O GESTOR COMO ARTICULADOR DA CLÍNICA
Dupla Jornada entre Assistência e Governança no CER
Palavras-chave:
Governança Clínica, Liderança, Reabilitação, Qualidade em SaúdeResumo
Em um Centro Especializado em Reabilitação (CER), a pluralidade de linhas de cuidado exige uma governança indissociável da prática assistencial. O diferencial deste serviço fundamenta-se na atuação do gestor de processos diretamente no atendimento clínico, vivenciando as demandas da rotina e operando como articulador técnico junto à equipe. Este trabalho relata a experiência de governança clínica descentralizada em um CER em São Paulo/SP, analisando os impactos da micro-liderança de terapeutas na unificação de diretrizes e na transição para metas qualitativas. A intervenção gerencial pauta-se em quatro pilares: dupla implicação assistencial e de processos; fóruns periódicos de liderança com a supervisão; desdobramento setorial em mini-equipes (Amputados, AVC, Ortopedia, TEA, Cuidados Paliativos, Deficiência Visual e Saúde Auditiva); e gestão da qualidade por meio do ciclo PDCA, integrando auditorias mensais de prontuários, plataforma Florence e indicadores clínico-funcionais (tempo de dispensação de AASI, escalas PPS/POS e questionários com desfechos). Como resultados, a legitimidade conferida pela vivência na linha de frente reduziu resistências e transformou as inconformidades em aprimoramento pedagógico, consolidando a migração do volume numérico para a resolutividade do cuidado e a alta clínica qualificada. Destacaram-se como desafios a preservação da imparcialidade entre pares e a conciliação de agendas frente à escassez de tempo institucional protegido. Conclui-se que o gestor assistencial consolida-se como elo ético entre o rigor dos dados e a sensibilidade do cuidado, reafirmando que no SUS a qualidade se constrói na implicação compartilhada.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Autor(s)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
