IMPLANTAÇÃO DE BANDEJAS COLORIDAS NA SALA DE MEDICAÇÃO DE UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO
Estratégia para organização do processo de administração de medicamentos conforme classificação de risco
Resumo
Introdução: Prontos-socorros públicos de porta aberta apresentam elevada demanda assistencial, exigindo processos organizados que favoreçam a segurança, a agilidade e a rastreabilidade do cuidado. Em unidades com aproximadamente 25 mil atendimentos mensais, a elevada circulação de pacientes e a diversidade de prioridades assistenciais podem aumentar a complexidade da organização da sala de medicação. Nesse contexto, estratégias visuais podem contribuir para a organização do fluxo e para a identificação das prioridades assistenciais.
Objetivo: Descrever a implantação de um sistema de bandejas coloridas na sala de medicação de um pronto-socorro público, utilizando como referência a classificação de risco dos pacientes, com a finalidade de organizar o fluxo de preparo e administração de medicamentos e favorecer a segurança do processo de trabalho da equipe de enfermagem.
Método: Relato de experiência desenvolvido em um pronto-socorro público de porta aberta, com média aproximada de 25 mil atendimentos mensais. A intervenção consistiu na organização das medicações em bandejas identificadas por cores correspondentes às categorias de classificação de risco utilizadas institucionalmente. A proposta foi integrada ao fluxo da sala de medicação, associada à identificação do paciente, conferência da prescrição, organização do atendimento e priorização conforme necessidade assistencial. A implantação foi acompanhada pela equipe de enfermagem, com orientações quanto à utilização padronizada das bandejas e monitoramento do processo.
Resultados: A implantação possibilitou uma reorganização visual da sala de medicação, favorecendo a identificação dos pacientes segundo sua prioridade assistencial e proporcionando maior organização do fluxo de atendimento. A estratégia também contribuiu para padronizar a disposição dos pacientes e das respectivas medicações no ambiente, facilitando a comunicação entre os profissionais e o gerenciamento da demanda. Recomenda-se o acompanhamento sistemático de indicadores antes e após a intervenção, incluindo tempo entre classificação e administração do medicamento, conformidade da identificação, ocorrências relacionadas à administração de medicamentos e adesão da equipe ao processo.
Conclusão: A utilização de bandejas coloridas associadas à classificação de risco mostrou-se uma estratégia organizacional de baixo custo e potencialmente aplicável a serviços de emergência de grande demanda. A intervenção pode contribuir para a organização do processo de trabalho, comunicação da prioridade assistencial e fortalecimento das práticas de segurança na administração de medicamentos. A avaliação contínua por meio de indicadores é fundamental para verificar sua efetividade e orientar o aprimoramento do processo.
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