ENTRE METAS E PRÁTICAS: COGESTÃO E MONITORAMENTO AVALIATIVO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores

  • Selma Marques Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim - CEJAM, Coordenação Técnica Administrativa- São Paulo
  • Alane Jussara de Sousa CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, Coordenação Técnica Administrativa- São Paulo
  • Taynã Nascimento Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim - Coordenação Técnica Administrativa- São Paulo
  • Karoline Sena Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim - CEJAM, Coordenação Técnica Administrativa- São Paulo

Palavras-chave:

indicadores, cogestão

Resumo

A contratualização no Sistema Único de Saúde, especialmente regulada por atos municipais como a Portaria 943/2025, estabelece o monitoramento sistemático de metas de qualidade e produção. Entretanto, a cobrança exclusivamente administrativa pode ampliar o distanciamento entre gestão e serviços, dificultando a escuta técnica e o apoio às necessidades do território. Este trabalho teve como objetivo descrever a experiência das oficinas de apresentação de resultados como dispositivo de cogestão, compartilhamento de saberes, integração da rede assistencial e indução da melhoria de indicadores de qualidade em 30 serviços da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de relato de experiência qualitativo-descritivo, desenvolvido a partir do ciclo de monitoramento trimestral dos indicadores de qualidade e produção, entre 2025 e 2026. Foram analisados resultados, atas e planos de ação pactuados nas oficinas, utilizando apresentações padronizadas, painéis de Business Intelligence, metodologia 5W2H e troca de experiências entre serviços e gestão regional. Os encontros foram avaliados por questionários anônimos respondidos pelos gestores. As oficinas atuaram como dispositivo de análise institucional da Rede de Atenção à Saúde, fortalecendo a cogestão e a avaliação nos serviços. Entre os indicadores mais sensíveis, destacaram-se a Atenção à Saúde da Pessoa Idosa por meio da Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (AMPI-AB), o Tratamento Odontológico Concluído e os exames de gestantes. O AMPI-AB evoluiu de 25,8% no segundo trimestre de 2025 para 60% em janeiro de 2026, com progresso de 28,1%. O Tratamento Odontológico Concluído avançou de 55,6% para 69,4%, alcançando 87% no segundo trimestre de 2026. Os exames de gestantes evoluíram de 86,8% para 91,2%, mantendo-se acima da meta em 2026. A experiência demonstrou que a articulação entre monitoramento, cogestão e apoio institucional favoreceu o protagonismo local, a troca de experiências e a implementação de planos de ação, acompanhando-se evolução favorável dos indicadores de qualidade.

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Publicado

2026-09-30

Como Citar

Marques, S., de Sousa, A. J., Nascimento, T., & Sena, K. (2026). ENTRE METAS E PRÁTICAS: COGESTÃO E MONITORAMENTO AVALIATIVO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE . Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1261

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde