Processo assistencial da Fisioterapia na Unidade AVC
Padronização da assistência, avaliação funcional e indicadores de reabilitação
Resumo
Introdução:
A Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) destina-se ao acompanhamento de pacientes com diagnóstico de AVC, com foco na redução de incapacidades, na recuperação funcional e na organização da transição do cuidado.
Nesse contexto, a Fisioterapia atua desde a admissão na unidade, por meio da avaliação funcional sistematizada, da prevenção de complicações, da mobilização precoce e do planejamento da alta hospitalar.
Objetivo:
Padronizar o processo assistencial da Fisioterapia na Unidade AVC, incluindo a avaliação funcional na admissão e no desfecho, a passagem de plantão e o monitoramento dos indicadores assistenciais.
Metodologia:
Avaliação inicial: realizada na admissão na Unidade AVC ou no primeiro período subsequente de cobertura fisioterapêutica, contemplando os aspectos motores, funcionais, respiratórios e neurológicos.
Avaliação funcional: aplicação do Índice de Barthel e da Escala de Rankin modificada (mRS) na admissão e no desfecho.
Registro e transição do cuidado: acompanhamento em planilha institucional para passagem de plantão, registro das condutas no prontuário e articulação da alta com o CER e a EMAD, quando indicada.
Indicadores: monitoramento da variação do Índice de Barthel e da mRS, além dos encaminhamentos para continuidade da reabilitação.
Estrutura para reabilitação: implantação de uma sala multiprofissional destinada à realização de atividades de mobilização e reabilitação funcional, conforme avaliação clínica e funcional do paciente.
Resultados:
A implantação da Instrução de Trabalho organizou o processo assistencial e permitiu:
- padronização da rotina fisioterapêutica;
- avaliação funcional na admissão e no desfecho;
- passagem de plantão e monitoramento dos indicadores por meio de planilha institucional;
- articulação da alta com o CER e a EMAD;
- implantação de sala multiprofissional para reabilitação
Conclusão:
A padronização organizou o fluxo da Fisioterapia na Unidade AVC e favoreceu a continuidade da assistência e o acompanhamento da evolução funcional. O uso sistemático do Índice de Barthel e da mRS, associado à passagem de plantão e à articulação com a rede de reabilitação, fortaleceu a segurança dos registros e o planejamento da alta.
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