DURAÇÃO E DESFECHOS DOS PROTOCOLOS DE INVESTIGAÇÃO DE MORTE ENCEFÁLICA CONDUZIDOS NO PRONTO-SOCORRO E NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: ESTUDO RETROSPECTIVO

DURAÇÃO E DESFECHOS DOS PROTOCOLOS DE INVESTIGAÇÃO DE MORTE ENCEFÁLICA CONDUZIDOS NO PRONTO-SOCORRO E NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: ESTUDO RETROSPECTIVO

Autores

  • CAROLINA CARVALHO VELOSO VELOSO PROREHOSP CAMPO LIMPO
  • Robert Santos Dorea Dorea Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil
  • Lucas Alves de Andrade Andrade Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil
  • Amanda Priscila Dias Scopigno Scopigno Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil

Palavras-chave:

Morte encefálica; Doação de órgãos; Potencial doador; Pronto-socorro; Unidade de terapia intensiva.

Resumo

Introdução: A morte encefálica exige diagnóstico segundo critérios normativos definidos, e o processo de doação de órgãos envolve etapas coordenadas de reconhecimento, confirmação diagnóstica e articulação assistencial. Permanece pouco explorada a comparação entre o pronto-socorro (PS) e a unidade de terapia intensiva (UTI) quanto à duração e aos desfechos dos protocolos de investigação de morte encefálica.

Objetivo: Comparar a duração e os desfechos dos protocolos de investigação de morte encefálica conduzidos no PS e na UTI em pacientes adultos.

Métodos: Estudo observacional retrospectivo realizado no Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (São Paulo, SP), com protocolos abertos entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. Foram incluídos pacientes adultos, agrupados conforme o setor de condução do protocolo (PS ou UTI). Utilizaram-se os testes de qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher e o teste de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%.

Resultados: Foram analisados 295 pacientes (152 no PS; 143 na UTI). A duração mediana foi de 19,1 horas no PS e 18,5 horas na UTI (p=0,768). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os setores quanto à doação efetiva (39,5% vs. 45,5%; p=0,346), recusa familiar, contraindicação ou parada cardiorrespiratória antes da conclusão do protocolo. Houve diferença significativa apenas na distribuição do diagnóstico neurológico de base entre os setores (p<0,001).

Conclusão: Não foram identificadas diferenças relevantes entre PS e UTI quanto à duração e aos desfechos dos protocolos de morte encefálica, sugerindo que a organização institucional (E-DOT estruturada e atuante, ainda que não exclusiva) pode contribuir para uniformizar sua condução, independentemente do setor de abertura.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-09-24

Como Citar

VELOSO, C. C. V., Dorea, R. S. D., Andrade, L. A. de A., & Scopigno, A. P. D. S. (2026). DURAÇÃO E DESFECHOS DOS PROTOCOLOS DE INVESTIGAÇÃO DE MORTE ENCEFÁLICA CONDUZIDOS NO PRONTO-SOCORRO E NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: ESTUDO RETROSPECTIVO: DURAÇÃO E DESFECHOS DOS PROTOCOLOS DE INVESTIGAÇÃO DE MORTE ENCEFÁLICA CONDUZIDOS NO PRONTO-SOCORRO E NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: ESTUDO RETROSPECTIVO. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1160