BORA” TROCAR A LENTE DOS ÓCULOS? O MAPEIO DE ATIVOS EM SAÚDE COMO METODOLOGIA DE PRODUÇÃO DE VIDA E CUIDADO NO TERRITÓRIO

Autores

  • Taynã do Nascimento Costa Moreira
  • Helyn Thami da Silva Grupo HT
  • Lucia Regina Gatti Murakami Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim
  • Guilherme Moura Bejo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim
  • Brunna Delesporte Esteves Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim
  • Marcia Maria Paschoaleto Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim
  • Ana Paula Basílio Tavares Rocha Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim
  • Jussara Aparecida Melo Nadfeyes Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim

Palavras-chave:

promoção da saúde, Atenção Primária à Saúde

Resumo

INTRODUÇÃO: O Mapeio de Ativos em Saúde é uma metodologia de Promoção da Saúde que  nos convida a olhar além da doença e observar o que gera bem-estar no território (salutogênese). Por meio dela é possível revelar os recursos locais, sejam eles pessoas, espaços ou atividades. Com essa escuta ampliada sob viés positivo, é possível transformar os Ativos em cuidado real, fortalecendo a autonomia dos usuários e os vínculos comunitários. O Mapeio de Ativos nos convida a mudar a lente e colocar o cidadão no centro do processo, reconhecendo que a comunidade sabe o que gera saúde no seu cotidiano, além de fortalecer a Equidade nas ações desenvolvidas nos territórios da APS.

OBJETIVO:

Apresentar o processo de construção da metodologia do Mapeio de Ativos em Saúde, focando a aplicação na Atenção Primária à Saúde, considerando suas etapas, instrumentos, responsabilidades e estratégias de monitoramento em territórios vulneráveis.

MÉTODO:

Relato de experiência descritivo, com base no projeto piloto no ano de 2024. Para definição do Mapeio de Ativos, foram estabelecidas 5 etapas no processo: 1)  Formação e Sensibilização: com a criação do Grupo Condutor, houve o alinhamento conceitual de gestores e equipes, e escolha do público-alvo. Neste momento, há o alinhamento conceitual da proposta com as equipes e definição do público-alvo; 2) Mapeamento dos ativos: Profissionais e agentes aplicam questionários e escutam ativamente a comunidade para descobrir as potências categorizados por pessoas, equipamentos e atividades; 3) Análise e Construção do Mapa: O dado se transforma em informação e decisão. Por exemplo: se 72% dos idosos conhecem um equipamento de atividade física no território, mas não utilizam, a questão é o engajamento. O mapa torna essas relações visíveis; 4) Referência Comunitária: Momento de vinculação entre os ativos encontrados e a população. As equipes passam a indicar os ativos no prontuário do paciente, integrando a comunidade ao plano terapêutico diário; 5)  Monitoramento: Avaliação dos indicadores definidos para ajuste de rotas durante o processo.

RESULTADOS:

A experiência do projeto piloto permitiu a sistematização da metodologia com os aprendizados acumulados, com definição de etapas, responsabilidades, instrumentos de registro e estratégias de monitoramento. Esse processo culminou na elaboração e formalização de documentos institucionais orientadores, favorecendo a padronização da aplicação do Mapeio de Ativos (Manual de Instrução e Rotina e Fluxograma) e sua expansão para novos territórios com serviços de APS. Como resultados metodológicos podemos sistematizá-los na: Construção de uma metodologia institucional estruturada: bagagem técnica construída com o projeto piloto em 2024; Definição de etapas e responsabilidades: definidas e monitoradas em Grupo Condutor do Mapeio de Ativos em Saúde; Padronização dos instrumentos de escuta e registro:levando em consideração diferentes cenários da APS e capacidades tecnológicas locais; Organização dos ativos em três categorias, conforme metodologia utilizada: pessoas, equipamentos e atividades; Elaboração da Carteira de Ativos: instrumento para apoiar a fase da referência comunitária; Definição de indicadores para acompanhar o processo: desde o levantamento dos ativos até a prescrição social e avaliação de impacto; Incorporação da participação comunitária, Equidade e Determinantes Sociais de Saúde como princípios orientadores do Mapeio de Ativos.

CONCLUSÃO:

A experiência permitiu transformar uma abordagem conceitual de Ativos em Saúde em uma metodologia aplicável à Atenção Primária à Saúde, articulando território, participação comunitária, Equidade e Cuidado, articulando principalmente com os componentes existentes na Política Nacional de Promoção da Saúde que tem como foco a melhoria da qualidade de vida e a redução das vulnerabilidades.

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Publicado

2026-10-02

Como Citar

Moreira, T. do N. C. ., Thami da Silva , H., Regina Gatti Murakami, L., Moura Bejo, G., Delesporte Esteves , B., Paschoaleto, M. M., Basílio Tavares Rocha , A. P., & Melo Nadfeyes, J. A. (2026). BORA” TROCAR A LENTE DOS ÓCULOS? O MAPEIO DE ATIVOS EM SAÚDE COMO METODOLOGIA DE PRODUÇÃO DE VIDA E CUIDADO NO TERRITÓRIO. Anais De Eventos Científicos CEJAM, 1(12). Recuperado de https://evento.cejam.org.br/index.php/AECC/article/view/1343

Edição

Seção

e-Pôster|Gestão| E11. Qualidade, Processos e Governança em Saúde

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