CARDIOPATIAS CONGÊNITAS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO

Autores

  • MARIA TERESA MELO MENDES HOSPITAL E MATERNIDADE DE VILA NOVA CACHOEIRINHA
  • Bruna do Nascimento Souza Oliveira Programa de Residência Multiprofissional em Enfermagem Neonatal, Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
  • BÁRBARA PULIDO CALADO Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Beatriz GREGORIO PEDRO CANOVA Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Tabnee Pat Landim Ribeiro Vieira Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Markelle SANTOS DE SOUZA Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Michele WERNECK Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.
  • Wilma Helena Lopes Lucena Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Palavras-chave:

Cardiopatias congênitas, Neonatologia, Recém-nascido

Resumo

Introdução: As cardiopatias congênitas constituem importantes malformações do período embrionário e estão relacionadas à morbimortalidade neonatal. A identificação precoce dessas alterações, ainda no período pré-natal ou nas primeiras horas de vida, possibilita o planejamento da assistência ao nascimento, o diagnóstico oportuno e o encaminhamento para cuidados especializados.

Objetivo: Analisar a prevalência das cardiopatias congênitas em recém-nascidos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, descrever o perfil materno e neonatal, identificar os tipos de cardiopatias mais frequentes, os métodos diagnósticos utilizados e os desfechos clínicos.

Método: Estudo observacional, transversal e quantitativo, realizado por meio da análise de prontuários de recém-nascidos internados em um hospital terciário. Foram avaliadas variáveis maternas, obstétricas e neonatais, além dos tipos de cardiopatias, métodos diagnósticos, condutas terapêuticas e desfechos clínicos. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer nº 7.792.610.

Resultados: Foram identificados 19 recém-nascidos com cardiopatias congênitas. Entre as mães, 68,4% tinham entre 18 e 30 anos, 36,8% apresentavam comorbidades preexistentes e 68,4% tiveram complicações gestacionais. Quanto ao acompanhamento pré-natal, 68,4% realizaram mais de seis consultas. Entre os recém-nascidos, 63,2% eram do sexo masculino, 89,5% nasceram a termo e 84,2% apresentaram peso ao nascer ≥2.500 g. As cardiopatias acianogênicas foram as mais frequentes, destacando-se comunicação interatrial (73,7%), persistência do canal arterial (42,1%) e comunicação interventricular (31,6%). O ecocardiograma fetal foi responsável pela identificação inicial em 42,1% dos casos, seguido pelo teste do coraçãozinho alterado (26,3%) e exame físico alterado (21,1%). Todos os recém-nascidos realizaram ecocardiograma pós-natal. A alta hospitalar ocorreu em 94,7% dos casos, sendo registrado um óbito (5,3%). 

Conclusão: Houve predominância de cardiopatias congênitas acianogênicas, especialmente comunicação interatrial, persistência do canal arterial e comunicação interventricular, com evolução clínica favorável na maioria dos casos. Os achados reforçam a importância do acompanhamento pré-natal, da triagem neonatal, do diagnóstico oportuno e da assistência multiprofissional especializada na organização do cuidado aos recém-nascidos com cardiopatias congênitas.

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Biografia do Autor

Bruna do Nascimento Souza Oliveira, Programa de Residência Multiprofissional em Enfermagem Neonatal, Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira, egressa da Residência Multiprofissional em Neonatologia, com experiência e interesse nas áreas de assistência neonatal, terapia intensiva neonatal e saúde materno-infantil.

 

BÁRBARA PULIDO CALADO, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Beatriz GREGORIO PEDRO CANOVA, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Tabnee Pat Landim Ribeiro Vieira, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Markelle SANTOS DE SOUZA, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Michele WERNECK, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

Wilma Helena Lopes Lucena, Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), Hospital Municipal e Maternidade Escola Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, São Paulo, SP, Brasil.

Enfermeira especialista em Neonatologia, com experiência na assistência ao recém-nascido. Atua como preceptora do Programa de Residência em Enfermagem em Neonatologia, contribuindo para a formação teórico-prática dos enfermeiros residentes e para a qualificação da assistência neonatal.

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Publicado

2026-10-06

Como Citar

MELO MENDES, M. T., do Nascimento Souza Oliveira, B., PULIDO CALADO, B., GREGORIO PEDRO CANOVA, B., Pat Landim Ribeiro Vieira, T., SANTOS DE SOUZA, M., WERNECK, M., & Helena Lopes Lucena, W. (2026). CARDIOPATIAS CONGÊNITAS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1296

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E6. Saúde Reprodutiva, Parto, Puerpério e Nascimento

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