COORDENAÇÃO DO CUIDADO NA LINHA DE DOR TORÁCICA

Autores

Resumo

Objetivo: Avaliar a efetividade da implantação e consolidação do protocolo institucional de dor torácica e Síndrome Coronariana Aguda (SCA) em duas Unidades de Pronto Atendimento, considerando os indicadores assistenciais, a adesão às diretrizes clínicas e a coordenação do cuidado entre os diferentes níveis da Rede de Atenção à Saúde. Método: Estudo observacional, retrospectivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido nas Unidades de Pronto Atendimento Campo dos Alemães e Alto da Ponte, em São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Foram analisados indicadores relacionados ao protocolo de dor torácica no período de janeiro a agosto de 2026, incluindo número de protocolos abertos, tempo porta-eletrocardiograma, tempo porta-médico, adesão ao protocolo institucional, terapias de reperfusão e encaminhamentos ao Hospital Pio XII, referência municipal em cardiologia. A estratégia de coordenação do cuidado contemplou educação permanente, monitoramento sistemático dos indicadores, integração com a cardiologia e utilização de instrumento de comunicação com a Atenção Primária, favorecendo a inserção e continuidade do paciente na linha de cuidado cardiovascular após o atendimento de urgência. Resultados: No período analisado, foram registradas 2.458 aberturas do protocolo de dor torácica, sendo 1.016 na UPA Campo dos Alemães e 1.442 na UPA Alto da Ponte, demonstrando elevada sensibilidade das equipes para identificação precoce de pacientes com suspeita de SCA. Destes, 531 pacientes na UPA Campo dos Alemães e 528 na UPA Alto da Ponte foram direcionados às Rotas 1 e 2 da linha de cuidado. Observou-se 100% de adesão ao protocolo institucional, tempo médio porta-eletrocardiograma de 6 minutos e 53 segundos e tempo porta-médico de 17 minutos. Os pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) foram avaliados de forma integrada com a equipe cardiológica do Hospital Pio XII por meio de aplicativo institucional, favorecendo a definição ágil da estratégia terapêutica. Conforme indicação e disponibilidade, foram encaminhados para angioplastia primária ou submetidos à trombólise na própria unidade. As capacitações periódicas e o monitoramento dos indicadores contribuíram para o fortalecimento e consolidação da linha de cuidado cardiovascular. Conclusão: A implantação de protocolo assistencial padronizado, associada à educação permanente, ao monitoramento de indicadores e à integração entre as Unidades de Pronto Atendimento, cardiologia de referência e Atenção Primária, fortaleceu a coordenação do cuidado na linha de dor torácica. A estratégia favoreceu maior segurança assistencial, agilidade na tomada de decisão e continuidade do acompanhamento na Rede de Atenção à Saúde, contribuindo para um cuidado cardiovascular integrado entre os diferentes níveis de atenção.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-10-01

Como Citar

Vitório, E. A., Júnior , H. B. L. A., & Silva   , V. R. da. (2026). COORDENAÇÃO DO CUIDADO NA LINHA DE DOR TORÁCICA. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1282

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)