ARGININA E CICATRIZAÇÃO DE LESÕES POR PRESSÃO

UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Fernanda Moura Nobre Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM) Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires Rocha
  • Natália de Oliveira Ferraz Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil
  • Jozelaine Aparecida Nascimento Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil
  • Lídia Xavier Nogueira Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil
  • Laura Pinto Cheiram Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil

Resumo

Introdução: As lesões por pressão (LPP) acometem sobretudo idosos, pessoas hospitalizadas e com mobilidade reduzida, causando dor, infecções e maior tempo de internação. A cicatrização depende de fatores locais e sistêmicos, incluindo o estado nutricional. A L-arginina, precursora do óxido nítrico e da síntese de colágeno, vem sendo estudada como terapia complementar, em geral associada a proteínas, zinco e antioxidantes.

Objetivo: Analisar as evidências sobre o uso da arginina, isolada ou associada a outros nutrientes, na cicatrização de lesões por pressão.

Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir de publicações nacionais e internacionais, no período de 2012 a 2025. A busca foi conduzida em fontes eletrônicas de literatura científica, incluindo PubMed e SciELO, além da consulta a periódicos científicos relacionados à nutrição e ao tratamento de feridas. Foram utilizados os termos “suplementação da arginina nas lesões por pressão”, “arginine supplementation” e “wound healing”. Foram incluídos estudos que avaliaram o uso da arginina na cicatrização de lesões por pressão, isoladamente ou como componente de fórmulas nutricionais. Foram excluídas publicações duplicadas, estudos fora do período estabelecido e aqueles sem relação direta com o objetivo da revisão. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 10 estudos compuseram a revisão.

Resultados: Os estudos apresentaram heterogeneidade quanto à dose de arginina, tamanho amostral, composição dos suplementos e duração das intervenções. Os resultados mais favoráveis foram observados principalmente com fórmulas hiperproteicas contendo arginina, zinco e antioxidantes, utilizadas por aproximadamente oito semanas ou mais. Foram identificadas redução da área das lesões, melhora do escore PUSH e, em estudo específico, aumento do tecido viável. Entretanto, não foi observado aumento consistente da cicatrização completa. Entre os ensaios clínicos randomizados analisados na revisão sistemática, três apresentaram melhora significativa da cicatrização e três não demonstraram diferença estatisticamente significativa. A frequente associação da arginina a outros nutrientes dificultou a determinação de seu efeito isolado.

Conclusão: A suplementação nutricional contendo arginina pode contribuir para a cicatrização das Lesões por pressão, sobretudo quando inserida em fórmulas hiperproteicas associadas a zinco e antioxidantes, embora não tenha sido observado aumento consistente da cicatrização completa. A arginina foi raramente avaliada isoladamente, e sua dose ideal permanece indefinida. Os achados reforçam a necessidade de uma estratégia nutricional individualizada e de novos ensaios clínicos com maior padronização das intervenções.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Moura Nobre, F., Ferraz, N. de O., Aparecida Nascimento, J., Xavier Nogueira, L., & Pinto Cheiram, L. (2026). ARGININA E CICATRIZAÇÃO DE LESÕES POR PRESSÃO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1317

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E2. Saúde Nutricional e Metabólica