NÃO MEDICALIZAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO DIAGNÓSTICA DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO CUIDADO DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E DO NEURODESENVOLVIMENTO.

Autores

  • Thiago de Castro Menezes Menezes
  • Matheus Florentino dos Santos CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
  • Beatriz de Souza Rodolfo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”

Palavras-chave:

Saúde da Criança, Estratégia Saúde da Família, Neurodesenvolvimento

Resumo

Crianças com dificuldades de aprendizagem, alterações de comportamento, atenção, fala ou interação social podem chegar à Atenção Primária à Saúde acompanhadas de hipóteses diagnósticas e da expectativa familiar por um laudo. Entretanto, a compreensão dessas queixas exige avaliação que ultrapasse a manifestação clínica isolada e considere desenvolvimento, relações familiares, experiência escolar e contexto territorial. Este trabalho descreve a experiência de uma equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) de uma Unidade Básica de Saúde de São Paulo na construção de uma abordagem ampliada e não medicalizante. Trata-se de relato de experiência baseado no acompanhamento longitudinal, avaliação clínica e do desenvolvimento, escuta familiar, articulação com escolas e mobilização de recursos comunitários. A equipe acolhe crianças frequentemente encaminhadas com hipóteses de TEA, TDAH, dislexia ou discalculia e investiga aspectos clínicos, familiares e escolares, incluindo situações de bullying, discriminação ou violência. A articulação com a escola ocorre por cartas e, quando necessário, reuniões, buscando compreender dificuldades, estratégias pedagógicas, adaptações e apoios disponíveis. O território amplia as possibilidades terapêuticas por meio de recursos como psicopedagogia, psicologia, atividades esportivas, arteterapia e espaços de convivência. Quando indicada avaliação especializada, informações clínicas, familiares e escolares são reunidas para qualificar a discussão diagnóstica e o encaminhamento, podendo a teleneurologia apoiar esse processo. A experiência evidencia que não medicalizar não significa postergar o cuidado, mas investigar de forma abrangente e oferecer suporte enquanto a definição diagnóstica é construída, preservando o acompanhamento longitudinal e a articulação entre família, escola, território e saúde.

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Publicado

2026-09-30

Como Citar

Menezes, T. de C. M., Florentino dos Santos, M., & de Souza Rodolfo, B. (2026). NÃO MEDICALIZAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO DIAGNÓSTICA DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO CUIDADO DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E DO NEURODESENVOLVIMENTO. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1475

Edição

Seção

e-Pôster|Assistência| E8. Saúde da Criança e do Adolescente

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