Manejo da Fração Inspirada de Oxigênio em Sala de Parto e os Desfechos na Prematuridade.
Palavras-chave:
recém-nascido prematuro, Oxigenioterapia, PartoResumo
Introdução: Recente diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza o início da reanimação em sala de parto de recém nascidos prematuros ≥34 semanas gestacionais com FIO2 21%, e <34 semanas com FIO2 60%, entretanto, há significativa variabilidade de condutas e lacunas assistenciais nos prematuros extremos, tornando relevante a busca por evidências sobre suas reais repercussões clínicas. Objetivo: Analisar as diferentes abordagens na oferta da FiO2 durante a reanimação de RNPT em sala de parto e os possíveis desfechos clínicos decorrentes dessas práticas. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com levantamento bibliográfico a partir das bases de dados Scielo, MEDLINE/PudMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Lilacs e Cochrane, dos anos de 2021 à 2026. Foram utilizados os descritores: recém nascido prematuro, oxigênio e sala de parto. Resultados: Os oito estudos selecionados evidenciaram a heterogeneidade no manejo da FIO2 em sala de parto. Um levantamento multicêntrico internacional demonstrou que 92% das 382 unidades neonatais utilizam FiO2 inicial <40%. Corroborando esse dado, outras investigações associaram o uso de maiores frações iniciais a uma maior necessidade subsequente de suporte respiratório (invasivo e não invasivo) e de administração de surfactante na primeira semana de vida. Ensaios clínicos comparando FiO2 inicial de 30% versus 60% encontraram que o grupo exposto a concentrações mais elevadas tenha apresentado menor frequência de episódios de hipoxemia e bradicardia. Conclusão: Nos últimos anos têm sido utilizadas estratégias com frações mais baixas e posteriormente tituladas de acordo com a necessidade do RNPT. Apesar da existência de recomendações, ainda há divergência na prática clínica principalmente em muito prematuros e prematuros extremos.
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