A CLÍNICA DO "NÃO FORÇAR"

O Brincar como Ponte na Seletividade Alimentar no TEA

Autores

  • Karla Dias Tomazella Centro Especializado em Reabilitação M`Boi Mirim - Centro de Estudos e Pesquisa Dr. João Amorim (CEJAM)
  • Izabela Gouveia Pires

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista; Seletividade Alimentar; Brincar Terapêutico.

Resumo

A seletividade alimentar é uma manifestação frequente em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), podendo estar relacionada a alterações sensoriais, ansiedade e dificuldades na aceitação de novos alimentos. Este trabalho relata uma experiência clínica de intervenção multidisciplinar baseada em estratégias lúdicas, exploração sensorial e exposição gradual aos alimentos, priorizando uma abordagem de não imposição. A intervenção foi estruturada em quatro etapas: construção da “borda alimentar”, regulação sensorial, ampliação da aceitação e adesão espontânea. Foram utilizados recursos como brincadeiras, exploração das características sensoriais dos alimentos e participação ativa da criança nas escolhas e preparações. Os resultados observados indicaram redução da ansiedade e da recusa alimentar, maior tolerância à presença e manipulação de novos alimentos e ampliação do repertório alimentar. A abordagem também favoreceu autonomia, interação social e confiança durante as refeições. Conclui-se que estratégias baseadas no brincar e na aproximação gradual podem contribuir para uma relação mais positiva, segura e autônoma com a alimentação em crianças com TEA.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

Dias Tomazella, K., & Gouveia Pires, I. (2026). A CLÍNICA DO "NÃO FORÇAR": O Brincar como Ponte na Seletividade Alimentar no TEA. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1285

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E8. Saúde da Criança e do Adolescente