O DISPOSITIVO GRUPAL NO TEA
Potência Estruturante Além do Escoamento de Demanda
Resumo
O presente trabalho relata a experiência de implementação do dispositivo grupal como estratégia clínica na reabilitação de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um Centro Especializado em Reabilitação (CER). A proposta foi estruturada a partir de atividades simbólicas, sensoriais, relacionais e de vida diária, com participação interdisciplinar. A experiência demonstrou que o grupo pode ultrapassar a função de organização da demanda, constituindo-se como espaço terapêutico para favorecer a interação entre pares, a tolerância à espera e à frustração, a flexibilização, a expressão do desejo, a autonomia e a construção de vínculos. Conclui-se que o dispositivo grupal apresenta potencial estruturante no processo de reabilitação, fortalecendo o pertencimento e a participação social da criança.
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