DA AÇÃO TERRITORIAL À INSTITUCIONALIZAÇÃO: HORTOTERAPIA MULTIPROFISSIONAL E OS DESAFIOS DA GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DA CONTINUIDADE NA APS
Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde. Promoção da Saúde. Hortoterapia. Saúde Ambiental. M'Boi Mirim.Resumo
As microrregiões do M'Boi Mirim, no extremo sul de São Paulo, apresentam alta vulnerabilidade socioambiental, exigindo da Atenção Primária à Saúde (APS) intervenções que superem o modelo ambulatorial tradicional e integrem o cuidado clínico aos determinantes sociais. Nesse contexto, este trabalho discute a trajetória da horta comunitária e da hortoterapia na UBS Jardim Aracati, gerida em parceria com o CEJAM, analisando o engajamento comunitário, a atuação interprofissional e os desafios de sustentabilidade em territórios periféricos. Viabilizada pelo Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) e conduzida por uma equipe multiprofissional (nutricionista e psicóloga), Agentes Comunitários de Saúde e Agente de Promoção Ambiental, a iniciativa realiza encontros semanais desde 2023, promovendo a soberania alimentar, o suporte emocional e a convivência, sobretudo da população idosa. Contudo, o projeto enfrenta gargalos como a subnotificação de dados e a alta rotatividade de colaboradores (turnover). Evidencia-se que a participação comunitária e a articulação da equipe funcionaram como antídotos contra a descontinuidade, reforçando a urgência de institucionalizar e mensurar formalmente as práticas socioambientais na APS para assegurar sua longevidade.
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