MODELO DE GESTÃO DA SAÚDE POPULACIONAL DO TRABALHADOR EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE
Palavras-chave:
saúde populacional, saúde do trabalhador, governança em saúde, Absenteísmo, doenças crônicas não transmissíveisResumo
Introdução
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), associadas ao sedentarismo, aos fatores psicossociais e às condições de trabalho, representam importante desafio para organizações de saúde, impactando absenteísmo, presenteísmo, produtividade e sustentabilidade institucional. Embora diversas instituições disponibilizem ações de promoção da saúde, essas iniciativas frequentemente permanecem fragmentadas, dificultando o acompanhamento longitudinal dos colaboradores e a mensuração de seus resultados. Nesse contexto, a gestão da saúde populacional constitui estratégia para integrar ações assistenciais, preventivas e gerenciais voltadas ao cuidado do trabalhador.
Objetivo
Descrever um modelo de gestão da saúde populacional do trabalhador destinado à redução do absenteísmo e presenteísmo, ao controle dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis e ao fortalecimento da sustentabilidade organizacional em uma Organização Social de Saúde.
Método
Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo institucional de gestão da saúde populacional estruturado a partir da integração entre saúde ocupacional, promoção da saúde, gestão baseada em evidências e tecnologia. O modelo contempla estratificação de risco dos colaboradores, acompanhamento multiprofissional longitudinal, monitoramento de indicadores clínicos e laboratoriais, incentivo à prática regular de atividade física, utilização integrada de benefícios corporativos, rastreamento de doenças crônicas e avaliação contínua por indicadores assistenciais e organizacionais. A iniciativa foi submetida ao programa institucional de inovação da organização e encontra-se em avaliação pelos setores estratégicos para futura implantação.
Resultados
O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de gestão da saúde populacional do trabalhador, integrando estratificação de risco, acompanhamento multiprofissional, incentivo à promoção da saúde, utilização de tecnologias institucionais e monitoramento longitudinal por indicadores clínicos e organizacionais. O modelo estabelece indicadores para avaliação do absenteísmo, presenteísmo, afastamentos relacionados à saúde, prática de atividade física, controle das DCNT e qualidade de vida, permitindo mensurar seu impacto sobre a saúde dos colaboradores e sobre os resultados institucionais.
Conclusão
O modelo proposto transforma ações isoladas de promoção da saúde em uma estratégia integrada de gestão da saúde populacional, orientada por evidências, indicadores e melhoria contínua. Além do potencial para qualificar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, contribui para a governança, sustentabilidade organizacional e geração de valor em Organizações Sociais de Saúde, apresentando potencial de replicação em diferentes contratos de gestão e fortalecendo práticas inovadoras em gestão do cuidado.
Palavras-chave
Saúde Populacional; Saúde do Trabalhador; Governança em Saúde; Absenteísmo; Doenças Crônicas Não Transmissíveis.
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