OS DESAFIOS DA PROTETIZAÇÃO DE PESSOAS COM AMPUTAÇÃO DE MEMBRO INFERIOR NO SUS
Uma perspectiva multiprofissional da linha de cuidado
Resumo
RESUMO: A amputação de membro inferior constitui uma condição de saúde com importantes repercussões sobre a mobilidade, as atividades de vida diária, a participação social e o desempenho ocupacional. Nesse contexto, a reabilitação multidisciplinar é fundamental para contemplar a construção de um estilo de vida funcional. O processo de reabilitação é complexo e prolongado, envolvendo desafios que ultrapassam os aspectos físicos e demandam uma atuação integrada dos profissionais envolvidos. OBJETIVO: Analisar a percepção crítica dos profissionais da equipe multidisciplinar envolvidos no protocolo de reabilitação de pessoas com amputação do Centro Especializado em Reabilitação (CER) M’Boi Mirim, com enfoque nos desafios relacionados à protetização. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência com reflexão crítica, desenvolvido com profissionais integrantes do protocolo de reabilitação da pessoa com amputação do CER M’Boi Mirim, localizado na cidade de São Paulo (SP). As oito categorias que compõem o protocolo foram convidadas a responder a três questões relacionadas à percepção das dificuldades envolvidas no processo de protetização da pessoa com amputação. RESULTADOS: Participaram do levantamento profissionais das áreas de fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. As respostas foram organizadas, tabuladas e analisadas considerando a recorrência dos aspectos apontados entre as diferentes categorias profissionais. Os relatos evidenciaram que as dificuldades relacionadas à protetização não se restringem aos aspectos clínicos e funcionais, envolvendo também fatores psicológicos, sociais, ambientais e relacionados à participação ativa da pessoa amputada e de sua família. CONCLUSÃO: A percepção dos profissionais evidencia que o processo de protetização é multifatorial e depende da articulação entre aspectos clínicos, funcionais, psicológicos, sociais e ambientais. A participação ativa da pessoa amputada e de sua família mostrou-se um elemento relevante para o processo de reabilitação, reforçando a importância da atuação multidisciplinar e de uma abordagem integral no cuidado à pessoa com amputação.
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