O GESTOR COMO ARTICULADOR DA CLÍNICA

Dupla Jornada entre Assistência e Governança no CER

Autores

  • Ana Paula Ribeiro Hirakawa Centro Especializado em Reabilitação (CERIV M Boi Mirim) – São Paulo, SP
  • Amanda da Conceição Teodósio Centro Especializado em Reabilitação (CERIV M Boi Mirim) – São Paulo, SP
  • Camila Lima Marcelino Centro Especializado em Reabilitação (CERIV M Boi Mirim) – São Paulo, SP
  • Clissa Cristina Faustino Neri Daniel Centro Especializado em Reabilitação (CERIV M Boi Mirim) – São Paulo, SP
  • Tiago Vicencia Vila Real Centro Especializado em Reabilitação (CERIV M Boi Mirim) – São Paulo, SP
  • Silvia Regina Rozatti Centro Especializado em Reabilitação (CERIV M Boi Mirim) – São Paulo, SP
  • Julia Caroline Pereira de Sousa Centro Especializado em Reabilitação (CERIV M Boi Mirim) – São Paulo, SP

Palavras-chave:

Governança Clínica, Liderança, Reabilitação, Qualidade em Saúde

Resumo

Em um Centro Especializado em Reabilitação (CER), a pluralidade de linhas de cuidado exige uma governança indissociável da prática assistencial. O diferencial deste serviço fundamenta-se na atuação do gestor de processos diretamente no atendimento clínico, vivenciando as demandas da rotina e operando como articulador técnico junto à equipe. Este trabalho relata a experiência de governança clínica descentralizada em um CER em São Paulo/SP, analisando os impactos da micro-liderança de terapeutas na unificação de diretrizes e na transição para metas qualitativas. A intervenção gerencial pauta-se em quatro pilares: dupla implicação assistencial e de processos; fóruns periódicos de liderança com a supervisão; desdobramento setorial em mini-equipes (Amputados, AVC, Ortopedia, TEA, Cuidados Paliativos, Deficiência Visual e Saúde Auditiva); e gestão da qualidade por meio do ciclo PDCA, integrando auditorias mensais de prontuários, plataforma Florence e indicadores clínico-funcionais (tempo de dispensação de AASI, escalas PPS/POS e questionários com desfechos). Como resultados, a legitimidade conferida pela vivência na linha de frente reduziu resistências e transformou as inconformidades em aprimoramento pedagógico, consolidando a migração do volume numérico para a resolutividade do cuidado e a alta clínica qualificada. Destacaram-se como desafios a preservação da imparcialidade entre pares e a conciliação de agendas frente à escassez de tempo institucional protegido. Conclui-se que o gestor assistencial consolida-se como elo ético entre o rigor dos dados e a sensibilidade do cuidado, reafirmando que no SUS a qualidade se constrói na implicação compartilhada.

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Publicado

2026-10-01

Como Citar

Ribeiro Hirakawa, A. P., da Conceição Teodósio, A., Lima Marcelino, C., Cristina Faustino Neri Daniel, C., Vicencia Vila Real, T., Regina Rozatti, S., & Caroline Pereira de Sousa, J. (2026). O GESTOR COMO ARTICULADOR DA CLÍNICA: Dupla Jornada entre Assistência e Governança no CER. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1302

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E5. Liderança e Comportamento Organizacional