A ESCUTA PROTEGIDA E O DESAFIO EM NÃO REVITIMIZAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA

Autores

  • Rute Ferreira Dimporzano EEV Campo Limpo
  • Maximiliano Silva da Costa
  • Milene Keiko Iramina
  • Regina Araujo Xavier dos Santos
  • Thalita Nicolau Freire
  • Natalia Rezende Ceconi

Palavras-chave:

Violência, Criança e Adolescente, Escuta Protegida, Revitimização, Qualificação Profissional, Sistema de Garantia de Direito, Rede Intersetorial

Resumo

A violência contra crianças e adolescentes constitui uma situação complexa que demanda atuação articulada e qualificada dos profissionais envolvidos na proteção integral e na garantia de direitos. Nesse contexto, a escuta protegida apresenta-se como importante estratégia para o acolhimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, tendo como um de seus principais desafios a prevenção da revitimização. Este trabalho tem como objetivo apresentar e refletir sobre a experiência e a qualificação profissional necessárias para a realização de uma escuta cuidadosa, acolhedora e não invasiva, capaz de evitar exposições e repetições desnecessárias dos relatos de violência. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e reflexivo, desenvolvido a partir da atuação de equipe especializada no atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência no território do Campo Limpo, em São Paulo. A experiência foi construída a partir do acompanhamento dos casos, da discussão entre profissionais, de reuniões e da articulação com os diferentes serviços da rede de proteção. Os resultados evidenciaram a importância da experiência, da qualificação técnica, da sensibilidade e da capacidade dos profissionais para acolher a revelação espontânea, respeitar o tempo e os limites da criança ou do adolescente e evitar questionamentos indutivos ou excessivos. Conclui-se que a escuta protegida não se limita à aplicação de protocolos, constituindo uma prática profissional que requer preparo técnico, experiência, responsabilidade ética e articulação com a rede de proteção, de modo a contribuir para a prevenção da revitimização e para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

 

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Publicado

2026-10-01

Como Citar

Ferreira Dimporzano, R., Silva da Costa , M., Keiko Iramina, M., Araujo Xavier dos Santos , R., Nicolau Freire, T., & Rezende Ceconi, N. (2026). A ESCUTA PROTEGIDA E O DESAFIO EM NÃO REVITIMIZAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1523

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E8. Saúde da Criança e do Adolescente

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