TELECONSULTORIA POR APLICATIVO ENTRE NÍVEIS DE ATENÇÃO EM SAÚDE BUCAL NO SUS
UMA AVALIAÇÃO DE IMPLEMENTAÇÃO
Resumo
Introdução
A integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e os serviços especializados é fundamental para garantir continuidade, resolutividade e adequada coordenação do cuidado. Na saúde bucal, situações clínicas de maior complexidade podem demandar apoio especializado para definição da conduta e da necessidade de encaminhamento. Nesse contexto, a teleconsultoria por aplicativo de mensagens pode favorecer uma comunicação mais ágil entre profissionais, apoiar a tomada de decisão clínica e qualificar o acesso aos diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde.
Objetivo
Avaliar a implementação de um programa de teleconsultoria via aplicativo de mensagens entre equipes da APS e especialistas em saúde bucal, considerando a resolutividade na APS, a priorização clínica e a integração com a regulação da rede municipal.
Método
Estudo observacional retrospectivo, realizado a partir da análise de dados secundários de uma estratégia de teleconsultoria em saúde bucal. Foram incluídos 226 casos discutidos entre agosto de 2021 e julho de 2025, envolvendo profissionais da APS e especialistas de diferentes áreas odontológicas.
Na estratégia, o profissional da APS apresentava o caso clínico, sem identificadores pessoais, e o especialista fornecia orientações sobre hipóteses diagnósticas, condutas, necessidade de encaminhamento e critérios de prioridade. Os principais desfechos avaliados foram a resolutividade na APS, a priorização para atenção especializada e o encaminhamento pela regulação.
Resultado
Foram analisados 226 casos, sendo 55,3% (n=125) provenientes de Campo Limpo e 44,7% (n=101) de M'Boi Mirim. As especialidades mais demandadas foram Estomatologia, com 46,0% (n=104), e Pacientes com Necessidades Especiais – PNE, com 22,1% (n=50), concentrando juntas 68,1% das discussões.
Do total de casos:
31,0% (n=70) foram resolvidos integralmente na própria APS, sem necessidade de encaminhamento para outros níveis de atenção.
69,0% (n=156) necessitaram de encaminhamento. Entre esses casos:
60,9% (n=95) receberam priorização para atendimento especializado;
28,2% (n=44) seguiram pelo fluxo de regulação para especialidades ou maior complexidade;
10,9% (n=17) foram direcionados para outras áreas não odontológicas.
Não foram registrados eventos adversos clínicos relacionados às orientações fornecidas, e os registros analisados permaneceram anonimizados.
Conclusão
Foram analisados 226 casos, sendo 55,3% (n=125) provenientes de Campo Limpo e 44,7% (n=101) de M'Boi Mirim. As especialidades mais demandadas foram Estomatologia, com 46,0% (n=104), e Pacientes com Necessidades Especiais – PNE, com 22,1% (n=50), concentrando juntas 68,1% das discussões.
Do total de casos:
31,0% (n=70) foram resolvidos integralmente na própria APS, sem necessidade de encaminhamento para outros níveis de atenção.
69,0% (n=156) necessitaram de encaminhamento. Entre esses casos:
60,9% (n=95) receberam priorização para atendimento especializado;
28,2% (n=44) seguiram pelo fluxo de regulação para especialidades ou maior complexidade;
10,9% (n=17) foram direcionados para outras áreas não odontológicas.
Não foram registrados eventos adversos clínicos relacionados às orientações fornecidas, e os registros analisados permaneceram anonimizados.
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