IMPLANTAÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO DE PORTA ABERTA

Relato de experiência na estruturação do cuidado de pacientes críticos

Autores

  • Paula Altimari Pronto Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas
  • Renata Meire Bailo de OLiveira Machado Pronto Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas
  • Eduardo Luna de Oliveira Torres Pronto Socorro Arnaldo de Figueiredo Freitas

Resumo

Introdução: A utilização de protocolos assistenciais em serviços de urgência e emergência constitui importante estratégia para reduzir variabilidades na assistência, favorecer a tomada de decisão baseada em evidências e fortalecer a segurança do paciente. Entretanto, sua implantação em pronto-socorros públicos de porta aberta apresenta desafios relacionados à elevada demanda, complexidade clínica, necessidade de resposta rápida e integração entre diferentes categorias profissionais. Esse cenário torna-se ainda mais desafiador quando o serviço possui corpo clínico médico não fixo, com profissionais atuando em diferentes escalas e com diferentes experiências e práticas assistenciais.

Objetivo: Relatar a experiência de implantação, estruturação e gerenciamento dos principais protocolos assistenciais em um pronto-socorro público de porta aberta, com enfoque nos protocolos de dor torácica, sepse, acidente vascular encefálico (AVE) e trauma, destacando os desafios relacionados à padronização da assistência, adesão das equipes e monitoramento dos resultados.

Método: Trata-se de relato de experiência desenvolvido a partir da implantação e gerenciamento de protocolos assistenciais em um pronto-socorro público de porta aberta. Foram priorizadas quatro linhas de cuidado consideradas estratégicas devido à gravidade, frequência e necessidade de intervenção oportuna: dor torácica, sepse, AVE e trauma. A implantação envolveu revisão e padronização dos fluxos, definição de critérios de acionamento, responsabilidades multiprofissionais, capacitação das equipes, disponibilização dos protocolos nos setores assistenciais e acompanhamento sistemático dos indicadores. O gerenciamento incluiu análise periódica de conformidade, identificação de não conformidades, discussão dos casos e desenvolvimento de planos de ação. Considerou-se como um dos principais desafios a característica do corpo clínico médico não fixo, exigindo estratégias contínuas de comunicação, educação e reforço dos fluxos institucionais.

Resultados: A implantação possibilitou maior estruturação das linhas de cuidado e maior visibilidade dos tempos e etapas críticas dos atendimentos. O monitoramento sistemático permitiu identificar oportunidades de melhoria relacionadas ao reconhecimento precoce dos casos, acionamento dos protocolos, cumprimento das etapas assistenciais, registros em prontuário e integração entre as equipes. Entre os principais desafios identificados destacaram-se a variabilidade das práticas médicas, diferentes níveis de familiaridade dos profissionais com os protocolos institucionais, rotatividade do corpo clínico, necessidade de treinamento contínuo e dificuldade de garantir adesão homogênea em todos os plantões. A utilização de indicadores possibilitou transformar situações inicialmente percebidas como problemas operacionais em oportunidades estruturadas de melhoria.

Conclusão: A experiência demonstrou que a implantação de protocolos assistenciais em um pronto-socorro público exige mais do que a elaboração de documentos normativos, sendo necessária uma estratégia permanente de educação, comunicação, monitoramento e gestão dos resultados. A presença de corpo clínico médico não fixo amplia o desafio de manutenção da padronização, tornando fundamental a disponibilização de fluxos objetivos, capacitações recorrentes, monitoramento de indicadores e feedback às equipes. O gerenciamento contínuo dos protocolos mostrou-se uma ferramenta relevante para fortalecer a cultura de segurança, reduzir variabilidades e qualificar a assistência aos pacientes críticos.

Palavras-chave: Protocolos assistenciais; Urgência e emergência; Segurança do paciente; Gestão da qualidade; Indicadores assistenciais; Gestão em saúde.

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Publicado

2026-09-08

Como Citar

Altimari, P., Machado, R. M. B. de O., & Torres, E. L. de O. (2026). IMPLANTAÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS EM UM PRONTO-SOCORRO PÚBLICO DE PORTA ABERTA: Relato de experiência na estruturação do cuidado de pacientes críticos. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1104

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde

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