MODELO DE GESTÃO DA SAÚDE POPULACIONAL DO TRABALHADOR EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE

Autores

  • Eduardo Luna de Oliveira Torres Hospital Estadual de Francisco Morato Professor Carlos da Silva Lacaz

Palavras-chave:

saúde populacional, saúde do trabalhador, governança em saúde, Absenteísmo, doenças crônicas não transmissíveis

Resumo

Introdução

            As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), associadas ao sedentarismo, aos fatores psicossociais e às condições de trabalho, representam importante desafio para organizações de saúde, impactando absenteísmo, presenteísmo, produtividade e sustentabilidade institucional. Embora diversas instituições disponibilizem ações de promoção da saúde, essas iniciativas frequentemente permanecem fragmentadas, dificultando o acompanhamento longitudinal dos colaboradores e a mensuração de seus resultados. Nesse contexto, a gestão da saúde populacional constitui estratégia para integrar ações assistenciais, preventivas e gerenciais voltadas ao cuidado do trabalhador.

            Objetivo

            Descrever um modelo de gestão da saúde populacional do trabalhador destinado à redução do absenteísmo e presenteísmo, ao controle dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis e ao fortalecimento da sustentabilidade organizacional em uma Organização Social de Saúde.

            Método

            Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo institucional de gestão da saúde populacional estruturado a partir da integração entre saúde ocupacional, promoção da saúde, gestão baseada em evidências e tecnologia. O modelo contempla estratificação de risco dos colaboradores, acompanhamento multiprofissional longitudinal, monitoramento de indicadores clínicos e laboratoriais, incentivo à prática regular de atividade física, utilização integrada de benefícios corporativos, rastreamento de doenças crônicas e avaliação contínua por indicadores assistenciais e organizacionais. A iniciativa foi submetida ao programa institucional de inovação da organização e encontra-se em avaliação pelos setores estratégicos para futura implantação.

            Resultados

            O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de gestão da saúde populacional do trabalhador, integrando estratificação de risco, acompanhamento multiprofissional, incentivo à promoção da saúde, utilização de tecnologias institucionais e monitoramento longitudinal por indicadores clínicos e organizacionais. O modelo estabelece indicadores para avaliação do absenteísmo, presenteísmo, afastamentos relacionados à saúde, prática de atividade física, controle das DCNT e qualidade de vida, permitindo mensurar seu impacto sobre a saúde dos colaboradores e sobre os resultados institucionais.

            Conclusão

            O modelo proposto transforma ações isoladas de promoção da saúde em uma estratégia integrada de gestão da saúde populacional, orientada por evidências, indicadores e melhoria contínua. Além do potencial para qualificar a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, contribui para a governança, sustentabilidade organizacional e geração de valor em Organizações Sociais de Saúde, apresentando potencial de replicação em diferentes contratos de gestão e fortalecendo práticas inovadoras em gestão do cuidado.

           

 

            Palavras-chave

            Saúde Populacional; Saúde do Trabalhador; Governança em Saúde; Absenteísmo; Doenças Crônicas Não Transmissíveis.

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Publicado

2026-07-09

Como Citar

Luna de Oliveira Torres, E. (2026). MODELO DE GESTÃO DA SAÚDE POPULACIONAL DO TRABALHADOR EM UMA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE SAÚDE. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/982

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E5. Liderança e Comportamento Organizacional