RECONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA NA REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS: EXPERIÊNCIA FARMACÊUTICA
Palavras-chave:
farmácia clinica, reconciliação medicamentosa, segurança do paciente, urgência e emergênciaResumo
O trabalho relata a implantação da reconciliação medicamentosa na Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) como estratégia para aumentar a segurança do paciente e garantir a continuidade do tratamento. A prática foi direcionada principalmente a pacientes em observação por pelo menos 12 horas, idosos, usuários de anticoagulantes ou em polifarmácia e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e dislipidemia.
A reconciliação foi realizada por farmacêuticos, que analisaram prontuários e entrevistaram pacientes e familiares para comparar os medicamentos utilizados em casa com aqueles prescritos durante o atendimento. Esse processo permitiu identificar discrepâncias relacionadas à continuidade ou suspensão de medicamentos, inclusão de novos medicamentos, doses e horários de administração.
Os resultados demonstraram que a participação do farmacêutico foi importante para identificar possíveis problemas relacionados aos medicamentos, complementar informações que não estavam disponíveis no prontuário e melhorar a comunicação com a equipe multiprofissional.
Conclui-se que a reconciliação medicamentosa é uma ferramenta relevante para a segurança do paciente na RUE, fortalecendo a atuação clínica do farmacêutico e a integração entre profissionais, pacientes e familiares. O trabalho recomenda a implantação estruturada dessa prática, com protocolos e acompanhamento contínuo, promovendo o uso racional e seguro dos medicamentos.
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