FATORES DE RISCO MATERNOS E PERINATAIS ASSOCIADOS À ASFIXIA PERINATAL
Palavras-chave:
Asfixia Neonatal, Recém-Nascido;, Fatores de RiscoResumo
Objetivo: Identificar os fatores de risco maternos e neonatais mais prevalentes associados ao diagnóstico de asfixia perinatal durante o período de um ano em uma maternidade escola do município de São Paulo. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo e transversal, com abordagem quantitativa, conduzido e relatado conforme as recomendações da Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE). Foram analisados prontuários de recém-nascidos diagnosticados com asfixia perinatal entre março de 2024 e março de 2025, em uma maternidade escola terciária de São Paulo, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer n.º 7.754.933). Resultados: Foram incluídos 44 recém-nascidos, com predominância do sexo masculino (61,4%), a termo (88,6%) e com peso adequado ao nascer (84,1% ). As principais intercorrências intraparto foram rotura prolongada de membranas (50,0%) e líquido amniótico meconial (42,3%). Predominaram quadros de asfixia moderada e grave (77,3%), com necessidade universal de reanimação neonatal. A maioria evoluiu para alta hospitalar (90,9%) e a mortalidade neonatal foi de 9,1%. Não houve associação estatisticamente significativa entre a gravidade da asfixia e a via ou a indicação do parto. Conclusão: A asfixia perinatal ocorreu predominantemente em recém-nascidos sem critérios neonatais clássicos de risco, estando fortemente associada a eventos agudos no período intraparto, o que reforça a importância da vigilância obstétrica qualificada e da assistência neonatal imediata.
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