Processo assistencial da Fisioterapia na Unidade AVC

Padronização da assistência, avaliação funcional e indicadores de reabilitação

Autores

  • Amanda Priscila Dias Scopigno Scopigno Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil
  • Cintia Paiva Paiva Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, São Paulo, Brasil

Resumo

Introdução:

A Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) destina-se ao acompanhamento de pacientes com diagnóstico de AVC, com foco na redução de incapacidades, na recuperação funcional e na organização da transição do cuidado.

Nesse contexto, a Fisioterapia atua desde a admissão na unidade, por meio da avaliação funcional sistematizada, da prevenção de complicações, da mobilização precoce e do planejamento da alta hospitalar.

 

Objetivo:

Padronizar o processo assistencial da Fisioterapia na Unidade AVC, incluindo a avaliação funcional na admissão e no desfecho, a passagem de plantão e o monitoramento dos indicadores assistenciais.

 

Metodologia:

Avaliação inicial: realizada na admissão na Unidade AVC ou no primeiro período subsequente de cobertura fisioterapêutica, contemplando os aspectos motores, funcionais, respiratórios e neurológicos.

Avaliação funcional: aplicação do Índice de Barthel e da Escala de Rankin modificada (mRS) na admissão e no desfecho.

Registro e transição do cuidado: acompanhamento em planilha institucional para passagem de plantão, registro das condutas no prontuário e articulação da alta com o CER e a EMAD, quando indicada.

Indicadores: monitoramento da variação do Índice de Barthel e da mRS, além dos encaminhamentos para continuidade da reabilitação.

Estrutura para reabilitação: implantação de uma sala multiprofissional destinada à realização de atividades de mobilização e reabilitação funcional, conforme avaliação clínica e funcional do paciente.

Resultados:

A implantação da Instrução de Trabalho organizou o processo assistencial e permitiu:

  • padronização da rotina fisioterapêutica;
  • avaliação funcional na admissão e no desfecho;
  • passagem de plantão e monitoramento dos indicadores por meio de planilha institucional;
  • articulação da alta com o CER e a EMAD;
  • implantação de sala multiprofissional para reabilitação

Conclusão:

A padronização organizou o fluxo da Fisioterapia na Unidade AVC e favoreceu a continuidade da assistência e o acompanhamento da evolução funcional. O uso sistemático do Índice de Barthel e da mRS, associado à passagem de plantão e à articulação com a rede de reabilitação, fortaleceu a segurança dos registros e o planejamento da alta.

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Publicado

2026-09-29

Como Citar

Scopigno, A. P. D. S., & Paiva, C. P. (2026). Processo assistencial da Fisioterapia na Unidade AVC: Padronização da assistência, avaliação funcional e indicadores de reabilitação. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1243

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde