegurem a rastreabilidade e a segurança do processo medicamentoso. Nesse contexto, a auditoria sistemática pode favorecer a identificação de não conformidades e subsidiar ações de melhoria contínua.
Objetivo: Avaliar a evolução das não conformidades relacionadas à rastreabilidade dos Medicamentos de Alta Vigilância após a implantação de um fluxo estruturado na UBS Jardim Coimbra.
Métodos: Relato de experiência desenvolvido na UBS Jardim Coimbra, entre janeiro de 2024 e junho de 2026. Foi implantado fluxo multiprofissional envolvendo Farmácia e Enfermagem, com dispensação mediante prescrição em duas vias, dupla conferência, registro em planilha de rastreabilidade e utilização, pela Enfermagem, de máscara padronizada para registro no Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP). Foram realizadas auditorias mensais, com identificação das não conformidades, devolutivas às equipes, capacitações e definição de ações de melhoria. O indicador analisado correspondeu ao percentual mensal de prescrições com não conformidades em relação ao total de prescrições auditadas.
Resultados: Foram auditadas 382 prescrições ao longo de 30 meses, sendo 174 em 2024, 153 em 2025 e 55 entre janeiro e junho de 2026. Observou-se redução progressiva das não conformidades após a implantação do fluxo. Em 2024, período de implantação e adaptação, houve maior variabilidade do indicador. Em 2025, a continuidade das auditorias, associada a capacitações e devolutivas, acompanhou a consolidação do processo. Em janeiro de 2026, foi observado percentual de 100% de não conformidades (12/12 prescrições), seguido de redução nos meses subsequentes, com 0% em fevereiro, março, maio e junho e 12,5% em abril.
Considerações finais: A experiência demonstrou que o monitoramento sistemático da rastreabilidade dos MAV, associado a ações educativas, devolutivas e participação multiprofissional, contribuiu para a identificação e redução das não conformidades e para o fortalecimento de práticas seguras na utilização desses medicamentos na Atenção Primária.
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