IMPLANTAÇÃO DA GOVERNANÇA CLÍNICA DURANTE A TRANSIÇÃO ENTRE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DE SAÚDE
Palavras-chave:
governança clínica, gestão da mudança, gestão em saúde, segurança do paciente, acreditaçãoResumo
Resumo
Introdução: A transição entre Organizações Sociais de Saúde representa um período de elevada complexidade para os serviços públicos de saúde, exigindo estratégias capazes de assegurar a continuidade assistencial, fortalecer a qualidade do cuidado e estruturar mecanismos permanentes de governança clínica. Embora a governança clínica seja reconhecida como elemento fundamental para a qualidade e a segurança do paciente, permanecem escassos modelos organizacionais que orientem sua implantação durante processos de transição institucional.
Objetivo: Descrever o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, utilizando a gestão da mudança como estratégia para fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a governança institucional.
Método: Relato de experiência referente ao desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica em um pronto-socorro público de alta demanda durante a transição entre Organizações Sociais de Saúde, entre maio de 2025 e março de 2026. O modelo foi construído a partir da integração entre planejamento estratégico institucional, recomendações do Instituto Qualisa de Gestão, requisitos da Organização Nacional de Acreditação, gestão da mudança, gestão de riscos, padronização de processos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua, sendo sistematizado em componentes organizacionais destinados ao fortalecimento da governança clínica e da gestão institucional.
Resultados: O principal produto da experiência foi o desenvolvimento de um modelo estruturado de implantação da governança clínica durante processos de transição entre Organizações Sociais de Saúde. O modelo foi organizado em seis componentes interdependentes: planejamento estratégico, políticas institucionais, gestão de riscos, padronização dos processos assistenciais e administrativos, monitoramento por indicadores e melhoria contínua. A integração desses componentes permitiu conduzir a transição institucional de forma planejada, fortalecer a governança clínica, apoiar a continuidade assistencial e contribuir para a manutenção e recertificação da acreditação, oferecendo um referencial potencialmente adaptável para outros serviços públicos de saúde.
Conclusão: O modelo proposto transforma a gestão da mudança em estratégia estruturante para implantação da governança clínica durante processos de transição organizacional. Além de fortalecer a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a gestão baseada em evidências, apresenta potencial de replicação em diferentes Organizações Sociais de Saúde e outros serviços públicos, contribuindo para a consolidação de práticas inovadoras de governança institucional.
Palavras-chave: Governança Clínica; Gestão da Mudança; Gestão em Saúde; Segurança do Paciente; Acreditação.
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