IMPACTO DA RINOPLASTIA ESTÉTICA NA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA NASAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
Rinoplastia estética; Rinoplastia funcional; Obstrução nasal; Função respiratória; Válvula nasal.Resumo
Introdução: A rinoplastia estética é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo e, embora tenha finalidade estética, pode influenciar a função respiratória nasal em decorrência das alterações anatômicas promovidas durante o procedimento. Objetivo: Analisar os efeitos da rinoplastia estética na função respiratória nasal. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo. As buscas foram realizadas nas bases SciELO, PubMed e Embase, utilizando descritores relacionados à rinoplastia, obstrução nasal e função respiratória. Foram incluídos artigos originais publicados entre 2015 e 2026, em português ou inglês, que avaliaram pacientes submetidos à rinoplastia estética ou estético-funcional por meio de instrumentos validados, como NOSE, ROE, VAS e SCHNOS, além de métodos objetivos de avaliação da permeabilidade nasal. A seleção dos estudos seguiu as recomendações do PRISMA 2020. Resultados: Dos 41 estudos identificados, 11 atenderam aos critérios de elegibilidade, evidenciando a escassez de estudos específicos sobre rinoplastia exclusivamente estética. De modo geral, observou-se melhora da função respiratória nasal e da satisfação dos pacientes após a cirurgia, especialmente quando empregadas técnicas que preservam a anatomia da válvula nasal e o suporte estrutural do nariz. Os questionários NOSE e ROE evidenciaram redução dos sintomas de obstrução nasal e aumento da satisfação funcional e estética. Conclusão: A literatura disponível indica que a rinoplastia estética, quando realizada com planejamento adequado e preservação das estruturas anatômicas nasais, não compromete a função respiratória e pode promover melhora da permeabilidade nasal e da qualidade de vida. Entretanto, a escassez de estudos exclusivamente sobre rinoplastia estética limita a força das evidências disponíveis e reforça a necessidade de novas pesquisas na área.
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