CUIDADOS PALIATIVOS NEONATAIS NA UTIN

PERCEPÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL SOBRE BARREIRAS E DESAFIOS

Autores

  • Maria Teresa Melo Mendes Hospital Municipal Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, São Paulo, Brasil.
  • Letícia Inoue Borges Ferreira Hospital Municipal Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, São Paulo, Brasil.
  • Sandra DE Souza Silva Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Wilma Helena Lopes Lucena Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Markelle Santos de Souza Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Yasmim Versiane Liberatore Programa de Residência Multiprofissional em Enfermagem Neonatal, Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
  • Paula Jéssika de Almeida Lopes Nascimento
  • Raquel Mestzk Tigre Programa de Residência Multiprofissional em Enfermagem Neonatal, Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Palavras-chave:

Cuidados Paliativos, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Equipe de Assistência ao Paciente, Recém-Nascido

Resumo

Introdução: Os cuidados paliativos neonatais buscam promover conforto, controle de sintomas e suporte à família de recém-nascidos com condições que ameaçam ou limitam a vida, e devem ser iniciados desde o diagnóstico. Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), sua implementação depende da articulação da equipe multiprofissional e enfrenta barreiras culturais, emocionais e organizacionais.

Objetivo: Analisar a percepção da equipe multiprofissional de uma UTIN sobre a implementação dos cuidados paliativos neonatais, identificando barreiras, fatores associados e estratégias de melhoria.

Método: Estudo transversal, descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa e qualitativa, realizado com 34 profissionais da UTIN de uma maternidade-escola do município de São Paulo. Os dados foram coletados por questionário com perguntas fechadas, itens em escala Likert e questões abertas. Utilizaram-se estatística descritiva, testes exato de Fisher e de Mann–Whitney e correlação de Spearman (p<0,05). As respostas abertas foram organizadas em categorias temáticas. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer nº 8.724.902).

Resultados: Predominaram mulheres (91,2%), com mediana de idade de 37 anos, e 73,5% referiram capacitação prévia em cuidados paliativos. Apenas 41,2% reconheceram a existência de protocolo estruturado. Além disso, 52,9% relataram discussão multiprofissional rara ou inexistente, e somente 17,6% consideraram satisfatória a comunicação com a família. As barreiras mais citadas foram a dificuldade de comunicação com a família (73,5%) e a falta de protocolo, de capacitação e de comunicação entre a equipe (67,6% cada). Quem não reconhecia o protocolo apontou mais sua ausência como barreira (90,0% vs. 35,7%; p=0,002). A discussão multiprofissional rara associou-se a pior avaliação da integração da equipe (5,6% vs. 50,0% a avaliaram como boa; p=0,006). As questões emocionais correlacionaram-se ao desafio da abordagem familiar (ρ=0,602; p<0,001). Nas respostas abertas, destacaram-se a associação dos cuidados paliativos à terminalidade, a carga emocional da equipe e a demanda por educação permanente, protocolo claro e fortalecimento multiprofissional.

Conclusão: Lacunas no reconhecimento do protocolo, discussão multiprofissional pouco frequente e dificuldades de comunicação com as famílias limitam os cuidados paliativos neonatais na unidade. Protocolo claro e divulgado, educação permanente, espaços de discussão multiprofissional e suporte emocional à equipe podem qualificar essa assistência.

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Biografia do Autor

Letícia Inoue Borges Ferreira, Hospital Municipal Maternidade-Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Enfermeira, egressa do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido e interesse nas áreas de neonatologia, terapia intensiva neonatal e saúde materno-infantil. Durante sua formação como residente, desenvolveu atividades assistenciais e científicas sob supervisão de enfermeiras preceptoras e tutoria acadêmico-assistencial.

Sandra DE Souza Silva, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Wilma Helena Lopes Lucena, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Markelle Santos de Souza, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Yasmim Versiane Liberatore, Programa de Residência Multiprofissional em Enfermagem Neonatal, Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira, egressa do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia. O trabalho foi desenvolvido no contexto da formação em serviço, com participação de enfermeiras preceptoras da residência e tutoria de Maria Teresa de Melo Mendes.

Paula Jéssika de Almeida Lopes Nascimento

Enfermeira, egressa do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia. O trabalho foi desenvolvido no contexto da formação em serviço, com participação de enfermeiras preceptoras da residência e tutoria de Maria Teresa de Melo Mendes.

Raquel Mestzk Tigre, Programa de Residência Multiprofissional em Enfermagem Neonatal, Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira, egressa do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia. O trabalho foi desenvolvido no contexto da formação em serviço, com participação de enfermeiras preceptoras da residência e tutoria de Maria Teresa de Melo Mendes.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Melo Mendes, M. T., Inoue Borges Ferreira, L., DE Souza Silva, S., Helena Lopes Lucena, W., Santos de Souza, M., Versiane Liberatore, Y., de Almeida Lopes Nascimento, P. J., & Mestzk Tigre, R. (2026). CUIDADOS PALIATIVOS NEONATAIS NA UTIN: PERCEPÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL SOBRE BARREIRAS E DESAFIOS. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1319

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E12. Reabilitação e Cuidados Paliativos

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