AUTONOMIA NO USO DE MEDICAMENTOS POR PACIENTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Palavras-chave:
Pessoas com deficiência, deficiência visial, adesão ao tratamento, atendimento humanizadoResumo
A deficiência visual atinge cerca de 18,6% dos brasileiros (IBGE, 2010) e impacta diretamente a segurança farmacoterapêutica, dificultando a identificação dos medicamentos e horários e comprometendo o controle clínico. Este estudo objetivou utilizar ferramentas adaptadas para promover a autonomia no uso correto de medicamentos por pacientes com perda total da visão, visando o sucesso terapêutico e o controle de doenças crônicas. Trata-se de um relato de experiência sobre o atendimento interprofissional (farmacêutico e técnico de farmácia) prestado a dois usuários cegos em uso de medicamentos contínuos. A intervenção consistiu em entrevistas individuais para mapear dificuldades de adesão, orientações detalhadas da prescrição e fornecimento de organizadores de medicamentos com marcações de identificação tátil para os turnos (manhã, tarde e noite). Como resultado, ambos os pacientes compreenderam e replicaram com precisão a farmacoterapia prescrita utilizando os organizadores. Conclui-se que o cuidado farmacêutico individualizado e adaptado às necessidades sensoriais do usuário viabiliza a autonomia no tratamento, promovendo a adesão, o controle de enfermidades como hipertensão e diabetes e a mitigação de agravos à saúde do paciente com deficiência visual.
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