COORDENAÇÃO DO CUIDADO NA LINHA DO AVC
Resumo
Objetivo: Relatar a experiência de implantação e fortalecimento da linha de cuidado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) em uma Unidade de Pronto Atendimento, por meio da organização dos fluxos assistenciais, padronização de protocolos, capacitação multiprofissional e monitoramento de indicadores, visando qualificar a identificação precoce, reduzir os tempos assistenciais e promover maior segurança no atendimento aos pacientes com suspeita de AVC. Método: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido na Unidade de Pronto Atendimento Campo dos Alemães e Unidade de pronto Atendimento Alto da Ponte, em São José dos Campos, São Paulo, com início em janeiro de 2025 na UPA Alto da Ponte e em Janeiro de 2026 na UPA Campo dos Alemães. Foram implementados protocolos institucionais, fluxo estruturado para identificação e manejo inicial do AVC, capacitações periódicas da equipe multiprofissional, simulações clínicas, articulação com o hospital de referência e monitoramento sistemático dos indicadores assistenciais. Resultados: Durante o período analisado janeiro de 2026 até agosto de 2026 foram registrados na UPA Alto da Ponte foram abertos 63 protocolos e na UPA Campo dos Alemães no mesmo período foram 67 protocolos institucionais de AVC abertos. A reorganização do fluxo assistencial favoreceu maior padronização das condutas, fortalecimento da atuação multiprofissional, melhoria da comunicação entre os profissionais e maior integração com o serviço de referência, sendo este o foco principal da pesquisa garantir a continuidade do cuidado do paciente na UPA Campo dos Alemães dos 67 pacientes que tiveram abertura de protocolo, cerca de 38 foram encaminhados para avaliação da neurologia e todos foram inseridos na coordenação do cuidado, onde 41% dos casos seguiu na atenção especializada e 26% na atenção primária, já na UPA Alto Ponte dos 63 protocolos abertos e todos foram inseridos na coordenação do cuidado onde 65% foi encaminhado para atenção primária e 35% na especializada, com taxa de óbito de 0%. Os indicadores relacionados ao tempo médio demonstraram 41 minutos entre o início dos sintomas e a classificação de risco, 13 minutos entre a classificação de risco e a avaliação médica, 1 hora e 5 minutos entre a avaliação médica e a transferência e tempo total médio de 1 hora e 51 minutos entre o início dos sintomas e a transferência para o serviço de referência. Conclusão: A organização da linha de cuidado do AVC associada à educação permanente, padronização dos processos assistenciais e monitoramento sistemático dos indicadores demonstrou potencial para qualificar a assistência, fortalecer a segurança do paciente, reduzir a variabilidade dos processos e ampliar a integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção às Urgências.
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